Imprensa (2678)
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DESTAQUES
Ações contra planos já são 47% dos processos na saúde; solução de conflitos é desafio
Hapvida (HAPV3) tem “vai e vem” na gestão; ação fecha em queda de mais de 8%
Ipasgo Saúde alcança nota máxima da ANS em segurança e qualidade assistencial
Prefeitura anuncia construção de nova sede para o Pronto-Socorro Psiquiátrico Wassily Chuc em Goiânia
Goiás quer ampliar notificação de potenciais doadores de córneas e fortalecer política de transplantes
Centro de Excelência em Inteligência Artificial da UFG amplia atuação e chega à Faculdade de Medicina
Ministério da Saúde amplia em 92% número de bolsas para formação de especialistas
https://medicinasa.com.br/bolsas-formacao-especialistas/
Modernizar aplicações de saúde na nuvem é imperativo para o negócio
https://medicinasa.com.br/modernizar-aplicacoes-saude/
Exame nacional da medicina é um compromisso com a vida
https://medicinasa.com.br/exame-nacional-medicina/
Verme em bebedouro e rato no corredor
INFOMONEY
Ações contra planos já são 47% dos processos na saúde; solução de conflitos é desafio
Segundo especialistas, há um crescimento da frustração do consumidor, fator que combinado com a falta de fiscalização eleva os processos
Quase metade das ações judiciais da área da saúde no Brasil já nasce de brigas entre consumidores e planos de saúde, superando em muitos estados até mesmo ações contra o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as ações contra operadoras já respondem por 47% dos processos do setor, ante 40% cinco anos atrás.
Até o fim de outubro de 2025, foram 283.531 processos contra planos, 7% acima do mesmo período de 2024. Somando as disputas contra o SUS, o total chegou a 593.007 processos em 10 primeiros meses do ano passado.
O crescimento não é homogêneo, mas chama atenção em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, onde as ações contra operadoras já ultrapassam o número de processos contra o SUS. Para especialistas ouvidos pelo InfoMoney, isso não significa melhora da saúde pública, mas sim um aumento da frustração do consumidor que paga para ter acesso mais rápido e previsível a tratamentos.
Mais beneficiários
Enquanto os processos se acumulam, as operadoras vivem em paralelo um momento bastante favorável, com aumento no número de beneficiários e dos lucros. Entre janeiro e setembro de 2025, os planos de saúde registraram lucro operacional de R$ 9,3 bilhões, um crescimento de quase 140% em relação ao mesmo período do ano anterior, o maior resultado em cinco anos.
O lucro operacional é um bom indicador do desempenho do setor porque reflete a diferença entre as mensalidades arrecadadas e as despesas assistenciais e administrativas.
Esse crescimento se deve ao aumento do número de beneficiários de planos médico-hospitalares que, em outubro de 2025, que atingiu 53,3 milhões, com crescimento mensal líquido de 181.220 vínculos, segundo dados da Agência Nacional de Saúde (ANS). Os planos exclusivamente odontológicos também avançaram, somando 35,1 milhões de beneficiários, 320 mil a mais que no mês anterior.
Dessa forma, hoje, 24,8% da população brasileira já possui algum tipo de plano privado.
Para os especialistas, esse descompasso entre o crescimento de clientes e dos ganhos com o aumento da judicialização reforça a visão dos especialistas de que parte relevante dos conflitos poderia ser evitada antes mesmo de chegar ao Judiciário, se houvesse mecanismos administrativos mais efetivos.
Negativas e falha regulatória
Entre as principais reclamações está o não atendimento de solicitações de tratamentos. O advogado Columbano Feijó, especializado em direito da saúde suplementar, diz que o aumento das ações está diretamente ligado às negativas de cobertura e à dificuldade do sistema regulatório em acompanhar a evolução da medicina.
Segundo ele, os planos continuam utilizando o argumento do rol de procedimentos como subterfúgio para negar tratamentos, mesmo após mudanças legais que afastaram a ideia de rol taxativo. “A medicina evolui todos os dias, mas os planos tentam congelar a cobertura e a agência reguladora — que deveria acompanhar essa dinâmica e fiscalizar com mais rigor — não o faz da forma que deveria. Assim, a única saída é apelar para o Judiciário, que precisa resolver o que poderia ser feito administrativamente, se a lei fosse cumprida”, diz.
O advogado Leo Rosenbaum vê o cenário como uma crise de confiança entre beneficiários e operadoras. “O crescimento das ações é reflexo das recusas de tratamentos prescritos por médicos, além de reajustes considerados abusivos e entraves à portabilidade de carências”.
Ele destaca que os canais administrativos nem sempre oferecem solução eficaz, o que empurra o consumidor para pedidos liminares, especialmente em casos de urgência. Para Rosenbaum, o argumento de que a judicialização desequilibra financeiramente o setor não se sustenta, porque mesmo com os custos judiciais os lucros continuam crescendo.
Papel do Judiciário
Para a advogada Daniela Poli Vlavianos, o alto percentual de processos contra planos revela uma mudança estrutural. “O Judiciário deixou de ser exceção e passou a atuar como instância ordinária de execução do contrato de plano de saúde”, diz taxativa.
Segundo ela, a judicialização não decorre apenas de procedimentos caros, mas da combinação entre negativas, demora nas autorizações, restrição de rede e falhas nos canais administrativos. “Diante do risco à saúde, recorrer à Justiça se torna uma decisão racional para o consumidor.”
Vlavianos também alerta que a instabilidade regulatória e as mudanças de entendimento sobre cobertura ampliam a insegurança jurídica, incentivando o ajuizamento de ações com pedidos urgentes. “Quando não há previsibilidade, o Judiciário vira o único caminho confiável para garantir o tratamento”, afirma.
O que dizem as operadoras
A FenaSaúde, entidade que representa as operadoras, afirma que não há estratégia deliberada de negar coberturas e defende o fortalecimento das soluções administrativas, como SAC, ouvidorias e mecanismos de mediação. A entidade sustenta que a judicialização cresceu após mudanças regulatórias que ampliaram coberturas obrigatórias. E diz que as despesas judiciais acumuladas nos últimos anos representam recursos que poderiam ser destinados à melhoria do atendimento.
De 2019 até o terceiro trimestre de 2025 as despesas judiciais das operadoras atingiram a marca de R$ 18 bilhões
Em nota, a entidade informa que o sistema hoje “é muito complexo e que movimenta R$ 256,8 bilhões em despesas assistenciais, desempenhando papel fundamental no alívio da demanda sobre o SUS contribuindo para a ampliação do acesso à saúde no país e financiando grande parte do sistema privado de saúde.”
A Fenasaúde frisa que ainda há outro instrumento importante antes do Judiciário, que é a Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), que tenta solucionar conflitos. “Todas as operadoras estão investindo e aprimorando seus canais de comunicação com os beneficiários para reduzir a litigância de forma administrativa.”
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Hapvida (HAPV3) tem “vai e vem” na gestão; ação fecha em queda de mais de 8%
A Hapvida (HAPV3) confirmou que Alain Benvenuti, que havia renunciado ao cargo de COO há três semanas, assumirá a vice-presidência comercial da companhia.
Benvenuti, que era um dos cotados à sucessão de Jorge Pinheiro na presidência da companhia, tem mais de 25 anos de experiência corporativa, majoritariamente em funções comerciais. Em dezembro, a empresa anunciou Luccas Adib como novo CEO e a saída de Benvenuti do cargo de Vice-presidente de operações (COO), função que passou a ser ocupada por Cidéria Costa.
A mudança ocorre após a saída de Rafael Andrade da vice-presidência comercial em outubro, posição que vinha sendo ocupada por Jaqueline Sena, que seguirá como VP da área odontológica.
O Bradesco BBI considera a notícia de impacto misto, dado o vai e vem recente na estrutura de gestão. “Por outro lado, a volta de Benvenuti deve contribuir para uma transição mais suave e reforçar a estratégia de retomada na área comercial, trazendo credenciais sólidas para impulsionar resultados”, destaca o BBI.
As ações da operadora de saúde fecharam com forte recuo de 8,39%, cotadas a R$ 13,98, com as suas últimas sessões marcadas por forte volatilidade do mercado.
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JORNAL OPÇÃO
jan
2026
22:36:13
NOTÍCIAS
Ipasgo Saúde alcança nota máxima da ANS em segurança e qualidade assistencial
Avaliação é referente ao terceiro trimestre de 2025
O Ipasgo Saúde consolidou sua posição de destaque no cenário nacional ao ser classificado na Faixa 1, o nível de excelência máxima, no Mapeamento do Risco Assistencial referente ao terceiro trimestre de 2025. O resultado preliminar foi divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e coloca a instituição no grupo seleto de operadoras com o menor índice de risco para o beneficiário.
Essa classificação significa que o Ipasgo Saúde apresenta condições ideais para garantir um atendimento seguro, organizado e contínuo. Na prática, a Nota 1 atesta que a operadora possui equilíbrio entre sua gestão financeira e a entrega de serviços médicos, cumprindo rigorosamente os indicadores assistenciais e atuariais previstos na Resolução Normativa nº 479/2022.
O que é o Risco Assistencial?
Para o beneficiário, o mapeamento funciona como um certificado de segurança. Sendo assim, segundo o Ipasgo, “enquanto o mercado de saúde suplementar enfrenta desafios globais de sustentabilidade, a nota máxima da instituição traduz a tranquilidade de que o plano possui gestão eficiente para garantir consultas, exames e internações sempre que necessário, sem riscos de interrupção no atendimento”.
Para o presidente do Ipasgo Saúde, Bruno D’Abadia, o resultado reafirma o compromisso com a eficiência. “Este reconhecimento da agência reguladora é a prova de que o beneficiário está vinculado a uma operadora que atua de forma responsável e moderna. Estar na Faixa 1 demonstra que nosso foco está na proteção da saúde e no bem-estar de quem confia em nosso trabalho”, afirmou.
Monitoramento e Transparência
O acompanhamento da ANS é realizado periodicamente, utilizando dados de atendimento e equilíbrio atuarial. O desempenho do Ipasgo Saúde neste ciclo destaca a evolução da instituição em comparação à média do setor, garantindo transparência e previsibilidade para seus mais de 585 mil usuários.
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NOTÍCIAS
Prefeitura anuncia construção de nova sede para o Pronto-Socorro Psiquiátrico Wassily Chuc em Goiânia
Estrutura atual não possui alvará de funcionamento
Uma audiência realizada na última semana entre o Ministério Público de Goiás (MPGO) e representantes do município de Goiânia resultou em novas deliberações relacionadas à resolução dos problemas estruturais do Pronto-Socorro Psiquiátrico Professor Wassily Chuc.
O encontro foi articulado no âmbito da ação judicial proposta pelo MPGO, visando garantir a correção das irregularidades emergenciais na unidade de saúde que colocam em risco a segurança e integridade tanto dos pacientes do Wassily Chuc quanto de suas servidoras e servidores. Decisão judicial nesta ação deu prazo de 30 dias para que o município de Goiânia promovesse as adequações necessárias indicadas em relatório técnico.
A reunião mostrou-se necessária porque surgiram alguns problemas relacionados ao plano original de reforma da unidade. O município identificou erros no decreto que tratava da desapropriação dos imóveis onde funciona o pronto-socorro, além de questões envolvendo a titularidade dos terrenos e processos de recuperação judicial.
Diante disso, foi apresentada uma alternativa: construir uma nova unidade de saúde mental em um terreno que já pertence ao município, anexo a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que será edificada no Distrito Sudoeste. O projeto prevê estrutura moderna, de fácil acesso, com funcionamento semelhante ao de uma UPA, acrescida de ala especializada em atendimento psiquiátrico, ampliação de leitos e atendimento multiprofissional.
Na ocasião, o MPGO, por meio do Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica (Compor), que auxiliou na mediação da audiência, manifestou concordância com a solução, formalizando o aceite por meio de uma ata de reunião autocompositiva estrutural. Ficou definido que o município terá 60 dias para apresentar um estudo técnico comparativo detalhado, indicando, de forma fundamentada, o motivo pelo qual a opção por uma nova construção é a mais adequada em relação à reforma do prédio atual.
Problemas estruturais existem desde 2014
Como destacado pelo MPGO na ação judicial, o pronto-socorro enfrenta problemas estruturais desde 2014, quando ainda funcionava em outro endereço. Mesmo após a mudança de sede em 2018, as dificuldades persistiram, agravadas pela falta de manutenção durante a pandemia. Atualmente, a unidade não possui alvará de funcionamento da Vigilância Sanitária nem do Corpo de Bombeiros, o que representa riscos graves.
Ao longo dos anos, o MPGO acompanhou de perto a situação e buscou soluções negociadas para resolver a questão. Contudo, diante do agravamento das condições estruturais da unidade, a alternativa foi a propositura da ação estrutural para correção das irregularidades, que resultou na decisão judicial dando prazo ao Município para as adequações. No âmbito dessa ação, em articulação feita pelo MPGO, foi realizada a destinação, pelo Ministério Público do Trabalho, de R$ 4 milhões para utilização na reforma ou construção de outra unidade. O valor será liberado apenas mediante a comprovação da efetiva aplicação na reestruturação do pronto-socorro, conforme projeto aprovado, cronograma e efetiva execução.
O Wassily Chuc é a principal referência para atendimento de urgência em saúde mental em Goiânia e em todo o Estado de Goiás, atendendo pacientes em crise psiquiátrica. No documento da reunião, foi ressaltado que a mudança de estratégia para a correção dos problemas não elimina a responsabilidade do poder público de oferecer uma unidade de urgência psiquiátrica regular, segura, humanizada e compatível com a política pública de saúde mental, dentro de um prazo razoável.
Periodicamente, serão realizadas audiências intermediadas pelo Compor para acompanhamento das etapas de execução da obra do pronto-socorro.
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Goiás quer ampliar notificação de potenciais doadores de córneas e fortalecer política de transplantes
Secretaria de Saúde abriu inscrições para contratar solução inovadora na área
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), abriu, nesta terça-feira (13/1), inscrições para envio de propostas para Contratação Pública de Solução Inovadora (CPSI) com o objetivo de desenvolver e testar, em ambiente real, uma tecnologia capaz de automatizar e acelerar a notificação de óbitos por parada cardiorrespiratória (PCR) com potencial para doação de córneas. A medida busca reduzir perdas de oportunidades de doação e fortalecer a política de transplantes, uma vez que mais de 1,8 mil pessoas aguardam por quase dois anos para transplante de córnea.
A chamada integra o programa GovTech, uma jornada de inovação aberta direcionada a startups, empresas, Instituições Científicas e Tecnológicas e pessoas inovadoras interessadas em desenvolver soluções dentro de órgãos do governo estadual. O programa é uma iniciativa das secretarias de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da Administração (Sead), com o Hub Goiás, o primeiro Centro de Excelência em Empreendedorismo Inovador do Estado, equipamento público estadual gerido pelo Porto Digital. “Nossa expectativa é que a solução também contribua para liberar os fiscais para atividades mais estratégicas, fortalecendo a atuação do Estado na gestão contratual”, especifica o secretário da Administração, Alan Tavares.
As propostas devem ser apresentadas exclusivamente pelo site hubgoias.org/govtech-2 até o dia 26 de janeiro. “A expectativa é que essa solução inovadora traga mais agilidade e precisão à notificação dos óbitos com potencial para doação de córneas. Com o uso da tecnologia, queremos ampliar as oportunidades de captação e diminuir o tempo de espera dos pacientes que aguardam na fila, fortalecendo a política de transplantes em Goiás”, destaca a gerente de Transplantes da SES, Katiuscia Freitas.
Govtech
A licitação prevê a celebração de um Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI), modelo que permite à administração pública adquirir soluções inovadoras, promovendo testes, validação e escalabilidade das tecnologias desenvolvidas, com orçamento estimado de até R$ 1,6 milhão, destinado a todas as fases do projeto — da concepção e desenvolvimento à implementação e avaliação.
Podem submeter propostas pessoas físicas ou jurídicas, brasileiras ou estrangeiras, inclusive em consórcio, desde que atendam às condições do edital. Além da chance de contratação e do teste em ambiente real de governo, o GovTech destaca conexão com tomadores de decisão, gestores públicos, apoio técnico para apoiar o desenvolvimento da solução e ampliação de oportunidades e parcerias através da presença no setor público.
O Programa GovTech é uma jornada de inovação aberta que conecta o poder público a startups, empresas de tecnologia, ICTs e pessoas inovadoras interessadas em desenvolver e testar soluções dentro das secretarias do Governo de Goiás. Serão lançados seis editais, cada um com um desafio específico nas áreas de saúde, economia, administração, meio ambiente, governo, e ciência, tecnologia e inovação.
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JORNAL OPÇÃO
Centro de Excelência em Inteligência Artificial da UFG amplia atuação e chega à Faculdade de Medicina
O CEIA nasceu a partir de um aporte de R$ 12 milhões do Estado à UFG
O Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA) da Universidade Federal de Goiás (UFG) passou a atuar também na Faculdade de Medicina da instituição. A iniciativa marca a incorporação de projetos e pesquisas em inteligência artificial ao ambiente acadêmico da área da saúde, com foco em ensino, pesquisa e desenvolvimento de soluções aplicadas à medicina.
O CEIA foi criado a partir de um aporte de R$ 12 milhões do Governo de Goiás à UFG, condicionado à implantação de um curso superior em inteligência artificial e à captação de recursos para projetos. Desde então, o curso se tornou o mais concorrido da universidade, superando medicina nos últimos anos, e o centro já captou mais de US$ 500 milhões para o desenvolvimento de iniciativas em diferentes áreas. Com a expansão, parte dessa estrutura passa a atender diretamente demandas da Faculdade de Medicina.
Durante o evento que marcou a chegada do CEIA à Faculdade de Medicina, a reitora da UFG, Sandra Mara, destacou o significado institucional da iniciativa. “A inauguração do CEIA na área da saúde é um passo extremamente importante para a medicina. Hoje, a inteligência artificial ocupa um lugar central no contexto mundial, no contexto nacional e, naturalmente, dentro da UFG”, afirmou.
Segundo ela, o impacto será direto na formação acadêmica. “Esse é o primeiro passo de algo que tende a crescer e a ter um papel fundamental na formação dos nossos estudantes de graduação, pós-graduação, professores e técnicos administrativos”, disse, ao reforçar que a gestão da universidade estará à disposição para fortalecer o projeto.
O diretor do CEIA, Anderson Soares, ressaltou que a inteligência artificial precisa ser compreendida como uma tecnologia transversal. “A tecnologia nunca é um fim em si mesma. Ela sempre é destinada a algum campo de aplicação, como a saúde ou a comunicação”, afirmou.
Para ele, a chegada do CEIA à Faculdade de Medicina abre uma “grande janela de oportunidades”. “Ações como essa são fundamentais para transformar conhecimento em soluções efetivas, seja em produtos, seja em serviços, dentro do cotidiano da sociedade”, destacou. Anderson lembrou ainda que o CEIA é hoje o maior centro de pesquisa aplicada em inteligência artificial do país, o que reforça o papel estratégico da UFG no cenário nacional.
Ex-reitora da universidade, Angelita Pereira de Lima enfatizou que a implantação do núcleo de inteligência artificial na Faculdade de Medicina simboliza a capacidade da instituição de integrar suas estruturas em benefício da sociedade. “É a demonstração efetiva de que a universidade pode colocar todas as suas competências e conhecimentos em benefício da sua atividade mais nobre, que é a formação de pessoas”, afirmou.
Ela afirma que o avanço é resultado de um trabalho contínuo e de longo prazo. “As instituições só chegam a esse ponto quando há continuidade. A ciência é assim: acumula, propõe e segue criando soluções para a humanidade, independentemente das gestões”, disse.
Representando o Governo de Goiás, o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, destacou a importância da parceria entre universidade e Estado. “O CEIA começou em 2019, quando quase não se falava em inteligência artificial, por iniciativa do governador Ronaldo Caiado.
Hoje, ver essa estrutura chegando à área da saúde mostra que o projeto amadureceu e está gerando retorno para a sociedade”, afirmou. Ele explica que o governo seguirá disponível para ampliar a cooperação. “O nosso objetivo é transformar conhecimento em benefício direto para a população goiana e brasileira”, completou.
À frente do CEIA-Saúde da Faculdade de Medicina, Fabiano Inácio de Souza ressaltou que a iniciativa é resultado de um processo construído ao longo dos últimos anos. “O CEIA-Saúde nasce de uma ideia que começou pequena, ainda sem esse nome, e foi ganhando corpo dentro da Faculdade de Medicina, com projetos em inteligência artificial, telemedicina, robótica e inovação”, explicou.
Ele lembrou a criação da Liga Acadêmica de Inteligência Artificial e a realização de eventos voltados exclusivamente a médicos. “Em vez de fugir da inteligência artificial, escolhemos abraçá-la e entender como ela pode apoiar a prática médica”, afirmou.
Fabiano destacou ainda que a tecnologia não substitui o trabalho humano, mas amplia capacidades. “A inteligência artificial organiza dados de forma rápida, mas quem raciocina é o cérebro humano. O desafio é usar essa ferramenta para melhorar diagnósticos, tratamentos e a qualidade de vida das pessoas”, disse.
Com a ampliação do CEIA para a área da saúde, a expectativa da UFG é consolidar Goiás como referência nacional em inteligência artificial aplicada à medicina. A integração entre universidade, governo e pesquisadores deve resultar em novos projetos, parcerias e soluções inovadoras, reforçando o papel da universidade pública como polo de produção de conhecimento e inovação com impacto social.
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MEDICINA S/A
Ministério da Saúde amplia em 92% número de bolsas para formação de especialistas
O Ministério da Saúde inicia 2026 com um salto na formação de especialistas. O governo federal aumentou em 92% o número de novas bolsas concedidas para programas de residência em saúde. A iniciativa dialoga diretamente com o Agora tem Especialistas (ATE), que tem por objetivo ampliar o acesso à saúde especializada para reduzir o tempo de espera por atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS).
