Terça, 23 Dezembro 2025 06:31

CLIPPING AHPACEG 23/12/25

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ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Iniciativa inédita define regras para a terapia ABA no intercâmbio regional da Unimed Federação Centro Brasileira

https://www.folhadoplanalto.com.br/2025/12/iniciativa-inedita-define-regras-para.html

Os pequenos milagres de Natal

https://g1.globo.com/go/goias/videos-ja-2-edicao/video/os-pequenos-milagres-de-natal-14201354.ghtml

Em 2024 foi pregação; 2025, evangelização. De 2026 em diante, a Saúde pode desvelar-se

https://www.saudebusiness.com/colunistas/em-2024-foi-pregacao-2025-evangelizacao-de-2026-em-diante-a-saude-pode-desvelar-se/

Técnico de Enfermagem é Demitido por Cair no Golpe do Falso Médico

https://diariodoestadogo.com.br/tecnico-de-enfermagem-e-demitido-por-cair-no-golpe-do-falso-medico-580624/

FOLHA DO PLANALTO

Iniciativa inédita define regras para a terapia ABA no intercâmbio regional da Unimed Federação Centro Brasileira

A Unimed Federação Centro Brasileira acaba de dar um passo inédito e estratégico no cuidado oferecido a pacientes que necessitam da terapia ABA, com a aprovação da primeira regra para a regulação da prestação de serviços de Análise do Comportamento Aplicada (ABA) no intercâmbio regional.

Elaborado com o apoio de uma consultoria especializada e após intensas discussões com a equipe técnica da Federação, o Regramento Técnico para Prestação de Serviços em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) foi detalhado inicialmente durante o Workshop de Intercâmbio, realizado em 31 de outubro. No evento, foram apresentadas contribuições relevantes, que foram prontamente incorporadas ao projeto.

Em 12 de dezembro, a proposta foi apresentada pela mestre em Psicologia, especialista em Neuropsicologia e ABA, Beatriz Costa, durante a Reunião do Conselho Federativo da Unimed Federação Centro Brasileira. A aprovação foi unânime, consolidando o compromisso da Federação com a qualificação do atendimento e a adoção de práticas alinhadas aos mais altos padrões técnicos.

Segundo Roberta Castro, da área de Gestão em Saúde/Compras da Federação, o próximo passo será a operacionalização e a implementação do regramento nos processos de intercâmbio entre as Unimeds de Goiás e Tocantins, assegurando uma atuação integrada e eficaz.

O regramento será aplicado a profissionais credenciados e instituições parceiras que ofertem serviços de intervenção comportamental, além de orientar as áreas assistenciais e de auditoria das Singulares.

O documento estabelece, entre outros pontos, os requisitos mínimos para a composição das equipes de atendimento, a formação do aplicador terapêutico, a definição de valor teto para cobrança em intercâmbio, a inclusão da participação de psicopedagogo graduado em Pedagogia e especializado em Psicopedagogia, bem como indicadores de qualidade e monitoramento dos serviços.

A proposta também institui o Comitê Técnico ABA da Federação, composto por representantes de cada Singular, responsável por atualizar o regramento, deliberar sobre codificação e tabelas, acompanhar indicadores e auditorias e revisar a norma anualmente ou sempre que houver atualização regulatória.

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TV ANHANGUERA

Os pequenos milagres de Natal

https://g1.globo.com/go/goias/videos-ja-2-edicao/video/os-pequenos-milagres-de-natal-14201354.ghtml

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SAÚDE BUSINESS

Em 2024 foi pregação; 2025, evangelização. De 2026 em diante, a Saúde pode desvelar-se

Cognição Artificial pode fazer o setor voar.

O ano de 2025 foi um ano em que a intuição valeu menos. Não é possível dizer se foi diferente em 2024, mas tudo foi mais rápido. Assustadoramente mais rápido no contexto de “tempo dos afetos”, onde tudo nos parece mais ou menos veloz. Muitas vezes estamos diante de determinadas situações na vida, ou desafios, em que não basta ‘gastar’ intuição; é preciso parar, pensar, estudar, inserir análises e, com algum heroísmo, concluir. Nem sempre concluímos de maneira acertada; em geral, temos pouco tempo para avaliar e o erro nos espreita.

Em 2025, estamos sendo testados, ou cobrados a formular juízo em escolhas que envolvem consequências que nos impactarão décadas ou séculos à frente. Refiro-me à locomotiva da Cognição Artificial (IA), que está invadindo nossas vidas, nosso trabalho, família, crenças, política e Saúde. Em 2025, nossa capacidade de intuição foi menos importante do que nossa capacidade de discernimento. Não será diferente em 2026, talvez seja ainda mais rápido.

Nas Cadeias de Saúde, não nos livramos dos velhos problemas e demandas seculares. Pelo contrário, como imaginar essa manchete há uma década? “Oito em cada dez hospitais do NHS inglês estão atendendo pacientes de pronto-socorro nos corredores”. Comparativamente, no mesmo dezembro de 2025, o MIT (Massachusetts Institute of Technology), talvez a melhor universidade do mundo, publicou: “Pesquisadores do MIT dão vida a objetos usando IA e robótica”, sem falar no relatório “AI in Hospitals: 2025 Adoption Trends & Statistics” queexpressou:“Em 2024, 71% dos hospitais não-federais de cuidados agudos dos EUA já utilizam IA preditiva integrada aos seus EHR (contra 66% em 2023)”. Tempos loucos, tempos exuberantes…

A comunidade médica e as lideranças globais em saúde estão no alto de uma montanha, muitos olhando para os lados sem saber bem qual é o topo, mas ativando esforços para subir ainda mais e não descer. Até porque não há mais retorno. Outros permanecem impávidos, presos, imobilizados pela incerteza e pela aposta intuitiva (“é bolha!”). Algumas lideranças médicas, inclusive no Brasil, já arregaçam as mangas, testam, estudam, pesquisam e, talvez, ainda assim desconfiem que o “mundo não dura mais do que um par de anos…”.

Essa relação entre medo, coragem e esperança na tomada de decisão é decifrada por Espinosa (1632-1677): “medo não é covardia, é tristeza por antecipação produzida pela imaginação de um futuro incerto” (se temos certeza de algo ruim, não temos mais medo, mas tristeza).Ele nasce menos do perigo do que da ‘ideia de um perigo eminente’, reduzindo a potência de agir. Coragem, ao contrário, não é euforia e nem negação ao risco. Espinosa chamava de fortitudo [em português, fortaleza ou força de ânimo] essa força de perseverar e agir sob a orientação da razão, mesmo quando a imaginação insiste em transformar o futuro incerto em sentença. “Sob a razão, a perseverança vira fortitudo; sob a imaginação, vira servitus: o conatus governado por paixões e pela flutuação entre esperança e medo.”

Ou seja, nossas expectativas quanto ao porvir (futuro) dialogam constantemente com nossa emoção e razão. Quando a ‘conjectura sobre o futuro é positiva’, decorre esperança; quando somos dominados por uma ‘conjectura negativa’, decorre medo. Assim, diante das IAs, muitas lideranças médicas não apostam no “fim do mundo” (embora não haja certezas).

Essa fluência de dúvidas, debates e questionamentos sobre o impacto da tecnologia na civilização humana não é nova. Esse mergulho tecnicista vem de milênios. Espiar suas raízes talvez nos ajude a entender a brutal transformação que nos aguarda. Se Heidegger (1889-1976), por exemplo, um dos mais importantes pensadores sobre a ‘metafísica da técnica na vida humana’, estivesse vivo hoje, ele não perguntaria “o que essa IA faz?”; mas sim: “o que a IA nos faz ver como sendo real?”.

Para ele, tecnologia não é um conjunto de ferramentas: é um modo de desvelamento. Uma lente ontológica. Uma maneira de o mundo aparecer. Entendendo “desvelamento” aqui como “o ato de tornar público, de fazer com que seja do conhecimento da maioria; revelação, exposição”. Se ontologia é o estudo do ser, da existência e da realidade, Heidegger levou isso aoparoxismo:para ele, a desertificação (cunhada por Nietzsche), onde o homem suprassensível desapareceu(não há mais muletas metafísicas de apoio, sejam celestiais ou transcendentais), restou ao humano a tarefa mais incômoda de todas: habitar essa clareira (abertura em que algo novo pode aparecer), decidindo o que comparecerá como o real.

A técnica moderna, em Heidegger, não entra nessa clareira desértica como mera “ajuda”: ela a reorganiza e redefine o deserto. Ela enquadra o mundo (Gestell), exigindo que tudo e todos compareçam como recurso disponível, mensurável, previsível, extraível, inclusive nós mesmos. Nesse cenário de desertificação, o que antes era “muleta metafísica” vira muleta operacional e consolo por meio da eficiência. Ou seja (e aqui vem o desconforto), a IA não chega apenas como mais um instrumento, ela chega como uma entidade que reordena o visível, reclassifica o provável, decide o relevante, e transforma a experiência humana em algo cada vez mais… interconectado (cada vez menos “só nosso, só meu”). Para entender essa fricção entre a tecnologia e a pulsão humana, é preciso entender as diferenças heideggerianas entre “ente” e “ser”.

Se ‘ente’ é tudo aquilo que encontramos (pessoas, objetos, eventos, dados, etc.), então a IA pode ser a grande indústria contemporânea de ‘entes’: ela captura, recorta, prevê, recombina… etc. Mas o ‘ser’… bem, o ser é outra coisa. É o horizonte que permite a qualquer ente “aparecer”. É a condição de possibilidade do aparecer. Quando o mundo inteiro vira cálculo, o ‘ser’ se ausenta, não por desaparecer, mas por ficar “imperguntado” (não-interrogado), apenas observando. Hoje, com as IAs, nós talvez estejamos vivendo um salto tecnológico mais amplo, que não só domina a matéria como também a significação. Isto é, uma inteligência artificial que reorganiza o mundo em conexões, dependências, correlações, mediações e acoplamentos: ela “redesenha o aparecer”.

O ‘ente’ vira dado; mas o ‘ser’ não se deixa reduzir a dado: permanece irredutível ao cálculo e escapa ao tipo de captura exercida sobre o ‘ente’. A IA opera sobre o ‘ente’: textos, imagens, prontuários, sinais vitais, padrões, correlações, etc. Ela não alcança o ‘ser’. Heidegger insere o exemplo do martelo: “Pense num martelo. Quando eu estou martelando de verdade, eu não fico contemplando o martelo. Eu não penso: ‘isto é um objeto de metal com cabo de madeira’. Nada disso. O martelo, nesse momento, quase desaparece. Ele é só ‘o que funciona’, incorporado no gesto. Agora, quando o martelo quebra, ou a cabeça se solta, aí acontece uma coisa estranha: o martelo deixa de ser ‘aquilo com que eu faço’ e vira ‘aquilo sobre o que eu penso’. Ele salta do pano de fundo e vira tema”. Ou seja: o mundo não exige que repensemos o sentido a cada segundo (enlouqueceríamos). O mundo nos entrega um sentido ‘suficiente’ para viver. Mas quando algo falha, o sentido aparece como problema (muitos, inclusive, vivem em tormento porque tudo precisa fazer sentido a todo instante).

Será assim com a Cognição Artificial (IA): ela não existe para nos fazer pensar nela o tempo todo, mas para reprogramar o pano de fundo, fazendo as coisas aparecerem como probabilidade, score, prioridade, antes mesmo de notarmos. Quando ela ‘funciona’, ela some do cotidiano (tudo o que a envolve é “ente”, não precisa do “ser”). Ela está no corretor, na busca, no mapa, no filtro, no suporte clínico, no resumo, na triagem, na agenda, na consulta ambulatorial, etc. Ela vira infraestrutura, ou talvez commodity, como citou recentemente Satya Nadella, CEO da Microsoft. Ela ficará invisível, como hoje é a eletricidade (você só pensa nela quando é cortada).

Isso é parte do ideário heideggeriano: quando a IA falhar (quando alucina, quando erra, quando distorce ou evidencia um viés, ou uma recomendação errada), ela deixa de ser pano de fundo e vira alvo: salta do modo ‘com-que-eu-operava’ para o modo ‘sobre-o-que-eu-tenho-que-pensar’. Estamos preocupados demais em criar “instâncias” ou atributos de segurança para os LLMs. Antes de testá-los, já estamos angustiados com as possíveis imperfeições. É mais simples do que parece: “teste, use, ensaie, erre: quando a IA desaparecer no uso, ela vira mundo. E quando vira mundo, a pergunta não é mais tecnológica, mas ontológica”. Se, por outro lado, ela vira infraestrutura de Saúde, então o que vale é governança, auditoria e responsabilidade, que deixam de ser ‘compliance’ para se transformarem em “condições de realidade”.

Nem por um momento pense que Heidegger, vivendo hoje, entre nós, ficaria satisfeito com os efeitos da tecnologia sobre o mundo. Longe disso. Em muitos capítulos de sua vasta produção literária (dezenas de volumes), ele escrevia como um verdadeiro tecnófobo. Aliás, não poucas vezes ele escreveu estultices medonhas, quando à sombra do nacionalismo nazista alemão (nunca se livrou da pecha de ‘pulha colaboracionista’). Mesmo assim, suas obras “Ser e Tempo” (1927), “Os Problemas Fundamentais da Fenomenologia” (1928) e muitas outras ainda hoje são cânones da filosofia e continuam estruturando debates acadêmicos em todo o Ocidente.   

Para finalizar, antes de entrar em 2026, seria bom preocuparmo-nos menos com a litania de “que as inteligências artificiais vão superar os humanos, ou uma AGI vai subjugar os homens”. Apenas voe. Sabe o que é voar? Quem sair de Guarulhos com destino a Madri, por exemplo, VOARÁ. Seu corpo vai atravessar o Atlântico e chegar à Europa dentro de uma aeronave. Antes de sentar em seu assento, ninguém se perguntará: “..., mas será que esse avião voa como um pássaro?” Óbvio que não voa, mas isso é totalmente desimportante e tolo. Use as IAs sem exigir que elas “voem” melhor ou pior que humanos. Comemore 2025. Logo vamos decolar novamente. Sorte em 2026!

Guilherme S. Hummel

Head Mentor – EMI (eHealth Mentor Institute)

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DIÁRIO DO ESTADO

Técnico de Enfermagem é Demitido por Cair no Golpe do Falso Médico

Sidnei Alves Monteiro, de 47 anos, enviou a lista de ramais telefônicos e alguns prontuários para um homem que fingia ser um profissional do hospital em Santos (SP). Ele registrou um boletim de ocorrência e pretende entrar com um processo contra a unidade de saúde.

Um técnico de enfermagem e instrumentador cirúrgico foi demitido de um hospital em Santos, no litoral de São Paulo, após cair no golpe do falso médico. As imagens, obtidas pelo DE nesta terça-feira (23), mostram o momento em que Sidnei Alves Monteiro, de 47 anos, enviou a lista de ramais telefônicos e alguns prontuários para um homem que fingia ser um profissional da unidade de saúde.

O Hospital Beneficência Portuguesa informou que o funcionário foi desligado após descumprir as normas internas, principalmente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e as diretrizes institucionais de segurança da informação e do paciente (confira o posicionamento completo mais abaixo).

Sidnei contou que o golpista entrou em contato por meio do ramal telefônico que os funcionários usam para se comunicar. O suspeito se apresentou com o nome real de um dos médicos do centro cirúrgico e tinha os nomes completos dos pacientes que estavam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O técnico afirmou que não estava acostumado a fazer serviços administrativos, mas não encontrou uma secretária para ajudar o suposto médico que pedia as numerações dos prontuários dos pacientes, por volta das 9h do último dia 12.

“Prestes a desligar o ramal, devido ao tempo que estava perdendo, o golpista pediu meu celular e pediu que eu fotografasse os prontuários com os números destes, e assim fiz inocentemente”, disse Sidnei, destacando ter enviado apenas a capa dos documentos, onde não havia os telefones dos pacientes.

O suposto médico tentou dar um golpe em uma das pacientes, que desconfiou do contato e acionou o hospital. Por volta das 16h do mesmo dia, o técnico foi chamado pela gerência de enfermagem porque o nome dele estava na foto do prontuário enviada pelo golpista.

“De boa-fé, eu falei o que ocorreu. Pensei que iria ajudar na investigação e não ser mandado embora por justa causa”, afirmou Sidnei. “Minha carreira de 18 anos foi manchada por eu levar o golpe, eu sou o culpado pelo golpe?”, questionou o profissional.

Sidnei registrou um boletim de ocorrência (BO) pela Delegacia Eletrônica e pretende entrar com um processo contra o hospital.

“Me sinto triste e abalado, pois sou PCD [Pessoa Com Deficiência], tenho visão monocular [condição de enxergar com apenas um olho] e negro. Tenho ciência de que será difícil um novo emprego, sou pai de família e em pleno Natal fiquei desempregado”, lamentou Sidnei.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o caso foi registrado como estelionato e encaminhado ao 2º Distrito Policial (DP) de Santos. A pasta acrescentou que a vítima foi orientada quanto à necessidade de representação criminal para prosseguimento das investigações.

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Assessoria de Comunicação        

Segunda, 22 Dezembro 2025 06:42

CLIPPING AHPACEG 22/12/25

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ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Panorama da Educação Médica

https://medicinasa.com.br/educacao-edicao32/

Menos desperdício, mais acesso: a equação da saúde suplementar

https://medicinasa.com.br/equacao-saude-suplementar/

Viagens ao exterior, carros e apartamentos à beira mar: a vida de luxo do empresário acusado de desviar dinheiro da saúde pública

https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2025/12/21/viagens-ao-exterior-carros-e-apartamentos-a-beira-mar-a-vida-de-luxo-do-empresario-acusado-de-desviar-dinheiro-da-saude-publica.ghtml

Promessas de cura rápida e tratamentos milagrosos: anúncios falsos de saúde usam IA e imagem de famosos

https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2025/12/21/promessas-de-cura-rapida-e-tratamentos-milagrosos-anuncios-falsos-de-saude-explodem-nas-redes-e-usam-imagem-de-famosos.ghtml

Como calcular ROI em clínicas com exemplos práticos

https://www.saudebusiness.com/gestao/como-calcular-roi-em-clinicas/

MEDICINA S/A

Panorama da Educação Médica

Brasil ultrapassa 50 mil vagas anuais em medicina após abertura de 77 novos cursos. Projeção indica que o país pode superar 1,2 milhão de médicos até 2030

Um levantamento da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) mostra que o Brasil vive uma nova fase de expansão no ensino médico. Entre janeiro de 2024 e setembro de 2025, o Ministério da Educação (MEC) autorizou a criação de 77 novos cursos de Medicina, totalizando 4.412 vagas de graduação. No mesmo período, outros 20 cursos já existentes tiveram suas turmas ampliadas, o que representou 1.049 vagas adicionais.

No total, o país ganhou 5.461 novas vagas em menos de dois anos. Com isso, o Brasil chega a 494 escolas médicas em 2025, com 50.974 vagas anuais de graduação, das quais 80% estão em instituições privadas.

A análise, que utilizou dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI), foi realizada pelo grupo de pesquisa Demografia Médica no Brasil, coordenado pelo Prof. Dr. Mário Scheffer, do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP, com a participação dos pesquisadores Ivan Hossni e Cristiane Almeida.

O grupo avaliou 197 portarias publicadas no Diário Oficial da União (152 referentes a pedidos de novos cursos e 45 a aumentos de vagas), excluiu os pedidos indeferidos e cruzou as informações com o sistema e-MEC, base pública do Ministério da Educação, para calcular o total de cursos e vagas de graduação de medicina no país.

Expansão regional

A região Nordeste concentrou 43% das novas vagas (2.365), seguida por Sudeste (1.225), Norte (835), Sul (729) e Centro-Oeste (307). Os estados que mais receberam novos cursos foram Pará, Bahia e São Paulo, com oito cada. Entre as capitais, destacam-se São Luís (MA), que sozinha obteve cinco autorizações, e Belém (PA), Teresina (PI) e Boa Vista (RR), com dois cursos cada.

Entre os municípios do interior, chamaram a atenção aqueles que receberam duas autorizações simultâneas: Feira de Santana (BA), Luís Eduardo Magalhães (BA), Sobral (CE), Tianguá (CE), Cariacica (ES), São Mateus (ES), Ariquemes (RO), Santarém (PA) e Joinville (SC).

“Essa expansão reflete tanto o lobby do setor privado da educação e a pressão de prefeitos e parlamentares dos municípios beneficiados quanto diferentes fluxos e marcos regulatórios que orientam os processos de abertura de cursos ou ampliação de vagas, que podem seguir a lei Mais Médicos, ações judiciais ou portarias do MEC”, explica o Prof. Dr. Mário Scheffer.

Impactos no sistema de saúde

Com o ritmo atual de formação, que supera 50 mil novos médicos por ano, o Brasil poderá alcançar 1,2 milhão de profissionais até 2030, o equivalente a mais de cinco médicos por mil habitantes.

“A expansão terá impactos significativos no sistema de saúde. Por um lado, aumenta a disponibilidade de médicos; por outro, acentua a defasagem entre vagas de graduação e de residência médica. O Brasil precisa planejar melhor a qualificação, a distribuição e a inserção desses novos profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS)”, avalia Scheffer.

As novas Diretrizes Curriculares Nacionais para Medicina, homologadas pelo MEC em setembro, que preveem avaliação obrigatória no quarto ano do curso, antes do internato, juntamente com o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), são parte dos esforços para assegurar a qualidade dos cursos e da formação dos futuros médicos.

Raio X da medicina no estado de São Paulo

Ao final de 2025, o estado de São Paulo contará com aproximadamente 197 mil médicos. O estudo “Demografia Médica do Estado de São Paulo 2026”, realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), a Associação Paulista de Medicina (APM) e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), projeta um aumento expressivo da oferta nos próximos anos, quando o número de profissionais poderá ultrapassar 235 mil em 2030, chegando à marca de 340 mil profissionais ao final da década.

Esse crescimento acelerado fará com que a razão de médicos por habitantes suba de quatro por mil habitantes em 2025 para sete por mil em 2035. Apesar do aumento geral, a distribuição permanecerá desigual. Enquanto em 2025 a região de Ribeirão Preto dispõe de 5,2 médicos por mil habitantes, a de Registro tem 2,1.

“Ter acesso a dados tão importantes e confiáveis é fundamental para nortear nossas ações e seguir no caminho da qualidade, tomando decisões baseadas em informações concretas e objetivas, com condições de estabelecer uma política de saúde pública competente”, destaca o secretário de estado da saúde de São Paulo, Eleuses Vieira de Paiva.

Especialistas x generalistas

O estudo aponta que 60% dos médicos em São Paulo (aproximadamente 117,7 mil) são especialistas, confirmando o papel do estado como centro formador e empregador. Ainda mais concentrados do que os médicos em geral, 57% dos especialistas estão na Grande São Paulo e outros 10% na região de Campinas.

Já o grupo de médicos generalistas (sem título de especialista) cresce em ritmo muito maior que o de especialistas. Atualmente, são cerca de 80 mil profissionais nessa condição, correspondendo a 40% do total, um salto significativo em comparação ao ano 2000, quando representavam menos de 25%.

