CLIPPING AHPACEG 08/01/26
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Fiscalizar é legítimo. Interferir no cuidado à saúde, não
https://medicinasa.com.br/fiscalizar-cuidado/
Planos de saúde empresariais crescem acima do emprego formal
https://medicinasa.com.br/planos-empresariais-crescem/
Unimed Goiânia renova patrocínio com Atlético-GO, Goiás e Vila Nova para 2026
Unimed Ferj: presidente da ANS diz que hospitais não podem ameaçar vida de usuários
Moraes declara nulidade de sindicância do CFM para apurar atendimento médico prestado a Bolsonaro
Busca por fornecedores hospitalares salta 3.850% no Brasil com novos investimentos no setor
https://www.saudebusiness.com/artigos-2/crescimento-busca-fornecedores-hospitalares-brasil/
MEDICINA S/A
Fiscalizar é legítimo. Interferir no cuidado à saúde, não
A fiscalização dos serviços de saúde é parte essencial da democracia. Hospitais, especialmente quando lidam com recursos públicos ou prestam serviços de interesse coletivo, devem e precisam prestar contas. Transparência não é concessão; é obrigação.
Mas há uma diferença fundamental entre fiscalizar com responsabilidade e transformar o ambiente hospitalar em palco político. Essa distinção, infelizmente, tem sido ignorada em episódios recentes em que parlamentares entram em unidades de saúde sem aviso, com câmeras ligadas, circulando por áreas assistenciais e abordando profissionais em pleno atendimento.
Hospitais não são repartições administrativas comuns. São ambientes de alta complexidade, onde decisões são tomadas em segundos, protocolos são seguidos à risca e qualquer interrupção pode representar risco real ao paciente. Unidades de pronto atendimento, UTIs, salas de emergência e centros cirúrgicos não são espaços neutros; são áreas críticas, com regras claras de acesso justamente para proteger vidas.
Quando uma “vistoria” ignora esses limites, o que está em jogo não é apenas a rotina institucional, mas a segurança assistencial. Interromper fluxos, constranger equipes, desorganizar processos e expor pacientes fragilizados não fortalece o controle público; fragiliza o cuidado.
Fiscalizar políticas públicas não é o mesmo que intervir na assistência. Parlamentares têm papel legítimo no acompanhamento da gestão, do uso de recursos, de contratos e de indicadores. Isso pode, e deve, ser feito por meio de visitas técnicas agendadas, pedidos formais de informação, análise de dados e diálogo institucional. É esse tipo de fiscalização, objetiva e baseada em evidências, que contribui para o aperfeiçoamento do sistema.
Esse método é especialmente importante quando falamos do Sistema Único de Saúde. Com todas as suas dificuldades – que são reais e conhecidas – o SUS é um dos sistemas de saúde mais consolidados e acessíveis do mundo, presente na vida das pessoas do nascimento à alta complexidade, da atenção básica às urgências. Ele se fortaleceu ao longo do tempo justamente por se apoiar em princípios como universalidade, controle público e prestação de contas.
Quando ações supostamente fiscalizatórias ignoram critérios técnicos e apostam na exposição e no confronto, o efeito não é a melhoria do sistema. Ao contrário: ajudam a descredibilizar um modelo que, apesar das limitações, só tem amadurecido e se tornado mais relevante para o país. O sistema de saúde não se aprimora com espetacularização, mas com pautas claras, objetivas e técnicas – aquelas que enfrentam problemas reais e apontam caminhos concretos.
Outro ponto sensível é a exposição indevida de pacientes e trabalhadores da saúde. Dados e imagens em saúde são, por natureza, sensíveis. Preservar privacidade, dignidade e sigilo não é corporativismo; é princípio ético básico e dever institucional. Nenhuma ação fiscalizatória pode se sobrepor a isso.
Não se trata de impedir o controle social, muito menos de fechar portas ao poder público. Hospitais responsáveis defendem a fiscalização qualificada, baseada em método, respeito às normas sanitárias e compreensão do funcionamento real da assistência. É assim que se constrói confiança; não com confrontos improvisados nem com narrativas simplificadas.
Se queremos fortalecer o sistema de saúde, precisamos elevar o nível do debate. O SUS é grande demais para ser reduzido a recortes oportunistas. Ele melhora com técnica, diálogo e compromisso coletivo.
