Administrador

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Segunda, 24 Novembro 2025 07:02

CLIPPING AHPACEG 24/11/25

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Quando o problema não é a medicina, mas a administração

https://medicinasa.com.br/administracao-consultorio/

Perdas com corrupção na saúde chegam a R$ 26 bilhões por ano

https://medicinasa.com.br/corrupcao-saude-ies/

Todas as regiões registram alta de beneficiários de planos de saúde no período de 12 meses

https://medicinasa.com.br/crescimento-beneficiarios-planos/

Caiado se mantém clinicamente estável, aponta boletim médico

https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/caiado-se-mantem-clinicamente-estavel-aponta-boletim-medico-768325/

Reajuste abusivo de plano de saúde leva a condenação judicial de operadora

https://oantagonista.com.br/brasil/reajuste-abusivo-de-plano-de-saude-leva-condenacao-judicial-de-operadora/

Advogado ligou cerca de 10 vezes para o Samu antes de ser encontrado morto

https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2025/11/23/advogado-ligou-cerca-de-10-vezes-para-o-samu-antes-de-ser-encontrado-morto.ghtml

MEDICINA S/A

Quando o problema não é a medicina, mas a administração

Nos últimos anos, a medicina passou por uma transformação silenciosa. Se antes a autonomia profissional era vista como sinônimo de liberdade, hoje ela vem acompanhada de responsabilidades que pouco têm a ver com a prática clínica. A digitalização dos serviços, o aumento da concorrência e a complexidade tributária tornaram o médico não apenas um especialista em saúde, mas também, queira ou não, um gestor de negócios. Esse novo papel exige uma combinação de habilidades que raramente são ensinadas nas faculdades de medicina.

Realizei uma pesquisa com mais de 160 médicos de diferentes regiões do país para entender o que realmente tem tirado o sono dos profissionais da saúde. A maioria das respostas não surpreendeu, mas o conjunto delas revela um quadro preocupante. Noventa e sete por cento dos médicos afirmaram enfrentar problemas financeiros, e seis em cada dez não sabem exatamente quais impostos estão pagando.

Esses números mostram algo que venho observando há bastante tempo: a medicina forma grandes especialistas, no entanto ainda não possui preparo o suficiente para o lado empresarial da profissão. E é justamente nessa lacuna que muitos profissionais se perdem. Um consultório ou uma clínica são, em essência, empresas com fluxo de caixa, impostos, custos fixos, equipe e estratégias de crescimento. Sem uma base mínima de gestão, o risco de frustração é alto.

É sintomático que tantos médicos cheguem ao mercado sem saber distinguir regimes tributários ou planejar o fluxo de caixa de uma clínica. Isso não é culpa individual, mas reflexo de uma formação que ainda separa o conhecimento técnico do conhecimento administrativo. Enquanto outras áreas profissionais vêm incorporando noções de gestão, marketing e empreendedorismo ao currículo, a medicina permanece voltada quase exclusivamente ao atendimento. O resultado é um contingente de profissionais altamente qualificados, mas vulneráveis à desorganização financeira e à sobrecarga.

O mais curioso é que as dificuldades vão muito além das finanças. Entre as queixas mais frequentes, surgiram problemas na contratação de equipe qualificada, falta de treinamento e padronização de processos, e dúvidas sobre como montar uma sociedade médica. São desafios que atravessam o dia a dia da categoria e que, se não forem enfrentados de forma estruturada, acabam comprometendo a qualidade de vida e até o desempenho clínico.

Ao conversar com médicos que decidiram empreender, percebo que o erro raramente está na falta de conhecimento técnico e sim na ausência de suporte na gestão. Muitos subestimam os custos fixos, escolhem o regime tributário errado ou simplesmente ignoram a importância de estratégias básicas de marketing e comunicação. Pequenas decisões mal calculadas acabam minando o retorno do investimento e gerando um ciclo de sobrecarga e insatisfação.

Falar em gestão para médicos ainda desperta resistência em parte da categoria. Existe um certo desconforto em associar o exercício da medicina a termos como lucro, eficiência e produtividade. Mas essa mentalidade precisa evoluir. A gestão não é antagônica à ética médica; é o que garante que o cuidado possa ser oferecido de forma contínua, sustentável e de qualidade.

Essa realidade exige uma mudança de mentalidade. Assim como o cuidado com o paciente depende de diagnóstico e acompanhamento constantes, o cuidado com o próprio negócio também precisa de atenção e método. Entender números, revisar processos, delegar funções e buscar orientação especializada não são sinais de fraqueza, na verdade são atitudes de quem quer exercer a medicina de forma sustentável.

À medida que o sistema de saúde brasileiro se torna mais competitivo, a gestão tende a se tornar uma competência central para que possamos oferecer o melhor aos pacientes. Médicos que dominarem aspectos básicos de planejamento financeiro, relacionamento com pacientes e uso de tecnologia terão uma vantagem real e poderão transmitir melhor qualidade para os atendimentos. A medicina do futuro será híbrida: técnica, humana e estratégica.

No fim das contas, acredito que a saúde financeira e administrativa dos médicos é parte essencial da saúde do sistema como um todo. Profissionais mais conscientes de sua gestão têm mais tempo, recursos e tranquilidade para fazer o que realmente importa: cuidar de pessoas.

*Matheus Reis é CEO da Back4you.

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Perdas com corrupção na saúde chegam a R$ 26 bilhões por ano

O Brasil perde cerca de R$ 26 bilhões em corrupção na saúde, por ano. A estimativa é do Instituto Ética Saúde (IES), que congrega a indústria de produtos médico-hospitalares, hospitais, laboratórios, entidades médicas, planos de saúde e indústria farmacêutica, com o apoio de órgão reguladores do governo. O orçamento destinado ao setor (público e privado) corresponde a 9,7% do PIB, segundo o Ministério da Saúde, o que equivale a R$ 1,13 trilhão. De acordo com a entidade, pelo menos 2,3% de tudo que é investido na saúde não chega aos pacientes devido à corrupção pública e privada, fraudes e ações ilícitas, ou seja, R$ 26 bilhões.

Há cinco anos, a corrupção na saúde equivalia a uma perda de R$ 14,5 bilhões, segundo o mesmo cálculo do IES. De lá para cá houve um aumento de 79% no montante que é desviado. Com esses R$ 26 bilhões, daria para construir 52 hospitais públicos de grande porte (cerca de 300 leitos) por ano; ou 26 mil UTIs móveis; ou ainda 2.200 aparelhos de ressonância magnética de alta resolução.

“O maior prejudicado sempre é o paciente. O Instituto Ética Saúde avalia que é preciso participar mais ativamente das decisões públicas, focando na busca pela transparência junto à administração pública e intensificando o papel que cabe a sociedade, que é o Controle Social, com o fito de resgatar a confiança. Em paralelo, é preciso punir os responsáveis pelos desvios, para isso, a legislação precisa mudar e as leis ficarem mais rígidas”, afirma a presidente do Conselho de Administração do Instituto Ética Saúde, Candida Bollis.

O diretor Executivo, Filipe Venturini Signorelli, destaca ainda que “as entidades representativas de todos os segmentos da saúde devem se unir com veemência, buscando o verdadeiro diálogo entre os stakeholders, para que o controle e fiscalização possam ser moldados de forma que garantam a transparência total das contratações que envolvam dinheiro público, sejam elas diretas ou por qualquer meio de repasse”.

O IES alerta para os riscos mais comuns de corrupção no setor:

Compras Públicas
Desvio de recursos
Descumprimento contratual (entrega ou pagamento)
Desperdício

Abusos de preços ou em condições contratuais

Corte ou negativa de fornecimento

Imposição de condições abusivas

Acordos entre concorrentes

Descumprimento contratual Privado
Entrega
Pagamento

Produtos de baixa qualidade
Fragilidade regulatória
Falsificação

Alocação inadequada de recursos
Intervenção administrativa oportunista
Distribuição não isonômica

Posturas antiéticas de profissionais da saúde com pacientes
Casos de abuso e negligência em tratamentos
Violação da integridade física e psicológica de pacientes
Comprometimento da confiança no sistema de saúde

Comercialização irregular de medicamentos controlados
Venda sem prescrição médica
Desvios de produtos de distribuição gratuita
Riscos à saúde e sanções administrativas e criminais

Vazamento de informações de profissionais de saúde para manipulação de produtos
Uso indevido de dados médicos para direcionamento de prescrições
Violação da LGPD e sanções legais

Reajuste tarifário abusivo
Aumento sem justificativa transparente
Falha na fiscalização da ANS permitindo abusos
Comprometimento do acesso à saúde

Rescisão contratual imotivada
Cancelamento unilateral de planos de saúde
Impacto em pacientes em tratamento crítico
Descumprimento da Lei nº 9.656/98

Nas relações entre os atores do mercado da saúde, segundo um levantamento do Instituto Ética Saúde, as práticas antiéticas, fraudes e ilegalidades mais frequentes são: pagamento de propinas a profissionais de saúde vinculados à indicação de produtos; pagamento de despesas de profissionais de saúde em eventos de terceiros; patrocínio indevido de eventos de terceiros; presentes e brindes sem cunho científico em troca de indicação de produtos; informalidade nas remessas de comodato e consignação de produtos e equipamentos médicos.

Foram consideradas mais prejudiciais, ou seja, com alto impacto a curto, médio e longo prazo na cadeia econômica do setor saúde, incluindo riscos à segurança do paciente: pagamentos de propinas a profissionais de saúde, disfarçados de descontos financeiros; profissionais médicos praticando atos mercantilistas vedados pelos órgãos reguladores; empresas sem CNAE do setor de saúde comercializando dispositivos médicos – Covid-19 (flexibilização da pandemia pelo governo); pagamento inadequado de materiais cirúrgicos, com incentivo à reesterilização de produtos de uso único; fraudes em cobranças de material utilizado – troca de material efetivamente comercializado; falsificação de produtos cirúrgicos; fraudes em registros de materiais – produtos sem registro da Anvisa; fraudes em concessão de leitos do SUS – Covid-19.

Além dessas práticas, observa-se ainda um aumento nos casos de conduta antiética por profissionais de saúde, incluindo abusos físicos e psicológicos contra pacientes, bem como negligência intencional em tratamentos, comprometendo a segurança e a confiança no sistema de saúde. Da mesma forma, cresce a preocupação com a venda irregular de medicamentos controlados, especialmente a comercialização sem prescrição médica e desvios de produtos destinados à distribuição gratuita, impactando pacientes que dependem desses fármacos. Outra questão relevante é o uso indevido de dados de profissionais médicos para direcionamento de prescrições, colocando em risco a ética na relação médico-paciente e violando normas de proteção de dados.

O setor também enfrenta desafios relacionados ao aumento abusivo das tarifas dos planos de saúde e ao cancelamento imotivado de contratos, afetando diretamente pacientes em tratamento contínuo e ferindo princípios de transparência e equidade contratual.

Radar da Ética

O Instituto Ética Saúde acaba de lançar o Radar da Ética, uma iniciativa dedicada ao monitoramento e análise de casos que impactam a integridade e a transparência no setor da saúde, no Brasil. “Por meio de relatórios técnicos, a ferramenta identifica, acompanha e divulga irregularidades, promovendo o debate sobre boas práticas de governança, compliance e responsabilidade na gestão da saúde pública e suplementar, com o objetivo de fortalecer um sistema mais ético, seguro e sustentável”, explica o diretor Executivo do IES.

Mais do que relatar os fatos, o Radar da Ética oferece à sociedade relatórios estruturados, atualizados e acessíveis, que servem como base para que cidadãos, profissionais da saúde, empresas, jornalistas e gestores tenham meios concretos para exercer essa vigilância com conhecimento de causa e senso crítico.

Canal de denúncias

O Instituto Ética Saúde se coloca à disposição do público para registrar as ocorrências de eventos de falta de ética e de flagrante de desrespeito às leis, práticas de sobrepreço, lucros abusivos, desrespeito aos mínimos preceitos de qualidade, adulteração de produtos, falsificações e fraudes, entre outras práticas.

As denúncias são sigilosas, podem inclusive ser anônimas, feitas pelo telefone 0800 810 8163 e através do site.

“Precisamos fomentar as denúncias e informações para aqueles que podem agir de forma preventiva e coercitiva no combate a tais práticas nocivas a sustentabilidade da saúde. É preciso uma atuação conjunta, via Instituto e Órgãos estatais reguladores, para maior imputação e apuração das responsabilidades, além da identificação dos infratores, e eventuais punições”, defende Filipe Venturini.

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Todas as regiões registram alta de beneficiários de planos de saúde no período de 12 meses

Todas as regiões brasileiras registraram aumento no número de beneficiários de planos médico-hospitalares entre setembro de 2024 e setembro de 2025, segundo a 111ª Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). O avanço foi generalizado, com destaque para o Norte, que apresentou a maior variação proporcional do País (5,6%), e para o Sudeste, responsável pelo maior crescimento absoluto, com 833 mil novos vínculos no período.

No trimestre (junho a setembro de 2025), todas as regiões também registraram expansão, reforçando a tendência positiva observada desde 2020. O movimento é influenciado principalmente pelo avanço dos planos coletivos empresariais, que representam cerca de 73% de todos os vínculos médico-hospitalares do País.

O avanço da saúde suplementar segue alinhado ao comportamento do emprego formal. Entre setembro de 2024 e setembro de 2025, o estoque de empregos celetistas cresceu 2,9%, alcançando 48,9 milhões, enquanto os planos coletivos empresariais avançaram 4,4%, somando 38,8 milhões de vínculos.

“O ritmo de expansão dos planos coletivos reflete o dinamismo do mercado de trabalho. A continuidade da criação de empregos formais é fundamental para ampliar o acesso à saúde suplementar em todo o País”, destaca José Cechin, superintendente executivo do IESS.

Em termos estaduais, o maior crescimento proporcional ocorreu no Amazonas, com alta de 12,2% em 12 meses, enquanto o maior crescimento absoluto foi registrado em São Paulo, que adicionou 592,3 mil beneficiários no período. O Brasil contabilizou 1,43 milhão de novos vínculos em planos médico-hospitalares entre setembro de 2024 e setembro de 2025, equivalente a um crescimento nacional de 2,8% e totalizando 53,2 milhões de beneficiários.

Planos exclusivamente odontológicos

Os planos exclusivamente odontológicos alcançaram 34,9 milhões de beneficiários em setembro de 2025, registrando crescimento de 2,8% em 12 meses e de 2,4% no trimestre. Os maiores destaques percentuais do País foram Santa Catarina, com alta de 6,5%, Espírito Santo, com 5%, e Paraná, com 6%.

Síntese dos resultados da NAB 111 — Setembro/2025 (comparação entre setembro de 2024 e setembro de 2025):

Planos médico-hospitalares

Crescimento nacional: 2,8%

Destaque proporcional: Amazonas (12,2%)

Destaque absoluto: São Paulo (592,3 mil vínculos)

Todas as regiões cresceram no período:

Norte: 5,6%

Nordeste: 2,8%

Sudeste: 2,7%

Sul: 2,3%

Centro-Oeste: 2,3%

Planos exclusivamente odontológicos

Crescimento nacional: 2,8%

Destaques proporcionais:

Santa Catarina: 6,5%

Espírito Santo: 5%

Paraná: 6%

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JORNAL OPÇÃO

Caiado se mantém clinicamente estável, aponta boletim médico

Caiado apresentou evolução favorável nas últimas 24 horas

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, internado no sábado, 22, após apresentar arritmia cardíaca, apresentou evolução favorável nas últimas 24 horas, segundo boletim médico divulgado neste domingo, 23, pelo Hospital Vila Nova Star.

De acordo com a nota, o governador se mantém clinicamente estável e não apresentou novas ocorrências. A equipe de cardiologia avaliou a situação e indicou a realização de uma ablação por cateter, procedimento seguro e reconhecido como padrão terapêutico para o controle definitivo da fibrilação atrial.

A intervenção está programada para ser realizada nesta segunda-feira, 24.

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O ANTAGONISTA

Reajuste abusivo de plano de saúde leva a condenação judicial de operadora

Em meio às vastas leis que regem os contratos de planos de saúde no Brasil, uma questão ganha relevo quando se fala de reajustes por idade.

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) trouxe atenção a esta temática ao tratar do Tema 952, que versa sobre a legalidade dos reajustes em planos de saúde individuais ou familiares em razão da mudança de faixa etária.

Este tema é particularmente sensível quando envolve consumidores idosos, pois o aumento das mensalidades deve ser justo e alinhado a critérios atuariais.

Um caso recente em São Paulo ilustra a aplicação prática dessas diretrizes. Uma segurada contestou o reajuste em seu plano, que aumentou significativamente ao ela completar 60 anos.

A questão submetida à apreciação do tribunal foi crucial devido ao impacto dos custos na garantia de direitos do consumidor, levando a uma análise aprofundada dos aumentos embasados em cálculos atuariais.

A seguradora defendeu a legitimidade do aumento citando o contrato, mas o poder judiciário estava atento aos detalhes.

Como os planos de saúde justificam os reajustes?

Seguradoras frequentemente argumentam que os ajustes teriam por finalidade garantir o equilíbrio financeiro da apólice, dado que o envelhecimento dos beneficiários acarretaria mais despesas médicas.

Contudo, tais reajustes precisam obedecer a padrões legislativos e regulatórios, sendo imperativo que eles não sejam arbitrários mas fundamentados em análises atuariais rigorosas.

Quando um reajuste é considerado abusivo?

Abusividade é caracterizada quando os aumentos ultrapassam parâmetros de razoabilidade e não se justificam pelos riscos cobertos.

O Tema 952 requer que esses reajustes não sejam discriminatórios ou desarrazoados, especialmente os que atingem indivíduos em idade avançada.

Isto significa que, além de preverem cláusulas no contrato, devem ser seguidos princípios de transparência e equidade nos ajustes.

Quais são os direitos do consumidor ao enfrentar reajustes abusivos?

Consumidores têm o direito de questionar judicialmente reajustes que considerem excessivos diante de evidências de falta de base atuarial adequada.

No exemplo mencionado, a segurada obteve uma decisão favorável onde, após constatação de ilegalidade, determinou-se não só a devolução dos valores pagos além do devido, mas também a correção monetária desses montantes.

Esta postura do judiciário realça a importância de regras claras e a defesa dos consumidores contra práticas potencialmente prejudiciais.

Como os órgãos reguladores influenciam esses ajustes?

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e outros órgãos reguladores desempenham papel crucial na fiscalização dos contratos de saúde, assegurando que aumentos obedeçam a normativas estabelecidas.

As seguradoras se beneficiam dessas diretrizes para atuar com segurança e previsibilidade econômica, mas devem sempre respeitar os limites que visam proteger o consumidor.

Em suma, embora reajustes por faixa etária possam ser justificáveis, é imperativo que sigam uma matriz ética e regulatória que proteja especialmente os mais vulneráveis, assegurando seu acesso contínuo à saúde sem onerosidade indevida.

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PORTAL G1/GOIÁS

Advogado ligou cerca de 10 vezes para o Samu antes de ser encontrado morto

Em nota, a SMS informou que o sistema do Samu não registrou nenhuma das chamadas. Advogado foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu no local.

O advogado Rodrigo Bonfim, de 47 anos, que foi encontrado morto dentro do próprio carro, em Anápolis, chegou a ligar cerca de 10 vezes ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) antes de morrer. Uma imagem do celular do advogado, obtida pela TV Anhanguera, mostra o registro das chamadas (veja acima).