Em 2026, a pasta vai financiar 3.483 novas bolsas, enquanto em 2025 foram concedidas 1.813 bolsas – um aumento de 92%. O montante consolida o Ministério da Saúde como o principal financiador de bolsas de residência em saúde no Brasil. A iniciativa, por meio do programa Pró-Residências, resulta no fortalecimento da formação de especialistas e da assistência à população em regiões prioritárias do país por meio de ações como o ATE.
A ampliação decorre da publicação das portarias de resultado da seleção de programas de residência médica e de residência em área profissional da saúde, no âmbito do Pró-Residências (Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas e Programa Nacional de Bolsas para Residências Multiprofissionais e em Área Profissional da Saúde).
Residência médica
Foram concedidas 2.483 novas bolsas de Residência Médica, distribuídas em 1.130 programas, contemplando 110 especialidades, áreas de atuação e anos adicionais. Os programas foram homologados pela Portaria nº 167, de 22 de dezembro de 2025, e pela Portaria SGTES/MS nº 174, de 7 de janeiro de 2026.
Residência em área profissional da saúde
No âmbito das residências em área profissional da saúde, foram concedidas 1.000 novas bolsas, em 169 programas, sendo 27 áreas de especialização. Dentre eles, 60 programas estão localizados em estados da Amazônia Legal, correspondendo a 389 bolsas. Os programas foram homologados na Portaria nº 180, de 9 de janeiro de 2026.
Formação de especialistas para o SUS
O Pró-Residências considera as necessidades do SUS, incentivando a formação de especialistas em saúde nas regiões prioritárias. A iniciativa amplia a oferta de assistência nos serviços de saúde e contribui para a qualificação do cuidado prestado aos usuários do SUS.
As residências em saúde são reconhecidas como o padrão de excelência da pós-graduação em saúde e desempenham papel estratégico na organização do Sistema Único de Saúde. Ao ampliar o financiamento de bolsas para programas credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e pela Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS), o governo federal reforça seu compromisso com a ordenação da formação e com a redução das desigualdades regionais na oferta de especialistas, em conformidade com a Política Nacional de Residências em Saúde.
Cadastro dos residentes
O cadastro dos residentes contemplados com bolsas do Pró-Residências deve ser realizado pelos coordenadores das Comissões de Residência Médica (COREME) e das Comissões de Residência em Área Profissional da Saúde (COREMU) no SIG-Residências, a partir de fevereiro de 2026.
O gerenciamento das bolsas financiadas pelo Ministério da Saúde é realizado por meio do Sistema de Informações Gerenciais do Pró-Residências (SIG-Residências).
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Modernizar aplicações de saúde na nuvem é imperativo para o negócio
A modernização de aplicações no setor de saúde não é apenas uma iniciativa de tecnologia. Hoje, essa é uma decisão estratégica que influencia diretamente na continuidade do atendimento, na proteção dos dados dos pacientes e na conformidade com as regulamentações do setor, que estão cada vez mais rigorosas.
Hospitais, clínicas e laboratórios estão avançando rapidamente na adoção da nuvem para sustentar a telemedicina, prontuários eletrônicos, dispositivos médicos conectados e iniciativas de analytics. Diante desse cenário, o desafio para líderes de tecnologia e negócio, é claro: como acelerar essa modernização mantendo controle, previsibilidade e confiança? Uma vez que esse movimento é necessário e sem volta.
A nuvem oferece escala, agilidade e elasticidade, mas no setor de saúde ela também amplia a complexidade operacional. Ambientes híbridos e multicloud passam a coexistir com sistemas legados, aplicações críticas e dispositivos médicos conectados, todos lidando com dados altamente sensíveis.
Para os decisores, os principais desafios envolvem: fazer a blindagem de dados sensíveis, informações clínicas e dados pessoais dos pacientes, garantindo a integridade do prontuário nos múltiplos ambientes; conformidade regulatória global para atender a requisitos rigorosos como LGPD, HIPAA e GDPR, mitigando riscos legais, especialmente em cenários de dados transfronteiriços; disponibilidade contínua para assegurar a resiliência de sistemas críticos, onde a latência ou a inatividade impactam diretamente o atendimento assistencial; governança unificada, mantendo a visibilidade total em ambientes distribuídos para evitar pontos cegos na gestão; e, por fim, evitar decisões pontuais, a exemplo da adoção de soluções departamentais sem integração (Shadow IT) ou de migrações aceleradas sem refatoração, que geram silos de informações, custos operacionais imprevisíveis e falhas de segurança a longo prazo.
Ao analisar esses desafios, é nítido que, sem uma abordagem estruturada, a modernização pode gerar fragmentação, retrabalho e exposição aos riscos cibernéticos. Ou seja, para os líderes da saúde, a definição de uma arquitetura sólida vai muito além de uma questão técnica. Ela funciona como um instrumento de governança e tomada de decisão, permitindo alinhar modernização, segurança e compliance desde o início.
Uma arquitetura bem definida permite:
Padronizar controles de segurança entre data center e nuvem;
Reduzir incertezas durante migrações e modernizações;
Facilitar auditorias e processos regulatórios;
Criar uma base segura para uma expansão futura.
Essa abordagem permite que a modernização deixe de ser reativa e passe a seguir um modelo previsível e sustentável. A arquitetura de nuvem voltada para a indústria da saúde prioriza a proteção das aplicações, dos dados e conectividade de forma integrada, desde a borda até a nuvem.
Nesse sentido, é preciso olhar para um modelo que considere: (a) um firewall de próxima geração virtual nos principais provedores de nuvem, isso garante conectividade segura com criptografia de dados em trânsito (VPN), segmentação de redes e proteção avançada de tráfego entre ambientes on-premises, híbridos e multicloud; (b) uma plataforma de proteção de API e aplicação web em nuvem que protege aplicações clínicas, portais de telemedicina e APIs contra ameaças, vulnerabilidades e ataques direcionados; (c) solução de CNAPP para oferecer visibilidade contínua da postura de segurança em cloud, cobrindo workloads, identidades, configurações e pipelines ao longo de todo o ciclo de vida das aplicações; e (d) um serviço de consultoria em Cloud, que garante a adoção de cloud seguindo as melhores práticas de segurança de acordo com os serviços utilizados e estrutura escolhida.
É com esta combinação que uma estrutura de TI voltada para a saúde pode avançar na modernização mantendo consistência de segurança, visibilidade e controle, independentemente do provedor de nuvem escolhido. O foco deve estar em reduzir riscos, acelerar decisões e garantir que a modernização aconteça de forma estruturada e segura.
Ao modernizar aplicações em nuvem com uma abordagem estruturada e suporte especializado, organizações de saúde obtêm maior previsibilidade em iniciativas de modernização, reduzem riscos operacionais e cibernéticos, alcançam conformidade regulatória incorporada desde o início, conquistam uma base segura para expandir a telemedicina, IoMT e analytics, além, claro, da confiança necessária para escalar ambientes híbridos e multicloud.
Esses são benefícios que permitem que os líderes foquem no que é mais importante: a inovação, eficiência operacional e qualidade no atendimento ao paciente.
*Thiago Pontes é arquiteto de Soluções Cloud da Fortinet Brasil.
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Exame nacional da medicina é um compromisso com a vida
O Brasil assiste, em ritmo vertiginoso, a uma verdadeira explosão de faculdades de medicina. Mais de 50 mil novos médicos recebem diploma a cada ano, mas a pergunta que se impõe é inevitável: estamos formando profissionais preparados para cuidar da população ou apenas inflando estatísticas com títulos acadêmicos?
Dados da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelam a dimensão do fenômeno: em apenas uma década, o número de escolas médicas saltou de 252 para 505. Com isso, o país tornou-se o segundo do mundo em número absoluto de cursos, atrás apenas da Índia. E, proporcionalmente à população, já ultrapassamos os indianos — um sinal claro de que não se trata de crescimento pontual, mas de uma transformação estrutural que merece ser debatida com seriedade.
O crescimento das vagas de medicina, impulsionado pela interiorização e pelo setor privado (responsável por cerca de 77% das vagas), ampliou o acesso e diversificou o perfil dos estudantes, mas trouxe desafios importantes: cerca de 6.500 vagas foram criadas em cidades com menos de 100 mil habitantes, muitas sem infraestrutura adequada para a formação prática. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), 78% dessas cidades não atendem aos requisitos mínimos de estrutura, 62% não têm hospital de ensino e 35% carecem de equipes de saúde da família suficientes, comprometendo a vivência clínica supervisionada dos futuros médicos e a qualidade do atendimento.
As consequências são graves. Médicos recém-formados chegam ao mercado com experiência prática insuficiente, formação deficiente e, muitas vezes, sem supervisão adequada de especialistas. Esse cenário coloca em risco a saúde da população e fragiliza a confiança na relação médico-paciente.
Solução
O Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed) surge como resposta institucional à crise da formação médica no Brasil, tornando-se obrigatório para obtenção do registro profissional no Conselho Federal de Medicina, conforme o Projeto de Lei nº 2.294/2024 aprovado no Senado. Aplicado semestralmente pelo CFM, o exame se propõe a avaliar conhecimentos teóricos, habilidades clínicas e conduta ética, seguindo as Diretrizes Curriculares Nacionais. A obrigatoriedade será válida apenas para estudantes que ingressarem após a promulgação da lei, resguardando direitos adquiridos.
No debate sobre avaliação da formação médica, o Profimed é defendido como certificação individual, enquanto o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) se volta à avaliação institucional e pedagógica. Embora o modelo híbrido tenha sido alvo de críticas por possível duplicidade e burocracia, chegou-se a um consenso: o Profimed certifica a proficiência individual para registro, e o Enamed monitora o desempenho institucional, contribuindo para a melhoria dos cursos e evitando sobreposição de funções.
Com esta perspectiva, o Profimed se consolida como um verdadeiro divisor de águas. Seu propósito é assegurar que apenas profissionais devidamente preparados — em conhecimento, prática clínica e ética — tenham acesso ao mercado, elevando o padrão da saúde e fortalecendo a confiança da sociedade.
Responsabilidade compartilhada
O debate sobre a formação médica precisa ser ampliado e envolver instituições de ensino, órgãos reguladores, profissionais de saúde, estudantes e sociedade. É essencial investir em políticas públicas que fortaleçam a qualificação docente, ampliem a infraestrutura hospitalar e integrem ensino e prática clínica. Um sistema robusto de fiscalização das escolas médicas, aliado a instrumentos como Enamed e Profimed, pode criar um ambiente mais transparente e orientado para a excelência.
A responsabilidade pela qualidade da formação não deve recair apenas sobre o aluno. Instituições, governo e sociedade precisam compartilhar esse compromisso para garantir que cada novo médico esteja preparado para exercer uma medicina ética, humanizada e tecnicamente competente.
O exame deve integrar um sistema abrangente de avaliação, que contemple estágios supervisionados de qualidade, avaliações práticas e, sobretudo, a responsabilização das instituições que não oferecem ensino compatível.
Compromisso com a vida
Defender o Profimed é defender a vida, a ética e a qualidade. Mas é preciso ir além: exigir responsabilidade compartilhada, investimentos estruturantes e fiscalização rigorosa. Só assim o exame se tornará um verdadeiro símbolo de confiança e excelência para toda a sociedade.
Ética, qualidade assistencial e segurança do paciente são valores inegociáveis. A formação médica sem requisitos mínimos compromete vidas, e o exame é uma resposta necessária a esse desafio.
*Luciana Shimizu Morya é fundadora da plataforma INKI.
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TV ANHANGUERA
Verme em bebedouro e rato no corredor
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Ahpaceg divulga indicadores assistenciais dos hospitais associados
https://medicinasa.com.br/ahpaceg-indicadores/
Por que o compliance é um ativo estratégico na saúde brasileira
https://medicinasa.com.br/compliance-ativo-estrategico/
Riscos psicossociais na NR-1: um passo necessário e ainda distante
https://medicinasa.com.br/riscos-psicossociais-nr-1/
Saúde 5.0 e o desafio de humanizar a tecnologia
https://medicinasa.com.br/saude-5-0-desafio/
Simego anuncia paralisação e manifestação de médicos credenciados à SMS de Goiânia
Sindsaúde convoca para manifestação contra fechamento da urgência do Cais Cândida de Morais em Goiânia
Goiás implanta rodízio entre hospitais de urgência para combater superlotação
https://www.youtube.com/watch?v=-H5L4jr_BRk
Goiás registra mais de 16 mil eventos adversos na saúde em 2025 e entra em alerta nacional
https://ohoje.com/2026/01/12/estado-registra-mais-de-16-mil-adversos/
MEDICINA S/A
Ahpaceg divulga indicadores assistenciais dos hospitais associados
A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) tornou públicos os primeiros indicadores assistenciais e operacionais consolidados de seus hospitais associados. A divulgação marca o início do projeto Indicadores Ahpaceg, uma iniciativa inédita no setor privado goiano que passa a oferecer à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações objetivas sobre qualidade, segurança e eficiência da assistência hospitalar.
O projeto conta com apoio técnico da NCI Innova, empresa de transformação digital com atuação no segmento hospitalar, e nasce de uma pergunta central que acompanha a Ahpaceg desde sua criação, em 2003: como medir, de forma objetiva e comparável, a segurança do paciente e a qualidade do cuidado prestado?
Diante dessa necessidade, foi consolidada a parceria entre a Ahpaceg e a NCI Innova com vistas a reunir os dados assistenciais, de recursos humanos e financeiros dos hospitais e clínicas associados. Os índices divulgados são referentes ao segundo semestre de 2025 e trazem a média das instituições associadas participantes do projeto.
A partir de 2026, o projeto será ampliado com a inclusão dos indicadores das áreas de farmácia, nutrição, oftalmologia e segurança e qualidade em pronto-socorro da rede associada.
O presidente da Associação, Renato Daher, destaca que a divulgação trimestral dos indicadores permitirá a construção de uma série histórica consistente, capaz de apoiar análises, comparações e decisões na área da saúde.
“Nosso objetivo também é oferecer informações claras para que a população possa escolher, de forma consciente, onde deseja ser atendida com qualidade e segurança”, afirma.
Benefícios
Além de oferecer um referencial inédito aos usuários e compradores de serviços de saúde, como planos e operadoras, a divulgação sistemática dos indicadores traz ganhos diretos para os próprios hospitais. Entre eles estão maior transparência e prestação de contas, estímulo à melhoria contínua da qualidade e da segurança do paciente, benchmarking e aprendizado coletivo entre instituições, fortalecimento da credibilidade institucional e apoio à tomada de decisão e à formulação de políticas de saúde.
O monitoramento dos indicadores também contribui para o atendimento a exigências regulatórias e processos de acreditação, valoriza o papel da alta complexidade no sistema de saúde e estimula uma cultura de dados e de responsabilidade clínica.
Indicadores da Rede AHPACEG
Os dados/metas usados como referência são da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) – 2017.
Taxa de Ocupação: 78%
Indica a utilização dos leitos operacionais proporcionando uma gestão eficiente do hospital.
Meta: 80% a 85%
Média de permanência hospitalar (MP): 2,64 dias
Indica o tempo médio de internação dos pacientes. Quanto menor a permanência, maior tende a ser a eficiência no uso dos leitos, desde que mantida a qualidade assistencial.
Meta: 5,3 dias
Índice de giro de leitos (IGL): 6,41
Mede quantas internações ocorrem em um mesmo leito ao longo do período. Está diretamente relacionado à média de permanência: internações mais curtas aumentam o giro, enquanto permanências mais longas reduzem a rotatividade.
Média de permanência na UTI adulto: 6,88 dias
Reflete o tempo médio de internação em terapia intensiva. Em hospitais de alta complexidade, a variação é esperada conforme a gravidade dos casos, o perfil clínico dos pacientes e os protocolos assistenciais.
Meta: até 5 dias
Taxa de conversão do pronto-socorro para enfermaria/apartamento: 8,41%
Mostra a proporção de atendimentos no pronto-socorro que evoluem para internação em leitos clínicos, ajudando a compreender o perfil assistencial e a eficiência do fluxo.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de conversão do pronto-socorro para UTI: 1,69%
Indica a parcela de pacientes atendidos no pronto-socorro que necessitam de terapia intensiva, refletindo a gravidade dos casos e o uso de recursos críticos.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de mortalidade institucional (≥24 horas): 1,78%
Expressa o percentual de óbitos após 24 horas de internação. Deve ser analisada com ajuste de risco e comparada apenas com hospitais de perfil semelhante.
Meta: <3% (Anvisa, 2018)
Taxa de mortalidade operatória/cirúrgica (até 7 dias): 0,32%
Mede óbitos após procedimentos cirúrgicos e avalia critérios de cirurgia segura, variando conforme porte, risco e tipo de cirurgia.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de pacientes com identificação adequada: 98,88%
Indicador de segurança do paciente alinhado às metas internacionais, essencial para prevenir erros de medicação, exames, transfusões e procedimentos.
Meta: de 90% a 100%
Taxa de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos: 68,06%
Caracteriza o perfil assistencial dos hospitais e auxilia no planejamento de recursos, avaliação de produtividade e análise de risco.
Sem meta. Depende da característica do hospital
Taxa de infecção de sítio cirúrgico em cirurgia limpa: 0,53%
Indicador clássico de qualidade assistencial. Resultados abaixo de 1% são considerados de excelente desempenho.
Meta: quanto menor, melhor.
Densidade de erro na administração de medicamentos: 0,34
Expressa o número de erros por mil pacientes-dia ou mil doses administradas e avalia todas as etapas do processo medicamentoso.
Não existe um valor de referência único ou um “benchmark” nacional oficial para a densidade de erro na administração de medicamentos no Brasil.
Incidência de lesão por pressão: 1,47
Mede o risco de o paciente desenvolver nova lesão por pressão durante a internação, com foco no paciente.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de lesão por pressão: 0,34%
Avalia a frequência de lesões ao longo do tempo de internação, sendo complementar à incidência.
Meta: quanto menor, melhor.
Incidência de quedas: 0,85
Indica o risco de o paciente sofrer queda durante a internação.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de quedas: 0,21%
Mede a frequência de eventos de quedas no período, complementando a análise do risco assistencial.
Meta: quanto menor, melhor.
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Por que o compliance é um ativo estratégico na saúde brasileira
Falar de compliance na saúde não é apenas discutir normas, códigos de conduta ou exigências regulatórias. É tratar, antes de tudo, de confiança, de segurança do paciente e de sustentabilidade dos negócios. Em um ambiente onde decisões comerciais impactam diretamente vidas humanas, a integridade deixa de ser uma virtude abstrata e passa a ser um ativo estratégico essencial.
A cadeia de valor da saúde é complexa, profundamente interdependente e repleta de distorções, como as retenções de faturamento, as glosas e até a inadimplência. Fabricantes, distribuidores, profissionais de saúde, hospitais e pacientes estão conectados por escolhas que precisam ser técnicas, transparentes e éticas. Quando interesses particulares, especialmente financeiros, se sobrepõem ao interesse maior, que é a saúde do paciente, essa cadeia se fragiliza. E, quando a integridade é violada, o dano não é apenas reputacional: ele é estrutural.
Ainda persiste no mercado a falsa ideia de que compliance seria um obstáculo ao crescimento, especialmente para a área comercial. A realidade é exatamente o oposto. Compliance não existe para dizer “não” à venda. Ele existe para garantir que cada “sim” seja legal, ético e sustentável. Em outras palavras, o compliance não limita a receita, ele a protege no longo prazo.
No segmento de dispositivos médicos e OPME, essa lógica se torna ainda mais evidente. Costumo recorrer a uma metáfora simples, mas poderosa: imaginem que vocês estão vendendo um paraquedas. O cliente não quer saber se o jantar da noite anterior foi bom, nem se o relacionamento é próximo. Ele quer ter certeza de que, ao saltar, o paraquedas vai abrir. Na saúde, o dispositivo médico é o paraquedas do paciente. Não há espaço para improviso, atalhos ou favores.
O compliance garante que todo o processo de venda, da indicação ao fornecimento, seja tão confiável quanto o produto que será implantado. Ele assegura que a decisão foi tomada com base em critérios técnicos, evidência clínica, qualidade, segurança e treinamento adequado. É isso que protege o paciente e, ao mesmo tempo, sustenta o negócio.
Nesse contexto, o verdadeiro diferencial competitivo não está na troca de favores, mas na venda de valor. Empresas éticas competem pela excelência de seus produtos e serviços, não pelo suborno ou por relações de interesse. Relacionamentos baseados na confiança são mais sólidos, mais duradouros e infinitamente mais saudáveis do que aqueles sustentados por benefícios indevidos.
O compliance também desempenha um papel fundamental na proteção dos profissionais. Vendedores que atuam dentro das regras reduzem drasticamente o risco de envolvimento em investigações, processos éticos ou sanções que podem comprometer não apenas uma negociação, mas toda uma carreira no setor da saúde. Integridade não é ingenuidade; é visão estratégica.
A implementação de um Sistema de Gestão de Compliance efetivo fortalece a reputação institucional, amplia a confiança de parceiros de negócio, melhora respostas em auditorias e processos de due diligence e gera vantagem competitiva real. No médio e longo prazo, reputação se transforma em lucratividade.
Vender com integridade é garantir que a venda de hoje não destrua a empresa amanhã. É assegurar que, daqui a 10, 20 ou 50 anos, a organização continue existindo, sendo respeitada pelo mercado e motivo de orgulho para quem fez, ou faz, parte dela. No fim das contas, a reflexão é inevitável: se estamos lidando com o “paraquedas” do paciente, vale mesmo a pena abrir mão da integridade?
