Administrador
CLIPPING AHPACEG 19/01/26
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
MEDICINA S/A
Quando a medicina passa a operar como sistema, não como resposta
https://medicinasa.com.br/medicina-operar-sistema/
Projeto aprovado cria comissões para prevenir trombose em hospitais
https://medicinasa.com.br/prevenir-trombose-hospitais/
Integração de dados: elevando a saúde a um novo patamar
https://medicinasa.com.br/integracao-dados/
Perspectivas da Nova Agenda Regulatória da ANS (2026-2028)
https://medicinasa.com.br/agenda-regulatoria-ans-26-28/
O futuro da saúde suplementar: gestão, inovação e desempenho econômico
A REDAÇÃO
Patentes farmacêuticas não são certificados de segurança sanitária
https://aredacao.com.br/patentes-farmaceuticas-nao-sao-certificados-de-seguranca-sanitaria/
PUC TV
Janeiro Branco alerta para a saúde mental de médicos e enfermeiros
https://www.youtube.com/watch?v=joNpQPItegE
PORTAL CONCLÍNICA
Mercado de saúde deve crescer 9% até 2028, com novos investimentos
https://conclinica.com.br/mercado-da-saude-no-brasil/
O HOJE
Greve na saúde é suspensa, mas impasse com prefeitura permanece
https://ohoje.com/2026/01/17/greve-na-saude-e-suspensa-mas-impasse-mantem/
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 16/01/26
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
A REDAÇÃO
Daniel Vilela inaugura leitos no HGG e anuncia que hospital será o 1° da rede pública de Goiás a ter cirurgia robótica
JORNAL OPÇÃO
Unidades municipais de saúde retomam atendimento integral após suspensão da greve de médicos
O HOJE
HGG inaugura novos leitos, equipamentos e reforça posição entre os melhores hospitais públicos do país
https://ohoje.com/2026/01/15/hgg-inaugura-novos-leitos/
MEDICINA S/A
Seis em cada dez brasileiros dizem buscar informações sobre saúde na internet
https://medicinasa.com.br/saude-google/
Desafios e oportunidades na implementação da IA na saúde
https://medicinasa.com.br/desafios-oportunidades-ia/
Saúde mental na lista de prioridades: por onde começar
https://medicinasa.com.br/saude-mental-lista-prioridades/
O DIA ONLINE
Reajuste por idade em planos de saúde não é automático
JOTA INFO
Preço de medicamentos no Brasil: por que as regras precisaram mudar?
Lei 224/25 pode ter efeito colateral com impacto bilionário no custo da saúde
TV PREFEITO
Ministério da Saúde anuncia novas adesões da operadora de plano de saúde Hapvida e deslocamento das carretas do Agora Tem Especialistas
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Assessoria de Comunicação
ASSOCIADO EM PAUTA: CRD atinge 100% de conformidade na auditoria da ONA e reforça compromisso com a excelência

O CRD Medicina Diagnóstica acaba de conquistar um marco importante na sua trajetória de qualidade assistencial: atingiu 100% de conformidade na auditoria da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com a elevação para 11 os requisitos SUPERA.
A conquista reconhece o alto grau de maturidade dos processos, a cultura organizacional voltada à melhoria contínua e a consistência na gestão da qualidade e segurança assistencial. Mais de 800 critérios foram avaliados durante a auditoria, conduzida por uma Instituição Acreditadora Credenciada (IAC), que examinou todas as áreas, da assistência direta à gestão de apoio e processos administrativos.
De acordo com o CEO do CRD, Renato Daher, o resultado é fruto de uma construção coletiva. “Esse resultado confirma que a qualidade está no nosso dia a dia, nas decisões clínicas e operacionais, e no envolvimento de toda a equipe. A auditoria é rigorosa, e alcançar esse nível de excelência exige consistência, melhoria contínua e uma cultura organizacional comprometida com o cuidado.”
A acreditação da ONA é considerada uma das certificações mais relevantes no setor da saúde e atesta que a instituição avaliada opera com segurança, eficiência e foco na experiência do paciente.
Fonte: CRD Medicina Diagnóstica
CLIPPING AHPACEG 15/01/26
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DESTAQUES
Ahpaceg divulga indicadores assistenciais do setor privado
https://www.saudebusiness.com/hospitais/ahpaceg-divulga-indicadores-assistenciais-do-setor-privado/
Fusões e aquisições em hospitais e laboratórios tiveram alta de 37%
https://medicinasa.com.br/kpmg-fusoes-aquisicoes-2/
O alinhamento de incentivos entre operadoras e prestadores de saúde
https://medicinasa.com.br/desafio-alinhamento-incentivos/
CRF-GO aposta em IA para reduzir erros de prescrição e melhorar o cuidado ao paciente
Reforma Tributária: o que muda na prática para o setor de dispositivos médicos
https://medicinasa.com.br/reforma-tributaria-dispositivos/
Sandro Mabel diz que não há abertura para diálogo com médicos em greve em Goiânia
https://ohoje.com/2026/01/14/greve-medicos-goiania-mabel/
Prefeito Sandro Mabel reconhece problemas na saúde e promete novas unidades
SAÚDE BUSINESS
Ahpaceg divulga indicadores assistenciais do setor privado
Os índices trazem a média das instituições e oferecem aos gestores um conjunto de informações objetivas sobre qualidade, segurança e eficiência da assistência hospitalar.
A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) apresentou os primeiros indicadores assistenciais e operacionais consolidados do setor privado de saúde em Goiás, abrangendo os hospitais associados à entidade. Essa ação integra o projeto Indicadores Ahpaceg, uma iniciativa pioneira no estado, que passa a disponibilizar à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações claras e objetivas sobre a qualidade, segurança e eficiência dos serviços hospitalares.
O projeto foi desenvolvido com o propósito estratégico de estabelecer uma metodologia objetiva e comparável para mensurar a segurança do paciente e a qualidade do cuidado prestado nos hospitais associados.
A partir de 2026, o projeto será ampliado com a inclusão dos indicadores das áreas de farmácia, nutrição, oftalmologia e segurança e qualidade em pronto-socorro da rede associada.
Indicadores
Os dados apresentados referem-se ao segundo semestre de 2025 e refletem a média das instituições associadas participantes do projeto. Entre os indicadores, destacam-se a taxa de infecção, amplamente conhecida pela população, e outros dados relevantes, como a incidência de lesões por pressão, a taxa de ocupação de leitos e a identificação correta dos pacientes, esta última sendo uma norma fundamental de segurança nas instituições de saúde.
O presidente da Associação, Renato Daher, destaca que a divulgação trimestral dos indicadores permitirá a construção de uma série histórica consistente, capaz de apoiar análises, comparações e decisões na área da saúde.
“Nosso objetivo também é oferecer informações claras para que a população possa escolher, de forma consciente, onde deseja ser atendida com qualidade e segurança”, afirma.
Benefícios
A associação destaca que a divulgação sistemática dos indicadores traz ganhos diretos para os próprios hospitais. Entre os benefícios estão:
maior transparência e prestação de contas;
estímulo à melhoria contínua da qualidade e da segurança do paciente;
benchmarking e aprendizado coletivo entre instituições;
fortalecimento da credibilidade institucional e apoio à tomada de decisão e à formulação de políticas de saúde.
O monitoramento dos indicadores também contribui para o atendimento a exigências regulatórias e processos de acreditação, valoriza o papel da alta complexidade no sistema de saúde e estimula uma cultura de dados e de responsabilidade clínica.
Ao tornar essas informações acessíveis, a Ahpaceg amplia a capacidade de escolha da população e cria bases mais sólidas para a gestão e o aprimoramento da assistência hospitalar em Goiás.
CONFIRA OS INDICADORES DA REDE AHPACEG
*Os dados/metas usados como referência são da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) – 2017
Taxa de Ocupação: 78%
Indica a utilização dos leitos operacionais proporcionando uma gestão eficiente do hospital.
Meta: 80% a 85%
Média de permanência hospitalar (MP): 2,64 dias
Indica o tempo médio de internação dos pacientes. Quanto menor a permanência, maior tende a ser a eficiência no uso dos leitos, desde que mantida a qualidade assistencial.
Meta: 5,3 dias
Índice de giro de leitos (IGL): 6,41
Mede quantas internações ocorrem em um mesmo leito ao longo do período. Está diretamente relacionado à média de permanência: internações mais curtas aumentam o giro, enquanto permanências mais longas reduzem a rotatividade.
Média de permanência na UTI adulto: 6,88 dias
Reflete o tempo médio de internação em terapia intensiva. Em hospitais de alta complexidade, a variação é esperada conforme a gravidade dos casos, o perfil clínico dos pacientes e os protocolos assistenciais.
Meta: até 5 dias
Taxa de conversão do pronto-socorro para enfermaria/apartamento: 8,41%
Mostra a proporção de atendimentos no pronto-socorro que evoluem para internação em leitos clínicos, ajudando a compreender o perfil assistencial e a eficiência do fluxo.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de conversão do pronto-socorro para UTI: 1,69%
Indica a parcela de pacientes atendidos no pronto-socorro que necessitam de terapia intensiva, refletindo a gravidade dos casos e o uso de recursos críticos.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de mortalidade institucional (≥24 horas): 1,78%
Expressa o percentual de óbitos após 24 horas de internação. Deve ser analisada com ajuste de risco e comparada apenas com hospitais de perfil semelhante.
Meta: <3% (Anvisa, 2018)
Taxa de mortalidade operatória/cirúrgica (até 7 dias): 0,32%
Mede óbitos após procedimentos cirúrgicos e avalia critérios de cirurgia segura, variando conforme porte, risco e tipo de cirurgia.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de pacientes com identificação adequada: 98,88%
Indicador de segurança do paciente alinhado às metas internacionais, essencial para prevenir erros de medicação, exames, transfusões e procedimentos.
Meta: de 90% a 100%
Taxa de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos: 68,06%
Caracteriza o perfil assistencial dos hospitais e auxilia no planejamento de recursos, avaliação de produtividade e análise de risco.
Sem meta. Depende da característica do hospital
Taxa de infecção de sítio cirúrgico em cirurgia limpa: 0,53%
Indicador clássico de qualidade assistencial. Resultados abaixo de 1% são considerados de excelente desempenho.
Meta: quanto menor, melhor.
Densidade de erro na administração de medicamentos: 0,34
Expressa o número de erros por mil pacientes-dia ou mil doses administradas e avalia todas as etapas do processo medicamentoso.
Não existe um valor de referência único ou um “benchmark” nacional oficial para a densidade de erro na administração de medicamentos no Brasil
Incidência de lesão por pressão: 1,47
Mede o risco de o paciente desenvolver nova lesão por pressão durante a internação, com foco no paciente.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de lesão por pressão: 0,34%
Avalia a frequência de lesões ao longo do tempo de internação, sendo complementar à incidência.
Meta: quanto menor, melhor.
Incidência de quedas: 0,85
Indica o risco de o paciente sofrer queda durante a internação.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de quedas: 0,21%
Mede a frequência de eventos de quedas no período, complementando a análise do risco assistencial.
Meta: quanto menor, melhor.
REDE AHPACEG
GOIÂNIA
CDI Premium
Cebrom
Clínica da Imagem
Clínica São Marcelo
CRD
Hemolabor
Hospital Amparo
Hospital do Coração de Goiás
Hospital do Coração Anis Rassi
Hospital da Criança
Hospital de Acidentados
Hospital Ortopédico de Goiânia
Hospital Otorrino de Goiânia
Hospital Mater Dei
Hospital do Rim
Hospital Samaritano de Goiânia
Hospital Santa Bárbara
Hospital Santa Helena
Hospital São Francisco de Assis
Instituto de Neurologia de Goiânia
Instituto Ortopédico de Goiânia
Instituto Panamericano da Visão
Maternidade Ela
Oncovida
Ver Hospital de Olhos
ANÁPOLIS
Hospital Evangélico Goiano
APARECIDA DE GOIÂNIA
Hospital de Neurologia Santa Mônica
CALDAS NOVAS
Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida
CATALÃO
Hospital Nasr Faiad
Hospital São Nicolau
CERES
Hospital Ortopédico de Ceres
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MEDICINA S/A
Fusões e aquisições em hospitais e laboratórios tiveram alta de 37%
As empresas de hospitais e laboratórios de análises clínicas no Brasil realizaram 22 operações de fusões e aquisições. Desse total, 5 envolveram fundos de investimentos de private equity e venture capital. Trata-se de uma alta de cerca de 37% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram fechados 16 negócios. O estudo é feito trimestralmente pela KPMG com 43 setores da economia.
Com relação ao tipo de transação concretizada de janeiro a setembro de 2025, das 22, a maioria (15) foi doméstica, 4 foram realizadas por empresas estrangeiras adquirindo capital de outra estabelecida no Brasil (tipo CB1); 2 feitas por brasileiros adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no exterior (tipo CB2) e 1 realizada por empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil (tipo CB4).
“O jogo já mudou faz tempo: velocidade e escala definem quem vai liderar. O ecossistema da saúde está em ritmo acelerado e o foco em integração e inovação, já são a regra. Quem não acompanhar, ficará para trás”, aponta o sócio-líder de Healthcare & Life Sciences da KPMG no Brasil, Marcos Laredo.
Brasil: 3º trimestre teve o melhor desempenho do ano
No terceiro trimestre foram fechadas no Brasil 425 operações de fusões e aquisições (sendo 203 de private equity e venture capital). Este foi o melhor trimestre de 2025, já que nos períodos anteriores foram concretizados 330 (primeiro) e 409 (segundo) negócios.
Já no acumulado de nove meses deste ano, foram finalizadas 1.164 operações de fusões e aquisições, uma leve queda de 2,6% em relação aos mesmos meses de 2024, quando houve 1.196 transações, indicando um cenário de estabilidade. Se consideramos apenas os negócios envolvendo fundos de investimentos de private equity e venture capital, foram 566 (48,6% do total) contra 497 (41,6%), no acumulado dos respectivos períodos, um aumento de mais de 13%.
“A queda no número de fusões foi pequena e podemos considerar um cenário estável. Isso se deve ao contexto macroeconômico brasileiro que não está favorável, principalmente, relacionado à parte fiscal, assim como as taxas de juros brasileiras e mundiais. Por isso, não houve uma recuperação significativa em relação ao ano passado, apesar de o ticket médio por transação estar crescendo. Por outro lado, aumentou a participação de fundos de investimentos no total de operações concretizadas”, analisa o sócio da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra.
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O alinhamento de incentivos entre operadoras e prestadores de saúde
Muito se fala em alinhamento de incentivos entre operadoras de planos de saúde e prestadores assistenciais. A premissa é criar mecanismos que promovam eficiência, previsibilidade de custos e sustentabilidade do sistema. Na prática, porém, o setor ainda convive com um desalinhamento estrutural relevante — e seus efeitos recaem, de forma direta, sobre o beneficiário.
Nesse arranjo, o beneficiário acaba funcionando como o ponto de acomodação do conflito: quando os incentivos econômicos não se alinham entre quem paga e quem presta, é sobre o acesso, a cobertura e a experiência do paciente que o sistema se ajusta.
As alavancas econômicas de cada elo são distintas. Hospitais tendem a crescer por meio do aumento da taxa de ocupação de leitos, da maior complexidade assistencial e da elevação do custo unitário de procedimentos cirúrgicos. Laboratórios ampliam receita a partir do volume de exames e do valor unitário dos serviços. Já as operadoras dependem do controle da sinistralidade, da previsibilidade do custo médico e da disciplina econômico-financeira. Esses vetores não são naturalmente convergentes.
O limite prático dos modelos de remuneração
As tentativas de alinhamento costumam passar por modelos alternativos ao fee for service. Ainda assim, a realidade do setor mostra que esse modelo permanece predominante. Dados do Painel Econômico-Financeiro da ANS indicam que 63,66% das contas médicas ainda são remuneradas por fee for service, o que ajuda a explicar por que o incentivo a volume segue estruturalmente presente.
Essa predominância não decorre de inação isolada das operadoras, mas de um desenho histórico do setor, no qual a migração para modelos prospectivos depende de maturidade clínica, padronização de dados e governança compartilhada — condições que nem sempre estão disponíveis de forma homogênea. Em estruturas verticalizadas, parte desse efeito é amortecida. Em operadoras não verticalizadas, o alinhamento precisa ser construído por contrato, o que amplia as fricções.
Com frequência, o debate escorrega para temas operacionais: escopo de cobertura, itens fora de pacotes, intercorrências, materiais, pertinência clínica, codificação e parametrizações. Esse atrito raramente é percebido como um problema estrutural. Para o beneficiário, ele se manifesta como fricção no acesso: mais autorizações, mais negativas e maior incerteza, mesmo quando o conflito real está nos bastidores econômico-contratuais do sistema.
Resultados financeiros, prazo e o efeito do floating
Nos últimos trimestres, as operadoras vêm apresentando melhora de resultados. No primeiro semestre de 2025, o setor registrou lucro líquido de R$ 12,9 bilhões, sendo R$ 6,8 bilhões provenientes do resultado financeiro e R$ 6,3 bilhões do resultado operacional. Na prática, 52,7% do resultado líquido do período teve origem financeira.
Esse dado não indica substituição da atividade assistencial por receitas financeiras, mas reflete o impacto do ambiente macroeconômico — especialmente de juros elevados — sobre a estrutura de resultados do setor. É nesse contexto que o floating deve ser compreendido. Quando a arrecadação das mensalidades ocorre em ciclos mais curtos do que o pagamento da cadeia assistencial, parte dos recursos permanece temporariamente em caixa. Em um ambiente de juros altos, esse intervalo gera rendimento financeiro e passa a compor o resultado das operadoras.
Do lado dos prestadores, esse efeito se traduz em pressão de caixa. Como exemplo público e auditável, a Rede D’Or reportou prazo médio de recebimento de 116 dias no segundo trimestre de 2025, segundo seu relatório de fluxo de caixa gerencial. Trata-se de um dado ilustrativo, não representativo de todo o setor, mas que evidencia a assimetria estrutural entre os ciclos financeiros de pagadores e prestadores.
Downgrade de planos, cobertura e perda de alcance assistencial
O número de beneficiários segue elevado, com crescimento moderado. O movimento mais relevante, porém, está no downgrade dos planos, especialmente do ponto de vista de cobertura e desenho de rede.
Redes mais restritas reduzem o alcance de parte dos prestadores dentro do universo total de beneficiários. Hospitais e clínicas que antes acessavam uma fatia maior da população passam a disputar volume em subconjuntos menores de vidas cobertas, sobretudo em redes de maior complexidade e em determinados mercados. O efeito econômico é direto: menor previsibilidade de demanda e maior pressão competitiva.
Para o beneficiário, isso se traduz em menor liberdade de escolha, maior direcionamento e aumento da fricção no acesso — novamente como reflexo de um ajuste sistêmico que ocorre longe da sua percepção direta.
O ponto central: a qualidade da base de sinistros
O debate sobre alinhamento de incentivos costuma começar pela forma de pagamento. Mas ele deveria começar antes: pela qualidade da base de sinistros.
Uma parcela relevante do custo assistencial não está associada a cuidado necessário, mas a fraudes, abusos, desperdícios e ineficiências operacionais, além de distorções de codificação de procedimentos e do uso de tabelas próprias.
Fraudes e abusos configuram desvios evidentes. A codificação e as tabelas próprias, por sua vez, são instrumentos legítimos de precificação e gestão, amplamente utilizados no setor. O problema surge quando esses instrumentos são mal calibrados, pouco transparentes ou não padronizados, gerando distorções econômicas relevantes — ainda que sem qualquer ilicitude.
Enquanto essas distorções permanecerem na base, qualquer modelo de remuneração apenas redistribui um problema estrutural. O conflito muda de forma, mas não desaparece. Esse ponto se torna ainda mais crítico diante do crescimento das terapias e dos medicamentos de alto custo, que já pressionam naturalmente a sinistralidade. Quando esses custos se somam a uma base contaminada, a sustentabilidade de qualquer arranjo contratual fica comprometida.
Conclusão: a hierarquia correta das ações
O alinhamento de incentivos entre operadoras e prestadores não começa na negociação contratual nem na escolha do modelo de remuneração. Ele exige uma hierarquia clara de ações.
Primeiro, o saneamento da base de sinistros, com foco na redução de fraudes, abusos, desperdícios e distorções de codificação. Em seguida, a padronização e a governança do custo assistencial, criando transparência, comparabilidade e previsibilidade. Somente então faz sentido discutir modelos de remuneração e compartilhamento de risco, agora sobre uma base mais limpa.
Essa hierarquia não é simples de executar nem isenta de conflitos regulatórios e operacionais. Ainda assim, ela é condição necessária para que o setor deixe de discutir diferentes formas de pagar a mesma conta inflada. Sem isso, o beneficiário continuará sendo o elo que absorve o desalinhamento entre operadoras e prestadores.
*Vagner Fujita é CEO da id.health.
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JORNAL OPÇÃO
CRF-GO aposta em IA para reduzir erros de prescrição e melhorar o cuidado ao paciente
Tecnologia tende a fortalecer o papel clínico do farmacêutico, desde que seja utilizada de forma ética
A incorporação da inteligência artificial (IA) à rotina da indústria farmacêutica e das farmácias deve transformar a forma como medicamentos são prescritos, dispensados e acompanhados no Brasil.