Expansão e privatização do ensino

O fenômeno do crescimento do número de médicos generalistas está relacionado, dentre outros fatores, à expansão do ensino privado e à insuficiência de vagas de residência médica (RM) para todos os egressos. Nos últimos dez anos, foram abertos 40 novos cursos de medicina em São Paulo, totalizando 87 escolas médicas em 2025. A expansão consolidou a privatização do ensino: hoje, 92% do total de vagas são oferecidas por escolas médicas privadas, enquanto menos de 10% estão em instituições públicas.

Embora tenha havido descentralização, a Grande São Paulo ainda detém mais de 40% das vagas de graduação. A oferta de residência, apesar de ter aumentado, não acompanhou o mesmo ritmo e ainda atrai muitos candidatos de outros estados.

“A abertura indiscriminada de cursos de Medicina e o crescimento acelerado do número de médicos generalistas, uma vez que não há vagas de residência médica para todos, são uma grande preocupação da APM e de todo o movimento associativo”, afirma o presidente da Associação Paulista de Medicina, Antonio José Gonçalves.

Mulheres e jovens redefinem a profissão

O perfil dos médicos em São Paulo vem apresentando mudanças. As mulheres consolidaram-se como maioria e, em 2025, passaram a representar 52% do total de médicos. A tendência de feminização é contundente: a projeção é de que elas passem a representar 70% da população de médicos na próxima década.

Atualmente, as médicas predominam em 22 das 55 especialidades, sendo maioria expressiva (mais de 60%) em áreas como pediatria, ginecologia e obstetrícia, e medicina de família e comunidade. Além de mais feminina, a profissão rejuvenesceu: mais de um terço dos médicos no estado tem 35 anos ou menos.

“A feminização da medicina brasileira é uma conquista irreversível. Esse fato reflete o momento de transformação que vivemos, mas também impõe novos compromissos. Precisamos garantir que essa superioridade numérica venha acompanhada de equidade real em cargos de chefia, remuneração e condições de trabalho compatíveis com a realidade da mulher contemporânea”, analisa a diretora da FMUSP, Profa. Dra. Eloisa Bonfá.

Atualização profissional

A qualificação e a atualização dos profissionais de saúde serão determinantes para que o Brasil enfrente o envelhecimento populacional e a multimorbidade de doenças, e reduza desigualdades estruturais na formação e na oferta de mão de obra no sistema até 2035. O novo estudo da série Caminhos da Saúde Suplementar 2035, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), mostra que o país carece de políticas integradas de desenvolvimento profissional e convive com forte assimetria regional, marcada pela concentração de profissionais nas capitais.  

“A força de trabalho em saúde precisa estar preparada para uma sociedade que envelhece rapidamente e que exige competências técnicas, sociais e culturais mais amplas do que as práticas tradicionais contemplam”, afirma José Cechin, superintendente executivo do IESS.

O relatório destaca que o Brasil não possui uma política nacional obrigatória de capacitação para todas as categorias da saúde e que fragilidades nos currículos e na formação em serviço dificultam o atendimento às necessidades da população. Mesmo com expansão de cursos, a preparação continua insuficiente para estimular competências interprofissionais, sensibilidade cultural e domínio de tecnologias emergentes. Esse descompasso fica evidente na distribuição dos profissionais: municípios com mais de 500 mil habitantes concentram 57,8% dos médicos, com 5,75 por mil habitantes, enquanto municípios com menos de 5 mil têm apenas 0,51. 

“Sem investir em qualificação permanente, continuaremos formando profissionais que não respondem adequadamente às necessidades reais da população, especialmente nas regiões mais vulneráveis”, destaca Cechin. 

Tendências na qualificação

Entre as recomendações, o estudo defende políticas de desenvolvimento profissional contínuo, fortalecimento da formação interprofissional, maior uso de tecnologias educacionais — como simulação e teleducação — e mecanismos de certificação e acreditação das práticas formativas. A análise também apresenta experiências de Canadá, Austrália e Reino Unido, que adotam sistemas estruturados de atualização com avaliações periódicas, prática reflexiva e documentação sistemática. “Esses países mostram que a formação não termina na graduação. É preciso acompanhar, avaliar e garantir padrões mínimos de competência ao longo de toda a carreira”, complementa Cechin. 

No Canadá, o programa Maintenance of Certification (MOC), conduzido pelo Royal College of Physicians and Surgeons of Canada, constitui uma das principais estruturas de desenvolvimento profissional contínuo (DPC) do país. O modelo é baseado na premissa de que a aprendizagem ao longo da vida é essencial para manter a competência clínica, promover o aprimoramento profissional e garantir a qualidade dos serviços de saúde. Nesse contexto, o CPD (Continuing Professional Development) é a unidade básica de mensuração das atividades formativas, sendo que cada hora de participação em uma atividade reconhecida equivale a um crédito de CPD.

O programa exige que, em um ciclo de três anos, o profissional acumule pelo menos 150 créditos, distribuídos em diferentes tipos de atividades que reflitam tanto a atualização técnica quanto o desenvolvimento de habilidades transversais. As oito categorias de CPD reconhecidas são:

Aprendizagem em grupo (Group Learning), como congressos, workshops e cursos presenciais.

Aprendizagem autodirigida (Self-Learning), que envolve leitura crítica de literatura científica, módulos online ou podcasts educacionais.

Avaliação de desempenho pessoal (Assessment of Performance), com uso de feedbacks, auditorias clínicas e análise de resultados próprios.

Avaliação de resultados da prática profissional (Assessment of Outcomes), baseada em indicadores de desempenho clínico e impacto das ações sobre os pacientes.

Ensino e supervisão (Teaching and Supervision), incluindo preceptoria, orientação de residentes e palestras educacionais.

Contribuições para a profissão (Contribution to the Profession), como atuação em comitês, publicações científicas, revisão de periódicos ou participação em conselhos regulatórios.

Planejamento de aprendizado pessoal (Personal Learning Projects), nos quais o próprio profissional define objetivos, métodos e evidências de aprendizagem.

Atividades de desenvolvimento profissional estruturadas institucionalmente, como programas formais de mentoria e treinamento organizacional.

De acordo com o IESS, as abordagens adotadas revelam a importância de sistemas formais e estruturados de capacitação e revalidação profissional. Embora existam diferenças quanto à rigidez regulatória, à natureza das atividades formativas e aos mecanismos de avaliação, todos enfatizam a prática reflexiva, a integração de competências não clínicas e a necessidade de documentação sistemática.

“Desafios persistem, especialmente na equidade de acesso, na capacitação digital e na formalização da avaliação de competências transversais. O aprendizado a partir dessas experiências pode orientar o aperfeiçoamento das políticas de educação permanente no Brasil e em outros contextos”, conclui o estudo.

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Menos desperdício, mais acesso: a equação da saúde suplementar

As fraudes, erros e desperdícios ocupam um espaço relevante no custo das operadoras de saúde no Brasil. A estimativa é que aproximadamente 16% da despesa do setor seja consumida por pagamentos indevidos, o equivalente a mais de R$30 bilhões em 2024. Um volume bilionário que não produz qualquer ganho em saúde e reduz a capacidade do sistema de ampliar acesso aos planos de saúde. Afinal, em um mercado de sinistralidade elevada e margens estreitas, perdas desse tipo comprimem ainda mais a margem das operadoras e aumentam a pressão sobre preços ao longo do tempo.

Pesquisa recente do Vox Populi encomendada pelo Instituto de Estudos em Saúde Suplementar (IESS) expõe um paradoxo que o setor de saúde suplementar já conhece, mas ainda não conseguiu resolver. De um lado, o plano de saúde permanece como um dos benefícios mais desejados pelos brasileiros. Entre quem não possui cobertura, 85% dizem que ter um plano é importante e 61% afirmam que gostariam de contar com um hoje. De outro, a porta de entrada segue estreita, com o fator econômico sendo o principal impeditivo. Ou seja, o plano de saúde é valorizado, mas para muitos permanece fora do alcance.

A pesquisa também revela um outro lado da equação: a experiência dos usuários que já possuem um plano de saúde. Ainda que 85% dos beneficiários estejam satisfeitos com seus planos de saúde, melhor índice na série histórica, quase um quarto deles (24%) relata ter recebido alguma negativa de autorização de procedimento ou exame no último ano. O que impressiona aqui é que, no maior número de casos, essas negativas chegam sem transparência: 54% dizem não ter recebido justificativa clara. Não por acaso, a própria regulação avançou nesse tema com a nova RN 623, que passa a exigir transparência ativa nos canais de comunicação entre operadoras e beneficiários.

O efeito mais grave, contudo, não é apenas a fricção com o cliente. Quando a cobertura é recusada, 57% das pessoas simplesmente deixam de realizar o procedimento por não conseguirem arcar com o custo do particular. Em outras palavras: para muitos brasileiros, a negativa não vira alternativa – vira desistência, com risco direto para diagnóstico e tratamento no tempo certo. É um sinal claro de que, quando o controle de custo opera por bloqueio e burocracia, ele não só corrói confiança, como pode piorar desfechos e alimenta um ciclo de judicialização.

Tudo isso é reflexo da pressão econômica que o setor da saúde suplementar vive hoje. Os números da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ajudam a dimensionar o contexto: entre 2021 e 2024, o número de beneficiários passou de 49 milhões para 52 milhões de pessoas – um crescimento de 6%. No mesmo período, a despesa assistencial avançou 24%.

Isso tensiona o próprio princípio de mutualidade: em um sistema baseado na diluição de risco, o equilíbrio depende de mais vidas compartilhando um custo relativamente previsível. Quando as despesas disparam sem crescimento equivalente da base, a mutualidade perde potência. Como consequência, o risco fica menos distribuído, o custo médio sobe e o setor passa a operar em modo defensivo. Isso aparece para o usuário na forma de burocracia, demoras na aprovação e, muitas vezes, negativas.

Diante desse contexto, obter equilíbrio financeiro é um grande desafio para as operadoras de saúde. Controlar custos é necessário, mas não pode vir às custas de barreiras ao cuidado, nem transferir o peso da ineficiência do sistema ao beneficiário. Afinal, se uma parcela relevante dos custos nasce de ineficiências e pagamentos indevidos, então endereçar esse tema é a maneira mais direta de olhar para recuperação de margens no setor.

É por isso que as operadoras têm avançado para modelos de auditoria mais inteligentes, baseados em IA e análise de dados. Essas ferramentas permitem identificar padrões de comportamento suspeito, detectar cobranças irregulares e evitar pagamentos indevidos antes que eles ocorram, eliminando gargalos que custam bilhões todos os anos. Em outras palavras, a tecnologia permite o surgimento de uma barreira de alta precisão, evitando somente aquilo que realmente não melhora a saúde das pessoas, permitindo que os pacientes continuem tendo acesso ao tratamento devido.

É inegável que o equilíbrio econômico da saúde suplementar depende de múltiplas variáveis, e não só de eliminar pagamentos indevidos. Mas ignorar o peso das ineficiências é desperdiçar uma das oportunidades mais objetivas de aliviar a pressão sobre o sistema. Cada real que deixa de ir para o ralo em desperdícios retorna ao sistema como capacidade de investimento, expansão de rede, contenção de reajustes e ampliação de cobertura.

A tecnologia já está pronta e os resultados são visíveis e promissores. O desafio é ganhar escala, ampliar sua implementação e dar espaço para inovação dentro da operação, a fim de fortalecer as áreas de auditoria e transformar a eficiência em política permanente do setor.

*Fabricio Valadão é CEO e cofundador da Arvo.

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PORTAL G1

Viagens ao exterior, carros e apartamentos à beira mar: a vida de luxo do empresário acusado de desviar dinheiro da saúde pública

A Polícia Federal prendeu no fim de novembro o empresário Humberto Silva, acusado de liderar um esquema que desviou pelo menos R$ 25 milhões de recursos.

Por Fantástico

O Fantástico deste domingo (21) deu detalhes de um golpe que financiava viagens ao exterior, festas em apartamentos à beira mar e compra de carros e lanches. Tudo com dinheiro público desviado de postos de saúde e hospitais.

A Polícia Federal prendeu no fim de novembro o empresário Humberto Silva, acusado de liderar um esquema que desviou pelo menos R$ 25 milhões de recursos destinados à saúde pública para financiar uma vida de ostentação.

Segundo as investigações, Humberto e outros empresários usaram o Instituto Riograndense de Desenvolvimento Social Integrado (IRDESI), uma organização social sem fins lucrativos responsável pela gestão de hospitais, para desviar recursos públicos.

Entre 2022 e 2025, o instituto recebeu R$ 340 milhões, sendo a maior parte do valor paga pela Prefeitura de Embu das Artes, com verba federal.

O Fantástico deste domingo (21) deu detalhes de um golpe que financiava viagens ao exterior, festas em apartamentos à beira mar e compra de carros e lanches. Tudo com dinheiro público desviado de postos de saúde e hospitais.

O esquema

A Polícia Federal prendeu no fim de novembro o empresário Humberto Silva, acusado de liderar um esquema que desviou pelo menos R$ 25 milhões de recursos destinados à saúde pública para financiar uma vida de ostentação, incluindo viagens internacionais, aluguel de imóveis de luxo e um casamento em Paris.

Segundo as investigações, Humberto e outros empresários usaram o Instituto Riograndense de Desenvolvimento Social Integrado (IRDESI), uma organização social sem fins lucrativos responsável pela gestão de hospitais, para desviar recursos públicos. Entre 2022 e 2025, o instituto recebeu R$ 340 milhões, sendo a maior parte do valor paga pela Prefeitura de Embu das Artes, com verba federal.

Vida de ostentação

Segundo a polícia, parte do dinheiro desviado foi usada para pagar despesas pessoais, como aluguel de um apartamento de frente para o mar em Balneário Camboriú, viagens e compras de artigos de luxo.

A atual esposa de Humberto, Maíne Baccin, que foi pedida em casamento aos pés da Torre Eiffel, recebia salário de R$ 23 mil sem trabalhar. A ex-esposa também se beneficiava do esquema, com aluguel pago pelo instituto.

A PF também identificou empresas fictícias que emitiam notas fiscais falsas para justificar serviços não realizados. Só com duas dessas empresas, foram desviados pelo menos R$ 8 milhões.

Impacto na saúde

Enquanto o dinheiro era usado para ostentação, hospitais administrados pelo IRDESI enfrentavam falta de medicamentos e equipamentos básicos. Em Jaguari (RS), um idoso morreu após não conseguir nebulização por falta de aparelho de R$ 70.

“É absurdo, porque está faltando na base, no atendimento, no remédio, nos cuidados de saúde”, resumiu um morador de Embu das Artes.

Medidas judiciais

Até agora, a Justiça bloqueou 14 imóveis, 53 veículos, uma lancha e contas bancárias de 20 investigados. O prejuízo estimado é de R$ 25 milhões.

Em nota, a defesa de Tássia Nunes disse que ninguém é culpado antes do devido processo legal. E que a antecipação de juízos condenatórios viola a presunção de inocência.  Também por nota a defesa de Maíne Baccin afirma que "está realizando análise detalhada de todos os documentos e informações constantes do inquérito".

A reportagem também procurou a defesa de Humberto Silva, mas não teve retorno.

Por nota a Prefeitura de Embu das Artes disse que "se confirmadas as condutas apontadas na investigação, são de inteira responsabilidade da organização social contratada. Quanto à falta de medicamentos esclarece que a obrigação e responsabilidade é da organização gestora."

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Promessas de cura rápida e tratamentos milagrosos: anúncios falsos de saúde usam IA e imagem de famosos

Estudo da UFRJ revelou que mais de 76% das propagandas na internet são enganosas; cerca de 5 mil são golpes relacionados à saúde.

Anúncios com promessas de cura rápida, resultados garantidos e tratamentos milagrosos circulam nas redes sociais usando fotos e vídeos de médicos, apresentadores, políticos e outras figuras conhecidas para dar credibilidade às fraudes.

Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) analisou quase 170 mil anúncios no Facebook e Instagram e constatou que mais de 76% eram enganosos.

Entre os mais de 6 mil analisados individualmente, cerca de 5 mil eram golpes relacionados à saúde.

Segundo a pesquisa, os anúncios se concentram em doenças graves ou crônicas, oferecendo supostos tratamentos para câncer, diabetes, emagrecimento e disfunção erétil.

Os criminosos usam nomes conhecidos para dar credibilidade às ofertas. O médico Drauzio Varella é o mais citado nos anúncios falsos.

Promessas de cura rápida, resultados garantidos e tratamentos milagrosos. Anúncios com esse tipo de mensagem circulam nas redes sociais usando fotos e vídeos de médicos, apresentadores, políticos e outras figuras conhecidas para dar credibilidade às fraudes.

Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) analisou quase 170 mil anúncios no Facebook e Instagram e constatou que mais de 76% eram enganosos. Entre os mais de 6 mil analisados individualmente, cerca de 5 mil eram golpes relacionados à saúde.

Segundo a pesquisa, os anúncios se concentram em doenças graves ou crônicas, oferecendo supostos tratamentos para câncer, diabetes, emagrecimento e disfunção erétil. Em 85% dos casos, basta um clique para que a vítima seja direcionada ao WhatsApp, onde os golpistas pressionam para fechar a “compra”.

"É um problema sistêmico. A rede social é escolhida porque é um anúncio que é bem segmentado e barato, você atinge só aquele segmento que você tem interesse", afirma Marie Santini, pesquisadora da UFRJ.

Uso de imagens de famosos

Os criminosos usam nomes conhecidos para dar credibilidade às ofertas. O médico Drauzio Varella é o mais citado nos anúncios falsos. Ele conta que processa a Meta — dona do Facebook, Instagram e WhatsApp — por permitir a veiculação dessas propagandas.

"Fui obrigado a contratar um escritório de advocacia para tentar tirar do ar essas propagandas porque a gente tentava explicar, olha, isso aí é absurdo, eles não davam nem bola nem respondiam, você mandava um e-mail explicando que aquilo era falso, eles nem não se dava o trabalho de responder".

Em alguns casos, vídeos manipulados com inteligência artificial imitam a voz dele para vender medicamentos sem registro.

“Existe um curso dado pela internet para ensinar os falsários a imitar a minha voz por inteligência artificial e a criar as imagens para vender remédios falsos", disse Drauzio.

Segundo o estudo, além de Drauzio, nomes como Susana Vieira, Simone Mendes e até o ex-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, aparecem entre os dez mais usados pelos golpistas.

Riscos à saúde

Médicos alertam que, além do prejuízo financeiro, esses golpes também colocam a vida de pacientes em risco.

“É um crime que deve ser taxado como hediondo, porque é inadmissível alguém querer ganhar dinheiro dessa forma, expondo as pessoas a riscos”, afirma Neuton Dornellas, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

O que diz a Meta

Segundo o estudo da UFRJ, alguns anúncios permanecem online por mais de dois anos — e mesmo quando são removidos, outros muito parecidos entram no lugar.

"O anúncio está sendo pago, né?", diz a pesquisadora Marie.

Em nota, a Meta disse que os golpes têm aumentado, estão mais sofisticados e que os esforços para combatê-los se intensificaram. A nota também diz que a empresa está testando o uso de tecnologia de reconhecimento facial, aplicando políticas para coibir golpes e capacitando as pessoas a se protegerem por meio de diversas ferramentas de segurança e alertas disponíveis nas suas plataformas.

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SAÚDE BUSINESS

Como calcular ROI em clínicas com exemplos práticos

Saber como calcular ROI em clínicas é a habilidade mais importante para a gestão financeira. Veja como o cálculo transforma a intenção de investimento em uma decisão objetiva, baseada em lucratividade.

No ambiente altamente competitivo da saúde, tomadas de decisões precisam ser orientadas por dados — não por achismos. Adquirir um novo equipamento, expandir a unidade ou implementar um software de gestão exige uma análise financeira rigorosa. É aí que entra a importância de saber como calcular o ROI em clínicas.

O ROI (Retorno sobre o Investimento) é o indicador financeiro que quantifica a eficiência de um investimento, mostrando quanto foi ganho (ou perdido) em relação ao valor investido.

Para o gestor de saúde, saber como calcular é essencial para justificar custos, priorizar projetos e garantir a eficiência financeira no consultório. 

Dessa forma, o ROI se torna uma ferramenta primordial para transformar gastos em investimentos estratégicos. Neste guia, vamos apresentar tudo o que você precisa saber sobre o assunto.

Fórmula: como calcular ROI em clínicas

O cálculo de ROI para clínicas utiliza uma fórmula universal, mas exige atenção aos detalhes da gestão financeira em clínicas médicas para ser preciso. 

Fique atento à fórmula: 

ROI = (Lucro Obtido – Investimento) / Investimento

O resultado é geralmente multiplicado por 100 para ser expresso em percentual.

 

Lucro Obtido: refere-se ao ganho gerado pelo investimento em um determinado período (ex: 12 meses). É a Receita Incremental menos os custos operacionais em clínicas gerados.

Investimento: é o custo total (equipamento, implementação, treinamento etc.).

Exemplos práticos de cálculo de ROI

Para ilustrar como calcular ROI em clínicas, veja dois cenários comuns:

Exemplo 1: decisão de adquirir um ultrassom

Este cálculo é típico para a análise de investimentos em clínicas em retorno financeiro de equipamentos médicos.

Custo do equipamento (Investimento): R$ 120.000

Receita extra/mês com exames: R$ 18.000

Custos operacionais (insumos, manutenção, salário técnico): R$ 2.000/mês

Cálculo da Receita Anual Adicional Líquida:

(18.000 − 2.000) × 12 = 192.000

ROI = 192.000 − 120.000 ​× 100 = 60%

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120.000

Conclusão: com este cálculo, notamos que a clínica ganha R$ 0,60 para cada 1 real investido em um ano. O Payback (tempo de recuperação do investimento) é inferior a 8 meses. Este é um forte argumento para aquisição.

Exemplo 2: implementação de um software médico

Este exemplo demonstra como uma gestão baseada em dados em hospitais e clínicas pode gerar retorno pela redução de custos assistenciais.

Custo anual do software (Investimento): R$ 1.200/mês x 12 = R$ 14.400 

Economia mensal com redução de glosas e otimização de estoque: R$ 4.000

Ganho Anual Líquido: R$ 4.000/mês x 12 = R$ 48.000

Cálculo do ROI:

ROI = 48.000 − 14.400 × 100 = 233%

_______________

14.400

Conclusão: o software gera mais do que o dobro do investimento anual (233%). O impacto direto no fluxo financeiro e a facilidade de aprovação imediata pela diretoria são evidentes.

Checklist: o que analisar antes de aprovar um investimento

Antes de aplicar a fórmula do ROI, o gestor de saúde deve fazer perguntas estratégicas para avaliar o potencial do projeto. 

Se a maioria das respostas for “sim”, é provável que o investimento tenha um ROI positivo e um bom payback de investimentos em clínicas.

1. O investimento gera nova receita?

Avalie se o projeto amplia o faturamento, seja pelo aumento da capacidade instalada, pela oferta de novos serviços ou pela melhoria no desempenho por procedimento.

2. Há redução de custos operacionais ou de perdas financeiras?

Considere impactos em insumos, energia, eficiência dos fluxos e redução de glosas. Quanto maior a economia recorrente, mais rápido o retorno.

3. A produtividade da equipe aumenta?

Projetos que elevam o número de consultas, atendimentos ou exames por dia tendem a mostrar resultados de curto prazo, sem necessariamente exigir contratação adicional.

