Postado em: 14/01/2026

CLIPPING AHPACEG 14/01/26

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Ações contra planos já são 47% dos processos na saúde; solução de conflitos é desafio

https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/acoes-contra-planos-ja-sao-47-dos-processos-na-saude-solucao-de-conflitos-e-desafio/

Hapvida (HAPV3) tem “vai e vem” na gestão; ação fecha em queda de mais de 8%

https://www.infomoney.com.br/mercados/hapvida-hapv3-tem-vai-e-vem-na-gestao-acao-tem-sessao-de-forte-queda/

Ipasgo Saúde alcança nota máxima da ANS em segurança e qualidade assistencial

https://aredacao.com.br/ipasgo-saude-alcanca-nota-maxima-da-ans-em-seguranca-e-qualidade-assistencial/

Prefeitura anuncia construção de nova sede para o Pronto-Socorro Psiquiátrico Wassily Chuc em Goiânia 

https://aredacao.com.br/prefeitura-anuncia-construcao-de-nova-sede-para-o-pronto-socorro-psiquiatrico-wassily-chuc-em-goiania/

Goiás quer ampliar notificação de potenciais doadores de córneas e fortalecer política de transplantes 

https://aredacao.com.br/goias-quer-ampliar-notificacao-de-potenciais-doadores-de-corneas-e-fortalecer-politica-de-transplantes/

Centro de Excelência em Inteligência Artificial da UFG amplia atuação e chega à Faculdade de Medicina

https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/centro-de-excelencia-em-inteligencia-artificial-da-ufg-amplia-atuacao-e-chega-a-faculdade-de-medicina-783078/

Ministério da Saúde amplia em 92% número de bolsas para formação de especialistas

https://medicinasa.com.br/bolsas-formacao-especialistas/

Modernizar aplicações de saúde na nuvem é imperativo para o negócio

https://medicinasa.com.br/modernizar-aplicacoes-saude/

Exame nacional da medicina é um compromisso com a vida

https://medicinasa.com.br/exame-nacional-medicina/

Verme em bebedouro e rato no corredor

https://g1.globo.com/go/goias/videos-ja-2-edicao/video/verme-em-bebedouro-e-rato-no-corredor-14252036.ghtml

INFOMONEY

Ações contra planos já são 47% dos processos na saúde; solução de conflitos é desafio

Segundo especialistas, há um crescimento da frustração do consumidor, fator que combinado com a falta de fiscalização eleva os processos

Quase metade das ações judiciais da área da saúde no Brasil já nasce de brigas entre consumidores e planos de saúde, superando em muitos estados até mesmo ações contra o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as ações contra operadoras já respondem por 47% dos processos do setor, ante 40% cinco anos atrás.

Até o fim de outubro de 2025, foram 283.531 processos contra planos, 7% acima do mesmo período de 2024. Somando as disputas contra o SUS, o total chegou a 593.007 processos em 10 primeiros meses do ano passado.

O crescimento não é homogêneo, mas chama atenção em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, onde as ações contra operadoras já ultrapassam o número de processos contra o SUS. Para especialistas ouvidos pelo InfoMoney, isso não significa melhora da saúde pública, mas sim um aumento da frustração do consumidor que paga para ter acesso mais rápido e previsível a tratamentos.

Mais beneficiários

Enquanto os processos se acumulam, as operadoras vivem em paralelo um momento bastante favorável, com aumento no número de beneficiários e dos lucros. Entre janeiro e setembro de 2025, os planos de saúde registraram lucro operacional de R$ 9,3 bilhões, um crescimento de quase 140% em relação ao mesmo período do ano anterior, o maior resultado em cinco anos.

O lucro operacional é um bom indicador do desempenho do setor porque reflete a diferença entre as mensalidades arrecadadas e as despesas assistenciais e administrativas.

Esse crescimento se deve ao aumento do número de beneficiários de planos médico-hospitalares que, em outubro de 2025, que atingiu 53,3 milhões, com crescimento mensal líquido de 181.220 vínculos, segundo dados da Agência Nacional de Saúde (ANS). Os planos exclusivamente odontológicos também avançaram, somando 35,1 milhões de beneficiários, 320 mil a mais que no mês anterior.

Dessa forma, hoje, 24,8% da população brasileira já possui algum tipo de plano privado.

Para os especialistas, esse descompasso entre o crescimento de clientes e dos ganhos com o aumento da judicialização reforça a visão dos especialistas de que parte relevante dos conflitos poderia ser evitada antes mesmo de chegar ao Judiciário, se houvesse mecanismos administrativos mais efetivos.