A avaliação é da presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás (CRF-GO), Luciana Calil, em entrevista ao Jornal Opção. Segundo ela, a tecnologia tende a fortalecer o papel clínico do farmacêutico, desde que seja utilizada de forma ética, regulada e integrada ao conhecimento técnico.
De acordo com Luciana, um dos principais ganhos da IA está no apoio à análise de interações medicamentosas, um problema frequente na prática cotidiana.
“O farmacêutico faz um trabalho muito importante de revisar toda a farmacoterapia do paciente. Muitas vezes, ele usa medicamentos prescritos por médicos diferentes, e a IA pode ajudar a identificar interações, duplicidades e doses inadequadas”, afirmou.
Ela citou situações recorrentes em que o mesmo fármaco é consumido em dose dobrada, por erro de prescrição ou confusão entre nome comercial e princípio ativo.
“Isso já aconteceu dentro da minha casa. Um médico prescreveu pelo nome comercial, outro pelo princípio ativo, e era o mesmo medicamento. O paciente acabou tomando dose duplicada. Quem identifica isso, geralmente, é o farmacêutico”, disse.
Ferramenta de apoio, não substituição
Para a presidente do CRF-GO, a IA não substitui o profissional, mas amplia sua capacidade de análise e decisão. “A dispensação não é simplesmente pegar o medicamento na prateleira e entregar. O farmacêutico avalia se a dosagem está correta, se há erro na prescrição, se aquele medicamento pode interagir com outro, com alimentos, álcool ou tabaco”, explicou.
Segundo ela, sistemas inteligentes podem tornar esse processo mais rápido e seguro. Luciana destacou ainda o potencial da tecnologia para auxiliar na definição de horários de administração, formas corretas de armazenamento e preparo de medicamentos que exigem diluição ou conservação específica.
“Tudo isso faz parte do cuidado farmacêutico, e a IA pode contribuir muito para aumentar a precisão desse trabalho”, afirmou. Ao mesmo tempo, ela alertou para os riscos do uso indiscriminado da tecnologia.
“Hoje a gente sabe que a IA pode trazer informações incorretas. Fazemos testes simples e aparecem dados equivocados. Por isso, ela precisa ser usada como ferramenta de apoio, dentro de aplicativos e sistemas voltados para profissionais habilitados”, ponderou.
Capacitação e projetos em desenvolvimento
O CRF-GO tem apostado na discussão do tema como estratégia de capacitação da categoria. No Dia Internacional do Farmacêutico, celebrado na próxima terça-feira, 20, o conselho promove uma palestra com o tema ‘IA e o farmacêutico: uma ferramenta para mais humanização e precisão do cuidado’.
“Serão apresentados projetos em que o farmacêutico utiliza a IA para melhorar o atendimento ao paciente, inclusive na anamnese, que é aquela primeira entrevista”, afirmou Luciana.
Segundo ela, a proposta é desenvolver ferramentas digitais capazes de auxiliar o profissional na formulação das perguntas corretas, na análise clínica e na tomada de decisão. “A IA pode ajudar a montar questionários, analisar interações medicamentosas, estudar doses ideais e apoiar um atendimento mais humanizado”, explicou.
A presidente do CRF-GO ressaltou que a entidade estuda o desenvolvimento de aplicativos de uso restrito a farmacêuticos e médicos registrados, como forma de garantir segurança e responsabilidade no uso da tecnologia. “A IA não vai tirar o emprego de ninguém. Mas quem não souber usar a ferramenta pode ficar para trás”, afirmou.
Na avaliação de Luciana Calil, a incorporação da IA também dialoga com o crescimento da indústria farmacêutica no período pós-pandemia. “A indústria cresceu muito, abriu novas fronteiras e hoje demanda cada vez mais profissionais qualificados, capazes de usar tecnologia para garantir segurança, qualidade e efetividade no uso dos medicamentos”, disse.
Para o paciente, o resultado esperado é um cuidado mais seguro. “Quando bem utilizada, a IA contribui para reduzir erros de prescrição, evitar reações adversas e melhorar a qualidade de vida. É um avanço importante para a farmácia, para a medicina e para toda a área da saúde”, concluiu.
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Reforma Tributária: o que muda na prática para o setor de dispositivos médicos
Aprovada em 2025, a Reforma Tributária vai modificar a base de tributação de toda a cadeia produtiva brasileira. O setor de dispositivos médicos — que inclui equipamentos hospitalares, materiais cirúrgicos, produtos para diagnóstico, próteses, itens de reabilitação e instrumentos odontológicos e laboratoriais — está entre os setores excepcionalizados.
Hoje, essa indústria é responsável por mais de US$ 1,17 Bi em exportações anuais e reúne centenas de empresas que desenvolvem tecnologias essenciais para prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes.
“O setor de dispositivos médicos é estratégico tanto para a economia quanto para a saúde pública. Por isso, precisa de previsibilidade tributária para continuar investindo em inovação e ampliar o acesso a tecnologias médicas no país”, afirma Márcio Bósio, diretor Institucional da ABIMO – Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos.
A principal mudança é a substituição de cinco tributos — PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS — por dois novos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência estadual e municipal, e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal. O processo começa em 2026 e será gradual até 2033, com redução progressiva de ICMS e ISS e aumento proporcional do IBS.
A Lei Complementar nº 214/2025 criou ainda um regime diferenciado de alíquotas para dispositivos médicos e produtos de acessibilidade regularizados pela Anvisa. De acordo com a norma, os itens listados nos anexos IV, V, XII e XIII terão redução de 60% ou 100% das alíquotas de IBS e CBS, a depender da categoria do produto e do tipo de comprador.
Esses anexos incluem, por exemplo:
Anexo IV: monitores cardíacos, seringas, cateteres, válvulas, equipamentos de infusão e instrumentos cirúrgicos;
Anexo V: aparelhos de apoio a pessoas com deficiência, como cadeiras de rodas, próteses auditivas e órteses;
Anexo XII: dispositivos médicos e hospitalares adquiridos por hospitais públicos e entidades filantrópicas que atendem majoritariamente pelo SUS;
Anexo XIII: reagentes e equipamentos laboratoriais usados em análises clínicas e diagnósticos.
É importante destacar que o enquadramento nos regimes diferenciados depende expressamente da listagem do produto nesses anexos. Na hipótese de o dispositivo médico não constar em nenhum dos Anexos IV, V, XII ou XIII, aplicam-se integralmente as alíquotas ordinárias de IBS e CBS.
Na prática, a nova legislação começa a corrigir uma distorção que há anos penalizava a indústria nacional: hospitais públicos e entidades filantrópicas eram imunes de tributos ao importar equipamentos, mas pagavam integralmente ao comprar de fabricantes brasileiros. A partir da reforma, essas compras, em regra, passam a ter alíquota zero também para produtos nacionais listados nos anexos da lei, tornando o ambiente de concorrência mais equilibrado e incentivando a produção local.
“Esse é um avanço importante. A isonomia tributária entre o produto nacional e o importado reduz desigualdades e fortalece a cadeia produtiva de saúde no Brasil”, explica Bósio.
Com o novo modelo, as empresas precisarão se adaptar gradualmente ao longo da transição. As principais medidas incluem:
Atualizar sistemas fiscais e de ERP para atender às exigências do IBS e da CBS a partir de 2026;
Revisar políticas de precificação e contratos, considerando a nova estrutura de créditos tributários;
Acompanhar a extinção dos incentivos fiscais de ICMS, que serão reduzidos anualmente até 2033.
“Cada etapa da transição exigirá ajustes técnicos e operacionais. O desafio será implementar as mudanças sem comprometer a competitividade da indústria e o acesso da população às tecnologias de saúde”, destaca Bósio.
A ABIMO seguirá acompanhando a regulamentação dos novos impostos e mantendo diálogo com o Governo Federal e o Comitê Gestor da Reforma para garantir segurança jurídica, equilíbrio fiscal e continuidade dos investimentos no setor.
“A reforma inaugura um novo ciclo para a indústria brasileira de dispositivos médicos. Cabe às empresas se prepararem para aproveitar esse momento de transição como oportunidade de modernização e eficiência”, conclui Márcio Bósio.
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O HOJE
Sandro Mabel diz que não há abertura para diálogo com médicos em greve em Goiânia
Prefeito afirma que adesão é pequena e que prefeitura paga acima do mercado
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, afirmou nesta quarta-feira (14) que não há abertura para diálogo com os médicos que estão em greve na capital. Segundo o gestor, a justificativa é a baixa adesão ao movimento e a limitação orçamentária do município.
De acordo com Mabel, apenas 14 médicos aderiram à paralisação e a prefeitura paga cerca de 35% a mais do que o valor praticado pelo mercado. “Não temos mais dinheiro para gastar”, declarou o prefeito.
A paralisação teve início na terça-feira (13), quando profissionais da rede municipal de saúde de Goiânia entraram em greve por tempo indeterminado. O movimento reúne médicos, enfermeiros, farmacêuticos e técnicos, e começou com uma manifestação em frente ao Ciams Jardim América, às 9h. O ato marcou o primeiro dia de uma mobilização que, segundo as entidades, deve se intensificar nas próximas semanas.
Além da manifestação central, também foram registrados protestos pontuais, como o ato contra o fechamento da urgência do Cais Cândida de Morais.
A greve foi deflagrada após semanas de tensão entre as entidades representativas da saúde e a gestão municipal. Os profissionais denunciaram o que classificam como “propaganda enganosa” da prefeitura, alegando que o discurso oficial não reflete a realidade das unidades de saúde, que enfrentam falta de insumos básicos, medicamentos e problemas recorrentes de segurança.
Embora o ato tenha ganhado maior visibilidade no Jardim América, a paralisação afeta toda a rede municipal. Conforme determina a legislação e reforça o Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego), os serviços de urgência e emergência estão sendo mantidos integralmente para garantir a preservação da vida.
Em contrapartida, atendimentos ambulatoriais, consultas de rotina e procedimentos eletivos foram suspensos, comprometendo o funcionamento regular da atenção básica em diversas regiões da capital.
Segundo o Simego, a insatisfação da categoria é profunda e está relacionada a perdas salariais e condições de trabalho consideradas exaustivas. O estopim da greve teria sido o Edital de Chamamento nº 03/2025, que prevê redução de até 35% nos honorários médicos e jornadas de até 24 horas contínuas, sem descanso adequado.
A diretora do sindicato, Sheila Ferro, afirmou que, mesmo com a paralisação, há preocupação com os pacientes. “Serão feitas triagens para classificação dos atendimentos e, usando o bom senso, casos como renovação de receitas controladas serão atendidos para evitar o agravamento do quadro clínico”, explicou.
Outro ponto destacado é a adesão de diferentes categorias da saúde. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde-GO), Néia Vieira, ressaltou a participação de profissionais credenciados e servidores efetivos.
“Finalizamos agora o início do movimento grevista de todos os trabalhadores e trabalhadoras credenciados do município de Goiânia. Houve participação de todas as categorias e a luta está só começando”, afirmou.
Entramos em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para mais esclarecimentos, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos resposta. O espaço segue aberto para os devidos esclarecimentos.
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PORTAL G1
Prefeito Sandro Mabel reconhece problemas na saúde e promete novas unidades
Prefeito afirma que parte da rede não tem mais condições de reforma e diz que novos Cais e UPAs começarão a ser construídos ainda este ano.
Durante visita institucional ao Grupo Jaime Câmara nesta quarta-feira (14), o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, reconheceu problemas estruturais na rede municipal de saúde e afirmou que a gestão trabalha na construção de novas unidades para substituir prédios antigos. A declaração ocorre em meio a denúncias do Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego), que divulgou vídeos mostrando condições precárias em unidades de saúde da capital.
Em entrevista à TV Anhanguera, Mabel afirmou que a falta de medicamentos não é generalizada, mas admitiu dificuldades operacionais no funcionamento das unidades.
“O que falta muitas vezes é o medicamento para a pessoa levar embora. Foi tratado, o médico passou a receita, mas na operação do posto de saúde não tem”, disse.
Segundo o prefeito, problemas pontuais com insumos também ocorrem, mas não comprometem totalmente os atendimentos.
“É muito raro faltar agulha, seringa, essas coisas todas. Às vezes você não tem a seringa de 20 ml ou de 10 ml, mas tem uma de 30 ou de 50”, afirmou.
Estrutura antiga será substituída
Mabel reconheceu que algumas unidades de saúde da capital não têm mais condições de funcionamento adequado e que a proposta da prefeitura não é reformar os prédios mais antigos, mas substituí-los por novas estruturas.
“Essas unidades de saúde nossas não têm mais condições. Você pega um Cais de Campinas, não tem mais o que reformar aquilo lá”, declarou.
De acordo com o prefeito, a gestão municipal planeja construir oito novos CAIS e oito novas UPAs. Segundo ele, três obras devem ser iniciadas ainda este ano. "Nós vamos fazer oito Cais novos, oito UPAs novas. Vamos começar três esse ano”, afirmou.
Mabel detalhou que as primeiras unidades devem ser implantadas em regiões estratégicas da cidade. “Vamos começar a nova de Campinas, a nova da Noroeste e uma nova Oeste, que vai ficar ali na região do Vera Cruz”, disse.
Drenagem urbana e taxa do lixo
Durante a visita, o prefeito também comentou sobre os alagamentos registrados na capital e afirmou que a prefeitura deve iniciar, nas próximas semanas, a instalação de cancelas na Marginal Botafogo e na Avenida 87 como medida emergencial. Segundo ele, equipes também foram contratadas para elaborar projetos de piscinões, embora ainda não haja data definida para o início das obras.
Sobre a taxa do lixo, Mabel afirmou que a prefeitura pretende vetar a decisão da Câmara Municipal que derrubou a cobrança.
“A taxa do lixo não pode ser derrubada. É inconstitucional”, afirmou. Segundo ele, a cobrança só poderia ser retirada se fosse apresentada outra fonte de arrecadação. “Se os vereadores acharem um outro imposto para substituir a taxa do lixo, tudo bem. Mas tem que ter uma fonte”, concluiu.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 14/01/26
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Ações contra planos já são 47% dos processos na saúde; solução de conflitos é desafio
Hapvida (HAPV3) tem “vai e vem” na gestão; ação fecha em queda de mais de 8%
Ipasgo Saúde alcança nota máxima da ANS em segurança e qualidade assistencial
Prefeitura anuncia construção de nova sede para o Pronto-Socorro Psiquiátrico Wassily Chuc em Goiânia
Goiás quer ampliar notificação de potenciais doadores de córneas e fortalecer política de transplantes
Centro de Excelência em Inteligência Artificial da UFG amplia atuação e chega à Faculdade de Medicina
Ministério da Saúde amplia em 92% número de bolsas para formação de especialistas
https://medicinasa.com.br/bolsas-formacao-especialistas/
Modernizar aplicações de saúde na nuvem é imperativo para o negócio
https://medicinasa.com.br/modernizar-aplicacoes-saude/
Exame nacional da medicina é um compromisso com a vida
https://medicinasa.com.br/exame-nacional-medicina/
Verme em bebedouro e rato no corredor
INFOMONEY
Ações contra planos já são 47% dos processos na saúde; solução de conflitos é desafio
Segundo especialistas, há um crescimento da frustração do consumidor, fator que combinado com a falta de fiscalização eleva os processos
Quase metade das ações judiciais da área da saúde no Brasil já nasce de brigas entre consumidores e planos de saúde, superando em muitos estados até mesmo ações contra o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as ações contra operadoras já respondem por 47% dos processos do setor, ante 40% cinco anos atrás.
Até o fim de outubro de 2025, foram 283.531 processos contra planos, 7% acima do mesmo período de 2024. Somando as disputas contra o SUS, o total chegou a 593.007 processos em 10 primeiros meses do ano passado.
O crescimento não é homogêneo, mas chama atenção em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, onde as ações contra operadoras já ultrapassam o número de processos contra o SUS. Para especialistas ouvidos pelo InfoMoney, isso não significa melhora da saúde pública, mas sim um aumento da frustração do consumidor que paga para ter acesso mais rápido e previsível a tratamentos.
Mais beneficiários
Enquanto os processos se acumulam, as operadoras vivem em paralelo um momento bastante favorável, com aumento no número de beneficiários e dos lucros. Entre janeiro e setembro de 2025, os planos de saúde registraram lucro operacional de R$ 9,3 bilhões, um crescimento de quase 140% em relação ao mesmo período do ano anterior, o maior resultado em cinco anos.
O lucro operacional é um bom indicador do desempenho do setor porque reflete a diferença entre as mensalidades arrecadadas e as despesas assistenciais e administrativas.
Esse crescimento se deve ao aumento do número de beneficiários de planos médico-hospitalares que, em outubro de 2025, que atingiu 53,3 milhões, com crescimento mensal líquido de 181.220 vínculos, segundo dados da Agência Nacional de Saúde (ANS). Os planos exclusivamente odontológicos também avançaram, somando 35,1 milhões de beneficiários, 320 mil a mais que no mês anterior.
Dessa forma, hoje, 24,8% da população brasileira já possui algum tipo de plano privado.
Para os especialistas, esse descompasso entre o crescimento de clientes e dos ganhos com o aumento da judicialização reforça a visão dos especialistas de que parte relevante dos conflitos poderia ser evitada antes mesmo de chegar ao Judiciário, se houvesse mecanismos administrativos mais efetivos.
Negativas e falha regulatória
Entre as principais reclamações está o não atendimento de solicitações de tratamentos. O advogado Columbano Feijó, especializado em direito da saúde suplementar, diz que o aumento das ações está diretamente ligado às negativas de cobertura e à dificuldade do sistema regulatório em acompanhar a evolução da medicina.
Segundo ele, os planos continuam utilizando o argumento do rol de procedimentos como subterfúgio para negar tratamentos, mesmo após mudanças legais que afastaram a ideia de rol taxativo. “A medicina evolui todos os dias, mas os planos tentam congelar a cobertura e a agência reguladora — que deveria acompanhar essa dinâmica e fiscalizar com mais rigor — não o faz da forma que deveria. Assim, a única saída é apelar para o Judiciário, que precisa resolver o que poderia ser feito administrativamente, se a lei fosse cumprida”, diz.
O advogado Leo Rosenbaum vê o cenário como uma crise de confiança entre beneficiários e operadoras. “O crescimento das ações é reflexo das recusas de tratamentos prescritos por médicos, além de reajustes considerados abusivos e entraves à portabilidade de carências”.
Ele destaca que os canais administrativos nem sempre oferecem solução eficaz, o que empurra o consumidor para pedidos liminares, especialmente em casos de urgência. Para Rosenbaum, o argumento de que a judicialização desequilibra financeiramente o setor não se sustenta, porque mesmo com os custos judiciais os lucros continuam crescendo.
Papel do Judiciário
Para a advogada Daniela Poli Vlavianos, o alto percentual de processos contra planos revela uma mudança estrutural. “O Judiciário deixou de ser exceção e passou a atuar como instância ordinária de execução do contrato de plano de saúde”, diz taxativa.
Segundo ela, a judicialização não decorre apenas de procedimentos caros, mas da combinação entre negativas, demora nas autorizações, restrição de rede e falhas nos canais administrativos. “Diante do risco à saúde, recorrer à Justiça se torna uma decisão racional para o consumidor.”
Vlavianos também alerta que a instabilidade regulatória e as mudanças de entendimento sobre cobertura ampliam a insegurança jurídica, incentivando o ajuizamento de ações com pedidos urgentes. “Quando não há previsibilidade, o Judiciário vira o único caminho confiável para garantir o tratamento”, afirma.
O que dizem as operadoras
A FenaSaúde, entidade que representa as operadoras, afirma que não há estratégia deliberada de negar coberturas e defende o fortalecimento das soluções administrativas, como SAC, ouvidorias e mecanismos de mediação. A entidade sustenta que a judicialização cresceu após mudanças regulatórias que ampliaram coberturas obrigatórias. E diz que as despesas judiciais acumuladas nos últimos anos representam recursos que poderiam ser destinados à melhoria do atendimento.
De 2019 até o terceiro trimestre de 2025 as despesas judiciais das operadoras atingiram a marca de R$ 18 bilhões
Em nota, a entidade informa que o sistema hoje “é muito complexo e que movimenta R$ 256,8 bilhões em despesas assistenciais, desempenhando papel fundamental no alívio da demanda sobre o SUS contribuindo para a ampliação do acesso à saúde no país e financiando grande parte do sistema privado de saúde.”
A Fenasaúde frisa que ainda há outro instrumento importante antes do Judiciário, que é a Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), que tenta solucionar conflitos. “Todas as operadoras estão investindo e aprimorando seus canais de comunicação com os beneficiários para reduzir a litigância de forma administrativa.”
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Hapvida (HAPV3) tem “vai e vem” na gestão; ação fecha em queda de mais de 8%
A Hapvida (HAPV3) confirmou que Alain Benvenuti, que havia renunciado ao cargo de COO há três semanas, assumirá a vice-presidência comercial da companhia.
Benvenuti, que era um dos cotados à sucessão de Jorge Pinheiro na presidência da companhia, tem mais de 25 anos de experiência corporativa, majoritariamente em funções comerciais. Em dezembro, a empresa anunciou Luccas Adib como novo CEO e a saída de Benvenuti do cargo de Vice-presidente de operações (COO), função que passou a ser ocupada por Cidéria Costa.