*Davi Uemoto é gerente executivo da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI).
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Riscos psicossociais na NR-1: um passo necessário e ainda distante
Mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem hoje com transtornos emocionais, sobretudo ansiedade e depressão, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O descompasso entre quem precisa de cuidado e quem de fato recebe tratamento nunca foi tão evidente. É um alerta global, mas também um convite urgente para repensarmos como queremos desenhar o futuro da saúde.
Se um dia “saúde” foi sinônimo quase exclusivo de ausência de doença, a próxima revolução propõe uma métrica mais complexa: a regulação do bem-estar emocional como parte estruturante do trabalho, das políticas públicas e da tecnologia. No Brasil, a atualização da Norma Regulamentadora NR-1, que trata do gerenciamento de riscos ocupacionais, passou a incluir diretrizes sobre riscos psicossociais. A saúde emocional deixa de ser apenas benefício ou acaso e passa a ser obrigação das empresas. Isso muda o jogo, porque falar de saúde mental no ambiente de trabalho também se torna uma questão de conformidade, processos e responsabilidade institucional.
Nesse cenário, a Tecnologia, especialmente a Inteligência Artificial sai do campo da promessa e assume o papel de aliada. Ela já apoia desde a interpretação do cumprimento das normas de saúde no ambiente corporativo até o suporte direto ao atendimento clínico. Revisões recentes apontam que métodos baseados em IA podem ampliar acesso, personalizar intervenções e monitorar sinais emocionais antes que a crise se instale, com modelos capazes de identificar risco depressivo em padrões de fala e sistemas que acompanham adesão e resposta a tratamentos ao longo do tempo.
A grande pergunta, portanto, não é se a IA chegará à psicologia. Ela já chegou. A questão é como vamos integrá-la para ampliar o cuidado, sem esvaziar o componente humano. Na minha visão, a combinação mais promissora é híbrida: algoritmos que sintetizam dados como sono, linguagem e biomarcadores funcionam como radar e triagem, enquanto profissionais capacitados utilizam esses sinais para decisões clínicas mais precisas, apoiados por soluções que ajudam a desenhar trajetórias de cuidado contínuas.
Nesse contexto, o terapeuta não perde protagonismo. Ao contrário, ganha melhores indicativos, ferramentas de priorização e tempo para o que é essencial: a escuta qualificada e a construção de vínculo. Mas, para que essa revolução seja positiva, é indispensável ter governança. O cuidado emocional lida com informações extremamente sensíveis e com decisões que podem mudar o curso de uma vida. Exige padrões éticos claros, proteção robusta de dados e critérios definidos de responsabilização quando vieses passam despercebidos, a tecnologia falha ou decisões automatizadas invadem terrenos que deveriam ser exclusivamente humanos. Sem essas garantias, qualquer avanço perde credibilidade e abre espaço para riscos que comprometem justamente aquilo que queremos proteger, a saúde psicológica das pessoas.
Ainda assim, nem a legislação, nem a capacidade ampliada pela IA, são suficientes para a transformação que esse cenário exige. Leis e tecnologias são, em grande medida, reflexos de uma realidade que já existe e mecanismos de resposta a riscos que se tornaram visíveis. Para além de tratar os sintomas, precisamos olhar para o desenho do trabalho em si. Isso significa repensar a ergonomia do trabalho atual, não apenas no sentido físico, mas também cognitivo, emocional e relacional, e caminhar para uma revisão sistêmica e sustentável de ambientes mais saudáveis e produtivos. Sem intencionalidade verdadeira para mudar o que sustenta o adoecimento, qualquer avanço normativo ou tecnológico corre o risco de se limitar a cumprir tabela.
Estamos às portas da próxima grande revolução da saúde, e ela não virá apenas de hospitais ou laboratórios. Virá, sobretudo, da forma como organizamos nossas relações humanas e aplicamos inteligência – humana e artificial – a elas. Trata-se de uma agenda que integra tecnologia, legislação e gestão, e que exige coragem para revisar processos organizacionais hoje tratados como imutáveis. Inteligência e tecnologias são grandes aliadas, mas não serão a solução final. Sem uma escolha consciente por ambientes de trabalho que favoreçam segurança psicológica, senso de propósito, autonomia responsável e relações mais justas, continuaremos apenas sofisticando ferramentas para lidar com consequências, sem alterar as causas.
As novas soluções precisam inovar com responsabilidade e, ao mesmo tempo, apoiar organizações na prática do que a NR-1 exige. Isso significa assumir um lugar ativo na construção de protocolos, oferecer formatos de avaliação de riscos realmente aplicáveis ao dia a dia e garantir que a tecnologia não seja usada como atalho, mas como instrumento de real desenvolvimento institucional. É nessa interseção entre compliance e inovação que nascem as soluções capazes de elevar o padrão de cuidado emocional e preparar as empresas para o futuro.
Saúde pública e privada terão de reinventar seus KPIs, seus orçamentos e seus critérios de sucesso. A maneira como empresas e instituições escolhem medir, investir e acompanhar o bem-estar emocional será determinante para sua capacidade de prosperar em um cenário cada vez mais complexo. A questão que fica para cada liderança, então, é simples e incômoda: vamos nos contentar em cumprir a lei e adotar novas tecnologias, ou estamos realmente dispostos a redesenhar o trabalho para que a saúde emocional deixe de ser exceção e se torne parte estrutural da forma como produzimos e convivemos?
*Lucas Arthur de Souza é cofundador da Telavita.
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Saúde 5.0 e o desafio de humanizar a tecnologia
A saúde suplementar brasileira vive um ponto de inflexão. Depois de anos discutindo digitalização, eficiência e custos crescentes, chegamos ao momento em que a tecnologia deixa de ser uma promessa e passa a ser o próprio terreno onde o setor precisa aprender a caminhar. Mas, para além do vocabulário da moda que domina as conferências e relatórios, a pergunta essencial continua a mesma: como colocar o paciente no centro de um sistema que historicamente foi construído ao redor da burocracia?
O conceito de Saúde 5.0 surge justamente como resposta a esse impasse. Ele representa mais do que a simples evolução da Saúde 4.0, marcada pela adoção maciça da telemedicina e de sistemas digitais. A quinta fase amplia o olhar e transforma a tecnologia em um meio para que o paciente assuma, de fato, o papel de protagonista. Vai além de apenas de tratar doenças para compreender a saúde como uma jornada contínua, integrada e conectada. É um modelo que une prevenção, experiência, autonomia e valor.
No cotidiano da saúde suplementar, isso significa abandonar processos que ainda dependem de e-mails perdidos, prontuários desconectados e autorizações manuais, e migrar para um ecossistema capaz de dialogar em tempo real. A interoperabilidade de dados, por exemplo, deixa de ser um desejo para se tornar a base de qualquer operação moderna. Hospitais, clínicas, laboratórios e operadoras precisam trocar informações sem atritos para que a jornada funcione do início ao fim. Quando essa engrenagem falha, quem paga o preço é o beneficiário, que enfrenta a morosidade, a duplicidade de exames e a fragmentação do cuidado.
A importância da transformação digital não está apenas na automação, mas na capacidade de interpretar e agir sobre dados. A saúde gera informações em abundância, mas só faz sentido quando elas se transformam em decisões mais rápidas, diagnósticos mais precisos e estratégias mais sustentáveis. A inteligência artificial já desempenha um papel central nessa mudança ao acelerar autorizações, prever cancelamentos, apoiar o diagnóstico e detectar fraudes com mais eficiência do que qualquer processo exclusivamente humano. O uso de big data, por sua vez, inaugura uma nova era em que a gestão deixa de ser reativa e passa a antecipar riscos, comportamentos e demandas futuras.
E há, ainda, o impacto direto sobre a experiência do beneficiário. Um sistema capaz de integrar consultas, exames, prescrições digitais, telemedicina, wearables e monitoramento remoto não apenas reduz custos como também entrega ao paciente o que ele mais espera: tempo, clareza e autonomia. Ele passa a ser atendido onde estiver, decide por qual canal prefere se comunicar, acompanha suas informações de saúde e participa ativamente do tratamento. Essa mudança não é estética; é estrutural. Ela transforma o que antes era uma relação distante e verticalizada em um modelo colaborativo, em que todos os agentes do setor trabalham conectados.
Mas a Saúde 5.0 também exige cuidado. Se depender apenas da tecnologia, ela nasce incompleta. O avanço das soluções digitais precisa ser acompanhado de uma governança robusta que respeite a privacidade dos dados, fortaleça a LGPD, evite assimetrias de informação e garanta que a automação não aprofunde desigualdades. A adoção de tecnologias como IoMT, realidade aumentada, nanotecnologia ou algoritmos preditivos só faz sentido se o beneficiário estiver no controle do próprio percurso, com segurança e transparência.
O setor passa por um momento em que as discussões sobre sustentabilidade financeira se entrelaçam com as discussões sobre transformação digital. Não existe mais futuro possível para a saúde suplementar que não seja apoiado por dados integrados, sistemas inteligentes e modelos preventivos. As tecnologias já estão prontas; o que falta é alinhamento entre todos os atores do ecossistema para que a jornada do paciente seja contínua e livre de ruídos.
A Saúde 5.0 não é sobre máquinas substituindo pessoas, mas sobre tecnologia fortalecendo a relação entre elas. O desafio é mais estratégico do que técnico. Demanda entender que eficiência e humanização não são movimentos contrários, e que investir em inovação é, inevitavelmente, investir em cuidado.
Se quisermos um setor sustentável, precisamos permitir que o paciente ocupe o lugar que sempre deveria ter sido dele. E isso só será possível quando a tecnologia for usada para integrar, simplificar e conectar, e não para criar novas barreiras. O futuro da saúde suplementar exige deixar de enxergar pessoas como números e tratá-las como protagonistas. Esse é o verdadeiro significado da Saúde 5.0.
*Anderson Farias é CEO da TopSaúde HUB.
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JORNAL OPÇÃO
Simego anuncia paralisação e manifestação de médicos credenciados à SMS de Goiânia
Manifestação perpassa desde regularização de insumos nas unidades até por melhorias nos locais de trabalho
Cerca de mil médicos credenciados à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizam uma paralisação a partir desta terça-feira, 13, pedindo atenção a uma série de reivindicações que vão desde a regularização de insumos nas unidades até melhorias nos locais de trabalho. A confirmação foi dada ao Jornal Opção pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego).
Os profissionais ainda vão realizar uma manifestação em frente ao Ciams Jardim América. Segundo a diretora de Assuntos Administrativos do Simego, Sheila Ferro, a paralisação não afetará os serviços de urgência e emergência. Ela afirma que todos os profissionais estarão em seus postos de trabalhos e que serão feitas triagens para classificação dos atendimentos.
“Nós não deixaremos de atender alguns casos como, por exemplo, uma pessoa que precisa de uma receita para o medicamento controlado. Naquele momento, não é nenhuma urgência ou emergência, mas pode vir a ser. Então, usando o bom senso, esses pacientes serão atendidos. Esse é um movimento respaldado por lei e que será feito com bastante ética e responsabilidade”, pontua.
A decisão da paralisação veio durante uma Assembleia Geral Extraordinária Permanente, que foi realizada no último dia 6 de janeiro. Segundo Sheila, o Executivo não tem se mostrado aberto ao diálogo.
“Nós não tivemos nenhuma abertura para diálogo, não conseguimos nenhum ajuste mesmo com os inúmeros alertas feitos pelos médicos e pelo sindicato que poderia ter essa manifestação. E, com essa inacessibilidade da Prefeitura, nós não tivemos muita opção. Mas, de qualquer jeito, a gente deixou o sindicato totalmente aberto ao diálogo, porque a gente quer avançar, mas precisamos da disposição da gestão para ouvir quem está na linha de frente, quem está no atendimento da população”, pontua.
Segundo o Simego, as principais pautas defendidas são:
a garantia de condições dignas de trabalho;
a disponibilização de recursos humanos e materiais adequados nas unidades de saúde;
a regularidade e previsibilidade dos pagamentos, evitando a repetição de atrasos que já afetaram os profissionais;
a manutenção do Edital de Chamamento nº 06/2024;
a revogação do Edital de Chamamento nº 03/2025, que promove redução de até 35% nos honorários médicos e prevê jornadas de até 24 horas contínuas, sem descanso adequado.
Sheila pontua que ainda que o movimento tem ganhado o apoio de outros sindicatos, como os de Enfermagem e de Farmácia. “Essa ampliação do movimento foi o resultado direto do esgotamento geral das condições de trabalho na saúde pública do município, infelizmente. Todos os profissionais de diferentes categorias estão vivenciando muitos problemas, como precarização, sobrecarga de atendimento, falta de estrutura física, insegurança total do profissional, além da falta de insumos. Essa manutenção das regras atuais da contratação tinha que garantir um mínimo de segurança de quem trabalha, mas as condições estão muito aquém e precisamos ter condições mínimas de trabalho.”
Sheila destaca que o sindicato tem recorrido, inclusive, ao governo estadual para resolver a situação. Vale lembrar que a Goiânia ainda está em decreto de situação de calamidade na área da saúde, que foi aprovada pelos deputados estaduais no último dia 16 de dezembro.
O Jornal Opção entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e aguarda um posicionamento.
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Sindsaúde convoca para manifestação contra fechamento da urgência do Cais Cândida de Morais em Goiânia
Preocupação dos trabalhadores é reforçada pelo fechamento da urgência e emergência do CIAMS do Novo Horizonte, que atualmente funciona apenas como ambulatório
O possível fechamento da ala de urgência e emergência do Cais Cândida de Morais tem mobilizado trabalhadores da saúde e usuários da unidade. Nesta terça-feira, 13, às 9h, o Sindsaúde realiza uma manifestação no local para denunciar o que classifica como um processo de esvaziamento deliberado do serviço por parte da gestão municipal. Em resposta ao Jornal Opção, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) informou que não tem intenção de fechar o CAIS Cândida de Morais. Veja a nota ao fim da matéria.
Segundo a presidenta do sindicato, Neia Vieira, embora a Prefeitura de Goiânia negue publicamente o fechamento da unidade, o que ocorre na prática é a redução gradual da capacidade de atendimento. “É uma estratégia que já vimos antes. Eles negaram o fechamento da emergência do CIAMS do Novo Horizonte e, pouco tempo depois, fecharam. Primeiro esvaziam, depois anunciam o encerramento”, afirma.
De acordo com denúncias recebidas pelo sindicato, há meses o Cais Cândida de Morais enfrenta redução de profissionais nos plantões, retirada de insumos e falta de equipamentos básicos. Com isso, usuários chegam à unidade e são encaminhados para outros serviços sob a justificativa de ausência de atendimento, o que diminui artificialmente o fluxo e fragiliza a permanência da urgência e emergência.
Fechamento confirmado em outra unidade acende alerta
A preocupação dos trabalhadores é reforçada pelo fechamento da urgência e emergência do CIAMS do Novo Horizonte, que atualmente funciona apenas como ambulatório. Para Neia Vieira, o caso demonstra um padrão de atuação da gestão. “A urgência e emergência lá foi totalmente fechada. Isso aumenta o temor de que o mesmo caminho esteja sendo seguido no Cândida de Morais”, diz.
O sindicato avalia que essas decisões fazem parte de um projeto mais amplo de terceirização da saúde municipal. A presidenta do Sindsaúde aponta que a atual gestão mantém diretrizes herdadas da administração anterior, que defendia a transferência de unidades públicas para organizações sociais. “Já fizeram isso com hospitais e maternidades. Agora os ruídos indicam que UPAs e unidades ambulatoriais também podem ser terceirizadas”, alerta.
Falta de insumos, exames demorados e risco de erros médicos
Além do risco de fechamento de unidades, o Sindsaúde denuncia problemas estruturais graves na rede municipal de saúde. Entre eles, a falta de insumos, equipamentos defasados e a demora excessiva na liberação de exames laboratoriais após a terceirização do serviço.
Segundo Neia Vieira, exames que antes eram liberados em minutos ou poucas horas passaram a levar até 10 horas para ficarem prontos, o que compromete atendimentos de urgência e ambulatoriais. Outro problema grave envolve o sistema de imagens de raio-X, que estaria sem contrato ativo por falta de pagamento. Com isso, os exames são realizados, mas não podem ser disponibilizados adequadamente aos médicos.
“A Prefeitura está fazendo o usuário assinar um termo de responsabilidade e levar a imagem fotografada para o médico. Isso gera diagnósticos equivocados e coloca pacientes em risco”, denuncia a dirigente sindical. Técnicos de raio-X, segundo ela, são obrigados a seguir esse procedimento sob ameaça de demissão.
Greve dos credenciados amplia crise na saúde
O cenário se agrava com o início da greve dos trabalhadores credenciados da saúde, marcada também para esta terça-feira, 13, com ato no setor Jardim América. A paralisação envolve profissionais de diversas categorias e é motivada por atrasos salariais recorrentes, precarização dos contratos e más condições de trabalho.
Para o Sindsaúde, a soma desses fatores representa um grave ataque ao Sistema Único de Saúde e ao direito constitucional da população ao acesso à saúde pública. A manifestação no Cais Cândida de Morais busca pressionar a Prefeitura a manter a unidade em funcionamento pleno, garantir condições dignas de trabalho e abrir diálogo com trabalhadores e usuários.
Nota da prefeitura
A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) não tem intenção de fechar o CAIS Cândida de Morais.
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PUC TV GOIÁS
Goiás implanta rodízio entre hospitais de urgência para combater superlotação
https://www.youtube.com/watch?v=-H5L4jr_BRk
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O HOJE
Goiás registra mais de 16 mil eventos adversos na saúde em 2025 e entra em alerta nacional
Levantamento da ONA, com dados da Anvisa, aponta lesões por pressão, falhas com dispositivos médicos e quedas como os incidentes mais recorrentes no Estado
O Estado de Goiás contabilizou 16.640 notificações de eventos adversos na assistência à saúde durante o ano de 2025, conforme levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA).
Os dados, baseados em registros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizados em 7 de janeiro de 2026, inserem o Estado em um cenário nacional de alerta. No Brasil, foram registradas 480.283 eventos adversos ao longo do ano, mantendo uma trajetória de crescimento contínuo no setor de saúde.
No território goiano, a análise dos eventos adversos revela que as lesões por pressão foram as falhas mais frequentes, com 2.781 registros. Em seguida, aparecem as ocorrências relacionadas ao uso de cateteres, sondas e outros dispositivos médicos, que somaram 1.693 casos.
Também foram notificadas 1.606 falhas durante a assistência à saúde, além de 1.512 problemas em processos ou procedimentos clínicos, dentre os demais eventos adversos. Os incidentes ligados à hemodiálise totalizaram 1.350 casos, enquanto as quedas de pacientes chegaram a 1.325 ocorrências. Já as falhas na identificação do paciente somaram 1.097 registros, os problemas específicos com cateter venoso contabilizaram 706 casos e os incidentes envolvendo sondas, 101 notificações.
O aumento de eventos adversos no Brasil tem sido constante, com elevação média de 12% ao ano. Em 2023, o País registrou 368.028 ocorrências, número que subiu para 425.951 em 2024 e atingiu mais de 480 mil em 2025. A grande maioria dessas falhas ocorreu em hospitais, com 428.231 registros, mas outros serviços, como clínicas e laboratórios, também contribuíram de forma significativa, com 52.052 casos.
A gravidade das notificações sobre os eventos adversos em 2025 é considerada alarmante. Ao todo, 3.158 incidentes evoluíram para óbito em todo o País. Além disso, 10.458 resultaram em lesões graves, 50.710 causaram danos moderados e 249.230 geraram danos leves aos pacientes. Outros 117.715 episódios foram notificados sem causar danos diretos, funcionando como alertas preventivos para o sistema de saúde.
Os dados demográficos indicam que os homens foram os mais afetados pelos eventos adversos no Brasil, representando 50,92% dos eventos, com 244.562 registros. Em relação à faixa etária, a população idosa concentra o maior impacto. O grupo de 66 a 75 anos lidera com 85.164 falhas, seguido por pacientes entre 56 e 65 anos, com 73.492 ocorrências, e por aqueles entre 76 e 85 anos, que somaram 68.101 registros.
A identificação dessas falhas é realizada predominantemente por profissionais de saúde, responsáveis por mais de 202 mil notificações. Ainda assim, o sistema Notivisa também recebe alertas de pacientes, que totalizaram 19.814 registros, além de familiares, com 2.988 notificações, outros pacientes, com 1.429, e cuidadores, com 432.
Especialistas alertam que, embora a notificação seja obrigatória, muitas instituições ainda deixam de registrar os incidentes, o que sugere que os números reais podem ser superiores aos apresentados oficialmente.
Para Gilvane Lolato, gerente-geral de Operações da ONA, a maioria desses eventos poderia ser evitada por meio da adoção de protocolos bem estruturados. Segundo ele, a acreditação hospitalar funciona como uma barreira estratégica, ao padronizar processos e fortalecer a cultura de qualidade e segurança.
No entanto, o cenário de certificação no Brasil ainda é considerado incipiente: apenas 0,45% das instituições de saúde brasileiras são acreditadas. Na região Centro-Oeste, esse percentual corresponde a 11,4% das certificações concedidas pela ONA.
Medidas para evitar eventos adversos
Entre as medidas de segurança apontadas como fundamentais estão os protocolos de dupla verificação, considerados essenciais para reduzir erros na identificação do paciente, como trocas de nomes; os chamados feixes de intervenção, ou bundles, que envolvem o uso de técnicas assépticas e o monitoramento contínuo no manuseio de cateteres e sondas; e a adoção da chamada Cultura Justa, que incentiva a notificação de falhas como instrumento de aprendizado organizacional, e não de punição.