*Anis Mitri é presidente da AHOSP (Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo).
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Planos de saúde empresariais crescem acima do emprego formal
O número de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares no Brasil alcançou 53,1 milhões em novembro de 2025, o maior da série histórica, segundo a Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB 113), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Em 12 meses, o total de vínculos cresceu 2,5%, com a adição de 1,32 milhão de beneficiários. Na mesma base comparativa, os planos de saúde coletivos empresariais avançaram 4,1% no período, o equivalente a 1,54 milhão de vínculos. Ao mesmo tempo, houve redução dos planos individuais ou familiares e retração dos planos coletivos por adesão, movimento que posicionou o crescimento do volume global de beneficiários aquém do observado no segmento exclusivamente empresarial.
Na média, os planos coletivos empresariais adicionaram cerca de 128 mil novos beneficiários por mês, enquanto o mercado de trabalho registrou a criação média de cerca de 112 mil postos de trabalho por mês, entre novembro de 2024 e novembro de 2025.
No período de 12 meses encerrado em novembro de 2025, o estoque de vínculos celetistas no País passou de 47,8 milhões para 49,1 milhões, com saldo positivo de 1,34 milhão de empregos, o que representa uma alta de 2,8%, segundo dados do Novo Caged analisados pelo IESS.
“A saúde suplementar acompanha de perto a dinâmica do mercado de trabalho e, assim, os planos coletivos empresariais crescem em ritmo mais intenso do que o conjunto do mercado”, afirma José Cechin, superintendente executivo do IESS. “Os dados sugerem que o maior acesso à saúde suplementar está sendo utilizado para reter e atrair profissionais, diante de uma situação de pleno emprego no País.”
Atualmente, quase 73% dos beneficiários de planos médico-hospitalares estão vinculados a contratos coletivos empresariais. Esse dado reforça o papel central das empresas como principal porta de entrada da população na saúde suplementar e explica a elevada sensibilidade do setor às variações do emprego formal.
No recorte regional, a expansão permanece concentrada no Sudeste, que reúne mais da metade dos beneficiários médico-hospitalares do País. São Paulo liderou o crescimento em números absolutos, com 577,7 mil novos beneficiários médico-hospitalares em 12 meses. As regiões Norte e Nordeste seguem com taxas de cobertura inferiores à média nacional, indicando espaço relevante para expansão futura da saúde suplementar.
Além do desempenho dos planos médico-hospitalares, a NAB 113 também registra crescimento consistente dos planos exclusivamente odontológicos, que atingiram 35,4 milhões de beneficiários em novembro de 2025, o maior patamar da série histórica iniciada em 2000. Em 12 meses, o segmento avançou 3,3%, igualmente impulsionado pelos contratos empresariais, que concentram a maior parte dos vínculos.
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DIÁRIO DA MANHÃ
Unimed Goiânia renova patrocínio com Atlético-GO, Goiás e Vila Nova para 2026
A Unimed Goiânia confirmou a renovação do patrocínio com Atlético Goianiense, Goiás e Vila Nova para a temporada de 2026, mantendo o apoio ao futebol profissional no Estado. A cooperativa vai apresentar oficialmente os novos contratos em uma coletiva de imprensa marcada para esta quinta-feira (8), às 16h, em Goiânia.
A apresentação ocorrerá na Corretora Unimed, na Avenida T-9, no Setor Marista. O evento reunirá diretores da cooperativa, representantes dos três clubes e os mascotes das equipes, reforçando a visibilidade da parceria e a proximidade com o público esportivo.
Com trajetórias consolidadas no futebol goiano, Atlético Goianiense, Goiás e Vila Nova somam uma torcida estimada em cerca de 3 milhões de pessoas. Por isso, a renovação amplia o alcance institucional da Unimed Goiânia e fortalece sua atuação no cenário esportivo regional.
O acordo contempla exclusivamente os elencos profissionais masculinos das três equipes. Além da exposição da marca, a parceria garante planos de saúde com condições especiais para atletas e membros das comissões técnicas, o que contribui diretamente para o acompanhamento médico e o desempenho esportivo.
Segundo o diretor de mercado da Unimed Goiânia, Dr. Frederico Xavier, a continuidade do patrocínio vai além da estratégia institucional. Para ele, o futebol exerce um papel relevante na transformação social e no desenvolvimento humano.