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que, mesmo constando registros de ligações no celular de Rodrigo, o sistema do Samu não registrou nenhuma das chamadas (leia a nota completa ao final do texto).

Rodrigo foi encontrado por uma testemunha desacordado dentro do carro na madrugada desta quinta-feira (20), no cruzamento da Rua José Neto Paranhos com a Visconde de Taunay, e morreu ainda no local. Juliana Jaime, irmã do advogado, contou ao g1 que o celular que realizou as chamadas ficou sob a posse da Polícia Civil.

Ainda de acordo com o Samu, Rodrigo foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, acionado às 1h12 da madrugada. Somente às 1h39, o serviço de saúde afirmou que recebeu uma chamada, mas realizada pelos próprios bombeiros que solicitaram o apoio do Samu.

A nota também descreve que uma Unidade de Suporte Avançado (USA) foi até o local após a solicitação dos militares, que constatou a morte de Rodrigo.

De acordo com a irmã, Rodrigo era apegado à mãe e deixa dois filhos. O corpo dele foi velado e sepultado ainda na quinta-feira (20).

A morte do advogado está sendo investigada pela Polícia Civil.

A família ainda aguardava pelo resultado conclusivo sobre a causa da morte do advogado até a última atualização desta reportagem, mas a irmã explicou que o legista responsável pela autópsia acredita que Rodrigo possa ter sofrido um infarto ou arritmia.

Entenda o caso

O advogado foi encontrado por uma testemunha que estava em uma distribuidora próxima ao local e ouviu o momento em que o carro em que ele estava bateu em algo, de acordo com o Boletim de Ocorrência (BO). Dentro do veículo, a testemunha relatou à Polícia Civil que a vítima estava sem roupas e respirava com dificuldades.

O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados, mas a morte de Rodrigo foi confirmada ainda no local pelos socorristas. Segundo Juliana, Rodrigo estava a apenas 200 metros da casa dele.

Segundo a irmã, a família do advogado tem um grande histórico de mortes por problemas cardíacos.

Ainda segundo o BO, o delegado Manoel Vanderick esteve no local, e não foi constatado nenhum ferimento no corpo da vítima, indicando que o advogado teria sofrido um mal súbito.

Nota do Samu

"A Secretaria Municipal de Saúde informa que, a princípio, embora constem no aparelho celular da vítima registros de tentativas de ligação para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), nenhuma dessas chamadas chegou a ser reconhecida pelo sistema.

Conforme os registros oficiais, o Corpo de Bombeiros foi acionado às 1h12 e prestou imediatamente o atendimento inicial ao paciente. O primeiro acionamento ao SAMU ocorreu apenas às 1h39, por meio de solicitação dos próprios bombeiros, para apoio a um paciente que já se encontrava em parada cardiorrespiratória. A Unidade de Suporte Avançado (USA) se deslocou prontamente e, ao chegar ao local, a equipe constatou o óbito.

A SEMUSA, por meio do SAMU, reitera seu compromisso com o serviço de urgência e emergência pré-hospitalar. Informa ainda que, medidas já estão sendo tomadas para elucidar todos os fatos e que havendo falta de zelo ou imperícia, providências administrativas serão aplicadas.

O SAMU continuará a serviço da comunidade, prezando pelo atendimento ágil e qualificado para toda a população anapolina em todas as situações de urgência e emergência."

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Assessoria de Comunicação        

Quarta, 19 Novembro 2025 07:00

CLIPPING AHPACEG 19/11/25

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Saúde anuncia rede de hospitais e serviços inteligentes no SUS

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-11/saude-anuncia-rede-de-hospitais-e-servicos-inteligentes-no-sus-1

Contrato de hospital em Anápolis gerou prejuízo de R$ 42 milhões na gestão de Roberto Naves, aponta TCM

https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/tjgo-afasta-imediatamente-professor-acusado-de-agredir-aluno-em-escola-de-quirinopolis-766817/

Aplicativo Mais Saúde Goiânia é aprovado e deve ser lançado nos próximos dias

https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/goiania-deve-lancar-aplicativo-para-agendamento-de-consultas-na-atencao-basica-do-sus-nos-proximos-dias-766868/

Quando os medicamentos param de funcionar: uma crise que mata

https://medicinasa.com.br/crise-silenciosa-mata/

Quando o problema não é a medicina, mas a administração

https://medicinasa.com.br/administracao-consultorio/

Entidades pedem por mais servidores na Gerência de Produtos para Saúde

https://www.saudebusiness.com/mercado-da-saude/entidades-pedem-por-mais-servidores-na-gerencia-de-produtos-para-saude/

Gestão eficiente: o segredo para o crescimento de clínicas médicas

https://medicinasa.com.br/gestao-eficiente-clinicas/

AGÊNCIA BRASIL

Saúde anuncia rede de hospitais e serviços inteligentes no SUS

Meta é reunir tecnologia avançada com alta especialização

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (18), em Brasília, uma rede nacional de hospitais e serviços de saúde inteligentes e de medicina de alta precisão dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta é reunir tecnologia avançada, alta especialização e cooperação internacional para modernizar o atendimento.

A iniciativa prevê a implantação de 14 unidades de terapia intensiva (UTIs) automatizadas que funcionarão de forma interligada nas cinco regiões, além da construção do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), o primeiro hospital inteligente do país.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que outras oito unidades hospitalares serão modernizadas “com envolvimento de universidades e secretarias de saúde”. “Não tenho dúvida de que, hoje, nós estamos entrando em uma nova era de inovação para o SUS e para a saúde do país”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Não estamos falando só de construção de hospitais, de modernização de UTIs e de hospitais que já existem. Estamos falando de um movimento de incorporação tecnológica, de parcerias de transferência tecnológica”, completou, durante entrevista.

Entenda

A rede integra o programa Agora Tem Especialistas, voltado para a expansão do atendimento especializado na rede pública. Dados oficiais indicam que o uso de tecnologias como inteligência artificial e big data pode reduzir em até cinco vezes o tempo de espera por atendimento de emergência, além de tornar o diagnóstico e a assistência especializada mais rápidos e precisos.

As 14 UTIs inteligentes vão funcionar de forma interligada em hospitais selecionados pelo Ministério da Saúde junto a gestores de 13 estados nas cidades de Manaus, Dourados (MS), Belém, Teresina, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Brasília. 

“Serão serviços totalmente digitais, com monitoramento contínuo, integração entre equipamentos e sistemas de informação. A tecnologia auxiliará na previsão de agravos, apoiará decisões clínicas, otimizará avaliações e permitirá a troca de conhecimento entre especialistas em diferentes regiões. Também estarão conectadas a uma central de pesquisa e inovação”, finalizou o ministério. 

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JORNAL OPÇÃO

Contrato de hospital em Anápolis gerou prejuízo de R$ 42 milhões na gestão de Roberto Naves, aponta TCM

O contrato teve origem em uma contratação emergencial por dispensa de licitação, mas as irregularidades mais graves ocorreram na execução

O Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) converteu um processo de representação em Tomada de Contas Especial (TCE) para apurar ilegalidades verificadas na execução de contrato firmado pela gestão do então prefeito Roberto Naves para transferir a administração do Hospital Municipal Alfredo Abrahão à Associação Beneficente João Paulo II.

Ao Jornal Opção, Roberto Naves negou irregularidades e afirmou que a Tomada de Contas Especial teria sido uma iniciativa sua. O ex-prefeito destacou, ainda, não ser alvo de qualquer condenação ou reprovação na prestação de contas.

A decisão do TCM foi motivada pela presença de indícios de dano ao erário, inicialmente “não passível de quantificação completa”, mas posteriormente estimado em R$ 42,9 milhões, conforme Relatório Conclusivo emitido pela Comissão de TCE instaurada pelo próprio município de Anápolis.

O contrato teve origem em uma contratação emergencial por dispensa de licitação, mas as irregularidades mais graves ocorreram na execução. O acórdão nº 06731/2025 responsabiliza diretamente o ex-prefeito Roberto Naves pelas falhas registradas entre 2021 e 2023, incluindo inexecução parcial e contínua dos serviços, descumprimento de metas quantitativas e qualitativas, subcontratações ilegais, ausência de transparência, falhas na fiscalização e pagamento integral à organização social apesar da falta de comprovação da entrega dos serviços contratados.

Em um dos períodos analisados, por exemplo, o atendimento ambulatorial alcançou apenas 11,26% da meta prevista, enquanto os repasses municipais permaneceram integrais.

Entre os pontos considerados mais graves pelo Tribunal está o conflito de interesses nas contratações de terceiros realizadas pela Associação. A entidade firmou contratos com empresas diretamente ligadas à sua diretoria e à direção do hospital, como a B-Health Consultoria de Gestão e Administração de Saúde Ltda., que recebeu 38% dos recursos transferidos entre novembro de 2021 e abril de 2023 e tinha como sócio administrador o próprio presidente da organização social, Pedro Alberto Paraíso de Almeida.

A prática violaria a Lei Municipal nº 4.173/21, que proíbe acordos com empresas das quais participem dirigentes da OS.

O TCM-GO também identificou falhas estruturais na fiscalização municipal. Os relatórios de execução contratual foram apresentados tardiamente – apenas após medida cautelar emitida pelo Tribunal – e o julgamento das contas ocorreu somente em abril de 2024, após o encerramento da vigência do contrato, em desacordo com a legislação aplicável. Somam-se ainda problemas na publicidade dos dados pela ABJPII e despesas sem relação com o objeto contratual, como o pagamento de R$ 17,5 mil por passagens aéreas.

O Tribunal destacou, ainda, que todas as irregularidades tiveram origem e continuidade durante a gestão de Roberto Naves, cabendo à administração atual apenas adotar medidas para recuperação do prejuízo. Assim, ao converter o processo em TCE, o TCM-GO determinou a notificação da Associação Beneficente João Paulo II e de diversos responsáveis para apresentação de defesa.

O julgamento final sobre responsabilizações e ressarcimento ocorrerá apenas após a conclusão do rito da Tomada de Contas Especial.

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Aplicativo Mais Saúde Goiânia é aprovado e deve ser lançado nos próximos dias

A ferramenta deve ser oficialmente apresentada nos próximos dias pelo prefeito Sandro Mabel (UB)

A Prefeitura de Goiânia recebeu aprovação para incluir o aplicativo Mais Saúde Goiânia na Play Store e na Apple Store. A ferramenta deve ser oficialmente apresentada nos próximos dias pelo prefeito Sandro Mabel (UB). O aplicativo, no entanto, ainda não está disponível para download.

Com o app, os usuários poderão agendar consultas da rede de atenção básica do SUS, em modalidade de demanda espontânea, sem necessidade de encaminhamento prévio. Estão disponíveis agendamentos para clínico geral, pediatria, ginecologia e médico de saúde da família.

Segundo a gestão municipal, o aplicativo é exclusivo para a atenção básica. As consultas com especialistas continuam dependendo de avaliação inicial, feita por um médico geral. Após a primeira consulta, o profissional poderá emitir o encaminhamento, que será regulado conforme a prioridade clínica do caso.

A expectativa do município é que a ferramenta reduza filas e facilite o acesso dos moradores aos serviços essenciais de saúde.

O novo aplicativo deve substituir a ferramenta Saúde Fácil Goiânia, lançado em dezembro de 2019 pelo então prefeito Iris Rezende (MDB) e descontinuado pela nova gestão do Paço. A ferramenta proporcionava que moradores da Capital agendassem consultas médicas ambulatoriais nas unidades de saúde do município, como nas Unidades Básica de Saúde (UBS).

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MEDICINA S/A

Quando os medicamentos param de funcionar: uma crise que mata

Estamos diante de um dos maiores riscos à saúde global e também à nossa realidade local: a resistência aos antimicrobianos (RAM). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019 as bactérias resistentes foram responsáveis diretas por cerca de 1,27 milhão de mortes e contribuíram para quase 5 milhões de óbitos em todo o mundo.

Apesar desses números alarmantes, o enfrentamento do problema ainda apresenta graves lacunas. Prescrições padronizadas, escassez de laboratórios de microbiologia, produção de carne com uso indiscriminado de antimicrobianos e o saneamento precário compõem um cenário em que os medicamentos que salvam vidas hoje podem não funcionar amanhã.

Nos hospitais e unidades de saúde, a cultura do uso rápido e generalista de antibióticos permanece enraizada. Diagnósticos imprecisos ou tardios resultam em tratamentos ineficazes quando o micro-organismo já apresenta resistência. Fora do ambiente hospitalar, o uso de antimicrobianos na criação de animais e a falta de medidas básicas de prevenção — como higiene, vacinação e controle de infecções — agravam ainda mais a crise.

As consequências não são apenas sanitárias. O Banco Mundial estima que, sem ações efetivas, a RAM poderá consumir até 3,8% do PIB mundial e empurrar milhões de pessoas para a pobreza.

O que se exige agora é ação coordenada

Primeiro: responsabilidade sistemática no uso de antimicrobianos — profissionais de saúde, gestores públicos e privados, produtores e a comunidade devem prescrever, dispensar e usar esses medicamentos com critério e monitoramento contínuo.

Segundo: transparência e vigilância. Unidades de saúde precisam divulgar indicadores de consumo e resistência (antibiogramas locais), além de taxas de infecção associadas a dispositivos e o tempo até a terapia efetiva quando a resistência é identificada.

Terceiro: prevenção. Higiene das mãos, vacinação, saneamento, diagnóstico rápido e programas de stewardship com auditoria e feedback reduzem infecções — e, consequentemente, a necessidade de antibióticos.

A resistência aos antimicrobianos está corroendo silenciosamente uma das maiores conquistas da medicina moderna. Se nada mudar, o que hoje é rotina — uma cirurgia, um parto, um tratamento oncológico — voltará a ser arriscado. Os antibióticos, que já salvaram milhões, podem se tornar inúteis diante de infecções banais.

*Mara Machado é CEO do IQG (Instituto Qualisa de Gestão).

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Quando o problema não é a medicina, mas a administração

Nos últimos anos, a medicina passou por uma transformação silenciosa. Se antes a autonomia profissional era vista como sinônimo de liberdade, hoje ela vem acompanhada de responsabilidades que pouco têm a ver com a prática clínica. A digitalização dos serviços, o aumento da concorrência e a complexidade tributária tornaram o médico não apenas um especialista em saúde, mas também, queira ou não, um gestor de negócios. Esse novo papel exige uma combinação de habilidades que raramente são ensinadas nas faculdades de medicina.

Realizei uma pesquisa com mais de 160 médicos de diferentes regiões do país para entender o que realmente tem tirado o sono dos profissionais da saúde. A maioria das respostas não surpreendeu, mas o conjunto delas revela um quadro preocupante. Noventa e sete por cento dos médicos afirmaram enfrentar problemas financeiros, e seis em cada dez não sabem exatamente quais impostos estão pagando.

Esses números mostram algo que venho observando há bastante tempo: a medicina forma grandes especialistas, no entanto ainda não possui preparo o suficiente para o lado empresarial da profissão. E é justamente nessa lacuna que muitos profissionais se perdem. Um consultório ou uma clínica são, em essência, empresas com fluxo de caixa, impostos, custos fixos, equipe e estratégias de crescimento. Sem uma base mínima de gestão, o risco de frustração é alto.

É sintomático que tantos médicos cheguem ao mercado sem saber distinguir regimes tributários ou planejar o fluxo de caixa de uma clínica. Isso não é culpa individual, mas reflexo de uma formação que ainda separa o conhecimento técnico do conhecimento administrativo. Enquanto outras áreas profissionais vêm incorporando noções de gestão, marketing e empreendedorismo ao currículo, a medicina permanece voltada quase exclusivamente ao atendimento. O resultado é um contingente de profissionais altamente qualificados, mas vulneráveis à desorganização financeira e à sobrecarga.

O mais curioso é que as dificuldades vão muito além das finanças. Entre as queixas mais frequentes, surgiram problemas na contratação de equipe qualificada, falta de treinamento e padronização de processos, e dúvidas sobre como montar uma sociedade médica. São desafios que atravessam o dia a dia da categoria e que, se não forem enfrentados de forma estruturada, acabam comprometendo a qualidade de vida e até o desempenho clínico.

Ao conversar com médicos que decidiram empreender, percebo que o erro raramente está na falta de conhecimento técnico e sim na ausência de suporte na gestão. Muitos subestimam os custos fixos, escolhem o regime tributário errado ou simplesmente ignoram a importância de estratégias básicas de marketing e comunicação. Pequenas decisões mal calculadas acabam minando o retorno do investimento e gerando um ciclo de sobrecarga e insatisfação.

Falar em gestão para médicos ainda desperta resistência em parte da categoria. Existe um certo desconforto em associar o exercício da medicina a termos como lucro, eficiência e produtividade. Mas essa mentalidade precisa evoluir. A gestão não é antagônica à ética médica; é o que garante que o cuidado possa ser oferecido de forma contínua, sustentável e de qualidade.

Essa realidade exige uma mudança de mentalidade. Assim como o cuidado com o paciente depende de diagnóstico e acompanhamento constantes, o cuidado com o próprio negócio também precisa de atenção e método. Entender números, revisar processos, delegar funções e buscar orientação especializada não são sinais de fraqueza, na verdade são atitudes de quem quer exercer a medicina de forma sustentável.

À medida que o sistema de saúde brasileiro se torna mais competitivo, a gestão tende a se tornar uma competência central para que possamos oferecer o melhor aos pacientes. Médicos que dominarem aspectos básicos de planejamento financeiro, relacionamento com pacientes e uso de tecnologia terão uma vantagem real e poderão transmitir melhor qualidade para os atendimentos. A medicina do futuro será híbrida: técnica, humana e estratégica.

No fim das contas, acredito que a saúde financeira e administrativa dos médicos é parte essencial da saúde do sistema como um todo. Profissionais mais conscientes de sua gestão têm mais tempo, recursos e tranquilidade para fazer o que realmente importa: cuidar de pessoas.

*Matheus Reis é CEO da Back4you.

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SAÚDE BUSINESS

Entidades pedem por mais servidores na Gerência de Produtos para Saúde

Enquanto o Brasil tem 1 servidor para cada 1,9 milhão de habitantes, o Canadá possui 1 para cada 254 mil, os Estados Unidos 1 para cada 150 mil e a Argentina 1 para cada 476 mil

De acordo com levantamento da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), a Anvisa conta hoje com apenas 113 servidores dedicados ao setor de dispositivos médicos (para todo ciclo de vida do produto), número bastante inferior ao de outras agências regulatórias das Américas. Por esse motivo, associações de saúde criaram um documento para pedir mais servidores para a agência reguladora alegando falhas na qualidade.

Veja a comparação com outros países:

• ANMAT (Argentina) – 100 servidores
• Health Canada (Canadá) – 165 servidores
• INVIMA (Colômbia) – 65 servidores
• FDA (Estados Unidos) – 2.260 servidores
• COFEPRIS (México) – 42 servidores

O que fazem

Os servidores da Gerência de Produtos para Saúde (GPROS) da Anvisa desempenham funções essenciais na regulamentação e fiscalização de produtos médicos e para saúde no Brasil. Suas principais atividades incluem:

Analisar e aprovar registros de equipamentos médicos e produtos para saúde

Elaborar regulamentos e normas técnicas do setor

Fiscalizar empresas fabricantes e importadoras

Monitorar a segurança dos produtos após a comercialização

Investigar eventos adversos e problemas de qualidade

Controlar a entrada de produtos irregulares no mercado

Aplicar medidas sanitárias quando necessário

Esses profissionais são fundamentais para garantir que os produtos para saúde comercializados no Brasil atendam aos padrões de segurança, eficácia e qualidade exigidos pela legislação sanitária.