A mudança ocorre após a saída de Rafael Andrade da vice-presidência comercial em outubro, posição que vinha sendo ocupada por Jaqueline Sena, que seguirá como VP da área odontológica.
O Bradesco BBI considera a notícia de impacto misto, dado o vai e vem recente na estrutura de gestão. “Por outro lado, a volta de Benvenuti deve contribuir para uma transição mais suave e reforçar a estratégia de retomada na área comercial, trazendo credenciais sólidas para impulsionar resultados”, destaca o BBI.
As ações da operadora de saúde fecharam com forte recuo de 8,39%, cotadas a R$ 13,98, com as suas últimas sessões marcadas por forte volatilidade do mercado.
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JORNAL OPÇÃO
jan
2026
22:36:13
NOTÍCIAS
Ipasgo Saúde alcança nota máxima da ANS em segurança e qualidade assistencial
Avaliação é referente ao terceiro trimestre de 2025
O Ipasgo Saúde consolidou sua posição de destaque no cenário nacional ao ser classificado na Faixa 1, o nível de excelência máxima, no Mapeamento do Risco Assistencial referente ao terceiro trimestre de 2025. O resultado preliminar foi divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e coloca a instituição no grupo seleto de operadoras com o menor índice de risco para o beneficiário.
Essa classificação significa que o Ipasgo Saúde apresenta condições ideais para garantir um atendimento seguro, organizado e contínuo. Na prática, a Nota 1 atesta que a operadora possui equilíbrio entre sua gestão financeira e a entrega de serviços médicos, cumprindo rigorosamente os indicadores assistenciais e atuariais previstos na Resolução Normativa nº 479/2022.
O que é o Risco Assistencial?
Para o beneficiário, o mapeamento funciona como um certificado de segurança. Sendo assim, segundo o Ipasgo, “enquanto o mercado de saúde suplementar enfrenta desafios globais de sustentabilidade, a nota máxima da instituição traduz a tranquilidade de que o plano possui gestão eficiente para garantir consultas, exames e internações sempre que necessário, sem riscos de interrupção no atendimento”.
Para o presidente do Ipasgo Saúde, Bruno D’Abadia, o resultado reafirma o compromisso com a eficiência. “Este reconhecimento da agência reguladora é a prova de que o beneficiário está vinculado a uma operadora que atua de forma responsável e moderna. Estar na Faixa 1 demonstra que nosso foco está na proteção da saúde e no bem-estar de quem confia em nosso trabalho”, afirmou.
Monitoramento e Transparência
O acompanhamento da ANS é realizado periodicamente, utilizando dados de atendimento e equilíbrio atuarial. O desempenho do Ipasgo Saúde neste ciclo destaca a evolução da instituição em comparação à média do setor, garantindo transparência e previsibilidade para seus mais de 585 mil usuários.
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NOTÍCIAS
Prefeitura anuncia construção de nova sede para o Pronto-Socorro Psiquiátrico Wassily Chuc em Goiânia
Estrutura atual não possui alvará de funcionamento
Uma audiência realizada na última semana entre o Ministério Público de Goiás (MPGO) e representantes do município de Goiânia resultou em novas deliberações relacionadas à resolução dos problemas estruturais do Pronto-Socorro Psiquiátrico Professor Wassily Chuc.
O encontro foi articulado no âmbito da ação judicial proposta pelo MPGO, visando garantir a correção das irregularidades emergenciais na unidade de saúde que colocam em risco a segurança e integridade tanto dos pacientes do Wassily Chuc quanto de suas servidoras e servidores. Decisão judicial nesta ação deu prazo de 30 dias para que o município de Goiânia promovesse as adequações necessárias indicadas em relatório técnico.
A reunião mostrou-se necessária porque surgiram alguns problemas relacionados ao plano original de reforma da unidade. O município identificou erros no decreto que tratava da desapropriação dos imóveis onde funciona o pronto-socorro, além de questões envolvendo a titularidade dos terrenos e processos de recuperação judicial.
Diante disso, foi apresentada uma alternativa: construir uma nova unidade de saúde mental em um terreno que já pertence ao município, anexo a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que será edificada no Distrito Sudoeste. O projeto prevê estrutura moderna, de fácil acesso, com funcionamento semelhante ao de uma UPA, acrescida de ala especializada em atendimento psiquiátrico, ampliação de leitos e atendimento multiprofissional.
Na ocasião, o MPGO, por meio do Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica (Compor), que auxiliou na mediação da audiência, manifestou concordância com a solução, formalizando o aceite por meio de uma ata de reunião autocompositiva estrutural. Ficou definido que o município terá 60 dias para apresentar um estudo técnico comparativo detalhado, indicando, de forma fundamentada, o motivo pelo qual a opção por uma nova construção é a mais adequada em relação à reforma do prédio atual.
Problemas estruturais existem desde 2014
Como destacado pelo MPGO na ação judicial, o pronto-socorro enfrenta problemas estruturais desde 2014, quando ainda funcionava em outro endereço. Mesmo após a mudança de sede em 2018, as dificuldades persistiram, agravadas pela falta de manutenção durante a pandemia. Atualmente, a unidade não possui alvará de funcionamento da Vigilância Sanitária nem do Corpo de Bombeiros, o que representa riscos graves.
Ao longo dos anos, o MPGO acompanhou de perto a situação e buscou soluções negociadas para resolver a questão. Contudo, diante do agravamento das condições estruturais da unidade, a alternativa foi a propositura da ação estrutural para correção das irregularidades, que resultou na decisão judicial dando prazo ao Município para as adequações. No âmbito dessa ação, em articulação feita pelo MPGO, foi realizada a destinação, pelo Ministério Público do Trabalho, de R$ 4 milhões para utilização na reforma ou construção de outra unidade. O valor será liberado apenas mediante a comprovação da efetiva aplicação na reestruturação do pronto-socorro, conforme projeto aprovado, cronograma e efetiva execução.
O Wassily Chuc é a principal referência para atendimento de urgência em saúde mental em Goiânia e em todo o Estado de Goiás, atendendo pacientes em crise psiquiátrica. No documento da reunião, foi ressaltado que a mudança de estratégia para a correção dos problemas não elimina a responsabilidade do poder público de oferecer uma unidade de urgência psiquiátrica regular, segura, humanizada e compatível com a política pública de saúde mental, dentro de um prazo razoável.
Periodicamente, serão realizadas audiências intermediadas pelo Compor para acompanhamento das etapas de execução da obra do pronto-socorro.
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Goiás quer ampliar notificação de potenciais doadores de córneas e fortalecer política de transplantes
Secretaria de Saúde abriu inscrições para contratar solução inovadora na área
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), abriu, nesta terça-feira (13/1), inscrições para envio de propostas para Contratação Pública de Solução Inovadora (CPSI) com o objetivo de desenvolver e testar, em ambiente real, uma tecnologia capaz de automatizar e acelerar a notificação de óbitos por parada cardiorrespiratória (PCR) com potencial para doação de córneas. A medida busca reduzir perdas de oportunidades de doação e fortalecer a política de transplantes, uma vez que mais de 1,8 mil pessoas aguardam por quase dois anos para transplante de córnea.
A chamada integra o programa GovTech, uma jornada de inovação aberta direcionada a startups, empresas, Instituições Científicas e Tecnológicas e pessoas inovadoras interessadas em desenvolver soluções dentro de órgãos do governo estadual. O programa é uma iniciativa das secretarias de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da Administração (Sead), com o Hub Goiás, o primeiro Centro de Excelência em Empreendedorismo Inovador do Estado, equipamento público estadual gerido pelo Porto Digital. “Nossa expectativa é que a solução também contribua para liberar os fiscais para atividades mais estratégicas, fortalecendo a atuação do Estado na gestão contratual”, especifica o secretário da Administração, Alan Tavares.
As propostas devem ser apresentadas exclusivamente pelo site hubgoias.org/govtech-2 até o dia 26 de janeiro. “A expectativa é que essa solução inovadora traga mais agilidade e precisão à notificação dos óbitos com potencial para doação de córneas. Com o uso da tecnologia, queremos ampliar as oportunidades de captação e diminuir o tempo de espera dos pacientes que aguardam na fila, fortalecendo a política de transplantes em Goiás”, destaca a gerente de Transplantes da SES, Katiuscia Freitas.
Govtech
A licitação prevê a celebração de um Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI), modelo que permite à administração pública adquirir soluções inovadoras, promovendo testes, validação e escalabilidade das tecnologias desenvolvidas, com orçamento estimado de até R$ 1,6 milhão, destinado a todas as fases do projeto — da concepção e desenvolvimento à implementação e avaliação.
Podem submeter propostas pessoas físicas ou jurídicas, brasileiras ou estrangeiras, inclusive em consórcio, desde que atendam às condições do edital. Além da chance de contratação e do teste em ambiente real de governo, o GovTech destaca conexão com tomadores de decisão, gestores públicos, apoio técnico para apoiar o desenvolvimento da solução e ampliação de oportunidades e parcerias através da presença no setor público.
O Programa GovTech é uma jornada de inovação aberta que conecta o poder público a startups, empresas de tecnologia, ICTs e pessoas inovadoras interessadas em desenvolver e testar soluções dentro das secretarias do Governo de Goiás. Serão lançados seis editais, cada um com um desafio específico nas áreas de saúde, economia, administração, meio ambiente, governo, e ciência, tecnologia e inovação.
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JORNAL OPÇÃO
Centro de Excelência em Inteligência Artificial da UFG amplia atuação e chega à Faculdade de Medicina
O CEIA nasceu a partir de um aporte de R$ 12 milhões do Estado à UFG
O Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA) da Universidade Federal de Goiás (UFG) passou a atuar também na Faculdade de Medicina da instituição. A iniciativa marca a incorporação de projetos e pesquisas em inteligência artificial ao ambiente acadêmico da área da saúde, com foco em ensino, pesquisa e desenvolvimento de soluções aplicadas à medicina.
O CEIA foi criado a partir de um aporte de R$ 12 milhões do Governo de Goiás à UFG, condicionado à implantação de um curso superior em inteligência artificial e à captação de recursos para projetos. Desde então, o curso se tornou o mais concorrido da universidade, superando medicina nos últimos anos, e o centro já captou mais de US$ 500 milhões para o desenvolvimento de iniciativas em diferentes áreas. Com a expansão, parte dessa estrutura passa a atender diretamente demandas da Faculdade de Medicina.
Durante o evento que marcou a chegada do CEIA à Faculdade de Medicina, a reitora da UFG, Sandra Mara, destacou o significado institucional da iniciativa. “A inauguração do CEIA na área da saúde é um passo extremamente importante para a medicina. Hoje, a inteligência artificial ocupa um lugar central no contexto mundial, no contexto nacional e, naturalmente, dentro da UFG”, afirmou.
Segundo ela, o impacto será direto na formação acadêmica. “Esse é o primeiro passo de algo que tende a crescer e a ter um papel fundamental na formação dos nossos estudantes de graduação, pós-graduação, professores e técnicos administrativos”, disse, ao reforçar que a gestão da universidade estará à disposição para fortalecer o projeto.
O diretor do CEIA, Anderson Soares, ressaltou que a inteligência artificial precisa ser compreendida como uma tecnologia transversal. “A tecnologia nunca é um fim em si mesma. Ela sempre é destinada a algum campo de aplicação, como a saúde ou a comunicação”, afirmou.
Para ele, a chegada do CEIA à Faculdade de Medicina abre uma “grande janela de oportunidades”. “Ações como essa são fundamentais para transformar conhecimento em soluções efetivas, seja em produtos, seja em serviços, dentro do cotidiano da sociedade”, destacou. Anderson lembrou ainda que o CEIA é hoje o maior centro de pesquisa aplicada em inteligência artificial do país, o que reforça o papel estratégico da UFG no cenário nacional.
Ex-reitora da universidade, Angelita Pereira de Lima enfatizou que a implantação do núcleo de inteligência artificial na Faculdade de Medicina simboliza a capacidade da instituição de integrar suas estruturas em benefício da sociedade. “É a demonstração efetiva de que a universidade pode colocar todas as suas competências e conhecimentos em benefício da sua atividade mais nobre, que é a formação de pessoas”, afirmou.
Ela afirma que o avanço é resultado de um trabalho contínuo e de longo prazo. “As instituições só chegam a esse ponto quando há continuidade. A ciência é assim: acumula, propõe e segue criando soluções para a humanidade, independentemente das gestões”, disse.
Representando o Governo de Goiás, o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, destacou a importância da parceria entre universidade e Estado. “O CEIA começou em 2019, quando quase não se falava em inteligência artificial, por iniciativa do governador Ronaldo Caiado.
Hoje, ver essa estrutura chegando à área da saúde mostra que o projeto amadureceu e está gerando retorno para a sociedade”, afirmou. Ele explica que o governo seguirá disponível para ampliar a cooperação. “O nosso objetivo é transformar conhecimento em benefício direto para a população goiana e brasileira”, completou.
À frente do CEIA-Saúde da Faculdade de Medicina, Fabiano Inácio de Souza ressaltou que a iniciativa é resultado de um processo construído ao longo dos últimos anos. “O CEIA-Saúde nasce de uma ideia que começou pequena, ainda sem esse nome, e foi ganhando corpo dentro da Faculdade de Medicina, com projetos em inteligência artificial, telemedicina, robótica e inovação”, explicou.
Ele lembrou a criação da Liga Acadêmica de Inteligência Artificial e a realização de eventos voltados exclusivamente a médicos. “Em vez de fugir da inteligência artificial, escolhemos abraçá-la e entender como ela pode apoiar a prática médica”, afirmou.
Fabiano destacou ainda que a tecnologia não substitui o trabalho humano, mas amplia capacidades. “A inteligência artificial organiza dados de forma rápida, mas quem raciocina é o cérebro humano. O desafio é usar essa ferramenta para melhorar diagnósticos, tratamentos e a qualidade de vida das pessoas”, disse.
Com a ampliação do CEIA para a área da saúde, a expectativa da UFG é consolidar Goiás como referência nacional em inteligência artificial aplicada à medicina. A integração entre universidade, governo e pesquisadores deve resultar em novos projetos, parcerias e soluções inovadoras, reforçando o papel da universidade pública como polo de produção de conhecimento e inovação com impacto social.
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MEDICINA S/A
Ministério da Saúde amplia em 92% número de bolsas para formação de especialistas
O Ministério da Saúde inicia 2026 com um salto na formação de especialistas. O governo federal aumentou em 92% o número de novas bolsas concedidas para programas de residência em saúde. A iniciativa dialoga diretamente com o Agora tem Especialistas (ATE), que tem por objetivo ampliar o acesso à saúde especializada para reduzir o tempo de espera por atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS).
Em 2026, a pasta vai financiar 3.483 novas bolsas, enquanto em 2025 foram concedidas 1.813 bolsas – um aumento de 92%. O montante consolida o Ministério da Saúde como o principal financiador de bolsas de residência em saúde no Brasil. A iniciativa, por meio do programa Pró-Residências, resulta no fortalecimento da formação de especialistas e da assistência à população em regiões prioritárias do país por meio de ações como o ATE.
A ampliação decorre da publicação das portarias de resultado da seleção de programas de residência médica e de residência em área profissional da saúde, no âmbito do Pró-Residências (Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas e Programa Nacional de Bolsas para Residências Multiprofissionais e em Área Profissional da Saúde).
Residência médica
Foram concedidas 2.483 novas bolsas de Residência Médica, distribuídas em 1.130 programas, contemplando 110 especialidades, áreas de atuação e anos adicionais. Os programas foram homologados pela Portaria nº 167, de 22 de dezembro de 2025, e pela Portaria SGTES/MS nº 174, de 7 de janeiro de 2026.
Residência em área profissional da saúde
No âmbito das residências em área profissional da saúde, foram concedidas 1.000 novas bolsas, em 169 programas, sendo 27 áreas de especialização. Dentre eles, 60 programas estão localizados em estados da Amazônia Legal, correspondendo a 389 bolsas. Os programas foram homologados na Portaria nº 180, de 9 de janeiro de 2026.
Formação de especialistas para o SUS
O Pró-Residências considera as necessidades do SUS, incentivando a formação de especialistas em saúde nas regiões prioritárias. A iniciativa amplia a oferta de assistência nos serviços de saúde e contribui para a qualificação do cuidado prestado aos usuários do SUS.
As residências em saúde são reconhecidas como o padrão de excelência da pós-graduação em saúde e desempenham papel estratégico na organização do Sistema Único de Saúde. Ao ampliar o financiamento de bolsas para programas credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e pela Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS), o governo federal reforça seu compromisso com a ordenação da formação e com a redução das desigualdades regionais na oferta de especialistas, em conformidade com a Política Nacional de Residências em Saúde.
Cadastro dos residentes
O cadastro dos residentes contemplados com bolsas do Pró-Residências deve ser realizado pelos coordenadores das Comissões de Residência Médica (COREME) e das Comissões de Residência em Área Profissional da Saúde (COREMU) no SIG-Residências, a partir de fevereiro de 2026.
O gerenciamento das bolsas financiadas pelo Ministério da Saúde é realizado por meio do Sistema de Informações Gerenciais do Pró-Residências (SIG-Residências).
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Modernizar aplicações de saúde na nuvem é imperativo para o negócio
A modernização de aplicações no setor de saúde não é apenas uma iniciativa de tecnologia. Hoje, essa é uma decisão estratégica que influencia diretamente na continuidade do atendimento, na proteção dos dados dos pacientes e na conformidade com as regulamentações do setor, que estão cada vez mais rigorosas.
Hospitais, clínicas e laboratórios estão avançando rapidamente na adoção da nuvem para sustentar a telemedicina, prontuários eletrônicos, dispositivos médicos conectados e iniciativas de analytics. Diante desse cenário, o desafio para líderes de tecnologia e negócio, é claro: como acelerar essa modernização mantendo controle, previsibilidade e confiança? Uma vez que esse movimento é necessário e sem volta.
A nuvem oferece escala, agilidade e elasticidade, mas no setor de saúde ela também amplia a complexidade operacional. Ambientes híbridos e multicloud passam a coexistir com sistemas legados, aplicações críticas e dispositivos médicos conectados, todos lidando com dados altamente sensíveis.
Para os decisores, os principais desafios envolvem: fazer a blindagem de dados sensíveis, informações clínicas e dados pessoais dos pacientes, garantindo a integridade do prontuário nos múltiplos ambientes; conformidade regulatória global para atender a requisitos rigorosos como LGPD, HIPAA e GDPR, mitigando riscos legais, especialmente em cenários de dados transfronteiriços; disponibilidade contínua para assegurar a resiliência de sistemas críticos, onde a latência ou a inatividade impactam diretamente o atendimento assistencial; governança unificada, mantendo a visibilidade total em ambientes distribuídos para evitar pontos cegos na gestão; e, por fim, evitar decisões pontuais, a exemplo da adoção de soluções departamentais sem integração (Shadow IT) ou de migrações aceleradas sem refatoração, que geram silos de informações, custos operacionais imprevisíveis e falhas de segurança a longo prazo.
Ao analisar esses desafios, é nítido que, sem uma abordagem estruturada, a modernização pode gerar fragmentação, retrabalho e exposição aos riscos cibernéticos. Ou seja, para os líderes da saúde, a definição de uma arquitetura sólida vai muito além de uma questão técnica. Ela funciona como um instrumento de governança e tomada de decisão, permitindo alinhar modernização, segurança e compliance desde o início.
Uma arquitetura bem definida permite:
Padronizar controles de segurança entre data center e nuvem;
Reduzir incertezas durante migrações e modernizações;
Facilitar auditorias e processos regulatórios;
Criar uma base segura para uma expansão futura.
Essa abordagem permite que a modernização deixe de ser reativa e passe a seguir um modelo previsível e sustentável. A arquitetura de nuvem voltada para a indústria da saúde prioriza a proteção das aplicações, dos dados e conectividade de forma integrada, desde a borda até a nuvem.
Nesse sentido, é preciso olhar para um modelo que considere: (a) um firewall de próxima geração virtual nos principais provedores de nuvem, isso garante conectividade segura com criptografia de dados em trânsito (VPN), segmentação de redes e proteção avançada de tráfego entre ambientes on-premises, híbridos e multicloud; (b) uma plataforma de proteção de API e aplicação web em nuvem que protege aplicações clínicas, portais de telemedicina e APIs contra ameaças, vulnerabilidades e ataques direcionados; (c) solução de CNAPP para oferecer visibilidade contínua da postura de segurança em cloud, cobrindo workloads, identidades, configurações e pipelines ao longo de todo o ciclo de vida das aplicações; e (d) um serviço de consultoria em Cloud, que garante a adoção de cloud seguindo as melhores práticas de segurança de acordo com os serviços utilizados e estrutura escolhida.
É com esta combinação que uma estrutura de TI voltada para a saúde pode avançar na modernização mantendo consistência de segurança, visibilidade e controle, independentemente do provedor de nuvem escolhido. O foco deve estar em reduzir riscos, acelerar decisões e garantir que a modernização aconteça de forma estruturada e segura.
Ao modernizar aplicações em nuvem com uma abordagem estruturada e suporte especializado, organizações de saúde obtêm maior previsibilidade em iniciativas de modernização, reduzem riscos operacionais e cibernéticos, alcançam conformidade regulatória incorporada desde o início, conquistam uma base segura para expandir a telemedicina, IoMT e analytics, além, claro, da confiança necessária para escalar ambientes híbridos e multicloud.