4. O investimento melhora a experiência do paciente?

Redução do tempo de espera, simplificação de processos ou mais conforto na jornada geram fidelização e isso impacta diretamente o resultado financeiro.

5. Há diminuição de erros operacionais ou de faturamento?

Iniciativas que reduzem retrabalho, inconsistências e perdas administrativas fortalecem o caixa e trazem previsibilidade.

6. O payback é curto (até 12 ou 18 meses)?

Projetos com retorno rápido são mais seguros, especialmente em cenários de restrição de orçamento.

7. O investimento melhora indicadores assistenciais ou de qualidade?

Se há impacto na segurança do paciente, desfechos clínicos ou resolutividade, o valor agregado vai além do financeiro e ainda reduz riscos para o gestor.

Em resumo, mais do que analisar planilhas, investir bem significa entender onde o capital realmente transforma a operação de saúde.

Quando essas respostas apontam na mesma direção, o gestor ganha clareza para priorizar projetos que entregam valor, aceleram resultados e fortalecem a sustentabilidade do serviço. 

Como apresentar o ROI para diretoria ou sócios

A comunicação financeira deve ser clara e direta. O ROI deve ser mostrado em um formato objetivo para facilitar a análise financeira baseada em dados e a aprovação interna.

Apresente os seguintes pontos-chave para eliminar a subjetividade:

Custo Total do Investimento (Cᵢ): O valor exato a ser gasto.

Receita Incremental Anual (Rₐ): O faturamento líquido esperado.

ROI (%): O resultado do cálculo.

Payback (meses): Em quanto tempo o dinheiro investido retorna.

Impacto Operacional (Justificativa): Como o investimento afeta a margem de lucro na área da saúde e a produtividade.

Ao estruturar a apresentação nesses cinco pontos, o gestor transforma o ROI em uma ferramenta de decisão. Isso facilita discussões com diretoria e sócios, reduz ruídos na aprovação e mostra, com transparência, como o investimento fortalece a operação e a rentabilidade do seu negócio. 

Quando usar o ROI como decisão final

O ROI, combinado ao Payback, funciona como um filtro decisivo para investimentos relevantes em clínicas. Ele deve ser aplicado especialmente em situações como:

Compra de equipamentos médicos (ultrassom, laser, raio-X, etc.).

Expansão ou abertura de novas unidades.

Contratação de novas linhas de serviço (abertura de novos consultórios).

Implementação de softwares (gestão, telemedicina, faturamento).

Grandes investimentos em marketing médico.

Decisão final: quando o ROI é positivo (acima de 0%) e o payback é inferior a 18 meses, o investimento tende a ser financeiramente sólido, sustentável e alinhado a uma operação de saúde orientada à eficiência. Esse é o sinal verde para avançar com segurança e com dados.

Dúvidas frequentes

Qual a fórmula correta para calcular o ROI?

A fórmula correta para calcular o ROI é: 

 

O Ganho do Investimento deve incluir a receita incremental líquida de quaisquer custos operacionais adicionais gerados pelo próprio investimento.

Como calcular o valor do ROI?

Para calcular o valor do ROI, determine o lucro líquido gerado pelo investimento (receita menos custos operacionais) em um período. 

Subtraia o custo total do investimento inicial desse lucro e, por fim, divida o resultado pelo custo do investimento. O valor é geralmente apresentado em percentual. 

Se o ROI for positivo, o investimento gerou lucro; se for negativo, gerou prejuízo.

O que é ROI na saúde?

ROI na saúde é o indicador financeiro que mede o retorno sobre investimento na saúde. 

Ele é usado por clínicas, hospitais e operadoras para avaliar a lucratividade de serviços médicos, seja na aquisição de investimentos em tecnologia médica, na expansão de unidades ou na contratação de novos profissionais. O ROI ajuda a justificar custos e a tomar decisões baseadas em dados.

Quais os 3 fatores que são levados em consideração para o cálculo do ROI?

Os três fatores principais levados em consideração para o cálculo de ROI para clínicas são:

Investimento Inicial: o custo total do projeto (compra, instalação, treinamento).

Receita/Ganho Incremental: o aumento de faturamento ou a redução de custos assistenciais gerados pelo investimento.

Custos Operacionais Adicionais: todas as despesas recorrentes (manutenção, insumos, salário) para manter o investimento em funcionamento.

Saber como calcular ROI em clínicas é o primeiro passo para uma gestão financeira em clínicas médicas de sucesso.

O ROI transforma a incerteza do gasto em uma decisão estratégica e mensurável, garantindo que cada real investido contribua diretamente para a lucratividade de serviços médicos e o crescimento sustentável.

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Assessoria de Comunicação        

Sexta, 19 Dezembro 2025 06:56

CLIPPING AHPACEG 19/12/25

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Plano de saúde figura entre os três maiores desejos de consumo dos brasileiros

https://aredacao.com.br/plano-de-saude-figura-entre-os-tres-maiores-desejos-de-consumo-dos-brasileiros/

Prêmio Reclame AQUI 2025: conheça empresas premiadas na área da saúde

https://www.saudebusiness.com/mercado-da-saude/premio-reclame-aqui-2025-conheca-empresas-premiadas-na-area-da-saude/

Canal Saúde amplia acesso à informação e alcança mais de 3 milhões de interações

https://agenciacoradenoticias.go.gov.br/178843-canal-saude-amplia-acesso-a-informacao-e-alcanca-mais-de-3-milhoes-de-interacoes

Ministério da Saúde intensifica vigilância do vírus da Influenza

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-12/ministerio-da-saude-intensifica-vigilancia-do-virus-da-influenza

A REDAÇÃO

Plano de saúde figura entre os três maiores desejos de consumo dos brasileiros

Lista é encabeçada por educação e casa própria

Um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, revela que cerca de 75% dos consumidores pretendem presentear alguém neste fim de ano. E, embora roupas, eletrônicos e brinquedos continuem entre os itens mais procurados, cresce um novo comportamento de consumo: o de presentear com saúde e bem-estar.

Segundo levantamento da Ibope Inteligência, encomendado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), um plano de saúde está entre os três maiores desejos de consumo dos brasileiros, atrás apenas de educação e casa própria. Isso demonstra como o convênio médico deixou de ser visto apenas como uma necessidade eventual e passou a representar segurança, tranquilidade e proteção para toda a família.

Pensando nisso, a Unimed Goiânia – Cooperativa de Trabalho Médico apresenta sua campanha de fim de ano com condições diferenciadas para contratação de planos de saúde. A iniciativa, válida até 31 de dezembro, oferece carência zero para consultas, exames laboratoriais e radiodiagnóstico simples, além de benefícios adicionais para novos beneficiários.

Para pessoas físicas, a cooperativa elimina o período de carência em consultas, exames laboratoriais e radiodiagnóstico simples, inclui seguro residencial 24 horas sem custo adicional e oferece até 20% de desconto no valor da energia compensável. No segmento empresarial, companhias a partir de duas vidas contam com 10% de desconto na mensalidade, além dos mesmos benefícios concedidos a pessoas físicas.

“Sabemos que o fim de ano é um momento de celebração, mas também de planejamento. Muitas famílias aproveitam esse período para reorganizar prioridades e investir naquilo que realmente importa. Essa é uma forma de traduzir, na prática, o compromisso da Unimed Goiânia com o bem-estar de cada goiano”, afirma o diretor de mercado da cooperativa, Dr. Frederico Xavier.

O diretor-presidente da Unimed Goiânia, Dr. Lueiz Amorim Canedo, explica que a campanha foi pensada para dar mais do que um plano de saúde. “Queremos reafirmar nosso papel social e nosso compromisso com a saúde dos goianos, estando presente não apenas nos momentos de necessidade, mas também nas decisões que constroem um futuro mais saudável.”

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SAÚDE BUSINESS

Prêmio Reclame AQUI 2025: conheça empresas premiadas na área da saúde

O título é considerado um selo de credibilidade e reconhece empresas que se destacam pela transparência, eficiência e respeito ao consumidor.

Prêmio Reclame Aqui consolidou-se como uma das mais importantes premiações de atendimento ao cliente no Brasil, reconhecendo empresas que se destacam pela excelência na resolução de problemas e na qualidade do relacionamento com os consumidores.

Para participar, as empresas precisam apresentar um histórico positivo na plataforma, com altos índices de solução de reclamações e satisfação dos clientes. A premiação abrange diversas categorias, como saúde, varejo, tecnologia, serviços financeiros, entre outras, refletindo a diversidade do mercado brasileiro.

Na edição de 2025, o evento destacou empresas que colocaram o consumidor no centro de suas estratégias, promovendo um mercado mais transparente e competitivo.

Mercado de saúde

No setor de saúde, a premiação tem uma importância significativa pois além de reconhecer a excelência no atendimento, promove também uma cultura de melhoria contínua, transparência e respeito ao consumidor, contribuindo para elevar os padrões de qualidade em um setor essencial para a sociedade.

Principais razões que destacam a importância do prêmio na área da saúde:

Reconhecimento da Qualidade no Atendimento
O prêmio evidencia empresas que priorizam o bem-estar e a satisfação dos pacientes, seja em planos de saúde, 
hospitais, laboratórios ou farmácias. Isso incentiva o setor a investir em processos mais ágeis e humanizados, essenciais para atender às necessidades de quem busca serviços de saúde.

Confiança e Credibilidade
Empresas premiadas pelo Reclame Aqui ganham maior credibilidade junto ao público, especialmente em um setor onde a 
confiança é indispensável.

Incentivo à Melhoria Contínua
A premiação estimula a competitividade saudável entre as empresas de saúde, incentivando-as a aprimorar seus serviços, desde o atendimento inicial até a resolução de reclamações.

Transparência e Valorização do Consumidor
O prêmio reforça a importância da transparência no relacionamento com os clientes, destacando empresas que tratam as reclamações de forma 
ética e eficiente.

Conheça alguns destaques da área da saúde:

Categoria Hospitais

Mercur

Sabará Hospital Infantil

Hospital Israelita Albert Einstein (grandes operações)

Equipamentos Médicos, Hospitalares e Odontológicos

  Omron Healthcare Brasil (grandes operações)

Administradora de benefícios

 Qualicorp

Plano de Saúde

Hapvida (operações regulares)

Amil One (grandes operações)

Clínicas de saúde

Clínica Vitta

AmorSaúde (grandes operações)

Laboratórios de diagnóstico e imagem

CDPI – Centro de Diagnóstico por Imagem

Sabin Diagnóstico e Saúde (grandes operações)

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AGÊNCIA CORA

Canal Saúde amplia acesso à informação e alcança mais de 3 milhões de interações

O Governo de Goiás implantou, em 2025, um dos maiores ecossistemas públicos de comunicação em saúde do país: o Canal Saúde.

Criado e operado pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), o canal registrou resultados expressivos entre 1º de julho e 10 de dezembro, somando mais de 3 milhões de interações, incluindo atendimentos diretos, campanhas, mensagens automáticas e ligações de acompanhamento.

A plataforma reúne WhatsApp, SMS, voz, URA 155, bot inteligente e integração com programas estratégicos como Rede Nascer e Meu PEP, garantindo respostas rápidas, orientação especializada e aproximação entre o SUS e o cidadão goiano.

Atendimentos do Canal Saúde

Pelo WhatsApp oficial (62 3201-3797), o Canal Saúde registrou 17.123 atendimentos diretos, incluindo 14.703 demandas de Regulação, das quais mais de 5 mil foram solucionadas automaticamente pelo bot, reduzindo filas e agilizando encaminhamentos.

A ferramenta também recebeu 1.724 manifestações da Ouvidoria SUS, 528 da SUVISA e 168 dúvidas sobre alvará sanitário.

A Rede Nascer, novo programa de cuidado materno-infantil do Estado, teve participação destacada, com 100.726 interações ocorreram exclusivamente pelo WhatsApp, reforçando o apoio às gestantes e mães de crianças de até dois anos.

Desde outubro, pacientes do CEMAC passaram a receber informes sobre os processos de abertura e renovação de medicamentos de alto custo, e informes sobre disponibilidade para retirada do medicamento. Em menos de dois meses, já foram 68.891 mensagens enviadas a 36.029 cidadãos, garantindo consultas lembradas, preparo adequado para exames e redução de faltas.

As campanhas de comunicação ativa também alcançaram números inéditos. A mobilização pela vacinação contra gripe atingiu 402.145 pessoas, com taxa de conversão de 6,5%. A divulgação do Meu PEP, prontuário eletrônico do cidadão, alcançou 359.581 usuários via SMS.

Na Rede Nascer, mais de 15 mil gestantes realizaram pré-cadastro pelo WhatsApp; além disso, campanhas entre julho e agosto alcançaram 666.198 mulheres em idade fértil, e, em setembro, 1.302.742 homens e mulheres foram impactados por mensagens de voz, SMS e WhatsApp.

No atendimento telefônico pelo URA 155, a Rede Nascer registrou 2.659 ligações espontâneas de gestantes e mães, enquanto as “Madrinhas da Saúde” realizaram 138.997 ligações ativas, oferecendo orientação, suporte emocional e acompanhamento contínuo.

“Com resultados que apontam Goiás como referência nacional em comunicação digital em saúde, o Canal Saúde comprova que tecnologia, acolhimento e gestão eficiente podem caminhar juntos para fortalecer o SUS e aproximar políticas públicas de quem mais importa, o cidadão”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos.

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AGÊNCIA BRASIL

Ministério da Saúde intensifica vigilância do vírus da Influenza

Foram identificados quatro casos do subclado K no Brasil

Em resposta ao alerta epidemiológico emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), que aponta aumento de casos e de internações por gripe em países do hemisfério norte associados ao vírus da Influenza A (H3N2), incluindo países da Europa e da Ásia, o Ministério da Saúde intensificou as ações de vigilância do vírus da gripe, em especial ao subclado K, que tem sido mais frequente nos Estados Unidos e Canadá.

De acordo com o Ministério da Saúde, foram identificados até agora quatro casos no Brsail do subclado K, também chamado de vírus K: um importado, no Pará, associado a viagem internacional, e três no Mato Grosso do Sul, que seguem em investigação para confirmação da origem.

A vigilância da influenza é feita a partir do monitoramento de casos de síndrome gripal e de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). As ações incluem identificação e diagnóstico precoces, investigação e notificação imediata de eventos respiratórios incomuns, além do fortalecimento das medidas de prevenção e do acesso a vacinas e antivirais para grupos de risco.

“As vacinas disponibilizadas pelo SUS protegem contra formas graves da gripe, inclusive as causadas pelo subclado K. Os grupos mais vulneráveis ao vírus são os mesmos já contemplados como prioritários na campanha de vacinação. A hesitação vacinal, cenário observado em países da América do Norte, contribui para a maior circulação do vírus, especialmente em contextos de baixa adesão à imunização”, informa o Ministério. 

Além da imunização, o SUS oferece gratuitamente antiviral específico para o tratamento da gripe, indicado principalmente para os públicos prioritários, como estratégia complementar para reduzir o risco de agravamento dos casos. Aderir à  vacinação é a principal forma de prevenir casos graves e reduzir hospitalizações.

Subclado K

Até o momento, não há evidências de que essa variante esteja relacionada à maior gravidade dos casos. O que se observa é uma circulação mais intensa e antecipada em relação ao padrão esperado no hemisfério norte, o que resulta, consequentemente, em um aumento do número de internações.

Os sintomas são os já conhecidos da doença, como febre, dor no corpo, tosse e cansaço, com atenção para sinais de agravamento, como falta de ar e piora rápida do quadro.

A vacinação ofertada anualmente em todo o país é a principal forma de evitar casos graves e hospitalizações. Também são recomendadas medidas como o uso de máscara por pessoas com sintomas, higienização das mãos e ventilação adequada dos ambientes.

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Assessoria de Comunicação        

Quinta, 18 Dezembro 2025 06:56

CLIPPING AHPACEG 18/12/25

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ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Adiada votação final de exame de proficiência para médicos

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2025/12/17/adiada-votacao-final-de-exame-de-proficiencia-para-medicos

Investigação da morte de Benício chega aos donos do Hospital Santa Júlia

https://www.cm7brasil.com/noticias/policia/investigacao-da-morte-de-benicio-chega-aos-donos-do-hospital-santa-julia-veja-video/

Por que decidiram vetar a entrada de um remédio que evita diálise no SUS?

https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/por-que-decidiram-vetar-a-entrada-de-um-remedio-que-evita-dialise-no-sus/#google_vignette

Sustentabilidade na saúde começa na organização do ciclo de receita

https://medicinasa.com.br/sustentabilidade-financeira/

Como os médicos podem reduzir impostos ainda em 2025

https://medicinasa.com.br/reduzir-impostos-2025/

Por que o hospital 100% inteligente deve ser humano

https://medicinasa.com.br/hospital-inteligente/

AGÊNCIA SENADO

Adiada votação final de exame de proficiência para médicos

 

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) adiou a análise final do projeto de lei que cria um exame nacional de proficiência para médicos formados no Brasil (PL 2.294/2024), após divergências sobre a forma de avaliação e o papel das instituições envolvidas. 

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (17), depois de pedido de vista (tempo para análise) apresentado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE). Com a vista concedida, a votação em turno suplementar ficou para uma próxima reunião da comissão, ainda sem data definida. 

A proposta, que já havia sido aprovada em primeiro turno no início de dezembro, voltou à pauta para votação em turno suplementar, etapa necessária por se tratar de decisão final da comissão sobre um texto substitutivo (texto alternativo ao do projeto original). O senador Rogério Carvalho justificou o pedido de vista ao afirmar que o voto em separado apresentado por ele não chegou a ser discutido anteriormente. 

— Meu voto em separado não foi apreciado pela comissão em função de a matéria ter sido votada [em primeiro turno] e ter tido maioria. Foram apresentadas emendas, foi feito um novo relatório, e peço vista desse relatório para que a gente possa discutir na sessão seguinte — argumentou. 

Relator do substitutivo, o senador Dr. Hiran (PP-RR) explicou que o parecer apresentado no turno suplementar manteve integralmente o texto aprovado anteriormente e que ele rejeitou as emendas apresentadas. 

— De modo geral, as emendas retomam propostas já rejeitadas. Nosso relatório não mudou, é exatamente igual. O voto em separado não foi votado porque o nosso relatório foi aprovado — ponderou. 

O senador defendeu a proposta e criticou a expansão de cursos de medicina sem qualidade adequada. 

— Prolifera-se neste país uma inflação absurda de cursos de medicina com formação absolutamente inadequada, com médicos mal formados — declarou ele. 

Presidente da CAS, o senador Marcelo Castro (MDB-PI) ressaltou que a principal controvérsia não está na existência do exame, mas na definição de quem deve ser responsável pela avaliação. 

— Não me parece que haja senador contrário ao exame de proficiência. A discussão está em torno de quem deve ser o responsável pela avaliação, se o Ministério da Educação ou o Conselho Federal de Medicina, que é uma inovação — pontuou. 

Ele destacou ainda que o pedido de vista está previsto no regimento da Casa e, por isso, foi concedido. 

Controvérsia 

O debate contou ainda com manifestações em defesa do papel do Conselho Federal de Medicina (CFM). A médica Dra. Eudócia (PL-AL) questionou as resistências ao projeto. 

— O Conselho Federal de Medicina julga os médicos quando há erro, mas não pode fazer uma prova para avaliar a qualidade desses profissionais? Isso é inadmissível, esse projeto está aqui desde 2024 — reclamou. 

Na mesma linha, o autor do projeto, senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), argumentou que a separação entre quem forma e quem fiscaliza é essencial. 

— O conceito é simples: quem executa não fiscaliza. A responsabilidade final recai sobre o profissional, e é o conselho que tem capacidade de julgar se ele está apto para exercer a medicina — declarou. 

Mudanças 

O projeto institui o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed) como requisito para o registro profissional, sob coordenação do CFM, e prevê instrumentos de acompanhamento da formação médica, como avaliação obrigatória durante o curso e ampliação das vagas de residência.

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PORTAL CM7

Investigação da morte de Benício chega aos donos do Hospital Santa Júlia

Amazonas – Os proprietários do Hospital Santa Júlia prestaram depoimento à Polícia Civil do Amazonas nesta quarta-feira (17) no âmbito da investigação que apura a morte do menino Benício Xavier Freitas, de 6 anos, após atendimento médico na unidade, em Manaus. As oitivas ocorreram no 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e fazem parte do inquérito que investiga possíveis falhas no atendimento e na gestão hospitalar.

Durante o depoimento, os representantes da instituição foram questionados sobre os protocolos internos adotados no pronto-socorro, especialmente em relação à prescrição, checagem e administração de medicamentos de alto risco. A polícia busca esclarecer como uma dose elevada de adrenalina foi liberada e aplicada por via intravenosa em uma criança que apresentava sintomas compatíveis com laringite.

O caso ganhou grande repercussão após a confirmação de que Benício recebeu três doses de adrenalina pura na veia, totalizando 9 miligramas, procedimento indicado apenas em situações extremas, como paradas cardiorrespiratórias. A aplicação ocorreu mesmo sem dupla checagem da prescrição e sem validação farmacêutica, falhas já apontadas pela investigação policial.

Imagens inéditas e depoimentos colhidos ao longo do inquérito mostram que Benício chegou andando ao hospital, com tosse seca e febre. Um mês antes, havia sido atendido na mesma unidade e tratado com adrenalina por inalação, protocolo considerado adequado para o quadro clínico. Desta vez, no entanto, a conduta adotada foi diferente e resultou em rápida piora do estado de saúde da criança.

Segundo a Polícia Civil, a médica responsável pelo atendimento admitiu o erro na prescrição em mensagens trocadas com um colega e em relatório interno. Ainda assim, Benício só foi transferido para a UTI horas depois, sofreu seis paradas cardíacas e morreu na madrugada do dia 23 de novembro.

A investigação também aponta possíveis irregularidades administrativas por parte do Hospital Santa Júlia. De acordo com o delegado Marcelo Martins, a instituição cadastrou a médica Juliana Brasil como pediatra em plataforma do Ministério da Saúde, apesar de ela não possuir especialização reconhecida na área. O cadastro é de responsabilidade do estabelecimento de saúde, e a pessoa que realizou a declaração pode responder por falsidade ideológica.

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REVISTA VEJA

Por que decidiram vetar a entrada de um remédio que evita diálise no SUS?

A doença renal crônica (DRC) é uma enfermidade silenciosa e progressiva que, se não for diagnosticada e tratada de forma adequada, tende a evoluir para o estágio avançado, quando pode ser necessário a diálise ou o transplante renal.

O diagnóstico precoce, com exames simples como a creatinina e o exame de urina, e a implementação de estratégias terapêuticas eficazes têm o potencial de modificar a história natural da doença.

Felizmente, os avanços científicos dos últimos anos tornaram isso possível por meio de terapias capazes de retardar a progressão da DRC e preservar a função renal, adiando – ou até evitando – a evolução para as fases mais avançadas.

Portanto, foi com grande preocupação que recebemos a decisão preliminar da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), tomada em dezembro, que recomendou a não incorporação da finerenona ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento da DRC associada ao diabetes tipo 2. Tal recomendação contraria evidências científicas robustas e, mais do que isso, afronta o direito dos brasileiros ao acesso a um tratamento capaz de melhorar desfechos clínicos em uma condição de alto impacto individual, social e econômico.