Capacidade técnica

As entidades médicas – Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), a Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (ABIMED), a Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO), a Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI) e a Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL) – fizeram um apelo à Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pela reposição adequada de servidores na Gerência-Geral de Tecnologia de Produtos para Saúde (GGTPS).

O pedido destaca que a área – responsável pela regulação e vigilância de dispositivos médicos no país – opera atualmente muito acima de sua capacidade técnica, o que ameaça o ritmo e a qualidade das análises realizadas.

De acordo com a pesquisa, enquanto o Brasil tem 1 servidor para cada 1,9 milhão de habitantes, o Canadá possui 1 para cada 254 mil; os Estados Unidos, 1 para cada 150 mil; a Argentina, 1 para cada 476 mil; a Colômbia tem 1 para cada 814 mil; e o México possui 1 para cada 3,1 milhões.

O documento traz dados apresentados pela própria GGTPS, em maio de 2025, que evidenciam que o número de servidores atualmente disponíveis é expressivamente inferior ao necessário para atender, de maneira adequada, ao elevado volume de processos iniciais de regularização. Destaca-se, ainda, que até setembro de 2025, a GGTPS contabilizava um total de 95.277 registros ativos, evidenciando o desafio enfrentado para garantir a eficiência e a celeridade das atividades regulatórias diante da demanda crescente.

Demanda x qualidade

“Essa situação é extremamente preocupante, pois compromete a capacidade da GGTPS de cumprir sua missão primordial e de acompanhar as crescentes demandas do país. Sem recursos humanos e materiais adequados, a GGTPS perde sua capacidade vital de análise e resposta às demandas do setor regulado, mesmo com o enorme empenho de seus dirigentes e servidores, que, visivelmente, envidam todos os esforços na busca de soluções para os ‘gargalos’ da gerência-geral”, afirma o ofício conjunto.

Leia mais sobre Mercado da Saúde

As associações solicitam que a Anvisa priorize a alocação de parte dos 103 aprovados no concurso público de 2024 — que estão no cadastro de reserva — à gerência responsável por produtos para saúde.

 “Acreditamos que só é possível ter inovação no país se houver uma agência regulatória robusta e tecnicamente preparada para cumprir sua missão primordial: proteger a saúde pública”, afirma o presidente executivo da Aliança, José Márcio Cerqueira Gomes.

As entidades ressaltam que a Anvisa exerce influência significativa nas Américas e em fóruns internacionais, como o IMDRF e o MDSAP, dos quais é membro fundador, fomentando um ambiente de negócios transparente e confiável. A Agência, inclusive, está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e ao Plano Plurianual Brasileiro, com metas voltadas à inovação, ao acesso equitativo e à excelência regulatória.

“Fortalecer a GGTPS é uma medida urgente, a fim de garantir que o País esteja em conformidade com os mais altos padrões internacionais de segurança e qualidade, evitando que o paciente, centro absoluto dessa discussão, seja afetado”, reforça o documento.

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Gestão eficiente: o segredo para o crescimento de clínicas médicas

Quando comecei a atuar no setor de clínicas médicas e odontológicas, percebi algo que muitos não enxergam: não é a ciência nem a qualidade do atendimento que limitam o crescimento, mas a forma como a clínica é gerida. Equipes desalinhadas, processos inconsistentes, marketing improvisado e finanças fragmentadas travam negócios que poderiam alcançar resultados muito maiores. Identificar essas lacunas me motivou a implementar gestão clínica eficiente, com foco em processos, performance de equipe e padronização de protocolos.

Estratégia, disciplina e execução impecável são pilares que permitem transformar ideias em resultados concretos. Com processos bem estruturados, é possível criar previsibilidade, escalabilidade e eficiência operacional, permitindo que a equipe se desenvolva, inove e concentre esforços no que gera valor real para pacientes e para o negócio.

A tecnologia, especialmente a inteligência artificial (IA), tem se mostrado uma aliada poderosa para otimizar processos clínicos e administrativos. Segundo a pesquisa TIC Saúde 2024, 17% dos médicos no Brasil já utilizam IA em suas rotinas profissionais, com maior adoção em estabelecimentos privados (20%) e hospitais maiores (20%). As principais aplicações incluem suporte a pesquisas e auxílio na elaboração de relatórios médicos, aumentando velocidade, precisão e assertividade.

Apesar do avanço, a adoção da IA ainda enfrenta desafios como percepção de falta de necessidade, baixa priorização e custos elevados. Além disso, ainda segundo a pesquisa, apenas 23% dos profissionais de saúde realizaram capacitação recente em informática, destacando a importância de investimentos em treinamento para garantir segurança, ética e qualidade dos dados.

Mais do que resolver problemas, transformar desafios em oportunidades é fundamental. A cooperação verdadeira, que envolve assumir responsabilidades em áreas como comercial, financeiro, marketing e treinamento, é o que transforma intenção em execução e resultados concretos. A execução consistente é o motor do crescimento sustentável em clínicas.

Acima de tudo, crescimento sustentável não se resume a números, mas à combinação de consistência, visão estratégica e coragem para tomar decisões difíceis. Receita, performance e escala são consequência de processos claros, equipe engajada e execução disciplinada. O gestor que estrutura sua clínica, aplica tecnologia de forma inteligente e lidera com propósito cria um negócio resiliente, preparado para o futuro e capaz de se reinventar continuamente.

No final, a verdadeira virada de chave é perceber: o extraordinário não vem por acaso; ele é construído, dia após dia, escolha após escolha.

*Stefanno Polidoro é cofundador da QuantumLife e um dos idealizadores do CSC Quantum.

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Assessoria de Comunicação        

Terça, 18 Novembro 2025 06:33

CLIPPING AHPACEG 18/11/25

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

No MP, Mabel diz que quer testar reestruturação do IMAS por 1 ano, e depois pode extinguir o órgão

https://diariodegoias.com.br/no-mp-mabel-diz-que-quer-testar-reestruturacao-do-imas-por-1-ano-e-depois-pode-extinguir-o-orgao/511095/

Governo de Goiás moderniza Hugo e amplia qualidade do atendimento no SUS

https://blogdoalanribeiro.com.br/2025/11/17/governo-de-goias-moderniza-hugo-e-amplia-qualidade-do-atendimento-no-sus/

IA vai substituir os médicos? SUS vai utilizar IA e 5G para acelerar atendimentos

https://atarde.com.br/saude/ia-vai-substituir-os-medicos-sus-vai-utilizar-ia-e-5g-para-acelerar-atendimentos-1368851

Uma década de insights: revelando a próxima transformação da saúde

https://medicinasa.com.br/proxima-transformacao-saude/

Quando ser experiente se torna um risco

https://www.saudebusiness.com/colunistas/quando-ser-experiente-se-torna-um-risco/

DIÁRIO DE GOIÁS

No MP, Mabel diz que quer testar reestruturação do IMAS por 1 ano, e depois pode extinguir o órgão

Prefeito apresenta plano ao MPGO, que cobra revisão e assinatura; dívida milionária pressiona futuro do instituto e extinção após um ano pode ocorrer

Prefeito esteve com equipe no MP para tratar do IMAS - Foto divulgação MPGO Lucas Gabriel

O prefeito Sandro Mabel afirmou em reunião no Ministério Público de Goiás (MPGO) que vai testar o plano de reestruturação do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (IMAS), visto por alguns como próximo de uma terceirização, e que, a depender do resultado, após um ano, pode extinguir o IMAS.

Conforme divulgou o MPGO, na quarta-feira (12), Mabel e representantes da administração municipal apresentaram o plano de transformação estrutural do instituto que era cobrado pelas promotorias. Durante o encontro, o MPGO solicitou o encaminhamento do documento assinado por todos os representantes do Município, e as autoridades presentes comprometeram-se a enviar o plano de transformação revisado e assinado até dia 24.

Mabel cita extinção da autarquia se plano não der certo

Na reunião no MPGO, o prefeito reafirmou que o Município, em conjunto com o instituto, está disposto a empreender todos os esforços necessários para a reestruturação do instituto, mediante alteração de sua lei instituidora, modernização dos processos internos e fortalecimento dos mecanismos de controle. “A partir dos resultados, pretende analisar, no prazo de um ano, o funcionamento e a eficiência do IMAS para, então, decidir quanto à manutenção ou possível extinção da autarquia”.

O instituto acumula uma dívida milionária, que girava em torno de R$ 226 milhões em março, e enfrenta um déficit mensal significativo. A crise tem gerado problemas de pagamento aos prestadores de serviço do IMAS em Goiânia e respingado nos pacientes que ficam sem atendimento.

Reunião ampla

A reunião foi realizada na sede do MPGO e conduzida pela promotora de Justiça Carmem Lúcia Santana de Freitas, titular da 20ª Promotoria de Justiça da capital, e pelo promotor de Justiça Cassius Marcellus de Freitas Rodrigues, da 88ª Promotoria. Participaram ainda os promotores de Justiça Lucas César Costa Ferreira e Augusto Henrique Moreno Alves, integrantes do Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica (Compor).

O encontro é resultado de inquérito civil público que tramita na 20ª Promotoria de Justiça e busca construir solução consensual voltada a assegurar a continuidade e a melhoria da assistência à saúde das servidoras e servidores públicos municipais. Na abertura, as promotoras e os promotores apresentaram breve histórico das tratativas já realizadas e consignaram a necessidade de garantir atendimento de qualidade às pessoas beneficiárias do instituto.

Mabel admite falhas antigas e “cabide de emprego”

O prefeito Sandro Mabel reconheceu que o IMAS apresenta desconformidades operacionais e administrativas há muitos anos, resultando em elevado custo para o Município.

Segundo ele, o instituto teria sido utilizado como “cabide de empregos” e, diante desse cenário, “as alternativas possíveis seriam a extinção da autarquia ou sua profissionalização, sempre com respeito às servidoras e aos servidores municipais”, conforme divulgado pelo MPGO. Destacou ainda que, desde o início de sua gestão, o Município tem adotado medidas junto ao próprio IMAS para sanar irregularidades, embora os problemas sejam complexos e demandem contratação de serviços especializados.

MP reconhece autonomia do prefeito para extinção do IMAS se for o caso

A promotora de Justiça Carmem Lúcia destacou o papel institucional do MPGO no acompanhamento do caso, com o propósito de contribuir para a implementação de medidas estruturantes sustentáveis que garantam transparência, eficiência administrativa e proteção do interesse público.

Ela ressaltou que o chefe do Poder Executivo municipal tem autonomia para adotar providências juridicamente sustentáveis diante da identificação de ineficiências na gestão da autarquia, “incluindo sua reestruturação ou, em última hipótese, extinção mediante lei específica”.

Terceirização não cabe, aponta promotora

Ainda segundo o que foi divulgado sobre a reunião, a promotora pontuou também que, no entendimento dela, as atividades finalísticas da autarquia não podem ser delegadas a terceiros em razão de sua natureza jurídica, admitindo-se apenas a contratação de serviços de manutenção, suporte administrativo ou atividades acessórias, sob pena de esvaziamento do propósito que justificou a criação do instituto.

PGM nega terceirização

O procurador-geral do Município, Wandir Allan de Oliveira, sustentou que a proposta de profissionalização apresentada não deve ser confundida com terceirização. Segundo ele, a prestação da assistência à saúde das servidoras e dos servidores continuaria sendo realizada por meio de credenciamento, cabendo ao instituto o gerenciamento desses credenciamentos e a realização de auditorias.

Já as demais atividades, de regulação e controle da rede assistencial, por exemplo, seriam aprimoradas mediante contratação de empresa especializada, por meio de processo licitatório.

 Plano de reestruturação foi detalhado

O presidente do IMAS, Gardene Fernandes Moreira, informou que o plano foi elaborado com base em apontamentos do Ministério Público constantes de expediente e recomendação previamente encaminhados.

Já a chefe da Advocacia Setorial do instituto, Paula Taisa Rezende Borges, apresentou detalhamento dos oito tópicos do plano estrutural, explicando a aplicabilidade de cada um, os prazos estimados e o acompanhamento das metas.

Durante os debates, o promotor de Justiça Lucas César direcionou a discussão à análise da viabilidade do IMAS diante da implementação das medidas previstas no plano de ação.

O procurador-geral do Município assegurou que todo o processo de reestruturação será transparente, permitindo o acompanhamento pelos órgãos de controle e pela população goianiense.

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BLOG ALAN RIBEIRO

Governo de Goiás moderniza Hugo e amplia qualidade do atendimento no SUS

Profissionais do Hugo utilizam microscópio cirúrgico de alta tecnologia durante procedimento

Mais de R$ 16 milhões foram aplicados na renovação do parque tecnológico da unidade, que recebeu 472 novos equipamentos médico-hospitalares e tecnologia inédita na rede estadual pública

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), segue avançando na modernização da rede pública de saúde. Por meio dos repasses estaduais, o Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo) passa por um amplo processo de modernização que reforça a qualidade, a segurança e a eficiência no atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Desde 2024, o hospital recebeu investimentos estruturais que já somam mais de R$ 16 milhões, destinados à aquisição de 472 novos equipamentos médico-hospitalares.

As melhorias são parte do plano de modernização da unidade, que vem sendo executado de forma gradual e estratégica. Entre as inovações, destaca-se o tomógrafo por impedância elétrica, tecnologia inédita na rede estadual pública. O equipamento é capaz de monitorar a ventilação pulmonar em tempo real, de forma não invasiva, permitindo visualizar a distribuição da ventilação nos pulmões e auxiliar a equipe multiprofissional na definição das melhores estratégias de ventilação mecânica para cada paciente. A ferramenta representa um avanço decisivo na medicina intensiva, especialmente no cuidado de pacientes graves.

De acordo com a diretora médica do Hugo, Fabiana Rolla, o novo equipamento eleva o padrão de cuidado oferecido na rede pública. Com essa tecnologia, conseguimos acompanhar de forma dinâmica como o pulmão está respondendo à ventilação e ajustar o tratamento conforme a necessidade clínica. É um recurso que salva vidas e reflete o compromisso do hospital com a excelência no atendimento ao paciente do SUS”, ressalta.

Mais agilidade e conforto aos pacientes
Outro destaque é a chegada de dois aparelhos de raio-x digitais portáteis, que permitem a realização de exames à beira leito, beneficiando pacientes com dificuldade de locomoção. Com o uso da nova tecnologia, o tempo médio para realização de raio-x de tórax foi reduzido em 64%, diminuindo de 14 para 5 minutos.

O pacote de modernização inclui ainda microscópios cirúrgicos, torres de nasolaringoscopia, monitores de sinais vitais, eletrocardiógrafos, aparelhos de anestesia, refrigeradores científicos e colchões viscoelásticos, entre outros equipamentos. Todos seguem os padrões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e foram adquiridos conforme as necessidades específicas de um hospital de urgência e referência em trauma.

Segundo o coordenador de Engenharia Clínica do Hugo, Paulo Gregory, os novos equipamentos refletem diretamente na eficiência e na qualidade do atendimento. “As tecnologias ampliam a precisão diagnóstica, otimizam o tempo das equipes assistenciais e integram os sistemas de informação, o que se traduz em mais eficiência e qualidade no cuidado ao paciente”, afirma.

Com as novas entregas, o Hugo dá continuidade ao plano de modernização iniciado em 2024, que já havia contemplado a aquisição de 215 equipamentos, entre ventiladores pulmonares, ultrassons portáteis, macas e outros dispositivos essenciais. Os investimentos reforçam o compromisso do Governo de Goiás em fortalecer a rede estadual de saúde, garantindo atendimento moderno, seguro e humanizado aos pacientes do SUS.

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A TARDE

IA vai substituir os médicos? SUS vai utilizar IA e 5G para acelerar atendimentos

Novo hospital inteligente promete agilizar emergências com IA e 5G

 

O Sistema Único de Saúde vai ganhar o primeiro hospital totalmente inteligente do país. Chamado de Instituto Tecnológico de Emergência, o novo prédio será construído dentro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e deve começar a sair do papel em 2026.

Com previsão para entrar em operação entre 2028 e 2029, o espaço será erguido do zero e equipado com inteligência artificial, rede 5G e integração em tempo real com ambulâncias e equipes médicas. A proposta é dobrar a capacidade de urgências do HC e inaugurar uma estrutura nacional de atendimento digital conectado ao SUS.

Afinal, a IA vai substituir médicos?

O uso de inteligência artificial no futuro hospital não pretende “trocar profissionais por máquinas”, mas sim automatizar processos que hoje são lentos, manuais e burocráticos.

Atualmente, para liberar uma vaga, equipes precisam lidar com regulação, telefonemas e e-mails — um fluxo quebrado que faz o paciente esperar muito mais do que deveria para ser atendido.

No instituto inteligente, todas essas etapas serão substituídas por uma cadeia totalmente digital, encurtando o intervalo entre o primeiro diagnóstico e o início efetivo do tratamento.

Triagem digital: chegada deixa de ser “ordem de fila” e passa a ser gravidade

No modelo tradicional, a triagem depende da avaliação presencial e da ordem de chegada. No novo hospital, isso muda completamente.

A rede 5G permitirá que ambulâncias enviem automaticamente informações clínicas enquanto o paciente ainda está a caminho, incluindo:

sinais vitais

eletrocardiograma

imagens

localização

sintomas e histórico

A IA analisará tudo em tempo real, cruzando gravidade do quadro, disponibilidade de leitos e especialidades responsáveis. Com isso, o sistema já aponta:

para onde o paciente deve ir assim que chegar,

quais equipes precisam se preparar,

qual tratamento deve começar imediatamente.

Segundo a idealizadora do projeto, Ludhmila Hajjar, ouvida pelo G1, “hoje ainda existe muita subjetividade na triagem”.

Os sistemas inteligentes, afirma ela, conseguem reduzir erros, estruturar níveis claros de gravidade e antecipar decisões.

O maior beneficiado é o paciente crítico: o tempo de espera praticamente desaparece, e o atendimento pode até começar dentro da ambulância, já que o hospital estará previamente sincronizado com a chegada.

Projeto de R$ 1,7 bi será referência para expansão nacional no SUS

A etapa burocrática foi concluída na última sexta-feira, 14 com a assinatura de um acordo de cooperação entre o Ministério da Saúde, o Hospital das Clínicas e o governo de São Paulo.

Agora, o banco responsável avalia o financiamento de R$ 1,7 bilhão.

Segundo o Ministério da Saúde, a proposta já havia sido apresentada ao NDB, com apoio da presidente da instituição, Dilma Rousseff, e está na agenda internacional da pasta desde o início da gestão Alexandre Padilha.

A iniciativa segue uma tendência global já consolidada em países como a China, que possui cinco hospitais inteligentes de referência.

Um modelo brasileiro, mas com tecnologia dos BRICS

Cerca de 70% das tecnologias usadas no instituto virão de países do bloco BRICS. O restante será fornecido por outros parceiros internacionais.

Hajjar reforça que a intenção não é copiar modelos estrangeiros, mas adaptar tecnologias ao tamanho e à complexidade do SUS, o maior sistema público universal do mundo.

Sustentabilidade, automação e impacto direto no HC

O prédio será construído seguindo critérios ambientais, como:

baixo carbono

eficiência energética

reuso de água

processos automatizados para reduzir desperdícios

Além de ser 100% SUS, o instituto deve aliviar o prédio principal do HC, liberando espaço para cirurgias eletivas, reabilitação e consultas especializadas.