Esses são benefícios que permitem que os líderes foquem no que é mais importante: a inovação, eficiência operacional e qualidade no atendimento ao paciente.
*Thiago Pontes é arquiteto de Soluções Cloud da Fortinet Brasil.
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Exame nacional da medicina é um compromisso com a vida
O Brasil assiste, em ritmo vertiginoso, a uma verdadeira explosão de faculdades de medicina. Mais de 50 mil novos médicos recebem diploma a cada ano, mas a pergunta que se impõe é inevitável: estamos formando profissionais preparados para cuidar da população ou apenas inflando estatísticas com títulos acadêmicos?
Dados da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelam a dimensão do fenômeno: em apenas uma década, o número de escolas médicas saltou de 252 para 505. Com isso, o país tornou-se o segundo do mundo em número absoluto de cursos, atrás apenas da Índia. E, proporcionalmente à população, já ultrapassamos os indianos — um sinal claro de que não se trata de crescimento pontual, mas de uma transformação estrutural que merece ser debatida com seriedade.
O crescimento das vagas de medicina, impulsionado pela interiorização e pelo setor privado (responsável por cerca de 77% das vagas), ampliou o acesso e diversificou o perfil dos estudantes, mas trouxe desafios importantes: cerca de 6.500 vagas foram criadas em cidades com menos de 100 mil habitantes, muitas sem infraestrutura adequada para a formação prática. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), 78% dessas cidades não atendem aos requisitos mínimos de estrutura, 62% não têm hospital de ensino e 35% carecem de equipes de saúde da família suficientes, comprometendo a vivência clínica supervisionada dos futuros médicos e a qualidade do atendimento.
As consequências são graves. Médicos recém-formados chegam ao mercado com experiência prática insuficiente, formação deficiente e, muitas vezes, sem supervisão adequada de especialistas. Esse cenário coloca em risco a saúde da população e fragiliza a confiança na relação médico-paciente.
Solução
O Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed) surge como resposta institucional à crise da formação médica no Brasil, tornando-se obrigatório para obtenção do registro profissional no Conselho Federal de Medicina, conforme o Projeto de Lei nº 2.294/2024 aprovado no Senado. Aplicado semestralmente pelo CFM, o exame se propõe a avaliar conhecimentos teóricos, habilidades clínicas e conduta ética, seguindo as Diretrizes Curriculares Nacionais. A obrigatoriedade será válida apenas para estudantes que ingressarem após a promulgação da lei, resguardando direitos adquiridos.
No debate sobre avaliação da formação médica, o Profimed é defendido como certificação individual, enquanto o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) se volta à avaliação institucional e pedagógica. Embora o modelo híbrido tenha sido alvo de críticas por possível duplicidade e burocracia, chegou-se a um consenso: o Profimed certifica a proficiência individual para registro, e o Enamed monitora o desempenho institucional, contribuindo para a melhoria dos cursos e evitando sobreposição de funções.
Com esta perspectiva, o Profimed se consolida como um verdadeiro divisor de águas. Seu propósito é assegurar que apenas profissionais devidamente preparados — em conhecimento, prática clínica e ética — tenham acesso ao mercado, elevando o padrão da saúde e fortalecendo a confiança da sociedade.
Responsabilidade compartilhada
O debate sobre a formação médica precisa ser ampliado e envolver instituições de ensino, órgãos reguladores, profissionais de saúde, estudantes e sociedade. É essencial investir em políticas públicas que fortaleçam a qualificação docente, ampliem a infraestrutura hospitalar e integrem ensino e prática clínica. Um sistema robusto de fiscalização das escolas médicas, aliado a instrumentos como Enamed e Profimed, pode criar um ambiente mais transparente e orientado para a excelência.
A responsabilidade pela qualidade da formação não deve recair apenas sobre o aluno. Instituições, governo e sociedade precisam compartilhar esse compromisso para garantir que cada novo médico esteja preparado para exercer uma medicina ética, humanizada e tecnicamente competente.
O exame deve integrar um sistema abrangente de avaliação, que contemple estágios supervisionados de qualidade, avaliações práticas e, sobretudo, a responsabilização das instituições que não oferecem ensino compatível.
Compromisso com a vida
Defender o Profimed é defender a vida, a ética e a qualidade. Mas é preciso ir além: exigir responsabilidade compartilhada, investimentos estruturantes e fiscalização rigorosa. Só assim o exame se tornará um verdadeiro símbolo de confiança e excelência para toda a sociedade.
Ética, qualidade assistencial e segurança do paciente são valores inegociáveis. A formação médica sem requisitos mínimos compromete vidas, e o exame é uma resposta necessária a esse desafio.
*Luciana Shimizu Morya é fundadora da plataforma INKI.
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TV ANHANGUERA
Verme em bebedouro e rato no corredor
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 13/01/26
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Ahpaceg divulga indicadores assistenciais dos hospitais associados
https://medicinasa.com.br/ahpaceg-indicadores/
Por que o compliance é um ativo estratégico na saúde brasileira
https://medicinasa.com.br/compliance-ativo-estrategico/
Riscos psicossociais na NR-1: um passo necessário e ainda distante
https://medicinasa.com.br/riscos-psicossociais-nr-1/
Saúde 5.0 e o desafio de humanizar a tecnologia
https://medicinasa.com.br/saude-5-0-desafio/
Simego anuncia paralisação e manifestação de médicos credenciados à SMS de Goiânia
Sindsaúde convoca para manifestação contra fechamento da urgência do Cais Cândida de Morais em Goiânia
Goiás implanta rodízio entre hospitais de urgência para combater superlotação
https://www.youtube.com/watch?v=-H5L4jr_BRk
Goiás registra mais de 16 mil eventos adversos na saúde em 2025 e entra em alerta nacional
https://ohoje.com/2026/01/12/estado-registra-mais-de-16-mil-adversos/
MEDICINA S/A
Ahpaceg divulga indicadores assistenciais dos hospitais associados
A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) tornou públicos os primeiros indicadores assistenciais e operacionais consolidados de seus hospitais associados. A divulgação marca o início do projeto Indicadores Ahpaceg, uma iniciativa inédita no setor privado goiano que passa a oferecer à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações objetivas sobre qualidade, segurança e eficiência da assistência hospitalar.
O projeto conta com apoio técnico da NCI Innova, empresa de transformação digital com atuação no segmento hospitalar, e nasce de uma pergunta central que acompanha a Ahpaceg desde sua criação, em 2003: como medir, de forma objetiva e comparável, a segurança do paciente e a qualidade do cuidado prestado?
Diante dessa necessidade, foi consolidada a parceria entre a Ahpaceg e a NCI Innova com vistas a reunir os dados assistenciais, de recursos humanos e financeiros dos hospitais e clínicas associados. Os índices divulgados são referentes ao segundo semestre de 2025 e trazem a média das instituições associadas participantes do projeto.
A partir de 2026, o projeto será ampliado com a inclusão dos indicadores das áreas de farmácia, nutrição, oftalmologia e segurança e qualidade em pronto-socorro da rede associada.
O presidente da Associação, Renato Daher, destaca que a divulgação trimestral dos indicadores permitirá a construção de uma série histórica consistente, capaz de apoiar análises, comparações e decisões na área da saúde.
“Nosso objetivo também é oferecer informações claras para que a população possa escolher, de forma consciente, onde deseja ser atendida com qualidade e segurança”, afirma.
Benefícios
Além de oferecer um referencial inédito aos usuários e compradores de serviços de saúde, como planos e operadoras, a divulgação sistemática dos indicadores traz ganhos diretos para os próprios hospitais. Entre eles estão maior transparência e prestação de contas, estímulo à melhoria contínua da qualidade e da segurança do paciente, benchmarking e aprendizado coletivo entre instituições, fortalecimento da credibilidade institucional e apoio à tomada de decisão e à formulação de políticas de saúde.
O monitoramento dos indicadores também contribui para o atendimento a exigências regulatórias e processos de acreditação, valoriza o papel da alta complexidade no sistema de saúde e estimula uma cultura de dados e de responsabilidade clínica.
Indicadores da Rede AHPACEG
Os dados/metas usados como referência são da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) – 2017.
Taxa de Ocupação: 78%
Indica a utilização dos leitos operacionais proporcionando uma gestão eficiente do hospital.
Meta: 80% a 85%
Média de permanência hospitalar (MP): 2,64 dias
Indica o tempo médio de internação dos pacientes. Quanto menor a permanência, maior tende a ser a eficiência no uso dos leitos, desde que mantida a qualidade assistencial.
Meta: 5,3 dias
Índice de giro de leitos (IGL): 6,41
Mede quantas internações ocorrem em um mesmo leito ao longo do período. Está diretamente relacionado à média de permanência: internações mais curtas aumentam o giro, enquanto permanências mais longas reduzem a rotatividade.
Média de permanência na UTI adulto: 6,88 dias
Reflete o tempo médio de internação em terapia intensiva. Em hospitais de alta complexidade, a variação é esperada conforme a gravidade dos casos, o perfil clínico dos pacientes e os protocolos assistenciais.
Meta: até 5 dias
Taxa de conversão do pronto-socorro para enfermaria/apartamento: 8,41%
Mostra a proporção de atendimentos no pronto-socorro que evoluem para internação em leitos clínicos, ajudando a compreender o perfil assistencial e a eficiência do fluxo.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de conversão do pronto-socorro para UTI: 1,69%
Indica a parcela de pacientes atendidos no pronto-socorro que necessitam de terapia intensiva, refletindo a gravidade dos casos e o uso de recursos críticos.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de mortalidade institucional (≥24 horas): 1,78%
Expressa o percentual de óbitos após 24 horas de internação. Deve ser analisada com ajuste de risco e comparada apenas com hospitais de perfil semelhante.
Meta: <3% (Anvisa, 2018)
Taxa de mortalidade operatória/cirúrgica (até 7 dias): 0,32%
Mede óbitos após procedimentos cirúrgicos e avalia critérios de cirurgia segura, variando conforme porte, risco e tipo de cirurgia.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de pacientes com identificação adequada: 98,88%
Indicador de segurança do paciente alinhado às metas internacionais, essencial para prevenir erros de medicação, exames, transfusões e procedimentos.
Meta: de 90% a 100%
Taxa de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos: 68,06%
Caracteriza o perfil assistencial dos hospitais e auxilia no planejamento de recursos, avaliação de produtividade e análise de risco.
Sem meta. Depende da característica do hospital
Taxa de infecção de sítio cirúrgico em cirurgia limpa: 0,53%
Indicador clássico de qualidade assistencial. Resultados abaixo de 1% são considerados de excelente desempenho.
Meta: quanto menor, melhor.
Densidade de erro na administração de medicamentos: 0,34
Expressa o número de erros por mil pacientes-dia ou mil doses administradas e avalia todas as etapas do processo medicamentoso.
Não existe um valor de referência único ou um “benchmark” nacional oficial para a densidade de erro na administração de medicamentos no Brasil.
Incidência de lesão por pressão: 1,47
Mede o risco de o paciente desenvolver nova lesão por pressão durante a internação, com foco no paciente.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de lesão por pressão: 0,34%
Avalia a frequência de lesões ao longo do tempo de internação, sendo complementar à incidência.
Meta: quanto menor, melhor.
Incidência de quedas: 0,85
Indica o risco de o paciente sofrer queda durante a internação.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de quedas: 0,21%
Mede a frequência de eventos de quedas no período, complementando a análise do risco assistencial.
Meta: quanto menor, melhor.
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Por que o compliance é um ativo estratégico na saúde brasileira
Falar de compliance na saúde não é apenas discutir normas, códigos de conduta ou exigências regulatórias. É tratar, antes de tudo, de confiança, de segurança do paciente e de sustentabilidade dos negócios. Em um ambiente onde decisões comerciais impactam diretamente vidas humanas, a integridade deixa de ser uma virtude abstrata e passa a ser um ativo estratégico essencial.
A cadeia de valor da saúde é complexa, profundamente interdependente e repleta de distorções, como as retenções de faturamento, as glosas e até a inadimplência. Fabricantes, distribuidores, profissionais de saúde, hospitais e pacientes estão conectados por escolhas que precisam ser técnicas, transparentes e éticas. Quando interesses particulares, especialmente financeiros, se sobrepõem ao interesse maior, que é a saúde do paciente, essa cadeia se fragiliza. E, quando a integridade é violada, o dano não é apenas reputacional: ele é estrutural.
Ainda persiste no mercado a falsa ideia de que compliance seria um obstáculo ao crescimento, especialmente para a área comercial. A realidade é exatamente o oposto. Compliance não existe para dizer “não” à venda. Ele existe para garantir que cada “sim” seja legal, ético e sustentável. Em outras palavras, o compliance não limita a receita, ele a protege no longo prazo.
No segmento de dispositivos médicos e OPME, essa lógica se torna ainda mais evidente. Costumo recorrer a uma metáfora simples, mas poderosa: imaginem que vocês estão vendendo um paraquedas. O cliente não quer saber se o jantar da noite anterior foi bom, nem se o relacionamento é próximo. Ele quer ter certeza de que, ao saltar, o paraquedas vai abrir. Na saúde, o dispositivo médico é o paraquedas do paciente. Não há espaço para improviso, atalhos ou favores.
O compliance garante que todo o processo de venda, da indicação ao fornecimento, seja tão confiável quanto o produto que será implantado. Ele assegura que a decisão foi tomada com base em critérios técnicos, evidência clínica, qualidade, segurança e treinamento adequado. É isso que protege o paciente e, ao mesmo tempo, sustenta o negócio.
Nesse contexto, o verdadeiro diferencial competitivo não está na troca de favores, mas na venda de valor. Empresas éticas competem pela excelência de seus produtos e serviços, não pelo suborno ou por relações de interesse. Relacionamentos baseados na confiança são mais sólidos, mais duradouros e infinitamente mais saudáveis do que aqueles sustentados por benefícios indevidos.
O compliance também desempenha um papel fundamental na proteção dos profissionais. Vendedores que atuam dentro das regras reduzem drasticamente o risco de envolvimento em investigações, processos éticos ou sanções que podem comprometer não apenas uma negociação, mas toda uma carreira no setor da saúde. Integridade não é ingenuidade; é visão estratégica.
A implementação de um Sistema de Gestão de Compliance efetivo fortalece a reputação institucional, amplia a confiança de parceiros de negócio, melhora respostas em auditorias e processos de due diligence e gera vantagem competitiva real. No médio e longo prazo, reputação se transforma em lucratividade.
Vender com integridade é garantir que a venda de hoje não destrua a empresa amanhã. É assegurar que, daqui a 10, 20 ou 50 anos, a organização continue existindo, sendo respeitada pelo mercado e motivo de orgulho para quem fez, ou faz, parte dela. No fim das contas, a reflexão é inevitável: se estamos lidando com o “paraquedas” do paciente, vale mesmo a pena abrir mão da integridade?
*Davi Uemoto é gerente executivo da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI).
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Riscos psicossociais na NR-1: um passo necessário e ainda distante
Mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem hoje com transtornos emocionais, sobretudo ansiedade e depressão, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O descompasso entre quem precisa de cuidado e quem de fato recebe tratamento nunca foi tão evidente. É um alerta global, mas também um convite urgente para repensarmos como queremos desenhar o futuro da saúde.
Se um dia “saúde” foi sinônimo quase exclusivo de ausência de doença, a próxima revolução propõe uma métrica mais complexa: a regulação do bem-estar emocional como parte estruturante do trabalho, das políticas públicas e da tecnologia. No Brasil, a atualização da Norma Regulamentadora NR-1, que trata do gerenciamento de riscos ocupacionais, passou a incluir diretrizes sobre riscos psicossociais. A saúde emocional deixa de ser apenas benefício ou acaso e passa a ser obrigação das empresas. Isso muda o jogo, porque falar de saúde mental no ambiente de trabalho também se torna uma questão de conformidade, processos e responsabilidade institucional.
Nesse cenário, a Tecnologia, especialmente a Inteligência Artificial sai do campo da promessa e assume o papel de aliada. Ela já apoia desde a interpretação do cumprimento das normas de saúde no ambiente corporativo até o suporte direto ao atendimento clínico. Revisões recentes apontam que métodos baseados em IA podem ampliar acesso, personalizar intervenções e monitorar sinais emocionais antes que a crise se instale, com modelos capazes de identificar risco depressivo em padrões de fala e sistemas que acompanham adesão e resposta a tratamentos ao longo do tempo.
A grande pergunta, portanto, não é se a IA chegará à psicologia. Ela já chegou. A questão é como vamos integrá-la para ampliar o cuidado, sem esvaziar o componente humano. Na minha visão, a combinação mais promissora é híbrida: algoritmos que sintetizam dados como sono, linguagem e biomarcadores funcionam como radar e triagem, enquanto profissionais capacitados utilizam esses sinais para decisões clínicas mais precisas, apoiados por soluções que ajudam a desenhar trajetórias de cuidado contínuas.
Nesse contexto, o terapeuta não perde protagonismo. Ao contrário, ganha melhores indicativos, ferramentas de priorização e tempo para o que é essencial: a escuta qualificada e a construção de vínculo. Mas, para que essa revolução seja positiva, é indispensável ter governança. O cuidado emocional lida com informações extremamente sensíveis e com decisões que podem mudar o curso de uma vida. Exige padrões éticos claros, proteção robusta de dados e critérios definidos de responsabilização quando vieses passam despercebidos, a tecnologia falha ou decisões automatizadas invadem terrenos que deveriam ser exclusivamente humanos. Sem essas garantias, qualquer avanço perde credibilidade e abre espaço para riscos que comprometem justamente aquilo que queremos proteger, a saúde psicológica das pessoas.
Ainda assim, nem a legislação, nem a capacidade ampliada pela IA, são suficientes para a transformação que esse cenário exige. Leis e tecnologias são, em grande medida, reflexos de uma realidade que já existe e mecanismos de resposta a riscos que se tornaram visíveis. Para além de tratar os sintomas, precisamos olhar para o desenho do trabalho em si. Isso significa repensar a ergonomia do trabalho atual, não apenas no sentido físico, mas também cognitivo, emocional e relacional, e caminhar para uma revisão sistêmica e sustentável de ambientes mais saudáveis e produtivos. Sem intencionalidade verdadeira para mudar o que sustenta o adoecimento, qualquer avanço normativo ou tecnológico corre o risco de se limitar a cumprir tabela.
Estamos às portas da próxima grande revolução da saúde, e ela não virá apenas de hospitais ou laboratórios. Virá, sobretudo, da forma como organizamos nossas relações humanas e aplicamos inteligência – humana e artificial – a elas. Trata-se de uma agenda que integra tecnologia, legislação e gestão, e que exige coragem para revisar processos organizacionais hoje tratados como imutáveis. Inteligência e tecnologias são grandes aliadas, mas não serão a solução final. Sem uma escolha consciente por ambientes de trabalho que favoreçam segurança psicológica, senso de propósito, autonomia responsável e relações mais justas, continuaremos apenas sofisticando ferramentas para lidar com consequências, sem alterar as causas.
As novas soluções precisam inovar com responsabilidade e, ao mesmo tempo, apoiar organizações na prática do que a NR-1 exige. Isso significa assumir um lugar ativo na construção de protocolos, oferecer formatos de avaliação de riscos realmente aplicáveis ao dia a dia e garantir que a tecnologia não seja usada como atalho, mas como instrumento de real desenvolvimento institucional. É nessa interseção entre compliance e inovação que nascem as soluções capazes de elevar o padrão de cuidado emocional e preparar as empresas para o futuro.
Saúde pública e privada terão de reinventar seus KPIs, seus orçamentos e seus critérios de sucesso. A maneira como empresas e instituições escolhem medir, investir e acompanhar o bem-estar emocional será determinante para sua capacidade de prosperar em um cenário cada vez mais complexo. A questão que fica para cada liderança, então, é simples e incômoda: vamos nos contentar em cumprir a lei e adotar novas tecnologias, ou estamos realmente dispostos a redesenhar o trabalho para que a saúde emocional deixe de ser exceção e se torne parte estrutural da forma como produzimos e convivemos?
*Lucas Arthur de Souza é cofundador da Telavita.
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Saúde 5.0 e o desafio de humanizar a tecnologia
A saúde suplementar brasileira vive um ponto de inflexão. Depois de anos discutindo digitalização, eficiência e custos crescentes, chegamos ao momento em que a tecnologia deixa de ser uma promessa e passa a ser o próprio terreno onde o setor precisa aprender a caminhar. Mas, para além do vocabulário da moda que domina as conferências e relatórios, a pergunta essencial continua a mesma: como colocar o paciente no centro de um sistema que historicamente foi construído ao redor da burocracia?
O conceito de Saúde 5.0 surge justamente como resposta a esse impasse. Ele representa mais do que a simples evolução da Saúde 4.0, marcada pela adoção maciça da telemedicina e de sistemas digitais. A quinta fase amplia o olhar e transforma a tecnologia em um meio para que o paciente assuma, de fato, o papel de protagonista. Vai além de apenas de tratar doenças para compreender a saúde como uma jornada contínua, integrada e conectada. É um modelo que une prevenção, experiência, autonomia e valor.
No cotidiano da saúde suplementar, isso significa abandonar processos que ainda dependem de e-mails perdidos, prontuários desconectados e autorizações manuais, e migrar para um ecossistema capaz de dialogar em tempo real. A interoperabilidade de dados, por exemplo, deixa de ser um desejo para se tornar a base de qualquer operação moderna. Hospitais, clínicas, laboratórios e operadoras precisam trocar informações sem atritos para que a jornada funcione do início ao fim. Quando essa engrenagem falha, quem paga o preço é o beneficiário, que enfrenta a morosidade, a duplicidade de exames e a fragmentação do cuidado.