Negativas e falha regulatória

Entre as principais reclamações está o não atendimento de solicitações de tratamentos. O advogado Columbano Feijó, especializado em direito da saúde suplementar, diz que o aumento das ações está diretamente ligado às negativas de cobertura e à dificuldade do sistema regulatório em acompanhar a evolução da medicina.

Segundo ele, os planos continuam utilizando o argumento do rol de procedimentos como subterfúgio para negar tratamentos, mesmo após mudanças legais que afastaram a ideia de rol taxativo. “A medicina evolui todos os dias, mas os planos tentam congelar a cobertura e a agência reguladora — que deveria acompanhar essa dinâmica e fiscalizar com mais rigor — não o faz da forma que deveria. Assim, a única saída é apelar para o Judiciário, que precisa resolver o que poderia ser feito administrativamente, se a lei fosse cumprida”, diz.

O advogado Leo Rosenbaum vê o cenário como uma crise de confiança entre beneficiários e operadoras. “O crescimento das ações é reflexo das recusas de tratamentos prescritos por médicos, além de reajustes considerados abusivos e entraves à portabilidade de carências”.

Ele destaca que os canais administrativos nem sempre oferecem solução eficaz, o que empurra o consumidor para pedidos liminares, especialmente em casos de urgência. Para Rosenbaum, o argumento de que a judicialização desequilibra financeiramente o setor não se sustenta, porque mesmo com os custos judiciais os lucros continuam crescendo.

Papel do Judiciário

Para a advogada Daniela Poli Vlavianos, o alto percentual de processos contra planos revela uma mudança estrutural. “O Judiciário deixou de ser exceção e passou a atuar como instância ordinária de execução do contrato de plano de saúde”, diz taxativa.

Segundo ela, a judicialização não decorre apenas de procedimentos caros, mas da combinação entre negativas, demora nas autorizações, restrição de rede e falhas nos canais administrativos. “Diante do risco à saúde, recorrer à Justiça se torna uma decisão racional para o consumidor.”

Vlavianos também alerta que a instabilidade regulatória e as mudanças de entendimento sobre cobertura ampliam a insegurança jurídica, incentivando o ajuizamento de ações com pedidos urgentes. “Quando não há previsibilidade, o Judiciário vira o único caminho confiável para garantir o tratamento”, afirma.

O que dizem as operadoras

A FenaSaúde, entidade que representa as operadoras, afirma que não há estratégia deliberada de negar coberturas e defende o fortalecimento das soluções administrativas, como SAC, ouvidorias e mecanismos de mediação. A entidade sustenta que a judicialização cresceu após mudanças regulatórias que ampliaram coberturas obrigatórias. E diz que as despesas judiciais acumuladas nos últimos anos representam recursos que poderiam ser destinados à melhoria do atendimento.

De 2019 até o terceiro trimestre de 2025 as despesas judiciais das operadoras atingiram a marca de R$ 18 bilhões

Em nota, a entidade informa que o sistema hoje “é muito complexo e que movimenta R$ 256,8 bilhões em despesas assistenciais, desempenhando papel fundamental no alívio da demanda sobre o SUS contribuindo para a ampliação do acesso à saúde no país e financiando grande parte do sistema privado de saúde.”

A Fenasaúde frisa que ainda há outro instrumento importante antes do Judiciário, que é a Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), que tenta solucionar conflitos. “Todas as operadoras estão investindo e aprimorando seus canais de comunicação com os beneficiários para reduzir a litigância de forma administrativa.”

........................

Hapvida (HAPV3) tem “vai e vem” na gestão; ação fecha em queda de mais de 8%

A Hapvida (HAPV3) confirmou que Alain Benvenuti, que havia renunciado ao cargo de COO há três semanas, assumirá a vice-presidência comercial da companhia.

Benvenuti, que era um dos cotados à sucessão de Jorge Pinheiro na presidência da companhia, tem mais de 25 anos de experiência corporativa, majoritariamente em funções comerciais. Em dezembro, a empresa anunciou Luccas Adib como novo CEO e a saída de Benvenuti do cargo de Vice-presidente de operações (COO), função que passou a ser ocupada por Cidéria Costa.

A mudança ocorre após a saída de Rafael Andrade da vice-presidência comercial em outubro, posição que vinha sendo ocupada por Jaqueline Sena, que seguirá como VP da área odontológica.