Estratégia nacional: o projeto não para em São Paulo

O hospital será o laboratório inicial. Caso os resultados confirmem redução de tempo de atendimento e mais precisão nas emergências, o Ministério da Saúde pretende replicar o modelo em outras regiões do país.

A estratégia inclui ainda a instalação de 14 UTIs de alta precisão nas cinco regiões do Brasil e a modernização de unidades de excelência no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

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MEDICINA S/A

Uma década de insights: revelando a próxima transformação da saúde

Há dez anos, a Philips decidiu mapear o rumo da saúde global com o Future Health Index (FHI). Desde então, essa pesquisa anual com líderes e profissionais da área da saúde tornou-se um barômetro crucial, ajudando-nos a compreender as mudanças estruturais que moldam nosso setor. Recentemente, decidi relembrar uma década inteira de insights dos nossos relatórios brasileiros e fiquei fascinado ao ver como as coisas mudaram.

Por um lado, a história da saúde brasileira não é mais sobre se os líderes adotam a tecnologia, mas sobre como transformar dados em insights e conectividade em colaboração para oferecer um atendimento melhor a um número maior de pessoas. Vamos analisar as maiores mudanças, os desafios persistentes e quais podem ser as novas prioridades estratégicas para os líderes nos próximos anos.

1. Da infraestrutura digital ao poder de predição, a importância da IA

De longe, a maior mudança que observei na última década foi a discussão em torno das tecnologias digitais. Entre 2017 e 2019, os relatórios FHI mostraram que os líderes brasileiros se concentraram principalmente na implementação de sistemas digitais fundamentais, priorizando o caminho para a interoperabilidade e a adoção de prontuários eletrônicos. Naquela época, o objetivo era construir a infraestrutura digital básica.

O foco agora está na geração de insights. Nossos relatórios mais recentes do FHI mostram que os líderes estão priorizando a aplicação avançada de dados por meio de análises preditivas e, fundamentalmente, inteligência artificial (IA) para abordar questões sistêmicas profundamente enraizadas na área da saúde. O FHI 2025 aborda especificamente a construção da confiança na IA por parte de pacientes e profissionais da saúde, demonstrando uma mudança na forma de pensar: de como coletar dados para como utilizá-los de forma segura e ética no local de atendimento. Essa evolução demonstra um sistema maduro, pronto para usar tecnologia inteligente para superar barreiras tradicionais.

Para onde os líderes irão a partir daqui? Com base nessas percepções, o próximo passo para os líderes brasileiros da área da saúde é investir em inteligência clínica, e não apenas em infraestrutura de TI. Essa é uma medida que irá melhorar os fluxos de trabalho, reduzirá a carga administrativa e transformará dados brutos em insights acionáveis que podem proporcionar um atendimento mais personalizado a milhões de pacientes.

2. Do burnout à inovação: como a tecnologia pode resgatar o ativo mais valioso da saúde – as pessoas

Embora a tecnologia tenha avançado, uma questão sistêmica permaneceu constante: a pressão sobre os profissionais de saúde. O FHI de 2018 destacou que o Brasil tinha alguns dos índices mais baixos de satisfação da equipe em nível global. Os anos seguintes, intensificados pela pandemia, confirmaram que a escassez de mão de obra e o burnout continuam sendo uma crise crítica.

A mudança está na solução: os líderes simplesmente não estão mais tentando recrutar pessoas; eles estão explorando novos modelos de prestação de cuidados que integram atendimento físico e virtual (FHI 2023) e usam a tecnologia para aumentar a eficiência de suas equipes existentes e sobrecarregadas. A tecnologia está sendo reaproveitada como uma ferramenta vital para a retenção da força de trabalho, não apenas para o diagnóstico de pacientes.

Para onde os líderes irão a partir daqui? Daqui para frente, as organizações de saúde do Brasil precisam adotar tecnologias projetadas especificamente para aliviar a carga de trabalho e a fadiga da equipe. Isso significa adotar plataformas de atendimento virtual, implementar ferramentas de automação que simplificam tarefas repetitivas e investir em treinamento contínuo.

3. O grande equalizador: melhorar o acesso à saúde para todos os brasileiros

Por trás de todas as mudanças tecnológicas, a missão fundamental dos profissionais de saúde brasileiros identificada pelo FHI permanece constante: melhorar o acesso à saúde.

Em 2017-2018, o FHI destacou o alto risco de pobreza causado pelo custo dos cuidados de saúde. Isso reflete o desafio contínuo de garantir que cuidados de qualidade sejam acessíveis e econômicos para as diversas populações do Brasil. Embora a saúde digital ofereça soluções para o acesso remoto, a edição FHI 2024 confirmou que os líderes lutam para encontrar maneiras de fornecer cuidados oportunos e de alta qualidade para todas as pessoas e eliminar as persistentes desigualdades na saúde.

A complexidade do sistema de saúde público e privado brasileiro exige que a inovação não seja apenas poderosa, mas universalmente aplicável. A inovação deve estar vinculada ao Quadruple Aim: melhorar a experiência do paciente, melhorar os resultados de saúde, reduzir o custo dos cuidados e melhorar a experiência da equipe.

Para onde os líderes irão a partir daqui? Os líderes estão cada vez mais buscando ir além dos setores organizacionais para participar de mais parcerias público-privadas (como sugerido pela primeira vez pelos líderes no FHI 2017) e modelos de negócios inovadores que ampliem as soluções digitais e de IA de maneira acessível, para que os avanços feitos em São Paulo ou no Rio de Janeiro estejam igualmente disponíveis nas áreas mais remotas, alcançando as comunidades carentes do Brasil.

Estabelecendo as diretrizes para os próximos 10 anos

Ao analisar uma década de insights dos líderes da área da saúde, uma verdade simples se destaca: o sucesso não é medido por uma nova tecnologia ou uma mudança na regulamentação, mas pelo conforto e bem-estar dos pacientes e das pessoas que cuidam deles.

O caminho a seguir requer a participação de todos nós. A transformação não será alcançada de forma isolada, mas por meio de parcerias sólidas e colaborativas que compartilhem a visão de uma nação mais saudável. Ao abraçar essa jornada conjunta, os líderes podem garantir que o progresso da próxima década melhore substancialmente a vida das pessoas que eles atendem. A saúde construída para o povo brasileiro hoje é o legado deixado para o amanhã.

*Felipe Basso é Diretor Geral da Philips América Latina.

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SAÚDE BUSINESS

Quando ser experiente se torna um risco

Dr. Carlos Frederico Pinto, médico oncologista e Senior Advisor do Lean Institute Brasil (LIB)

“Em Deus nós acreditamos.

Todos os outros precisam

exibir os dados.”

(W. E. Deming)

Há mais de 10 anos, um artigo interessante foi publicado na revista Harvard Business Review (maio 2015) por Emre Soyer e Robin Hogarth. “Enganado pela Experiência” fala sobre o excesso de confiança no processo de tomada de decisões por conta de nossa vivência.

E como não considerar a opinião de uma pessoa experiente, um grande especialista em condições nas quais não somos capazes de emitir uma opinião consistente? E onde há uma grande assimetria de informações entre os agentes do contexto?

Só que essa é a condição habitual na medicina. Muitos especialistas tomam decisões sobre problemas que afetam diretamente a vida dos pacientes. E esses não possuem condições de avaliar tecnicamente o que está sendo proposto. Há um abismo entre o conhecimento do especialista e o do paciente.

Quando ganhamos mais experiência enquanto profissionais, corremos o risco de interpretar o passado como uma realidade que pode ser extrapolada como sendo o processo ou procedimento ideal em condições futuras. Como se a nossa experiência passada fosse o suficiente para nos credenciar a tomar decisões similares no futuro. Soyer e Hogarth afirmam que essa experiência é um filtro distorcido, fundamentado em três contextos básicos, mas enviesados:

buscamos sempre opiniões que endossam nossa visão e perspectiva, fugindo de conflitos ou visões contraditórias, reverberando nossa visão parcial, como em uma bolha;

e usamos de vieses cognitivos que corroboram nossas crenças, superestimando o valor da nossa experiência pessoal, baseada em uma amostra muito limitada, completamente irreal e baseada em uma visão, em geral, muito restrita do problema.

há uma tendência em focar nos resultados positivos ou negativos que nos impressionaram, ignorando os processos ligados a esses resultados e as evidências existentes sobre essas condições;

Diversos exemplos estão disponíveis no dia a dia da prática clínica. O medo associado a experiências ruins no passado ou a opinião de colegas que nos são caros valida decisões inconsistentes. O uso excessivo de ocitocina para não prolongar partos normais baseados em experiências ruins do passado introduz novos riscos, talvez piores. Sofrimento fetal e cesariana de urgência são apenas dois deles, mas muitos não levam esses riscos em conta.

Outro exemplo extraordinariamente frequente é o uso de antibióticos para infecções respiratórias virais, como gripes ou resfriados. Baseados em um caso prévio de infecção viral que complicou com uma pneumonia, muitos prescrevem antibióticos, apenas para não correr o risco, sem qualquer evidência ou análise estatística. A experiência prévia, de novo, engana o profissional. O custo direto associado ao uso dos antibióticos é de cerca de US$ 500 milhões por ano. O dano colateral são as infecções multirresistentes, que são responsáveis diretamente, segundo estudo na Lancet de 2019, por cerca de 1,2 milhão de mortes anuais, e mais de 4 milhões de mortes por condições associadas.

Há um trocadilho entre oncologistas que é habitual tratar pacientes com câncer de próstata que não precisam de tratamento e negar tratamento para os que realmente se beneficiariam dele. Se o sistema de saúde dos EUA fosse capaz de evitar o tratamento de pacientes com doença de baixo risco e que nunca morrerão de câncer de próstata, essa política geraria uma economia de mais de um bilhão de dólares por ano, somando a isso os riscos, toxicidade e complicações associados ao tratamento.

Hoje, nos EUA, já há diversos centros especializados em fornecer uma “segunda opinião” sobre certas decisões clínicas, tanto para eliminar esse viés do interesse econômico, quanto para reduzir a assimetria da informação. Em um estudo da Cleveland Clinic, a segunda opinião mudou o diagnóstico ou estadiamento de casos de câncer na ordem de 12%, e a recomendação de tratamento mudou em 43% dos casos.

O Programa de Segunda Opinião em Cirurgia de Coluna do Hospital Israelita Albert Einstein iniciado em 2011, reduziu drasticamente o uso de órteses, próteses e matérias especiais com uma alta taxa de divergência entre as indicações originais e as da segunda opinião. Cerca de 60% das indicações de cirurgia não foram corroboradas pelas equipes do Einstein. De todos os casos, 79% tinham indicação de procedimentos de alta complexidade (mais caros), na segunda opinião apenas 35% delas foram recomendadas. Nos primeiros anos do programa, a economia para as operadoras parceiras foi superior a R$ 100 milhões de reais. Sem considerar os benefícios clínicos e a redução das potencias complicações.

As contramedidas recomendadas para a cilada do especialista envolvem [1] não subestimar os “quase erros”, [2] falar abertamente sobre opiniões divergentes, [3] buscar experiências com evidências contraditórias e [4] ampliar o foco de visão.

Entender melhor os processos relacionados aos resultados passados nos ensinam muito. Por exemplo, compreender que o início retardado de um antibiótico para um paciente com suspeita de sepse pode ter sido o fator determinante para o fracasso do tratamento. E buscar métodos para que esse tipo de problema não se repita é a melhor decisão. Dar antibióticos para todos os pacientes com quadros respiratórios não é uma boa resposta.

Melhorar a segurança psicológica do ambiente pode ajudar a identificar problemas graves e sistêmicos que são frequentemente ignorados. Por exemplo, poder falar abertamente sobre condições de risco em passagens de plantão, horários críticos e capacidade técnica ou funcional para executar determinadas tarefas.

Muitas falhas no sistema ocorrem por conta de “erros latentes”: má qualidade do material ou equipamento, baixa iluminação, alertas que não foram dados, sobrecarga de tarefas, fontes ou prescrições ilegíveis, erros de cálculo de doses ou horários por falta de clareza nos protocolos de cuidado, etc.

E tão importante quanto tudo o que já foi escrito aqui: antes de tomar uma decisão, reflita se ela está baseada em uma evidência clínica consistente ou apenas em instintos ou crenças pessoais. Na dúvida, busque uma segunda opinião. Amplie seu foco. Veja a questão sob outros pontos de vista. Amplie o escopo do seu desafio e enxergue o problema como um todo. Esse é um hábito que faz parte das rotinas de uma organização lean.

Todas as discussões e processos precisam ser tratados como experimentos, buscando entender como diversos fatores podem impactar um determinado processo. Mapear um fluxo de valor é ampliar nosso campo de visão sobre os problemas e trazer à tona riscos ocultos ou variáveis relevantes, mas difíceis de enxergar à primeira vista.

Para um pensador lean, tudo é visto como um processo de aprendizagem, sempre envolvendo duas ou mais pessoas. Falar abertamente sobre problemas, dúvidas ou conflitos aumenta a nossa capacidade de tratá-los de forma consistente. Submeter nosso julgamento ao escrutínio de colegas aumenta nossa confiabilidade. Compartilhar as ideias amplia nosso campo de visão e capacidade de dar resposta aos desafios do cotidiano. O todo é sempre maior do que a soma das partes, diria Aristóteles.

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Assessoria de Comunicação        

Segunda, 17 Novembro 2025 06:33

CLIPPING AHPACEG 17/11/25

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

A revolução silenciosa da IA e a reinvenção do papel médico

https://medicinasa.com.br/hlth-usa-2025-ia/

Brasileiro entende benefícios do prontuário eletrônico, mas segurança ainda gera dúvida

https://medicinasa.com.br/pep-seguranca/

Futuro dos hospitais conectados começa no capital humano

https://medicinasa.com.br/hospitais-conectados/

Morre o médico Celso Barros, ex-presidente da Unimed

https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2025-11/morre-o-medico-celso-barros-ex-presidente-da-unimed

Trump quer barrar visto para obesos: como vai funcionar

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/11/12/trump-quer-barrar-visto-para-obesos-como-vai-funcionar.ghtml

Estratégia e eficiência conversacional: a nova fronteira da gestão em saúde 

https://www.saudebusiness.com/ti-e-inovao/estrategia-e-eficiencia-conversacional-a-nova-fronteira-da-gestao-em-saude/

MEDICINA S/A

A revolução silenciosa da IA e a reinvenção do papel médico

Mais do que uma promessa, a Inteligência Artificial (IA) emerge como o copiloto essencial que reorienta o foco do clínico: da burocracia digital para a essência humana do cuidado.

Participei do HLTH USA 2025 em Las Vegas, um dos mais importantes fóruns globais de inovação em saúde, e a sensação ao final é de clareza: estamos no epicentro de uma revolução inevitável na prática médica. A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser um roadmap de P&D para se consolidar como uma força transformadora que redefine o modus operandi do profissional de saúde, a jornada do paciente e o engajamento clínico.

Entre as inovações, duas categorias de IA se destacaram por seu impacto imediato na rotina clínica. A primeira é a Ambient AI, tecnologia de escuta ativa e transcrição em tempo real de conversas médico-paciente. Seu impacto é profundo: ao automatizar o registro de dados clínicos, a codificação e a integração aos sistemas de prontuário eletrônico (EHRs), a Ambient AI liberta o médico da tirania da tela.

É um ponto crucial: o profissional de saúde reorienta sua atenção, deixando de ser um digitador de luxo para reafirmar seu papel central — o de cuidador humano. O ganho de conexão interpessoal e a redução do burnout administrativo são o verdadeiro ROI desta tecnologia, representando a primeira grande vitória da IA em favor da qualidade de vida do clínico.

A segunda força disruptiva é a Agentic AI. Esta opera como um assistente de saúde inteligente, capaz de executar tarefas autônomas com base em protocolos definidos. Funciona como um “secretário digital” que não apenas agenda exames e consultas, mas acompanha ativamente os resultados, emite lembretes de medicação e mantém uma comunicação contínua e personalizada com o paciente.

Essa automação inteligente desonera a equipe de saúde da sobrecarga administrativa, enquanto, na ponta, promove maior adesão e, consequentemente, melhores desfechos clínicos. A Agentic AI garante a continuidade do cuidado — um desafio crônico do sistema de saúde.

O HLTH 2025 também marcou o surgimento de uma nova e fascinante fronteira: a IA como Health Coach. Integrada à jornada do paciente, esta IA atua como um copiloto comportamental, dialogando, motivando, gamificando o cuidado e sugerindo ajustes de rotina em tempo real, baseada em dados fisiológicos. Sua eficácia é potencializada pela integração com wearables de alta precisão (smartwatches, anéis inteligentes, etc.), que monitoram padrões de sono, frequência cardíaca, respiração e outros biomarcadores de forma contínua e não invasiva.

Essa convergência de IA-Coach com a biometria vestível é o pontapé inicial para uma medicina verdadeiramente proativa e preditiva. A tecnologia que detecta alterações fisiológicas sutis e é capaz, por exemplo, de sinalizar um estresse metabólico ou uma gestação precoce, não é mais ficção científica. É o presente da vigilância clínica remota.

Adicionalmente, os medicamentos análogos de GLP-1 (semaglutida, tirzepatida, etc.) continuaram em destaque, mas o debate evoluiu de sua potência farmacológica para a sustentabilidade dos resultados. O foco agora é como integrar essas terapias a uma transformação comportamental e ao acompanhamento digital robusto.

A discussão técnica é clara: a farmacoterapia, por si só, não garante a manutenção do peso e da saúde metabólica a longo prazo sem a adesão a novos hábitos. A IA-Coach surge, portanto, como a peça que faltava para otimizar a eficácia clínica dos GLP-1s, transformando o tratamento pontual em uma mudança de lifestyle duradoura.

Saí de Las Vegas com uma provocação: o futuro da saúde não está em substituir o médico, mas em oferecer a ele e ao paciente copilotos digitais que transformem a gestão do cuidado em um hábito. Se a medicina sempre se equilibrou entre a arte do saber e a ciência do sentir, a IA nos oferece agora as ferramentas para unir esses domínios de forma mais poderosa e escalável. O desafio é nosso: abraçar a tecnologia para que possamos, finalmente, dedicar mais tempo ao toque humano e à expertise clínica que só o profissional pode oferecer.

*Leandro Rubio é médico cardiologista e CEO da Starbem.

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Brasileiro entende benefícios do prontuário eletrônico, mas segurança ainda gera dúvida

O Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) já é conhecido pela maioria dos brasileiros e é amplamente percebido como um instrumento que pode melhorar o atendimento e a coordenação do cuidado em saúde, segundo pesquisa do instituto Vox Populiencomendada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

O levantamento ouviu 3,2 mil pessoas com 18 anos ou mais, entre beneficiários e não beneficiários de planos de saúde e odontológicos, em oito regiões metropolitanas — São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, Manaus e Brasília. As entrevistas foram presenciais, realizadas entre 31 de julho e 17 de agosto de 2025, com nível de confiança de 95%.

Sete em cada dez entrevistados (70% dos respondentes) afirmam já ter ouvido falar sobre o PEP e reconhecem seus potenciais benefícios, como maior agilidade no atendimento, acesso rápido ao histórico clínico e integração entre diferentes profissionais e serviços de saúde.

Apesar disso, a pesquisa mostra que a segurança das informações ainda é um ponto sensível: apenas metade dos entrevistados afirma sentir-se segura em ter todos os dados integrados em um único sistema. Entre os que manifestam insegurança, os principais motivos são o medo de vazamento de informações pessoais (57%), o uso comercial dos dados por empresas (11%), a falta de controle sobre quem acessa (11%) e o receio de fraude ou mistura de informações (7%).