A importância da transformação digital não está apenas na automação, mas na capacidade de interpretar e agir sobre dados. A saúde gera informações em abundância, mas só faz sentido quando elas se transformam em decisões mais rápidas, diagnósticos mais precisos e estratégias mais sustentáveis. A inteligência artificial já desempenha um papel central nessa mudança ao acelerar autorizações, prever cancelamentos, apoiar o diagnóstico e detectar fraudes com mais eficiência do que qualquer processo exclusivamente humano. O uso de big data, por sua vez, inaugura uma nova era em que a gestão deixa de ser reativa e passa a antecipar riscos, comportamentos e demandas futuras.
E há, ainda, o impacto direto sobre a experiência do beneficiário. Um sistema capaz de integrar consultas, exames, prescrições digitais, telemedicina, wearables e monitoramento remoto não apenas reduz custos como também entrega ao paciente o que ele mais espera: tempo, clareza e autonomia. Ele passa a ser atendido onde estiver, decide por qual canal prefere se comunicar, acompanha suas informações de saúde e participa ativamente do tratamento. Essa mudança não é estética; é estrutural. Ela transforma o que antes era uma relação distante e verticalizada em um modelo colaborativo, em que todos os agentes do setor trabalham conectados.
Mas a Saúde 5.0 também exige cuidado. Se depender apenas da tecnologia, ela nasce incompleta. O avanço das soluções digitais precisa ser acompanhado de uma governança robusta que respeite a privacidade dos dados, fortaleça a LGPD, evite assimetrias de informação e garanta que a automação não aprofunde desigualdades. A adoção de tecnologias como IoMT, realidade aumentada, nanotecnologia ou algoritmos preditivos só faz sentido se o beneficiário estiver no controle do próprio percurso, com segurança e transparência.
O setor passa por um momento em que as discussões sobre sustentabilidade financeira se entrelaçam com as discussões sobre transformação digital. Não existe mais futuro possível para a saúde suplementar que não seja apoiado por dados integrados, sistemas inteligentes e modelos preventivos. As tecnologias já estão prontas; o que falta é alinhamento entre todos os atores do ecossistema para que a jornada do paciente seja contínua e livre de ruídos.
A Saúde 5.0 não é sobre máquinas substituindo pessoas, mas sobre tecnologia fortalecendo a relação entre elas. O desafio é mais estratégico do que técnico. Demanda entender que eficiência e humanização não são movimentos contrários, e que investir em inovação é, inevitavelmente, investir em cuidado.
Se quisermos um setor sustentável, precisamos permitir que o paciente ocupe o lugar que sempre deveria ter sido dele. E isso só será possível quando a tecnologia for usada para integrar, simplificar e conectar, e não para criar novas barreiras. O futuro da saúde suplementar exige deixar de enxergar pessoas como números e tratá-las como protagonistas. Esse é o verdadeiro significado da Saúde 5.0.
*Anderson Farias é CEO da TopSaúde HUB.
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JORNAL OPÇÃO
Simego anuncia paralisação e manifestação de médicos credenciados à SMS de Goiânia
Manifestação perpassa desde regularização de insumos nas unidades até por melhorias nos locais de trabalho
Cerca de mil médicos credenciados à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizam uma paralisação a partir desta terça-feira, 13, pedindo atenção a uma série de reivindicações que vão desde a regularização de insumos nas unidades até melhorias nos locais de trabalho. A confirmação foi dada ao Jornal Opção pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego).
Os profissionais ainda vão realizar uma manifestação em frente ao Ciams Jardim América. Segundo a diretora de Assuntos Administrativos do Simego, Sheila Ferro, a paralisação não afetará os serviços de urgência e emergência. Ela afirma que todos os profissionais estarão em seus postos de trabalhos e que serão feitas triagens para classificação dos atendimentos.
“Nós não deixaremos de atender alguns casos como, por exemplo, uma pessoa que precisa de uma receita para o medicamento controlado. Naquele momento, não é nenhuma urgência ou emergência, mas pode vir a ser. Então, usando o bom senso, esses pacientes serão atendidos. Esse é um movimento respaldado por lei e que será feito com bastante ética e responsabilidade”, pontua.
A decisão da paralisação veio durante uma Assembleia Geral Extraordinária Permanente, que foi realizada no último dia 6 de janeiro. Segundo Sheila, o Executivo não tem se mostrado aberto ao diálogo.
“Nós não tivemos nenhuma abertura para diálogo, não conseguimos nenhum ajuste mesmo com os inúmeros alertas feitos pelos médicos e pelo sindicato que poderia ter essa manifestação. E, com essa inacessibilidade da Prefeitura, nós não tivemos muita opção. Mas, de qualquer jeito, a gente deixou o sindicato totalmente aberto ao diálogo, porque a gente quer avançar, mas precisamos da disposição da gestão para ouvir quem está na linha de frente, quem está no atendimento da população”, pontua.
Segundo o Simego, as principais pautas defendidas são:
a garantia de condições dignas de trabalho;
a disponibilização de recursos humanos e materiais adequados nas unidades de saúde;
a regularidade e previsibilidade dos pagamentos, evitando a repetição de atrasos que já afetaram os profissionais;
a manutenção do Edital de Chamamento nº 06/2024;
a revogação do Edital de Chamamento nº 03/2025, que promove redução de até 35% nos honorários médicos e prevê jornadas de até 24 horas contínuas, sem descanso adequado.
Sheila pontua que ainda que o movimento tem ganhado o apoio de outros sindicatos, como os de Enfermagem e de Farmácia. “Essa ampliação do movimento foi o resultado direto do esgotamento geral das condições de trabalho na saúde pública do município, infelizmente. Todos os profissionais de diferentes categorias estão vivenciando muitos problemas, como precarização, sobrecarga de atendimento, falta de estrutura física, insegurança total do profissional, além da falta de insumos. Essa manutenção das regras atuais da contratação tinha que garantir um mínimo de segurança de quem trabalha, mas as condições estão muito aquém e precisamos ter condições mínimas de trabalho.”
Sheila destaca que o sindicato tem recorrido, inclusive, ao governo estadual para resolver a situação. Vale lembrar que a Goiânia ainda está em decreto de situação de calamidade na área da saúde, que foi aprovada pelos deputados estaduais no último dia 16 de dezembro.
O Jornal Opção entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e aguarda um posicionamento.
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Sindsaúde convoca para manifestação contra fechamento da urgência do Cais Cândida de Morais em Goiânia
Preocupação dos trabalhadores é reforçada pelo fechamento da urgência e emergência do CIAMS do Novo Horizonte, que atualmente funciona apenas como ambulatório
O possível fechamento da ala de urgência e emergência do Cais Cândida de Morais tem mobilizado trabalhadores da saúde e usuários da unidade. Nesta terça-feira, 13, às 9h, o Sindsaúde realiza uma manifestação no local para denunciar o que classifica como um processo de esvaziamento deliberado do serviço por parte da gestão municipal. Em resposta ao Jornal Opção, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) informou que não tem intenção de fechar o CAIS Cândida de Morais. Veja a nota ao fim da matéria.
Segundo a presidenta do sindicato, Neia Vieira, embora a Prefeitura de Goiânia negue publicamente o fechamento da unidade, o que ocorre na prática é a redução gradual da capacidade de atendimento. “É uma estratégia que já vimos antes. Eles negaram o fechamento da emergência do CIAMS do Novo Horizonte e, pouco tempo depois, fecharam. Primeiro esvaziam, depois anunciam o encerramento”, afirma.
De acordo com denúncias recebidas pelo sindicato, há meses o Cais Cândida de Morais enfrenta redução de profissionais nos plantões, retirada de insumos e falta de equipamentos básicos. Com isso, usuários chegam à unidade e são encaminhados para outros serviços sob a justificativa de ausência de atendimento, o que diminui artificialmente o fluxo e fragiliza a permanência da urgência e emergência.
Fechamento confirmado em outra unidade acende alerta
A preocupação dos trabalhadores é reforçada pelo fechamento da urgência e emergência do CIAMS do Novo Horizonte, que atualmente funciona apenas como ambulatório. Para Neia Vieira, o caso demonstra um padrão de atuação da gestão. “A urgência e emergência lá foi totalmente fechada. Isso aumenta o temor de que o mesmo caminho esteja sendo seguido no Cândida de Morais”, diz.
O sindicato avalia que essas decisões fazem parte de um projeto mais amplo de terceirização da saúde municipal. A presidenta do Sindsaúde aponta que a atual gestão mantém diretrizes herdadas da administração anterior, que defendia a transferência de unidades públicas para organizações sociais. “Já fizeram isso com hospitais e maternidades. Agora os ruídos indicam que UPAs e unidades ambulatoriais também podem ser terceirizadas”, alerta.
Falta de insumos, exames demorados e risco de erros médicos
Além do risco de fechamento de unidades, o Sindsaúde denuncia problemas estruturais graves na rede municipal de saúde. Entre eles, a falta de insumos, equipamentos defasados e a demora excessiva na liberação de exames laboratoriais após a terceirização do serviço.
Segundo Neia Vieira, exames que antes eram liberados em minutos ou poucas horas passaram a levar até 10 horas para ficarem prontos, o que compromete atendimentos de urgência e ambulatoriais. Outro problema grave envolve o sistema de imagens de raio-X, que estaria sem contrato ativo por falta de pagamento. Com isso, os exames são realizados, mas não podem ser disponibilizados adequadamente aos médicos.
“A Prefeitura está fazendo o usuário assinar um termo de responsabilidade e levar a imagem fotografada para o médico. Isso gera diagnósticos equivocados e coloca pacientes em risco”, denuncia a dirigente sindical. Técnicos de raio-X, segundo ela, são obrigados a seguir esse procedimento sob ameaça de demissão.
Greve dos credenciados amplia crise na saúde
O cenário se agrava com o início da greve dos trabalhadores credenciados da saúde, marcada também para esta terça-feira, 13, com ato no setor Jardim América. A paralisação envolve profissionais de diversas categorias e é motivada por atrasos salariais recorrentes, precarização dos contratos e más condições de trabalho.
Para o Sindsaúde, a soma desses fatores representa um grave ataque ao Sistema Único de Saúde e ao direito constitucional da população ao acesso à saúde pública. A manifestação no Cais Cândida de Morais busca pressionar a Prefeitura a manter a unidade em funcionamento pleno, garantir condições dignas de trabalho e abrir diálogo com trabalhadores e usuários.
Nota da prefeitura
A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) não tem intenção de fechar o CAIS Cândida de Morais.
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PUC TV GOIÁS
Goiás implanta rodízio entre hospitais de urgência para combater superlotação
https://www.youtube.com/watch?v=-H5L4jr_BRk
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O HOJE
Goiás registra mais de 16 mil eventos adversos na saúde em 2025 e entra em alerta nacional
Levantamento da ONA, com dados da Anvisa, aponta lesões por pressão, falhas com dispositivos médicos e quedas como os incidentes mais recorrentes no Estado
O Estado de Goiás contabilizou 16.640 notificações de eventos adversos na assistência à saúde durante o ano de 2025, conforme levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA).
Os dados, baseados em registros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizados em 7 de janeiro de 2026, inserem o Estado em um cenário nacional de alerta. No Brasil, foram registradas 480.283 eventos adversos ao longo do ano, mantendo uma trajetória de crescimento contínuo no setor de saúde.
No território goiano, a análise dos eventos adversos revela que as lesões por pressão foram as falhas mais frequentes, com 2.781 registros. Em seguida, aparecem as ocorrências relacionadas ao uso de cateteres, sondas e outros dispositivos médicos, que somaram 1.693 casos.
Também foram notificadas 1.606 falhas durante a assistência à saúde, além de 1.512 problemas em processos ou procedimentos clínicos, dentre os demais eventos adversos. Os incidentes ligados à hemodiálise totalizaram 1.350 casos, enquanto as quedas de pacientes chegaram a 1.325 ocorrências. Já as falhas na identificação do paciente somaram 1.097 registros, os problemas específicos com cateter venoso contabilizaram 706 casos e os incidentes envolvendo sondas, 101 notificações.
O aumento de eventos adversos no Brasil tem sido constante, com elevação média de 12% ao ano. Em 2023, o País registrou 368.028 ocorrências, número que subiu para 425.951 em 2024 e atingiu mais de 480 mil em 2025. A grande maioria dessas falhas ocorreu em hospitais, com 428.231 registros, mas outros serviços, como clínicas e laboratórios, também contribuíram de forma significativa, com 52.052 casos.
A gravidade das notificações sobre os eventos adversos em 2025 é considerada alarmante. Ao todo, 3.158 incidentes evoluíram para óbito em todo o País. Além disso, 10.458 resultaram em lesões graves, 50.710 causaram danos moderados e 249.230 geraram danos leves aos pacientes. Outros 117.715 episódios foram notificados sem causar danos diretos, funcionando como alertas preventivos para o sistema de saúde.
Os dados demográficos indicam que os homens foram os mais afetados pelos eventos adversos no Brasil, representando 50,92% dos eventos, com 244.562 registros. Em relação à faixa etária, a população idosa concentra o maior impacto. O grupo de 66 a 75 anos lidera com 85.164 falhas, seguido por pacientes entre 56 e 65 anos, com 73.492 ocorrências, e por aqueles entre 76 e 85 anos, que somaram 68.101 registros.
A identificação dessas falhas é realizada predominantemente por profissionais de saúde, responsáveis por mais de 202 mil notificações. Ainda assim, o sistema Notivisa também recebe alertas de pacientes, que totalizaram 19.814 registros, além de familiares, com 2.988 notificações, outros pacientes, com 1.429, e cuidadores, com 432.
Especialistas alertam que, embora a notificação seja obrigatória, muitas instituições ainda deixam de registrar os incidentes, o que sugere que os números reais podem ser superiores aos apresentados oficialmente.
Para Gilvane Lolato, gerente-geral de Operações da ONA, a maioria desses eventos poderia ser evitada por meio da adoção de protocolos bem estruturados. Segundo ele, a acreditação hospitalar funciona como uma barreira estratégica, ao padronizar processos e fortalecer a cultura de qualidade e segurança.
No entanto, o cenário de certificação no Brasil ainda é considerado incipiente: apenas 0,45% das instituições de saúde brasileiras são acreditadas. Na região Centro-Oeste, esse percentual corresponde a 11,4% das certificações concedidas pela ONA.
Medidas para evitar eventos adversos
Entre as medidas de segurança apontadas como fundamentais estão os protocolos de dupla verificação, considerados essenciais para reduzir erros na identificação do paciente, como trocas de nomes; os chamados feixes de intervenção, ou bundles, que envolvem o uso de técnicas assépticas e o monitoramento contínuo no manuseio de cateteres e sondas; e a adoção da chamada Cultura Justa, que incentiva a notificação de falhas como instrumento de aprendizado organizacional, e não de punição.
Complementando esse monitoramento, a Anvisa promove anualmente a Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente em hospitais com unidades de terapia intensiva. Em 2025, o formulário de avaliação ficou disponível entre 1º de abril e 15 de agosto, voltado para unidades que estiveram em funcionamento em 2024.
A iniciativa avalia 21 indicadores de estrutura e processo, com base na RDC nº 36/2013, que institui ações voltadas à segurança do paciente nos serviços de saúde. Os estabelecimentos que atingem 100% de adesão a essas práticas recebem uma declaração oficial emitida pelo diretor-presidente da agência.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 12/01/26
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Ahpaceg inova e divulga indicadores assistenciais dos hospitais associados
Hospital Erastinho é o primeiro do mundo a receber certificação internacional por gerar mais energia do que consome
https://medicinasa.com.br/erastinho-certificacao-leed-zero/
Justiça condena Ipasgo a indenizar idosa após negar ambulância para tratamento urgente em Goiânia
Anvisa quer reduzir fila de análises e priorizar inovações nacionais
O POPULAR
Ahpaceg inova e divulga indicadores assistenciais dos hospitais associados
Os índices, que passarão a ser divulgados periodicamente, trazem a média das instituições associadas participantes e oferecem à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações objetivas sobre qualidade, segurança e eficiência da assistência hospitalar
A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) tornou públicos os primeiros indicadores assistenciais e operacionais consolidados de seus hospitais associados. A divulgação marca o início do projeto Indicadores Ahpaceg, uma iniciativa inédita no setor privado goiano que passa a oferecer à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações objetivas sobre qualidade, segurança e eficiência da assistência hospitalar.
O projeto conta com apoio técnico da NCI Innova, empresa de transformação digital com atuação no segmento hospitalar, e nasce de uma pergunta central que acompanha a Ahpaceg desde sua criação, em 2003: como medir, de forma objetiva e comparável, a segurança do paciente e a qualidade do cuidado prestado?
Diante dessa necessidade, foi consolidada a parceria entre a Ahpaceg e a NCI Innova com vistas a reunir os dados assistenciais, de recursos humanos e financeiros dos hospitais e clínicas associados. Os índices divulgados são referentes ao segundo semestre de 2025 e trazem a média das instituições associadas participantes do projeto.
A partir de 2026, o projeto será ampliado com a inclusão dos indicadores das áreas de farmácia, nutrição, oftalmologia e segurança e qualidade em pronto-socorro da rede associada.
Pioneirismo
A iniciativa coloca a Ahpaceg como pioneira no registro, monitoramento e na divulgação regular desses dados entre hospitais e clínicas de imagem privados de Goiás. Dentre os índices divulgados estão indicadores, como a taxa de infecção, um dos mais conhecidos pela população, e outros, como lesões por pressão, ocupação de leitos e a identificação correta dos pacientes, uma norma básica de segurança nas instituições de saúde.
O presidente da Associação, Renato Daher, destaca que a divulgação trimestral dos indicadores permitirá a construção de uma série histórica consistente, capaz de apoiar análises, comparações e decisões na área da saúde.
“Nosso objetivo também é oferecer informações claras para que a população possa escolher, de forma consciente, onde deseja ser atendida com qualidade e segurança”, afirma.
Benefícios
Além de oferecer um referencial inédito aos usuários e compradores de serviços de saúde, como planos e operadoras, a divulgação sistemática dos indicadores traz ganhos diretos para os próprios hospitais. Entre eles estão maior transparência e prestação de contas, estímulo à melhoria contínua da qualidade e da segurança do paciente, benchmarking e aprendizado coletivo entre instituições, fortalecimento da credibilidade institucional e apoio à tomada de decisão e à formulação de políticas de saúde.
O monitoramento dos indicadores também contribui para o atendimento a exigências regulatórias e processos de acreditação, valoriza o papel da alta complexidade no sistema de saúde e estimula uma cultura de dados e de responsabilidade clínica.
Ao tornar essas informações acessíveis, a Ahpaceg amplia a capacidade de escolha da população e cria bases mais sólidas para a gestão e o aprimoramento da assistência hospitalar em Goiás.
CONFIRA OS INDICADORES DA REDE AHPACEG
*Os dados/metas usados como referência são da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) - 2017
Taxa de Ocupação: 78%
Indica a utilização dos leitos operacionais proporcionando uma gestão eficiente do hospital.
Meta: 80% a 85%
Média de permanência hospitalar (MP): 2,64 dias
Indica o tempo médio de internação dos pacientes. Quanto menor a permanência, maior tende a ser a eficiência no uso dos leitos, desde que mantida a qualidade assistencial.
Meta: 5,3 dias
Índice de giro de leitos (IGL): 6,41
Mede quantas internações ocorrem em um mesmo leito ao longo do período. Está diretamente relacionado à média de permanência: internações mais curtas aumentam o giro, enquanto permanências mais longas reduzem a rotatividade.
Média de permanência na UTI adulto: 6,88 dias
Reflete o tempo médio de internação em terapia intensiva. Em hospitais de alta complexidade, a variação é esperada conforme a gravidade dos casos, o perfil clínico dos pacientes e os protocolos assistenciais.
Meta: até 5 dias
Taxa de conversão do pronto-socorro para enfermaria/apartamento: 8,41%
Mostra a proporção de atendimentos no pronto-socorro que evoluem para internação em leitos clínicos, ajudando a compreender o perfil assistencial e a eficiência do fluxo.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de conversão do pronto-socorro para UTI: 1,69%
Indica a parcela de pacientes atendidos no pronto-socorro que necessitam de terapia intensiva, refletindo a gravidade dos casos e o uso de recursos críticos.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de mortalidade institucional (≥24 horas): 1,78%
Expressa o percentual de óbitos após 24 horas de internação. Deve ser analisada com ajuste de risco e comparada apenas com hospitais de perfil semelhante.
Meta: <3% (Anvisa, 2018)
Taxa de mortalidade operatória/cirúrgica (até 7 dias): 0,32%
Mede óbitos após procedimentos cirúrgicos e avalia critérios de cirurgia segura, variando conforme porte, risco e tipo de cirurgia.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de pacientes com identificação adequada: 98,88%
Indicador de segurança do paciente alinhado às metas internacionais, essencial para prevenir erros de medicação, exames, transfusões e procedimentos.
Meta: de 90% a 100%
Taxa de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos: 68,06%
Caracteriza o perfil assistencial dos hospitais e auxilia no planejamento de recursos, avaliação de produtividade e análise de risco.