Complementando esse monitoramento, a Anvisa promove anualmente a Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente em hospitais com unidades de terapia intensiva. Em 2025, o formulário de avaliação ficou disponível entre 1º de abril e 15 de agosto, voltado para unidades que estiveram em funcionamento em 2024.
A iniciativa avalia 21 indicadores de estrutura e processo, com base na RDC nº 36/2013, que institui ações voltadas à segurança do paciente nos serviços de saúde. Os estabelecimentos que atingem 100% de adesão a essas práticas recebem uma declaração oficial emitida pelo diretor-presidente da agência.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Ahpaceg inova e divulga indicadores assistenciais dos hospitais associados
Hospital Erastinho é o primeiro do mundo a receber certificação internacional por gerar mais energia do que consome
https://medicinasa.com.br/erastinho-certificacao-leed-zero/
Justiça condena Ipasgo a indenizar idosa após negar ambulância para tratamento urgente em Goiânia
Anvisa quer reduzir fila de análises e priorizar inovações nacionais
O POPULAR
Ahpaceg inova e divulga indicadores assistenciais dos hospitais associados
Os índices, que passarão a ser divulgados periodicamente, trazem a média das instituições associadas participantes e oferecem à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações objetivas sobre qualidade, segurança e eficiência da assistência hospitalar
A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) tornou públicos os primeiros indicadores assistenciais e operacionais consolidados de seus hospitais associados. A divulgação marca o início do projeto Indicadores Ahpaceg, uma iniciativa inédita no setor privado goiano que passa a oferecer à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações objetivas sobre qualidade, segurança e eficiência da assistência hospitalar.
O projeto conta com apoio técnico da NCI Innova, empresa de transformação digital com atuação no segmento hospitalar, e nasce de uma pergunta central que acompanha a Ahpaceg desde sua criação, em 2003: como medir, de forma objetiva e comparável, a segurança do paciente e a qualidade do cuidado prestado?
Diante dessa necessidade, foi consolidada a parceria entre a Ahpaceg e a NCI Innova com vistas a reunir os dados assistenciais, de recursos humanos e financeiros dos hospitais e clínicas associados. Os índices divulgados são referentes ao segundo semestre de 2025 e trazem a média das instituições associadas participantes do projeto.
A partir de 2026, o projeto será ampliado com a inclusão dos indicadores das áreas de farmácia, nutrição, oftalmologia e segurança e qualidade em pronto-socorro da rede associada.
Pioneirismo
A iniciativa coloca a Ahpaceg como pioneira no registro, monitoramento e na divulgação regular desses dados entre hospitais e clínicas de imagem privados de Goiás. Dentre os índices divulgados estão indicadores, como a taxa de infecção, um dos mais conhecidos pela população, e outros, como lesões por pressão, ocupação de leitos e a identificação correta dos pacientes, uma norma básica de segurança nas instituições de saúde.
O presidente da Associação, Renato Daher, destaca que a divulgação trimestral dos indicadores permitirá a construção de uma série histórica consistente, capaz de apoiar análises, comparações e decisões na área da saúde.
“Nosso objetivo também é oferecer informações claras para que a população possa escolher, de forma consciente, onde deseja ser atendida com qualidade e segurança”, afirma.
Benefícios
Além de oferecer um referencial inédito aos usuários e compradores de serviços de saúde, como planos e operadoras, a divulgação sistemática dos indicadores traz ganhos diretos para os próprios hospitais. Entre eles estão maior transparência e prestação de contas, estímulo à melhoria contínua da qualidade e da segurança do paciente, benchmarking e aprendizado coletivo entre instituições, fortalecimento da credibilidade institucional e apoio à tomada de decisão e à formulação de políticas de saúde.
O monitoramento dos indicadores também contribui para o atendimento a exigências regulatórias e processos de acreditação, valoriza o papel da alta complexidade no sistema de saúde e estimula uma cultura de dados e de responsabilidade clínica.
Ao tornar essas informações acessíveis, a Ahpaceg amplia a capacidade de escolha da população e cria bases mais sólidas para a gestão e o aprimoramento da assistência hospitalar em Goiás.
CONFIRA OS INDICADORES DA REDE AHPACEG
*Os dados/metas usados como referência são da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) - 2017
Taxa de Ocupação: 78%
Indica a utilização dos leitos operacionais proporcionando uma gestão eficiente do hospital.
Meta: 80% a 85%
Média de permanência hospitalar (MP): 2,64 dias
Indica o tempo médio de internação dos pacientes. Quanto menor a permanência, maior tende a ser a eficiência no uso dos leitos, desde que mantida a qualidade assistencial.
Meta: 5,3 dias
Índice de giro de leitos (IGL): 6,41
Mede quantas internações ocorrem em um mesmo leito ao longo do período. Está diretamente relacionado à média de permanência: internações mais curtas aumentam o giro, enquanto permanências mais longas reduzem a rotatividade.
Média de permanência na UTI adulto: 6,88 dias
Reflete o tempo médio de internação em terapia intensiva. Em hospitais de alta complexidade, a variação é esperada conforme a gravidade dos casos, o perfil clínico dos pacientes e os protocolos assistenciais.
Meta: até 5 dias
Taxa de conversão do pronto-socorro para enfermaria/apartamento: 8,41%
Mostra a proporção de atendimentos no pronto-socorro que evoluem para internação em leitos clínicos, ajudando a compreender o perfil assistencial e a eficiência do fluxo.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de conversão do pronto-socorro para UTI: 1,69%
Indica a parcela de pacientes atendidos no pronto-socorro que necessitam de terapia intensiva, refletindo a gravidade dos casos e o uso de recursos críticos.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de mortalidade institucional (≥24 horas): 1,78%
Expressa o percentual de óbitos após 24 horas de internação. Deve ser analisada com ajuste de risco e comparada apenas com hospitais de perfil semelhante.
Meta: <3% (Anvisa, 2018)
Taxa de mortalidade operatória/cirúrgica (até 7 dias): 0,32%
Mede óbitos após procedimentos cirúrgicos e avalia critérios de cirurgia segura, variando conforme porte, risco e tipo de cirurgia.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de pacientes com identificação adequada: 98,88%
Indicador de segurança do paciente alinhado às metas internacionais, essencial para prevenir erros de medicação, exames, transfusões e procedimentos.
Meta: de 90% a 100%
Taxa de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos: 68,06%
Caracteriza o perfil assistencial dos hospitais e auxilia no planejamento de recursos, avaliação de produtividade e análise de risco.
Sem meta. Depende da característica do hospital
Taxa de infecção de sítio cirúrgico em cirurgia limpa: 0,53%
Indicador clássico de qualidade assistencial. Resultados abaixo de 1% são considerados de excelente desempenho.
Meta: quanto menor, melhor.
Densidade de erro na administração de medicamentos: 0,34
Expressa o número de erros por mil pacientes-dia ou mil doses administradas e avalia todas as etapas do processo medicamentoso.
Não existe um valor de referência único ou um "benchmark" nacional oficial para a densidade de erro na administração de medicamentos no Brasil
Incidência de lesão por pressão: 1,47
Mede o risco de o paciente desenvolver nova lesão por pressão durante a internação, com foco no paciente.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de lesão por pressão: 0,34%
Avalia a frequência de lesões ao longo do tempo de internação, sendo complementar à incidência.
Meta: quanto menor, melhor.
Incidência de quedas: 0,85
Indica o risco de o paciente sofrer queda durante a internação.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de quedas: 0,21%
Mede a frequência de eventos de quedas no período, complementando a análise do risco assistencial.
Meta: quanto menor, melhor.
REDE AHPACEG
GOIÂNIA
CDI Premium
Cebrom
Clínica da Imagem
Clínica São Marcelo
CRD
Hemolabor
Hospital Amparo
Hospital do Coração de Goiás
Hospital do Coração Anis Rassi
Hospital da Criança
Hospital de Acidentados
Hospital Ortopédico de Goiânia
Hospital Otorrino de Goiânia
Hospital Mater Dei
Hospital do Rim
Hospital Samaritano de Goiânia
Hospital Santa Bárbara
Hospital Santa Helena
Hospital São Francisco de Assis
Instituto de Neurologia de Goiânia
Instituto Ortopédico de Goiânia
Instituto Panamericano da Visão
Maternidade Ela
Oncovida
Ver Hospital de Olhos
ANÁPOLIS
Hospital Evangélico Goiano
APARECIDA DE GOIÂNIA
Hospital de Neurologia Santa Mônica
CALDAS NOVAS
Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida
CATALÃO
Hospital Nasr Faiad
Hospital São Nicolau
CERES
Hospital Ortopédico de Ceres
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MEDICINA S/A
Hospital Erastinho é o primeiro do mundo a receber certificação internacional por gerar mais energia do que consome
O Hospital Oncopediátrico Erastinhoacaba de se tornar o primeiro hospital do mundo a receber a certificação LEED Zero, emitida pelo U.S. Green Building Council (USGBC). A auditoria confirma que a unidade gera 100% da energia que consome, atingindo um patamar de desempenho sem precedentes para edificações de saúde — uma das tipologias mais intensivas em demanda energética.
Com o reconhecimento, o Erastinho passa a ser o único hospital no mundo a reunir os selos LEED for Healthcare Gold, WELL Gold e LEED Zero Energy, conjunto de certificações que avalia desempenho operacional, qualidade ambiental interna, bem-estar dos ocupantes e impacto energético.
A operação Zero Energy é viabilizada por uma usina fotovoltaica de 950kWp, integrada ao sistema elétrico do hospital e dimensionada para suprir 100% da demanda anual. “Ao construir a usina de aproximadamente 1 megawatt no local, economizamos cerca de R$ 400 mil por ano, valor que é totalmente reinvestido em assistência, aquisição de equipamentos e melhorias clínicas. Isso mostra que sustentabilidade não é custo, é estratégia de cuidado. É uma engenharia financeira e técnica que gera impacto direto na saúde”, explica Fernando Cesar de Oliveira, Diretor Executivo Administrativo do hospital Erasto Gaertner.
As medições de desempenho realizadas ao longo de 12 meses de operação confirmaram que a geração anual cobre integralmente a demanda energética do hospital, com excedente suficiente para apoiar parcialmente o Hospital Erasto Gaertner, hospital-escola e referência nacional em oncologia.
Para a equipe da Petinelli, empresa de engenharia que fez a consultoria de engenharia e sustentabilidade do projeto – a conquista representa um novo patamar para projetos construtivos no setor de saúde no país. “O Erastinho demonstra que hospitais podem, sim, atingir patamares extremos de eficiência. Zero Energy em saúde é engenharia aplicada ao limite, com impacto direto na qualidade da operação e na sustentabilidade de longo prazo”, comenta Guido Petinelli, CEO da Petinelli.
Em hospitais — que dependem de climatização constante, controle de infecções e iluminação especializada — atingir esse nível é considerado um desafio técnico significativo. “ A certificação Zero exige que a edificação comprove, por medições anuais, um consumo energético reduzido e compatível com padrões de alta eficiência, ao mesmo tempo em que neutraliza integralmente esse uso por meio de geração renovável no próprio local. Alcançar esse nível em um hospital só é possível com uma equipe técnica qualificada, parcerias sólidas e engenharia integrada desde a concepção. O reconhecimento internacional é uma motivação para continuar inovando e elevando o padrão de desempenho das edificações no país”, conclui Petinelli.
O hospital realiza anualmente cerca de 17 mil consultas, 500 cirurgias e 85 mil procedimentos, dos quais 76% atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Ambientes certificados p ara qualidade do ar, iluminação e conforto estão associados à redução do estresse, à melhora da adesão ao tratamento e a experiências mais positivas de recuperação. Pesquisas conduzidas pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard demonstraram que fatores como ventilação adequada, qualidade do ar e da água, conforto térmico, controle de ruído, iluminação natural e vistas para o exterior têm impacto direto no bem-estar e na saúde das pessoas.
“O Erastinho foi pensado desde o início co mo um hospital resolutivo, humanizado e sustentável. Diferente de estruturas que crescem de forma modular, ele nasceu com uma visão integrada de engenharia e cuidado. As certificações são consequência natural dessa visão”, reforça o Diretor Executivo Administrativo do Erastinho, Fernando Cesar de Oliveira.
O projeto arquitetônico, desenvolvido pelo escritório Sarnelli Arquitetura, foi pensado de forma integrada à engenharia e à operação hospitalar, permitindo que decisões de layout, orientação, iluminação natural e conforto ambiental contribuíssem diretamente para o desempenho do edifício.
“A série de certificações LEED e WELL obtidas pelo Erastinho traduz um conjunto de soluções técnicas que elevam o hospital a um patamar excepcional de desempenho. O projeto integra climatização eficiente, iluminação natural e artificial de baixo consumo, materiais e sistemas otimizados, automação e gestão contínua de energia”, enumera Guido Petinelli.
Entre os resultados estão:
- Redução de 25% no consumo de energia em comparação a hospitais do mesmo porte;
- Suprimento total da demanda anual por geração renovável;
- Auditorias que confirmam qualidade da água, do ar, conforto térmico, lumínico e acústico.
Na eficiência hídrica, o Erastinho registra 36% de redução no consumo de água potável e durante a construção, 80% dos resíduos foram reciclados ou reutilizados, reforçando a abordagem de baixo impacto ao longo de todo o ciclo do projeto. Além disso, o hospital mantém monitoramento constante para garantir a continuidade dos padrões de desempenho. Todas essas soluções foram incorporadas de forma integrada e sem custo adicional de obra.
Para Felipe Faria, diretor do Green Building Council (GBC) Brasil, este projeto aborda vários temas do movimento internacional de green buildings, como espaços de conforto para maximizar bem-estar e saúde, qualidade interna do ar, conforto térmico, visual e olfativo, além da preocupação com mitigação de impactos. “Nas empresas, um prédio eficiente ajuda a aumentar a produtividade dos colaboradores. Nos hospitais, estes benefícios contribuem com uma rápida recuperação dos pacientes em momentos críticos de nossas vidas”, afirma.
Como destaca o diretor Fernando Cesar de Oliveira, a certificação consolida um aprendizado que vai além do próprio projeto. “O Erastinho está comprovando, na prática, que é possível inovar e entregar atendimento de alta qualidade para a sociedade com eficiência econômica. Já havíamos avançado nesse caminho com o Hospice Erasto Gaertner, primeira unidade de saúde da América Latina a conquistar a certificação WELL Platinum, e agora seguimos aplicando esses conceitos em novos centros de medicina nuclear, buscando ainda mais eficiência, conforto e bem-estar. O Erastinho mostrou que é possível e passou a servir como modelo e inspiração para outros hospitais.”
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MAIS GOIÁS
Justiça condena Ipasgo a indenizar idosa após negar ambulância para tratamento urgente em Goiânia
Paciente amputada e internada em UTI precisou arcar com transporte médico. Plano terá de devolver R$ 10,2 mil e pagar indenização
O Ipasgo Saúde foi condenado pela Justiça a ressarcir os gastos e indenizar uma idosa de 66 anos após negar o transporte em ambulância com acompanhamento médico, considerado essencial para a continuidade de um tratamento urgente. A paciente estava internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com mobilidade reduzida devido a uma amputação da perna direita e de um quadro infeccioso grave.
A decisão é do juiz Eduardo Alvares de Oliveira, da 7ª Vara Cível de Goiânia. O magistrado determinou que o plano de saúde devolva R$ 10,2 mil, valor pago pela família para custear o deslocamento, além de indenizar a paciente em R$ 2 mil por danos morais.
De acordo com o processo, a idosa apresentou complicações vasculares severas, evoluindo para uma infecção grave. Diante do quadro clínico, a médica responsável prescreveu a realização imediata de sessões de oxigenoterapia hiperbárica, tratamento indicado para auxiliar na recuperação de tecidos e no controle da infecção. Como a paciente não tinha condições de locomoção, foi recomendado transporte em ambulância, com suporte médico durante o trajeto entre o hospital e a clínica credenciada.
Apesar de autorizar o tratamento, o Ipasgo negou a cobertura do transporte. Segundo a defesa, a operadora chegou a autorizar inicialmente a remoção, mas voltou atrás no dia seguinte, alegando que o procedimento não se enquadrava como urgência, por se tratar de tratamento contínuo.
Na sentença, o juiz destacou que, mesmo sendo um plano de autogestão, a operadora tem obrigação de agir com boa-fé e respeitar a função social do contrato, não podendo adotar condutas que coloquem em risco a saúde e a vida do beneficiário.
O magistrado também levou em consideração parecer do Núcleo de Apoio Técnico do Judiciário (NATJUS), que confirmou a gravidade do quadro clínico e a urgência do tratamento. Para a Justiça, o transporte especializado não era um benefício acessório, mas parte essencial para viabilizar a terapia prescrita pela equipe médica.
A decisão entendeu ainda que a negativa ultrapassou um simples descumprimento contratual, causando prejuízos financeiros e sofrimento à paciente, que teve de arcar com os custos para não interromper o tratamento indicado.
Em nota, o Ipasgo informou que o caso será acompanhado pela equipe jurídica e reforça o comprometimento com a assistência aos benefícios.
Veja a nota na íntegra:
“O caso será analisado pela área jurídica da instituição, que adotará as providências cabíveis no âmbito processual, sempre em estrita observância à legislação vigente e aos normativos que regem o sistema de autogestão em saúde.
O Ipasgo Saúde, operadora de saúde e serviço social autônomo, reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a prestação de assistência adequada aos seus beneficiários, pautando sua atuação por critérios técnicos, regulatórios e pelo respeito às decisões judiciais”
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AGÊNCIA BRASIL
Anvisa quer reduzir fila de análises e priorizar inovações nacionais
Trabalho terá reforço de 100 concursados, disse o diretor-presidente
Em agosto de 2025, o Senado aprovou três nomes para a diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), incluindo o novo diretor-presidente, o economista Leandro Safatle, que passou a ocupar o cargo após o fim do mandato de Antônio Barra Torres.
Safatle assumiu a presidência da Anvisa em um momento de grandes transformações no setor regulatório sanitário, onde o ritmo de descobertas, sobretudo em saúde, é intenso, mas os processos de análise e aprovação dentro da própria agência seguem a passos mais lentos.
Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o novo diretor-presidente conversou sobre as principais inovações nacionais em saúde, sobretudo do ponto de vista do Sistema Único de Saúde (SUS). “Ainda temos muita inovação vinda de fora. Agora, estamos lidando com inovação feita no país”, disse.
Safatle comentou ainda sobre o recém-criado Comitê de Inovação, com foco em temas considerados prioritários para a Anvisa; sobre um processo interno para otimizar filas de análises processuais; e sobre a possibilidade de a agência se consolidar como autoridade sanitária de referência nas Américas e globalmente.
Confira os principais trechos da conversa:
Agência Brasil: A Anvisa autorizou este mês o início da primeira fase de estudos clínicos com a polilaminina, medicamento desenvolvido por pesquisadores brasileiros para tratar lesão na medula. O que a gente pode esperar desses estudos e quais os próximos passos?
Leandro Safatle: Estamos falando de uma pesquisa nacional feita por uma pesquisadora de uma universidade pública. Com inovação nacional, cientista nacional, desenvolvimento nacional, todo um processo de desenvolvimento feito no país, e isso é muito importante. No setor saúde, a gente ainda tem muita inovação vinda de fora. Agora, estamos lidando com inovação feita no país. A indústria está fazendo inovação no país. Hoje, isso é um fato bastante importante para atender demandas do país. Esse é um desses casos.
Um laboratório nacional encampou esse projeto. Protocolaram o pedido de início de estudo de pesquisa clínica na Anvisa. Foi aprovada a fase 1, que tem o objetivo de focar na segurança do produto. São cinco pacientes que vão fazer parte desse estudo. Aprovando a fase 1, vem a fase 2, a 3, onde vamos avaliar questões como a eficácia do produto de fato, além de aprofundar mais na segurança. Precisa passar por esse ciclo regulatório completo para conseguir o registro na Anvisa. É um assunto promissor. Há fortes indícios de que o produto pode ter um segmento importante no decurso de pessoas que têm lesão medular.
É difícil falar de prazo porque estamos falando de inovação, de estudo clínico. E o estudo clínico leva seu tempo. O que eu posso dizer é que a Anvisa vai dar a celeridade necessária para o avanço desse projeto. Será prioridade.
Agência Brasil: A Anvisa realizou, em dezembro, a primeira reunião do Comitê de Inovação, criado para acompanhar e avaliar produtos e tecnologias inovadores considerados prioritários para a saúde pública brasileira. Como esse comitê vai atuar e quais os temas considerados prioritários?
Safatle: O comitê está pegando casos de inovação que estão acontecendo no país, projetos importantes que têm impacto, principalmente, na saúde pública. Selecionamos quatro produtos que estão dentro desse comitê: a polilaminina, a vacina contra o Chikungunya, o método Wolbachia para combate à dengue e endopróteses. A gente está acompanhando esses quatro casos.
Já tivemos reunião para tratar desses temas e a ideia é que a gente acompanhe e dê o apoio necessário para que a equipe técnica faça a melhor análise possível. É um comitê que puxa, para a alta gestão da Anvisa, o trabalho de acompanhar os casos. E que vai dar o apoio necessário, o subsídio necessário para que a área técnica faça o melhor trabalho possível de avaliação.
O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, durante entrevista exclusiva à Agência Brasil - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Agência Brasil: Por que a escolha dessas quatro inovações?
Safatle: A gente tem alguns estudos, em fase inicial, de inovação radical nacional. São casos que tratam desses temas. É inovação feita no país, com desenvolvimento feito no país. Por isso, foram selecionados. Trata-se de inovação importante, que pode ter uma repercussão grande em termos de saúde pública.