Ainda conforme o dirigente, investir no esporte significa incentivar valores como integração, disciplina e crescimento pessoal, principalmente nas categorias de base. Dessa forma, a cooperativa reafirma o compromisso com a formação de cidadãos, e não apenas de atletas.
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PORTAL CQCS
Caso Unimed Ferj: presidente da ANS diz que hospitais não podem ‘atentar contra vida’ dos usuários
Agência reguladora pediu que Unimed do Brasil, que assumiu operação da Ferj, comunique de maneira mais clara a rede credenciada disponível aos usuários
O diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Wadih Damous, afirmou nesta quarta-feira que “beira o ilícito” a possibilidade de redes de hospitais do Rio descredenciarem, em conjunto, a Unimed Ferj por causa de dívidas.
Ontem, a Associação de Hospitais do Estado do Rio (Aherj) votou em assembleia a suspensão do atendimento de usuários da operadora, o que pode acontecer em 30 dias após serem notificados a ANS, o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) e as secretarias municipal e estadual de Saúde.
— Eles não podem se juntar para atentar contra a vida das pessoas. Beira o ilícito. Não pode ser feito isso. Se juntam não para articular a cobrança, mas para ameaçar suspensão de atendimento e ameaçar a vida e a saúde das pessoas — disse ao GLOBO o diretor-presidente da ANS.
A Aherj tem como associados 107 hospitais e clínicas. A decisão foi unânime entre os representantes das instituições presentes. Nem todas as unidades fazem parte da rede credenciada da Unimed Ferj, que é composta por cerca de 40 hospitais e clínicas do Rio. Segundo afirmou o presidente da Aherj, Marcus Quintella, os hospitais não são obrigados a seguir a decisão de suspensão dos atendimentos.
Segundo os cálculos da entidade, a Ferj acumula dívidas que passam de R$ 2 bilhões com hospitais do Rio, o que a operadora nega.
Para Damous, as dívidas precisam ser cobradas da Unimed Ferj sem impactos ao atendimento dos usuários, que desde novembro passou a ser de responsabilidade da Unimed do Brasil.
Na avaliação do presidente da ANS, hospitais que seguirem a sugestão da Aherj estarão descumprindo decisão judicial. Isso porque a Unimed Ferj conseguiu no início de novembro uma liminar da Justiça que suspende cobranças e proíbe que hospitais, clínicas, laboratórios e prestadores conveniados recusem ou restrinjam atendimento a usuários do plano de saúde.
— Liguei para dirigentes da Unimed do Brasil hoje e pedi que façam uma comunicação clara aos usuários, indicando onde efetivamente há atendimento. O efeito prático dessa assembleia dos hospitais foi causar desinformação — afirmou Damous.
‘Impacto ínfimo’
Na visão dele, o impacto da articulação da associação de hospitais “é ínfimo”, destacando que, no último mês, a Unimed do Brasil firmou acordo com seis redes hospitalares e de laboratórios para “normalizar e expandir o atendimento” aos usuários. A lista inclui unidades como as das redes Prontobaby, Américas (dos hospitais Pró-Cardíaco, Vitória e São Lucas) e Oncoclínicas, que suspenderam atendimentos nos últimos meses por falta de pagamentos.
Além da suspensão dos atendimentos, os hospitais também decidiram em assembleia pedir que MPRJ e ANS “tomem providências” em relação à situação da Ferj, “seja para intervenção ou até mesmo liquidação da operadora e transferência da carteira”. Essas possibilidades, porém, não estão no radar da agência reguladora.
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PORTAL G1
Moraes declara nulidade de sindicância do CFM para apurar atendimento médico prestado a Bolsonaro
Ministro do Supremo Tribunal Federal viu desvio de finalidade na abertura do procedimento e determinou depoimento do presidente do Conselho Federal de Medicina.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta quarta-feira (7) a nulidade da determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de instaurar sindicância para apurar denúncias sobre condições de atendimento médico prestadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Além disso, o ministro de determinou que a Polícia Federal (PF) colha o depoimento do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, em até 10 dias.
"A ilegalidade e ausência de competência correicional do CFM em relação à Polícia Federal é flagrante, demonstrando claramente o desvio de finalidade da determinação, além da total ignorância dos fatos", diz a decisão.