Cerca de 50 mil novos pacientes começam a fazer diálise todos os anos no Brasil – 79% são dependentes exclusivamente do SUS. A principal consequência dessa recomendação é o aprofundamento de uma iniquidade já existente no sistema de saúde brasileiro.
Atualmente, a finerenona encontra-se disponível para pacientes atendidos pela saúde suplementar, enquanto permanece inacessível à população dependente do SUS. Cria-se, assim, um cenário no qual pacientes com a mesma condição clínica, o mesmo risco de progressão da doença e os mesmos desfechos potenciais passam a ter trajetórias de cuidado distintas, determinadas, não por critérios clínicos ou científicos, mas, sim, pela sua condição socioeconômica. Trata-se de uma situação que contraria o princípio constitucional da equidade, um dos pilares do SUS, cujo objetivo é oferecer mais a quem mais precisa. 

A DRC associada ao diabetes é mais prevalente justamente entre populações socialmente vulneráveis, que dependem majoritariamente do sistema público de saúde. Negar a esses pacientes o acesso a uma terapia capaz de reduzir desfechos renais e cardiovasculares, amplamente respaldada por evidências científicas, agrava desigualdades e compromete a integralidade do cuidado.

Do ponto de vista clínico, a eficácia e a segurança da finerenona foram demonstradas em grandes ensaios clínicos randomizados, como FIDELIO-DKD, FIGARO-DKD, CONFIDENCE e na análise integrada FIDELITY, com redução consistente de desfechos renais e cardiovasculares clinicamente relevantes. Esses resultados embasam sua incorporação em diretrizes internacionais e sua adoção na prática clínica em diferentes sistemas de saúde.

Além disso, a recomendação preliminar da Conitec ignora a expressiva manifestação da sociedade na consulta pública, que reuniu pouco mais de 1.700 contribuições, das quais 97,3% foram favoráveis à incorporação. Sociedades médicas, especialistas, entidades representativas de pacientes e a sociedade civil reconheceram o impacto positivo dessa tecnologia na trajetória clínica de milhares de brasileiros.

Sob a perspectiva econômica e sistêmica, o Brasil destina atualmente mais de R$ 4,2 bilhões anuais à terapia dialítica no SUS, sendo cerca de R$ 1,3 bilhão referentes a pacientes diabéticos em hemodiálise. A manutenção de um modelo centrado predominantemente no tratamento do estágio avançado, em detrimento de estratégias que retardem a progressão da doença, perpetua custos elevados e resultados subótimos. A incorporação de terapias eficazes deve ser compreendida como investimento em sustentabilidade do sistema e em justiça social.

A Sociedade Brasileira de Nefrologia, em conjunto com outras entidades, já formalizou seu posicionamento junto ao Ministério da Saúde, reafirmando seu compromisso histórico com a ciência, a equidade e o fortalecimento do SUS. A incorporação da finerenona no sistema público não representa um privilégio, mas a correção de uma distorção: assegurar que pacientes do SUS tenham acesso às mesmas terapias já disponíveis na saúde suplementar, quando respaldadas por evidências sólidas e consenso técnico.

Reavaliar essa recomendação é, portanto, um imperativo ético, sanitário e institucional. Trata-se de garantir que decisões regulatórias não aprofundem desigualdades, mas promovam um cuidado mais justo, baseado em evidências e alinhado aos princípios que fundamentam o sistema público de saúde brasileiro.

* José A. Moura Neto é médico e presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia

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MEDICINA S/A

Sustentabilidade na saúde começa na organização do ciclo de receita

A sustentabilidade financeira da saúde não será alcançada comprimindo margens. Ela depende da nossa capacidade de reconstruir lógica, incentivos e previsibilidade no sistema. E, analisando o movimento real do setor, eu chego a uma conclusão que precisa ser encarada com menos tabu e mais pragmatismo: não existe saída sustentável sem inovação aplicada ao ciclo de receita.

Não estamos diante de um problema conjuntural de curto prazo. Estamos diante de um paradoxo estrutural que se arrasta há anos. Segundo o IESS, no período de 12 meses encerrados em março de 2025, a VCMH (Variação do Custo Médico-Hospitalar) registrou 14,5% de crescimento — novamente muito acima da inflação geral do período. Para efeito de comparação, o relatório anterior, referente aos 12 meses encerrados em dezembro de 2024, já havia apontado alta de 12,9%. (Fontes: IESS – VCMH mar/2025 e VCMH jul/2025). Essa divergência prolongada desmonta qualquer tentativa de equilíbrio: não existe modelo sustentável quando a inflação da saúde se move em velocidade estruturalmente superior à economia real.

E esse descompasso não fica preso em macroeconomia. Ele se materializa no dia a dia, no atrito operacional e na erosão invisível de valor. Estudos e análises técnicas amplamente aceitas no mercado, incluindo referências do IESS, mostram que entre 10% e 30% das contas hospitalares sofrem glosa — grande parte evitável. Isso não é detalhe operacional. É vazamento contínuo de sustentabilidade financeira que se repete, mês após mês, em escala sistêmica.

Quando olhamos o que a tecnologia já permite hoje, a urgência fica ainda mais evidente. Pesquisa global da Deloitte (2025) mostra que mais de 70% dos C-levels de sistemas de saúde no mundo vão priorizar eficiência e produtividade como agenda estratégica imediata este ano, e cerca de 90% esperam aceleração de tecnologias digitais no setor. Isso reforça um ponto que, para mim, precisa ser reposicionado no debate brasileiro: IA, automação inteligente e dados estruturados não são “modernização”. São instrumentos para reequilibrar o sistema e reconstruir racionalidade econômica.

É exatamente nessa interseção — finanças da saúde, previsibilidade e dados — que reside o ponto de virada da sustentabilidade. Quando cada etapa, da recepção ao pós-faturamento, passa a ser monitorada em tempo real e sustentada por dados confiáveis, o hospital não apenas reduz glosas e retrabalho: ele ganha previsibilidade de receita, fortalece sua sustentabilidade financeira e libera energia para focar no cuidado ao paciente. Transformar o ciclo de receita em um fluxo preventivo, integrado e inteligente não é mais uma vantagem competitiva opcional; é um movimento essencial para instituições que querem sobreviver a margens cada vez mais pressionadas, garantir liquidez e investir onde realmente importa: em qualidade assistencial e inovação.

A sustentabilidade da saúde suplementar exige que tenhamos coragem de deslocar a conversa. Não é só sobre eficiência clínica. É sobre eficiência transacional. É sobre tratar o ciclo de receita como motor estratégico — e não como centro de fricção, ruído e perda.

E é nesse sentido que acredito que entramos em um ciclo decisivo. O setor tem, pela primeira vez, tecnologia suficiente para reconstruir confiança e ajustar incentivos de forma inteligente, escalável e transparente. Agora, o que falta é maturidade coletiva para colocar isso como prioridade imediata — e não como agenda periférica.

Se queremos sustentabilidade real, não podemos mais tratar inovação como fronteira experimental. Precisamos tratá-la como fundamento econômico. E essa transformação precisa começar agora.

*Bruno Lee é diretor de operações da Osigu no Brasil.

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Como os médicos podem reduzir impostos ainda em 2025

No setor de saúde, números não mentem: clínicas lotadas não garantem contas equilibradas. A verdade incômoda é que boa parte das decisões financeiras ainda nasce no improviso, enquanto custos, impostos e expectativas dos pacientes só sobem. Com o fim do ano se aproximando, profissionais médicos (como clínicas, consultórios e autônomos) têm uma janela limitada para otimizar a carga tributária.

Quem administra uma clínica hoje precisa de clareza, método e coragem para encarar o que não aparece no prontuário: ineficiências, desperdícios e decisões fiscais mal estruturadas. Os próximos meses trazem uma oportunidade rara de virar o jogo. Ainda dá tempo de ajustar o Imposto de Renda de 2025, tanto na PF quanto na PJ, e preparar a operação para a Reforma Tributária que vai reorganizar preços, margens e rotinas de quem trabalha com saúde. É hora de agir antes que a conta chegue. As orientações abaixo são fruto de planejamento especializado voltado especificamente para o setor médico.

A vida financeira do médico e a última janela de isenção

A vida financeira de um médico sempre acontece em três dimensões simultâneas: a da Pessoa Física, onde entram despesas pessoais, previdência, dependentes, educação e o impacto bruto do IR; a da Pessoa Jurídica, onde se definem regime tributário, ISS, pró-labore, distribuição de lucros, despesas dedutíveis e obrigações acessórias; e um terceiro modelo híbrido, que mistura contas da clínica com despesas pessoais, gerando riscos e inviabilizando créditos futuros do IVA. Entender essas fronteiras e tratá-las com rigor técnico é o ponto de partida: a PF e a PJ devem ser analisadas juntas, como um sistema único que conversa entre si, mas com limites operacionais claros para que o médico não pague imposto duas vezes e nem caia em malha fina.

Na prática, isso exige enxergar a vida financeira como uma engrenagem: o pró-labore precisa refletir o trabalho efetivo, a distribuição de lucros deve estar amparada por contabilidade real e o fluxo de pagamentos pessoais não pode jamais ser empurrado para dentro da conta da clínica. Só assim é possível capturar os créditos do futuro IVA, garantir isenção legítima na distribuição de lucros até o fim de 2025 e manter segurança diante do avanço da fiscalização eletrônica. Médicos que se reorganizam agora conseguem reduzir a carga tributária de forma legal, consistente e alinhada às exigências da Reforma Tributária, evitando que o aumento da complexidade do sistema se transforme em aumento de imposto na vida real.

A importância de organizar a Pessoa Física para 2025

A corrida para ajustar a PF é tão relevante quanto a decisão do regime da empresa. Muitos médicos pagam mais IR do que deveriam por não organizarem despesas dedutíveis ou por distribuírem lucros sem vínculo com uma contabilidade robusta. Casais, por exemplo, podem redistribuir gastos de saúde e educação para quem está em uma faixa de tributação mais vantajosa. Com o cruzamento eletrônico ampliado para 2025, recibos manuais deixam de ser suficientes, e cada inconsistência pode gerar cobrança automática.

Quem recebe apenas lucros distribuídos precisa entender que, nesse caso, deduções típicas do IRPF não fazem diferença alguma. Já quem recebe pró-labore deve analisar a composição renda x deduções para evitar retenções excessivas. E autônomos, ainda muito comuns no setor, conseguem reduzir substancialmente o IR mantendo um livro-caixa organizado, com despesas como aluguel, secretária, equipamentos, manutenção e cursos devidamente registrados.

A última janela de isenção na distribuição de lucros

O fim de 2025 marca uma virada decisiva para médicos que atuam como pessoas jurídicas. A mudança na legislação trouxe um novo horizonte para a tributação de lucros, a Lei nº 15.987/2025 prevê que, a partir de 2026, lucros distribuídos passarão a ser tributados. Porém, há uma brecha extremamente favorável, todos os lucros apurados até 31 de dezembro de 2025 continuarão isentos, desde que haja contabilidade completa, com demonstrações contábeis regulares que suportem o lucro apurado e aprovação formal até essa data.

Essa regra transformou o planejamento tributário do setor. Não se trata mais apenas de “fechar as contas”: é preciso garantir documentação sólida para proteger lucros acumulados que, no futuro próximo, estariam sujeitos ao novo imposto. A Receita Federal ainda definirá os procedimentos operacionais para pagamentos feitos até 2028, mas uma coisa já está clara: quem não tiver registros estruturados poderá perder completamente a isenção.

A distribuição de lucros passa, portanto, para um ambiente mais rastreável. O cruzamento automático de dados, o fortalecimento da fiscalização digital e o fim do espaço para informalidades exigem que clínicas atuem com precisão. A antecipação de lucros, quando feita com respaldo contábil, se torna um movimento estratégico e não apenas um ajuste de última hora.

A Reforma Tributária adiciona mais uma camada de complexidade. A partir de 2026, o sistema antigo e o novo passam a coexistir, com a CBS e o IBS ganhando espaço gradualmente enquanto ISS e PIS/COFINS reduzem até desaparecerem por completo em 2030. Esse período híbrido envolve volume maior de obrigações acessórias, novas regras de crédito tributário e a necessidade de rastrear, com rigor, cada compra, cada serviço, cada pagamento. Não é exagero: a transição é um divisor claro entre gestões profissionais e operações improvisadas.

O impacto financeiro da Reforma não é estático, ele muda ano a ano e varia conforme o grau de organização da clínica. Quem tiver documentação consistente poderá capturar créditos tributários relevantes, especialmente em insumos, tecnologia, equipamentos e serviços essenciais. Quem não tiver, simplesmente pagará mais imposto. A EC 132 prevê redução de até 60% na alíquota do IVA para serviços essenciais, como saúde, mas esse benefício só se concretiza para clínicas que possuírem contabilidade hábil para comprovar créditos. Na prática: o direito existe, mas só se materializa para quem estiver pronto.

Nesse cenário, a escolha do regime tributário deixa de ser uma decisão anual e passa a ser parte da estratégia da operação. Consultórios pequenos podem continuar encontrando eficiência no Simples Nacional, sobretudo quando beneficiados pelo Fator R. Mas clínicas estruturadas, com equipe, insumos e investimentos recorrentes, tendem a pagar mais ao permanecer no Simples, já que o regime não permite o aproveitamento dos créditos do futuro IVA. Para operações maiores, o Lucro Presumido frequentemente se mostra mais vantajoso, especialmente para quem pode acessar a equiparação hospitalar — um benefício ainda subutilizado no setor, mas capaz de reduzir IRPJ e CSLL em até 87% sobre a parcela da carga incidente sobre o lucro.

Clínicas que realizam exames diagnósticos, pequenos procedimentos, cirurgias ambulatoriais ou serviços de apoio hospitalar podem solicitar a equiparação. O benefício exige estrutura formal, registro sanitário e escopo técnico, mas pode ser aplicado inclusive de forma retroativa, gerando economia imediata. Para operações com maior complexidade e uso intenso de insumos e serviços, o Lucro Real se torna ainda mais estratégico, pois é o regime que melhor se adapta ao modelo de créditos do novo IVA, embora exija contabilidade impecável e controle total da operação.

Em um cenário de mudança estrutural, a mensagem é simples: 2025 não é um ano qualquer. É a última chance de garantir isenção total na distribuição de lucros, o primeiro passo de uma transição tributária que vai durar até 2030 e o momento mais inteligente para organizar PF, PJ e operação contábil com precisão. Quem se prepara agora atravessa a Reforma Tributária com segurança. Quem adia as decisões corre o risco de transformar o aumento da complexidade em aumento real de imposto.

*Adriana Melo é mentora financeira, especialista em finanças e tributação, com mais de 20 anos de experiência em finanças corporativas, planejamento, controladoria e uma especialização estratégica em tributação.

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Por que o hospital 100% inteligente deve ser humano

Recentemente foi inaugurado, na China, o primeiro hospital operado cem por cento por robôs, capaz de realizar triagens e diagnósticos com alto índice de precisão. Em outubro de 2025, o jornal Metrópoles destacou que o Brasil, em parceria com o governo chinês, também avança na criação de hospitais inteligentes públicos. O principal projeto é o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), em São Paulo, que contará com 800 leitos, investimento estimado em 320 milhões de dólares e integração com ambulâncias 5G e sistemas de telessaúde. O objetivo é reduzir o tempo médio de atendimento de casos graves de 17 horas para cerca de duas. Essas iniciativas mostram que a transformação digital na saúde já é uma realidade e que o desafio agora é equilibrar tecnologia, eficiência e cuidado humano.

A automação amplia a eficiência, mas exige governança tecnológica capaz de garantir continuidade, segurança e resposta rápida diante de falhas ou ataques, além de demandar investimentos significativos em implantação, integração e manutenção. Um hospital pode operar com robôs e sistemas inteligentes em tempo real, mas só continuará sendo hospital se mantiver a capacidade de enxergar o paciente como pessoa, sem substituir o vínculo e a sensibilidade que sustentam o cuidado.

A tecnologia é ferramenta essencial para aprimorar diagnósticos e prever riscos, mas seu valor depende da atuação dos profissionais especialistas, médicos, enfermeiros, técnicos e equipes multidisciplinares que unem conhecimento, experiência e empatia. São esses profissionais que interpretam dados, compreendem contextos e tomam decisões em situações complexas. Nenhum algoritmo é capaz de reproduzir a escuta, o tato e o discernimento clínico que definem o ato de cuidar.

O avanço digital também impõe um novo papel à regulação. A aplicação de soluções inteligentes na saúde desafia normas tradicionais e requer regras claras de interoperabilidade, segurança da informação e responsabilidade profissional. Regulamentar não significa frear o progresso, mas assegurar confiança e transparência a pacientes, instituições e profissionais.

Os sistemas processam informações, mas quem compreende pessoas são os especialistas que cuidam delas. São eles que percebem o medo, a dúvida e a dor que não aparecem em relatórios. O futuro da saúde não depende de hospitais sem pessoas, e sim de instituições que saibam unir tecnologia, empatia e propósito. O hospital cem por cento inteligente é aquele que usa a inovação para potencializar o humano. A verdadeira inteligência na saúde continua sendo a capacidade de acolher e a pertinência do cuidar.

*Bruno Muszkat é médico radiologista e CEO da Medicom Exames.

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Assessoria de Comunicação        

Quarta, 17 Dezembro 2025 06:25

CLIPPING AHPACEG 17/12/25

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Auditoria nas três maternidades de Goiânia

https://g1.globo.com/go/goias/videos-ja-2-edicao/video/auditoria-nas-tres-maternidades-de-goiania-14186637.ghtml

CFM defende medicina baseada em evidências em debate sobre judicialização da saúde

https://portal.cfm.org.br/noticias/cfm-defende-medicina-baseada-em-evidencias-em-debate-sobre-judicializacao-da-saude

Para Mabel, relatório do DenaSUS confirma acerto da Prefeitura de Goiânia na mudança da gestão das maternidades

https://aredacao.com.br/para-mabel-relatorio-do-denasus-confirma-acerto-da-prefeitura-de-goiania-na-mudanca-da-gestao-das-maternidades/

Alego aprova prorrogação da calamidade na Saúde de Goiânia em primeira votação

https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/alego-aprova-prorrogacao-da-calamidade-na-saude-de-goiania-775603/

Reajuste dos planos de saúde para 2026 deve chegar a 7,5%

https://voxpiaui.com.br/reajuste-dos-planos-de-saude-para-2026-deve-chegar-a-75/

Como implementar IA em hospitais: guia final em 9 passos

https://www.saudebusiness.com/ti-e-inovao/como-implementar-ia-em-hospitais/

Coquetel marca o encerramento da exposição “Vida na Roça – 30 Anos de Arte e Tradição” no IPVisão

https://www.issoegoias.com.br/2025/12/coquetel-marca-o-encerramento-da.html

TV ANHANGUERA

Auditoria nas três maternidades de Goiânia

https://g1.globo.com/go/goias/videos-ja-2-edicao/video/auditoria-nas-tres-maternidades-de-goiania-14186637.ghtml

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PORTAL CFM

CFM defende medicina baseada em evidências em debate sobre judicialização da saúde

O Conselho Federal de Medicina (CFM) participou, nesta terça-feira (16), de audiência pública da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados que discutiu o tema “Medicina baseada em evidências no contexto da judicialização da saúde no Brasil”. O debate ocorreu no Plenário 7, a pedido da deputada Adriana Ventura (NOVO-SP), e contou com a participação de representantes da Defensoria Pública do Distrito Federal, da Associação Médica Brasileira, do Conselho Nacional de Justiça, da saúde suplementar e de entidades de pacientes.

Representando a autarquia, o conselheiro federal Alcindo Cerci Neto (PR) afirmou que o ato médico ocorre, muitas vezes, em um contexto individual e solitário, no qual o profissional precisa decidir o que é melhor para preservar ou reparar a saúde do paciente, sempre com base na melhor evidência científica disponível. Ele ressaltou ainda que a judicialização da saúde é um fenômeno complexo, que não pode ser atribuído apenas à prescrição médica. “A caneta do médico é, sim, um fator de judicialização, mas muitas ações decorrem da desorganização do sistema, que não consegue oferecer ao paciente tratamentos já disponíveis, inclusive de baixo custo”, afirmou.

Alcindo Cerci Neto destacou que a medicina baseada em evidências, incorporada à legislação brasileira pela Lei Orgânica da Saúde, deve orientar tanto as decisões clínicas quanto o processo de incorporação de tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o conselheiro, o avanço acelerado da produção científica, intensificado pelo uso da inteligência artificial, impõe desafios à avaliação crítica das evidências e à atualização dos protocolos assistenciais. “O custo deve ser um dos fatores associados à decisão, mas não pode ser o elemento que define a prescrição. A evidência científica precisa ser o eixo central”, enfatizou.

O conselheiro também chamou atenção para o papel da judicialização como instrumento de acesso à saúde, sobretudo diante do descompasso entre a velocidade da inovação científica e a capacidade de atualização das estruturas de governança do sistema público. “Muitas vezes, a judicialização é o único caminho para garantir ao paciente um tratamento que já é reconhecido pela comunidade médica como o mais adequado”, pontuou, citando exemplos de medicamentos e terapias cuja efetividade e adesão ao tratamento justificam demandas judiciais.

Ao final, o representante do CFM alertou para o impacto da qualidade da formação médica sobre a judicialização da saúde. Ele classificou como preocupante a deterioração do ensino médico no país, especialmente no que se refere à capacidade de análise crítica de evidências científicas e à prescrição racional. “A judicialização é multifatorial, e um dos seus vetores é, sem dúvida, a formação médica inadequada, visto que a qualidade da educação médica tem impactos diretos na análise de evidências e na prescrição racional. Precisamos atuar também nesse ponto”, concluiu.

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A REDAÇÃO

Para Mabel, relatório do DenaSUS confirma acerto da Prefeitura de Goiânia na mudança da gestão das maternidades

Auditoria apontou fragilidades na assistência obstétrica e neonatal na capital

O relatório final da auditoria apresentado nesta terça-feira (16/12), pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS), confirmou que a decisão da Prefeitura de Goiânia de alterar o modelo de gestão das maternidades municipais foi correta e necessária para garantir a continuidade da assistência materno-infantil em Goiânia. A constatação é do chefe do Executivo municipal, Sandro Mabel, que voltou a criticar a antiga gestão das unidades.

É que a auditoria do DenaSUS, apresentado na Câmara de Goiânia, avaliou o funcionamento das unidades entre janeiro de 2023 e junho de 2025, período em que as maternidades eram administradas pela Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), e identificou interrupções de serviços, desabastecimento de insumos e medicamentos, além de falhas graves na assistência a gestantes e recém-nascidos.

Segundo o relatório, o cenário encontrado exigia a adoção de medidas para assegurar o funcionamento contínuo dos serviços e dos leitos habilitados. Essas recomendações, de acordo com o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, já haviam sido implementadas pela atual gestão antes mesmo da conclusão da auditoria, “o que reforça o acerto da decisão tomada pelo prefeito”.

“O relatório traz um panorama do cenário que enfrentávamos à época, que foi continuamente exposto pela secretaria, e que levou à substituição da instituição gestora das maternidades”, afirma o secretário.

Após a alteração do modelo de gestão, as maternidades municipais registraram retomada integral dos atendimentos. Entre setembro e novembro de 2025, já sob a nova administração, foram realizados 14.501 atendimentos de urgência e emergência, 7.704 internações e 2.151 partos, números que demonstram o pleno funcionamento das unidades. Atualmente, as maternidades estão abastecidas, com os leitos habilitados em funcionamento e de portas abertas para receber a população.