Para o superintendente executivo do IESS, José Cechin, a percepção revela o desafio de equilibrar inovação tecnológica e confiança pública. “O prontuário eletrônico é um avanço essencial para a eficiência e a qualidade do atendimento, mas depende de confiança e transparência. O cidadão precisa ter clareza sobre como seus dados são protegidos e utilizados, sob responsabilidade das instituições de saúde e das operadoras.”

O levantamento também evidencia diferenças regionais no nível de conhecimento sobre o prontuário eletrônico. Em Brasília, São Paulo e Porto Alegre, os percentuais de entrevistados que afirmam conhecer o PEP são mais elevados, enquanto em Manaus e Salvador os índices são menores.

Mesmo entre os que não conhecem o PEP em profundidade, há ampla concordância quanto aos benefícios esperados: os entrevistados destacam, de forma espontânea, melhor organização das informações médicas, agilidade no atendimento, redução de erros e integração entre unidades e profissionais de saúde.

“Esses resultados mostram que a digitalização da saúde é uma realidade percebida pela população”, afirma Cechin. “Há um reconhecimento claro das vantagens do prontuário eletrônico, mas também um alerta sobre a importância de comunicação, governança e segurança digital.”

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Futuro dos hospitais conectados começa no capital humano

Nos últimos doze meses, o sistema de saúde brasileiro registrou mais de 295 mil falhas na assistência ao paciente. Erros de diagnóstico, cirurgias em locais incorretos e administração equivocada de medicamentos são eventos trágicos que, embora multifatoriais, apontam para uma causa raiz frequentemente subestimada: a fragilidade na gestão de pessoas. Em um setor onde cada segundo conta, a falta de digitalizaçãono RH hospitalar não é mais uma questão de eficiência, mas um risco direto à segurança do paciente.

A área de gestão de pessoas é o pilar que garante que médicos, enfermeiros e toda a equipe assistencial estejam não apenas qualificados, mas também engajados, comunicados e operando sob jornadas de trabalho equilibradas. É o RH quem zela pela conformidade dos treinamentos, proteção de dados sensíveis e, em última análise, pela criação de um ambiente onde o cuidado ao paciente possa florescer. Ou seja, os desafios do setor vão muito além da mera burocracia de contratação, especialmente no ambiente hospitalar.

Ainda assim, a dificuldade operacional de grandes organizações de saúde é uma realidade global. Historicamente, a informação flui de maneira hierárquica e ineficiente, perdendo-se em canais informais e inseguros, como grupos de mensagens. Em um hospital com milhares de colaboradores distribuídos em dezenas de unidades, por exemplo, esse modelo fragmentado não apenas cria silos operacionais e problemas de rastreabilidade, mas também dilui o senso de pertencimento e a coesão da cultura corporativa.

O impacto é direto e inevitável. Uma gestão de pessoas desestruturada gera um efeito dominó negativo: equipes desengajadas e sobrecarregadas são mais propensas a cometer erros. Por outro lado, quando a gestão é bem executada (e sobretudo com o auxílio da tecnologia) o ciclo se inverte. Profissionais que se sentem apoiados, bem informados e com processos claros desenvolvem melhor suas atividades. Esse bem-estar operacional reflete-se diretamente na qualidade do atendimento e, consequentemente, na segurança e satisfação dos pacientes.

É nesse contexto que a tecnologia se insere como um pilar indispensável para a gestão hospitalar e automação no RH. Porém, o Mapa da Transformação Digital dos Hospitais Brasileiros 2024 revela um paradoxo alarmante: 62% das instituições reconhecem a importância do digital, mas apenas 18% possuem estratégias definidas para implementá-lo. Já a maturidade digital média nos hospitais avaliados foi de apenas 46,19%, indicando que ainda há um longo caminho a percorrer.

Contudo, temos exemplos claros de que a mudança é não apenas possível, mas transformadora. Em um setor marcado por turnos rotativos e rigor regulatório, plataformas que automatizam processos como comunicação interna, gestão de documentos, fluxos de onboarding e métricas de engajamento são cruciais. Elas liberam a equipe de RH de tarefas operacionais para que possam focar no que realmente importa: a estratégia de capital humano e segurança do paciente.

A conclusão é inevitável. A consciência sobre a necessidade da tecnologia existe, mas ainda não se traduz em ação prática na gestão de pessoas. É hora das lideranças hospitalares entenderem que investir em um RH digital e automatizado não é um custo, mas um investimento direto na qualidade da assistência. A segurança do paciente não começa na sala de cirurgia, mas na forma como cuidamos de quem cuida.

*Leandro Oliveira é Diretor do Brasil e de EMEA da Humand.

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AGÊNCIA BRASIL

Morre o médico Celso Barros, ex-presidente da Unimed

Vítima de infarto, ele foi pré-candidato à presidência do Fluminense

Morreu neste sábado (15), no Rio, vítima de infarto, o médico pediatra Celso Barros, 73 anos, ex-presidente da Unimed Rio, e pré-candidato à presidência do Fluminense Futebol Clube, na eleição do próximo dia 29 deste mês. Ficou conhecido no futebol, no período em que a cooperativa de saúde médica foi patrocinadora do Fluminense, entre 1999 e 2014.

Ele foi diretor do Sindicato dos Médicos do Rio, conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) e também diretor da Associação Médica Brasileira (AMB).

Em nota, o Fluminense Football Club manifesta profundo pesar pelo falecimento do grande tricolor Celso Barros. Personagem de grande expressão na história do clube;
 

“Celso teve papel preponderante como presidente da patrocinadora do time que levantou títulos de relevância nacional, como a Copa do Brasil de 2007 e os Campeonatos Brasileiros de 2010 e 2012, além do vice-campeonato da Copa Libertadores de 2008”.


Apaixonado desde sempre, o médico pediatra viveu intensamente a discussão sobre os destinos do clube. Mantinha-se atuante na política do Fluminense e era, neste momento, pré-candidato à presidência para o próximo triênio.

O texto diz ainda que “o Fluminense se solidariza nesse momento de tristeza com sua família, seus amigos e todos os tricolores que o admiraram por todos esses anos. O clube decreta luto oficial por seu falecimento e coloca o Salão Nobre de Laranjeiras à disposição de seus familiares para o velório e devidas homenagens.

Federação

Com profundo pesar, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) lamenta a morte de Celso Barros, ex-dirigente do Fluminense, aos 73 anos.

Em nota, a Ferj informa que “no âmbito esportivo, Celso ganhou destaque como presidente da Unimed durante o período em que a empresa foi parceira do time das Laranjeiras, de 1999 a 2014. O dirigente também “ficou conhecido por viabilizar a contratação de grandes nomes para compor o elenco tricolor, incluindo jogadores como Romário, Edmundo, Fred, Conca, Deco e outros craques que deixaram sua marca no time ao longo dos anos”, conclui a nota.

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PORTAL G1

Trump quer barrar visto para obesos: como vai funcionar

Governo dos EUA ampliou critérios para concessão de vistos e podem barrar permissões para pessoas obesas ou com outras doenças crônicas. Documento obtido pela agência Associated Press aponta que embaixadas passarão a exigir mais dados sobre a saúde dos candidatos. Turistas não estão incluídos.

EUA ampliam critérios e podem barrar vistos para pessoas obesas

O governo de Donald Trump, que já vem fechando o cerco para a entrada e permanência de estrangeiros nos Estados Unidos, começará a avaliar também questões de saúde de solicitantes de vistos para autorizar ou não entradas no país.

Uma lista de doenças como a hipertensão, a diabetes e a obsesidade podem agora ser justificativa para barrar cidadãos estrangeiros.

A nova diretriz já foi passada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos a embaixadas e consulados dos EUA pelo mundo, de acordo com a agência de notícias norte-americana Associated Press, que teve acesso ao documento na terça-feira (11).

Entenda, abaixo, como funcionarão as restrições — e quem pode ser alvo dela:

O que é a nova diretriz?

A nova diretriz é uma orientação — não necessariamente com caráter obrigatório (leia mais abaixo) — do governo dos Estados Unidos emitida na semana passada a embaixadas e consulados por meio de um comunicado do Departamento de Estado, segundo a Associated Press, que teve acesso ao documento.

A diretriz determina que os funcionários de embaixadas e consulados façam uma análise ampla e detalhada de solicitantes de visto, incluindo, agora, informações sobre condições de saúde pré-existentes.

Quais doenças ou condições médicas serão analisadas?

Entre as condições médicas que podem desclassificar um candidato a visto estão:

  • Doenças crônicas;
  • Obesidade;
  • Hipertensão;
  • Doenças cardiovasculares, metabólicas e neurológicas (não foram especificadas quais);
  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • Condições de saúde mental que possam exigir “centenas de milhares de dólares em cuidados”.

A nova diretriz exige que funcionários consulares devem considerar também detalhes dos candidatos, como:

  • Idade;
  • Saúde;
  • Estado civil;
  • Finanças;
  • Educação;
  • Habilidades gerais;
  • Se houve uso anterior de benefícios sociais do governo dos EUA;
  • Proficiência em inglês.

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SAÚDE BUSINESS

Estratégia e eficiência conversacional: a nova fronteira da gestão em saúde 

Integração, automação e atendimento contínuo consolidam um novo modelo de relacionamento entre pacientes, operadoras e prestadores.

O avanço das ferramentas de atendimento digital tem redesenhado a relação entre operadoras, hospitais, clínicas e seus beneficiários. A estratégia conversacional, antes vista como um complemento aos canais tradicionais, vem se consolidando como um eixo central de eficiência, redução de custos e melhoria da experiência do paciente. 

Robustez do setor e urgência por novos modelos de atendimento 

A complexidade do setor foi destacada por Tulio Batista, especialista de Soluções de Segmento de Saúde da Totvs, que atua há mais de duas décadas na área. O executivo explicou que a saúde suplementar é um ecossistema formado por múltiplos sistemas, regulações e jornadas críticas que exigem respostas rápidas e precisas.  

Para o executivo, a automação tem reduzido fricções e ampliado eficiência. “Quando você entrega esse tipo de serviço de forma automatizada, você aumenta a satisfação do cliente e diminui o custo, porque não precisa de uma retaguarda tão grande”, ressaltou. 

A digitalização do contato com o beneficiário já se reflete em comportamentos consolidados. As pessoas querem resolver demandas como segunda via de boleto, status de autorizações ou busca por prestadores sem depender de call centers lotados.  

Batista resume esse movimento. “A pessoa não quer mais ficar ligando para uma central. Ela quer ter acesso ao que precisa naquele momento”, pontua. 

Esse debate ganhou força no RD Summit, onde especialistas destacaram como operadoras têm usado automação para cumprir normas como a RN 623, que tornou obrigatória a emissão de protocolos em qualquer interação. A combinação de menus, linguagem natural e transferência fluida para atendimento humano reduz fricções e mantém a rastreabilidade necessária em um setor altamente regulado. 

Integração como base da maturidade conversacional 

No ambiente hospitalar e ambulatorial, a lógica é semelhante: reduzir ruídos e remover etapas que se tornam gargalos, especialmente em momentos críticos. Agendamentos, orientações pré-atendimento, reconhecimento facial e envio de documentos passam a acontecer sem interrupções e em tempo real. Há ganhos assistenciais e também para prestadores, que lidam com dezenas de convênios e dependem da eficiência desses fluxos para evitar filas e atrasos. 

A experiência apresentada por Tiago Balbinot, desenvolvedor de negócios da Plano B Martech, reforça o papel da integração para que a saúde alcance maturidade conversacional. Balbinot conduziu um projeto com múltiplas equipes, regras rígidas de compliance e forte dependência de rastreabilidade.  

“Tudo aquilo que está sendo feito precisa estar registrado e ser apresentado, caso alguém questione”, explica. Integrações entre sistemas de atendimento, ERPs e portais permitiram consolidar protocolos, mapear jornadas e registrar cada escolha do beneficiário. 

O resultado só foi possível pelo envolvimento conjunto das equipes técnicas e de negócio. “Uma conversa, para realmente gerar satisfação, precisa ter integrações”, resume. Em apenas dez dias após o Go Live, o projeto superou 7 mil atendimentos, com alto índice de satisfação e sem sobrecarga das centrais. 

Do ponto de vista de gestão, esses projetos evidenciam um movimento claro: o atendimento digital deixa de ser um canal complementar e se transforma no eixo estruturante de jornadas escaláveis, auditáveis e continuamente aperfeiçoadas. Para organizações que crescem em número de vidas sem ampliar proporcionalmente suas equipes, a eficiência conversacional emerge como estratégia de sustentabilidade. 

A convergência entre mensagens, automação, integração sistêmica e inteligência contextual aponta o próximo passo: jornadas capazes de interpretar necessidades, antecipar demandas e acionar recursos de forma autônoma. Em um ambiente sensível, regulado e pressionado por custos, essa transformação é mais que inovação — é um novo padrão operacional para o setor de saúde. 

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Assessoria de Comunicação        

Sexta, 14 Novembro 2025 07:07

CLIPPING AHPACEG 14/11/25

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Médicos criam 55 entidades paralelas, driblam regras e concedem títulos de especialistas fora das normas

https://amb.org.br/noticias/revista-veja-medicos-criam-55-entidades-paralelas-driblam-regras-e-concedem-titulos-de-especialista-fora-das-normas/

Novembro Roxo: tecnologia e cuidado garantem segurança aos bebês prematuros

https://www.aredacao.com.br/noticias/243831/novembro-roxo-tecnologia-e-cuidado-garantem-seguranca-aos-bebes-prematuros

Dasa tem lucro líquido de R$ 97 milhões no 3° trimestre e reverte prejuízo

https://www.cnnbrasil.com.br/economia/negocios/dasa-lucro-liquido-soma-r-97-milhoes-no-3tri25-e-reverte-prejuizo-de-r-87-milhoes-do-3tri24/

Hapvida (HAPV3) cai mais de 40% após dados do 3T25: O que assusta o mercado?

https://investidor10.com.br/noticias/hapvida-hapv3-cai-mais-de-40-apos-dados-do-3t25-o-que-assusta-o-mercado-116740/

REVISTA VEJA

Médicos criam 55 entidades paralelas, driblam regras e concedem títulos de especialista fora das normas

Projeto usa nome próximo ao da Associação Médica Brasileira, estabelecida há 70 anos, para certificar especialistas e divulgar diretrizes sem evidências

Não é de hoje que falsos especialistas minam a medicina. Basta uma pesquisa rápida nas redes sociais para encontrar médicos que se dizem especialistas em tal ou qual área, mas que, na prática, não têm qualificações registradas. Neste ano, porém, o problema parece ter ganhado outra dimensão. Desde janeiro, um projeto chamado Ordem Médica Brasileira (OMB) tenta se posicionar como alternativa à Associação Médica Brasileira (AMB), entidade responsável por conceder títulos de especialista a médicos há 70 anos.

A OMB se apresenta como defensora da “isonomia e justiça entre médicos” e promete criar suas próprias regras para certificar profissionais em diferentes áreas da medicina a partir de 2026. \”Vivemos uma estrutura concentradora, na qual apenas uma sociedade passou a emitir títulos […] isso ignora a multiplicidade de ideias e desconsidera formações médicas diversas\”, diz texto divulgado pela iniciativa. Nas redes sociais, onde soma quase 3 mil seguidores, um médico — que se apresenta como endocrinologista, mas não tem registro formal — é o rosto mais visível do projeto, cujo site ainda está “em construção”.

Apesar disso, a iniciativa já começou a se movimentar. Foram criadas pelo menos 55 sociedades médicas paralelas, muitas com nomes e siglas semelhantes aos de instituições tradicionais. Um exemplo é a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Exercício do Esporte (SBEMEE), muito parecida com a já consolidada Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), que completou 75 anos em setembro. Além disso, há entidades voltadas à ginecologia, menopausa, mastologia, pediatria, diabetes, cardiologia e outras especialidades — todas ligadas à OMB e criadas por ela.

E não é só pelo número de sociedades que a iniciativa chama a atenção: algumas já começaram a publicar diretrizes para orientar a prática médica, muitas delas questionáveis segundo especialistas. Um exemplo é a recomendação de implantes hormonais à base de testosterona em mulheres, uma técnica sem respaldo científico consolidado e considerada arriscada, com risco de problemas cardiovasculares, hepáticos e até câncer de mama. Especialistas também alertam que esse tipo de procedimento movimenta um mercado lucrativo, levantando suspeitas sobre interesses comerciais.

Riscos do “atalho”

Diante desse cenário, a AMB emitiu nota alertando para o que chama de “grave ameaça” ao sistema de certificação de especialistas e à segurança que ele garante. A entidade explica que, no Brasil, apenas médicos que concluíram residência reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) ou que obtiveram o título de especialista emitido pela AMB, em parceria com sociedades filiadas, têm direito ao Registro de Qualificação de Especialista (RQE).

“São processos rigorosos, baseados em critérios técnicos, científicos e éticos, que visam, sobretudo, proteger o paciente”, diz o ginecologista César Eduardo Fernandes, presidente da AMB. Segundo ele, esse tipo de “atalho” para obter especialidade coloca diretamente em risco a segurança dos pacientes. “Um diagnóstico incorreto, um tratamento inadequado ou um procedimento mal conduzido pode custar não apenas a confiança no sistema médico, mas também vidas humanas”.

A AMB também chama a atenção para a estratégia da OMB de se aproximar do nome e das siglas de sociedades já consolidadas, criando risco de confusão institucional e levando, por exemplo, pacientes a acreditar que estão sendo atendidos por especialistas devidamente qualificados quando não estão. “A escolha do nome ‘OMB’, muito semelhante a ‘AMB’, e o anúncio de iniciativas que tangenciam atribuições legais e históricas da AMB e de suas sociedades filiadas, como a certificação de especialistas, revelam a inconveniência e o risco de confusão junto à sociedade, aos médicos em formação e às autoridades públicas”, alerta a entidade.

A Associação Médica Brasileira, que tem mais de 70 anos, orienta médicos a rejeitarem qualquer vínculo “com práticas irregulares que deturpam o conceito de especialidade e ferem a ética profissional”. A AMB também defende que “é imperativo que as autoridades competentes adotem medidas firmes para coibir tentativas de burlar o sistema legítimo de certificação, que colocam em risco a segurança da assistência médica no Brasil”.

A reportagem pediu posicionamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre o caso, questionando se há conhecimento da situação e se alguma medida está sendo tomada, mas ainda não houve resposta. A matéria será atualizada quando houver retorno.

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A REDAÇÃO

Novembro Roxo: tecnologia e cuidado garantem segurança aos bebês prematuros

Em alusão ao Novembro Roxo, mês mundial de conscientização sobre a prematuridade, a Unimed Goiânia reforça a importância da neuroproteção e da neuromonitorização para garantir um início de vida mais seguro aos bebês nascidos antes do tempo. Desde 2021, a cooperativa implantou neuromonitorização contínua em cinco hospitais da rede conveniada, melhorando os desfechos na neonatologia. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 11% dos nascimentos no Brasil são prematuros, exigindo atenção especial ao desenvolvimento cerebral que ocorre, muitas vezes, ainda dentro da UTI neonatal.
Nesse período, o sistema nervoso ainda está formando conexões, consolidando circuitos e definindo padrões de atividade elétrica.
Situações como instabilidade hemodinâmica, infecção, variações na oxigenação ou sangramentos podem interferir diretamente nesse processo. Por isso, a proteção neurológica se tornou um dos pilares do cuidado neonatal contemporâneo.
 