Agência Brasil: Em dezembro, a Anvisa aprovou uma proposta com medidas excepcionais e temporárias para otimizar a fila de análises processuais. A expectativa é reduzir as filas pela metade em seis meses e normalizar os pedidos em um ano. Como vai funcionar esse processo?
Safatle: Nós colocamos essa questão da fila de análises processuais da Anvisa como uma das prioridades para que a gente possa atuar ao longo desse ano. Foi feita a aprovação, por meio de uma RDC [resolução da Diretoria Colegiada], de uma série de medidas para a gente poder acelerar essas filas, principalmente filas de medicamentos, vacinas, dispositivos médicos, filas de inspeção. O que a gente quer? A gente quer trazer melhores prazos. A gente viu que havia um processo, de certa forma, demorado para poder aprovar essas novas tecnologias. Elaboramos uma série de medidas para poder reduzir esses prazos.
Essas medidas envolvem força-tarefa dentro da casa, para poder agilizar esses processos; aproveitar parte de estudos clínicos feitos fora, que a gente chama de reliance (confiança regulatória), aproveitando parte da documentação que é feita fora; análises otimizadas que agregam vários produtos, fazendo análises conjuntas no intuito de ganhar tempo. Estamos com uma série de instrumentos para cada uma das filas, para ver de que forma a gente consegue atuar para poder mitigar esse problema.
Ao mesmo tempo, temos uma sala de situação dentro da agência que acompanha diariamente a evolução das filas. Já temos alguns resultados importantes de redução de fila e de tempo de análise. A ideia é fazer uma gestão regulatória ágil, para poder dar respostas mais rápidas para essas questões. Também criamos um comitê de monitoramento dessas medidas para que esse processo todo seja acompanhado pela sociedade civil e pelo setor regulado, para dar a devida transparência para essas ações.
Agência Brasil: Para que fique claro: a proposta não é afrouxar as regras em relação às análises processuais, mas dar celeridade, fazer andar mais rápido?
Safatle: Isso. São medidas temporárias. Temos o prazo de um ano para executá-las. Mas o processo de análise permanece o mesmo. As regras não estão sendo afrouxadas ou nada nesse sentido. O rigor científico e a segurança sanitária são primazia na agência, são o que traz confiança da sociedade para o trabalho da agência. Nesse sentido, a gente segue stricto sensu a questão da segurança sanitária. O que estamos fazendo é mecanismo de gestão. Gestão de pessoas, gestão de processos, para otimizar o tempo, a análise e fazer força-tarefa.
Tivemos um concurso importante. No fim do ano passado, foram chamados 100 especialistas da Anvisa. O curso de formação terminou, e essa turma deve ser nomeada agora, entre janeiro e fevereiro. É o maior reforço que a Anvisa já teve nos últimos dez anos. A ideia é que esses 100 entrem já para ajudar nesse processo de redução das filas, prioritariamente. Que eles entrem nesse esforço que a casa inteira está fazendo para redução das filas.
Agência Brasil: Sobre essa questão do rigor técnico, a Anvisa tem como meta, para 2026, o reconhecimento internacional, a consolidação da agência como uma autoridade sanitária de referência?
Safatle: Esse é um ponto muito importante. A Anvisa está sofrendo um processo de qualificação neste momento por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nós já somos uma agência de referência, mas, agora, estamos passando por um processo de qualificação como as principais agências do mundo passaram, estão passando ou vão passar em breve.
Estamos num empenho muito grande para poder seguir bem nesse processo de qualificação. A ideia é que, com essa qualificação, a OMS reconheça a Anvisa como uma agência de referência. Isso é muito importante para o Brasil, no sentido de ter uma agência de referência, para a região das Américas e para o mundo.
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Assessoria de Comunicação
Ahpaceg inova e divulga indicadores assistenciais dos hospitais associados
Escrito por Administrador
Os índices, que passarão a ser divulgados periodicamente, trazem a média das instituições associadas participantes e oferecem à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações objetivas sobre qualidade, segurança e eficiência da assistência hospitalar
A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) tornou públicos os primeiros indicadores assistenciais e operacionais consolidados de seus hospitais associados. A divulgação marca o início do projeto Indicadores Ahpaceg, uma iniciativa inédita no setor privado goiano que passa a oferecer à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações objetivas sobre qualidade, segurança e eficiência da assistência hospitalar.
O projeto conta com apoio técnico da NCI Innova, empresa de transformação digital com atuação no segmento hospitalar, e nasce de uma pergunta central que acompanha a Ahpaceg desde sua criação, em 2003: como medir, de forma objetiva e comparável, a segurança do paciente e a qualidade do cuidado prestado?
Diante dessa necessidade, foi consolidada a parceria entre a Ahpaceg e a NCI Innova com vistas a reunir os dados assistenciais, de recursos humanos e financeiros dos hospitais e clínicas associados. Os índices divulgados são referentes ao segundo semestre de 2025 e trazem a média das instituições associadas participantes do projeto.
A partir de 2026, o projeto será ampliado com a inclusão dos indicadores das áreas de farmácia, nutrição, oftalmologia e segurança e qualidade em pronto-socorro da rede associada.
Pioneirismo
A iniciativa coloca a Ahpaceg como pioneira no registro, monitoramento e na divulgação regular desses dados entre hospitais e clínicas de imagem privados de Goiás. Dentre os índices divulgados estão indicadores, como a taxa de infecção, um dos mais conhecidos pela população, e outros, como lesões por pressão, ocupação de leitos e a identificação correta dos pacientes, uma norma básica de segurança nas instituições de saúde.
O presidente da Associação, Renato Daher, destaca que a divulgação trimestral dos indicadores permitirá a construção de uma série histórica consistente, capaz de apoiar análises, comparações e decisões na área da saúde.
“Nosso objetivo também é oferecer informações claras para que a população possa escolher, de forma consciente, onde deseja ser atendida com qualidade e segurança”, afirma.
Benefícios
Além de oferecer um referencial inédito aos usuários e compradores de serviços de saúde, como planos e operadoras, a divulgação sistemática dos indicadores traz ganhos diretos para os próprios hospitais. Entre eles estão maior transparência e prestação de contas, estímulo à melhoria contínua da qualidade e da segurança do paciente, benchmarking e aprendizado coletivo entre instituições, fortalecimento da credibilidade institucional e apoio à tomada de decisão e à formulação de políticas de saúde.
O monitoramento dos indicadores também contribui para o atendimento a exigências regulatórias e processos de acreditação, valoriza o papel da alta complexidade no sistema de saúde e estimula uma cultura de dados e de responsabilidade clínica.
Ao tornar essas informações acessíveis, a Ahpaceg amplia a capacidade de escolha da população e cria bases mais sólidas para a gestão e o aprimoramento da assistência hospitalar em Goiás.
CONFIRA OS INDICADORES DA REDE AHPACEG
*Os dados/metas usados como referência são da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) - 2017
Taxa de Ocupação: 78%
Indica a utilização dos leitos operacionais proporcionando uma gestão eficiente do hospital.
Meta: 80% a 85%
Média de permanência hospitalar (MP): 2,64 dias
Indica o tempo médio de internação dos pacientes. Quanto menor a permanência, maior tende a ser a eficiência no uso dos leitos, desde que mantida a qualidade assistencial.
Meta: 5,3 dias
Índice de giro de leitos (IGL): 6,41
Mede quantas internações ocorrem em um mesmo leito ao longo do período. Está diretamente relacionado à média de permanência: internações mais curtas aumentam o giro, enquanto permanências mais longas reduzem a rotatividade.
Média de permanência na UTI adulto: 6,88 dias
Reflete o tempo médio de internação em terapia intensiva. Em hospitais de alta complexidade, a variação é esperada conforme a gravidade dos casos, o perfil clínico dos pacientes e os protocolos assistenciais.
Meta: até 5 dias
Taxa de conversão do pronto-socorro para enfermaria/apartamento: 8,41%
Mostra a proporção de atendimentos no pronto-socorro que evoluem para internação em leitos clínicos, ajudando a compreender o perfil assistencial e a eficiência do fluxo.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de conversão do pronto-socorro para UTI: 1,69%
Indica a parcela de pacientes atendidos no pronto-socorro que necessitam de terapia intensiva, refletindo a gravidade dos casos e o uso de recursos críticos.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de mortalidade institucional (≥24 horas): 1,78%
Expressa o percentual de óbitos após 24 horas de internação. Deve ser analisada com ajuste de risco e comparada apenas com hospitais de perfil semelhante.
Meta: <3% (Anvisa, 2018)
Taxa de mortalidade operatória/cirúrgica (até 7 dias): 0,32%
Mede óbitos após procedimentos cirúrgicos e avalia critérios de cirurgia segura, variando conforme porte, risco e tipo de cirurgia.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de pacientes com identificação adequada: 98,88%
Indicador de segurança do paciente alinhado às metas internacionais, essencial para prevenir erros de medicação, exames, transfusões e procedimentos.
Meta: de 90% a 100%
Taxa de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos: 68,06%
Caracteriza o perfil assistencial dos hospitais e auxilia no planejamento de recursos, avaliação de produtividade e análise de risco.
Sem meta. Depende da característica do hospital
Taxa de infecção de sítio cirúrgico em cirurgia limpa: 0,53%
Indicador clássico de qualidade assistencial. Resultados abaixo de 1% são considerados de excelente desempenho.
Meta: quanto menor, melhor.
Densidade de erro na administração de medicamentos: 0,34
Expressa o número de erros por mil pacientes-dia ou mil doses administradas e avalia todas as etapas do processo medicamentoso.
Não existe um valor de referência único ou um "benchmark" nacional oficial para a densidade de erro na administração de medicamentos no Brasil
Incidência de lesão por pressão: 1,47
Mede o risco de o paciente desenvolver nova lesão por pressão durante a internação, com foco no paciente.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de lesão por pressão: 0,34%
Avalia a frequência de lesões ao longo do tempo de internação, sendo complementar à incidência.
Meta: quanto menor, melhor.
Incidência de quedas: 0,85
Indica o risco de o paciente sofrer queda durante a internação.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de quedas: 0,21%
Mede a frequência de eventos de quedas no período, complementando a análise do risco assistencial.
Meta: quanto menor, melhor.
REDE AHPACEG
GOIÂNIA
CDI Premium
Cebrom
Clínica da Imagem
Clínica São Marcelo
CRD
Hemolabor
Hospital Amparo
Hospital do Coração de Goiás
Hospital do Coração Anis Rassi
Hospital da Criança
Hospital de Acidentados
Hospital Ortopédico de Goiânia
Hospital Otorrino de Goiânia
Hospital Mater Dei
Hospital do Rim
Hospital Samaritano de Goiânia
Hospital Santa Bárbara
Hospital Santa Helena
Hospital São Francisco de Assis
Instituto de Neurologia de Goiânia
Instituto Ortopédico de Goiânia
Instituto Panamericano da Visão
Maternidade Ela
Oncovida
Ver Hospital de Olhos
ANÁPOLIS
Hospital Evangélico Goiano
APARECIDA DE GOIÂNIA
Hospital de Neurologia Santa Mônica
CALDAS NOVAS
Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida
CATALÃO
Hospital Nasr Faiad
Hospital São Nicolau
CERES
Hospital Ortopédico de Ceres
O POPULAR (CLIQUE E CONFIRA)

AHPACEG NA MÍDIA
MEDICINA S/A
Ahpaceg divulga indicadores assistenciais dos hospitais associados
https://medicinasa.com.br/ahpaceg-indicadores/
SAÚDE BUSINESS
Ahpaceg divulga indicadores assistenciais do setor privado
https://www.saudebusiness.com/hospitais/ahpaceg-divulga-indicadores-assistenciais-do-setor-privado/
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Fiscalização da ética médica sob restrição inédita
Quando a junta médica vira obstáculo ao tratamento
Medicina em ruptura
https://odia.ig.com.br/opiniao/2026/01/7189318-medicina-em-ruptura.html
Operação na saúde: do risco cibernético à resiliência
https://medicinasa.com.br/operacao-na-saude/
Câmara aprova suspensão de limite de cobertura para urgência de saúde
https://medicinasa.com.br/cobertura-urgencia-saude/
CORREIO BRAZILIENSE
Fiscalização da ética médica sob restrição inédita
Marcelo Queiroga
Fiscalização da ética médica enfrenta restrição inédita por decisão do ministro do STF e restringe a atuação do Conselho Federal de Medicina.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, que anulou a iniciativa do CFM (Conselho Federal de Medicina) de instaurar sindicância para apurar o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), suscita preocupação institucional relevante. Ao impedir a atuação de uma autarquia federal no exercício de competência legal expressa, o ministro estabeleceu uma limitação inédita à fiscalização ética da medicina, mais restritiva, inclusive, do que aquela observada durante o regime militar instaurado a partir de 1964.
A lei nº 3.268/1957 atribui ao Conselho Federal de Medicina e aos Conselhos Regionais a regulação e a fiscalização do exercício profissional da medicina em todo o território nacional. Essa competência alcança todos os médicos regularmente inscritos, independentemente do vínculo funcional, do local de atuação ou da autoridade sob a qual prestem serviço. Não há, na legislação, exceção para médicos servidores públicos, médicos militares, médicos da Polícia Federal ou médicos que atuem por determinação judicial.
O equívoco central da decisão está na confusão entre ato médico e atividade policial. A sindicância instaurada pelo CFM não se destinava a investigar a custódia, a escolta ou a atuação administrativa da Polícia Federal. Seu objeto era específico e delimitado: avaliar a conduta técnica e ética do ato médico. Trata-se de uma distinção elementar no Direito brasileiro. A atividade policial submete-se à corregedoria própria; o ato médico, à jurisdição ética dos Conselhos de Medicina.
Ao impedir a instauração da sindicância, a decisão judicial cria, por via interpretativa, uma imunidade ética inexistente no ordenamento jurídico. A fiscalização profissional não presume culpa nem antecipa julgamento. É procedimento preliminar, obrigatório quando há provocação formal, destinado justamente a verificar se há ou não elementos que justifiquem apuração aprofundada.
O aspecto mais inquietante da decisão é que ela rompe com precedentes históricos consolidados, inclusive de períodos autoritários. Durante o regime militar instaurado a partir de 1964, médicos que atuaram como agentes do Estado foram investigados e punidos pelos Conselhos de Medicina quando violaram a ética profissional. O caso de Amílcar Lobo, médico militar que atuou em centros de repressão, resultou na cassação de seu registro profissional pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, decisão posteriormente confirmada pelo CFM. De forma semelhante, Harry Shibata, acusado de fraudar laudos necroscópicos para encobrir mortes sob tortura, teve seu registro cassado pelo CRM de São Paulo ainda em 1980.
Esses precedentes demonstram um ponto incontornável: nem mesmo em um regime de exceção se instituiu blindagem ética para médicos que atuavam sob ordens do Estado. A responsabilidade profissional sempre prevaleceu sobre o vínculo funcional, a hierarquia ou a autoridade política. A ética médica nunca foi suspensa por decreto, cargo ou contexto institucional.
Ao barrar preventivamente a atuação do CFM, a decisão judicial esvazia a função legal de uma autarquia federal e substitui o juízo técnico-ético por uma censura prévia. Com isso, estabelece-se uma limitação inédita à fiscalização ética da Medicina, agora mais restritiva do que aquela observada durante o regime militar instaurado a partir de 1964. O efeito institucional é claro: enfraquecem-se a regulação profissional, confundem-se competências e relativiza-se a responsabilidade ética no exercício da Medicina.
É paradoxal que, em plena democracia constitucional, se imponha ao Conselho Federal de Medicina uma restrição que nem mesmo o regime militar formalizou. O respeito às instituições exige que cada uma exerça, com autonomia e dentro da lei, o papel que lhe foi atribuído. A fiscalização ética da Medicina não afronta o Judiciário, não invade a atividade policial e não desafia decisões judiciais. Ela cumpre um dever legal em defesa da sociedade e da boa prática profissional.
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O DIA
Quando a junta médica vira obstáculo ao tratamento
Solicitei há 10 meses o procedimento que foi negado pelo plano de saúde, inclusive pela junta médica. Minha condição física vem piorando e dependo desse tratamento para recuperar minha qualidade de vida. Que medidas posso tomar diante da negativa da operadora?
Carla Alessandra, Flamengo.
Segundo Melissa Areal Pires, advogada especializada em Direito à Saúde, a negativa baseada na decisão da Junta Médica, prevista na RN 424 da ANS, tem sido tratada pelas operadoras como sentença definitiva, o que preocupa. "A Junta é formada por médicos indicados pelo plano e pelo consumidor, com um desempatador escolhido pela operadora. Esse parecer deveria equilibrar divergências, mas na prática tem sido usado como "soberano", impedindo nova análise. Essa interpretação afronta o Código de Defesa do Consumidor, que garante revisão, transparência e boa-fé. Um mecanismo criado para proteger não pode se transformar em barreira ao direito à saúde", destaca Melissa.
A advogada reforça que a Junta não substitui o médico assistente, não pode ser usada em casos de urgência ou emergência e deve respeitar os prazos da RN 566, que fixa até 21 dias úteis para procedimentos complexos. "No caso relatado, a paciente espera há 10 meses, violação que agrava seu quadro e compromete sua dignidade. O consumidor tem direito à informação clara, aos relatórios e à contestação da decisão. Persistindo a negativa, é possível recorrer ao Judiciário para garantir o tratamento", orienta.
Melissa reforça que é hora de discutir: até quando aceitaremos que normas criadas para proteger sejam usadas para negar? "Saúde não é burocracia: é direito fundamental, e nenhuma resolução pode se sobrepor à Constituição", finaliza.
O aumento de negativas baseadas em interpretações restritivas de normas da ANS tem impulsionado a judicialização da saúde suplementar no país. Dados do Conselho Nacional de Justiça indicam que planos de saúde estão entre os principais alvos de ações judiciais, reflexo de um sistema que, muitas vezes, transfere ao paciente o ônus de disputas administrativas enquanto o tratamento não acontece, salienta o advogado Átila Nunes do serviço www.reclamar adianta com br. O atendimento é gratuito pelo e-mail juríO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou pelo WhatsApp (21) 993289328.
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Medicina em ruptura
Há uma frase repetida em hospitais, ambulatórios e salas de aula: "Os médicos de hoje não são como os de antes." A crítica, quase sempre dirigida aos mais jovens, sugere falta de resiliência, imediatismo ou pouca disposição para o sacrifício. Mas reduzir o debate a caricaturas geracionais é ignorar o essencial: o modelo tradicional de formação médica no Brasil está em colapso, e a nova geração apenas se recusa a adoecer para sustentá-lo.
Uma pesquisa nacional da Associação dos Médicos Residentes mostrou que 48% dos residentes fazem uso de antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes. Outro levantamento, do Medscape National Physician Burnout Report (2023), aponta que 53% dos médicos relatam burnout, e a OMS já classificou a síndrome como risco ocupacional elevado entre profissionais de saúde. Esses dados não refletem fragilidade; refletem exaustão estrutural.
Ao mesmo tempo, o Brasil vive uma expansão sem precedentes no ensino médico. Já são mais de 370 faculdades de medicina, com quase o dobro de escolas abertas nos últimos dez anos. Isso aumenta o número de recém-formados entrando num funil competitivo demais para comportar todos no modelo tradicional de residência e empurra muitos para cursos de "especialização rápida", que preocupam pela superficialidade. O temor é legítimo. Mas o fenômeno não nasce da irresponsabilidade dos jovens; nasce de um sistema que não comporta o volume que ele mesmo produz.
E há outro ponto negligenciado: o próprio modelo clássico de formação se baseia em exigências forjadas em outra época: noites em claro não remuneradas, plantões excessivos, assédio naturalizado como disciplina e uma lógica de sacrifício permanente. Com a tecnologia distribuindo conhecimento, a comunicação se tornando parte central do cuidado e pacientes mais informados, esse formato deixou de ser apenas rígido, passou a ser obsoleto e, muitas vezes, cruel.
Nada disso significa que a geração nova esteja certa em tudo ou que a antiga esteja errada. Significa apenas que, pela primeira vez, jovens médicos estão dizendo em voz alta o que muitos sempre sentiram e sofreram em silêncio: não vale a pena pagar com a própria saúde para exercer a profissão. E, ao contrário do que afirmam os críticos, isso não compromete a medicina. Humaniza.
A verdade é que ambas as gerações têm muito a ensinar. A tradição oferece profundidade técnica, casuística, rigor e disciplina. A nova onda traz atenção à saúde mental, consciência de limites, comunicação eficaz e disposição para questionar práticas que não cabem mais. O conflito só existe quando uma tenta invalidar a outra. Quando se somam, produzem uma medicina mais segura, mais humana e mais sustentável.
O que está em jogo não é nostalgia nem rebeldia. É a necessidade de atualizar um sistema que formava bons médicos às custas de vidas pessoais arruinadas; e que hoje encontra profissionais que simplesmente não aceitam mais essa barganha.
A medicina sempre foi considerada uma arte. E, como toda arte, ela muda de forma ao longo do tempo, sem perder sua essência, apenas ganhando novas maneiras de existir. Se a nova geração insiste em preservar a própria saúde enquanto cuida da dos outros, talvez, finalmente, isso seja um avanço - não um defeito.
Daniel Musse é oncologista clínico e membro titular da SBOC (Brasil), ASCO (Estados Unidos) e ESMO (Europa), principais sociedades internacionais de oncologia
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MEDICINA S/A
Operação na saúde: do risco cibernético à resiliência
A indústria da saúde vive um momento de transformação acelerada na forma de prestar cuidados. Os pacientes buscam experiências intuitivas, mas a confiança no sistema médico segue frágil. Dificuldade para agendar consultas, diagnósticos equivocados ou falhas de comunicação entre prestadores fazem essa confiança diminuir rapidamente. Segundo dados do programa Mais Dados Mais Saúde, 46,9% da população não busca atendimento médico por conta da superlotação e demora no atendimento. As expectativas dos pacientes convergem com as dos médicos, que querem trajetórias de cuidado mais integradas, maior eficiência e melhores resultados clínicos.