"Não houve, portanto, qualquer omissão ou inércia da equipe médica da Polícia Federal, que atuou correta e competentemente, conforme, inclusive, corroborado pelos exames médicos realizados no custodiado na data de hoje, no Hospital DF Star, que não apontaram nenhum problema ou sequela em relação ao ocorrido na madrugada do dia anterior", escreveu Moraes.
Moraes proibiu qualquer tipo de procedimento do conselho com esse tema, "em virtude de sua flagrante ilegalidade e desvio de finalidade".
O ministro também decidiu que a direção do Hospital DFStar deve encaminhar todos os exames médicos realizados por Bolsonaro hoje. O prazo é de 24 horas.
Sindicância do CFM
Em nota, o conselho mencionou ter recebido denúncias que "expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente." Também relatou a existência de "declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira."
Exames após queda
Bolsonaro passou por exames na cabeça nesta quarta-feira (7) após ter sofrido uma queda na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Depois dos exames, o ex-presidente voltou à Superintendência da PF, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
Segundo a equipe médica, Bolsonaro caiu ao tentar caminhar pela sala da PF. A hipótese de crise convulsiva não foi confirmada pelos exames.
Bolsonaro passou mal na madrugada de terça-feira (6). A informação foi compartilhada via redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e confirmada pelo médico do político e pela Polícia Federal.
Tomografia Computadorizada de Crânio;
Ressonância Magnética de Crânio; e
Eletroencefalograma.
Todos os procedimentos são feitos para avaliar a área do crânio, contudo cada um tem uma especificidade.
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SAÚDE BUSINESS
Busca por fornecedores hospitalares salta 3.850% no Brasil com novos investimentos no setor
Levantamento aponta interesse recorde por equipamentos de alta tecnologia; envelhecimento da população e metas do governo federal impulsionam corrida por cadeia de suprimentos mais segura.
A área da saúde brasileira experimenta um momento de intensa aceleração, com reflexos diretos na cadeia de suprimentos. Conforme o Google Trends, as pesquisas pelo termo em inglês “hospital equipment suppliers” (fornecedores de equipamentos hospitalares) apresentaram um salto considerável: aumento de 3.850% nos últimos doze meses no país.
Esse dado incomum sinaliza um interesse estratégico dos administradores de instituições de saúde em identificar, qualificar e garantir o abastecimento de produtos essenciais e de alta tecnologia, por meio de uma gestão de fornecedores eficiente e alinhada às necessidades de suas empresas.
O contexto de aumento de demanda está intimamente ligado à expansão dos investimentos em infraestrutura médica e à modernização tecnológica. O Brasil, um dos principais mercados de saúde do mundo, tem visto aportes significativos.
O governo federal destinou R$ 31,5 bilhões para o setor, com distribuição até 2026, com foco no Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), para ampliação da assistência e incremento da saúde digital.
Para o bom aproveitamento desse investimento, é crucial a compra e a substituição de equipamentos por meio de parceiros comerciais confiáveis, modernos e devidamente regulamentados, bem como o gerenciamento dessas empresas de forma robusta e transparente.
Os motivos da expansão do mercado hospitalar no Brasil
O aumento expressivo nas buscas por fornecedores reflete uma pressão dupla no mercado: por um lado, o crescimento da demanda por serviços de saúde, e, por outro, a necessidade de autonomia produtiva do país.
O setor de saúde no Brasil movimenta montantes bilionários. Embora o faturamento exato varie conforme a fonte e o escopo (que inclui hospitais, health techs, laboratórios e indústria), o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) é um dos mais representativos da economia.
O consumo de produtos médico-hospitalares, por exemplo, registrou um crescimento de 7,9% nos primeiros seis meses de 2024, segundo a Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS).
Três pontos principais revelam o aumento contínuo da demanda e, por reflexo, o disparo nas buscas por fornecedores de equipamentos hospitalares, como o envelhecimento populacional.
O Brasil passa por uma transição demográfica. O crescimento da população idosa (acima de 60 anos) é mais rápido que o das demais faixas etárias. Essa parcela demanda cuidados de saúde mais frequentes e complexos, e exige uma quantidade mais expressiva de equipamentos de diagnóstico e tratamento de alta e média complexidade.
Outro fator é a incorporação de novas tecnologias, como robótica cirúrgica, ressonância magnética de última geração e sistemas de diagnóstico por imagem mais precisos, a qual exige que hospitais e clínicas renovem ou ampliem seus parques tecnológicos. A necessidade de equipamentos mais modernos e a descontinuidade de modelos antigos impulsionam as compras.