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JORNAL OPÇÃO

Alego aprova prorrogação da calamidade na Saúde de Goiânia em primeira votação

Foram 24 votos a favor, 6 contra e uma abstenção

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovou, nesta terça-feira, 16, em primeira votação, a prorrogação do estado de calamidade pública na Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, após audiência pública marcada por divergências políticas, questionamentos técnicos e resistência de parlamentares da oposição. O decreto estende por mais seis meses o reconhecimento da situação excepcional na rede municipal de saúde. Foram 24 votos a favor, 6 contra e uma abstenção.

O debate ocorreu na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e expôs o embate entre a gestão municipal, que defende a necessidade da medida, e órgãos de controle e deputados oposicionistas, que questionam a continuidade do instrumento.

Um dos principais pontos levantados pela Prefeitura de Goiânia foi a descoberta de um passivo de aproximadamente R$ 200 milhões herdado da gestão anterior, comandada por Rogério Cruz. Segundo o secretário municipal da Fazenda, Valdivino de Oliveira, cerca de R$ 119 milhões correspondem a repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) que teriam sido utilizados fora da finalidade original e agora precisam ser devolvidos. Outros R$ 81 milhões dizem respeito a dívidas com fornecedores.

“O município foi notificado para devolver recursos ao SUS que não se sabe exatamente para onde foram destinados. Além disso, há débitos expressivos com fornecedores que não estavam devidamente registrados nos balanços”, afirmou Valdivino durante a audiência.

De acordo com o secretário, a prorrogação do decreto é necessária para permitir ajustes orçamentários, renegociação de contratos e reorganização financeira da pasta, especialmente em uma capital que atende pacientes de todo o Estado.

Endividamento da Saúde chega a R$ 711 milhões

O secretário municipal de Saúde, Luiz Gaspar Pellizzer, apresentou números mais amplos do passivo da área. Segundo ele, a dívida total da secretaria, entre valores empenhados e não empenhados, chegou a cerca de R$ 711 milhões. Desse montante, aproximadamente R$ 240 milhões já foram pagos ao longo do ano.

Pellizzer sustentou que o decreto de calamidade tem sido fundamental para dar transparência ao cenário financeiro e viabilizar negociações com fornecedores, evitando a interrupção de serviços essenciais. Ainda assim, segundo o gestor, cerca de R$ 400 milhões permanecem como passivo a ser equacionado gradualmente.

Representantes do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) adotaram postura mais cautelosa. O presidente do tribunal, Joaquim Alves de Castro Neto, afirmou que, do ponto de vista técnico, ainda não há elementos suficientes que justifiquem a manutenção do estado de calamidade.

O procurador-geral de Contas, Henrique Pandim Barbosa Machado, também se posicionou contra a prorrogação, ressaltando que o instituto da calamidade pública deve ser restrito a situações excepcionais e não pode ser utilizado como ferramenta permanente de gestão ou renegociação de dívidas.

Resistência da oposição

A oposição na Alego reagiu à proposta. O deputado Antônio Gomide (PT) criticou o descumprimento de dispositivos previstos no decreto original, como a realização periódica de audiências públicas para acompanhamento da situação fiscal, e declarou voto contrário à prorrogação. Mauro Rubem (PT) seguiu a mesma linha, afirmando que os problemas da saúde municipal são de gestão e não caracterizam calamidade continuada.

A vereadora de Goiânia Kátia Maria dos Santos (PT) também criticou a falta de detalhamento sobre restos a pagar e cobrou maior transparência antes de qualquer nova prorrogação.

Defesa da base governista

Parlamentares da base do governador Ronaldo Caiado (UB) e do prefeito Sandro Mabel (UB) defenderam a medida. Virmondes Cruvinel (UB) destacou que os passivos herdados e a pressão sobre a rede de saúde da capital justificam a continuidade do decreto. Talles Barreto (UB), líder do governo na Alego, reforçou que Goiânia funciona como polo regional de atendimento e absorve demanda de dezenas de municípios.

Na véspera da votação, o prefeito Sandro Mabel (UB) voltou a defender publicamente a renovação do decreto. Segundo ele, embora a calamidade financeira esteja mais próxima de ser superada, a situação da saúde permanece grave.

“A calamidade financeira nós conseguimos enfrentar, mas a da saúde é muito séria. Não sei se seis meses serão suficientes, mas precisamos desse prazo para continuar trabalhando”, afirmou.

Com a aprovação, a Prefeitura de Goiânia mantém a prerrogativa de adotar medidas administrativas excepcionais na área da saúde pelos próximos seis meses. A CCJ e os órgãos de controle devem acompanhar a execução do decreto e cobrar dados objetivos sobre renegociação de dívidas e melhoria dos serviços.

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VOX PIAUÍ

Reajuste dos planos de saúde para 2026 deve chegar a 7,5%

Nos primeiros nove meses de 2025, as operadoras de planos de saúde tiveram um lucro líquido de R$ 17,9 bilhões, o maior desde 2018, impulsionado pelo aumento de 140% no lucro operacional.

Lucratividade recorde impacta previsão de reajustes

De acordo com dados divulgados, o cenário de alta nas receitas levou os analistas do BTG a revisarem suas projeções para o próximo ciclo de reajuste dos contratos individuais, estimado em 7,5%. O índice considera a variação de custos médico-hospitalares e o IPCA, descontada a inflação do setor.

Reajuste e correções contratuais

O índice máximo de aumento, definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), leva em conta dados dos últimos 12 meses e costuma ser aprovado entre maio e junho, valendo até o fim do período seguinte. O reajuste é aplicado de forma gradual, sempre no aniversário dos contratos, visando equilibrar os custos do setor.

Scenario do mercado de planos de saúde em 2025

A alta no lucro das operadoras reforça o crescimento do setor, apesar das tensões com reajustes e a necessidade de equilibrar receitas e despesas. Entre as maiores operadoras, a Hapvida lidera com 18% de usuários em planos individuais, seguida pela Amil, com 13%, e Prevent Senior, com 9,4%, além da Athena.

Segundo especialistas do BTG, o impacto desproporcional da Hapvida, com custos médicos 32% superiores à média de mercado, elevou a variação das despesas assistenciais, influenciando o cenário de reajustes de 2026.

Expectativas para o próximo ano

Analistas destacam que o impacto positivo na sinistralidade — índice que mede o uso dos planos pelos beneficiários — deve resultar em reajustes menores, especialmente para planos coletivos empresariais, que poderão ter correções de um dígito. Para contratos de pequenas e médias empresas, o reajuste segue uma regra de pool de risco, com o mesmo percentual para todos os beneficiários.

O crescimento do tíquete médio deve ser menor do que o registrado em 2025, e há uma expectativa de que o reajuste para planos individuais ultrapasse 7,5%, podendo chegar a 7,5% ou mais, caso os custos continuem a subir neste ritmo.

Em relação à regulação do setor, o CEO da Porto Saúde criticou a limitação dos planos em coberturas de remédios de alto custo, como o de R$ 10 milhões, destacando a necessidade de maior flexibilidade para o setor.

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SAÚDE BUSINESS

Como implementar IA em hospitais: guia final em 9 passos

A implementação de IA na saúde exige um roadmap rigoroso. Saiba como garantir compliance, segurança do paciente e ROI na adoção de inteligência artificial.

Seu hospital ou clínica já avaliou os benefícios da inteligência artificial e agora enfrenta o desafio de entender como implementar IA em hospitais? Saiba que é possível fazer isso de forma prática, segura e com retorno claro sobre o investimento (ROI).

No Brasil, a adoção já é uma realidade: embora grande parte dos hospitais utilizem recursos tecnológicos em seus processos, a maioria ainda se sente despreparada para lidar com a tecnologia. Ou seja, há interesse, há pressão competitiva e há um desafio claro de maturidade digital.

Este artigo é o guia final para o tomador de decisão. Saiba os 9 passos indispensáveis para mover a IA do conceito para a operação, com foco em validação de modelos e segurança regulatória.

Por que implementar IA em hospitais agora? 

A decisão de quando e como implementar IA em hospitais é estratégica. O objetivo é promover um atendimento mais seguro, eficiente e acessível, mas a adoção da tecnologia também costuma ser impulsionada por desafios e oportunidades próprias de cada instituição.

Um levantamento recente da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) mostrou que mais de 80% dos hospitais privados já utilizam alguma solução de IA, embora 74% ainda se considerem pouco preparados para as transformações necessárias.

Conheça alguns fatores que estão acelerando essa decisão na saúde.

Pressões financeiras e competitivas do setor

A IA permite a redução de custos ao automatizar processos, prever desvios e otimizar recursos, alinhando a instituição com o modelo de saúde baseada em valor.

Demandas crescentes com equipes reduzidas

A IA atua como um assistente de produtividade, auxiliando equipes médicas e de enfermagem na triagem, diagnóstico e planejamento, mitigando o risco de burnout e erro humano.

Vantagem competitiva: hospitais inteligentes

Hospitais que adotam a inteligência artificial se posicionam na vanguarda, oferecendo diagnósticos mais rápidos e precisos, e se destacando no mercado como instituições de alta gestão da qualidade.

Riscos de não adotar: perda de eficiência, gargalos e erro humano

A inércia leva à perda de eficiência operacional, perpetuação de gargalos assistenciais (como longos tempos de espera) e aumento do potencial de erro, impactando diretamente a segurança do paciente.

Além disso, pesquisas comprovam que a implementação de estruturas robustas de governança de dados e o treinamento abrangente da equipe são etapas fundamentais para mitigar riscos e criar um sistema de saúde mais eficiente, centrado no paciente e realmente eficaz.

A seguir, conheça o passo a passo de como implementar a IA em hospitais.

Passo 1: Mapeamento de casos de uso com ROI imediato

A implantação deve começar com projetos que demonstrem retorno financeiro e operacional rápido.

Casos de uso com payback rápido

Triagem automática: Uso de chatbots ou machine learning na classificação de risco de pacientes, reduzindo o tempo de espera.

Previsão de demanda: Algoritmos para prever o fluxo de pacientes na emergência, otimizando o dimensionamento de equipes.

Priorização clínica: inteligência artificial no apoio diagnóstico por imagem, priorizando exames urgentes e reduzindo o tempo para a intervenção.

Automação de faturamento: Uso de IA para codificação e auditoria de contas, reduzindo glosas e otimizando o Tempo Médio de Atendimento (TMA).

Avaliar estudos recentes de adoção de IA em hospitais de grande porte — com aplicação clínica, apoio diagnóstico e mudanças operacionais — podem ser importantes para o benchmark internacional de melhora de ROI e modelos de implantação.

Passo 2: Definir estratégia institucional de IA

A inteligência artificial precisa de uma fundação de governança hospitalar sólida antes da contratação.

Responsabilidade estratégica e matriz RACI

Estabeleça quem é responsável por cada etapa do ciclo de vida de modelos de IA, desde a concepção até a manutenção (Matriz RACI).

Comitê de IA e governança clínica

Crie um comitê multidisciplinar (clínico, TI, jurídico) para supervisionar a ética, a validação de algoritmos médicos e a segurança do paciente.

Aderência regulatória e LGPD desde a concepção (privacy by design)

Assegure que a LGPD esteja integrada. A coleta e o uso de dados devem respeitar o privacy by design desde a primeira etapa do projeto.

Passo 3: Avaliar infraestrutura e maturidade digital

O sucesso da implementação de IA depende da qualidade dos dados e da infraestrutura existente.

Maturidade dos dados (DMM Healthcare / HIMSS)

Avalie a qualidade, consistência e integração dos dados. IA com “dados ruins” gera diagnósticos errados e prejuízo.

Conectividade entre sistemas legados

Muitos hospitais operam com sistemas legados (antigos). A IA exige APIs e conexões robustas para garantir a interoperabilidade.

Requisitos tecnológicos: servidores, cloud, APIs, pipeline de dados

Defina se o modelo será rodado on-premise ou em cloud e garanta um pipeline de gestão de dados em hospitais contínuo e seguro.

Sinal vermelho: quando o hospital ainda não está pronto para IA

Se o hospital não tiver uma gestão organizada, um prontuário eletrônico bem preenchido ou não possuir um Comitê de Governança ativo, a implantação de IA na saúde deve ser adiada.

Passo 4: Escolher o modelo de IA certo

A escolha do modelo impacta custo, tempo de implantação e controle.

Comparativo: modelos prontos vs. customizados

Característica Modelos Prontos (Fornecedor) Modelos Customizados (Desenvolvimento Interno)
Custo Alto custo inicial (licenciamento) Alto custo de desenvolvimento e manutenção
Manutenção Responsabilidade do fornecedor Exige time de dados dedicado
Tempo de Implantação Rápido (plug and play) Longo (meses a anos)
Controle & Explainability Limitado, caixa-preta Total controle e transparência do código

Critérios técnicos para avaliação de fornecedores

Acurácia comprovada localmente: O modelo deve ser validado com os dados e perfis populacionais do seu hospital.

Privacidade e proteção de dados: O fornecedor deve demonstrar compliance e métodos de anonimização.

Segurança, logging, trilhas de auditoria: O sistema deve registrar todas as decisões da IA para fins regulatórios e de uso ético na medicina.

Interoperabilidade: Capacidade de se conectar ao seu prontuário eletrônico sem fricção.

Histórico de implantação em saúde: Prefira players com experiência comprovada e casos de sucesso em hospitais de porte similar.

Passo 5: Validar o modelo com rigor clínico

A validação de algoritmos é obrigatória para a proteção do paciente.

Testes internos e validação com dados locais

Nunca confie apenas nos dados do fornecedor. É importante testar a capacidade do modelo de integrar e processar dados heterogêneos, como imagens médicas (radiologia), dados clínicos estruturados (exames laboratoriais) e dados não estruturados de prontuários eletrônicos. 

O desempenho do algoritmo deve ser verificado com a sua base, superando desafios de interoperabilidade.

Testes cegos, bias de dados, performance real

Realize testes rigorosos para identificar bias (vieses) que possam prejudicar grupos específicos de pacientes.

Documentação obrigatória (regulatória e técnica)

Mantenha um registro completo da performance do modelo, fundamental para o compliance e auditorias.

Passo 6: Implementação piloto controlada

A implementação deve ser faseada para garantir a segurança.

Seleção de área-piloto (alto impacto + baixo risco): Escolha um setor que ofereça alto potencial de ROI, mas onde uma falha da IA não represente risco iminente de vida (ex: triagem administrativa, agendamento, processamento de imagens de baixo risco).

Indicadores para avaliar sucesso do piloto: Defina metas de TMA, redução de erro ou aumento de produtividade antes de ligar a inteligência artificial.

Checklist operacional para início da operação assistida: A IA deve atuar como assistente. Mantenha supervisão humana total no início.

Passo 7: Engajamento e capacitação das equipes

O maior risco da implantação de IA é a rejeição da equipe clínica.

Treinamento orientado a processos clínicos: Mostre aos médicos e à enfermagem como a IA simplifica o trabalho deles, não como o substitui.

Adesão e governança: Envolva os key users (líderes clínicos) no comitê de inteligência artificial.

Como evitar rejeição e adoção limitada: Demonstre que a IA aumenta a segurança do paciente e reduz a carga burocrática.

Passo 8: Escalabilidade e integração sistêmica

Após o sucesso do piloto, é hora de expandir.

Critérios para escalar para outras áreas: Utilize os KPIs do piloto para justificar a expansão.

Integração horizontal entre departamentos: Garanta que a solução de IA converse com outros sistemas (Financeiro, Farmácia, Laboratório) para otimizar o fluxo de dados em todo o hospital.

Passo 9: Medir ROI e garantir sustentabilidade

O ROI é a métrica final que justifica o investimento em da IA em hospitais. 

Uma pesquisa abrangente sobre a adoção de IA em hospitais nos EUA quantificou os ganhos operacionais e o (ROI), apresentando alguns índices de performance e eficiência que os gestores de saúde podem avaliar. Veja algumas dessas métricas:

Indicadores financeiros: custos evitados, produtividade, TMA

Monitore a redução de glosas, o aumento de produtividade da equipe e a diminuição do tempo médio de permanência.

Indicadores clínicos: erros evitados, alertas corretos, segurança

Mensure a taxa de alertas corretos, a redução de eventos adversos e a melhoria dos desfechos clínicos (MDPI).

Indicadores operacionais: fluxo, gargalos, otimização

Analise a redução de filas, o tempo de ciclo dos processos e a otimização de leitos.

Retraining, manutenção e ciclos de reavaliação contínua

Um modelo de IA não é estático. Estabeleça ciclos regulares de retraining (re-treinamento) e revalidação de algoritmos para garantir a performance e a compliance em IA clínica a longo prazo.

Saber como implementar IA em hospitais com sucesso exige planejamento e rigor técnico. A inteligência artificial é uma ferramenta transformadora, mas sua validação e aderência na saúde são inegociáveis. 

Ao seguir esses passos, o hospital estará apto a selecionar e implementar tecnologias de forma segura, garantindo o retorno financeiro e a excelência no cuidado ao paciente.

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ISSO É GOIÁS

Coquetel marca o encerramento da exposição “Vida na Roça – 30 Anos de Arte e Tradição” no IPVisão

Realizada no Instituto Panamericano da Visão (IPVisão), a exposição “Vida na Roça – 30 Anos de Arte e Tradição”, da artista plástica Selma di Medeiros, chegou ao fim ontem, 15 de dezembro, com um coquetel que celebrou o segundo ciclo das mostras de artes promovidas pelo hospital em parceria com o Instituto Rizzo.

O evento reuniu médicos, colaboradores, artistas plásticos, representantes do Instituto Rizzo, convidados e, claro, Selma di Medeiros. O diretor técnico do IPVisão, médico oftalmologista Paulo Ricardo de Oliveira, destacou a relevância do projeto, que em seu primeiro ciclo contou com uma mostra coletiva de artistas goianos e estudantes de artes.

Iniciado em agosto, o projeto trouxe ao hospital beleza, sensibilidade e momentos de pausa, mostrando como a arte pode inspirar, acalmar e levar conforto a pacientes, colaboradores e visitantes.

“Foi uma parceria importante, abrimos espaço para a arte e os pacientes aprovaram”, afirmou Paulo Ricardo de Oliveira, ressaltando a experiência positiva que a iniciativa trouxe ao IPVisão. O sucesso da parceria abre caminho para novos projetos artísticos no Instituto, que acredita no poder da arte para acolher, inspirar e transformar vidas.

Segundo ciclo

Durante essa segunda exposição, corredores e salas de espera do hospital se transformaram em espaços de emoção e contemplação com as obras de Selma di Medeiros. Com cores vibrantes e traços delicados, os quadros retratavam a vida simples do interior goiano, despertando lembranças afetivas e proporcionando aos pacientes, acompanhantes, colaboradores e a todos que passaram pelo IPVisão instantes de alegria e reflexão.

Para tornar a experiência ainda mais próxima do público, cada obra trazia na legenda um QR Code, que levava a um áudio com a descrição das telas, permitindo que visitantes mergulhassem na história de cada cena retratada. Além dos quadros da artista, fotografias de Lázaro Neves também compunham a mostra, aberta em outubro.

Selma di Medeiros destacou que foi “um prêmio expor no local” e que a receptividade do público superou, em muito, suas expectativas. 

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Assessoria de Comunicação        

Terça, 16 Dezembro 2025 06:31

CLIPPING AHPACEG 16/12/25

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Assistência religiosa em hospitais de Goiás passa a ser regulamentada por lei

https://g1.globo.com/go/goias/videos-ja-2-edicao/video/assistencia-religiosa-em-hospitais-de-goias-passa-a-ser-regulamentada-por-lei-14183343.ghtml

Delegacia da Mulher investiga denúncia de abuso sexual contra idosa no HUGOL

https://g1.globo.com/go/goias/videos-ja-2-edicao/video/delegacia-da-mulher-investiga-denuncia-de-abuso-sexual-contra-idosa-no-hugol-14183336.ghtml

Santa Casa de Goiânia oferece mais um turno de hemodiálise a partir de hoje

https://g1.globo.com/go/goias/videos-ja-2-edicao/video/delegacia-da-mulher-investiga-denuncia-de-abuso-sexual-contra-idosa-no-hugol-14183336.ghtml

Anvisa autoriza emissão digital de receitas de medicamentos controlados

https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/anvisa-autoriza-emissao-digital-de-receitas-de-medicamentos-controlados-774299/

Idosa denuncia abuso sexual durante internação no Hugol, em Goiânia

https://ohoje.com/2025/12/15/idosa-denuncia-abuso-sexual-no-hugol-goiania/

Gripe volta ao radar global após alerta da OMS sobre avanço do vírus H3N2

https://ohoje.com/2025/12/15/gripe-k-alerta-oms/

Fundahc deu prejuízo de R$ 2,5 milhões durante gestão de maternidades em Goiânia, aponta relatório

https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/ministerio-da-saude-aponta-prejuizo-de-r-25-milhoes-deixado-pela-fundahc-por-inatividade-775336/

Mabel defende prorrogação da calamidade na saúde e admite novo pedido de prazo se crise persistir

https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/mabel-defende-prorrogacao-da-calamidade-na-saude-e-admite-novo-pedido-de-prazo-se-crise-persistir-775236/

Tendências para a saúde em 2026: inteligência e integração

https://medicinasa.com.br/tendencias-saude-2026/

Planos empresariais impulsionam saúde suplementar há mais de duas décadas

https://www.saudebusiness.com/mercado-da-saude/planos-empresariais-impulsionam-saude-suplementar-ha-mais-de-duas-decadas/

TV ANHANGUERA

Assistência religiosa em hospitais de Goiás passa a ser regulamentada por lei

https://g1.globo.com/go/goias/videos-ja-2-edicao/video/assistencia-religiosa-em-hospitais-de-goias-passa-a-ser-regulamentada-por-lei-14183343.ghtml

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Delegacia da Mulher investiga denúncia de abuso sexual contra idosa no HUGOL

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Santa Casa de Goiânia oferece mais um turno de hemodiálise a partir de hoje

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JORNAL OPÇÃO

Anvisa autoriza emissão digital de receitas de medicamentos controlados

O presidente do Cremego, Rafael Martinez, avalia a mudança de forma positiva

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira, 10, os requisitos para a emissão eletrônica de receitas de medicamentos sujeitos a controle especial, incluindo as notificações de receita amarela e azul, utilizadas para substâncias com maior rigor de fiscalização. A medida representa um avanço na modernização da prescrição médica e deve ampliar a segurança, a rastreabilidade e o controle do uso desses medicamentos em todo o país.

Com a nova norma, as receitas digitais só terão validade se forem emitidas por plataformas de prescrição eletrônica integradas ao Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR). O sistema permitirá que cada receita tenha numeração única, possibilitando o registro e a baixa automática nas farmácias, evitando reutilização e reduzindo o risco de fraudes.

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Rafael Martinez, avalia a mudança de forma positiva. Segundo ele, a iniciativa desburocratiza o processo e fortalece a autonomia médica. “Foi um trabalho em conjunto entre o Conselho Federal de Medicina e a Anvisa. Isso dá mais credibilidade e rastreabilidade à receita. Hoje o processo é muito burocrático, com talonários e controles manuais. A possibilidade de fazer tudo digital é um avanço enorme para o médico e também para o paciente”, afirmou ao Jornal Opção.