O Bradesco BBI considera a notícia de impacto misto, dado o vai e vem recente na estrutura de gestão. “Por outro lado, a volta de Benvenuti deve contribuir para uma transição mais suave e reforçar a estratégia de retomada na área comercial, trazendo credenciais sólidas para impulsionar resultados”, destaca o BBI.

As ações da operadora de saúde fecharam com forte recuo de 8,39%, cotadas a R$ 13,98, com as suas últimas sessões marcadas por forte volatilidade do mercado.

............................

JORNAL OPÇÃO

jan

2026

22:36:13

NOTÍCIAS

Ipasgo Saúde alcança nota máxima da ANS em segurança e qualidade assistencial

Avaliação é referente ao terceiro trimestre de 2025

O Ipasgo Saúde consolidou sua posição de destaque no cenário nacional ao ser classificado na Faixa 1, o nível de excelência máxima, no Mapeamento do Risco Assistencial referente ao terceiro trimestre de 2025. O resultado preliminar foi divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e coloca a instituição no grupo seleto de operadoras com o menor índice de risco para o beneficiário.

Essa classificação significa que o Ipasgo Saúde apresenta condições ideais para garantir um atendimento seguro, organizado e contínuo. Na prática, a Nota 1 atesta que a operadora possui equilíbrio entre sua gestão financeira e a entrega de serviços médicos, cumprindo rigorosamente os indicadores assistenciais e atuariais previstos na Resolução Normativa nº 479/2022.

O que é o Risco Assistencial?

Para o beneficiário, o mapeamento funciona como um certificado de segurança. Sendo assim, segundo o Ipasgo, “enquanto o mercado de saúde suplementar enfrenta desafios globais de sustentabilidade, a nota máxima da instituição traduz a tranquilidade de que o plano possui gestão eficiente para garantir consultas, exames e internações sempre que necessário, sem riscos de interrupção no atendimento”.

Para o presidente do Ipasgo Saúde, Bruno D’Abadia, o resultado reafirma o compromisso com a eficiência. “Este reconhecimento da agência reguladora é a prova de que o beneficiário está vinculado a uma operadora que atua de forma responsável e moderna. Estar na Faixa 1 demonstra que nosso foco está na proteção da saúde e no bem-estar de quem confia em nosso trabalho”, afirmou.

Monitoramento e Transparência

O acompanhamento da ANS é realizado periodicamente, utilizando dados de atendimento e equilíbrio atuarial. O desempenho do Ipasgo Saúde neste ciclo destaca a evolução da instituição em comparação à média do setor, garantindo transparência e previsibilidade para seus mais de 585 mil usuários.

..................

NOTÍCIAS

Prefeitura anuncia construção de nova sede para o Pronto-Socorro Psiquiátrico Wassily Chuc em Goiânia 

Estrutura atual não possui alvará de funcionamento

Uma audiência realizada na última semana entre o Ministério Público de Goiás (MPGO) e representantes do município de Goiânia resultou em novas deliberações relacionadas à resolução dos problemas estruturais do Pronto-Socorro Psiquiátrico Professor Wassily Chuc.

O encontro foi articulado no âmbito da ação judicial proposta pelo MPGO, visando garantir a correção das irregularidades emergenciais na unidade de saúde que colocam em risco a segurança e integridade tanto dos pacientes do Wassily Chuc quanto de suas servidoras e servidores. Decisão judicial nesta ação deu prazo de 30 dias para que o município de Goiânia promovesse as adequações necessárias indicadas em relatório técnico.

A reunião mostrou-se necessária porque surgiram alguns problemas relacionados ao plano original de reforma da unidade. O município identificou erros no decreto que tratava da desapropriação dos imóveis onde funciona o pronto-socorro, além de questões envolvendo a titularidade dos terrenos e processos de recuperação judicial.

Diante disso, foi apresentada uma alternativa: construir uma nova unidade de saúde mental em um terreno que já pertence ao município, anexo a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que será edificada no Distrito Sudoeste. O projeto prevê estrutura moderna, de fácil acesso, com funcionamento semelhante ao de uma UPA, acrescida de ala especializada em atendimento psiquiátrico, ampliação de leitos e atendimento multiprofissional.

Na ocasião, o MPGO, por meio do Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica (Compor), que auxiliou na mediação da audiência, manifestou concordância com a solução, formalizando o aceite por meio de uma ata de reunião autocompositiva estrutural. Ficou definido que o município terá 60 dias para apresentar um estudo técnico comparativo detalhado, indicando, de forma fundamentada, o motivo pelo qual a opção por uma nova construção é a mais adequada em relação à reforma do prédio atual.