Nesse movimento, os hospitais avançam rapidamente na digitalização: conectam dispositivos, adotam IA e migram registros e fluxos de trabalho para a nuvem. A transformação digital que percorre o setor promete cuidados mais inteligentes, ágeis e personalizados. Mas isso também significa que cada sistema – do agendamento à radiologia – agora depende de acesso digital contínuo a um volume crescente de informações altamente sensíveis. É nesse ponto que a indústria da saúde corre o risco de perder o equilíbrio. A cada avanço digital, a exposição ao risco aumenta. O acesso aos dados é crucial, mas a proteção desses dados é essencial.
A corda bamba
A saúde é uma das indústrias mais visadas por criminosos cibernéticos. Os dados que o setor reúne são extremamente valiosos: registros de saúde trazem um conjunto completo de informações de identificação pessoal, muitas vezes incluindo histórico médico e dados financeiros. Isso atrai criminosos que podem explorar essas informações para fraude, roubo de identidade ou chantagem.
O problema é que os sistemas que armazenam esses dados – e pelos quais os profissionais de saúde dependem para acessá-los – enfrentam limitações sérias. Sistemas legados e dívida técnica tornaram-se passivos que deixam as organizações de saúde vulneráveis. Registros eletrônicos de saúde com décadas de uso, mainframes e aplicações customizadas são difíceis de atualizar ou integrar a novos fluxos de trabalho. Ao mesmo tempo, soluções emergenciais adotadas durante a pandemia, especialmente VPNs acopladas a redes antigas, deixaram como herança fragilidades e lacunas de segurança.
Esse conjunto de ferramentas legadas se traduz em uma proliferação de sistemas sobrepostos, que fragmentam a visibilidade, elevam custos e comprometem a confiabilidade contínua da qual a área da saúde depende. Dados altamente valiosos combinados a uma infraestrutura pouco preparada criam o cenário ideal para atrasos em diagnósticos, interrupções em planos de tratamento e perda de confiança por parte dos pacientes.
Risco digital
Quando o assunto é risco na saúde, as consequências vão muito além de multas ou danos à reputação. Sistemas críticos fora do ar colocam vidas em risco, e a exposição de registros sensíveis corrói a confiança dos pacientes.
O ransomware é uma das ameaças mais graves. Quando médicos perdem acesso a ferramentas essenciais ou pacientes enfrentam atrasos no atendimento, a pressão para pagar aumenta, e cada pagamento fortalece as redes criminosas por trás desses ataques. O modelo de ransomware-as-a-service tornou mais simples lançar operações sofisticadas, ampliando violações e alimentando um ciclo contínuo de cibercrime. E o ransomware é apenas uma entre várias técnicas usadas. De roubo e extorsão de dados à interrupção de serviços, basta uma violação bem-sucedida para paralisar o cuidado. A exposição de funcionários internos e terceiros amplia ainda mais a vulnerabilidade: equipes sobrecarregadas, contratados e parceiros estendem a superfície de ataque, e um único clique ou credencial reutilizada pode abrir caminho para invasores.
A rápida adoção da IA também cria pontos de fuga, com informações sensíveis circulando em prompts, respostas e ferramentas “sombra” sem supervisão ou controles adequados. Juntas, essas pressões formam um cenário de risco complexo, que as defesas de perímetro tradicionais e as ferramentas isoladas não conseguem acompanhar.
Segurança para o cuidado moderno
A digitalização ampliou o uso de dados na saúde e expôs fragilidades que ferramentas isoladas não conseguem conter. Quando sistemas operam sem integração, o risco circula pelo ambiente e ameaça a continuidade do cuidado.
O modelo Secure Access Service Edge (SASE) responde a esse desafio ao unificar rede e proteção de dados em uma única estrutura na nuvem. Ele oferece visibilidade consistente, reúne controle de acesso e prevenção de ameaças e organiza a proteção em torno do usuário e das informações. A abordagem de confiança zero reforça esse controle ao avaliar identidade, comportamento, postura do dispositivo e sensibilidade dos dados antes de liberar qualquer acesso. A proteção de dados em linha completa essa arquitetura ao bloquear movimentações inadequadas em nuvem, SaaS e tráfego web — algo essencial em um setor que lida com informações clínicas altamente sensíveis.
Com essa unificação, as empresas do setor reduzem atritos operacionais, fortalecem a resiliência e tratam o risco de maneira coerente, sem comprometer o avanço tecnológico que sustenta o cuidado moderno. Esse é o passo que permite à saúde digital evoluir com segurança, estabilidade e confiança.
*Claudio Bannwart é country manager da Netskope no Brasil.
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Câmara aprova suspensão de limite de cobertura para urgência de saúde
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou em dezembro a revogação de limite de 12 horas para atendimento de urgência e emergência por plano ou seguro de natureza ambulatorial, quando o beneficiário estiver cumprindo carência.
Na prática, a regra suspensa pela proposta obriga o usuário a pagar pelos procedimentos médicos que ultrapassassem o período de 12 horas, ou então ser removido para uma unidade do Sistema Único de Saúde (SUS).
Parecer favorável
O texto aprovado é o Projeto de Decreto Legislativo 954/18, do deputado Celso Russomanno (Republicanos-SP), que suspende artigo da Resolução 13/98, do Conselho de Saúde Suplementar (Consu). A comissão acatou o parecer favorável do relator, deputado Bruno Farias (Avante-MG).
“A limitação imposta pela resolução, que restringe a cobertura a 12 horas, não encontra respaldo legal”, observa Bruno Farias. “A lei requer que, em situações de risco de vida ou lesões irreparáveis, o atendimento seja garantido conforme a avaliação médica, sem restrições temporais.”
Próximo passo
A proposta deve ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ir à votação do Plenário.
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Assessoria de Comunicação
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DESTAQUES
Fiscalizar é legítimo. Interferir no cuidado à saúde, não
https://medicinasa.com.br/fiscalizar-cuidado/
Planos de saúde empresariais crescem acima do emprego formal
https://medicinasa.com.br/planos-empresariais-crescem/
Unimed Goiânia renova patrocínio com Atlético-GO, Goiás e Vila Nova para 2026
Unimed Ferj: presidente da ANS diz que hospitais não podem ameaçar vida de usuários
Moraes declara nulidade de sindicância do CFM para apurar atendimento médico prestado a Bolsonaro
Busca por fornecedores hospitalares salta 3.850% no Brasil com novos investimentos no setor
https://www.saudebusiness.com/artigos-2/crescimento-busca-fornecedores-hospitalares-brasil/
MEDICINA S/A
Fiscalizar é legítimo. Interferir no cuidado à saúde, não
A fiscalização dos serviços de saúde é parte essencial da democracia. Hospitais, especialmente quando lidam com recursos públicos ou prestam serviços de interesse coletivo, devem e precisam prestar contas. Transparência não é concessão; é obrigação.
Mas há uma diferença fundamental entre fiscalizar com responsabilidade e transformar o ambiente hospitalar em palco político. Essa distinção, infelizmente, tem sido ignorada em episódios recentes em que parlamentares entram em unidades de saúde sem aviso, com câmeras ligadas, circulando por áreas assistenciais e abordando profissionais em pleno atendimento.
Hospitais não são repartições administrativas comuns. São ambientes de alta complexidade, onde decisões são tomadas em segundos, protocolos são seguidos à risca e qualquer interrupção pode representar risco real ao paciente. Unidades de pronto atendimento, UTIs, salas de emergência e centros cirúrgicos não são espaços neutros; são áreas críticas, com regras claras de acesso justamente para proteger vidas.
Quando uma “vistoria” ignora esses limites, o que está em jogo não é apenas a rotina institucional, mas a segurança assistencial. Interromper fluxos, constranger equipes, desorganizar processos e expor pacientes fragilizados não fortalece o controle público; fragiliza o cuidado.
Fiscalizar políticas públicas não é o mesmo que intervir na assistência. Parlamentares têm papel legítimo no acompanhamento da gestão, do uso de recursos, de contratos e de indicadores. Isso pode, e deve, ser feito por meio de visitas técnicas agendadas, pedidos formais de informação, análise de dados e diálogo institucional. É esse tipo de fiscalização, objetiva e baseada em evidências, que contribui para o aperfeiçoamento do sistema.
Esse método é especialmente importante quando falamos do Sistema Único de Saúde. Com todas as suas dificuldades – que são reais e conhecidas – o SUS é um dos sistemas de saúde mais consolidados e acessíveis do mundo, presente na vida das pessoas do nascimento à alta complexidade, da atenção básica às urgências. Ele se fortaleceu ao longo do tempo justamente por se apoiar em princípios como universalidade, controle público e prestação de contas.
Quando ações supostamente fiscalizatórias ignoram critérios técnicos e apostam na exposição e no confronto, o efeito não é a melhoria do sistema. Ao contrário: ajudam a descredibilizar um modelo que, apesar das limitações, só tem amadurecido e se tornado mais relevante para o país. O sistema de saúde não se aprimora com espetacularização, mas com pautas claras, objetivas e técnicas – aquelas que enfrentam problemas reais e apontam caminhos concretos.
Outro ponto sensível é a exposição indevida de pacientes e trabalhadores da saúde. Dados e imagens em saúde são, por natureza, sensíveis. Preservar privacidade, dignidade e sigilo não é corporativismo; é princípio ético básico e dever institucional. Nenhuma ação fiscalizatória pode se sobrepor a isso.
Não se trata de impedir o controle social, muito menos de fechar portas ao poder público. Hospitais responsáveis defendem a fiscalização qualificada, baseada em método, respeito às normas sanitárias e compreensão do funcionamento real da assistência. É assim que se constrói confiança; não com confrontos improvisados nem com narrativas simplificadas.
Se queremos fortalecer o sistema de saúde, precisamos elevar o nível do debate. O SUS é grande demais para ser reduzido a recortes oportunistas. Ele melhora com técnica, diálogo e compromisso coletivo.
*Anis Mitri é presidente da AHOSP (Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo).
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Planos de saúde empresariais crescem acima do emprego formal
O número de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares no Brasil alcançou 53,1 milhões em novembro de 2025, o maior da série histórica, segundo a Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB 113), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Em 12 meses, o total de vínculos cresceu 2,5%, com a adição de 1,32 milhão de beneficiários. Na mesma base comparativa, os planos de saúde coletivos empresariais avançaram 4,1% no período, o equivalente a 1,54 milhão de vínculos. Ao mesmo tempo, houve redução dos planos individuais ou familiares e retração dos planos coletivos por adesão, movimento que posicionou o crescimento do volume global de beneficiários aquém do observado no segmento exclusivamente empresarial.
Na média, os planos coletivos empresariais adicionaram cerca de 128 mil novos beneficiários por mês, enquanto o mercado de trabalho registrou a criação média de cerca de 112 mil postos de trabalho por mês, entre novembro de 2024 e novembro de 2025.
No período de 12 meses encerrado em novembro de 2025, o estoque de vínculos celetistas no País passou de 47,8 milhões para 49,1 milhões, com saldo positivo de 1,34 milhão de empregos, o que representa uma alta de 2,8%, segundo dados do Novo Caged analisados pelo IESS.
“A saúde suplementar acompanha de perto a dinâmica do mercado de trabalho e, assim, os planos coletivos empresariais crescem em ritmo mais intenso do que o conjunto do mercado”, afirma José Cechin, superintendente executivo do IESS. “Os dados sugerem que o maior acesso à saúde suplementar está sendo utilizado para reter e atrair profissionais, diante de uma situação de pleno emprego no País.”
Atualmente, quase 73% dos beneficiários de planos médico-hospitalares estão vinculados a contratos coletivos empresariais. Esse dado reforça o papel central das empresas como principal porta de entrada da população na saúde suplementar e explica a elevada sensibilidade do setor às variações do emprego formal.
No recorte regional, a expansão permanece concentrada no Sudeste, que reúne mais da metade dos beneficiários médico-hospitalares do País. São Paulo liderou o crescimento em números absolutos, com 577,7 mil novos beneficiários médico-hospitalares em 12 meses. As regiões Norte e Nordeste seguem com taxas de cobertura inferiores à média nacional, indicando espaço relevante para expansão futura da saúde suplementar.
Além do desempenho dos planos médico-hospitalares, a NAB 113 também registra crescimento consistente dos planos exclusivamente odontológicos, que atingiram 35,4 milhões de beneficiários em novembro de 2025, o maior patamar da série histórica iniciada em 2000. Em 12 meses, o segmento avançou 3,3%, igualmente impulsionado pelos contratos empresariais, que concentram a maior parte dos vínculos.
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DIÁRIO DA MANHÃ
Unimed Goiânia renova patrocínio com Atlético-GO, Goiás e Vila Nova para 2026
A Unimed Goiânia confirmou a renovação do patrocínio com Atlético Goianiense, Goiás e Vila Nova para a temporada de 2026, mantendo o apoio ao futebol profissional no Estado. A cooperativa vai apresentar oficialmente os novos contratos em uma coletiva de imprensa marcada para esta quinta-feira (8), às 16h, em Goiânia.
A apresentação ocorrerá na Corretora Unimed, na Avenida T-9, no Setor Marista. O evento reunirá diretores da cooperativa, representantes dos três clubes e os mascotes das equipes, reforçando a visibilidade da parceria e a proximidade com o público esportivo.
Com trajetórias consolidadas no futebol goiano, Atlético Goianiense, Goiás e Vila Nova somam uma torcida estimada em cerca de 3 milhões de pessoas. Por isso, a renovação amplia o alcance institucional da Unimed Goiânia e fortalece sua atuação no cenário esportivo regional.
O acordo contempla exclusivamente os elencos profissionais masculinos das três equipes. Além da exposição da marca, a parceria garante planos de saúde com condições especiais para atletas e membros das comissões técnicas, o que contribui diretamente para o acompanhamento médico e o desempenho esportivo.
Segundo o diretor de mercado da Unimed Goiânia, Dr. Frederico Xavier, a continuidade do patrocínio vai além da estratégia institucional. Para ele, o futebol exerce um papel relevante na transformação social e no desenvolvimento humano.
Ainda conforme o dirigente, investir no esporte significa incentivar valores como integração, disciplina e crescimento pessoal, principalmente nas categorias de base. Dessa forma, a cooperativa reafirma o compromisso com a formação de cidadãos, e não apenas de atletas.
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PORTAL CQCS
Caso Unimed Ferj: presidente da ANS diz que hospitais não podem ‘atentar contra vida’ dos usuários
Agência reguladora pediu que Unimed do Brasil, que assumiu operação da Ferj, comunique de maneira mais clara a rede credenciada disponível aos usuários
O diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Wadih Damous, afirmou nesta quarta-feira que “beira o ilícito” a possibilidade de redes de hospitais do Rio descredenciarem, em conjunto, a Unimed Ferj por causa de dívidas.
Ontem, a Associação de Hospitais do Estado do Rio (Aherj) votou em assembleia a suspensão do atendimento de usuários da operadora, o que pode acontecer em 30 dias após serem notificados a ANS, o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) e as secretarias municipal e estadual de Saúde.
— Eles não podem se juntar para atentar contra a vida das pessoas. Beira o ilícito. Não pode ser feito isso. Se juntam não para articular a cobrança, mas para ameaçar suspensão de atendimento e ameaçar a vida e a saúde das pessoas — disse ao GLOBO o diretor-presidente da ANS.
A Aherj tem como associados 107 hospitais e clínicas. A decisão foi unânime entre os representantes das instituições presentes. Nem todas as unidades fazem parte da rede credenciada da Unimed Ferj, que é composta por cerca de 40 hospitais e clínicas do Rio. Segundo afirmou o presidente da Aherj, Marcus Quintella, os hospitais não são obrigados a seguir a decisão de suspensão dos atendimentos.
Segundo os cálculos da entidade, a Ferj acumula dívidas que passam de R$ 2 bilhões com hospitais do Rio, o que a operadora nega.
Para Damous, as dívidas precisam ser cobradas da Unimed Ferj sem impactos ao atendimento dos usuários, que desde novembro passou a ser de responsabilidade da Unimed do Brasil.
Na avaliação do presidente da ANS, hospitais que seguirem a sugestão da Aherj estarão descumprindo decisão judicial. Isso porque a Unimed Ferj conseguiu no início de novembro uma liminar da Justiça que suspende cobranças e proíbe que hospitais, clínicas, laboratórios e prestadores conveniados recusem ou restrinjam atendimento a usuários do plano de saúde.
— Liguei para dirigentes da Unimed do Brasil hoje e pedi que façam uma comunicação clara aos usuários, indicando onde efetivamente há atendimento. O efeito prático dessa assembleia dos hospitais foi causar desinformação — afirmou Damous.
‘Impacto ínfimo’
Na visão dele, o impacto da articulação da associação de hospitais “é ínfimo”, destacando que, no último mês, a Unimed do Brasil firmou acordo com seis redes hospitalares e de laboratórios para “normalizar e expandir o atendimento” aos usuários. A lista inclui unidades como as das redes Prontobaby, Américas (dos hospitais Pró-Cardíaco, Vitória e São Lucas) e Oncoclínicas, que suspenderam atendimentos nos últimos meses por falta de pagamentos.
Além da suspensão dos atendimentos, os hospitais também decidiram em assembleia pedir que MPRJ e ANS “tomem providências” em relação à situação da Ferj, “seja para intervenção ou até mesmo liquidação da operadora e transferência da carteira”. Essas possibilidades, porém, não estão no radar da agência reguladora.
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PORTAL G1
Moraes declara nulidade de sindicância do CFM para apurar atendimento médico prestado a Bolsonaro
Ministro do Supremo Tribunal Federal viu desvio de finalidade na abertura do procedimento e determinou depoimento do presidente do Conselho Federal de Medicina.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta quarta-feira (7) a nulidade da determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM) de instaurar sindicância para apurar denúncias sobre condições de atendimento médico prestadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Além disso, o ministro de determinou que a Polícia Federal (PF) colha o depoimento do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, em até 10 dias.
"A ilegalidade e ausência de competência correicional do CFM em relação à Polícia Federal é flagrante, demonstrando claramente o desvio de finalidade da determinação, além da total ignorância dos fatos", diz a decisão.
"Não houve, portanto, qualquer omissão ou inércia da equipe médica da Polícia Federal, que atuou correta e competentemente, conforme, inclusive, corroborado pelos exames médicos realizados no custodiado na data de hoje, no Hospital DF Star, que não apontaram nenhum problema ou sequela em relação ao ocorrido na madrugada do dia anterior", escreveu Moraes.
Moraes proibiu qualquer tipo de procedimento do conselho com esse tema, "em virtude de sua flagrante ilegalidade e desvio de finalidade".
O ministro também decidiu que a direção do Hospital DFStar deve encaminhar todos os exames médicos realizados por Bolsonaro hoje. O prazo é de 24 horas.
Sindicância do CFM
Em nota, o conselho mencionou ter recebido denúncias que "expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente." Também relatou a existência de "declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira."
Exames após queda
Bolsonaro passou por exames na cabeça nesta quarta-feira (7) após ter sofrido uma queda na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Depois dos exames, o ex-presidente voltou à Superintendência da PF, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
Segundo a equipe médica, Bolsonaro caiu ao tentar caminhar pela sala da PF. A hipótese de crise convulsiva não foi confirmada pelos exames.
Bolsonaro passou mal na madrugada de terça-feira (6). A informação foi compartilhada via redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e confirmada pelo médico do político e pela Polícia Federal.
Tomografia Computadorizada de Crânio;
Ressonância Magnética de Crânio; e
Eletroencefalograma.
Todos os procedimentos são feitos para avaliar a área do crânio, contudo cada um tem uma especificidade.
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SAÚDE BUSINESS
Busca por fornecedores hospitalares salta 3.850% no Brasil com novos investimentos no setor
Levantamento aponta interesse recorde por equipamentos de alta tecnologia; envelhecimento da população e metas do governo federal impulsionam corrida por cadeia de suprimentos mais segura.
A área da saúde brasileira experimenta um momento de intensa aceleração, com reflexos diretos na cadeia de suprimentos. Conforme o Google Trends, as pesquisas pelo termo em inglês “hospital equipment suppliers” (fornecedores de equipamentos hospitalares) apresentaram um salto considerável: aumento de 3.850% nos últimos doze meses no país.
Esse dado incomum sinaliza um interesse estratégico dos administradores de instituições de saúde em identificar, qualificar e garantir o abastecimento de produtos essenciais e de alta tecnologia, por meio de uma gestão de fornecedores eficiente e alinhada às necessidades de suas empresas.
O contexto de aumento de demanda está intimamente ligado à expansão dos investimentos em infraestrutura médica e à modernização tecnológica. O Brasil, um dos principais mercados de saúde do mundo, tem visto aportes significativos.
O governo federal destinou R$ 31,5 bilhões para o setor, com distribuição até 2026, com foco no Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), para ampliação da assistência e incremento da saúde digital.
Para o bom aproveitamento desse investimento, é crucial a compra e a substituição de equipamentos por meio de parceiros comerciais confiáveis, modernos e devidamente regulamentados, bem como o gerenciamento dessas empresas de forma robusta e transparente.
Os motivos da expansão do mercado hospitalar no Brasil
O aumento expressivo nas buscas por fornecedores reflete uma pressão dupla no mercado: por um lado, o crescimento da demanda por serviços de saúde, e, por outro, a necessidade de autonomia produtiva do país.
O setor de saúde no Brasil movimenta montantes bilionários. Embora o faturamento exato varie conforme a fonte e o escopo (que inclui hospitais, health techs, laboratórios e indústria), o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) é um dos mais representativos da economia.