Além das receitas de medicamentos controlados, a regra também abrange receitas sujeitas à retenção, como antimicrobianos e medicamentos à base de GLP-1. Nesses casos, o registro de uso no SNCR passa a ser obrigatório, substituindo anotações manuais previstas na Portaria SVS/MS 344/1998, que foi atualizada para se adequar ao modelo eletrônico.

Para Martinez, a medida também beneficia regiões mais afastadas dos grandes centros. “Essa mudança ajuda de forma global, independentemente de onde o profissional esteja. Se ele tem acesso à plataforma digital, consegue prescrever com segurança, e a farmácia também consegue validar a receita”, pontua.

A Anvisa argumenta que a integração ao SNCR contribuirá para a redução de erros de medicação, falsificação de receitas e uso indiscriminado de substâncias controladas. Sobre eventuais riscos de vazamento de dados, o presidente do Cremego pondera que a área de tecnologia sempre exige cautela, mas destaca que há preocupação com a segurança. “Está sendo construído um sistema de integração com todo um cuidado para minimizar esse tipo de risco”, diz.

O sistema completo do SNCR deve estar plenamente disponível até 1º de junho de 2026. Após o início do funcionamento integral, receitas controladas emitidas sem a numeração do sistema ainda poderão ser aceitas por um período de transição de 30 dias. A receita em papel continuará válida e não há previsão para sua extinção.

Criado em 2024, o SNCR centraliza a gestão das notificações de receita em âmbito nacional e busca fortalecer o controle sanitário sobre medicamentos de uso sensível, ao mesmo tempo em que moderniza a prática médica e amplia a segurança para profissionais e pacientes.

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O HOJE

Idosa denuncia abuso sexual durante internação no Hugol, em Goiânia

O abuso teria ocorrido enquanto a paciente aguardava vaga em semi UTI

Uma idosa de 74 anos denuncia ter sido vítima de abuso sexual enquanto estava internada no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. O caso teria ocorrido na madrugada do último domingo (14).

A filha relatou ao portal Mais Goiás que a idosa estava com mobilidade reduzida e sob efeito de medicação quando um médico foi chamado para auxiliá-la. O crime teria ocorrido enquanto a paciente permanecia em uma sala de reanimação, aguardando vaga em uma semi UTI, sem acompanhante. De acordo com a família, o abuso foi presenciado por um paciente internado no leito ao lado, que se recuperava de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Segundo o relato da vítima, durante o atendimento, o médico se aproximou de forma inadequada e iniciou toques em suas partes íntimas sem consentimento. O profissional permaneceu no leito entre 2h59 e 3h17. A paciente afirmou que permaneceu deitada, sem condições de se defender, enquanto era abusada. Ela relatou que pedia para que o suspeito parasse, mas não foi atendida.

Os fatos também teriam sido presenciados por um paciente internado no leito ao lado, em recuperação de um derrame. Por estar anestesiado e em condição clínica delicada, ele não conseguiu reagir fisicamente no momento do ocorrido e só procurou a assistência social do hospital na manhã seguinte, quando conseguiu se locomover. “Ele percebeu que algo estava errado e pediu ajuda, mas não tinha condições de intervir”, relatou a filha da paciente.

Após a denúncia, equipes policiais foram acionadas e se deslocaram até a unidade hospitalar, onde a paciente voltou a relatar que foi abusada enquanto permanecia deitada no leito. Registros do sistema de monitoramento confirmaram que o médico permaneceu junto à paciente por cerca de 18 minutos durante a madrugada. De acordo com o boletim de ocorrência, as imagens não foram anexadas ao registro devido às normas de segurança da unidade.

A filha informou ainda que a mãe enfrenta problemas respiratórios crônicos, faz uso contínuo de oxigênio e havia retornado recentemente ao hospital após sofrer uma queda em casa. Mesmo tendo recebido alta dias antes, a idosa apresentou agravamento do quadro respiratório. Segundo ela, a gestão da unidade só adotou providências administrativas após a chegada da polícia. “Até a equipe policial chegar, nenhuma medida tinha sido tomada”, afirmou.

Ainda conforme o relato, o médico chegou a ser visto sentado ao lado de outros profissionais, ainda com vestimentas hospitalares, em frente ao balcão de atendimento do plantão, a menos de quatro metros da vítima. Ele não foi mais visto no local cerca de oito minutos antes da chegada da Polícia Militar. A paciente segue internada, acompanhada por familiares, enquanto o caso é apurado pela Polícia Civil.

Em nota enviada ao jornal O HOJE, O Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) informa que, ao tomar conhecimento de uma denúncia envolvendo possível conduta inadequada no ambiente hospitalar, adotou imediatamente todas as providências previstas em seus protocolos internos.

A unidade acionou as autoridades competentes, com registro de boletim de ocorrência, realizou o acolhimento da paciente e de seus familiares e, de forma preventiva, determinou o afastamento do profissional citado até que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos.

Até o momento, conforme as apurações iniciais, não é possível afirmar com precisão as circunstâncias do ocorrido. O Hugol reforça que repudia qualquer forma de violação de direitos, atua com responsabilidade e transparência, e permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.

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Gripe volta ao radar global após alerta da OMS sobre avanço do vírus H3N2

Circulação acelerada da gripe em países do hemisfério norte reacende atenção de autoridades de saúde e reforça importância da vacinação

A gripe voltou a ocupar o centro das atenções das autoridades sanitárias internacionais após a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitir um alerta sobre o aumento da circulação do vírus influenza A H3N2 em países da Europa, da América do Norte e da Ásia. Embora o subtipo seja conhecido há décadas, o ritmo acelerado de disseminação acendeu um sinal de vigilância nos sistemas de saúde.

De acordo com monitoramentos recentes, a gripe causada pelo H3N2 já representa uma parcela expressiva dos casos registrados nessas regiões. O cenário levou também a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) a recomendar o fortalecimento da vigilância epidemiológica e a ampliação da cobertura vacinal, sobretudo entre idosos e pessoas com doenças crônicas.

Por que o alerta preocupa autoridades de saúde

A OMS esclarece que o alerta não está ligado ao surgimento de uma mutação inédita, mas ao histórico do subtipo. Em temporadas em que a gripe H3N2 predomina, observa-se aumento de hospitalizações e de complicações respiratórias em grupos mais vulneráveis. Esse padrão já foi registrado em surtos anteriores e exige atenção antecipada.

Segundo a OPAS, a gripe continua sendo uma das principais causas de adoecimento respiratório no mundo, especialmente quando encontra populações com baixa imunização ou diagnóstico tardio. Por isso, a recomendação é agir antes que os sistemas de saúde fiquem sobrecarregados.

Sintomas da gripe seguem padrão conhecido

Apesar do nome popular que circula nas redes sociais, os sintomas da gripe não diferem das formas sazonais já conhecidas. Febre, dor no corpo, cansaço intenso, tosse, dor de garganta e mal-estar geral permanecem como os sinais mais comuns. O diferencial está no impacto mais severo que a gripe pode causar em idosos e pessoas com comorbidades.

Na prática, não há sintomas específicos que permitam distinguir a infecção pelo H3N2 das demais gripes sazonais. As diferenças são mínimas, mas alguns estudos indicam que a febre pode ser mais alta e iniciar abruptamente, especialmente em crianças, no caso da gripe K. Foto: Divulgação

Situação no Brasil e medidas preventivas

Até o momento, dados de plataformas internacionais de vigilância, citadas pela OMS, não indicam circulação expressiva do H3N2 no Brasil. Ainda assim, especialistas alertam que o comportamento da gripe pode mudar rapidamente, especialmente em períodos de maior circulação de pessoas.

A vacinação segue sendo a principal ferramenta de proteção contra a gripe, reduzindo o risco de formas graves e mortes. A OPAS reforça que, além da imunização, medidas simples como higiene das mãos, etiqueta respiratória e isolamento em caso de sintomas continuam fundamentais.

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JORNAL OPÇÃO

Fundahc deu prejuízo de R$ 2,5 milhões durante gestão de maternidades em Goiânia, aponta relatório

A informação consta no Relatório Final de Auditoria, que analisou o período de 2023 a junho de 2025

O Ministério da Saúde, por meio de auditoria oficial, confirmou um prejuízo superior a R$ 2,5 milhões deixado pela Fundahc na gestão das maternidades municipais de Goiânia. O valor corresponde ao serviço que deixou de ser executado (leitos inativos), mesmo com a disponibilidade financeira. A informação consta no Relatório Final de Auditoria, que analisou o período de 2023 a junho de 2025, e ao qual o Jornal Opção teve acesso em primeira mão.

O estudo do Ministério expôs um cenário de grave fragilidade financeira, assistencial e administrativa herdado pela gestão do prefeito Sandro Mabel. Segundo o próprio relatório, em diversos momentos, não foi possível identificar com precisão quanto foi gasto pela Fundahc, onde foi gasto e em qual unidade, o que comprometeu a transparência e o controle financeiro do contrato.

Essa ausência de rastreabilidade, aliada ao descumprimento de metas pactuadas nos planos de trabalho, gerou um passivo financeiro reconhecido, que culminou no rombo.

A auditoria registra que, mesmo com recursos formalmente disponíveis, houve interrupção de serviços, redução de leitos e suspensão de atendimentos pela entidade, o que evidencia um descompasso entre os valores repassados e os serviços efetivamente prestados. De forma direta, o dinheiro público repassado à Fundac não se traduziu, de forma proporcional, em atendimento à população.

Nesse contexto, o relatório corrobora a da decisão da Prefeitura de Goiânia de romper o contrato com a FUNDAHC. A auditoria demonstra que o modelo contratual estava fragilizado, financeiramente desequilibrado e incapaz de garantir continuidade e qualidade dos serviços.

Avanços

O documento do Ministério da Saúde também oficializa que a atual gestão, iniciada em janeiro de 2025, não é responsável pela origem do rombo. O relatório reconhece que a Secretaria Municipal de Saúde assumiu um cenário de crise herdada e passou a atuar no sentido de conter danos, reorganizar a gestão e retomar os serviços.

Entre os avanços registrados estão a implementação de novos protocolos assistenciais, a regularização gradual do direito ao acompanhante, a retomada progressiva da produção nas maternidades e a mudança na gestão das unidades a partir de agosto de 2025.

Para garantir melhor análise, a Prefeitura solicitou a ampliação do escopo da auditoria abrangendo o período a partir de 2022. O Ministério, no entanto, estendeu somente ao ano de 2023, excluindo da análise metade da gestão do ex-prefeito Rogério Cruz.

O relatório será apresentado pelo diretor do Departamento Nacional de Auditoria do SUS, Rafael Bruxelas, à Câmara Municipal de Goiânia.

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Mabel defende prorrogação da calamidade na saúde e admite novo pedido de prazo se crise persistir

Proposta tramita na Assembleia que adiou a apreciação da matéria

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), voltou a defender, nesta segunda-feira, 15, a renovação do decreto de calamidade pública da saúde do município. A apreciação do projeto, que tramita na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), foi adiada após reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na semana passada. A previsão é que o parlamento promova uma audiência com o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) antes da apreciação da matéria.

Segundo Mabel, a extensão da calamidade é fundamental para manter ações emergenciais e garantir as condições administrativas ao município. “Esperamos que possamos aprovar essa extensão do decreto. O [decreto de calamidade] financeiro não é tão importante, mas o da saúde sim”, afirmou o prefeito em coletiva.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de resolver a crise em mais seis meses — prazo previsto na prorrogação —, Mabel admitiu que o período pode não ser suficiente. “Nós esperamos que sim. A calamidade financeira nós conseguimos superá-la, mas a da saúde é muito grave. Não sei se vai precisar de mais tempo. Vamos trabalhando e vendo a arrecadação e, se precisar de mais tempo, a gente pede”, disse.

Calamidade foi decreta no início do ano

O primeiro decreto de calamidade pública em Goiânia foi aprovado pela Alego no início de 2025 e incluía duas dimensões: a financeira e a da saúde. A gestão argumentou, à época, que herdara um déficit elevado, dívidas com fornecedores e uma rede municipal de saúde colapsada. A medida permitiu flexibilizar regras administrativas, agilizar contratações e reorganizar fluxos orçamentários.

Desde então, segundo o Paço Municipal, houve avanço na recomposição fiscal, mas persistem gargalos na rede de saúde, especialmente na atenção primária, regulação de leitos e na cobertura contratual de serviços terceirizados.

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MEDICINA S/A

Tendências para a saúde em 2026: inteligência e integração

À medida que avançamos para 2026, o setor da saúde se encontra em um patamar decisivo, pronto para grandes transformações. A aceleração digital, impulsionada pelos desafios recentes, consolidou a tecnologia não mais como um suporte, mas como o epicentro da estratégia de negócio. Para os gestores que visam não apenas sobreviver, mas liderar, compreender as tendências do setor de saúde que moldarão o futuro próximo é um imperativo. A questão não é mais se a tecnologia transformará a saúde, mas sim como podemos usá-la de forma estratégica, sustentável e centrada no paciente.

inteligência artificial é, sem dúvida, o ponto central dessa nova era. Em 2026, sua aplicação transcenderá os projetos-piloto e se tornará a espinha dorsal da eficiência. A integração da IA com ERPs e sistemas de gestão hospitalar criará um ecossistema de dados unificados, reduzindo falhas e elevando a gestão a um novo patamar de inteligência. Processos administrativos serão automatizados, garantindo mais rapidez, menos erros e uma disponibilidade integral que atende às novas expectativas dos pacientes.

Quando olhamos para o cuidado direto com o paciente, essa inteligência ganha ainda mais potência. Dados em tempo real capturados por wearables — smartwatches, smart rings e outros dispositivos — alimentarão modelos preditivos capazes de antecipar riscos, acelerar diagnósticos e pavimentar o caminho para a medicina de precisão, com tratamentos verdadeiramente personalizados ao perfil único de cada indivíduo.

Mas para que essa revolução seja possível, é imprescindível fortalecer as bases tecnológicas que permitem a adoção plena de IA. A digitalização deixa de ser uma etapa opcional e passa a ser o alicerce de toda a inovação. E, nesse sentido, três movimentos são indispensáveis para garantir maturidade digital: manter sistemas atualizados; estar na nuvem, garantindo escala e disponibilidade; e estruturar e qualificar dados, que são o combustível da inteligência artificial.

Falando em centralidade no paciente, o segmento de saúde precisa aprender uma estratégia originalmente do varejo: a experiência omnichannel. Cada vez mais, a jornada do paciente será fluida, contínua e integrada em todos os canais — do agendamento ao atendimento presencial e ao monitoramento pós-consulta. A comunicação precisa deixar de ser reativa e fragmentada para se tornar proativa e coesa, construindo uma relação de confiança e lealdade. Um paciente que se sente compreendido e amparado em todos os pontos de contato é, inevitavelmente, um paciente mais engajado com seu próprio tratamento.

Mas vale destacar: nenhuma dessas inovações se sustenta sem um alicerce sólido de cibersegurança e proteção de dados. Com o aumento exponencial da conectividade e do volume de informações sensíveis, a superfície de ataque cresceu. A cibersegurança é uma premissa fundamental para a existência de um sistema de saúde digital e confiável. Proteger os dados dos pacientes é, em essência, uma extensão do juramento de cuidar.

No fim, o futuro da saúde será definido pela capacidade de unir tecnologia, eficiência e humanidade. As instituições que conseguirem equilibrar esses três pilares não apenas acompanharão as transformações de 2026, mas liderarão uma nova era — mais inteligente, mais integrada e, sobretudo, mais centrada nas pessoas.

*Rogério Pires, diretor de produtos para Saúde da TOTVS.

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SAÚDE BUSINESS

Planos empresariais impulsionam saúde suplementar há mais de duas décadas

Análise Especial da NAB mostra que, em cinco anos, o segmento empresarial quintuplicou.

Os planos de saúde empresariais representam mais de 73% dos vínculos médico-hospitalares no Brasil, atingindo o maior patamar da série histórica monitorada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Entre setembro de 2000 e outubro de 2025, o número de beneficiários desses planos cresceu de 7,1 milhões para 38,7 milhões, mais que quintuplicando. A nova edição da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB 112), produzida pelo IESS, evidencia a centralidade dos planos coletivos empresariais na saúde suplementar brasileira.

O levantamento evidencia os 25 anos de evolução do segmento e confirma que essa modalidade se consolidou como o principal eixo de sustentação do sistema privado de saúde.  acompanhando o comportamento do emprego formal e a expansão da economia ao longo de duas décadas e meia. 

Segundo José Cechin, superintendente executivo do IESS, os planos empresariais têm papel decisivo na estrutura da saúde suplementar. “Crescem com o mercado de trabalho, refletem a economia real e constituem a espinha dorsal da cobertura privada no Brasil”, explica.

De acordo com o levantamento, a evolução demográfica do segmento reflete sua estabilidade. A faixa de 20 a 59 anos, que representa a maior parte da população economicamente ativa, concentra 67% dos beneficiários. Jovens de 0 a 19 anos reduziram participação ao longo dos anos, enquanto o grupo com 60 anos ou mais ampliou presença, acompanhando o envelhecimento populacional. A distribuição por sexo mantém estabilidade desde o início dos anos 2000, com 51% de mulheres e 49% de homens, um padrão praticamente inalterado.

Territórios

A análise revela que São Paulo continua sendo o maior polo da saúde suplementar empresarial, com cerca de 37% dos vínculos. Minas Gerais, Rio de Janeiro e os estados do Sul complementam o núcleo mais robusto do setor, enquanto Goiás se destaca pela ampliação significativa de sua participação ao longo do período.

Leia mais sobre Mercado da Saúde

“A organização territorial dos planos empresariais segue a lógica da estrutura produtiva do País, refletindo níveis de formalização, renda, dinamismo econômico e geração de empregos”, explica Cechin.

 Outro ponto de destaque é a melhoria da informação regulatória e a consolidação da segmentação assistencial. Em 2025, 91% dos beneficiários empresariais possuem planos com cobertura hospitalar e ambulatorial. A categoria “não informada”, que no início dos anos 2000 representava mais da metade dos registros, desapareceu quase por completo. “A qualificação das bases de dados mostra um setor mais maduro e preparado para debates sobre sustentabilidade, inovação e padrões de utilização”, destaca Cechin. 

Novos avanços 

Além da Análise Especial, a NAB 112 atualiza os dados do setor. O Brasil alcançou 53,2 milhões de beneficiários de planos médico-hospitalares, um crescimento de 2,7% em 12 meses, equivalente a mais de 1,4 milhão de novos vínculos. 

Destes, 83,9% possuem planos coletivos (empresariais e por adesão), e entre eles, 86,9% são empresariais. A expansão é puxada principalmente pelos adultos em idade produtiva e por estados como São Paulo, que sozinho adicionou 587,4 mil beneficiários no período.

 O relatório ainda destaca a forte correlação entre emprego formal e evolução dos planos coletivos empresariais. Entre outubro de 2024 e outubro de 2025, o estoque de trabalhadores celetistas passou de 47,6 para 49 milhões, avanço de 2,8%, movimento que acompanha o crescimento de 4,4% nos beneficiários empresariais médico-hospitalares no mesmo intervalo.

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Assessoria de Comunicação        

Segunda, 15 Dezembro 2025 06:26

CLIPPING AHPACEG 15/12/25

Escrito por

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Indústria das liminares na saúde suga bilhões, quebra planos e ameaça milhões de pacientes

https://spdiario.com.br/noticias/saude/industria-das-liminares-na-saude-suga-bilhoes-quebra-planos-e-ameaca-milhoes-de-pacientes.html

Dasa conquista pela segunda vez consecutiva o selo QGA de segurança

https://www.saudebusiness.com/mercado-da-saude/dasa-conquista-pela-segunda-vez-consecutiva-o-selo-qga-de-seguranca/

Projeto vai revelar os 100 melhores hospitais públicos brasileiros

https://medicinasa.com.br/100-hospitais-publicos/

Previsibilidade e precisão: IA na gestão logística da saúde

https://medicinasa.com.br/ia-gestao-logistica/

Como resolver o gargalo da enfermagem sem risco jurídico

https://medicinasa.com.br/compliance-inovacao/

Saúde: o combustível da vida e a prevenção como valor central

https://medicinasa.com.br/saude-combustivel-vida/

Resistência antimicrobiana: um desafio de gestão e segurança

https://medicinasa.com.br/ram-seguranca-paciente/

DIÁRIO DE SP

Indústria das liminares na saúde suga bilhões, quebra planos e ameaça milhões de pacientes

Escritórios de advogados especializados, pedidos padronizados e liminares concedidas em plantões judiciais, sob decisões rápidas e sem critério técnico, alimentam a chamada máfia das liminares, um mercado bilionário que se aproveita da urgência médica e empurra a conta para milhões de consumidores

A chamada 'máfia das liminares' transforma a urgência médica em um mercado bilionário, por meio de decisões judiciais rápidas e sem critério técnico, cujo custo recai sobre os consumidores - Imagem: Reprodução / Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

Leandro Amaral Publicado em 13/12/2025, às 17h29


A judicialização desenfreada da saúde suplementar deixou de ser um instrumento excepcional de garantia de direitos e passou a operar, em muitos casos, como uma engrenagem organizada que drena recursos, distorce decisões médicas e compromete a sustentabilidade de todo o sistema. O crescimento acelerado de liminares concedidas sem análise técnica aprofundada abriu espaço para o que o próprio setor passou a classificar como a máfia das liminares, um modelo que transforma a urgência médica em estratégia jurídica e financeira.

Dados do Conselho Nacional de Justiçamostram que o volume de ações envolvendo planos de saúde cresce ano após ano, com dezenas de milhares de novos processos ajuizados anualmente. Uma parcela expressiva dessas demandas é decidida em caráter de urgência, muitas vezes durante plantões judiciais, sem perícia médica prévia, sem análise de evidência científica e sem avaliação do impacto coletivo da decisão. Em diversos tribunais, a taxa de deferimento de liminares supera 60%, inclusive em casos que envolvem tratamentos fora do rol da ANS ou uso off label de medicamentos.

O padrão das ações revela organização. Petições praticamente idênticas, pedidos repetidos em diferentes varas e decisões proferidas em sequência apontam para a atuação de escritórios de advogados especializados exclusivamente nesse tipo de demanda. Amparados por laudos genéricos e relatórios médicos padronizados, esses escritórios transformaram o litígio em método recorrente, criando um mercado paralelo que opera à margem da regulação técnica da saúde suplementar.

O impacto financeiro dessa engrenagem é concreto e crescente. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar indicam que os custos associados à judicialização já consomem bilhões de reais por ano e cresceram de forma acelerada na última década. São despesas imprevisíveis, que escapam de qualquer cálculo atuarial e corroem o equilíbrio econômico dos contratos. Cada liminar individual transfere para o coletivo uma conta que não estava prevista, pressionando reajustes e inviabilizando planos mais acessíveis.

O efeito chega diretamente ao consumidor. Mensalidades mais altas, redução de opções no mercado e a saída silenciosa de operadoras menores são consequências diretas desse modelo. A judicialização excessiva não amplia o acesso à saúde, mas cria um sistema desigual, no qual o tratamento passa a depender mais da capacidade de acionar a Justiça do que de critérios médicos, regulatórios ou contratuais.

