Postado em: 09/01/2026

Ahpaceg inova e divulga indicadores assistenciais dos hospitais associados

FACHADA AHPACEG

 

Os índices, que passarão a ser divulgados periodicamente, trazem a média das instituições associadas participantes e oferecem à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações objetivas sobre qualidade, segurança e eficiência da assistência hospitalar

 

A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) tornou públicos os primeiros indicadores assistenciais e operacionais consolidados de seus hospitais associados. A divulgação marca o início do projeto Indicadores Ahpaceg, uma iniciativa inédita no setor privado goiano que passa a oferecer à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações objetivas sobre qualidade, segurança e eficiência da assistência hospitalar.

O projeto conta com apoio técnico da NCI Innova, empresa de transformação digital com atuação no segmento hospitalar, e nasce de uma pergunta central que acompanha a Ahpaceg desde sua criação, em 2003: como medir, de forma objetiva e comparável, a segurança do paciente e a qualidade do cuidado prestado?

Diante dessa necessidade, foi consolidada a parceria entre a Ahpaceg e a NCI Innova com vistas a reunir os dados assistenciais, de recursos humanos e financeiros dos hospitais e clínicas associados. Os índices divulgados são referentes ao segundo semestre de 2025 e trazem a média das instituições associadas participantes do projeto.

A partir de 2026, o projeto será ampliado com a inclusão dos indicadores das áreas de farmácia, nutrição, oftalmologia e segurança e qualidade em pronto-socorro da rede associada.

Pioneirismo

A iniciativa coloca a Ahpaceg como pioneira no registro, monitoramento e na divulgação regular desses dados entre hospitais e clínicas de imagem privados de Goiás. Dentre os índices divulgados estão indicadores, como a taxa de infecção, um dos mais conhecidos pela população, e outros, como lesões por pressão, ocupação de leitos e a identificação correta dos pacientes, uma norma básica de segurança nas instituições de saúde.

O presidente da Associação, Renato Daher, destaca que a divulgação trimestral dos indicadores permitirá a construção de uma série histórica consistente, capaz de apoiar análises, comparações e decisões na área da saúde.

“Nosso objetivo também é oferecer informações claras para que a população possa escolher, de forma consciente, onde deseja ser atendida com qualidade e segurança”, afirma.

Benefícios

Além de oferecer um referencial inédito aos usuários e compradores de serviços de saúde, como planos e operadoras, a divulgação sistemática dos indicadores traz ganhos diretos para os próprios hospitais. Entre eles estão maior transparência e prestação de contas, estímulo à melhoria contínua da qualidade e da segurança do paciente, benchmarking e aprendizado coletivo entre instituições, fortalecimento da credibilidade institucional e apoio à tomada de decisão e à formulação de políticas de saúde.

O monitoramento dos indicadores também contribui para o atendimento a exigências regulatórias e processos de acreditação, valoriza o papel da alta complexidade no sistema de saúde e estimula uma cultura de dados e de responsabilidade clínica.

Ao tornar essas informações acessíveis, a Ahpaceg amplia a capacidade de escolha da população e cria bases mais sólidas para a gestão e o aprimoramento da assistência hospitalar em Goiás.

CONFIRA OS INDICADORES DA REDE AHPACEG

*Os dados/metas usados como referência são da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) - 2017

 

Taxa de Ocupação: 78%

Indica a utilização dos leitos operacionais proporcionando uma gestão eficiente do hospital.

Meta: 80% a 85%

 

Média de permanência hospitalar (MP): 2,64 dias
Indica o tempo médio de internação dos pacientes. Quanto menor a permanência, maior tende a ser a eficiência no uso dos leitos, desde que mantida a qualidade assistencial.

Meta: 5,3 dias

Índice de giro de leitos (IGL): 6,41
Mede quantas internações ocorrem em um mesmo leito ao longo do período. Está diretamente relacionado à média de permanência: internações mais curtas aumentam o giro, enquanto permanências mais longas reduzem a rotatividade.