O consumo de produtos médico-hospitalares, por exemplo, registrou um crescimento de 7,9% nos primeiros seis meses de 2024, segundo a Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS).
Três pontos principais revelam o aumento contínuo da demanda e, por reflexo, o disparo nas buscas por fornecedores de equipamentos hospitalares, como o envelhecimento populacional.
O Brasil passa por uma transição demográfica. O crescimento da população idosa (acima de 60 anos) é mais rápido que o das demais faixas etárias. Essa parcela demanda cuidados de saúde mais frequentes e complexos, e exige uma quantidade mais expressiva de equipamentos de diagnóstico e tratamento de alta e média complexidade.
Outro fator é a incorporação de novas tecnologias, como robótica cirúrgica, ressonância magnética de última geração e sistemas de diagnóstico por imagem mais precisos, a qual exige que hospitais e clínicas renovem ou ampliem seus parques tecnológicos. A necessidade de equipamentos mais modernos e a descontinuidade de modelos antigos impulsionam as compras.
Por fim, o governo federal estabeleceu metas ambiciosas para reduzir a dependência externa de insumos. A iniciativa Nova Indústria Brasil (NIB), por exemplo, visa que o país produza 70% dos insumos em saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) até 2033. Essa política exige um esforço conjunto de investimento em infraestrutura, tanto pública quanto privada, e a busca por parceiros capazes de fornecer insumos de qualidade e com segurança.
O impacto da gestão de fornecedores na área de saúde
A gestão de fornecedores não é somente uma função administrativa no setor hospitalar, mas um componente crítico de segurança e desempenho. Nesse segmento, a interrupção no fornecimento de um insumo vital ou de um medicamento pode comprometer a vida de pacientes e a capacidade operacional da instituição.
Um processo de procurement bem estruturado assegura a qualidade e a procedência dos equipamentos e materiais. Na área da saúde, a verificação rigorosa de compliance e das certificações de fornecedores é mandatória.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige que todos os produtos médicos e hospitalares sigam normas estritas. Uma falha na qualificação de um parceiro pode levar à aquisição de produtos não regulamentados, o que compromete a segurança dos pacientes e resulta em multas ou interdições para as instituições.
A gestão de fornecedores também impacta diretamente o controle de custos, pois uma negociação estratégica com parceiros qualificados e o uso de dados de performance permitem aos gestores otimizar os gastos de aquisição e reduzir o Total Cost of Ownership (TCO) dos equipamentos.
Outro ponto é a rastreabilidade, essencial para monitorar a origem e o histórico de cada lote de insumo ou medicamento, e garantir respostas rápidas em casos de alertas sanitários ou recalls.
Um bom gerenciamento da rede de abastecimento também mitiga riscos de desabastecimento. Estruturas de supply chain sólidas previnem a ruptura de estoque, uma ameaça constante no setor de saúde, especialmente após crises logísticas globais.
Boas práticas e tecnologias aprimoram o setor hospitalar
Para melhorar a compra e o controle de fornecedores, é essencial adotar práticas e tecnologias que visam a transparência, a agilidade e a mitigação de riscos.
Digitalização do processo de conformidade
Em vez de longos processos manuais de coleta e verificação de documentos (certidões negativas, licenças da Anvisa, registros fiscais, por exemplo), as instituições de saúde devem utilizar plataformas de gestão de compliance.
Essas ferramentas automatizam a checagem de dados, monitoram a saúde financeira dos fornecedores e emitem avisos imediatos em caso de não conformidade ou expiração das documentações. A automação também reduz o erro humano e acelera significativamente o tempo de contratação.
E-Procurement e análise preditiva
A adoção de sistemas de compras eletrônicas centraliza o processo de aquisição e promove mais controle e transparência nas negociações.
Em conjunto com essa prática, a análise preditiva (com base em Big Data e Inteligência Artificial) permite que os gestores hospitalares prevejam a demanda futura por insumos com mais precisão.
Ao analisar o volume de internações, sazonalidades e histórico de consumo, o sistema otimiza os pedidos, evita excesso de estoque e perdas, especialmente de medicamentos com prazo de validade, e a temida ruptura de suprimentos.
A integração de dados entre sistemas de ERP (Planejamento de Recursos Empresariais) e plataformas de SRM (Supplier Relationship Management) proporciona uma visão unificada e em tempo real sobre o desempenho de cada parceiro de abastecimento, o que permite tomadas de decisão ágeis e baseadas em dados.
Fornecedores hospitalares: garantia de saúde e crescimento
O aumento exponencial nas buscas por fornecedores hospitalares sinaliza que a área da saúde assumiu, de forma definitiva, o caráter estratégico da sua cadeia de suprimentos.
Em um mercado bilionário, impulsionado pela tecnologia e pelo aumento da longevidade populacional, a garantia de abastecimento e a conformidade regulatória se tornaram prioridades inegociáveis. A procura por parceiros também se tornou significado de mais segurança operacional.
O investimento em tecnologia para a gestão e a qualificação de fornecedores é a chave para que as instituições hospitalares do Brasil mantenham a qualidade do atendimento, otimizem seus recursos e, acima de tudo, protejam o bem-estar e a vida de seus pacientes.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Maturidade digital hospitalar: das promessas às prioridades
https://medicinasa.com.br/maturidade-digital-hospitalar/
Como a incorporação de novas tecnologias pode humanizar a assistência à saúde
https://medicinasa.com.br/incorporacao-tecnologias/
EUA alteram calendário infantil e deixam de recomendar seis vacinas de forma universal
https://ohoje.com/2026/01/06/vacinas-infantis-deixa-de-ser-ofertada-eua/
Fiocruz lança curso gratuito sobre a saúde mental no trabalho
https://www.saudebusiness.com/gestao/curso-aborda-saude-mental-e-estrategias-de-cuidado-no-trabalho/
Hapvida mantém rating AA no MSCI ESG
https://www.saudebusiness.com/hospitais/hapvida-mantem-rating-aa-no-msci-esg/
MEDICINA S/A
Maturidade digital hospitalar: das promessas às prioridades
Encerramos 2025 com uma percepção clara que a maturidade digital dos hospitais não evoluiu na velocidade que esperávamos. Houve avanços importantes, sim, especialmente na expansão da infraestrutura crítica, na integração de dados assistenciais e na adoção de ferramentas de apoio à decisão clínica. Mas também houve desapontamentos por conta das expectativas otimistas sobre a capacidade de execução, orçamento e mudança cultural. Entramos em 2026 com a responsabilidade de fazer um acerto de contas com a realidade, para que possamos construir algo sustentável em vez de repetir promessas vazias.
Uma das frustrações de 2025 foi perceber que parte significativa dos hospitais continuou apostando em soluções de digitalização, como aplicações, interfaces e novos módulos sem equilibrar a base que sustenta tudo isso. Quando faltam redes resilientes, gestão adequada de dispositivos, arquitetura de dados clara e governançaconsistente, qualquer avanço se torna frágil.
Muitos projetos travaram não por questões técnicas, mas estruturais, por conta de ambientes híbridos mal dimensionados, interoperabilidade subestimada, ausência de mapeamento de processos e maturidade baixa em segurança da informação. A consequência foi que as expectativas de automação, integração e eficiência não se concretizaram.
Outra previsão que não se confirmou em 2025 foi a crença de que o corpo clínico estaria mais engajado com novas rotinas digitais. A verdade é que a mudança cultural segue como o principal desafio. Profissionais de saúde lidam com alta pressão assistencial, falta de tempo e processos fragmentados. Esperar adoção imediata de ferramentas digitais, sem repensar fluxos e sem incluir esses profissionais desde o projeto da solução, é um erro. TInão deve ser apenas fornecedora de tecnologia, mas parceira de construção de processos, e quando isso não acontece, a maturidade estagna.
A maturidade digital do setor segue travada pela incapacidade de fazer os sistemas conversarem entre si e seguirmos com a pauta da interoperabilidade. Em 2025, era esperado um avanço mais acelerado em padrões de integração, centralização de dados clínicos e uso inteligente de indicadores assistenciais. Em 2026, não haverá mais espaço para tolerar dados ilhados. Interoperabilidade deixou de ser tendência, é condição mínima para garantir segurança, produtividade e qualidade assistencial.
Se houve um ponto positivo nisso tudo, veio por conta da cibersegurança, já que os incidentes que marcaram o setor deixaram claro que maturidade digital não existe sem uma postura de segurança robusta. Mas apesar dessa tomada de consciência, muitas instituições passaram 2025 ainda “tapando buraco”, em vez de trabalhar com estratégias estruturantes de Zero Trust, controle de acesso, segmentação e gestão contínua de vulnerabilidades. A expectativa otimista de que a segurança estaria mais madura esbarrou nos orçamentos curtos e na dificuldade de reter especialistas.
2026: o ano em que TI precisa assumir seu papel estratégico
O amadurecimento digital dos hospitais não nascerá de compras pontuais de tecnologia, mas da consolidação de uma visão estruturada. No próximo ano, a TI precisa ocupar definitivamente o lugar que ainda hesitamos em assumir, o de área estratégica, orientando a operação e influenciando nas decisões clínicas e administrativas. Isso significa fazer:
- Arquiteturas resilientes, pensadas para cinco ou dez anos, não para resolver o problema imediato;
- Integração real entre tecnologia, governança e corpo clínico;
- Infraestrutura que não seja invisível apenas quando funciona, mas valorizada como base crítica;
- Indicadores assistenciais e operacionais confiáveis, que transformem dados em priorização;
- Segurança da informação como pilar.
Hospitais que desejam dar um salto real em 2026 devem abandonar a ideia de “projeto” como solução isolada e abraçar a jornada como estratégia contínua. Isso exige coragem para rever processos, clareza para priorizar e humildade para reconhecer limites, inclusive os que ficaram expostos ao longo de 2025.
A jornada da maturidade digital requer consistência e se há algo que o último ano nos ensinou, é que somente os hospitais que tiverem disciplina técnica, visão de longo prazo e respeito pelos desafios humanos conseguirão avançar de verdade.
*Edgard Nienkotter é CEO na Hexa IT.
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Como a incorporação de novas tecnologias pode humanizar a assistência à saúde
A implementação de novas tecnologias será o tema em destaque neste ano na área da saúde. O avanço tecnológico é essencial para a medicina e, segundo o professor Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), uma das soluções para a diminuição das desigualdades sociais.
“Durante a recente pandemia de covid, o sistema de saúde brasileiro estava em uma tragédia sanitária e também em um desencontro político entre diferentes níveis do governo. Os profissionais tiveram que ir para a frente de batalha nas UTIs, no pronto atendimento. Entre os profissionais, pessoas que não atuavam na área fazia um tempo ou jovens recém-formados. Como se faz para capacitar esses trabalhadores e reduzir a letalidade? Um exemplo é a tele-UTI, onde se conseguiu não só monitorar os pacientes a distância, mas também fazer educação com a segunda opinião formativa, passar visita com várias UTIs. As UTIs que, digamos, tiveram que ser montadas às pressas, a mortalidade caiu de 70% para acima de 30%, que era a média mundial”, diz.
Utilização da IA
“O que não pode acontecer é impessoalizar a medicina e fazer do uso de novas tecnologias só o ganho de rentabilidade e não de promoção de maior acesso. Sabe-se o que acontece com algumas organizações financeiras, onde se diminuiu muito o atendimento pessoal. Esse dilema é um dilema moral, ou seja, a inteligência artificial representa o futuro, mas tem que se usar o ato de cuidar. Ele não tem história, ele não tem futuro, nem passado, o ato de cuidar é o mesmo. A forma de cuidar é que pode mudar.”
Além disso, o professor complementa sobre como o uso será influenciado por outras áreas do conhecimento. “Vai-se ter uma grande influência das ciências humanas. Valores como alteridade, ética e valores para entender os aspectos culturais, as opções que as pessoas querem, são de uma importância fundamental. A inteligência artificial vai ter um futuro junto da medicina digital, mas a área terá que ter também os componentes de humanidade do ato de cuidar”.
Capacitação na saúde
A incorporação de novas tecnologias torna necessária uma aprendizagem constante dos novos recursos e uma reinvenção dos mais antigos. Saldiva afirma que “hoje existem infinitas possibilidades de processamento de dados, em que se sabe tudo sobre o indivíduo. O conhecimento desses dados permite que o profissional não só descubra a efetividade de tratamentos ou de novas alternativas, mas também permite que você lucre, como as empresas do mundo financeiro. A medicina vai ter que ter uma constante vigilância nesse dilema. Quando se fala da capacitação, eu vejo que hoje existem muitos recursos para a qualificação e manter-se atualizado na saúde; para isso tem que estudar, através do ato de querer procurar”.
“A medicina está crescendo e a saúde está crescendo de forma exponencial em seu conhecimento. Em algumas áreas, até a primeira metade do século 20, o tempo de duplicação do conhecimento médico era de mais ou menos cinquenta anos, quer dizer, o profissional se formava e, durante a sua vida, ele sabia o suficiente para exercer a profissão estudando pouco. Agora você tem áreas em que o tempo de duplicação é de meses. Isso significa que o trabalhador vai ter que estudar a vida inteira e a inteligência artificial acentua essa situação”, finaliza. (Com informações do Jornal da USP)
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O HOJE
EUA alteram calendário infantil e deixam de recomendar seis vacinas de forma universal
Mudança anunciada pelo governo norte-americano transfere a decisão sobre imunização para famílias e médicos e provoca forte reação de especialistas em saúde pública
O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta segunda-feira (5), uma alteração sem precedentes no calendário de vacinação infantil. A partir de agora, seis vacinas deixam de ser recomendados de forma rotineira para todas as crianças no país. A medida foi divulgada pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS), atualmente sob comando de Robert Kennedy Jr., e integra uma revisão mais ampla da política de imunização incentivada pelo presidente Donald Trump.
Com a nova diretriz, deixam de constar como recomendações universais as vacinas contra a gripe, hepatites A e B, meningococo, bactéria responsável por casos graves de meningite, vírus sincicial respiratório (VSR), associado à bronquiolite em bebês, e rotavírus, causador de gastroenterites severas. Meses antes, a vacina contra a Covid-19 já havia sido retirada do calendário infantil de recomendação geral.
Decisão compartilhada de imunização com as vacinas e críticas da comunidade médica
A mudança passa a valer imediatamente e altera a lógica da política de prevenção. Os imunizantes agora serão indicados apenas para crianças consideradas de alto risco ou em situações específicas, mediante avaliação médica individual. O modelo adotado pelo governo é o da chamada “decisão compartilhada”, em que profissionais de saúde e responsáveis avaliam conjuntamente a necessidade da vacinação.
A decisão, no entanto, gerou reação imediata entre especialistas. Infectologistas e pediatras alertam que a retirada das vacinas do calendário universal pode resultar em queda da cobertura vacinal e no aumento da circulação de doenças preveníveis, sobretudo em populações mais vulneráveis.
Segundo esses profissionais, comparações com políticas adotadas por outros países desconsideram diferenças significativas entre sistemas de saúde, condições socioeconômicas, acesso a serviços médicos e padrões de circulação de vírus e bactérias. Para eles, o histórico norte-americano de controle de doenças infecciosas está diretamente ligado à ampla adesão às campanhas de vacinação.
“O calendário vacinal infantil dos Estados Unidos é uma das ferramentas mais estudadas e eficazes para prevenir doenças graves e potencialmente fatais”, afirmou o pediatra Sean O’Leary, especialista em doenças infecciosas. De acordo com ele, qualquer revisão nesse sistema deveria se apoiar exclusivamente em evidências científicas sólidas e amplamente consensuais.
A mudança reacende o debate sobre o papel do Estado na promoção da saúde pública e levanta preocupações sobre possíveis impactos a médio e longo prazo na proteção de crianças contra doenças já controladas nas últimas décadas.
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SAÚDE BUSINESS
Fiocruz lança curso gratuito sobre a saúde mental no trabalho
A formação, desenvolvida pelo Observatório Nacional de Saúde Mental e Trabalho, é gratuita e tem como principal objetivo capacitar profissionais da área da saúde.
O Brasil vive uma crise de saúde mental que tem impactado diretamente trabalhadores e empresas. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que, em 2024, foram registrados quase meio milhão de afastamentos por questões relacionadas à saúde mental, o maior número dos últimos dez anos. Para enfrentar esse cenário preocupante, um novo curso voltado à Saúde Mental do Trabalhador foi desenvolvido com o objetivo de qualificar profissionais e estudantes para enfrentar esse desafio de forma crítica, preventiva e integrada.
Criado pelo Observatório Nacional de Saúde Mental e Trabalho, o curso é gratuito e on line e tem como objetivo central formar profissionais das áreas da saúde, do trabalho e da gestão pública para reconhecer, analisar e intervir nas dinâmicas que afetam a saúde mental no contexto laboral, promovendo ambientes mais saudáveis e práticas institucionais voltadas à prevenção, à vigilância e ao cuidado psicossocial.
A proposta dialoga diretamente com a realidade vivenciada nos serviços e territórios, buscando fortalecer a atuação das redes de atenção psicossocial (Raps), da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast) e dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest).
A iniciativa nasceu como uma resposta estratégica da crescente incidência de adoecimentos mentais associados ao trabalho, fenômeno agravado por vínculos laborais fragilizados, metas excessivas, assédio e pela ausência de políticas institucionais consistentes de cuidado.
Para Simone Oliveira, coordenadora da nova formação pesquisadora do Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh) da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), o acirramento da competitividade, o isolamento e o individualismo cada vez mais intenso precisam ser encarados pela gestão com acolhimento e escuta.
“Apostamos que o processo reflexivo, aliado a espaços de fala, afirmem que os problemas de saúde mental no trabalho são consequência da organização do trabalho, dos modelos de avaliação ancorados apenas em metas, sem valorização dos investimentos subjetivos dos trabalhadores e trabalhadoras para darem conta das tarefas. Nossa expectativa é que o curso contribua com os processos de transformação da realidade do trabalho, coletivamente, e escape da descrição que individualiza e culpabiliza o trabalhador e a trabalhadora pelo atual quadro de aumento do adoecimento em saúde mental, fruto da organização do trabalho”, explica Simone.
A partir da composição do Observatório de Saúde Mental e Trabalho, a realização deste curso surge do encontro de pesquisadores de diferentes instituições universitárias e profissionais da RENAST (Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador) – estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, criada para organizar e implementar ações de promoção, prevenção, vigilância e assistência à saúde relacionadas ao trabalho, visando um cuidado integral aos trabalhadores, através de uma rede de serviços que inclui os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST).
Estruturado em quatro módulos e com carga horária de 20h, o curso aborda desde os fundamentos da relação entre saúde mental e trabalho até estratégias práticas de intervenção.
Inserido nas áreas temáticas de Saúde do Trabalhador, Saúde Mental, Saúde Coletiva, Vigilância em Saúde, Educação e Trabalho e Políticas Públicas, o curso se apresenta como uma iniciativa relevante para profissionais e gestores comprometidos com a construção de práticas institucionais mais humanas, protetivas e sustentáveis, como uma questão coletiva e de saúde pública.
Conheça a estrutura da nova formação:
Módulo 1 – Introdução ao Curso de Saúde Mental no Trabalho
Aborda a definição de saúde mental no trabalho, discutindo o impacto das condições laborais no equilíbrio psíquico e a profunda relação entre o exercício da profissão e a construção da identidade do indivíduo.
Módulo 2 – Dinâmicas de Trabalho e Impacto na Saúde Mental
Examina como a precarização das relações laborais afeta a saúde mental, detalhando as diversas formas de violência no ambiente de trabalho e suas consequências graves, como o desenvolvimento de estresse pós-traumático e depressão no contexto ocupacional.
Módulo 3 – Identificação e Manejo de Transtornos Mentais no Trabalho
Demonstra a importância da identificação precoce de transtornos mentais no trabalho, apresentando estratégias práticas de manejo para casos de depressão e TEPT, além de destacar o papel essencial das redes de suporte e do apoio institucional na recuperação do trabalhador.
Módulo 4 – Estratégias de Prevenção e Promoção da Saúde Mental
Apresenta as principais políticas de prevenção de transtornos mentais e exemplos de intervenções eficazes, visando promover práticas laborais que protejam e fortaleçam a saúde mental nas instituições.
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Hapvida mantém rating AA no MSCI ESG
A empresa elevou sua nota ESG de 7,1 para 8,3 em 2025, refletindo o aprimoramento de práticas de sustentabilidade corporativa.
Pelo segundo ano consecutivo, a Hapvida alcançou o rating AA no índice MSCI ESG, uma das principais avaliações globais de desempenho ambiental, social e de governança. Esse resultado reforça sua liderança em ESG entre as grandes empresas do setor de Healthcare Providers & Services mundialmente.
A companhia manteve o rating AA no índice MSCI ESG e registrou um avanço significativo em desempenho ESG, com o score ajustado subindo de 7,1 em 2024 para 8,3 em 2025, um aumento de 1,2 pontos. O resultado reflete o aprimoramento de políticas, processos e práticas alinhadas às melhores referências internacionais de sustentabilidade corporativa.
“A companhia integra sustentabilidade à gestão do negócio, com foco em eficiência operacional, ética, transparência, excelência no cuidado com as pessoas e regime responsável de impactos sociais e ambientais. Os indicadores demonstram esse avanço, ratificado pelo rating AA”, ressalta Rafael Sobral, diretor de ESG da Hapvida.
Avaliação ESG
O MSCI ESG Ratings é uma das metodologias mais renomadas globalmente para avaliação ESG, amplamente utilizada por investidores institucionais, gestores de ativos e analistas de mercado. O rating avalia como as empresas lidam com riscos e oportunidades ligados a fatores ambientais, sociais e de governança, considerando aspectos como políticas corporativas, práticas operacionais, gestão de riscos, transparência e abordagem a questões relevantes para cada setor.