Embora existam casos legítimos e urgentes, o abuso das liminares expõe um vazio institucional. A ANS possui atuação limitada diante de decisões judiciais. Núcleos de apoio técnico ainda não estão presentes de forma uniforme em todas as comarcas. O Judiciário, pressionado por volume e urgência, decide muitas vezes sem o suporte técnico necessário. Não há mecanismos eficazes de responsabilização para práticas abusivas que transformam a urgência médica em modelo de negócio.

O resultado é um sistema tensionado por todos os lados. Operadoras operam sob risco permanente, pacientes pagam a conta e a Justiça assume, na prática, o papel de regulador informal da saúde suplementar. A máfia das liminares não protege o cidadão. Ela drena recursos, distorce o sistema e ameaça a continuidade de um modelo que ainda atende milhões de brasileiros.

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SAÚDE BUSINESS

Dasa conquista pela segunda vez consecutiva o selo QGA de segurança

A auditoria ressaltou avanços significativos, como a maturidade técnica dos núcleos regionais de segurança do paciente, o progresso digital e o pioneirismo no modelo de governança assistencial.

A Dasa, medicina diagnóstica, tornou-se a primeira empresa do setor no país a alcançar, a reacreditação do Núcleo de Segurança do Paciente, o reconhecimento da Quality Global Alliance (QGA), que certifica a maturidade das práticas de segurança do paciente. O relatório oficial destacou pontos como a relevância institucional da Dasa, sua capacidade técnico-científica, o papel estratégico do Comitê de Segurança do Paciente, a evolução em transformação digital e o pioneirismo no setor de diagnóstico.

A avaliação contemplou a estrutura, as práticas e os resultados dos 6 Núcleos Regionais de Segurança do Paciente — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Nordeste, Centro-Oeste e Sul. Após atender aproximadamente 90% dos 153 critérios aplicáveis, a companhia manteve o Nível Expert. O reconhecimento reafirma o compromisso das unidades com a qualidade assistencial, a segurança do paciente e a melhoria contínua dos processos, consolidando sua trajetória de excelência em saúde.

Para Roberto Cury, vice-presidente de atendimento e experiência do cliente na Dasa, o selo reforça uma trajetória que se consolidou ao longo dos últimos anos. “Essa recertificação demonstra que segurança não é pontual, mas parte estruturante do nosso modelo assistencial. A integração dos núcleos regionais garante que práticas estratégicas cheguem à ponta com consistência.”

A estrutura dos Núcleos de Segurança da Dasa

O modelo de núcleos regionais foi criado para padronizar práticas assistenciais, fortalecer a governança e garantir respostas rápidas a riscos operacionais. Cada núcleo reúne equipes multidisciplinares responsáveis por implementar, monitorar e revisar ações nos eixos avaliados pela QGA:

· Identificação correta do paciente

· Comunicação efetiva

· Segurança medicamentosa

· Procedimentos seguros e prevenção de quedas

· Controle de infecções e higiene das mãos

A rotina inclui auditorias internas, análise de eventos adversos, monitoramento de indicadores, capacitação das equipes e adoção de políticas corporativas como Cultura Justa, disclosure e fortalecimento dos sistemas estruturados de notificação.

Para Leonardo Vedolin, vice-presidente Médico da Dasa, o resultado reforça um movimento contínuo. “Segurança do paciente exige continuidade. Renovar o selo da QGA confirma que estamos no caminho certo, investindo na melhoria contínua das práticas que asseguram a segurança do paciente em nossas unidades. Esse trabalho sustenta o Plano Anual de Segurança do Paciente e garante que todas as marcas da companhia— incluindo análises clínicas, imagem, vacinas, anatomia patológica e infusão — sigam práticas unificadas de segurança, com alinhamento nacional e capacidade de resposta regional”.

Segundo Annelise Correa Wengerkievicz Lopes, diretora de qualidade e segurança do paciente, o modelo de núcleos regionais traduz princípios de segurança em rotinas diárias. “A recertificação confirma o compromisso da nossa instituição com o aprimoramento das práticas e de oferecer um ambiente seguro para pacientes e colaboradores.”

Com o início do novo ciclo, a Dasa seguirá acompanhada por auditorias de manutenção semestrais, dentro de um processo contínuo de aprimoramento das práticas assistenciais e fortalecimento da cultura de segurança.

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MEDICINA S/A

Projeto vai revelar os 100 melhores hospitais públicos brasileiros

Um projeto inédito no país, encabeçado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), vai revelar os 100 melhores hospitais públicos do Brasil. Os “top 10” serão premiados em maio de 2026.

A iniciativa conta com a parceria da OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde), do Instituto Ética Saúde (IES), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

A lista dos hospitais indicados ao Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil será divulgada em janeiro e considerará serviços hospitalares dos governos federal, estadual ou municipal, com atendimento 100% pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Os 100 concorrentes ao prêmio incluem hospitais gerais — adultos ou pediátricos — e hospitais especializados nas áreas de ortopedia, oncologia, cardiologia e maternidade, todos com mais de 50 leitos e produção registrada no SIH (Sistema de Informações Hospitalares) do Ministério da Saúde entre agosto de 2024 e julho de 2025. Hospitais psiquiátricos e de longa permanência não serão incluídos.

Para a definição dos 100 “finalistas”, foram aplicados critérios como acreditação hospitalar, taxas de ocupação e taxa de mortalidade, disponibilidade de leitos de terapia intensiva e tempo médio de permanência dos pacientes internados, dentre outros.

A relação dos 100 indicados será posteriormente ranqueada, com base em pesquisa de satisfação independente com os pacientes, no nível de acreditação dos serviços e nas informações de compliance fornecidas pelos hospitais. Também será considerada uma avaliação de eficiência que cruzará os dados de atendimentos com a disponibilidade de recursos financeiros.

Com a iniciativa, o Ibross busca reconhecer e divulgar as melhores práticas de gestão e assistência à saúde na rede pública hospitalar do país.

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Previsibilidade e precisão: IA na gestão logística da saúde

A cadeia de suprimentos hospitalar sempre representou um desafio crítico na gestão em saúde. A falta de insumos pode comprometer atendimentos de urgência, enquanto o excesso de estoque gera custos elevados e desperdício. Em um ambiente em que a escassez de recursos e a pressão assistencial são constantes, a previsibilidade e a precisão operacional deixaram de ser diferenciais e tornaram-se vitais. É justamente nesse ponto que a Inteligência Artificial (IA) vem assumindo um papel transformador, oferecendo um novo patamar de precisão e eficiência na operação logística hospitalar.

Há muitos anos, a incorporação de algoritmos preditivos e técnicas de machine learning vem permitindo que o planejamento hospitalar evolua de um modelo reativo para um modelo preditivo e, mais recentemente, com as novas tecnologias, é possível aplicarmos mais contexto e automação nessa dinâmica. Isso significa que, além de responder a crises de abastecimento, os sistemas passem a antecipar cenários, avaliar riscos e recomendar ações corretivas antes que o impacto chegue ao paciente.

Em várias instituições brasileiras, soluções baseadas em IA já proporcionam economia de milhões de reais em custos de estoque e compras, além de impactar diretamente a qualidade assistencial. A automação de rotinas de planejamento, compras, distribuição e priorização de fornecedores tem reduzido gargalos e aprimorado a previsibilidade de toda a cadeia.

Segundo levantamento da PwC (2025), 58% dos executivos de saúde no Brasil relataram ganhos expressivos de eficiência com o uso de IA generativa no supply chain hospitalar, especialmente em previsão de demanda, gestão de fornecedores e monitoramento de estoques críticos. O dado ilustra o avanço de uma tendência global: a consolidação de sistemas inteligentes voltados à gestão estratégica da saúde.

Nos meus quase 20 anos de atuação em sistemas de Supply Chain para saúde, vejo que o amadurecimento dessas tecnologias trouxe um novo paradigma. Já estamos reconstruindo nossas soluções com IA, com arquiteturas escaláveis e seguras, voltadas à usabilidade e à experiência dos profissionais que vivem o dia a dia da operação. Em breve, agentes inteligentes serão capazes de automatizar etapas inteiras de planejamento e compras, enquanto camadas de gestão de performance garantirão rastreabilidade e controle e confiabilidade em tempo real.

No entanto, é importante reforçar que, em cenários críticos, a inteligência artificial não substitui a inteligência humana, ela a potencializa. A adoção da IA no supply chain hospitalar requer mais do que infraestrutura tecnológica: depende da qualidade dos dados, integração entre sistemas, sincronização dos processos e uma cultura organizacional voltada à inovação e à segurança.

Investir em aculturamento e capacitação contínua das equipes é essencial para que a automação seja utilizada de forma ética, contextual e alinhada aos princípios da saúde. A transformação digital só alcança seu propósito quando aliada à governança e ao compromisso de cada profissional envolvido.

Acreditamos que a convergência entre inteligência artificial e inteligência humana aponta para o futuro da gestão hospitalar: um futuro em que a tecnologia atua como instrumento estratégico de sustentabilidade, previsibilidade e segurança do paciente.

*Thiago Fialho é cofundador da GTPLAN.

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Como resolver o gargalo da enfermagem sem risco jurídico

O debate sobre a falta de profissionais de enfermagem no Brasil costuma girar em torno de dois extremos: a urgência das instituições em cobrir escalas e garantir a segurança assistencial e o receio de gestores diante de riscos jurídicos e trabalhistas que cercam o setor. Esse dilema não precisa existir, é possível inovar, ampliar acesso à força de trabalho e, ao mesmo tempo, operar dentro de um modelo absolutamente seguro em termos legais e regulatórios.

A Demografia da Enfermagem no Brasil 2025, estudo do Ministério da Saúde, divulgou um aumento de quase 44% dos postos de trabalho em cinco anos no setor. Em 2022, o número de vínculos ficou em cerca de 1,5 milhão. Lembrando que esse dado não reflete o número de pessoas atuando na enfermagem, já que um único profissional pode estar associado a mais de um contrato.

Mesmo com esse número, o Brasil ainda enfrenta déficit de profissionais, sobretudo em plantões críticos. Hospitais e clínicas têm dificuldade em ajustar suas equipes e isso gera sobrecarga, queda na qualidade assistencial e aumento de custos. Ao mesmo tempo, muitos profissionais qualificados enfrentam barreiras para acessar oportunidades compatíveis com sua rotina e disponibilidade.

A solução desse gargalo passa, necessariamente, por três frentes: flexibilidade, tecnologia e compliance. Qualquer iniciativa que ignore um desses pilares tende a gerar problemas que podem ir desde buracos na escala até insegurança jurídica.

O primeiro ponto é compreender que a saúde não pode mais operar apenas com modelos rígidos de contratação. Quando uma instituição precisa de cobertura imediata, ela não pode esperar semanas por uma admissão tradicional. É aí que a tecnologia se torna uma aliada poderosa. Plataformas especializadas conseguem conectar, em minutos, profissionais qualificados a unidades que precisam deles.

No Brasil, a enfermagem é uma profissão regulamentada e altamente crítica. Por isso, qualquer solução inovadora precisa ser construída junto ao marco regulatório, e não à margem dele. É possível, sim, oferecer flexibilidade aos profissionais e às instituições sem precarizar vínculos, sem driblar a legislação e sem expor gestores a passivos trabalhistas.

Esse equilíbrio exige estrutura, processos sólidos, modelos contratuais adequados, validação documental rigorosa, integração com conselhos profissionais, mecanismos de auditoria e governança.

Quando tecnologia e compliance caminham juntos, criamos um ambiente em que profissionais trabalham de forma mais sustentável, hospitais operam com segurança e o paciente recebe cuidados de alta qualidade.

A única condição é que inovação não seja tratada como um atalho e sim como uma estrutura de responsabilidade. O Brasil não precisa escolher entre segurança jurídica e inovação, o avanço real do setor acontece quando essas duas frentes caminham juntas.

*João Hugo Silva é CEO da Clicknurse.

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Saúde: o combustível da vida e a prevenção como valor central

Nos últimos anos, a discussão sobre o futuro da saúde ganhou novos contornos. Avanços tecnológicos, o envelhecimento da população e o aumento das doenças crônicas transformaram profundamente a forma como cuidamos de nós mesmos. No entanto, ainda prevalece um modelo de atenção voltado à reação, aquele que atua depois que a doença já se manifesta, e não, à promoção ativa da saúde.

Essa estrutura, presente em vários países, impõe custos crescentes e pressiona governos, empresas e indivíduos. No Brasil, os números mostram o tamanho do desafio. Segundo o IBGE, os gastos com saúde ultrapassaram R$ 700 bilhões em 2019. E embora a expectativa de vida, hoje em 76,4 anos, deva alcançar 77,8 anos até 2030, nem todos esses anos são vividos com autonomia e bem-estar. A lacuna entre longevidade e qualidade de vida segue aumentando.

Um levantamento da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), em parceria com o PoderData, mostrou que 71% dos usuários do sistema público e 85% dos beneficiários de planos privados não incorporam práticas preventivas no dia a dia. Mesmo com acesso a consultas e exames, a prevenção ainda ocupa um papel secundário na rotina dos brasileiros. O sedentarismo, a má alimentação e o estresse seguem entre os principais fatores de risco.

Estudos internacionais, como os conduzidos pela Universidade de Stanford e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mostram que cerca de 70% das mortes prematuras estão ligadas a hábitos e comportamentos modificáveis, como sedentarismo, má alimentação, tabagismo e consumo excessivo de álcool.

Sempre acreditei que saúde é o combustível da vida. Essa ideia traduz a essência da medicina preventiva: cuidar antes que o corpo adoeça, compreender que corpo e mente formam uma unidade indissociável e que o equilíbrio é a base de qualquer projeto de longevidade com qualidade.

A transformação necessária, porém, não depende apenas do indivíduo. Envolve empresas, governos e o próprio mercado da saúde. O relatório ROI do Bem-Estar 2024, da Wellhub, revelou que 99% das companhias brasileiras que medem o retorno financeiro de programas de bem-estar registram resultados positivos, com redução de custos médicos, queda no absenteísmo e aumento de produtividade. Investir em prevenção é mais do que uma escolha humana, é uma decisão estratégica.

A Organização Mundial da Saúde reforça esse movimento. Segundo a OMS, 15% dos adultos em idade produtiva sofrem de algum transtorno mental, e a depressão e a ansiedade resultam na perda de cerca de 12 bilhões de dias de trabalho por ano no mundo. Esses números mostram que cuidar da saúde mental e física não é custo, é sustentabilidade, humana e econômica.

A medicina do século 21 precisa consolidar um novo paradigma: o da prevenção como valor central. Um sistema que promova saúde, e não apenas trate doenças, gera benefícios éticos, sociais e econômicos. Não se trata de substituir a medicina curativa, mas de reconhecer que o cuidado contínuo é o verdadeiro antídoto contra o desgaste de um modelo reativo.

Em um mundo que corre contra o tempo, prevenir é o gesto mais inteligente e humano que podemos adotar. Porque saúde antes de ser gasto, negócio ou estatística, é e sempre será, o combustível da vida.

*Gilberto Ururahy é Diretor-médico especializado em medicina preventiva na Med-Rio Check-up.

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Resistência antimicrobiana: um desafio de gestão e segurança

A resistência antimicrobiana (RAM) é um dos maiores desafios da saúde moderna e também um dos mais silenciosos. De forma simples, ocorre quando microrganismos como bactérias, fungos e vírus passam a resistir aos medicamentos que antes eram eficazes. O resultado disso é alarmante: infecções mais difíceis de tratar, maior tempo de internação e aumento do risco de complicações graves.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 em cada 6 infecções bacterianas no mundo já não responde adequadamente aos tratamentos disponíveis. Porém, mais do que um problema clínico, a resistência antimicrobiana é um problema de gestão e segurança do paciente.

Durante muito tempo, acreditou-se que o controle da resistência era responsabilidade exclusiva do médico prescritor. Hoje sabemos que a questão é mais ampla: envolve processos institucionais, cultura organizacional, governança clínica e educação contínua.

O uso inadequado de antibióticos, seja por automedicação ou prescrição excessiva, cria um ambiente favorável para o surgimento e disseminação de microrganismos multirresistentes. Por isso, enfrentar a resistência antimicrobiana exige integração entre assistência, gestão e qualidade.

Cada dose de antibiótico administrada é uma decisão que carrega impacto clínico e estratégico. Implementar programas institucionais de uso racional de antimicrobianos é uma medida essencial para equilibrar eficácia terapêutica, segurança e sustentabilidade do cuidado.

Além disso, a resistência antimicrobiana afeta diretamente indicadores sensíveis de gestão:

Tempo médio de permanência hospitalar;

Custos com internações prolongadas;

 Taxas de reinternação e infecção hospitalar;

Desfechos clínicos e satisfação do paciente.

Promover o uso responsável de antimicrobianos é uma forma de fortalecer a cultura de segurança do paciente e otimizar recursos dentro das instituições de saúde.

A partir disso, é possível entender que os protocolos estabelecidos nas instituições não são eficazes se não houver engajamento das equipes assistenciais e da liderança institucional. O combate à resistência depende de corresponsabilidade: médicos, enfermeiros, farmacêuticos, gestores e pacientes precisam compreender seu papel nesse processo.

É fato que educar profissionais, monitorar resultados e manter a vigilância ativa são estratégias que salvam vidas e garantem a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

E falar sobre resistência antimicrobiana é falar sobre o futuro da medicina. Pois sem ação coordenada voltamos a um cenário em que infecções simples se tornam ameaças graves. E com gestão eficiente, cultura de segurança e uso racional, podemos preservar a eficácia dos tratamentos e garantir um cuidado mais seguro para todos.

Portanto, a conscientização em relação à resistência aos antimicrobianos nos convida a uma reflexão prática: como cada decisão clínica pode se tornar uma escolha de valor para o paciente e para o sistema de saúde?

*José Branco é Presidente na Sociedade Médica de Oxigenoterapia Hiperbárica (OHB), faz parte da Direção Executiva do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP), atua como Diretor Técnico do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e é Diretor Médico da CLOUDSAÚDE.

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Assessoria de Comunicação        



12 AHPACEG CBEX 2

 

Renato Daher, presidente da Ahpaceg, e Haikal Helou, presidente do Conselho de Administração da Associação, tomaram posse, em 12 de dezembro, como conselheiros do CBEXS Chapter Goiás, durante o evento de relançamento da entidade, que tem Renato Gomes na presidência.

 

12 AHPACEG CBEX 1

Na posse, eles receberam certificados de reconhecimento pela contribuição com o fortalecimento da liderança, da inovação e da excelência em gestão em saúde.

 

12 AHPACEG CBEX 3

Realizado no auditório da Coopanest, o encontro reuniu gestores, especialistas e autoridades da área da saúde para discutir soluções práticas e inovadoras para o sistema de saúde goiano. Haikal Helou foi um dos participantes do painel “O Cenário do Financiamento em Saúde no Brasil”.

12 ahpaceg reunião farma

A coordenadora da Central de Compras da Ahpaceg, Ana Valéria Miranda, conduziu, na quinta-feira (11), uma reunião com farmacêuticos e profissionais de compras das instituições associadas. O encontro, realizado na sede da Associação, teve como objetivo avaliar o trabalho desenvolvido ao longo do ano e planejar estratégias para 2026.

Durante a reunião, o grupo analisou os contratos atualmente em vigor, discutiu novas demandas do mercado e identificou pontos de melhoria no processo de aquisição conjunta. As instituições também compartilharam experiências e expectativas, contribuindo para a construção de estratégias mais eficientes para o próximo ano.

Segundo Ana Valéria, a troca direta entre os participantes reforça a importância da integração entre as equipes e da atualização constante diante das mudanças do setor. A proposta é que as contribuições levantadas sirvam de base para aprimorar os processos e fortalecer as ações da Central de Compras em 2026.

Sexta, 12 Dezembro 2025 06:43

CLIPPING AHPACEG 12/12/25

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ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Deputados autorizam nova cobrança no Ipasgo Saúde e matéria segue para sanção do governador Ronaldo Caiado

https://aredacao.com.br/deputados-autorizam-nova-cobranca-no-ipasgo-saude-e-materia-segue-para-sancao-do-governador-ronaldo-caiado/

Lucro das operadoras de saúde dispara e setor registra melhor resultado em cinco anos

https://iclnoticias.com.br/economia/lucro-operadoras-de-saude/

Mabel tenta negociar em Brasília dívida de R$ 200 milhões do SUS deixada por Rogério Cruz

https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/mabel-tenta-negociar-em-brasilia-divida-de-r-200-milhoes-do-sus-deixada-por-rogerio-cruz-774103/

Em 2030, Emergência Hospitalar pode funcionar como ‘pit-stop’ de Fórmula 1

https://www.saudebusiness.com/colunistas/em-2030-emergencia-hospitalar-pode-funcionar-como-pit-stop-de-formula-1/

A REDAÇÃO

Deputados autorizam nova cobrança no Ipasgo Saúde e matéria segue para sanção do governador Ronaldo Caiado

Texto foi alvo de críticas por parte de alguns parlamentares

A sessão ordinária híbrida da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), realizada nesta quinta-feira (11/12), foi marcada pela validação definitiva do projeto do Poder Executivo Estadual que autoriza a cobrança de mensalidade de dependentes de beneficiários do Ipasgo Saúde, até então isentos de taxas.

A cobrança dos dependentes será de 30% da tabela atuarial e limitada por teto familiar, levando em consideração, ainda, a faixa etária do usuário dependente. A Secretaria da Economia do Estado de Goiás argumenta que essa cobrança “reduz, de forma expressiva, o déficit atual, traz a sinistralidade para patamar próximo ao equilíbrio técnico, corrige distorções históricas de custeio e reforça a justiça contributiva”.

A proposta tramita na Casa de Leis como processo no 30892/25 e foi alvo de críticas da oposição. Os posicionamentos contrários de ontem atravessaram sessões ordinária e extra, além de reunião da Comissão Mista, e seguiram na manhã desta quinta. Entretanto, com a nova e definitiva aprovação, a pauta segue agora para sanção do governador Ronaldo Caiado (UB).

Votos

Dos 41 deputados estaduais, 34 votaram. Foram 25 manifestações favoráveis e nove contrárias, estas de Antônio Gomide, Bia de Lima e Mauro Rubem, do PT; Delegado Eduardo Prado e Major Araújo, do PL; Gustavo Sebba e José Machado, do PSDB; além de Gugu Nader (Avante) e Clécio Alves (Republicanos).

Não estavam presentes, no momento da votação, Dr. George Morais (PDT), Lucas do Vale (MDB) e Paulo Cezar (PL).

Falas

Mauro Rubem acusou o Governo de querer “destruir” o Ipasgo Saúde, “um programa que reúne R$ 200 milhões de um monte de servidores com salário baixo, tentando ser atendido”. Segundo o deputado, totalizam 90 mil os dependentes que serão cobrados caso seja sancionado o projeto. Já Bia de Lima classificou a proposição como “a mais difícil deste ano para os servidores públicos”. Na visão da petista, os profissionais da Educação, que receberiam os menores salários entre esses servidores, não serão mais capazes de pagar o plano.

Gustavo Sebba declarou que o Ipasgo Saúde “já foi referência para as famílias que tanto se dedicam a cuidar do serviço público no Estado: professores, policiais, médicos, todos os colaboradores”. Afirmou ainda que, depois que “privatizaram o Ipasgo Saúde, ele não só ficou mais caro como teve uma piora na qualidade do serviço”.