Desde 2021, a Unimed Goiânia – Cooperativa de Trabalho Médico implantou, em unidades conveniadas, um protocolo estruturado de neuroproteção associado à neuromonitorização contínua com Eletroencefalografia de Amplitude Integrada (aEEG). Trata-se de um monitoramento cerebral em tempo real que permite observar a atividade elétrica do cérebro durante 24 horas por dia, identificando crises convulsivas silenciosas, variações no padrão de atividade cerebral e sinais precoces de risco neurológico.
A iniciativa segue o modelo da PBSF – Protecting Brains & Saving Futures, referência nacional em neuroproteção neonatal.
Atualmente, a tecnologia está implementada em cinco hospitais da rede conveniada: Ela Maternidade, Hospital da Criança, Hospital Premium, Maternidade Amparo e Hospital Santa Bárbara, e já beneficiou mais de 500 recém-nascidos de alto risco, somando mais de 28 mil horas de vigilância cerebral.
A pediatra neonatologista cooperada da Unimed Goiânia Dra. Renata Lorenzetti, que atua na linha de cuidado, explica por quê. “O cérebro do prematuro está em pleno desenvolvimento. Quando esse processo acontece fora do útero, ele fica mais vulnerável a oscilações clínicas. Monitorar o cérebro continuamente nos permite enxergar alterações que não são visíveis ao exame físico, orientando intervenções antes que se tornem lesões permanentes.”
Além do diagnóstico precoce, a neuromonitorização orienta o uso mais preciso de medicamentos, como anticonvulsivantes, indica a necessidade de suporte adicional e ajuda a avaliar a resposta do cérebro ao tratamento.
“A tecnologia não substitui o cuidado humano, mas qualifica a tomada de decisão. Ela oferece informações que complementam o olhar clínico e ajudam a construir um prognóstico com mais segurança”, completa.
O cuidado não termina na alta

Para a Dra. Renata, os primeiros anos de vida representa uma janela de oportunidade decisiva: “Quando estimulamos o desenvolvimento no tempo certo, com fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e neuropediatria, a trajetória da criança pode mudar completamente. São ganhos que repercutem na fala, na autonomia, na coordenação, no aprendizado e na vida adulta.”

ntretanto, ela reforça que esse acompanhamento precisa ser contínuo, orientado e acolhedor, envolvendo família e equipe multiprofissional. “O prematuro é um bebê de acompanhamento de alto risco. Não é apenas sobreviver à UTI, é seguir apoiando o desenvolvimento, passo a passo, com cuidado, paciência e orientação”, reforça.
Mais que sobrevivência: qualidade de vida

Para a neonatologia contemporânea, o objetivo não é apenas aumentar taxas de sobrevivência, mas garantir que essas crianças cresçam com funcionalidade e participação na vida cotidiana.
Dra. Renata finaliza destacando a relevância da data. “O Novembro Roxo nos lembra que esses bebês, aparentemente tão frágeis, nos mostram todos os dias uma força extraordinária. Eles não aceitam limites desnecessários e nós, profissionais, também não devemos aceitar. Nosso compromisso é garantir não apenas a vida, mas a vida com qualidade”, conclui.

Sobre a Unimed Goiânia

A Unimed Goiânia integra o Sistema Nacional Unimed e atua com princípios cooperativistas no setor de Saúde Suplementar. Conta com uma ampla rede credenciada, composta por mais de 450 estabelecimentos, entre hospitais, clínicas e laboratórios, além de oferecer serviços próprios como o SOS Unimed (UTI móvel, aéreo e terrestre) e programas de atenção integral à saúde, responsáveis pela assistência a mais de 400 mil beneficiários em Goiânia, na região metropolitana e em outros 69 municípios circunvizinhos. A cooperativa oferece planos de saúde individuais ou familiares para pessoas físicas, além de planos empresariais e coletivos por adesão para pessoas jurídicas, com cobertura definida pela lista de Procedimentos e Eventos em Saúde estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Também disponibiliza produtos opcionais, como SOS – UTI móvel, aéreo e terrestre – e Proteção no Trabalho. Presente há mais de 47 anos no mercado, a cooperativa segue investindo em inovação e qualidade assistencial, reforçando seu compromisso de cuidar da vida e da saúde dos goianos.

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CNN

Dasa tem lucro líquido de R$ 97 milhões no 3° trimestre e reverte prejuízo

Companhia havia registrado resultado negativo em R$ 87 milhões no mesmo período em 2024

A rede de diagnósticos Dasa registrou lucro líquido de R$ 97 milhões no terceiro trimestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 87 milhões anotado no mesmo período do ano passado.

O resultado foi impulsionado pela reorganização do portfólio, por iniciativas de eficiência operacional e pela redução do endividamento. A companhia voltou ao lucro após um ano, ao mesmo tempo em que expandiu margens, gerou mais caixa e reduziu despesas.

O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda, da sigla em inglês) alcançou R$ 691 milhões, queda de 8,0% na comparação anual.

A receita líquida totalizou R$ 2,115 bilhões, aumento de 12,0% em relação ao apurado um ano antes.

"Essa receita vem mais forte com boa utilização dos nossos ativos, tanto o metro quadrado das unidades quanto nossos equipamentos de margem, que são cada vez mais produtivos", disse o diretor-presidente da companhia, Rafael Lucchesi.

No terceiro trimestre, a despesas comerciais, gerais e administrativas somaram R$ 348 milhões, uma redução de 43,9% em relação ao mesmo período de 2024.

A dívida líquida financeira após aquisições a pagar e antecipação de recebíveis totalizou R$ 6,657 bilhões ao final do terceiro trimestre do ano, redução de 34% em comparação com igual intervalo do ano passado.

A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, ficou em 2,62 vezes, diminuição de 1,45 vez na mesma base de comparação.

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INVESTIDOR 10

Hapvida (HAPV3) cai mais de 40% após dados do 3T25: O que assusta o mercado?

Para o mercado, Hapvida mostrou resultados fracos e enfrenta desafios que devem persistir por algum tempo.

Hapvida (HAPV3) sofre a maior queda da bolsa brasileira nesta quinta-feira (13), diante da decepção do mercado com os resultados do terceiro trimestre de 2025.

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Renato Daher e o pai, o médico Sérgio Daher

 

Na noite desta quarta-feira, 12, o presidente da Ahpaceg, Renato Daher, recebeu da Câmara Municipal de Goiânia a Medalha Doutor Amyn José Daher, distinção concedida a profissionais que se destacam pelo exercício exemplar da medicina na capital.

A homenagem, proposta pelo vereador Dr. Gustavo, reconheceu a trajetória de Daher e sua contribuição para o fortalecimento da saúde e da representação médica em Goiás.

Criada em 2017, a honraria é entregue anualmente a médicos cujo trabalho gera impacto positivo na comunidade, reforçando o valor da dedicação e do compromisso ético na prática médica.

 

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Quinta, 13 Novembro 2025 09:16

É hoje: 13|11 - Haikal Helou no IRGCast

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O presidente do Conselho de Administração da Ahpaceg, Haikal Helou, é o entrevistado de hoje do IRGCast.

Em pauta: Mercado de Saúde em Goiás.

O episódio de reestreia do programa será transmitido a partir das 20h.

Acesse e confira: https://www.youtube.com/@irgcast/featured

Quinta, 13 Novembro 2025 07:14

CLIPPING AHPACEG 13/11/25

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

CFM prepara resolução para regulamentar aplicação de IA na medicina

https://portal.cfm.org.br/noticias/cfm-prepara-resolucao-para-regulamentar-aplicacao-de-ia-na-medicina

Em resposta às reinvindicações de Caiado, Ministério da Saúde diz que repasses para Goiás aumentaram em 65%

https://cbngoiania.com.br/cbn-goiania/plural/em-resposta-as-reinvindicac-es-de-caiado-ministerio-da-saude-diz-que-repasses-para-goias-aumentaram-em-65-1.3335951

Prefeitura de Goiânia considera reduzir valores pagos a médicos da rede pública

https://cbngoiania.com.br/tarde-cbn/prefeitura-de-goiania-considera-reduzir-valores-pagos-a-medicos-da-rede-publica-1.3336255

Parte dos beneficiários não reconhece fraudes em planos

https://medicinasa.com.br/praticas-fraudulentas/

Doctoralia abre pesquisa para o Panorama das Clínicas e Hospitais

https://medicinasa.com.br/panorama-clinicas-hospitais-26/

A revolução silenciosa da IA e a reinvenção do papel médico

https://medicinasa.com.br/hlth-usa-2025-ia/

PORTAL CFM

CFM prepara resolução para regulamentar aplicação de IA na medicina

Durante a mesa de abertura do II Simpósio “O Futuro da Medicina e a Medicina do Futuro”, realizado pela Frente Parlamentar da Medicina (FPMed) no Senado Federal nessa terça-feira (11), a 2ª vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Rosylane Rocha, afirmou que a autarquia já elabora uma minuta de resolução para regulamentar a aplicação da Inteligência Artificial (IA) na medicina no Brasil. Ela reforçou que o CFM tem um departamento específico que trata do tema e mantém atuação contínua na construção de diretrizes éticas e seguras para tecnologias emergentes em saúde.

“Somos entusiastas do progresso científico, mas defendemos que ele seja acompanhado por marcos regulatórios robustos, que protejam o paciente e valorizem a relação médico-paciente, insubstituível mesmo diante das máquinas mais sofisticadas.” Segundo a 2ª vice-presidente, a revolução digital, que abrange telemedicina, cirurgias robóticas, medicina de precisão e terapias genéticas, já bate às portas de consultórios, hospitais e do Sistema Único de Saúde (SUS). Para ela, incorporar inovação com segurança, ética e evidências científicas é condição para que os benefícios cheguem, de forma equânime, a toda a população.

“A telemedicina demonstrou seu imenso potencial para ampliar o acesso e alcançar regiões remotas, mas exige normatização clara sobre limites, segurança de dados e condições adequadas de prática. A IA promete diagnósticos mais rápidos e precisos, porém, deve ser validada cientificamente, operar sob supervisão médica qualificada e não substituir o julgamento clínico”, declarou.

Rosylane destacou também o papel crucial do Parlamento na normatização e promoção do acesso a tecnologias em saúde na era digital. Segundo ela, os debates técnicos da FPMed e da Frente Parlamentar da Medicina e Tecnologia (FPMedTec), no Congresso Nacional, são espaços essenciais para delimitar limites éticos, garantir segurança e incentivar a inovação responsável. “As leis aprovadas hoje moldarão a medicina que nossos filhos e netos receberão. O Brasil precisa de legislação equilibrada, que estimule a inovação sem abrir mão da segurança e promova o acesso sem comprometer a qualidade e a ética”, comentou.

A 2ª vice-presidente reiterou que o CFM está à disposição do Congresso como parceiro técnico na formulação de políticas públicas de saúde e incorporação tecnológica. “Representamos mais de 650 mil médicos que vivenciam a realidade do cuidado, dos grandes centros às comunidades mais distantes. Nossa experiência de oito décadas na defesa da boa prática médica pode e deve contribuir para o êxito dessas políticas”, reforçou.

Exame de proficiência – Em seu discurso, ela ainda ressaltou a importância de garantir que apenas profissionais capacitados obtenham o registro médico (CRM), defendendo o exame de proficiência como instrumento da fiscalização exercida pelos Conselhos de Medicina. Outro ponto enfatizado foi a necessidade de evitar o aprofundamento de desigualdades no acesso às inovações.

“Não podemos permitir jamais uma medicina para ricos e outra para pobres. O futuro da medicina será construído hoje no Parlamento, nas universidades, nos hospitais, nos consultórios e nos laboratórios de pesquisa. Que seja um futuro inclusivo, ético, centrado no paciente e alicerçado em ciência rigorosa, humanidade e fiscalização responsável”, finalizou.

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RÁDIO CBN

Em resposta às reinvindicações de Caiado, Ministério da Saúde diz que repasses para Goiás aumentaram em 65%

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Prefeitura de Goiânia considera reduzir valores pagos a médicos da rede pública

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MEDICINA S/A

Parte dos beneficiários não reconhece fraudes em planos

Uma parcela significativa de beneficiários de planos de saúde ainda não reconhece determinadas práticas irregulares como fraude, de acordo com pesquisa do Vox Populi encomendada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Entre os exemplos citados, 17% dos entrevistados não consideram indevido registrar uma consulta como “urgência” para garantir cobertura; 14% não veem problema em emprestar a própria carteirinha do plano a outra pessoa; e 10% não consideram fraude uma clínica cobrar por exame não realizado.

O levantamento ouviu 3,2 mil pessoas com 18 anos ou mais, entre beneficiários e não beneficiários de planos de saúde e odontológicos, em oito regiões metropolitanas — São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, Manaus e Brasília. As entrevistas foram presenciais, realizadas entre 31 de julho e 17 de agosto de 2025, com nível de confiança de 95%.

“Os dados reforçam a necessidade de maior conscientização sobre o uso responsável dos serviços”, afirma José Cechin, superintendente executivo do IESS. “O desconhecimento sobre o que caracteriza fraude revela um desafio de comunicação e educação. Mesmo quando não há intenção de lesar, essas práticas distorcem o uso do sistema e impactam os custos para todos os beneficiários”, acrescenta.

As fraudes, junto com abusos e desperdícios, estão entre os principais catalizadores de despesas dos planos de saúde – além do grande volume de ações judiciais e do acelerado processo de adição de tecnologias (sobretudo medicamentos de alto custo) ao sistema.

A pesquisa mostra que, em geral, a maioria dos beneficiários considera irregulares ações como usar o plano para outra pessoa (85%), declarar informações falsas para contratar o plano (83%) e simular atendimentos não realizados (82%). Ainda assim, uma parcela de entrevistados demonstra incerteza ou tolerância diante de comportamentos reconhecidamente incorretos — um fator que, segundo o IESS, fragiliza a cultura de integridade e o equilíbrio econômico do setor.

Além da percepção, o levantamento identificou experiências diretas com práticas irregulares. Entre os beneficiários, 9% afirmam já ter recebido pedido de número da carteirinha e senha para autorizar atendimento, 4% dizem ter sido orientados a registrar um atendimento não realizado, e 5% relatam ter percebido “algo estranho” nas cobranças enviadas ao plano.

Entre os que possuem planos com reembolso de consulta (29%), 18% afirmam que o consultório já ofereceu mais de um recibo ou intermediou o processo de reembolso. “Os resultados reforçam a importância de ampliar o debate sobre ética e sustentabilidade na saúde suplementar”, reforça Cechin.

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Doctoralia abre pesquisa para o Panorama das Clínicas e Hospitais

Doctoralia, plataforma que conecta pacientes a profissionais de saúde, anuncia o lançamento do questionário da pesquisa que dará origem ao Panorama das Clínicas e Hospitais 2026, relatório que chega à sua 6ª edição e se consolidou como uma das principais referências estatísticas do setor de saúde no Brasil.

Produzida em parceria com a Feegow, a pesquisa reúne percepções de gestores de clínicas e hospitais para mapear tendências, desafios, prioridades e movimentos que devem impactar o mercado no próximo ano.

A pesquisa pode ser respondida de forma gratuita e individual por gestores de qualquer porte ou especialidade de clínica ou hospital, e está disponível neste link.

“O Panorama se tornou um instrumento essencial para quem lidera equipes, processos e decisões em saúde. Quanto mais vozes participam, mais fiel e robusta é a radiografia do nosso setor e maior a nossa capacidade de impulsionar melhorias para profissionais e pacientes”, afirma Gabriel Manes, Head de Marketing da Doctoralia Brasil e Chile.

Além de contribuir para a construção do retrato anual da saúde suplementar e privada no Brasil, quem responde à pesquisa recebe o relatório completo em primeira mão. Para incentivar a participação, os respondentes concorrem a prêmios, incluindo um Echo Show, um Echo Pop e um livro sobre Experiência do Paciente.

Participe da pesquisa clicando aqui.

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A revolução silenciosa da IA e a reinvenção do papel médico

Mais do que uma promessa, a Inteligência Artificial (IA) emerge como o copiloto essencial que reorienta o foco do clínico: da burocracia digital para a essência humana do cuidado.

Participei do HLTH USA 2025 em Las Vegas, um dos mais importantes fóruns globais de inovação em saúde, e a sensação ao final é de clareza: estamos no epicentro de uma revolução inevitável na prática médica. A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser um roadmap de P&D para se consolidar como uma força transformadora que redefine o modus operandi do profissional de saúde, a jornada do paciente e o engajamento clínico.

Entre as inovações, duas categorias de IA se destacaram por seu impacto imediato na rotina clínica. A primeira é a Ambient AI, tecnologia de escuta ativa e transcrição em tempo real de conversas médico-paciente. Seu impacto é profundo: ao automatizar o registro de dados clínicos, a codificação e a integração aos sistemas de prontuário eletrônico (EHRs), a Ambient AI liberta o médico da tirania da tela.

É um ponto crucial: o profissional de saúde reorienta sua atenção, deixando de ser um digitador de luxo para reafirmar seu papel central — o de cuidador humano. O ganho de conexão interpessoal e a redução do burnout administrativo são o verdadeiro ROI desta tecnologia, representando a primeira grande vitória da IA em favor da qualidade de vida do clínico.

A segunda força disruptiva é a Agentic AI. Esta opera como um assistente de saúde inteligente, capaz de executar tarefas autônomas com base em protocolos definidos. Funciona como um “secretário digital” que não apenas agenda exames e consultas, mas acompanha ativamente os resultados, emite lembretes de medicação e mantém uma comunicação contínua e personalizada com o paciente.

Essa automação inteligente desonera a equipe de saúde da sobrecarga administrativa, enquanto, na ponta, promove maior adesão e, consequentemente, melhores desfechos clínicos. A Agentic AI garante a continuidade do cuidado — um desafio crônico do sistema de saúde.

O HLTH 2025 também marcou o surgimento de uma nova e fascinante fronteira: a IA como Health Coach. Integrada à jornada do paciente, esta IA atua como um copiloto comportamental, dialogando, motivando, gamificando o cuidado e sugerindo ajustes de rotina em tempo real, baseada em dados fisiológicos. Sua eficácia é potencializada pela integração com wearables de alta precisão (smartwatches, anéis inteligentes, etc.), que monitoram padrões de sono, frequência cardíaca, respiração e outros biomarcadores de forma contínua e não invasiva.

Essa convergência de IA-Coach com a biometria vestível é o pontapé inicial para uma medicina verdadeiramente proativa e preditiva. A tecnologia que detecta alterações fisiológicas sutis e é capaz, por exemplo, de sinalizar um estresse metabólico ou uma gestação precoce, não é mais ficção científica. É o presente da vigilância clínica remota.

Adicionalmente, os medicamentos análogos de GLP-1 (semaglutida, tirzepatida, etc.) continuaram em destaque, mas o debate evoluiu de sua potência farmacológica para a sustentabilidade dos resultados. O foco agora é como integrar essas terapias a uma transformação comportamental e ao acompanhamento digital robusto.

A discussão técnica é clara: a farmacoterapia, por si só, não garante a manutenção do peso e da saúde metabólica a longo prazo sem a adesão a novos hábitos. A IA-Coach surge, portanto, como a peça que faltava para otimizar a eficácia clínica dos GLP-1s, transformando o tratamento pontual em uma mudança de lifestyle duradoura.