Sem meta. Depende da característica do hospital
Taxa de infecção de sítio cirúrgico em cirurgia limpa: 0,53%
Indicador clássico de qualidade assistencial. Resultados abaixo de 1% são considerados de excelente desempenho.
Meta: quanto menor, melhor.
Densidade de erro na administração de medicamentos: 0,34
Expressa o número de erros por mil pacientes-dia ou mil doses administradas e avalia todas as etapas do processo medicamentoso.
Não existe um valor de referência único ou um "benchmark" nacional oficial para a densidade de erro na administração de medicamentos no Brasil
Incidência de lesão por pressão: 1,47
Mede o risco de o paciente desenvolver nova lesão por pressão durante a internação, com foco no paciente.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de lesão por pressão: 0,34%
Avalia a frequência de lesões ao longo do tempo de internação, sendo complementar à incidência.
Meta: quanto menor, melhor.
Incidência de quedas: 0,85
Indica o risco de o paciente sofrer queda durante a internação.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de quedas: 0,21%
Mede a frequência de eventos de quedas no período, complementando a análise do risco assistencial.
Meta: quanto menor, melhor.
REDE AHPACEG
GOIÂNIA
CDI Premium
Cebrom
Clínica da Imagem
Clínica São Marcelo
CRD
Hemolabor
Hospital Amparo
Hospital do Coração de Goiás
Hospital do Coração Anis Rassi
Hospital da Criança
Hospital de Acidentados
Hospital Ortopédico de Goiânia
Hospital Otorrino de Goiânia
Hospital Mater Dei
Hospital do Rim
Hospital Samaritano de Goiânia
Hospital Santa Bárbara
Hospital Santa Helena
Hospital São Francisco de Assis
Instituto de Neurologia de Goiânia
Instituto Ortopédico de Goiânia
Instituto Panamericano da Visão
Maternidade Ela
Oncovida
Ver Hospital de Olhos
ANÁPOLIS
Hospital Evangélico Goiano
APARECIDA DE GOIÂNIA
Hospital de Neurologia Santa Mônica
CALDAS NOVAS
Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida
CATALÃO
Hospital Nasr Faiad
Hospital São Nicolau
CERES
Hospital Ortopédico de Ceres
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MEDICINA S/A
Hospital Erastinho é o primeiro do mundo a receber certificação internacional por gerar mais energia do que consome
O Hospital Oncopediátrico Erastinhoacaba de se tornar o primeiro hospital do mundo a receber a certificação LEED Zero, emitida pelo U.S. Green Building Council (USGBC). A auditoria confirma que a unidade gera 100% da energia que consome, atingindo um patamar de desempenho sem precedentes para edificações de saúde — uma das tipologias mais intensivas em demanda energética.
Com o reconhecimento, o Erastinho passa a ser o único hospital no mundo a reunir os selos LEED for Healthcare Gold, WELL Gold e LEED Zero Energy, conjunto de certificações que avalia desempenho operacional, qualidade ambiental interna, bem-estar dos ocupantes e impacto energético.
A operação Zero Energy é viabilizada por uma usina fotovoltaica de 950kWp, integrada ao sistema elétrico do hospital e dimensionada para suprir 100% da demanda anual. “Ao construir a usina de aproximadamente 1 megawatt no local, economizamos cerca de R$ 400 mil por ano, valor que é totalmente reinvestido em assistência, aquisição de equipamentos e melhorias clínicas. Isso mostra que sustentabilidade não é custo, é estratégia de cuidado. É uma engenharia financeira e técnica que gera impacto direto na saúde”, explica Fernando Cesar de Oliveira, Diretor Executivo Administrativo do hospital Erasto Gaertner.
As medições de desempenho realizadas ao longo de 12 meses de operação confirmaram que a geração anual cobre integralmente a demanda energética do hospital, com excedente suficiente para apoiar parcialmente o Hospital Erasto Gaertner, hospital-escola e referência nacional em oncologia.
Para a equipe da Petinelli, empresa de engenharia que fez a consultoria de engenharia e sustentabilidade do projeto – a conquista representa um novo patamar para projetos construtivos no setor de saúde no país. “O Erastinho demonstra que hospitais podem, sim, atingir patamares extremos de eficiência. Zero Energy em saúde é engenharia aplicada ao limite, com impacto direto na qualidade da operação e na sustentabilidade de longo prazo”, comenta Guido Petinelli, CEO da Petinelli.
Em hospitais — que dependem de climatização constante, controle de infecções e iluminação especializada — atingir esse nível é considerado um desafio técnico significativo. “ A certificação Zero exige que a edificação comprove, por medições anuais, um consumo energético reduzido e compatível com padrões de alta eficiência, ao mesmo tempo em que neutraliza integralmente esse uso por meio de geração renovável no próprio local. Alcançar esse nível em um hospital só é possível com uma equipe técnica qualificada, parcerias sólidas e engenharia integrada desde a concepção. O reconhecimento internacional é uma motivação para continuar inovando e elevando o padrão de desempenho das edificações no país”, conclui Petinelli.
O hospital realiza anualmente cerca de 17 mil consultas, 500 cirurgias e 85 mil procedimentos, dos quais 76% atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Ambientes certificados p ara qualidade do ar, iluminação e conforto estão associados à redução do estresse, à melhora da adesão ao tratamento e a experiências mais positivas de recuperação. Pesquisas conduzidas pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard demonstraram que fatores como ventilação adequada, qualidade do ar e da água, conforto térmico, controle de ruído, iluminação natural e vistas para o exterior têm impacto direto no bem-estar e na saúde das pessoas.
“O Erastinho foi pensado desde o início co mo um hospital resolutivo, humanizado e sustentável. Diferente de estruturas que crescem de forma modular, ele nasceu com uma visão integrada de engenharia e cuidado. As certificações são consequência natural dessa visão”, reforça o Diretor Executivo Administrativo do Erastinho, Fernando Cesar de Oliveira.
O projeto arquitetônico, desenvolvido pelo escritório Sarnelli Arquitetura, foi pensado de forma integrada à engenharia e à operação hospitalar, permitindo que decisões de layout, orientação, iluminação natural e conforto ambiental contribuíssem diretamente para o desempenho do edifício.
“A série de certificações LEED e WELL obtidas pelo Erastinho traduz um conjunto de soluções técnicas que elevam o hospital a um patamar excepcional de desempenho. O projeto integra climatização eficiente, iluminação natural e artificial de baixo consumo, materiais e sistemas otimizados, automação e gestão contínua de energia”, enumera Guido Petinelli.
Entre os resultados estão:
- Redução de 25% no consumo de energia em comparação a hospitais do mesmo porte;
- Suprimento total da demanda anual por geração renovável;
- Auditorias que confirmam qualidade da água, do ar, conforto térmico, lumínico e acústico.
Na eficiência hídrica, o Erastinho registra 36% de redução no consumo de água potável e durante a construção, 80% dos resíduos foram reciclados ou reutilizados, reforçando a abordagem de baixo impacto ao longo de todo o ciclo do projeto. Além disso, o hospital mantém monitoramento constante para garantir a continuidade dos padrões de desempenho. Todas essas soluções foram incorporadas de forma integrada e sem custo adicional de obra.
Para Felipe Faria, diretor do Green Building Council (GBC) Brasil, este projeto aborda vários temas do movimento internacional de green buildings, como espaços de conforto para maximizar bem-estar e saúde, qualidade interna do ar, conforto térmico, visual e olfativo, além da preocupação com mitigação de impactos. “Nas empresas, um prédio eficiente ajuda a aumentar a produtividade dos colaboradores. Nos hospitais, estes benefícios contribuem com uma rápida recuperação dos pacientes em momentos críticos de nossas vidas”, afirma.
Como destaca o diretor Fernando Cesar de Oliveira, a certificação consolida um aprendizado que vai além do próprio projeto. “O Erastinho está comprovando, na prática, que é possível inovar e entregar atendimento de alta qualidade para a sociedade com eficiência econômica. Já havíamos avançado nesse caminho com o Hospice Erasto Gaertner, primeira unidade de saúde da América Latina a conquistar a certificação WELL Platinum, e agora seguimos aplicando esses conceitos em novos centros de medicina nuclear, buscando ainda mais eficiência, conforto e bem-estar. O Erastinho mostrou que é possível e passou a servir como modelo e inspiração para outros hospitais.”
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MAIS GOIÁS
Justiça condena Ipasgo a indenizar idosa após negar ambulância para tratamento urgente em Goiânia
Paciente amputada e internada em UTI precisou arcar com transporte médico. Plano terá de devolver R$ 10,2 mil e pagar indenização
O Ipasgo Saúde foi condenado pela Justiça a ressarcir os gastos e indenizar uma idosa de 66 anos após negar o transporte em ambulância com acompanhamento médico, considerado essencial para a continuidade de um tratamento urgente. A paciente estava internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com mobilidade reduzida devido a uma amputação da perna direita e de um quadro infeccioso grave.
A decisão é do juiz Eduardo Alvares de Oliveira, da 7ª Vara Cível de Goiânia. O magistrado determinou que o plano de saúde devolva R$ 10,2 mil, valor pago pela família para custear o deslocamento, além de indenizar a paciente em R$ 2 mil por danos morais.
De acordo com o processo, a idosa apresentou complicações vasculares severas, evoluindo para uma infecção grave. Diante do quadro clínico, a médica responsável prescreveu a realização imediata de sessões de oxigenoterapia hiperbárica, tratamento indicado para auxiliar na recuperação de tecidos e no controle da infecção. Como a paciente não tinha condições de locomoção, foi recomendado transporte em ambulância, com suporte médico durante o trajeto entre o hospital e a clínica credenciada.
Apesar de autorizar o tratamento, o Ipasgo negou a cobertura do transporte. Segundo a defesa, a operadora chegou a autorizar inicialmente a remoção, mas voltou atrás no dia seguinte, alegando que o procedimento não se enquadrava como urgência, por se tratar de tratamento contínuo.
Na sentença, o juiz destacou que, mesmo sendo um plano de autogestão, a operadora tem obrigação de agir com boa-fé e respeitar a função social do contrato, não podendo adotar condutas que coloquem em risco a saúde e a vida do beneficiário.
O magistrado também levou em consideração parecer do Núcleo de Apoio Técnico do Judiciário (NATJUS), que confirmou a gravidade do quadro clínico e a urgência do tratamento. Para a Justiça, o transporte especializado não era um benefício acessório, mas parte essencial para viabilizar a terapia prescrita pela equipe médica.
A decisão entendeu ainda que a negativa ultrapassou um simples descumprimento contratual, causando prejuízos financeiros e sofrimento à paciente, que teve de arcar com os custos para não interromper o tratamento indicado.
Em nota, o Ipasgo informou que o caso será acompanhado pela equipe jurídica e reforça o comprometimento com a assistência aos benefícios.
Veja a nota na íntegra:
“O caso será analisado pela área jurídica da instituição, que adotará as providências cabíveis no âmbito processual, sempre em estrita observância à legislação vigente e aos normativos que regem o sistema de autogestão em saúde.
O Ipasgo Saúde, operadora de saúde e serviço social autônomo, reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a prestação de assistência adequada aos seus beneficiários, pautando sua atuação por critérios técnicos, regulatórios e pelo respeito às decisões judiciais”
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AGÊNCIA BRASIL
Anvisa quer reduzir fila de análises e priorizar inovações nacionais
Trabalho terá reforço de 100 concursados, disse o diretor-presidente
Em agosto de 2025, o Senado aprovou três nomes para a diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), incluindo o novo diretor-presidente, o economista Leandro Safatle, que passou a ocupar o cargo após o fim do mandato de Antônio Barra Torres.
Safatle assumiu a presidência da Anvisa em um momento de grandes transformações no setor regulatório sanitário, onde o ritmo de descobertas, sobretudo em saúde, é intenso, mas os processos de análise e aprovação dentro da própria agência seguem a passos mais lentos.
Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o novo diretor-presidente conversou sobre as principais inovações nacionais em saúde, sobretudo do ponto de vista do Sistema Único de Saúde (SUS). “Ainda temos muita inovação vinda de fora. Agora, estamos lidando com inovação feita no país”, disse.
Safatle comentou ainda sobre o recém-criado Comitê de Inovação, com foco em temas considerados prioritários para a Anvisa; sobre um processo interno para otimizar filas de análises processuais; e sobre a possibilidade de a agência se consolidar como autoridade sanitária de referência nas Américas e globalmente.
Confira os principais trechos da conversa:
Agência Brasil: A Anvisa autorizou este mês o início da primeira fase de estudos clínicos com a polilaminina, medicamento desenvolvido por pesquisadores brasileiros para tratar lesão na medula. O que a gente pode esperar desses estudos e quais os próximos passos?
Leandro Safatle: Estamos falando de uma pesquisa nacional feita por uma pesquisadora de uma universidade pública. Com inovação nacional, cientista nacional, desenvolvimento nacional, todo um processo de desenvolvimento feito no país, e isso é muito importante. No setor saúde, a gente ainda tem muita inovação vinda de fora. Agora, estamos lidando com inovação feita no país. A indústria está fazendo inovação no país. Hoje, isso é um fato bastante importante para atender demandas do país. Esse é um desses casos.
Um laboratório nacional encampou esse projeto. Protocolaram o pedido de início de estudo de pesquisa clínica na Anvisa. Foi aprovada a fase 1, que tem o objetivo de focar na segurança do produto. São cinco pacientes que vão fazer parte desse estudo. Aprovando a fase 1, vem a fase 2, a 3, onde vamos avaliar questões como a eficácia do produto de fato, além de aprofundar mais na segurança. Precisa passar por esse ciclo regulatório completo para conseguir o registro na Anvisa. É um assunto promissor. Há fortes indícios de que o produto pode ter um segmento importante no decurso de pessoas que têm lesão medular.
É difícil falar de prazo porque estamos falando de inovação, de estudo clínico. E o estudo clínico leva seu tempo. O que eu posso dizer é que a Anvisa vai dar a celeridade necessária para o avanço desse projeto. Será prioridade.
Agência Brasil: A Anvisa realizou, em dezembro, a primeira reunião do Comitê de Inovação, criado para acompanhar e avaliar produtos e tecnologias inovadores considerados prioritários para a saúde pública brasileira. Como esse comitê vai atuar e quais os temas considerados prioritários?
Safatle: O comitê está pegando casos de inovação que estão acontecendo no país, projetos importantes que têm impacto, principalmente, na saúde pública. Selecionamos quatro produtos que estão dentro desse comitê: a polilaminina, a vacina contra o Chikungunya, o método Wolbachia para combate à dengue e endopróteses. A gente está acompanhando esses quatro casos.
Já tivemos reunião para tratar desses temas e a ideia é que a gente acompanhe e dê o apoio necessário para que a equipe técnica faça a melhor análise possível. É um comitê que puxa, para a alta gestão da Anvisa, o trabalho de acompanhar os casos. E que vai dar o apoio necessário, o subsídio necessário para que a área técnica faça o melhor trabalho possível de avaliação.
O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, durante entrevista exclusiva à Agência Brasil - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Agência Brasil: Por que a escolha dessas quatro inovações?
Safatle: A gente tem alguns estudos, em fase inicial, de inovação radical nacional. São casos que tratam desses temas. É inovação feita no país, com desenvolvimento feito no país. Por isso, foram selecionados. Trata-se de inovação importante, que pode ter uma repercussão grande em termos de saúde pública.
Agência Brasil: Em dezembro, a Anvisa aprovou uma proposta com medidas excepcionais e temporárias para otimizar a fila de análises processuais. A expectativa é reduzir as filas pela metade em seis meses e normalizar os pedidos em um ano. Como vai funcionar esse processo?
Safatle: Nós colocamos essa questão da fila de análises processuais da Anvisa como uma das prioridades para que a gente possa atuar ao longo desse ano. Foi feita a aprovação, por meio de uma RDC [resolução da Diretoria Colegiada], de uma série de medidas para a gente poder acelerar essas filas, principalmente filas de medicamentos, vacinas, dispositivos médicos, filas de inspeção. O que a gente quer? A gente quer trazer melhores prazos. A gente viu que havia um processo, de certa forma, demorado para poder aprovar essas novas tecnologias. Elaboramos uma série de medidas para poder reduzir esses prazos.
Essas medidas envolvem força-tarefa dentro da casa, para poder agilizar esses processos; aproveitar parte de estudos clínicos feitos fora, que a gente chama de reliance (confiança regulatória), aproveitando parte da documentação que é feita fora; análises otimizadas que agregam vários produtos, fazendo análises conjuntas no intuito de ganhar tempo. Estamos com uma série de instrumentos para cada uma das filas, para ver de que forma a gente consegue atuar para poder mitigar esse problema.
Ao mesmo tempo, temos uma sala de situação dentro da agência que acompanha diariamente a evolução das filas. Já temos alguns resultados importantes de redução de fila e de tempo de análise. A ideia é fazer uma gestão regulatória ágil, para poder dar respostas mais rápidas para essas questões. Também criamos um comitê de monitoramento dessas medidas para que esse processo todo seja acompanhado pela sociedade civil e pelo setor regulado, para dar a devida transparência para essas ações.
Agência Brasil: Para que fique claro: a proposta não é afrouxar as regras em relação às análises processuais, mas dar celeridade, fazer andar mais rápido?
Safatle: Isso. São medidas temporárias. Temos o prazo de um ano para executá-las. Mas o processo de análise permanece o mesmo. As regras não estão sendo afrouxadas ou nada nesse sentido. O rigor científico e a segurança sanitária são primazia na agência, são o que traz confiança da sociedade para o trabalho da agência. Nesse sentido, a gente segue stricto sensu a questão da segurança sanitária. O que estamos fazendo é mecanismo de gestão. Gestão de pessoas, gestão de processos, para otimizar o tempo, a análise e fazer força-tarefa.
Tivemos um concurso importante. No fim do ano passado, foram chamados 100 especialistas da Anvisa. O curso de formação terminou, e essa turma deve ser nomeada agora, entre janeiro e fevereiro. É o maior reforço que a Anvisa já teve nos últimos dez anos. A ideia é que esses 100 entrem já para ajudar nesse processo de redução das filas, prioritariamente. Que eles entrem nesse esforço que a casa inteira está fazendo para redução das filas.
Agência Brasil: Sobre essa questão do rigor técnico, a Anvisa tem como meta, para 2026, o reconhecimento internacional, a consolidação da agência como uma autoridade sanitária de referência?
Safatle: Esse é um ponto muito importante. A Anvisa está sofrendo um processo de qualificação neste momento por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nós já somos uma agência de referência, mas, agora, estamos passando por um processo de qualificação como as principais agências do mundo passaram, estão passando ou vão passar em breve.
Estamos num empenho muito grande para poder seguir bem nesse processo de qualificação. A ideia é que, com essa qualificação, a OMS reconheça a Anvisa como uma agência de referência. Isso é muito importante para o Brasil, no sentido de ter uma agência de referência, para a região das Américas e para o mundo.
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Assessoria de Comunicação
Ahpaceg inova e divulga indicadores assistenciais dos hospitais associados

Os índices, que passarão a ser divulgados periodicamente, trazem a média das instituições associadas participantes e oferecem à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações objetivas sobre qualidade, segurança e eficiência da assistência hospitalar
A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) tornou públicos os primeiros indicadores assistenciais e operacionais consolidados de seus hospitais associados. A divulgação marca o início do projeto Indicadores Ahpaceg, uma iniciativa inédita no setor privado goiano que passa a oferecer à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações objetivas sobre qualidade, segurança e eficiência da assistência hospitalar.
O projeto conta com apoio técnico da NCI Innova, empresa de transformação digital com atuação no segmento hospitalar, e nasce de uma pergunta central que acompanha a Ahpaceg desde sua criação, em 2003: como medir, de forma objetiva e comparável, a segurança do paciente e a qualidade do cuidado prestado?
Diante dessa necessidade, foi consolidada a parceria entre a Ahpaceg e a NCI Innova com vistas a reunir os dados assistenciais, de recursos humanos e financeiros dos hospitais e clínicas associados. Os índices divulgados são referentes ao segundo semestre de 2025 e trazem a média das instituições associadas participantes do projeto.
A partir de 2026, o projeto será ampliado com a inclusão dos indicadores das áreas de farmácia, nutrição, oftalmologia e segurança e qualidade em pronto-socorro da rede associada.
Pioneirismo
A iniciativa coloca a Ahpaceg como pioneira no registro, monitoramento e na divulgação regular desses dados entre hospitais e clínicas de imagem privados de Goiás. Dentre os índices divulgados estão indicadores, como a taxa de infecção, um dos mais conhecidos pela população, e outros, como lesões por pressão, ocupação de leitos e a identificação correta dos pacientes, uma norma básica de segurança nas instituições de saúde.
O presidente da Associação, Renato Daher, destaca que a divulgação trimestral dos indicadores permitirá a construção de uma série histórica consistente, capaz de apoiar análises, comparações e decisões na área da saúde.
“Nosso objetivo também é oferecer informações claras para que a população possa escolher, de forma consciente, onde deseja ser atendida com qualidade e segurança”, afirma.
Benefícios
Além de oferecer um referencial inédito aos usuários e compradores de serviços de saúde, como planos e operadoras, a divulgação sistemática dos indicadores traz ganhos diretos para os próprios hospitais. Entre eles estão maior transparência e prestação de contas, estímulo à melhoria contínua da qualidade e da segurança do paciente, benchmarking e aprendizado coletivo entre instituições, fortalecimento da credibilidade institucional e apoio à tomada de decisão e à formulação de políticas de saúde.