Problemas estruturais existem desde 2014

Como destacado pelo MPGO na ação judicial, o pronto-socorro enfrenta problemas estruturais desde 2014, quando ainda funcionava em outro endereço. Mesmo após a mudança de sede em 2018, as dificuldades persistiram, agravadas pela falta de manutenção durante a pandemia. Atualmente, a unidade não possui alvará de funcionamento da Vigilância Sanitária nem do Corpo de Bombeiros, o que representa riscos graves.

Ao longo dos anos, o MPGO acompanhou de perto a situação e buscou soluções negociadas para resolver a questão. Contudo, diante do agravamento das condições estruturais da unidade, a alternativa foi a propositura da ação estrutural para correção das irregularidades, que resultou na decisão judicial dando prazo ao Município para as adequações. No âmbito dessa ação, em articulação feita pelo MPGO, foi realizada a destinação, pelo Ministério Público do Trabalho, de R$ 4 milhões para utilização na reforma ou construção de outra unidade. O valor será liberado apenas mediante a comprovação da efetiva aplicação na reestruturação do pronto-socorro, conforme projeto aprovado, cronograma e efetiva execução.

O Wassily Chuc é a principal referência para atendimento de urgência em saúde mental em Goiânia e em todo o Estado de Goiás, atendendo pacientes em crise psiquiátrica. No documento da reunião, foi ressaltado que a mudança de estratégia para a correção dos problemas não elimina a responsabilidade do poder público de oferecer uma unidade de urgência psiquiátrica regular, segura, humanizada e compatível com a política pública de saúde mental, dentro de um prazo razoável.

Periodicamente, serão realizadas audiências intermediadas pelo Compor para acompanhamento das etapas de execução da obra do pronto-socorro.

.......................

Goiás quer ampliar notificação de potenciais doadores de córneas e fortalecer política de transplantes 

Secretaria de Saúde abriu inscrições para contratar solução inovadora na área 

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), abriu, nesta terça-feira (13/1), inscrições para envio de propostas para Contratação Pública de Solução Inovadora (CPSI) com o objetivo de desenvolver e testar, em ambiente real, uma tecnologia capaz de automatizar e acelerar a notificação de óbitos por parada cardiorrespiratória (PCR) com potencial para doação de córneas. A medida busca reduzir perdas de oportunidades de doação e fortalecer a política de transplantes, uma vez que mais de 1,8 mil pessoas aguardam por quase dois anos para transplante de córnea.

A chamada integra o programa GovTech, uma jornada de inovação aberta direcionada a startups, empresas, Instituições Científicas e Tecnológicas e pessoas inovadoras interessadas em desenvolver soluções dentro de órgãos do governo estadual. O programa é uma iniciativa das secretarias de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da Administração (Sead), com o Hub Goiás, o primeiro Centro de Excelência em Empreendedorismo Inovador do Estado, equipamento público estadual gerido pelo Porto Digital. “Nossa expectativa é que a solução também contribua para liberar os fiscais para atividades mais estratégicas, fortalecendo a atuação do Estado na gestão contratual”, especifica o secretário da Administração, Alan Tavares.

As propostas devem ser apresentadas exclusivamente pelo site hubgoias.org/govtech-2 até o dia 26 de janeiro. “A expectativa é que essa solução inovadora traga mais agilidade e precisão à notificação dos óbitos com potencial para doação de córneas. Com o uso da tecnologia, queremos ampliar as oportunidades de captação e diminuir o tempo de espera dos pacientes que aguardam na fila, fortalecendo a política de transplantes em Goiás”, destaca a gerente de Transplantes da SES, Katiuscia Freitas.

Govtech

A licitação prevê a celebração de um Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI), modelo que permite à administração pública adquirir soluções inovadoras, promovendo testes, validação e escalabilidade das tecnologias desenvolvidas, com orçamento estimado de até R$ 1,6 milhão, destinado a todas as fases do projeto — da concepção e desenvolvimento à implementação e avaliação.

Podem submeter propostas pessoas físicas ou jurídicas, brasileiras ou estrangeiras, inclusive em consórcio, desde que atendam às condições do edital. Além da chance de contratação e do teste em ambiente real de governo, o GovTech destaca conexão com tomadores de decisão, gestores públicos, apoio técnico para apoiar o desenvolvimento da solução e ampliação de oportunidades e parcerias através da presença no setor público.