Saí de Las Vegas com uma provocação: o futuro da saúde não está em substituir o médico, mas em oferecer a ele e ao paciente copilotos digitais que transformem a gestão do cuidado em um hábito. Se a medicina sempre se equilibrou entre a arte do saber e a ciência do sentir, a IA nos oferece agora as ferramentas para unir esses domínios de forma mais poderosa e escalável. O desafio é nosso: abraçar a tecnologia para que possamos, finalmente, dedicar mais tempo ao toque humano e à expertise clínica que só o profissional pode oferecer.

*Leandro Rubio é médico cardiologista e CEO da Starbem.

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Assessoria de Comunicação        

Quarta, 12 Novembro 2025 06:52

CLIPPING AHPACEG 12/11/25

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Prefeitura de Goiânia estuda cortar até 35% nos plantões médicos para equilibrar orçamento e aumentar atendimentos

https://www.jornalopcao.com.br/goiania/prefeitura-de-goiania-estuda-cortar-ate-35-nos-plantoes-medicos-para-equilibrar-orcamento-764625/

‘Faltômetro’ de pacientes: prefeitura coloca cartaz com relação de faltas a exames e consultas em unidade de saúde e divide opiniões

https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2025/11/11/faltometro-de-pacientes-prefeitura-coloca-cartaz-com-relacao-de-faltas-a-exames-e-consultas-em-unidade-de-saude-e-divide-opinioes.ghtml

Novo exame de sangue permite diagnóstico precoce do Alzheimer

https://www.aredacao.com.br/vida-e-saude/243680/novo-exame-de-sangue-permite-diagnostico-precoce-do-alzheimer

Especialistas alertam para riscos da retinopatia diabética em pacientes com diabetes

https://www.youtube.com/watch?v=xznQu9SKf2s

HGG amplia estrutura e passa a contar com sala própria para quimioterápicos

https://www.youtube.com/watch?v=i2VyM3RtNy0

Mercado de enfermagem no Brasil cresce cerca de 44% em cinco anos

https://oimparcial.com.br/noticias/2025/11/mercado-de-enfermagem-no-brasil-cresce-cerca-de-44-em-cinco-anos/

Lula assina decreto que muda regras para vale-refeição e alimentação

https://www.gazetadopovo.com.br/economia/lula-assina-decreto-que-muda-regras-para-vale-refeicao-e-alimentacao/

Plataforma Nacional de Fiscalização do CFM uniformizou vistorias em todo o país

https://portal.cfm.org.br/noticias/plataforma-nacional-de-fiscalizacao-do-cfm-uniformizou-vistorias-em-todo-o-pais

Morte súbita atinge até 320 mil brasileiros por ano e aumenta alerta entre jovens

https://ohoje.com/2025/11/11/morte-subita-atinge-ate-320-mil-brasileiros/

Indústria de dispositivos médicos avança, mas crédito caro e estoques cheios preocupam

https://www.saudebusiness.com/industria/industria-de-dispositivos-medicos-avanca-mas-credito-caro-e-estoques-cheios-preocupam/

Mais de 60% das empresas de Medicina Diagnóstica adotam ações ESG, revela Abramed 

https://www.saudebusiness.com/esg/mais-de-60-das-empresas-de-medicina-diagnostica-adotam-acoes-esg-revela-abramed/

JORNAL OPÇÃO

Prefeitura de Goiânia estuda cortar até 35% nos plantões médicos para equilibrar orçamento e aumentar atendimentos

Conselheiros municipais e representantes sindicais contestam medida

A Prefeitura de Goiânia deve reduzir os valores pagos pelos plantões médicos no município — medida que pode acarretar uma diminuição de até 35% nos salários dos profissionais. “Acreditamos que o edital está pronto, só falta entregar o aditivo para a gente”, afirmou uma servidora da pasta que pediu para não ser identificada.

O receio não é infundado, considerando os posicionamentos recentes do secretário municipal de Saúde, Luiz Gaspar Pellizzer, e do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), favoráveis à redução da remuneração. Em nota, a SMS afirmou que os valores apresentados no projeto seguem a realidade orçamentária e financeira da pasta, o que não deve acarretar uma redução na qualidade do serviço.

“A proposta da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) traz valores ajustados à conjuntura do mercado e à realidade orçamentária e financeira da pasta, para tornar mais eficiente a aplicação de recursos públicos em toda a rede de saúde. A SMS ressalta que o novo credenciamento não traz retrocessos ou desvalorização para a classe médica, mas permite ampliar o quantitativo de profissionais que atuam na rede, assegurando o dimensionamento adequado de profissionais nas unidades de saúde.”

Ambos afirmam haver um descompasso nos pagamentos em relação a outras cidades da Região Metropolitana de Goiânia (RMG), sendo o valor pago em Goiânia “muito acima do mercado”, como já declarou Mabel. Segundo a gestão, o corte representaria uma economia de cerca de R$ 2 milhões por mês.

A Prefeitura de Goiânia paga hoje cerca de 30% acima da tabela média praticada em outras cidades da região metropolitana e até de outros estados. A Secretaria Municipal de Saúde realizou um estudo técnico detalhado para corrigir distorções e, assim, viabilizar a ampliação dos serviços da rede especializada.

O objetivo é equalizar os valores pagos aos praticados pelo mercado – inclusive os aplicados em contratos de referência, como o do Hospital Albert Einstein, responsável pela gestão do Hugo.

“Com essa readequação, o atendimento especializado será ampliado em aproximadamente 30%, garantindo mais eficiência e qualidade à população”, completa a pasta.

Entenda o caso

O embate entre a gestão e a categoria começou em agosto, quando o Conselho Municipal de Saúde (CMS) — colegiado responsável por aprovar ou rejeitar medidas da Prefeitura na área — recebeu uma proposta de redução nos valores dos plantões pagos aos servidores municipais da saúde. O texto previa uma diminuição de até 30% na folha salarial dos profissionais pela redução no pagamento dos plantões.

A proposta gerou ampla mobilização da categoria e de entidades sindicais, como o Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego), que classificaram a medida como uma afronta aos direitos dos trabalhadores.

O texto foi rejeitado pelo CMS, mas a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) manteve o apoio à medida durante a Audiência Pública de Prestação de Contas realizada na Câmara Municipal em setembro deste ano. Na ocasião, o titular da pasta reafirmou que a redução segue um projeto em andamento.

Na mesma época, a Prefeitura reenviou uma nova versão da proposta ao CMS, que também foi rejeitada pelo colegiado.

Manobra judicial

Mesmo após essas recusas, especialistas ouvidos acreditam que a gestão Mabel continua empenhada em efetivar o corte — seja por meio de um novo projeto ou de medidas judiciais.

Segundo o presidente do CMS, Venerando Lemes, a Prefeitura ainda não apresentou um novo texto, que, segundo ele, deve ser rejeitado novamente caso seja protocolado. Lemes afirma, contudo, que a administração pode contornar o conselho por meio de uma manobra judicial, recorrendo ao Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) e ao Ministério Público de Goiás (MP-GO).

“A prefeitura pode fazer uma consulta ao Tribunal de Contas para obter um parecer mediante justificativa e, então, levar essa justificativa ao Ministério Público para ter o ato amparado. Mas, no âmbito do conselho, essa medida não vai passar”, afirmou ao Jornal Opção.

Para o conselheiro, a publicação de um edital sem o aval das instâncias competentes poderia resultar na reprovação das contas da pasta. Por isso, a Prefeitura poderia usar pareceres ou decisões judiciais como sustentação legal para o ato.

Greve generalizada

O diretor de Assuntos Financeiros do Simego, Robson Azevedo, afirma que qualquer medida que reduza os salários dos médicos vai levar a uma mobilização da categoria contra a Prefeitura.

Ele rebate o argumento de falta de recursos, lembrando que a saúde é uma prioridade constitucional. “A Constituição brasileira diz que a saúde é um direito e um dever do Executivo. Então, se é um dever dele, o município tem que garantir um serviço de qualidade para a população”, destacou.

Entendemos que não é justo que um trabalhador médico tenha seu salário reduzido, seja por qualquer motivo.

Azevedo também alerta que a redução pode afetar a qualidade do atendimento e a saúde mental dos servidores, o que, segundo ele, impactaria diretamente o serviço prestado à população. O sindicato, afirma, deve se manter vigilante e está pronto para contestar a medida em todas as instâncias, incluindo uma possível greve geral. “Assim que tivermos qualquer sinalização oficial da Prefeitura, o sindicato tomará todas as medidas necessárias para que isso não aconteça”, concluiu.

A justificativa da Prefeitura

Em nota, a SMS afirmou que os valores apresentados no projeto seguem a realidade orçamentária e financeira da pasta, o que não deve acarretar uma redução na qualidade do serviço.

“A proposta da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) traz valores ajustados à conjuntura do mercado e à realidade orçamentária e financeira da pasta, para tornar mais eficiente a aplicação de recursos públicos em toda a rede de saúde. A SMS ressalta que o novo credenciamento não traz retrocessos ou desvalorização para a classe médica, mas permite ampliar o quantitativo de profissionais que atuam na rede, assegurando o dimensionamento adequado de profissionais nas unidades de saúde.”

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PORTAL G1

‘Faltômetro’ de pacientes: prefeitura coloca cartaz com relação de faltas a exames e consultas em unidade de saúde e divide opiniões

Município registrou 144 ausências em consultas especializadas no mês de outubro. Iniciativa busca conscientizar pacientes e reduzir prejuízos ao atendimento.

Por Bárbara França, g1 Goiás

Centro Médico de Especialidades de Petrolina de Goiás instalou um “faltômetro”.

Painel contabiliza as ausências dos pacientes em consultas previamente agendadas.

Segundo levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, apenas no mês de outubro foram 144 faltas.

Iniciativa gerou repercussão nas redes sociais.

O Centro Médico de Especialidades de Petrolina de Goiás instalou um “faltômetro”, um painel que contabiliza as ausências dos pacientes em consultas previamente agendadas. Segundo o levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, apenas no mês de outubro foram 144 faltas, distribuídas entre diversas especialidades como psicologia (86 ausências), psiquiatria (17), endocrinologia (12), ultrassonografia (8), pediatria (6), ginecologia (6) e outras áreas.

Faltômetro no Centro Médico de Especialidades mostra número de faltas registradas em outubro, com 144 ausências em consultas marcadas — Foto: Reprodução/Instagram da Prefeitura de Petrolina de Goiás

A Secretaria afirma que cada ausência representa uma oportunidade perdida para outro paciente que aguardava atendimento na fila, já que, quando alguém não comparece e não avisa, o sistema não consegue realocar a vaga com antecedência. “Chegou o momento de conscientização. Se você não puder comparecer, avise com antecedência e permita que outra pessoa seja atendida”, diz post no instagram.

A iniciativa, no entanto, gerou repercussão nas redes sociais. Muitas pessoas apoiaram a divulgação pública das faltas e reforçaram a importância da responsabilidade com o agendamento. “Se fosse consulta particular, ninguém esqueceria”, comentou uma usuária, destacando que a ausência prejudica quem realmente precisava do atendimento.

Outros usuários, por outro lado, relataram experiências divergentes com o serviço. Um morador afirmou que sua esposa compareceu à consulta de psiquiatria, mas a profissional não estava presente: “Vai colocar o nome da doutora na lista por faltar?”.

A iniciativa abriu espaço para discussão entre moradores sobre o impacto das faltas e a necessidade de maior conscientização para evitar desperdício de vagas e atrasos no atendimento especializado.

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A REDAÇÃO

Novo exame de sangue permite diagnóstico precoce do Alzheimer

Teste é feito de forma menos invasiva

Um novo exame de sangue, recentemente aprovado pela FDA (Food and Drug Administration) nos Estados Unidos, promete transformar o diagnóstico do Alzheimer ao detectar marcadores biológicos de forma menos invasiva, mais acessível e nas fases iniciais da condição. A tecnologia ainda não está disponível no mercado brasileiro, mas já está sendo estudada para implementação no país, podendo beneficiar milhões de brasileiros que enfrentam o declínio cognitivo.
 

Segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), estima-se que 1,2 milhão de brasileiros vivam com alguma forma de demência, sendo o Alzheimer responsável por cerca de 60% a 70% dos casos. Mundialmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que mais de 55 milhões de pessoas convivem com demência, número que deve triplicar até 2050.
 

"Nas fases iniciais, quando os neurônios ainda preservam parte da sua função, tratamentos farmacológicos e não farmacológicos, como estimulação cognitiva, atividade física e controle de fatores de risco, têm maior impacto em retardar a progressão da doença. Por isso, a detecção precoce é fundamental", afirma a neurologista cooperada da Unimed Goiânia – Cooperativa de Trabalho Médico, Dra. Roussiane Gaioso.
 

De acordo com a especialista, o teste mede proteínas específicas no plasma sanguíneo que refletem alterações cerebrais típicas do Alzheimer. "As proteínas avaliadas são as proteínas tau e a beta-amiloide, biomarcadores que anteriormente só podiam ser detectados por exames de imagem como o PET scan (tomografia por emissão de pósitrons) ou pela análise do líquor através de punção lombar", explica.
 

Ela lembra que o exame é indicado para pacientes com mais de 55 anos que apresentam declínio cognitivo ou queixas de memória. "Plataformas mais amplas de pesquisa permitem medir painéis maiores de biomarcadores no sangue, auxiliando em diversos aspectos da patologia da doença. O exame consegue identificar o processo biológico inicial da doença antes que o paciente apresente perda de memória ou dificuldades cognitivas perceptíveis", afirma Dra. Roussiane.
 

No entanto, a médica faz um alerta importante: "O exame não deve ser utilizado como triagem populacional em pessoas assintomáticas. A presença dos biomarcadores não significa que o indivíduo desenvolverá demência, apenas indica alterações compatíveis com a patologia". O resultado precisa ser interpretado no contexto clínico individual, com acompanhamento neurológico adequado.
 

O exame de sangue não substitui os métodos diagnósticos atuais, mas os complementa de forma estratégica. "Representa o início de uma nova era no diagnóstico do Alzheimer de forma mais precoce, menos invasiva e potencialmente mais ampla em termos de acesso populacional", destaca a neurologista. Em casos com resultados muito claros, o teste pode reduzir a necessidade de exames mais invasivos.
 

Benefícios transformadores

"O diagnóstico precoce não muda apenas o tratamento, ele muda o rumo da vida do paciente e da família, permitindo mais tempo com qualidade e autonomia. Nas fases iniciais, os tratamentos farmacológicos e não farmacológicos, como estimulação cognitiva, atividade física e controle de fatores de risco, têm maior impacto em retardar a progressão da doença", enfatiza Dra. Roussiane Gaioso.
 

A médica destaca ainda que o diagnóstico antecipado oferece ao paciente a oportunidade de participar ativamente de decisões sobre tratamento e futuro, mantendo autonomia por mais tempo, além de possibilitar acesso a novas terapias modificadoras da doença.

Para a neurologista da Unimed Goiânia, o avanço representa uma verdadeira transformação. "Com o avanço dos biomarcadores, podemos detectar precocemente as alterações cerebrais, abrindo caminho para intervenções muito mais eficazes. Não se trata apenas de diagnosticar antes, trata-se de cuidar melhor por mais tempo", conclui.

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PUC TV

Especialistas alertam para riscos da retinopatia diabética em pacientes com diabetes

https://www.youtube.com/watch?v=xznQu9SKf2s

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HGG amplia estrutura e passa a contar com sala própria para quimioterápicos

https://www.youtube.com/watch?v=i2VyM3RtNy0

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O IMPARCIAL

Mercado de enfermagem no Brasil cresce cerca de 44% em cinco anos

Estudo do Ministério da Saúde revela expansão de 1 milhão para 1,5 milhão de postos de trabalho entre 2017 e 2022, com maior concentração no SUS e na alta complexidade

Entre 2017 e 2022, o Brasil testemunhou um aumento de aproximadamente 44% nos postos de trabalho em enfermagem, saltando de cerca de 1 milhão para 1,5 milhão de vínculos. É importante notar, contudo, que essa estatística não reflete o número total de profissionais da área, uma vez que um único indivíduo pode possuir múltiplos contratos de trabalho.

Estes dados são parte integrante do estudo “Demografia e Mercado de Trabalho em Enfermagem no Brasil”, lançado nesta terça-feira (11) pelo Ministério da Saúde. O levantamento oferece um panorama detalhado do setor que, ao contabilizar enfermeiros, técnicos e auxiliares, possui a maior concentração de postos de trabalho na saúde do país.

De acordo com a pesquisa, que abrange o período de 2017 a 2022, o total de vagas na enfermagem brasileira apresentou crescimento em todos os níveis de atenção à saúde: primária ou básica, secundária ou de média complexidade, e terciária ou de alta complexidade. A atenção de alta complexidade registrou o maior crescimento absoluto, passando de 635 mil postos de trabalho em 2017 para quase 900 mil em 2022, uma alta de 41%. No mesmo intervalo, a atenção primária aumentou de 204 mil para 285 mil postos (39,2%), e a atenção secundária passou de 171 mil para 238 mil (39%).

Os números demonstram ainda que as mulheres constituem cerca de 85% da força de trabalho da enfermagem no Brasil, e o setor público é responsável por 61,9% dos vínculos empregatícios.

Impacto da covid-19 na contratação

Os dados referentes ao período de 2020, início da pandemia de covid-19, até 2022, indicam acréscimos significativos na contratação de enfermeiros e técnicos, especialmente no âmbito público.
O ministério avaliou que “Esse movimento é compatível com a necessidade de ampliação da resposta à pandemia, que exigiu investimentos em equipes para atender à alta demanda por serviços hospitalares, unidades de terapia intensiva e vacinação em massa”. Um exemplo é a atenção primária, que no setor público teve um aumento de 42% no número de enfermeiros e de 77% no número de técnicos de enfermagem.

Crescimento distribuído entre as regiões

Entre 2017 e 2022, o aumento de postos de trabalho foi observado em todas as regiões do país, com destaque para aquelas que possuíam menos profissionais: o Nordeste cresceu 46,3% e o Norte, 43,8%.
O Centro-Oeste apresentou o maior crescimento percentual no período, com 57,3%, seguido pelo Sul, com 44,6%. O Sudeste registrou o menor índice, com 34,9%, mas ainda assim se mantém como a região com a maior concentração de postos de trabalho.

Perfil dos vínculos e jornada

O estudo assinala a predominância de vínculos formais de trabalho, com aproximadamente 67% dos contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O restante dos profissionais trabalha sob contratos estatutários e outras modalidades, como temporários e autônomos. A demografia aponta, também, que enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem representam o maior contingente de profissionais atuantes no Sistema Único de Saúde (SUS).

O ministério ressaltou que “Esses profissionais atuam diretamente no cuidado aos pacientes, sendo essenciais para a promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde. A presença desses trabalhadores é indispensável em todos os níveis de atenção, desde a atenção básica até os serviços de alta complexidade”.

No mercado de trabalho da enfermagem, predominam jornadas que variam entre 31 e 40 horas semanais, e a média salarial situa-se entre dois e três salários mínimos (o equivalente a R$ 3.036 e R$ 4.554, respectivamente).

Alerta no ensino a distância (EaD)

A pesquisa também indica um crescimento acentuado do setor privado no ensino de graduação e técnico de enfermagem, especialmente na modalidade de ensino a distância (EaD), que em 2022 chegou a ser responsável por 50,3% das vagas ofertadas. O ministério avaliou que “Esse cenário serviu de alerta para o governo federal e entidades de saúde ligadas à área da enfermagem, apesar do aumento de estudantes no ensino superior ser uma necessidade para melhorar o quantitativo de profissional necessário às realidades de saúde e contingente da população brasileira”.