Média de permanência na UTI adulto: 6,88 dias
Reflete o tempo médio de internação em terapia intensiva. Em hospitais de alta complexidade, a variação é esperada conforme a gravidade dos casos, o perfil clínico dos pacientes e os protocolos assistenciais.

Meta: até 5 dias

Taxa de conversão do pronto-socorro para enfermaria/apartamento: 8,41%
Mostra a proporção de atendimentos no pronto-socorro que evoluem para internação em leitos clínicos, ajudando a compreender o perfil assistencial e a eficiência do fluxo.

Meta: quanto menor, melhor.

Taxa de conversão do pronto-socorro para UTI: 1,69%
Indica a parcela de pacientes atendidos no pronto-socorro que necessitam de terapia intensiva, refletindo a gravidade dos casos e o uso de recursos críticos.

Meta: quanto menor, melhor.

Taxa de mortalidade institucional (≥24 horas): 1,78%
Expressa o percentual de óbitos após 24 horas de internação. Deve ser analisada com ajuste de risco e comparada apenas com hospitais de perfil semelhante.

Meta: <3% (Anvisa, 2018)

Taxa de mortalidade operatória/cirúrgica (até 7 dias): 0,32%
Mede óbitos após procedimentos cirúrgicos e avalia critérios de cirurgia segura, variando conforme porte, risco e tipo de cirurgia.

Meta: quanto menor, melhor.

Taxa de pacientes com identificação adequada: 98,88%
Indicador de segurança do paciente alinhado às metas internacionais, essencial para prevenir erros de medicação, exames, transfusões e procedimentos.

Meta: de 90% a 100%

Taxa de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos: 68,06%
Caracteriza o perfil assistencial dos hospitais e auxilia no planejamento de recursos, avaliação de produtividade e análise de risco.

Sem meta. Depende da característica do hospital

Taxa de infecção de sítio cirúrgico em cirurgia limpa: 0,53%
Indicador clássico de qualidade assistencial. Resultados abaixo de 1% são considerados de excelente desempenho.

Meta: quanto menor, melhor.

Densidade de erro na administração de medicamentos: 0,34
Expressa o número de erros por mil pacientes-dia ou mil doses administradas e avalia todas as etapas do processo medicamentoso.

Não existe um valor de referência único ou um "benchmark" nacional oficial para a densidade de erro na administração de medicamentos no Brasil

Incidência de lesão por pressão: 1,47
Mede o risco de o paciente desenvolver nova lesão por pressão durante a internação, com foco no paciente.

Meta: quanto menor, melhor.

Taxa de lesão por pressão: 0,34%
Avalia a frequência de lesões ao longo do tempo de internação, sendo complementar à incidência.

Meta: quanto menor, melhor.

Incidência de quedas: 0,85
Indica o risco de o paciente sofrer queda durante a internação.

Meta: quanto menor, melhor.

Taxa de quedas: 0,21%
Mede a frequência de eventos de quedas no período, complementando a análise do risco assistencial.

Meta: quanto menor, melhor.

 

REDE AHPACEG

 

GOIÂNIA

CDI Premium

Cebrom

Clínica da Imagem

Clínica São Marcelo

CRD

Hemolabor

Hospital Amparo

Hospital do Coração de Goiás

Hospital do Coração Anis Rassi

Hospital da Criança

Hospital de Acidentados

Hospital Ortopédico de Goiânia

Hospital Otorrino de Goiânia

Hospital Mater Dei

Hospital do Rim

Hospital Samaritano de Goiânia

Hospital Santa Bárbara

Hospital Santa Helena

Hospital São Francisco de Assis

Instituto de Neurologia de Goiânia

Instituto Ortopédico de Goiânia

Instituto Panamericano da Visão

Maternidade Ela

Oncovida

Ver Hospital de Olhos

ANÁPOLIS

Hospital Evangélico Goiano

 

APARECIDA DE GOIÂNIA

Hospital de Neurologia Santa Mônica

 

CALDAS NOVAS

Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida

 

CATALÃO

Hospital Nasr Faiad

Hospital São Nicolau 

 

CERES

Hospital Ortopédico de Ceres

 

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