O Programa GovTech é uma jornada de inovação aberta que conecta o poder público a startups, empresas de tecnologia, ICTs e pessoas inovadoras interessadas em desenvolver e testar soluções dentro das secretarias do Governo de Goiás. Serão lançados seis editais, cada um com um desafio específico nas áreas de saúde, economia, administração, meio ambiente, governo, e ciência, tecnologia e inovação.

...........................

JORNAL OPÇÃO

Centro de Excelência em Inteligência Artificial da UFG amplia atuação e chega à Faculdade de Medicina

O CEIA nasceu a partir de um aporte de R$ 12 milhões do Estado à UFG

O Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA) da Universidade Federal de Goiás (UFG) passou a atuar também na Faculdade de Medicina da instituição. A iniciativa marca a incorporação de projetos e pesquisas em inteligência artificial ao ambiente acadêmico da área da saúde, com foco em ensino, pesquisa e desenvolvimento de soluções aplicadas à medicina.

O CEIA foi criado a partir de um aporte de R$ 12 milhões do Governo de Goiás à UFG, condicionado à implantação de um curso superior em inteligência artificial e à captação de recursos para projetos. Desde então, o curso se tornou o mais concorrido da universidade, superando medicina nos últimos anos, e o centro já captou mais de US$ 500 milhões para o desenvolvimento de iniciativas em diferentes áreas. Com a expansão, parte dessa estrutura passa a atender diretamente demandas da Faculdade de Medicina.

Durante o evento que marcou a chegada do CEIA à Faculdade de Medicina, a reitora da UFG, Sandra Mara, destacou o significado institucional da iniciativa. “A inauguração do CEIA na área da saúde é um passo extremamente importante para a medicina. Hoje, a inteligência artificial ocupa um lugar central no contexto mundial, no contexto nacional e, naturalmente, dentro da UFG”, afirmou.

Segundo ela, o impacto será direto na formação acadêmica. “Esse é o primeiro passo de algo que tende a crescer e a ter um papel fundamental na formação dos nossos estudantes de graduação, pós-graduação, professores e técnicos administrativos”, disse, ao reforçar que a gestão da universidade estará à disposição para fortalecer o projeto.

O diretor do CEIA, Anderson Soares, ressaltou que a inteligência artificial precisa ser compreendida como uma tecnologia transversal. “A tecnologia nunca é um fim em si mesma. Ela sempre é destinada a algum campo de aplicação, como a saúde ou a comunicação”, afirmou.

Para ele, a chegada do CEIA à Faculdade de Medicina abre uma “grande janela de oportunidades”. “Ações como essa são fundamentais para transformar conhecimento em soluções efetivas, seja em produtos, seja em serviços, dentro do cotidiano da sociedade”, destacou. Anderson lembrou ainda que o CEIA é hoje o maior centro de pesquisa aplicada em inteligência artificial do país, o que reforça o papel estratégico da UFG no cenário nacional.

Ex-reitora da universidade, Angelita Pereira de Lima enfatizou que a implantação do núcleo de inteligência artificial na Faculdade de Medicina simboliza a capacidade da instituição de integrar suas estruturas em benefício da sociedade. “É a demonstração efetiva de que a universidade pode colocar todas as suas competências e conhecimentos em benefício da sua atividade mais nobre, que é a formação de pessoas”, afirmou.

Ela afirma que o avanço é resultado de um trabalho contínuo e de longo prazo. “As instituições só chegam a esse ponto quando há continuidade. A ciência é assim: acumula, propõe e segue criando soluções para a humanidade, independentemente das gestões”, disse.

Representando o Governo de Goiás, o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, destacou a importância da parceria entre universidade e Estado. “O CEIA começou em 2019, quando quase não se falava em inteligência artificial, por iniciativa do governador Ronaldo Caiado.

Hoje, ver essa estrutura chegando à área da saúde mostra que o projeto amadureceu e está gerando retorno para a sociedade”, afirmou. Ele explica que o governo seguirá disponível para ampliar a cooperação. “O nosso objetivo é transformar conhecimento em benefício direto para a população goiana e brasileira”, completou.

À frente do CEIA-Saúde da Faculdade de Medicina, Fabiano Inácio de Souza ressaltou que a iniciativa é resultado de um processo construído ao longo dos últimos anos. “O CEIA-Saúde nasce de uma ideia que começou pequena, ainda sem esse nome, e foi ganhando corpo dentro da Faculdade de Medicina, com projetos em inteligência artificial, telemedicina, robótica e inovação”, explicou.