O monitoramento dos indicadores também contribui para o atendimento a exigências regulatórias e processos de acreditação, valoriza o papel da alta complexidade no sistema de saúde e estimula uma cultura de dados e de responsabilidade clínica.
Ao tornar essas informações acessíveis, a Ahpaceg amplia a capacidade de escolha da população e cria bases mais sólidas para a gestão e o aprimoramento da assistência hospitalar em Goiás.
CONFIRA OS INDICADORES DA REDE AHPACEG
*Os dados/metas usados como referência são da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) - 2017
Taxa de Ocupação: 78%
Indica a utilização dos leitos operacionais proporcionando uma gestão eficiente do hospital.
Meta: 80% a 85%
Média de permanência hospitalar (MP): 2,64 dias
Indica o tempo médio de internação dos pacientes. Quanto menor a permanência, maior tende a ser a eficiência no uso dos leitos, desde que mantida a qualidade assistencial.
Meta: 5,3 dias
Índice de giro de leitos (IGL): 6,41
Mede quantas internações ocorrem em um mesmo leito ao longo do período. Está diretamente relacionado à média de permanência: internações mais curtas aumentam o giro, enquanto permanências mais longas reduzem a rotatividade.
Média de permanência na UTI adulto: 6,88 dias
Reflete o tempo médio de internação em terapia intensiva. Em hospitais de alta complexidade, a variação é esperada conforme a gravidade dos casos, o perfil clínico dos pacientes e os protocolos assistenciais.
Meta: até 5 dias
Taxa de conversão do pronto-socorro para enfermaria/apartamento: 8,41%
Mostra a proporção de atendimentos no pronto-socorro que evoluem para internação em leitos clínicos, ajudando a compreender o perfil assistencial e a eficiência do fluxo.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de conversão do pronto-socorro para UTI: 1,69%
Indica a parcela de pacientes atendidos no pronto-socorro que necessitam de terapia intensiva, refletindo a gravidade dos casos e o uso de recursos críticos.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de mortalidade institucional (≥24 horas): 1,78%
Expressa o percentual de óbitos após 24 horas de internação. Deve ser analisada com ajuste de risco e comparada apenas com hospitais de perfil semelhante.
Meta: <3% (Anvisa, 2018)
Taxa de mortalidade operatória/cirúrgica (até 7 dias): 0,32%
Mede óbitos após procedimentos cirúrgicos e avalia critérios de cirurgia segura, variando conforme porte, risco e tipo de cirurgia.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de pacientes com identificação adequada: 98,88%
Indicador de segurança do paciente alinhado às metas internacionais, essencial para prevenir erros de medicação, exames, transfusões e procedimentos.
Meta: de 90% a 100%
Taxa de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos: 68,06%
Caracteriza o perfil assistencial dos hospitais e auxilia no planejamento de recursos, avaliação de produtividade e análise de risco.
Sem meta. Depende da característica do hospital
Taxa de infecção de sítio cirúrgico em cirurgia limpa: 0,53%
Indicador clássico de qualidade assistencial. Resultados abaixo de 1% são considerados de excelente desempenho.
Meta: quanto menor, melhor.
Densidade de erro na administração de medicamentos: 0,34
Expressa o número de erros por mil pacientes-dia ou mil doses administradas e avalia todas as etapas do processo medicamentoso.
Não existe um valor de referência único ou um "benchmark" nacional oficial para a densidade de erro na administração de medicamentos no Brasil
Incidência de lesão por pressão: 1,47
Mede o risco de o paciente desenvolver nova lesão por pressão durante a internação, com foco no paciente.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de lesão por pressão: 0,34%
Avalia a frequência de lesões ao longo do tempo de internação, sendo complementar à incidência.
Meta: quanto menor, melhor.
Incidência de quedas: 0,85
Indica o risco de o paciente sofrer queda durante a internação.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de quedas: 0,21%
Mede a frequência de eventos de quedas no período, complementando a análise do risco assistencial.
Meta: quanto menor, melhor.
REDE AHPACEG
GOIÂNIA
CDI Premium
Cebrom
Clínica da Imagem
Clínica São Marcelo
CRD
Hemolabor
Hospital Amparo
Hospital do Coração de Goiás
Hospital do Coração Anis Rassi
Hospital da Criança
Hospital de Acidentados
Hospital Ortopédico de Goiânia
Hospital Otorrino de Goiânia
Hospital Mater Dei
Hospital do Rim
Hospital Samaritano de Goiânia
Hospital Santa Bárbara
Hospital Santa Helena
Hospital São Francisco de Assis
Instituto de Neurologia de Goiânia
Instituto Ortopédico de Goiânia
Instituto Panamericano da Visão
Maternidade Ela
Oncovida
Ver Hospital de Olhos
ANÁPOLIS
Hospital Evangélico Goiano
APARECIDA DE GOIÂNIA
Hospital de Neurologia Santa Mônica
CALDAS NOVAS
Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida
CATALÃO
Hospital Nasr Faiad
Hospital São Nicolau
CERES
Hospital Ortopédico de Ceres
O POPULAR (CLIQUE E CONFIRA)

AHPACEG NA MÍDIA
MEDICINA S/A
Ahpaceg divulga indicadores assistenciais dos hospitais associados
https://medicinasa.com.br/ahpaceg-indicadores/
SAÚDE BUSINESS
Ahpaceg divulga indicadores assistenciais do setor privado
https://www.saudebusiness.com/hospitais/ahpaceg-divulga-indicadores-assistenciais-do-setor-privado/
CLIPPING AHPACEG 09/01/25
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Fiscalização da ética médica sob restrição inédita
Quando a junta médica vira obstáculo ao tratamento
Medicina em ruptura
https://odia.ig.com.br/opiniao/2026/01/7189318-medicina-em-ruptura.html
Operação na saúde: do risco cibernético à resiliência
https://medicinasa.com.br/operacao-na-saude/
Câmara aprova suspensão de limite de cobertura para urgência de saúde
https://medicinasa.com.br/cobertura-urgencia-saude/
CORREIO BRAZILIENSE
Fiscalização da ética médica sob restrição inédita
Marcelo Queiroga
Fiscalização da ética médica enfrenta restrição inédita por decisão do ministro do STF e restringe a atuação do Conselho Federal de Medicina.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, que anulou a iniciativa do CFM (Conselho Federal de Medicina) de instaurar sindicância para apurar o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), suscita preocupação institucional relevante. Ao impedir a atuação de uma autarquia federal no exercício de competência legal expressa, o ministro estabeleceu uma limitação inédita à fiscalização ética da medicina, mais restritiva, inclusive, do que aquela observada durante o regime militar instaurado a partir de 1964.
A lei nº 3.268/1957 atribui ao Conselho Federal de Medicina e aos Conselhos Regionais a regulação e a fiscalização do exercício profissional da medicina em todo o território nacional. Essa competência alcança todos os médicos regularmente inscritos, independentemente do vínculo funcional, do local de atuação ou da autoridade sob a qual prestem serviço. Não há, na legislação, exceção para médicos servidores públicos, médicos militares, médicos da Polícia Federal ou médicos que atuem por determinação judicial.
O equívoco central da decisão está na confusão entre ato médico e atividade policial. A sindicância instaurada pelo CFM não se destinava a investigar a custódia, a escolta ou a atuação administrativa da Polícia Federal. Seu objeto era específico e delimitado: avaliar a conduta técnica e ética do ato médico. Trata-se de uma distinção elementar no Direito brasileiro. A atividade policial submete-se à corregedoria própria; o ato médico, à jurisdição ética dos Conselhos de Medicina.
Ao impedir a instauração da sindicância, a decisão judicial cria, por via interpretativa, uma imunidade ética inexistente no ordenamento jurídico. A fiscalização profissional não presume culpa nem antecipa julgamento. É procedimento preliminar, obrigatório quando há provocação formal, destinado justamente a verificar se há ou não elementos que justifiquem apuração aprofundada.
O aspecto mais inquietante da decisão é que ela rompe com precedentes históricos consolidados, inclusive de períodos autoritários. Durante o regime militar instaurado a partir de 1964, médicos que atuaram como agentes do Estado foram investigados e punidos pelos Conselhos de Medicina quando violaram a ética profissional. O caso de Amílcar Lobo, médico militar que atuou em centros de repressão, resultou na cassação de seu registro profissional pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, decisão posteriormente confirmada pelo CFM. De forma semelhante, Harry Shibata, acusado de fraudar laudos necroscópicos para encobrir mortes sob tortura, teve seu registro cassado pelo CRM de São Paulo ainda em 1980.
Esses precedentes demonstram um ponto incontornável: nem mesmo em um regime de exceção se instituiu blindagem ética para médicos que atuavam sob ordens do Estado. A responsabilidade profissional sempre prevaleceu sobre o vínculo funcional, a hierarquia ou a autoridade política. A ética médica nunca foi suspensa por decreto, cargo ou contexto institucional.
Ao barrar preventivamente a atuação do CFM, a decisão judicial esvazia a função legal de uma autarquia federal e substitui o juízo técnico-ético por uma censura prévia. Com isso, estabelece-se uma limitação inédita à fiscalização ética da Medicina, agora mais restritiva do que aquela observada durante o regime militar instaurado a partir de 1964. O efeito institucional é claro: enfraquecem-se a regulação profissional, confundem-se competências e relativiza-se a responsabilidade ética no exercício da Medicina.
É paradoxal que, em plena democracia constitucional, se imponha ao Conselho Federal de Medicina uma restrição que nem mesmo o regime militar formalizou. O respeito às instituições exige que cada uma exerça, com autonomia e dentro da lei, o papel que lhe foi atribuído. A fiscalização ética da Medicina não afronta o Judiciário, não invade a atividade policial e não desafia decisões judiciais. Ela cumpre um dever legal em defesa da sociedade e da boa prática profissional.
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O DIA
Quando a junta médica vira obstáculo ao tratamento
Solicitei há 10 meses o procedimento que foi negado pelo plano de saúde, inclusive pela junta médica. Minha condição física vem piorando e dependo desse tratamento para recuperar minha qualidade de vida. Que medidas posso tomar diante da negativa da operadora?
Carla Alessandra, Flamengo.
Segundo Melissa Areal Pires, advogada especializada em Direito à Saúde, a negativa baseada na decisão da Junta Médica, prevista na RN 424 da ANS, tem sido tratada pelas operadoras como sentença definitiva, o que preocupa. "A Junta é formada por médicos indicados pelo plano e pelo consumidor, com um desempatador escolhido pela operadora. Esse parecer deveria equilibrar divergências, mas na prática tem sido usado como "soberano", impedindo nova análise. Essa interpretação afronta o Código de Defesa do Consumidor, que garante revisão, transparência e boa-fé. Um mecanismo criado para proteger não pode se transformar em barreira ao direito à saúde", destaca Melissa.
A advogada reforça que a Junta não substitui o médico assistente, não pode ser usada em casos de urgência ou emergência e deve respeitar os prazos da RN 566, que fixa até 21 dias úteis para procedimentos complexos. "No caso relatado, a paciente espera há 10 meses, violação que agrava seu quadro e compromete sua dignidade. O consumidor tem direito à informação clara, aos relatórios e à contestação da decisão. Persistindo a negativa, é possível recorrer ao Judiciário para garantir o tratamento", orienta.
Melissa reforça que é hora de discutir: até quando aceitaremos que normas criadas para proteger sejam usadas para negar? "Saúde não é burocracia: é direito fundamental, e nenhuma resolução pode se sobrepor à Constituição", finaliza.
O aumento de negativas baseadas em interpretações restritivas de normas da ANS tem impulsionado a judicialização da saúde suplementar no país. Dados do Conselho Nacional de Justiça indicam que planos de saúde estão entre os principais alvos de ações judiciais, reflexo de um sistema que, muitas vezes, transfere ao paciente o ônus de disputas administrativas enquanto o tratamento não acontece, salienta o advogado Átila Nunes do serviço www.reclamar adianta com br. O atendimento é gratuito pelo e-mail juríO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou pelo WhatsApp (21) 993289328.
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Medicina em ruptura
Há uma frase repetida em hospitais, ambulatórios e salas de aula: "Os médicos de hoje não são como os de antes." A crítica, quase sempre dirigida aos mais jovens, sugere falta de resiliência, imediatismo ou pouca disposição para o sacrifício. Mas reduzir o debate a caricaturas geracionais é ignorar o essencial: o modelo tradicional de formação médica no Brasil está em colapso, e a nova geração apenas se recusa a adoecer para sustentá-lo.
Uma pesquisa nacional da Associação dos Médicos Residentes mostrou que 48% dos residentes fazem uso de antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes. Outro levantamento, do Medscape National Physician Burnout Report (2023), aponta que 53% dos médicos relatam burnout, e a OMS já classificou a síndrome como risco ocupacional elevado entre profissionais de saúde. Esses dados não refletem fragilidade; refletem exaustão estrutural.
Ao mesmo tempo, o Brasil vive uma expansão sem precedentes no ensino médico. Já são mais de 370 faculdades de medicina, com quase o dobro de escolas abertas nos últimos dez anos. Isso aumenta o número de recém-formados entrando num funil competitivo demais para comportar todos no modelo tradicional de residência e empurra muitos para cursos de "especialização rápida", que preocupam pela superficialidade. O temor é legítimo. Mas o fenômeno não nasce da irresponsabilidade dos jovens; nasce de um sistema que não comporta o volume que ele mesmo produz.
E há outro ponto negligenciado: o próprio modelo clássico de formação se baseia em exigências forjadas em outra época: noites em claro não remuneradas, plantões excessivos, assédio naturalizado como disciplina e uma lógica de sacrifício permanente. Com a tecnologia distribuindo conhecimento, a comunicação se tornando parte central do cuidado e pacientes mais informados, esse formato deixou de ser apenas rígido, passou a ser obsoleto e, muitas vezes, cruel.
Nada disso significa que a geração nova esteja certa em tudo ou que a antiga esteja errada. Significa apenas que, pela primeira vez, jovens médicos estão dizendo em voz alta o que muitos sempre sentiram e sofreram em silêncio: não vale a pena pagar com a própria saúde para exercer a profissão. E, ao contrário do que afirmam os críticos, isso não compromete a medicina. Humaniza.
A verdade é que ambas as gerações têm muito a ensinar. A tradição oferece profundidade técnica, casuística, rigor e disciplina. A nova onda traz atenção à saúde mental, consciência de limites, comunicação eficaz e disposição para questionar práticas que não cabem mais. O conflito só existe quando uma tenta invalidar a outra. Quando se somam, produzem uma medicina mais segura, mais humana e mais sustentável.
O que está em jogo não é nostalgia nem rebeldia. É a necessidade de atualizar um sistema que formava bons médicos às custas de vidas pessoais arruinadas; e que hoje encontra profissionais que simplesmente não aceitam mais essa barganha.
A medicina sempre foi considerada uma arte. E, como toda arte, ela muda de forma ao longo do tempo, sem perder sua essência, apenas ganhando novas maneiras de existir. Se a nova geração insiste em preservar a própria saúde enquanto cuida da dos outros, talvez, finalmente, isso seja um avanço - não um defeito.
Daniel Musse é oncologista clínico e membro titular da SBOC (Brasil), ASCO (Estados Unidos) e ESMO (Europa), principais sociedades internacionais de oncologia
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MEDICINA S/A
Operação na saúde: do risco cibernético à resiliência
A indústria da saúde vive um momento de transformação acelerada na forma de prestar cuidados. Os pacientes buscam experiências intuitivas, mas a confiança no sistema médico segue frágil. Dificuldade para agendar consultas, diagnósticos equivocados ou falhas de comunicação entre prestadores fazem essa confiança diminuir rapidamente. Segundo dados do programa Mais Dados Mais Saúde, 46,9% da população não busca atendimento médico por conta da superlotação e demora no atendimento. As expectativas dos pacientes convergem com as dos médicos, que querem trajetórias de cuidado mais integradas, maior eficiência e melhores resultados clínicos.
Nesse movimento, os hospitais avançam rapidamente na digitalização: conectam dispositivos, adotam IA e migram registros e fluxos de trabalho para a nuvem. A transformação digital que percorre o setor promete cuidados mais inteligentes, ágeis e personalizados. Mas isso também significa que cada sistema – do agendamento à radiologia – agora depende de acesso digital contínuo a um volume crescente de informações altamente sensíveis. É nesse ponto que a indústria da saúde corre o risco de perder o equilíbrio. A cada avanço digital, a exposição ao risco aumenta. O acesso aos dados é crucial, mas a proteção desses dados é essencial.
A corda bamba
A saúde é uma das indústrias mais visadas por criminosos cibernéticos. Os dados que o setor reúne são extremamente valiosos: registros de saúde trazem um conjunto completo de informações de identificação pessoal, muitas vezes incluindo histórico médico e dados financeiros. Isso atrai criminosos que podem explorar essas informações para fraude, roubo de identidade ou chantagem.
O problema é que os sistemas que armazenam esses dados – e pelos quais os profissionais de saúde dependem para acessá-los – enfrentam limitações sérias. Sistemas legados e dívida técnica tornaram-se passivos que deixam as organizações de saúde vulneráveis. Registros eletrônicos de saúde com décadas de uso, mainframes e aplicações customizadas são difíceis de atualizar ou integrar a novos fluxos de trabalho. Ao mesmo tempo, soluções emergenciais adotadas durante a pandemia, especialmente VPNs acopladas a redes antigas, deixaram como herança fragilidades e lacunas de segurança.
Esse conjunto de ferramentas legadas se traduz em uma proliferação de sistemas sobrepostos, que fragmentam a visibilidade, elevam custos e comprometem a confiabilidade contínua da qual a área da saúde depende. Dados altamente valiosos combinados a uma infraestrutura pouco preparada criam o cenário ideal para atrasos em diagnósticos, interrupções em planos de tratamento e perda de confiança por parte dos pacientes.
Risco digital
Quando o assunto é risco na saúde, as consequências vão muito além de multas ou danos à reputação. Sistemas críticos fora do ar colocam vidas em risco, e a exposição de registros sensíveis corrói a confiança dos pacientes.
O ransomware é uma das ameaças mais graves. Quando médicos perdem acesso a ferramentas essenciais ou pacientes enfrentam atrasos no atendimento, a pressão para pagar aumenta, e cada pagamento fortalece as redes criminosas por trás desses ataques. O modelo de ransomware-as-a-service tornou mais simples lançar operações sofisticadas, ampliando violações e alimentando um ciclo contínuo de cibercrime. E o ransomware é apenas uma entre várias técnicas usadas. De roubo e extorsão de dados à interrupção de serviços, basta uma violação bem-sucedida para paralisar o cuidado. A exposição de funcionários internos e terceiros amplia ainda mais a vulnerabilidade: equipes sobrecarregadas, contratados e parceiros estendem a superfície de ataque, e um único clique ou credencial reutilizada pode abrir caminho para invasores.
A rápida adoção da IA também cria pontos de fuga, com informações sensíveis circulando em prompts, respostas e ferramentas “sombra” sem supervisão ou controles adequados. Juntas, essas pressões formam um cenário de risco complexo, que as defesas de perímetro tradicionais e as ferramentas isoladas não conseguem acompanhar.
Segurança para o cuidado moderno
A digitalização ampliou o uso de dados na saúde e expôs fragilidades que ferramentas isoladas não conseguem conter. Quando sistemas operam sem integração, o risco circula pelo ambiente e ameaça a continuidade do cuidado.
O modelo Secure Access Service Edge (SASE) responde a esse desafio ao unificar rede e proteção de dados em uma única estrutura na nuvem. Ele oferece visibilidade consistente, reúne controle de acesso e prevenção de ameaças e organiza a proteção em torno do usuário e das informações. A abordagem de confiança zero reforça esse controle ao avaliar identidade, comportamento, postura do dispositivo e sensibilidade dos dados antes de liberar qualquer acesso. A proteção de dados em linha completa essa arquitetura ao bloquear movimentações inadequadas em nuvem, SaaS e tráfego web — algo essencial em um setor que lida com informações clínicas altamente sensíveis.
Com essa unificação, as empresas do setor reduzem atritos operacionais, fortalecem a resiliência e tratam o risco de maneira coerente, sem comprometer o avanço tecnológico que sustenta o cuidado moderno. Esse é o passo que permite à saúde digital evoluir com segurança, estabilidade e confiança.
*Claudio Bannwart é country manager da Netskope no Brasil.
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Câmara aprova suspensão de limite de cobertura para urgência de saúde
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou em dezembro a revogação de limite de 12 horas para atendimento de urgência e emergência por plano ou seguro de natureza ambulatorial, quando o beneficiário estiver cumprindo carência.
Na prática, a regra suspensa pela proposta obriga o usuário a pagar pelos procedimentos médicos que ultrapassassem o período de 12 horas, ou então ser removido para uma unidade do Sistema Único de Saúde (SUS).
Parecer favorável
O texto aprovado é o Projeto de Decreto Legislativo 954/18, do deputado Celso Russomanno (Republicanos-SP), que suspende artigo da Resolução 13/98, do Conselho de Saúde Suplementar (Consu). A comissão acatou o parecer favorável do relator, deputado Bruno Farias (Avante-MG).