Por fim, o governo federal estabeleceu metas ambiciosas para reduzir a dependência externa de insumos. A iniciativa Nova Indústria Brasil (NIB), por exemplo, visa que o país produza 70% dos insumos em saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) até 2033. Essa política exige um esforço conjunto de investimento em infraestrutura, tanto pública quanto privada, e a busca por parceiros capazes de fornecer insumos de qualidade e com segurança.
O impacto da gestão de fornecedores na área de saúde
A gestão de fornecedores não é somente uma função administrativa no setor hospitalar, mas um componente crítico de segurança e desempenho. Nesse segmento, a interrupção no fornecimento de um insumo vital ou de um medicamento pode comprometer a vida de pacientes e a capacidade operacional da instituição.
Um processo de procurement bem estruturado assegura a qualidade e a procedência dos equipamentos e materiais. Na área da saúde, a verificação rigorosa de compliance e das certificações de fornecedores é mandatória.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige que todos os produtos médicos e hospitalares sigam normas estritas. Uma falha na qualificação de um parceiro pode levar à aquisição de produtos não regulamentados, o que compromete a segurança dos pacientes e resulta em multas ou interdições para as instituições.
A gestão de fornecedores também impacta diretamente o controle de custos, pois uma negociação estratégica com parceiros qualificados e o uso de dados de performance permitem aos gestores otimizar os gastos de aquisição e reduzir o Total Cost of Ownership (TCO) dos equipamentos.
Outro ponto é a rastreabilidade, essencial para monitorar a origem e o histórico de cada lote de insumo ou medicamento, e garantir respostas rápidas em casos de alertas sanitários ou recalls.
Um bom gerenciamento da rede de abastecimento também mitiga riscos de desabastecimento. Estruturas de supply chain sólidas previnem a ruptura de estoque, uma ameaça constante no setor de saúde, especialmente após crises logísticas globais.
Boas práticas e tecnologias aprimoram o setor hospitalar
Para melhorar a compra e o controle de fornecedores, é essencial adotar práticas e tecnologias que visam a transparência, a agilidade e a mitigação de riscos.
Digitalização do processo de conformidade
Em vez de longos processos manuais de coleta e verificação de documentos (certidões negativas, licenças da Anvisa, registros fiscais, por exemplo), as instituições de saúde devem utilizar plataformas de gestão de compliance.
Essas ferramentas automatizam a checagem de dados, monitoram a saúde financeira dos fornecedores e emitem avisos imediatos em caso de não conformidade ou expiração das documentações. A automação também reduz o erro humano e acelera significativamente o tempo de contratação.
E-Procurement e análise preditiva
A adoção de sistemas de compras eletrônicas centraliza o processo de aquisição e promove mais controle e transparência nas negociações.
Em conjunto com essa prática, a análise preditiva (com base em Big Data e Inteligência Artificial) permite que os gestores hospitalares prevejam a demanda futura por insumos com mais precisão.
Ao analisar o volume de internações, sazonalidades e histórico de consumo, o sistema otimiza os pedidos, evita excesso de estoque e perdas, especialmente de medicamentos com prazo de validade, e a temida ruptura de suprimentos.
A integração de dados entre sistemas de ERP (Planejamento de Recursos Empresariais) e plataformas de SRM (Supplier Relationship Management) proporciona uma visão unificada e em tempo real sobre o desempenho de cada parceiro de abastecimento, o que permite tomadas de decisão ágeis e baseadas em dados.
Fornecedores hospitalares: garantia de saúde e crescimento
O aumento exponencial nas buscas por fornecedores hospitalares sinaliza que a área da saúde assumiu, de forma definitiva, o caráter estratégico da sua cadeia de suprimentos.
Em um mercado bilionário, impulsionado pela tecnologia e pelo aumento da longevidade populacional, a garantia de abastecimento e a conformidade regulatória se tornaram prioridades inegociáveis. A procura por parceiros também se tornou significado de mais segurança operacional.
O investimento em tecnologia para a gestão e a qualificação de fornecedores é a chave para que as instituições hospitalares do Brasil mantenham a qualidade do atendimento, otimizem seus recursos e, acima de tudo, protejam o bem-estar e a vida de seus pacientes.
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Assessoria de Comunicação