Ele lembrou a criação da Liga Acadêmica de Inteligência Artificial e a realização de eventos voltados exclusivamente a médicos. “Em vez de fugir da inteligência artificial, escolhemos abraçá-la e entender como ela pode apoiar a prática médica”, afirmou.

Fabiano destacou ainda que a tecnologia não substitui o trabalho humano, mas amplia capacidades. “A inteligência artificial organiza dados de forma rápida, mas quem raciocina é o cérebro humano. O desafio é usar essa ferramenta para melhorar diagnósticos, tratamentos e a qualidade de vida das pessoas”, disse.

Com a ampliação do CEIA para a área da saúde, a expectativa da UFG é consolidar Goiás como referência nacional em inteligência artificial aplicada à medicina. A integração entre universidade, governo e pesquisadores deve resultar em novos projetos, parcerias e soluções inovadoras, reforçando o papel da universidade pública como polo de produção de conhecimento e inovação com impacto social.

............................

MEDICINA S/A

Ministério da Saúde amplia em 92% número de bolsas para formação de especialistas

Ministério da Saúde inicia 2026 com um salto na formação de especialistas. O governo federal aumentou em 92% o número de novas bolsas concedidas para programas de residência em saúde. A iniciativa dialoga diretamente com o Agora tem Especialistas (ATE), que tem por objetivo ampliar o acesso à saúde especializada para reduzir o tempo de espera por atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2026, a pasta vai financiar 3.483 novas bolsas, enquanto em 2025 foram concedidas 1.813 bolsas – um aumento de 92%. O montante consolida o Ministério da Saúde como o principal financiador de bolsas de residência em saúde no Brasil. A iniciativa, por meio do programa Pró-Residências, resulta no fortalecimento da formação de especialistas e da assistência à população em regiões prioritárias do país por meio de ações como o ATE.

A ampliação decorre da publicação das portarias de resultado da seleção de programas de residência médica e de residência em área profissional da saúde, no âmbito do Pró-Residências (Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas e Programa Nacional de Bolsas para Residências Multiprofissionais e em Área Profissional da Saúde).

Residência médica

Foram concedidas 2.483 novas bolsas de Residência Médica, distribuídas em 1.130 programas, contemplando 110 especialidades, áreas de atuação e anos adicionais. Os programas foram homologados pela Portaria nº 167, de 22 de dezembro de 2025, e pela Portaria SGTES/MS nº 174, de 7 de janeiro de 2026.

Residência em área profissional da saúde

No âmbito das residências em área profissional da saúde, foram concedidas 1.000 novas bolsas, em 169 programas, sendo 27 áreas de especialização. Dentre eles, 60 programas estão localizados em estados da Amazônia Legal, correspondendo a 389 bolsas. Os programas foram homologados na Portaria nº 180, de 9 de janeiro de 2026.

Formação de especialistas para o SUS

O Pró-Residências considera as necessidades do SUS, incentivando a formação de especialistas em saúde nas regiões prioritárias. A iniciativa amplia a oferta de assistência nos serviços de saúde e contribui para a qualificação do cuidado prestado aos usuários do SUS.

As residências em saúde são reconhecidas como o padrão de excelência da pós-graduação em saúde e desempenham papel estratégico na organização do Sistema Único de Saúde. Ao ampliar o financiamento de bolsas para programas credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e pela Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS), o governo federal reforça seu compromisso com a ordenação da formação e com a redução das desigualdades regionais na oferta de especialistas, em conformidade com a Política Nacional de Residências em Saúde.

Cadastro dos residentes

O cadastro dos residentes contemplados com bolsas do Pró-Residências deve ser realizado pelos coordenadores das Comissões de Residência Médica (COREME) e das Comissões de Residência em Área Profissional da Saúde (COREMU) no SIG-Residências, a partir de fevereiro de 2026.

O gerenciamento das bolsas financiadas pelo Ministério da Saúde é realizado por meio do Sistema de Informações Gerenciais do Pró-Residências (SIG-Residências).

........................

Modernizar aplicações de saúde na nuvem é imperativo para o negócio

A modernização de aplicações no setor de saúde não é apenas uma iniciativa de tecnologia. Hoje, essa é uma decisão estratégica que influencia diretamente na continuidade do atendimento, na proteção dos dados dos pacientes e na conformidade com as regulamentações do setor, que estão cada vez mais rigorosas.