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GAZETA DO POVO

Lula assina decreto que muda regras para vale-refeição e alimentação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta terça-feira (11) um decreto que altera as regras para o vale-refeição e alimentação. A medida institui um teto de 3,6% na taxa cobrada por empresas de benefícios aos restaurantes e estabelecimentos comerciais.

"Acabo de assinar o decreto que vai acabar com o oligopólio de poucas empresas com o vale-refeição do trabalhador", disse o mandatário. A cerimônia de assinatura do decreto ocorreu sem a presença da imprensa. Trechos da reunião foram divulgados nas redes sociais pelo governo.

O texto regulamenta o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), estabelecendo limites de taxas, prazos de repasse, entre outros. Em nota, o governo afirmou que “as mudanças beneficiam diretamente mais de 22 milhões de trabalhadores, que terão mais liberdade de escolha e melhor aceitação dos cartões”.

"O valor do benefício não muda. O que vai melhorar é a rentabilidade daquele restaurante e, portanto, ao melhorar a situação dele, pode eventualmente reduzir o preço da refeição lá na porta", afirmou o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

O texto fixa o prazo máximo de 15 dias para o repasse de pagamentos. Esse prazo entrará em vigor dentro de 90 dias. Hoje, restaurantes e similares recebem os valores depois de 30 dias após as transações.

A tarifa de intercâmbio terá teto de 2%, sendo vedada qualquer cobrança adicional. As empresas terão 90 dias para se adequar a essas regras. Além disso, qualquer cartão do programa deverá funcionar em qualquer maquininha de pagamento em até 360 dias.

Segundo o Planalto, “as empresas que concedem vale-refeição ou vale-alimentação, por meio do PAT, não terão aumento de custos nem precisarão alterar o valor dos benefícios”.

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PORTAL CFM

Plataforma Nacional de Fiscalização do CFM uniformizou vistorias em todo o país

Criada em 2014, a Plataforma Nacional de Fiscalização do Sistema de Conselhos de Medicina do CFM tem sido aprimorada nos últimos anos e hoje é utilizada por todos os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs). Ela permite que os CRMs sigam um mesmo roteiro de fiscalização (criado com a Resolução CFM nº 2.056/13, com alterações posteriores) e possibilita um retrato dos principais problemas encontrados pelas vistorias dos CRMs. Nesses 11 anos, por exemplo, foram realizadas 114.458 fiscalizações pela plataforma, em 4.621 municípios.

Para o 3º vice-presidente do CFM e diretor do Departamento de Fiscalização, Jeancarlo Cavalcante, a premiação no concurso Justiça e Saúde, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), obtida recentemente, é um reconhecimento do acerto que foi a criação da plataforma. “As fiscalizações ficaram mais precisas quando passaram a seguir os roteiros. Além disso, a tabulação dos dados ficou muito mais ágil”, argumentou. O diretor também lembra que o CFM disponibilizou laptops e softwares para auxiliar os CRMs no uso da plataforma.

Nos dez primeiros meses deste ano, foram realizadas pela Plataforma 19.541 vistorias, em 1.830 municípios, com 17.859 unidades fiscalizadas, sendo apontadas 128.086 irregularidades. Nas vistorias realizadas, foram realizadas 6.867 fiscalizações administrativas, 1.570 na atenção básica, 1.226 em hospitais, 1.020 em consultórios e 1.335 classificadas como outros, entre outros problemas encontrados.

As principais irregularidades encontradas estavam relacionadas a pendências administrativas (9,8%), falta de equipamentos ou medicamentos para intercorrências (3,12%), ambientes e estruturas físicas (3,03%), consultórios (1,11%), consultórios (1,11%) e publicidade e propaganda médica (0,91%). Para saber mais sobre os principais achados dessas fiscalizações, acesse https://observatorio.cfm.org.br/fiscalizacao/

Fiscalizado – Como forma de melhorar o acesso ao sistema, o CFM criou o Espaço do Fiscalizado, que permite o envio de documentos para os Departamentos de Fiscalização dos CRMs. Após logar no Espaço do Fiscalizado, o diretor-técnico do estabelecimento fiscalizado pode averiguar se há pendências e encaminhar documentos demonstrando que os problemas foram sanados.

O Sistema permite a centralização dos registros de fiscalização efetuados pelos CRMs em todo o território nacional, com a integração de dados, formulários e relatórios em tempo real, garantindo um padrão uniforme de atuação. Outros recursos são a emissão digital de autos de infração, termos de visita, notificações e recomendações; o registro georreferenciado das unidades fiscalizadas; o acompanhamento eletrônico das denúncias; e a geração de indicadores gerenciais para planejamento estratégico.

Todas essas funcionalidades foram reconhecidas no concurso Justiça e Saúde, do CNJ, que premiou o CFM com o 2º lugar na categoria “Poder Público”, do eixo temático II, que avaliou iniciativas voltadas à redução da judicialização da saúde pública e suplementar pela composição pré-processual dos conflitos. Nesse eixo, o CNJ buscou premiar iniciativas desenvolvidas por órgãos do Poder Público que conseguiram resolver demandas de saúde antes que elas se tornassem processos judiciais. “E esta é uma consequência indireta da nossa Plataforma de Fiscalização, pois como garantimos melhores condições de trabalho para o médico, melhoramos o atendimento da população e evitamos a judicialização”, explicou o 2º secretário do CFM, Estevam Rivello, que defendeu a inscrição do CFM no concurso Justiça e Saúde.

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O HOJE

Morte súbita atinge até 320 mil brasileiros por ano e aumenta alerta entre jovens

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, uma parada cardíaca súbita é registrada a cada dois minutos no país, muitas vezes em pessoas aparentemente saudáveis.

No Brasil, a morte súbita é responsável por um número alarmante de óbitos por ano. Estimativas de entidades cardiológicas como a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) apontam que entre 120 mil e 320 mil brasileiros morrem anualmente por arritmias cardíacas que levam à parada cardiorrespiratória.

Isso significa uma morte súbita a cada dois minutos. Embora mais frequente em adultos acima dos 35 anos, casos envolvendo jovens e atletas têm acendido um alerta nacional. O questionamento que surge abrange se a possibilidade de se prevenir.

A morte súbita é definida como a perda abrupta da circulação sanguínea, geralmente causada por uma arritmia grave que impede o coração de bombear sangue. 

Ela ocorre de forma inesperada, muitas vezes em pessoas aparentemente saudáveis, e em 72% dos casos acontece dentro de casa, antes de qualquer atendimento emergencial. Por isso, especialistas reforçam que a rapidez no socorro é determinante para salvar vidas.

A morte súbita pode atingir qualquer pessoa, mas alguns grupos apresentam risco maior. Homens são mais frequentemente afetados, e há duas faixas etárias críticas: até os seis anos e acima dos 35 anos. 

Em jovens abaixo dos 30 anos e atletas, os casos geralmente estão associados a doenças cardíacas genéticas, como a cardiomiopatia hipertrófica, que afeta cerca de 500 mil brasileiros. 

A cardiomiopatia hipertrófica pode ser identificada por meio de alterações no eletrocardiograma e no exame clínico, já que costuma gerar um sopro cardíaco característico. Exames como ecocardiograma e ressonância magnética confirmam o diagnóstico. 

Após essa etapa, é necessário avaliar o risco de morte súbita, principalmente em pacientes com menos de 40 anos, faixa etária em que a chance é maior. Para isso, médicos consideram fatores como sintomas, estrutura cardíaca e resposta a tratamentos, seguindo algoritmos que orientam se o paciente deve receber medicamentos, cirurgia ou até um desfibrilador implantável. 

Segundo o cardiologista Fabio Fernandes, trata-se de uma doença frequente, porém subdiagnosticada. “É comum que o primeiro sintoma seja a parada cardíaca. Por isso, a detecção precoce é essencial”, afirma em publicação da Agência Einstein.

Já entre adultos sedentários, tabagistas, hipertensos ou com colesterol elevado, a causa mais comum é o infarto agudo do miocárdio seguido de arritmias fatais. Para pessoas que já sofreram infarto ou possuem histórico familiar de morte súbita, o risco é ainda maior.

Pesquisadores como Fernando Cannavan e colegas, em estudo sobre estratificação de risco em atletas, ressaltam que avaliações clínicas e exames cardíacos devem ser rotina antes do início de treinos intensos.

Em caso de desmaio súbito, a ação rápida é decisiva para salvar vidas. A orientação é ligar imediatamente para o SAMU (192) e verificar se a pessoa está respirando. Se a respiração estiver ausente ou irregular, é necessário iniciar a Reanimação Cardiopulmonar (RCP) sem esperar a chegada da ambulância. Caso haja um Desfibrilador Externo Automático (DEA) disponível, ele deve ser utilizado seguindo as instruções de voz do próprio aparelho.

Especialistas reforçam que nenhum suplemento, treino intenso ou boa forma física substitui o acompanhamento cardiológico. Em academias, clubes esportivos e modalidades de alta intensidade, a avaliação pré-participação deveria ser uma regra adotada de forma sistemática, garantindo segurança para praticantes iniciantes e atletas experientes.

Sinais e importância do diagnóstico precoce para evitar morte súbita

Apesar de, em muitos casos, ocorrer de forma inesperada, a morte súbita pode apresentar sinais de alerta nas horas ou dias anteriores. Entre os sintomas mais comuns estão palpitações ou sensação de batimentos acelerados e irregulares, além de dor ou pressão no peito. 

A pessoa também pode sentir falta de ar repentina, mesmo em repouso, e episódios de desmaio ou quase desmaio, acompanhados de sudorese fria e tontura. Esses sinais, quando ignorados, podem evoluir rapidamente para um quadro grave, o que reforça a importância de procurar atendimento médico imediato diante de qualquer uma dessas manifestações.

Mesmo sintomas considerados “simples”, como cansaço inexplicável durante atividade física, podem representar risco. Segundo a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), 2 milhões de brasileiros convivem com fibrilação atrial, a arritmia mais comum no país e que pode levar à morte súbita se não tratada.

Para ampliar o conhecimento da população, entidades médicas realizam todo ano, em 12 de novembro, o Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e da Morte Súbita. A campanha orienta sobre sintomas, importância do diagnóstico e tratamento, com o lema: “Não deixe seu coração sair do ritmo.”

Além disso, o treinamento da população em suporte básico de vida pode salvar milhares de vidas. Estudos mostram que quando a reanimação cardiopulmonar (RCP) é iniciada nos primeiros sete minutos após a parada cardíaca, mais da metade das vítimas podem sobreviver. O uso do desfibrilador externo automático (DEA), disponível em shoppings, aeroportos e academias, também aumenta significativamente a chance de reversão.

A prevenção da morte súbita começa com a realização de exames regulares, sobretudo para pessoas que apresentam fatores de risco, como histórico familiar de morte súbita, pressão alta, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, sedentarismo ou o uso frequente de bebidas alcoólicas e energéticos. 

Esses elementos aumentam a sobrecarga cardiovascular e favorecem o surgimento de arritmias e outras doenças cardíacas silenciosas. Por isso, o monitoramento médico contínuo é essencial.

Entre os exames recomendados estão o eletrocardiograma (ECG) e o ecocardiograma, considerados simples, acessíveis e fundamentais para detectar alterações elétricas ou estruturais no coração. Em situações específicas ou quando há suspeita de origem genética, testes genéticos também podem ser indicados, ajudando na identificação de predisposições hereditárias. 

Além dos exames, medidas preventivas são determinantes para reduzir riscos: manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios com orientação profissional, evitar tabaco, reduzir o consumo de álcool, dormir adequadamente, controlar o estresse e realizar consultas cardiológicas anuais. A morte súbita pode acontecer de forma silenciosa e inesperada, mas não é inevitável.

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SAÚDE BUSINESS

Indústria de dispositivos médicos avança, mas crédito caro e estoques cheios preocupam

Pesquisa da ABIMO indica que, apesar do avanço na produção e no emprego, o crédito caro e a desaceleração do consumo exigem cautela no fim deste ano.

O setor brasileiro de dispositivos médicos manteve trajetória positiva em setembro, com indicadores que refletem a resiliência industrial mesmo diante do ambiente global de incertezas. A nova Pesquisa de Conjuntura da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO) mostra que 62,5% das empresas registraram aumento nas vendas e 57,5% elevaram a produção na comparação com o mesmo mês de 2024. 

O levantamento também aponta que 45% das indústrias ampliaram o quadro de funcionários e 47,5% aumentaram os investimentos no bimestre agosto/setembro de 2025 em relação ao ano anterior — resultado que reforça a confiança em uma retomada gradual do setor. 

“O desempenho do setor segue surpreendendo positivamente, sobretudo num contexto de juros altos, pressão inflacionária e competição internacional acirrada. Isso mostra que a indústria nacional de dispositivos médicos tem se mostrado ágil e preparada para responder às demandas do mercado interno e externo”, destaca Larissa Gomes, gerente de Projetos e Marketing da ABIMO. 

O estudo também revela avanço na produtividade, com crescimento em 57,5% das empresas em setembro de 2025, em comparação com o mesmo mês de 2024 — movimento que reforça a importância da inovação e da eficiência operacional como pilares da competitividade. Por outro lado, 47,5% dos empresários relataram estoques acima do normal e 37,5% apontaram aumento da inadimplência no período, dois sinais que exigem atenção na reta final do ano. 

Segundo Larissa, os números pedem cautela na gestão financeira: “O crédito está caro e seletivo. Com juros reais próximos de 10% e linhas privadas acima de 25% ao ano, o setor precisa equilibrar expansão com prudência, mantendo o foco em produtividade e inovação para garantir sustentabilidade.” 

Expectativas seguem otimistas para o fim do ano 

As projeções para o último bimestre de 2025 permanecem positivas. Quase 59% das empresas esperam aumento nas vendas e 54% projetam alta na produção até dezembro. Também há otimismo moderado em relação ao emprego e aos investimentos, com 46% das companhias prevendo novas contratações e o mesmo percentual planejando ampliar aportes. 

Contexto global e desafios estruturais 

Apesar dos bons resultados, o cenário internacional segue desafiador. O World Uncertainty Index indica que a incerteza global permanece em níveis elevados, pressionada pelos conflitos na Europa, Oriente Médio e América Latina, além dos reflexos da disputa comercial entre Estados Unidos e China. Esses fatores impactam diretamente a cadeia produtiva, especialmente no fornecimento de semicondutores — insumo essencial para parte dos dispositivos médicos. 

A ABIMO ressalta que políticas industriais como a Nova Indústria Brasil são fundamentais para sustentar o desenvolvimento do segmento no longo prazo. “É essencial que essas iniciativas tenham continuidade e transcendam governos, pois o desafio de consolidar a autonomia tecnológica brasileira exige uma estratégia nacional de longo alcance”, conclui Larissa. 

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Mais de 60% das empresas de Medicina Diagnóstica adotam ações ESG, revela Abramed 

Com adesão ao Pacto Global da ONU, o setor intensifica práticas de sustentabilidade, diversidade e transparência, consolidando seu papel na transição para uma economia de baixo carbono.

Com o início da COP30, que começou nesta semana, a sustentabilidade assume um papel central nas discussões globais e a Medicina Diagnóstica desponta como um vetor importante para o avanço de ações sustentáveis, de equidade e de governança sólida.  

É o que mostra a 7ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico, que revela que 61% das empresas vinculadas à Associação possuem iniciativas socioambientais de voluntariado. 

O levantamento indica ainda uma tendência consistente de redução do impacto ambiental nas operações de laboratórios e centros diagnósticos. Entre 2023 e 2024, o setor registrou uma queda de 25,6% no consumo de energia por exame realizado e de 7,1% no uso de água. 

No campo da gestão de resíduos laboratoriais, os dados também apontam avanços: 93% das empresas adotam coleta seletiva, 88% promovem campanhas de conscientização, 87% realizam inspeções ou auditorias internas e 86% oferecem treinamentos voltados ao tema. 

Para o médico patologista, professor e pesquisador Paulo Saldiva, a atuação proativa do segmento é determinante diante da crise climática.  

“Hoje, as cidades estão na mesa de autópsia, e a saúde tem um papel central em diagnosticar, propor terapêuticas e orientar caminhos de sustentabilidade”, observou Saldiva, no 9º Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (FILIS), em agosto. 

A pauta ambiental também ganhou novo fôlego neste ano, com a Abramed se tornando signatária do Pacto Global da ONU, dentro do Programa Multiplicadores, movimento que reforça o compromisso da entidade em consolidar a Medicina Diagnóstica como agente ativo das agendas socioambientais. 

Equidade e diversidade

No eixo social, outro pilar da agenda ESG, o relatório destaca a diversidade como elemento central nas empresas de Medicina Diagnóstica, com protagonismo feminino em equipes e cargos de liderança. 

Segundo o estudo, 100% das associadas da Abramed têm mais da metade de seu quadro de colaboradores formado por mulheres e, em 65% das instituições, mais de 50% das lideranças são femininas. 

A diversidade também se reflete em outros aspectos: uma em cada cinco empresas conta com 25% de colaboradores LGBTQIA+, e 20% das associadas têm 47% de seus funcionários com mais de 50 anos, demonstrando abertura à pluralidade geracional. 

Governança e transparência como pilares de confiança 

No campo da governança, a Abramed tem reforçado a importância de políticas de conformidade e transparência como ferramentas essenciais para fortalecer a confiança entre empresas, pacientes e demais stakeholders.

O Painel Abramed mostra que metade das organizações do setor já divulga relatórios de práticas ambientais, sociais e de governança corporativa — um movimento que tende a se ampliar nos próximos anos. 

Para Milva Pagano, diretora executiva da Abramed, a governança é um eixo estratégico tanto para a reputação quanto para a sustentabilidade operacional das empresas. 

“Relatórios de governança apoiam na tomada de decisões estratégicas por parte dos gestores, atraem investidores para o ecossistema suplementar e melhoram a eficiência operacional. Além disso, fomentam o engajamento dos colaboradores e auxiliam no desenvolvimento de uma cultura de responsabilidade, preparando a empresa para desafios futuros e promovendo uma atuação mais sustentável e ética no setor”, explica Pagano. 

Saldiva também reforça que entidades como a Abramed têm papel fundamental na construção de uma visão colaborativa da agenda ESG. 

“No trabalho da Abramed, vemos empresas concorrentes trabalhando juntas, dialogando e trocando informações — e isso não é habitual em outras áreas. Esse talvez seja o maior legado da saúde: mostrar que é possível avançar coletivamente em prol da vida”, comentou o médico. 

Com o Brasil sediando a COP30, Milva Pagano conclui que o momento é propício para que o setor reafirme seu compromisso com metas concretas de sustentabilidade.  

“A COP30 representa um marco para o país e uma oportunidade para o setor reafirmar seu papel na transição para uma economia de baixo carbono. A Medicina Diagnóstica tem a capacidade de se posicionar como um dos líderes dessa transformação, unindo inovação, ciência e compromisso com o futuro do planeta”, afirmou. 

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Assessoria de Comunicação        

 

Nesta quarta-feira, 12, às 19 horas, o presidente da Ahpaceg, Renato Daher, será condecorado com a Medalha Doutor Amyn José Daher, entregue pela Câmara Municipal de Goiânia.

A solenidade foi proposta pelo vereador Dr. Gustavo e vai homenagear médicos que exercem ou já exerceram a medicina com destaque em Goiânia.

A “Medalha de Médico Destaque Doutor Amyn José Daher” foi criada em 2017 e é conferida anualmente a médicos reconhecidos pelos relevantes serviços prestados à sociedade.