Clécio Alves disse que o projeto penaliza quem depende do Ipasgo Saúde “para cuidar das suas famílias”. Para ele, a proposição foi feita “da noite para o dia, sem sequer ser debatida, sem dados técnicos que pudessem justificar uma matéria como essa, que pune e fere os 600 e tantos mil servidores do Governo do Estado”.

Major Araújo criticou, além da iniciativa legislativa, a postura do governo Ronaldo Caiado em relação aos servidores públicos de modo geral. O parlamentar sustentou, ainda, sua oposição contrária à instituição de diferentes tributos pelo chefe do Poder Executivo goiano, como o da semana passada em relação aos combustíveis.

Gugu Nader, pertencente à base, manifestou, ontem e hoje, que avalia deixá-la justamente por dissenso em relação ao projeto de lei em pauta. “Eu fiz o compromisso inegociável que eu nunca votaria contra servidores públicos”, declarou. “Na minha cidade de Itumbiara, tem mais de 15 mil conveniados do Ipasgo; estou aqui honrando meu compromisso.”

Amauri Ribeiro (UB) foi o único a se manifestar pela base governista. “Ou nós aprovamos essa lei ou o Ipasgo vai sucumbir, infelizmente”, sustentou. “Nós não queríamos aprovar uma lei como esta, mas se faz necessário, e não estamos aqui para fazer politicagem.”

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ICL NOTÍCIAS

Lucro das operadoras de saúde dispara e setor registra melhor resultado em cinco anos

O lucro operacional acumulado chegou a R$ 9,3 bilhões, um avanço de quase 140% em comparação ao mesmo período de 2024

As operadoras de planos de saúde tiveram um desempenho expressivo entre janeiro e setembro deste ano. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o lucro operacional acumulado chegou a R$ 9,3 bilhões, um avanço de quase 140% em comparação ao mesmo período de 2024 — o melhor resultado desde 2019.

Quando considerados também os ganhos financeiros — favorecidos pelo cenário de juros elevados — o lucro líquido atingiu R$ 17,9 bilhões, superando o recorde anterior de R$ 15,9 bilhões registrado em 2020, durante a pandemia. Esse é o maior valor desde o início da série histórica, em 2018.

O levantamento aponta que Bradesco, SulAmérica e Hapvida foram responsáveis por 43% de todo o lucro operacional do setor. O peso dessas companhias deixa evidente como o resultado das líderes influencia o panorama geral das operadoras de saúde.

Juros elevados impulsionam o lucro líquido das operadoras de saúde

As empresas também se beneficiaram significativamente das receitas vindas de aplicações financeiras. Só nos nove primeiros meses de 2025, o ganho com investimentos somou R$ 11,1 bilhões, 60% acima do mesmo período do ano passado e o maior volume desde 2018.

Outro dado positivo foi a redução da sinistralidade, que fechou o período em 81,9%, queda de 2,4 pontos percentuais em comparação com 2024. A métrica mede quanto da receita é utilizada para custear atendimentos e procedimentos dos clientes — quanto menor, maior a folga financeira das operadoras.

Apesar do crescimento robusto, a recuperação não é uniforme. Cerca de 7,2 milhões de beneficiários ainda dependem de operadoras que enfrentam dificuldades financeiras.

Atualmente:

49 operadoras participam de programas de ajuste econômico-financeiro

26 estão sob direção fiscal

41 enfrentam processos de cancelamento de registro

Segundo o jornal O Globo, fontes próximas à ANS afirmam que a diretoria discute formas de reforçar o monitoramento dessas empresas para evitar prejuízos assistenciais aos consumidores, já que muitos dos problemas são atribuídos à má gestão.

Durante a apresentação dos dados, Jorge Aquino, diretor de Normas e Habilitação das Operadoras, resumiu o cenário:

“Há uma recuperação forte, lucros importantes, mas é um mercado ainda muito heterogêneo na sua performance.”

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JORNAL OPÇÃO

Mabel tenta negociar em Brasília dívida de R$ 200 milhões do SUS deixada por Rogério Cruz

A pendência, segundo o prefeito, engloba o ressarcimento ao SUS do valor de R$ 119 milhões, que deveriam ter sido pagos a fornecedores

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, aproveitou a ida a Brasília nesta quinta-feira, 11, quando participou de um evento promovido pelo movimento Todos pela Educação, para conversar com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e tentar negociar uma dívida de cerca de R$ 200 milhões deixada pela gestão do ex-prefeito Rogério Cruz.

A pendência, segundo o prefeito Sandro Mabel, engloba o ressarcimento ao SUS do valor de R$ 119 milhões, que deveriam ter sido pagos a fornecedores, mas foram desviados para outras finalidades, mais o valor do pagamento a esses próprios fornecedores.

“Conversei com ele [Padilha], e ele disse que iria ver o que pode fazer”, disse o prefeito.

A dívida, que teria sido notificada pelo Ministério da Saúde em novembro deste ano, inclusive serviu de embasamento para o pedido de Mabel enviado à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para prorrogar por 180 dias os efeitos do decreto de calamidade na Saúde.

Confusão

A proposta foi alvo de bate-boca de deputados na deliberação da CCJ nesta quinta-feira, ocasião em que Talles Barreto, que é líder do governo, e Clécio Alves trocaram insultos e quase foram às vias de fato.

Apesar da tramitação turbulenta, o Jornal Opção apurou que a prorrogação do decreto não deve enfrentar dificuldades e pode receber aval da Alego já na próxima semana.

“Pente-fino”

Conforme revelado pela coluna Bastidores em novembro deste ano, Sandro Mabel se reuniu com o ministro Alexandre Padilha em julho para apresentar demandas de Goiânia na Saúde e pedir ao Ministério que fizesse uma investigação “pente-fino” em todos os repasses federais feitos para a Saúde de Goiânia durante a gestão de Rogério Cruz.

Em novembro, o gestor esteve novamente em Brasília e teria reforçado o pedido.

Conforme já noticiado pela coluna, Mabel teria identificado repasses que foram realizados, mas se perdido pelo caminho, sem nenhum investimento que resultasse deles na gestão anterior. 

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SAÚDE BUSINESS

Em 2030, Emergência Hospitalar pode funcionar como ‘pit-stop’ de Fórmula 1

Grand Prix de Fórmula 1 em 2025, pit-stop da escuderia que está à frente da corrida: tudo acontece na fronteira entre a biomecânica e uma coreografia do Bolshoi. O piloto aciona o limitador de 80 km/h, finca o ponto-morto e estanca o carro no espaço de um cartão de crédito (se errar, coleciona memes e punições). O cronômetro ladra décimos. Em média, 20 a 22 mecânicos usando macacões antichama Nomex, capacete FIA 8860 e luvas que resistem a 800° C por 4 segundos, avançam em direção ao bólido. Dois “jack men” erguem o carro; quatro “gunners” empunham pistolas pneumáticas que giram até 10 mil rpm, alçam o carro, retiram porcas de titânio e quatro “carriers” manuseiam pneus de 13 kg como se fossem rolimãs. Dois ajustam a asa dianteira em 0,35 graus cravados; um “lollipop” de semáforo decide quem vive ou morre na saída do box e o “chief-mechanic” rege a coreografia, eliminando cerca de 300 g de suor por pit-stop. O maestro invisível é o estrategista no pit-wall, cronometrando 2,2 segundos de parada, com erro estatístico na casa dos nanosegundos.

Corta para a Emergência Hospitalar em 2030, com um acidentado grave do trânsito carioca: a maca é como um chassi de carbono de última geração; está cravejada de biossensores piezoelétricos que vasculham em milissegundos pressões arteriais micro-pulsáteis e saturação de oxigênio. Câmeras de visão IA multiespectrais no teto varrem um “scan da lataria” que descreve hematomas, cortes e microfissuras sanguíneas com sofisticação da pista de Suzuka. O paciente, convertido em ‘monoposto biológico’, tem sua biometria facial decodificada por IA, estimando dor, ansiedade e nível de consciência (algo entre o “delta do pneu” e o “mapa-emocional do motor”). Antes que a triagem humana consiga perguntar a temperatura do corpo, um Assistente Agêntico ajusta a dose de noradrenalina em 1,8 R-R (o algoritmo reavalia e titula o vasopressor a cada 1,8 ciclos cardíacos).

No pit-lane clínico, cada profissional tem seu Agente Cognitivo Artificial de alta performance: o anestesista “encaixa” um tubo orotraqueal como quem aperta a porca a 12 mil rpm; o cirurgião declama “box, box, box” para chamar a ‘tomografia total-body’ em 45 segundos, que na corrida contra a hipoperfusão pode significar óbito. Um humor involuntário é sentido quando a IA avisa que o lactato de 8 mmol/L não é “desgaste de pneu”, mas choque séptico (referência normal: ≤ 2 mmol/L). Nesse instante, o clínico com seu headset Multiverso entende que perder décimos de segundo não rende ‘grid penalty’, mas necrose, com o córtex humano falhando bem antes disso. Calibrar o fluxo da bomba de infusão exige a mesma diligência com que se regula a válvula de recirculação do turbo híbrido da F1.

IAs representam uma força transformadora na medicina emergencial. Vão acelerar e melhorar a precisão da triagem de pacientes, diagnósticos e gerenciamento de recursos, concebendo um sistema de atendimento emergencial mais eficiente e resiliente. Por outro lado, é tosca e frágil a ideia de que LLMs Multimodais podem substituir o aparato humano disponibilizado nos ambientes de urgência. Profissionais de saúde e LLMs precisarão trabalhar em conjunto antes que o ‘paddock-clínico’ pegue fogo. A versão com ‘IA do Médico’ vai superar a versão sem IA quase sempre.

O Great Ormond Street Hospital for Children (GOSH), em Londres, sabe disso e aprimorou seu processo de transferência de pacientes da cirurgia para a UTI observando como a equipe de Fórmula 1 da Ferrari lidava com os pit-stops nos boxes. Durante a visita, médicos do GOSH se concentraram na maneira como os mecânicos e engenheiros lidavam com possíveis falhas. “O que poderia dar errado?”, “O que faremos se algo falhar?” e ​​“Qual a importância dessa ação se der errado?”, indagavam à equipe da Ferrari, reunidos em uma mesa durante os treinos.

Todas as ideias dos ‘médicos estagiários’ na Ferrari levaram o grupo a criar um método denominado “Análise de Modos de Falha e Efeitos (FMEA – Failure Modes and Effects Analysis)”. As lideranças médicas do GOSH perceberam que o planejamento antecipado deixa a equipe de apoio nos boxes muito mais preparada do que a equipe médica, cuja única estratégia tendia a ser “esperar que algo desse errado para então descobrir o que deveriam ter feito”. Observando a equipe nos boxes, os médicos notaram o valor do mapeamento e da descrição de processos, além da importância de definir as tarefas de cada pessoa. Embora as principais mudanças tenham sido nos procedimentos mais sofisticados, as informações da Fórmula 1 foram facilmente adaptadas ao ambiente hospitalar. As lições aprendidas pelo GOSH conseguiram reduzir o número de erros em 66% (erros por 100 transferências).

Os principais fundamentos apreendidos com os times de F1 foram:

Estrutura de liderança/comando clara. Ambientes de Pronto-atendimento no Brasil são geralmente confrontados com a tênue hierarquia de comando (“quem manda aqui?”).  Não existe esse tipo de dúvida na F1; o “operador do pirulito” (lollipop man) orienta tudo, principalmente quando o carro deve entrar e sair. Ninguém discute sua autoridade (a equipe do GOSH designou o anestesista como “líder do time”, sem mais confusão);

Funções e coreografias definidas. Assim como cada mecânico na equipe nos boxes tem uma tarefa fixa (operador da pistola, operador do macaco, carregador de pneus, etc.), a equipe do GOSH definiu funções específicas (enfermeiro para drenos/cateteres, respiracionista para monitoramento, assistente de sinais vitais, etc.), com posições fixas para que os funcionários não “atrapalhem uns aos outros”;

Comunicação estruturada e conversa simultânea limitada. Eis um dos pontos nevrálgicos no pronto-atendimento: fala-se e grita-se demais, como uma competição de quem recebe mais atenção. A conversação verbal mínima é pouco adotada e não se ensaia códigos não verbais (como alertas oferecidos por monitores multiparamétricos). A F1 está ensinando aos hospitais que no atendimento emergencial (principalmente nos casos críticos, onde o paciente corre risco de óbito) são necessárias sessões de treinamento (briefing/debriefing), para coordenar ações e vozes;

Monitoramento ativo do desempenho e da redução de erros. No estudo realizado no GOSH, a implementação do novo protocolo reduziu o número médio de erros técnicos de 5,42 para 3,15 e as omissões de informação de 2,09 para 1,07; sendo que o tempo de transferência caiu de uma média de 10,8 minutos para 9,4 minutos. “Não se pode controlar aquilo que não se pode aferir”, diz a velha máxima da engenharia de produção, muito válida dentro da cadeia hospitalar.

É fácil sonhar que equipes de Pronto-atendimento no Brasil, ou em boa parte do mundo, treinem falhas prováveis no atendimento de urgência, em longos ensaios a portas fechadas. À exceção das entidades com controle de Acreditação, isso dificilmente ocorre com a frequência adequada. Esses ensaios, também denominados ‘Urgências e Emergências com Simulação Realística’ e, no Brasil, regulados pelo COFEN (Conselho Federal de Enfermagem), têm sua periodicidade geralmente desestimulada por diversos fatores, como Custos e Recursos, Logística Complexa e o famigerado Foco na Produção.

O mundo é um grande pronto-socorro. Segundo o CDC (EUA), 17,8 milhões de atendimentos em Departamentos de Emergência resultaram em internações em 2023. Quando se compara esse número ao total de 34,4 milhões de admissões hospitalares, registradas pela American Hospital Association no mesmo ano, constata-se que cerca de 52% das internações norte-americanas começaram no Emergency Care. No Brasil, o “Observatório Anahp 2025”revela que 42,6% das saídas hospitalares de 2024 (rede privada) tiveram o pronto-socorro (PS) como porta de entrada (44,1% em 2023). Em ambos os países, portanto, o PS continua sendo a principal via de acesso ao leito hospitalar. Nenhuma surpresa: sabemos disso desde bem antes da largada do primeiro Grand Prix de Fórmula 1.

Nos ambientes de pronto-atendimento crítico, onde a vida, o aumento morbidade, as sequelas e a finitude circulam sem cerimônia, frações de segundo podem determinar o sucesso ou o fracasso, como no pit-stop da F1. O uso prematuro de uma bandeira amarela de advertência, por exemplo, pode fazer um piloto (ou médico) reduzir a velocidade o suficiente para não perder uma vantagem adquirida. Mecânicos e assistentes da F1 são treinados exaustivamente para agir com extrema decisão, nem muito cedo, nem muito tarde. Treinam o ano todo para isso, quase sempre realizam centenas de vezes a mesma tarefa para evitar falhas no pit-stop.

Quantos hospitais fazem uma análise metódica (periodicamente) dos erros em ambientes de pronto-socorro? A questão é: como os ambientes de cuidados emergenciais serão em 2030, considerando as transformações digitais e cognitivo-artificiais em curso?

“E se um cirurgião recebesse feedback em tempo real durante uma cirurgia robótica, assim como Max Verstappen e sua equipe fazem durante uma corrida? Pesquisadores do LUMC e NKI-AVL utilizam princípios de sucesso da Fórmula 1 para aprimorar procedimentos cirúrgicos tecnologicamente avançados. Não processando dados de pista, desempenho do carro ou paradas nos boxes, mas sim registrando e analisando meticulosamente cada movimento de um robô cirúrgico, por exemplo”, explica o paper “Proficiency in the operating room: how Formula 1 principles could help surgical teams implement advanced medical technology”, publicado em agosto de 2025 pela Leiden University Medical Center (LUMC), na Holanda. Numa Prostatectomia Laparoscópica Assistida por Robô, cada procedimento dura cerca de três horas, durante as quais foram medidos dados de 44 parâmetros diferentes. Foram analisados a velocidade e a suavidade dos “movimentos de instrumentos”, bem como a sua localização dentro do corpo e a relação de uns com outros, e, principalmente, quanto tempo cada etapa leva. Por meio de uma plataforma de IA, todas essas aferições foram processadas e interpretadas.

A equipe da LUMC estudou a movimentação e preparação dos pit-stops da F1 para ‘mapear curvas, retas e chicanes, e procedimentos cirúrgicos delicados’, que se desenrolam em fases distintas. Cada fase impõe diferentes exigências: às vezes a velocidade é fundamental, outras vezes a precisão é crucial. “Pense em Max Verstappen acelerando em uma reta ou freando antes de uma curva fechada para obter ‘tempos de volta’ mais rápidos e consistentes. Os cirurgiões também precisam ajustar sua abordagem dependendo da fase da cirurgia. Preservar as estruturas nervosas requer movimentos lentos e precisos, enquanto a sutura exige movimentos circulares”, explica o estudo.

Da mesma forma, a equipe Williams de Fórmula 1 fez parceria com o Hospital Universitário do País de Gales (Cardiff), para “aplicar técnicas de pit-stop aos protocolos de reanimação neonatal”. A equipe do hospital mapeou espaços padronizados nos centros obstétricos, “copiando os layouts personalizados” que a Williams utiliza nas pistas de corrida, onde 20 pessoas trocavam 4 pneus em 2 segundos com perfeita sincronia. As equipes médicas galesas adotaram as análises de vídeo e as reuniões de avaliação pós-corrida como prática padrão, como fazem as equipes de corrida após cada Grand Prix. Revisam cada parada nos boxes centenas de vezes em busca de melhorias. O foco do hospital era otimizar os fluxos de processo na saúde, eliminando movimentos desnecessários, esclarecendo funções e comunicando claramente ‘quando segundos podem determinar a sobrevivência do paciente’. Grande parte dessa engenharia ascendeu nos últimos anos graças aos LLMs, capazes de mapear, gravar, identificar, segmentar e avaliar todos os procedimentos dentro de um atendimento de urgência, com uma característica: realizam e registram tudo em segundos.

Em poucos anos, a sinfonia no corredor do pronto-socorro será orquestrada por médicos e máquinas de cognição artificial. Câmeras de Computer Vision (IA Multimodal) espalhadas pela emergência lerão a perfusão cutânea antes mesmo do enfermeiro perguntar “nome completo”, com microfones ultrassônicos detectando sibilos respiratórios ocultos. No ‘pit-stop emergencial’, o “jato de combustível” é uma infusão titulada por algoritmo e o “aperto final da porca” equivale ao ajuste dinâmico na ventilação mecânica, com base em loops de complacência que mudam a cada respiração. Felizmente, a mesma IA que avisa o superaquecimento do motor Honda é capaz de sugerir, em voz serena e neutra, que aquele lactato altíssimo não é “mero desgaste de pneus”, mas choque anafilático na curva hemodinâmica 1.

Se na Fórmula 1 a meta é trocar quatro pneus e reabastecer antes que o cronômetro pisque, em 2030 o desafio na saúde será transfundir quatro unidades de sangue antes que o córtex pisque, ambos dependendo de algoritmos que não podem vacilar. Respeitando as ‘salvaguardas ontológicas’ da coreografia esportiva da F1, cujos tempos e velocidade de ação não podem ser comparados ao que acontece num ambiente hospitalar emergencial, o que deve ocorrer cada vez mais nos pronto-atendimentos é uma “ação coreográfica orquestrada por telemetria”, e não a confusão improvisada de hoje.

Na década de 1950, os pit-stops da F1 tinham uma média de 67 segundos. Quinze anos depois, a mediana de uma parada nos boxes era de 45 segundos. No início dos anos 70, esse tempo caiu para quase 27 segundos e, na década seguinte, o tempo médio de parada foi de 11 segundos. No início dos anos 1990, o tempo médio já era de 6 segundos. Atualmente, o tempo médio está entre 2 e 2,5 segundos. Em 2030, é muito provável que o pit-stop na F1 dure menos de 1,5 segundo (o quick-lock hub, que trava/destrava as quatro porcas, poderá operar em cerca de 0,15 s, valor que coincide com o intervalo mínimo de reação humana definido no Manual Técnico da FIA).

Em novembro de 2025, o Ministério da Saúde anunciou que vai viabilizar a construção do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), o primeiro hospital inteligente do Brasil. Com o uso de inteligência artificial e big data, a unidade objetiva ser um marco na modernização do SUS e “poderá reduzir em 25% o tempo de espera na emergência, significando que o atendimento no pronto-socorro pode passar de uma média de 120 minutos para 90 minutos”, segundo o MS. “Com o hospital inteligente, estamos trazendo para o Brasil aquilo que tem de mais inovador no uso da inteligência artificial, tecnologia de dispositivos médicos e da gestão integrada de dados para cuidar das pessoas e salvar vidas”, explicou o ministro na divulgação. Não há dúvida de que é uma boa notícia. Resta saber o que o governo entende por “Hospital Inteligente”, ou a que distância esse entendimento está daquilo que será efetivamente implantado (o ciclo de modelos de IAs muda a cada 3 semanas).

Cada vez mais as inovações tecnológicas reais (que se pagam) migram para Saúde, como a fibra de carbono, sensores, computer-vision, etc. Porém, os atendimentos de Pronto-Socorro no Brasil, Índia ou mesmo nos EUA ainda são colossais centros de improvisação e altruísmo. São corredores transformados em enfermarias, equipes sobrecarregadas e uma “caoticidade” aferida principalmente pelas horas de espera.

As Inteligências Artificiais notáveis chegaram há três anos. Ninguém pediu ou rezou por elas. Ninguém esperou que elas chegassem. Não nos preparamos antecipadamente para seu impacto. A maioria das pessoas ainda está atônita, sem saber o que fazer, como fazer ou qual a melhor maneira de aproveitar essa dádiva tecnológica. As resistências ao seu uso na Saúde foram ferozes, na Academia Médica, mais ainda. O poder público tropeça nas pernas artificiais “sem saber com que pernas deve seguir”. O tempo passa, os modelos de LLM avançam vertiginosamente e sua consolidação no setor produtivo é cada vez mais real. Na Saúde, sempre lenta em escolher pernas, já cresce a usabilidade das IAs, emergindo um novo frescor e ímpeto em reduzir problemas por meio delas. O que fazer, pergunta a Cadeia de Saúde? Como tratar o extraordinário avanço das IAs nas unidades emergenciais?

Isso lembra a velha piada da celebridade que recebeu um Prêmio de Honorabilidade, com direito a troféu e uma pequena quantia em dinheiro. Atrapalhado, ele subiu ao palco pensativo, confuso, ovacionado pela plateia. Com honesta abnegação, declarou: “Senhoras e Senhores, eu acredito sinceramente que não mereço esse prêmio…” Silêncio e surpresa no auditório. O agraciado pensou por 30 segundos, trêmulo. Depois agarrou firme o troféu e continuou: “…bem, sabe, eu tenho artrite, …e também acho que não mereço por ela… Portanto, aceito a homenagem, obrigado e boa noite!”. O setor nacional de saúde sofre de artrite; não convém rejeitar a ocasião oferecida pelas IAs.

Guilherme S. Hummel
Head Mentor – EMI (eHealth Mentor Institute)

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Assessoria de Comunicação        

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