Hospitais, clínicas e laboratórios estão avançando rapidamente na adoção da nuvem para sustentar a telemedicina, prontuários eletrônicos, dispositivos médicos conectados e iniciativas de analytics. Diante desse cenário, o desafio para líderes de tecnologia e negócio, é claro: como acelerar essa modernização mantendo controle, previsibilidade e confiança? Uma vez que esse movimento é necessário e sem volta.

A nuvem oferece escala, agilidade e elasticidade, mas no setor de saúde ela também amplia a complexidade operacional. Ambientes híbridos e multicloud passam a coexistir com sistemas legados, aplicações críticas e dispositivos médicos conectados, todos lidando com dados altamente sensíveis.

Para os decisores, os principais desafios envolvem: fazer a blindagem de dados sensíveis, informações clínicas e dados pessoais dos pacientes, garantindo a integridade do prontuário nos múltiplos ambientes; conformidade regulatória global para atender a requisitos rigorosos como LGPD, HIPAA e GDPR, mitigando riscos legais, especialmente em cenários de dados transfronteiriços; disponibilidade contínua para assegurar a resiliência de sistemas críticos, onde a latência ou a inatividade impactam diretamente o atendimento assistencial; governança unificada, mantendo a visibilidade total em ambientes distribuídos para evitar pontos cegos na gestão; e, por fim, evitar decisões pontuais, a exemplo da adoção de soluções departamentais sem integração (Shadow IT) ou de migrações aceleradas sem refatoração, que geram silos de informações, custos operacionais imprevisíveis e falhas de segurança a longo prazo.

Ao analisar esses desafios, é nítido que, sem uma abordagem estruturada, a modernização pode gerar fragmentação, retrabalho e exposição aos riscos cibernéticos. Ou seja, para os líderes da saúde, a definição de uma arquitetura sólida vai muito além de uma questão técnica. Ela funciona como um instrumento de governança e tomada de decisão, permitindo alinhar modernização, segurança e compliance desde o início.

Uma arquitetura bem definida permite:

Padronizar controles de segurança entre data center e nuvem;

Reduzir incertezas durante migrações e modernizações;

Facilitar auditorias e processos regulatórios;

Criar uma base segura para uma expansão futura.

Essa abordagem permite que a modernização deixe de ser reativa e passe a seguir um modelo previsível e sustentável. A arquitetura de nuvem voltada para a indústria da saúde prioriza a proteção das aplicações, dos dados e conectividade de forma integrada, desde a borda até a nuvem.

Nesse sentido, é preciso olhar para um modelo que considere: (a) um firewall de próxima geração virtual nos principais provedores de nuvem, isso garante conectividade segura com criptografia de dados em trânsito (VPN), segmentação de redes e proteção avançada de tráfego entre ambientes on-premises, híbridos e multicloud; (b) uma plataforma de proteção de API e aplicação web em nuvem que protege aplicações clínicas, portais de telemedicina e APIs contra ameaças, vulnerabilidades e ataques direcionados; (c) solução de CNAPP para oferecer visibilidade contínua da postura de segurança em cloud, cobrindo workloads, identidades, configurações e pipelines ao longo de todo o ciclo de vida das aplicações; e (d) um serviço de consultoria em Cloud, que garante a adoção de cloud seguindo as melhores práticas de segurança de acordo com os serviços utilizados e estrutura escolhida.

É com esta combinação que uma estrutura de TI voltada para a saúde pode avançar na modernização mantendo consistência de segurança, visibilidade e controle, independentemente do provedor de nuvem escolhido. O foco deve estar em reduzir riscos, acelerar decisões e garantir que a modernização aconteça de forma estruturada e segura.

Ao modernizar aplicações em nuvem com uma abordagem estruturada e suporte especializado, organizações de saúde obtêm maior previsibilidade em iniciativas de modernização, reduzem riscos operacionais e cibernéticos, alcançam conformidade regulatória incorporada desde o início, conquistam uma base segura para expandir a telemedicina, IoMT e analytics, além, claro, da confiança necessária para escalar ambientes híbridos e multicloud.

Esses são benefícios que permitem que os líderes foquem no que é mais importante: a inovação, eficiência operacional e qualidade no atendimento ao paciente.

*Thiago Pontes é arquiteto de Soluções Cloud da Fortinet Brasil.

.............................

Exame nacional da medicina é um compromisso com a vida

O Brasil assiste, em ritmo vertiginoso, a uma verdadeira explosão de faculdades de medicina. Mais de 50 mil novos médicos recebem diploma a cada ano, mas a pergunta que se impõe é inevitável: estamos formando profissionais preparados para cuidar da população ou apenas inflando estatísticas com títulos acadêmicos?