“A limitação imposta pela resolução, que restringe a cobertura a 12 horas, não encontra respaldo legal”, observa Bruno Farias. “A lei requer que, em situações de risco de vida ou lesões irreparáveis, o atendimento seja garantido conforme a avaliação médica, sem restrições temporais.”
Próximo passo
A proposta deve ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ir à votação do Plenário.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 08/01/26
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DESTAQUES
Fiscalizar é legítimo. Interferir no cuidado à saúde, não
https://medicinasa.com.br/fiscalizar-cuidado/
Planos de saúde empresariais crescem acima do emprego formal
https://medicinasa.com.br/planos-empresariais-crescem/
Unimed Goiânia renova patrocínio com Atlético-GO, Goiás e Vila Nova para 2026
Unimed Ferj: presidente da ANS diz que hospitais não podem ameaçar vida de usuários
Moraes declara nulidade de sindicância do CFM para apurar atendimento médico prestado a Bolsonaro
Busca por fornecedores hospitalares salta 3.850% no Brasil com novos investimentos no setor
https://www.saudebusiness.com/artigos-2/crescimento-busca-fornecedores-hospitalares-brasil/
MEDICINA S/A
Fiscalizar é legítimo. Interferir no cuidado à saúde, não
A fiscalização dos serviços de saúde é parte essencial da democracia. Hospitais, especialmente quando lidam com recursos públicos ou prestam serviços de interesse coletivo, devem e precisam prestar contas. Transparência não é concessão; é obrigação.
Mas há uma diferença fundamental entre fiscalizar com responsabilidade e transformar o ambiente hospitalar em palco político. Essa distinção, infelizmente, tem sido ignorada em episódios recentes em que parlamentares entram em unidades de saúde sem aviso, com câmeras ligadas, circulando por áreas assistenciais e abordando profissionais em pleno atendimento.
Hospitais não são repartições administrativas comuns. São ambientes de alta complexidade, onde decisões são tomadas em segundos, protocolos são seguidos à risca e qualquer interrupção pode representar risco real ao paciente. Unidades de pronto atendimento, UTIs, salas de emergência e centros cirúrgicos não são espaços neutros; são áreas críticas, com regras claras de acesso justamente para proteger vidas.
Quando uma “vistoria” ignora esses limites, o que está em jogo não é apenas a rotina institucional, mas a segurança assistencial. Interromper fluxos, constranger equipes, desorganizar processos e expor pacientes fragilizados não fortalece o controle público; fragiliza o cuidado.
Fiscalizar políticas públicas não é o mesmo que intervir na assistência. Parlamentares têm papel legítimo no acompanhamento da gestão, do uso de recursos, de contratos e de indicadores. Isso pode, e deve, ser feito por meio de visitas técnicas agendadas, pedidos formais de informação, análise de dados e diálogo institucional. É esse tipo de fiscalização, objetiva e baseada em evidências, que contribui para o aperfeiçoamento do sistema.
Esse método é especialmente importante quando falamos do Sistema Único de Saúde. Com todas as suas dificuldades – que são reais e conhecidas – o SUS é um dos sistemas de saúde mais consolidados e acessíveis do mundo, presente na vida das pessoas do nascimento à alta complexidade, da atenção básica às urgências. Ele se fortaleceu ao longo do tempo justamente por se apoiar em princípios como universalidade, controle público e prestação de contas.
Quando ações supostamente fiscalizatórias ignoram critérios técnicos e apostam na exposição e no confronto, o efeito não é a melhoria do sistema. Ao contrário: ajudam a descredibilizar um modelo que, apesar das limitações, só tem amadurecido e se tornado mais relevante para o país. O sistema de saúde não se aprimora com espetacularização, mas com pautas claras, objetivas e técnicas – aquelas que enfrentam problemas reais e apontam caminhos concretos.
Outro ponto sensível é a exposição indevida de pacientes e trabalhadores da saúde. Dados e imagens em saúde são, por natureza, sensíveis. Preservar privacidade, dignidade e sigilo não é corporativismo; é princípio ético básico e dever institucional. Nenhuma ação fiscalizatória pode se sobrepor a isso.
Não se trata de impedir o controle social, muito menos de fechar portas ao poder público. Hospitais responsáveis defendem a fiscalização qualificada, baseada em método, respeito às normas sanitárias e compreensão do funcionamento real da assistência. É assim que se constrói confiança; não com confrontos improvisados nem com narrativas simplificadas.
Se queremos fortalecer o sistema de saúde, precisamos elevar o nível do debate. O SUS é grande demais para ser reduzido a recortes oportunistas. Ele melhora com técnica, diálogo e compromisso coletivo.
*Anis Mitri é presidente da AHOSP (Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo).
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Planos de saúde empresariais crescem acima do emprego formal
O número de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares no Brasil alcançou 53,1 milhões em novembro de 2025, o maior da série histórica, segundo a Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB 113), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Em 12 meses, o total de vínculos cresceu 2,5%, com a adição de 1,32 milhão de beneficiários. Na mesma base comparativa, os planos de saúde coletivos empresariais avançaram 4,1% no período, o equivalente a 1,54 milhão de vínculos. Ao mesmo tempo, houve redução dos planos individuais ou familiares e retração dos planos coletivos por adesão, movimento que posicionou o crescimento do volume global de beneficiários aquém do observado no segmento exclusivamente empresarial.
Na média, os planos coletivos empresariais adicionaram cerca de 128 mil novos beneficiários por mês, enquanto o mercado de trabalho registrou a criação média de cerca de 112 mil postos de trabalho por mês, entre novembro de 2024 e novembro de 2025.
No período de 12 meses encerrado em novembro de 2025, o estoque de vínculos celetistas no País passou de 47,8 milhões para 49,1 milhões, com saldo positivo de 1,34 milhão de empregos, o que representa uma alta de 2,8%, segundo dados do Novo Caged analisados pelo IESS.
“A saúde suplementar acompanha de perto a dinâmica do mercado de trabalho e, assim, os planos coletivos empresariais crescem em ritmo mais intenso do que o conjunto do mercado”, afirma José Cechin, superintendente executivo do IESS. “Os dados sugerem que o maior acesso à saúde suplementar está sendo utilizado para reter e atrair profissionais, diante de uma situação de pleno emprego no País.”
Atualmente, quase 73% dos beneficiários de planos médico-hospitalares estão vinculados a contratos coletivos empresariais. Esse dado reforça o papel central das empresas como principal porta de entrada da população na saúde suplementar e explica a elevada sensibilidade do setor às variações do emprego formal.
No recorte regional, a expansão permanece concentrada no Sudeste, que reúne mais da metade dos beneficiários médico-hospitalares do País. São Paulo liderou o crescimento em números absolutos, com 577,7 mil novos beneficiários médico-hospitalares em 12 meses. As regiões Norte e Nordeste seguem com taxas de cobertura inferiores à média nacional, indicando espaço relevante para expansão futura da saúde suplementar.
Além do desempenho dos planos médico-hospitalares, a NAB 113 também registra crescimento consistente dos planos exclusivamente odontológicos, que atingiram 35,4 milhões de beneficiários em novembro de 2025, o maior patamar da série histórica iniciada em 2000. Em 12 meses, o segmento avançou 3,3%, igualmente impulsionado pelos contratos empresariais, que concentram a maior parte dos vínculos.
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DIÁRIO DA MANHÃ
Unimed Goiânia renova patrocínio com Atlético-GO, Goiás e Vila Nova para 2026
A Unimed Goiânia confirmou a renovação do patrocínio com Atlético Goianiense, Goiás e Vila Nova para a temporada de 2026, mantendo o apoio ao futebol profissional no Estado. A cooperativa vai apresentar oficialmente os novos contratos em uma coletiva de imprensa marcada para esta quinta-feira (8), às 16h, em Goiânia.
A apresentação ocorrerá na Corretora Unimed, na Avenida T-9, no Setor Marista. O evento reunirá diretores da cooperativa, representantes dos três clubes e os mascotes das equipes, reforçando a visibilidade da parceria e a proximidade com o público esportivo.
Com trajetórias consolidadas no futebol goiano, Atlético Goianiense, Goiás e Vila Nova somam uma torcida estimada em cerca de 3 milhões de pessoas. Por isso, a renovação amplia o alcance institucional da Unimed Goiânia e fortalece sua atuação no cenário esportivo regional.
O acordo contempla exclusivamente os elencos profissionais masculinos das três equipes. Além da exposição da marca, a parceria garante planos de saúde com condições especiais para atletas e membros das comissões técnicas, o que contribui diretamente para o acompanhamento médico e o desempenho esportivo.
Segundo o diretor de mercado da Unimed Goiânia, Dr. Frederico Xavier, a continuidade do patrocínio vai além da estratégia institucional. Para ele, o futebol exerce um papel relevante na transformação social e no desenvolvimento humano.
Ainda conforme o dirigente, investir no esporte significa incentivar valores como integração, disciplina e crescimento pessoal, principalmente nas categorias de base. Dessa forma, a cooperativa reafirma o compromisso com a formação de cidadãos, e não apenas de atletas.
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PORTAL CQCS
Caso Unimed Ferj: presidente da ANS diz que hospitais não podem ‘atentar contra vida’ dos usuários
Agência reguladora pediu que Unimed do Brasil, que assumiu operação da Ferj, comunique de maneira mais clara a rede credenciada disponível aos usuários
O diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Wadih Damous, afirmou nesta quarta-feira que “beira o ilícito” a possibilidade de redes de hospitais do Rio descredenciarem, em conjunto, a Unimed Ferj por causa de dívidas.
Ontem, a Associação de Hospitais do Estado do Rio (Aherj) votou em assembleia a suspensão do atendimento de usuários da operadora, o que pode acontecer em 30 dias após serem notificados a ANS, o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) e as secretarias municipal e estadual de Saúde.
— Eles não podem se juntar para atentar contra a vida das pessoas. Beira o ilícito. Não pode ser feito isso. Se juntam não para articular a cobrança, mas para ameaçar suspensão de atendimento e ameaçar a vida e a saúde das pessoas — disse ao GLOBO o diretor-presidente da ANS.
A Aherj tem como associados 107 hospitais e clínicas. A decisão foi unânime entre os representantes das instituições presentes. Nem todas as unidades fazem parte da rede credenciada da Unimed Ferj, que é composta por cerca de 40 hospitais e clínicas do Rio. Segundo afirmou o presidente da Aherj, Marcus Quintella, os hospitais não são obrigados a seguir a decisão de suspensão dos atendimentos.
Segundo os cálculos da entidade, a Ferj acumula dívidas que passam de R$ 2 bilhões com hospitais do Rio, o que a operadora nega.
Para Damous, as dívidas precisam ser cobradas da Unimed Ferj sem impactos ao atendimento dos usuários, que desde novembro passou a ser de responsabilidade da Unimed do Brasil.
Na avaliação do presidente da ANS, hospitais que seguirem a sugestão da Aherj estarão descumprindo decisão judicial. Isso porque a Unimed Ferj conseguiu no início de novembro uma liminar da Justiça que suspende cobranças e proíbe que hospitais, clínicas, laboratórios e prestadores conveniados recusem ou restrinjam atendimento a usuários do plano de saúde.
— Liguei para dirigentes da Unimed do Brasil hoje e pedi que façam uma comunicação clara aos usuários, indicando onde efetivamente há atendimento. O efeito prático dessa assembleia dos hospitais foi causar desinformação — afirmou Damous.
‘Impacto ínfimo’
Na visão dele, o impacto da articulação da associação de hospitais “é ínfimo”, destacando que, no último mês, a Unimed do Brasil firmou acordo com seis redes hospitalares e de laboratórios para “normalizar e expandir o atendimento” aos usuários. A lista inclui unidades como as das redes Prontobaby, Américas (dos hospitais Pró-Cardíaco, Vitória e São Lucas) e Oncoclínicas, que suspenderam atendimentos nos últimos meses por falta de pagamentos.
Além da suspensão dos atendimentos, os hospitais também decidiram em assembleia pedir que MPRJ e ANS “tomem providências” em relação à situação da Ferj, “seja para intervenção ou até mesmo liquidação da operadora e transferência da carteira”. Essas possibilidades, porém, não estão no radar da agência reguladora.
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PORTAL G1
Moraes declara nulidade de sindicância do CFM para apurar atendimento médico prestado a Bolsonaro
Ministro do Supremo Tribunal Federal viu desvio de finalidade na abertura do procedimento e determinou depoimento do presidente do Conselho Federal de Medicina.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta quarta-feira (7) a nulidade da determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de instaurar sindicância para apurar denúncias sobre condições de atendimento médico prestadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Além disso, o ministro de determinou que a Polícia Federal (PF) colha o depoimento do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, em até 10 dias.
"A ilegalidade e ausência de competência correicional do CFM em relação à Polícia Federal é flagrante, demonstrando claramente o desvio de finalidade da determinação, além da total ignorância dos fatos", diz a decisão.
"Não houve, portanto, qualquer omissão ou inércia da equipe médica da Polícia Federal, que atuou correta e competentemente, conforme, inclusive, corroborado pelos exames médicos realizados no custodiado na data de hoje, no Hospital DF Star, que não apontaram nenhum problema ou sequela em relação ao ocorrido na madrugada do dia anterior", escreveu Moraes.
Moraes proibiu qualquer tipo de procedimento do conselho com esse tema, "em virtude de sua flagrante ilegalidade e desvio de finalidade".
O ministro também decidiu que a direção do Hospital DFStar deve encaminhar todos os exames médicos realizados por Bolsonaro hoje. O prazo é de 24 horas.
Sindicância do CFM
Em nota, o conselho mencionou ter recebido denúncias que "expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente." Também relatou a existência de "declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira."
Exames após queda
Bolsonaro passou por exames na cabeça nesta quarta-feira (7) após ter sofrido uma queda na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Depois dos exames, o ex-presidente voltou à Superintendência da PF, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
Segundo a equipe médica, Bolsonaro caiu ao tentar caminhar pela sala da PF. A hipótese de crise convulsiva não foi confirmada pelos exames.
Bolsonaro passou mal na madrugada de terça-feira (6). A informação foi compartilhada via redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e confirmada pelo médico do político e pela Polícia Federal.
Tomografia Computadorizada de Crânio;
Ressonância Magnética de Crânio; e
Eletroencefalograma.
Todos os procedimentos são feitos para avaliar a área do crânio, contudo cada um tem uma especificidade.
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SAÚDE BUSINESS
Busca por fornecedores hospitalares salta 3.850% no Brasil com novos investimentos no setor
Levantamento aponta interesse recorde por equipamentos de alta tecnologia; envelhecimento da população e metas do governo federal impulsionam corrida por cadeia de suprimentos mais segura.
A área da saúde brasileira experimenta um momento de intensa aceleração, com reflexos diretos na cadeia de suprimentos. Conforme o Google Trends, as pesquisas pelo termo em inglês “hospital equipment suppliers” (fornecedores de equipamentos hospitalares) apresentaram um salto considerável: aumento de 3.850% nos últimos doze meses no país.
Esse dado incomum sinaliza um interesse estratégico dos administradores de instituições de saúde em identificar, qualificar e garantir o abastecimento de produtos essenciais e de alta tecnologia, por meio de uma gestão de fornecedores eficiente e alinhada às necessidades de suas empresas.
O contexto de aumento de demanda está intimamente ligado à expansão dos investimentos em infraestrutura médica e à modernização tecnológica. O Brasil, um dos principais mercados de saúde do mundo, tem visto aportes significativos.
O governo federal destinou R$ 31,5 bilhões para o setor, com distribuição até 2026, com foco no Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), para ampliação da assistência e incremento da saúde digital.
Para o bom aproveitamento desse investimento, é crucial a compra e a substituição de equipamentos por meio de parceiros comerciais confiáveis, modernos e devidamente regulamentados, bem como o gerenciamento dessas empresas de forma robusta e transparente.
Os motivos da expansão do mercado hospitalar no Brasil
O aumento expressivo nas buscas por fornecedores reflete uma pressão dupla no mercado: por um lado, o crescimento da demanda por serviços de saúde, e, por outro, a necessidade de autonomia produtiva do país.
O setor de saúde no Brasil movimenta montantes bilionários. Embora o faturamento exato varie conforme a fonte e o escopo (que inclui hospitais, health techs, laboratórios e indústria), o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) é um dos mais representativos da economia.
O consumo de produtos médico-hospitalares, por exemplo, registrou um crescimento de 7,9% nos primeiros seis meses de 2024, segundo a Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS).
Três pontos principais revelam o aumento contínuo da demanda e, por reflexo, o disparo nas buscas por fornecedores de equipamentos hospitalares, como o envelhecimento populacional.
O Brasil passa por uma transição demográfica. O crescimento da população idosa (acima de 60 anos) é mais rápido que o das demais faixas etárias. Essa parcela demanda cuidados de saúde mais frequentes e complexos, e exige uma quantidade mais expressiva de equipamentos de diagnóstico e tratamento de alta e média complexidade.
Outro fator é a incorporação de novas tecnologias, como robótica cirúrgica, ressonância magnética de última geração e sistemas de diagnóstico por imagem mais precisos, a qual exige que hospitais e clínicas renovem ou ampliem seus parques tecnológicos. A necessidade de equipamentos mais modernos e a descontinuidade de modelos antigos impulsionam as compras.
Por fim, o governo federal estabeleceu metas ambiciosas para reduzir a dependência externa de insumos. A iniciativa Nova Indústria Brasil (NIB), por exemplo, visa que o país produza 70% dos insumos em saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) até 2033. Essa política exige um esforço conjunto de investimento em infraestrutura, tanto pública quanto privada, e a busca por parceiros capazes de fornecer insumos de qualidade e com segurança.
O impacto da gestão de fornecedores na área de saúde
A gestão de fornecedores não é somente uma função administrativa no setor hospitalar, mas um componente crítico de segurança e desempenho. Nesse segmento, a interrupção no fornecimento de um insumo vital ou de um medicamento pode comprometer a vida de pacientes e a capacidade operacional da instituição.
Um processo de procurement bem estruturado assegura a qualidade e a procedência dos equipamentos e materiais. Na área da saúde, a verificação rigorosa de compliance e das certificações de fornecedores é mandatória.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige que todos os produtos médicos e hospitalares sigam normas estritas. Uma falha na qualificação de um parceiro pode levar à aquisição de produtos não regulamentados, o que compromete a segurança dos pacientes e resulta em multas ou interdições para as instituições.
A gestão de fornecedores também impacta diretamente o controle de custos, pois uma negociação estratégica com parceiros qualificados e o uso de dados de performance permitem aos gestores otimizar os gastos de aquisição e reduzir o Total Cost of Ownership (TCO) dos equipamentos.
Outro ponto é a rastreabilidade, essencial para monitorar a origem e o histórico de cada lote de insumo ou medicamento, e garantir respostas rápidas em casos de alertas sanitários ou recalls.
Um bom gerenciamento da rede de abastecimento também mitiga riscos de desabastecimento. Estruturas de supply chain sólidas previnem a ruptura de estoque, uma ameaça constante no setor de saúde, especialmente após crises logísticas globais.
Boas práticas e tecnologias aprimoram o setor hospitalar
Para melhorar a compra e o controle de fornecedores, é essencial adotar práticas e tecnologias que visam a transparência, a agilidade e a mitigação de riscos.
Digitalização do processo de conformidade
Em vez de longos processos manuais de coleta e verificação de documentos (certidões negativas, licenças da Anvisa, registros fiscais, por exemplo), as instituições de saúde devem utilizar plataformas de gestão de compliance.
Essas ferramentas automatizam a checagem de dados, monitoram a saúde financeira dos fornecedores e emitem avisos imediatos em caso de não conformidade ou expiração das documentações. A automação também reduz o erro humano e acelera significativamente o tempo de contratação.
E-Procurement e análise preditiva
A adoção de sistemas de compras eletrônicas centraliza o processo de aquisição e promove mais controle e transparência nas negociações.
Em conjunto com essa prática, a análise preditiva (com base em Big Data e Inteligência Artificial) permite que os gestores hospitalares prevejam a demanda futura por insumos com mais precisão.
Ao analisar o volume de internações, sazonalidades e histórico de consumo, o sistema otimiza os pedidos, evita excesso de estoque e perdas, especialmente de medicamentos com prazo de validade, e a temida ruptura de suprimentos.
A integração de dados entre sistemas de ERP (Planejamento de Recursos Empresariais) e plataformas de SRM (Supplier Relationship Management) proporciona uma visão unificada e em tempo real sobre o desempenho de cada parceiro de abastecimento, o que permite tomadas de decisão ágeis e baseadas em dados.
Fornecedores hospitalares: garantia de saúde e crescimento
O aumento exponencial nas buscas por fornecedores hospitalares sinaliza que a área da saúde assumiu, de forma definitiva, o caráter estratégico da sua cadeia de suprimentos.
Em um mercado bilionário, impulsionado pela tecnologia e pelo aumento da longevidade populacional, a garantia de abastecimento e a conformidade regulatória se tornaram prioridades inegociáveis. A procura por parceiros também se tornou significado de mais segurança operacional.
O investimento em tecnologia para a gestão e a qualificação de fornecedores é a chave para que as instituições hospitalares do Brasil mantenham a qualidade do atendimento, otimizem seus recursos e, acima de tudo, protejam o bem-estar e a vida de seus pacientes.
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Assessoria de Comunicação