Dados da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelam a dimensão do fenômeno: em apenas uma década, o número de escolas médicas saltou de 252 para 505. Com isso, o país tornou-se o segundo do mundo em número absoluto de cursos, atrás apenas da Índia. E, proporcionalmente à população, já ultrapassamos os indianos — um sinal claro de que não se trata de crescimento pontual, mas de uma transformação estrutural que merece ser debatida com seriedade.

O crescimento das vagas de medicina, impulsionado pela interiorização e pelo setor privado (responsável por cerca de 77% das vagas), ampliou o acesso e diversificou o perfil dos estudantes, mas trouxe desafios importantes: cerca de 6.500 vagas foram criadas em cidades com menos de 100 mil habitantes, muitas sem infraestrutura adequada para a formação prática. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), 78% dessas cidades não atendem aos requisitos mínimos de estrutura, 62% não têm hospital de ensino e 35% carecem de equipes de saúde da família suficientes, comprometendo a vivência clínica supervisionada dos futuros médicos e a qualidade do atendimento.

As consequências são graves. Médicos recém-formados chegam ao mercado com experiência prática insuficiente, formação deficiente e, muitas vezes, sem supervisão adequada de especialistas. Esse cenário coloca em risco a saúde da população e fragiliza a confiança na relação médico-paciente.

Solução

O Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed) surge como resposta institucional à crise da formação médica no Brasil, tornando-se obrigatório para obtenção do registro profissional no Conselho Federal de Medicina, conforme o Projeto de Lei nº 2.294/2024 aprovado no Senado. Aplicado semestralmente pelo CFM, o exame se propõe a avaliar conhecimentos teóricos, habilidades clínicas e conduta ética, seguindo as Diretrizes Curriculares Nacionais. A obrigatoriedade será válida apenas para estudantes que ingressarem após a promulgação da lei, resguardando direitos adquiridos.

No debate sobre avaliação da formação médica, o Profimed é defendido como certificação individual, enquanto o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) se volta à avaliação institucional e pedagógica. Embora o modelo híbrido tenha sido alvo de críticas por possível duplicidade e burocracia, chegou-se a um consenso: o Profimed certifica a proficiência individual para registro, e o Enamed monitora o desempenho institucional, contribuindo para a melhoria dos cursos e evitando sobreposição de funções.

Com esta perspectiva, o Profimed se consolida como um verdadeiro divisor de águas. Seu propósito é assegurar que apenas profissionais devidamente preparados — em conhecimento, prática clínica e ética — tenham acesso ao mercado, elevando o padrão da saúde e fortalecendo a confiança da sociedade.

Responsabilidade compartilhada

O debate sobre a formação médica precisa ser ampliado e envolver instituições de ensino, órgãos reguladores, profissionais de saúde, estudantes e sociedade. É essencial investir em políticas públicas que fortaleçam a qualificação docente, ampliem a infraestrutura hospitalar e integrem ensino e prática clínica. Um sistema robusto de fiscalização das escolas médicas, aliado a instrumentos como Enamed e Profimed, pode criar um ambiente mais transparente e orientado para a excelência.

A responsabilidade pela qualidade da formação não deve recair apenas sobre o aluno. Instituições, governo e sociedade precisam compartilhar esse compromisso para garantir que cada novo médico esteja preparado para exercer uma medicina ética, humanizada e tecnicamente competente.

O exame deve integrar um sistema abrangente de avaliação, que contemple estágios supervisionados de qualidade, avaliações práticas e, sobretudo, a responsabilização das instituições que não oferecem ensino compatível.

Compromisso com a vida

Defender o Profimed é defender a vida, a ética e a qualidade. Mas é preciso ir além: exigir responsabilidade compartilhada, investimentos estruturantes e fiscalização rigorosa. Só assim o exame se tornará um verdadeiro símbolo de confiança e excelência para toda a sociedade.

Ética, qualidade assistencial e segurança do paciente são valores inegociáveis. A formação médica sem requisitos mínimos compromete vidas, e o exame é uma resposta necessária a esse desafio.

*Luciana Shimizu Morya é fundadora da plataforma INKI.

..........................

TV ANHANGUERA

Verme em bebedouro e rato no corredor

https://g1.globo.com/go/goias/videos-ja-2-edicao/video/verme-em-bebedouro-e-rato-no-corredor-14252036.ghtml

.....................

Assessoria de Comunicação