As companhias são classificadas em uma escala que vai de CCC a AAA, sendo os ratings AA e AAA atribuídos às empresas consideradas líderes em ESG dentro de seus segmentos.
Com a manutenção do rating AA em 2025, a Hapvida permanece posicionada acima de importantes pares do setor de saúde no Brasil.
Sustentabilidade
Atualmente, 85% da energia contratada pela Hapvida é proveniente de fontes limpas e renováveis, com meta de alcançar 100% em 2026. O programa de eficiência hídrica gerou economia de 71,4 milhões de litros de água, com redução de 17% no consumo e impacto ambiental equivalente ao plantio de 1.419 árvores.
A companhia é signatária do Pacto Global da ONU e mantém compromissos como ampliar ações de reciclagem e compostagem, alcançar a neutralidade de carbono operacional até 2040 e intensificar a capacitação de colaboradores sobre cultura ambiental e uso consciente de recursos nas unidades.
Projetos Sociais
A empresa desenvolveu iniciativas sociais, como o programa ‘Vida que Alimenta’, que oferece diariamente café da manhã e sopa para pessoas em situação de vulnerabilidade. Em São Paulo, o projeto alcançou a marca de 150 mil refeições distribuídas em seu primeiro ano, contando com o apoio de colaboradores voluntários.
O ‘Vida que Aquece’ é uma extensão do projeto que transforma uniformes hospitalares sem uso em cobertores destinados a pessoas em situação de rua. Em 2024, 1,5 tonelada de tecidos foi reaproveitada e, neste ano, o projeto ultrapassou a marca de 2,6 mil cobertores doados em diversos estados.
Diversidade
A diversidade e a inclusão são princípios centrais na atuação da empresa, que tem 74% de mulheres e 64% de pretos e pardos em seu quadro de funcionários. Além disso, metade das vice-presidências é ocupada por lideranças femininas. Em 2025, esse compromisso foi reconhecido com o selo IDIVERSA da B3, que certifica a solidez e a maturidade das práticas de diversidade e inclusão adotadas pela Hapvida.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Futuro da infraestrutura hospitalar: tecnologia distribuída e inteligente
https://medicinasa.com.br/futuro-infraestrutura-hospitalar/
Setor de saúde suplementar brasileiro projeta 2026 desafiador
https://medicinasa.com.br/saude-suplementar-2026/
Compartilhamento de risco: um novo caminho para a saúde
https://medicinasa.com.br/compartilhamento-de-risco/
Marcelino Champagnat cria plataforma para apoiar a jornada assistencial
https://medicinasa.com.br/tecnologia-marcelino-champagnat/
Desafio: a interseção entre saúde, escolaridade e comunicação
https://medicinasa.com.br/saude-escolaridade-comunicacao/
Centro de Diagnósticos Unimed implementa sistema integrado para agendamentos
Rol da ANS: STF garante critérios objetivos e reforça sustentabilidade
MEDICINA S/A
Futuro da infraestrutura hospitalar: tecnologia distribuída e inteligente
Com a proximidade das festas de fim de ano, hospitais e gestores de tecnologia começam não apenas a encerrar um ciclo, mas também a projetar quais serão os próximos passos para seguir ofertando o melhor atendimento ao paciente e se preparando, inclusive, para a inclusão cada vez mais assertiva da tecnologia nesse ambiente. Parte fundamental do ambiente hospitalar, o setor de infraestrutura de TI, será um dos mais impactados por essas mudanças nos próximos cinco anos.
Entre as principais transformações esperadas estão o avanço da presença da Inteligência Artificial (IA), o crescimento do ecossistema de dispositivos conectados, além de uma maior presença de ações voltadas à sustentabilidade e segurança. A adoção de IA deixará de ser pontual para integrar toda a operação, atuando desde a análise de dados clínicos e predição de riscos até a automação de tarefas administrativas. Modelos multimodais passarão a exigir maior capacidade de processamento e padrões rígidos de governança, levando as instituições a operarem em arquiteturas híbridas, capazes de equilibrar processamento local e escalabilidade em nuvem.
Iniciativas como essas descentralizam a TI e “obrigam” hospitais a adotarem processamento distribuídos, mais seguros e resilientes. A interoperabilidade também tende a ganhar força, impulsionada pela adoção de padrões como o Fast Healthcare Interoperability Resources (FHIR). Ao optar pelo padrão FHIR, por exemplo, a instituição de saúde permitirá que dados “circulem” de forma mais confiável entre sistemas, prontuários eletrônicos, laboratórios e plataformas de telemedicina. Mas, para que essa evolução ocorra com segurança e de forma sustentável, serão necessários investimentos em qualidade, rastreabilidade e integração de dados.
Além disso, outro fator importante será a sustentabilidade. Com o aumento do uso de IA e a consequente demanda energética, os data centers precisarão operar de forma mais eficiente, passando a utilizar energia renovável e práticas que reduzam o impacto ambiental. Por isso, espera-se que os hospitais comecem a exigir que seus parceiros de TI apresentem indicadores claros de eficiência, tornando o desempenho ambiental um critério competitivo.
Somado a isso, a segurança e a soberania dos dados se tornarão prioridades estratégicas diante do aumento das ameaças cibernéticas e de novas regulações nacionais e internacionais. Isso fará crescer a demanda por arquiteturas baseadas em “Zero Trust”, criptografia reforçada e ambientes híbridos capazes de manter dados sensíveis sob jurisdições específicas.
Ainda, a escassez de profissionais especializados continuará pressionando o setor, fazendo com que hospitais fortaleçam parcerias com provedores de serviços gerenciados para que esses assumam operações críticas, façam o monitoramento contínuo e respondam à incidentes. A combinação entre mão de obra qualificada, automação inteligente e serviços terceirizados será fundamental para manter a disponibilidade e a segurança das operações.
Considerando todas essas tendências, é possível concluir que o futuro da infraestrutura de TI será construído pela integração entre tecnologia avançada, governança sólida e sustentabilidade operacional. E, quanto mais cedo as instituições de saúde realizarem essas mudanças e adaptações, mais preparadas estarão para oferecer cuidado de qualidade, reduzir riscos e operar com eficiência em um cenário cada vez mais digital, exigente e conectado.
*Saulo Lima é Diretor da Flowti.
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Setor de saúde suplementar brasileiro projeta 2026 desafiador
O setor de saúde suplementar brasileiro se prepara para um ano de desafios em 2026, mas também com oportunidades de avanços significativos para os 53 milhões de beneficiários. Para a FenaSaúde, a recuperação recente das operadoras, após anos de resultados negativos no período pós-pandemia, precisa ser analisada com cautela, considerando a preponderância dos resultados financeiros no resultado total e as desigualdades estruturais que ainda afetam principalmente pequenas operadoras em cidades menores do Norte e Nordeste.
Cenário macroeconômico pressiona rentabilidade do setor
Entre 2021 e 2023, as despesas do setor superaram as receitas em mais de R$ 17 bilhões, deixando cicatrizes profundas. É importante destacar que, apesar dos sinais de retomada, o lucro líquido das operadoras médico-hospitalares registrou variação de -14,1% em relação ao trimestre anterior, passando de R$ 5,5 bilhões para R$ 4,8 bilhões.
Merece atenção o fato de que o lucro líquido do 3º trimestre de 2025 teve contribuição do resultado operacional (R$ 2,0 bilhões), mas principalmente do resultado financeiro (R$ 4,2 bilhões), muito relacionado ao cenário macroeconômico, no qual a taxa básica de juros da economia, a taxa Selic, se mantém em patamares elevados. Por fim, o setor apresenta grande heterogeneidade, e 1 a cada 4 operadoras apresenta resultado líquido negativo.
A margem de lucro também apresentou mudança, variando de 6,7% para 5,6%. O índice combinado, que representa a relação entre as despesas operacionais (administrativas, de comercialização e assistenciais) e as receitas provenientes das contraprestações efetivas, apresentou aumento de 1,1 p.p., passando de 94,2% para 95,3%.
Além disso, as operadoras de planos de saúde com resultado operacional negativo aumentaram desde o início do ano: eram pouco menos de 1/3 (202 operadoras — 31,7%) no 1T25 e já são quase metade agora (315 operadoras — 49,2%). Ao todo, 8,65 milhões de beneficiários estão em operadoras com resultado operacional negativo.
Perspectivas e desafios para o setor em 2026
“Para 2026, projetamos um setor de saúde suplementar com foco em sustentabilidade, inovação e ampliação do acesso à população. É fundamental avançar em modelos de financiamento equilibrados, adotar novas tecnologias como inteligência artificial, fortalecer a coordenação do cuidado e a atenção primária, e implementar soluções como franquias para tornar os planos mais acessíveis. Precisamos também combater fraudes e reduzir a judicialização excessiva, garantindo que a expansão ocorra de forma responsável e com qualidade”, afirma Raquel Reis, CEO da SulAmérica e Presidente da FenaSaúde.
“A saúde suplementar é um ambiente complexo e sua boa condição econômico-financeira é essencial para o equilíbrio do sistema de saúde brasileiro como um todo. Quando o setor funciona bem, o SUS também se beneficia”, destaca Bruno Sobral, Diretor- Executivo da FenaSaúde. “O desafio de 2026 será ampliar o acesso de forma responsável garantindo que a incorporação de novas tecnologias não comprometa a sustentabilidade do setor principalmente para os beneficiários de pequenas cidades e regiões mais vulneráveis.”
Para a entidade, a expansão da oferta de planos de saúde em 2026 dependerá de preços acessíveis, especialmente para pequenas empresas, segmento considerado termômetro do crescimento do setor. No entanto, o cenário permanece complexo: a regra de reajuste dos planos individuais limita a oferta desse produto, concentrando o mercado nos planos coletivos, que representam hoje mais de 83% das contratações.
O crescimento da saúde suplementar seguirá atrelado ao desempenho econômico do país, ainda de acordo com a FenaSaúde. Entre janeiro e setembro de 2025, foram criados 1,7 milhão de empregos formais, elevando para 48,9 milhões o número de vínculos ativos, o que tende a impulsionar a contratação de planos de saúde no próximo ano.
O envelhecimento populacional e a incorporação de tecnologias de alto custo continuam pressionando os sistemas de saúde no Brasil e no mundo, tornando a racionalização das despesas assistenciais uma prioridade para 2026. Além disso, a ANS deixará para o próximo ano discussões regulatórias estruturantes, como reajuste de planos coletivos, coparticipação, oferta de planos segmentados e revisão do marco regulatório da Lei nº 9.656/1998.
Apesar das incertezas, o setor tem potencial para avanços significativos, desde que as decisões sejam tomadas de forma ampla, transparente e baseada em evidências, equilibrando a ampliação do acesso com a sustentabilidade do sistema.
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Compartilhamento de risco: um novo caminho para a saúde
Os avanços da oncologia moderna, especialmente com o surgimento de imunoterapias e terapias-alvo combinadas, têm transformado a forma como tratamos o câncer no Brasil. Mas, também trouxeram um dilema: como garantir o acesso a medicamentos de altíssimo custo, sem comprometer a sustentabilidade dos sistemas de saúde? É exatamente neste cenário que os acordos de compartilhamento de risco (risk-sharing agreements) ganham protagonismo como um novo modelo de remuneração, capaz de equilibrar inovação, acesso e eficiência.
Os acordos de risk-sharing são contratos firmados entre hospital, indústria farmacêutica e operadoras que vinculam o pagamento de um medicamento para um ciclo de tratamento ao resultado clínico alcançado, nos casos que chamamos de pacientes de vida real, dentro de critérios previamente definidos, ou seja, estes acordos condicionam o critério de cobertura e reembolso à comprovação de benefício clínico mensurável para o paciente. Desta forma, o pagamento é feito pela performance do fármaco e da assistência hospitalar.
Inovação à favor da vida
A ideia nasceu na Europa, no início dos anos 2000 e a Itália foi pioneira ao associar a aprovação de novos medicamentos oncológicos à devolução de recursos em caso de falha terapêutica. O objetivo: garantir o acesso à inovação, sem transferir todo o risco financeiro ao sistema de saúde. Já no Brasil, o debate sobre risk sharing é bem mais recente, impulsionado pelo Ministério da Saúde que lançou em 2020 um projeto-piloto de incorporação condicional de medicamentos de alto custo no SUS.
Mas, foi na saúde suplementar que o modelo se concretizou pela primeira vez. Em 2022, o A.C.Camargo firmou o primeiro acordo de compartilhamento de risco do setor, voltado ao tratamento do carcinoma de pulmão de pequenas células. O contrato, celebrado diretamente entre o Cancer Center e a indústria farmacêutica, previa a devolução do valor correspondente às caixas de medicamento utilizadas até o momento da falha terapêutica, caso o paciente não atingisse os critérios de resposta e sobrevida previamente acordados, gerando economia real para hospital, paciente e operadoras.
Três anos depois e o número de contratos do tipo, firmados pela instituição, já chega a cinco, com novos acordos, para diferentes tipos de tumores, sendo traçados para 2026. Mas, é preciso destacar que para que esses contratos se tornassem possíveis, foi necessário um nível de transparência de dados até então nunca apresentado, que demonstrou resultados superiores aos dos ensaios clínicos originais, um fator determinante para a credibilidade do modelo. Afinal, a confiança depende diretamente da qualidade da assistência prestada ao paciente.
Mudando a forma de pensar em saúde suplementar
Costumo dizer que o compartilhamento de risco desafia a atual lógica da saúde suplementar, ainda baseada em volume e sinistralidade, por isso é tão inovador. Ao atrelar o pagamento ao desempenho, custo à performance, esses acordos transferem parte do risco clínico e financeiro para todos os envolvidos (indústria, prestador e, potencialmente, o pagador) e passam a executar um modelo de remuneração pautado no que chamamos de “Cuidado Baseado em Valor”. Exigindo uma gestão robusta, interoperabilidade de dados e clareza metodológica sobre o que se entende como “sucesso” ou “falha terapêutica”.
A adoção desses modelos tem mobilizado discussões importantes junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). É um desafio regulatório importante, que passa a fazer parte do amadurecimento do setor no Brasil. No entanto, os acordos já firmados até aqui, comprovam que esse novo modelo de remuneração é totalmente viável se implementado com critérios clínicos claros, transparência de dados e alta performance assistencial.
Mais do que um experimento financeiro, o compartilhamento de risco representa uma mudança de cultura, é o caminho para sairmos do modelo que remunera quantidade de atendimento, para um modelo que paga por valor real, ou seja, melhor desfecho clínico.
*Aline Yuri Chibana é gerente do Escritório de Valor do A.C.Camargo Cancer Center.
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Marcelino Champagnat cria plataforma para apoiar a jornada assistencial
A humanização do cuidado é tão essencial quanto qualquer avanço tecnológico e, no ambiente hospitalar, essas duas frentes caminham juntas para aliviar um dos momentos mais delicados para qualquer família: a espera por notícias. Profissionais que criam conexões genuínas e ferramentas que ampliam a transparência se complementam ao colocar pessoas, sentimentos e necessidades no centro da experiência.
A falta de informações sobre o que está acontecendo, seja durante uma cirurgia, seja no pronto atendimento, sempre figurou entre os principais fatores de ansiedade de pacientes e acompanhantes. Para responder a essa demanda, o Hospital São Marcelino Champagnat desenvolveu uma plataforma que permite acompanhar, em tempo real, cada passo da jornada assistencial.
A ferramenta apresenta o status de cada etapa, estima tempos de espera e organiza os próximos passos de maneira simples. No centro cirúrgico, familiares podem seguir o procedimento mesmo fora da instituição, recebendo uma notificação automática uma hora antes da conversa com a equipe médica. No pronto atendimento, o paciente visualiza com clareza desde a coleta de exames até o tempo necessário para medicação e diagnóstico, reduzindo a sensação de incerteza.
Desenvolvida internamente, a solução envolveu as equipes de Transformação Digital, Design, Experiência do Cliente, Atendimento, Pronto Atendimento e Centro Cirúrgico. O acesso é feito por QR codes distribuídos nas recepções, permitindo uso imediato por qualquer familiar ou paciente. Os resultados mostram o impacto direto sobre a experiência: aproximadamente oito mil pessoas por mês passaram a ter mais previsibilidade sobre sua jornada no hospital, 83% avaliaram a plataforma como fácil ou muito fácil de usar, e o NPS (Net Promoter Score) do pronto atendimento subiu 15 pontos percentuais após a implementação.
Além de reduzir incertezas, a solução também transformou a dinâmica de circulação no hospital. “A implementação da ferramenta trouxe um benefício significativo para os acompanhantes, que agora podem acompanhar a evolução do paciente no Centro Cirúrgico de casa, sem precisar permanecer na recepção. Essa mudança reduziu a concentração de pessoas no local, tornando o ambiente mais organizado e confortável. A melhoria na experiência é perceptível e tem gerado feedbacks muito positivos”, confirma o coordenador de Atendimento do hospital, Marcello Cresbiene Rodrigues de Oliveira.
A nota geral também avançou, indicando maior confiança e tranquilidade. “Quando pensamos em experiência do paciente, falamos tanto da sensibilidade no cuidado direto quanto da importância de oferecer informação clara em momentos delicados. A plataforma nasceu dessa necessidade: reduzir inseguranças e fazer com que pacientes e familiares se sintam acompanhados durante toda a jornada. Ver o impacto na prática mostra que estamos no caminho certo”, destaca o coordenador de Marketing e Experiência do Cliente do hospital, Lenon Castro de Araujo.
O projeto recebeu reconhecimento nacional no The Customer Summit – Awards 2025, na categoria Tecnologia Customer – Melhor Inovação Tecnológica, que celebra iniciativas capazes de transformar a experiência de pacientes, clientes e colaboradores.
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Desafio: a interseção entre saúde, escolaridade e comunicação
Por Gilmara Espino
Cerca de 9,1 milhões de pessoas, o que representa 5,3% dos brasileiros com 15 anos ou mais, são analfabetas. Outros 29% de indivíduos de 15 a 64 anos, algo como 40 milhões de pessoas, são analfabetos funcionais. Todas essas pessoas precisam ou um dia precisarão de atendimento médico.
Só esses números já permitem imaginar a cena. Diante de um médico, sentindo dor e medo, muitas vezes depois de uma verdadeira maratona até conseguir atendimento, uma parte importante dos pacientes simplesmente não entende o que lhe é dito. A hipossuficiência informacional, isto é, a assimetria de informação na relação médico e paciente, contribui para aumento de custos em saúde e para piores desfechos, inclusive mais mortes.
Como referência, nos Estados Unidos órgãos públicos e guias oficiais estimam cerca de 125 mil mortes por ano ligadas à não adesão medicamentosa, além de cerca de 11% das internações e algo entre US$ 100 e US$ 300 bilhões em custos extras. Na União Europeia, estimativas frequentemente citadas falam em cerca de 200 mil mortes por ano associadas ao problema. Esses números ajudam a dimensionar o que se perde quando a pessoa não inicia o tratamento, interrompe por conta própria ou toma o medicamento de forma incorreta.
Sentir-se impotente diante de um desfecho de saúde ruim não é, porém, exclusividade de cidadãos analfabetos ou semianalfabetos. Independentemente de ter estudado na escola A ou B, de ter ou não planos de saúde, todos estamos sujeitos a não saber avaliar se nós ou alguém da família fomos, por exemplo, vítimas de um erro médico. Foi exatamente o que aconteceu comigo, que perdi meu pai precocemente, em grande parte pela falta de informação adequada para ele e para a família.
O que pode ser feito?
Um caminho para reduzir essa assimetria passa por um tripé comunicacional: letramento, conscientização e informação.
1. Letramento
Letramento em saúde é a capacidade de encontrar, entender, avaliar e usar informações de saúde para agir. No Brasil, existe um degrau importante antes mesmo de chegar ao consultório.
Em amostras brasileiras de atenção primária, usando o instrumento HLS-EU-Q6, apenas 2% dos participantes atingiram um nível considerado suficiente de letramento em saúde. O restante ficou entre problemático e inadequado. Em outro estudo, fatores como escolaridade e idade mostraram forte associação com o escore de letramento. Em Altamira, no Pará, baixa escolaridade e baixa renda aumentaram o risco de letramento insatisfatório, com 24,5% em nível inadequado e 16,5% em nível limítrofe.
Baixa renda costuma significar escolaridade mais curta e piores resultados. Além disso, há barreiras digitais. Em 2023, somente 69% das pessoas nas classes D e E eram usuárias de internet, e metade acessava apenas pelo celular. Isso limita o uso de portais de saúde, resultados de exames e aplicativos que poderiam ajudar o paciente a entender melhor seu tratamento.
2. Conscientização
Campanhas bem planejadas ajudam a corrigir percepções e a aumentar a procura por prevenção. O movimento Outubro Rosa, por exemplo, contribui de forma importante para a conscientização sobre o câncer de mama e para o aumento da busca por exames preventivos.
Por outro lado, campanhas podem induzir condutas pouco adequadas ou com benefícios questionáveis. O Novembro Azul, em alguns momentos, acabou estimulando um rastreamento pouco criterioso da saúde masculina, sem o mesmo rigor científico observado em outras campanhas.
A disseminação de informação baseada em evidências enfrenta ainda desafios crescentes, como a proliferação de notícias falsas, o uso pouco crítico das redes sociais e, mais recentemente, o uso de ferramentas de inteligência artificial para criar ou amplificar desinformação.
3. Informação baseada em dados e transparência
O terceiro pilar é a oferta de informação qualificada sobre segurança e desfechos em saúde. A ideia é ir além de listas de preferência do tipo “os mais amados” ou “os preferidos”, que medem simpatia, mas não necessariamente qualidade assistencial.
Um exemplo prático vem dos Estados Unidos. O Leapfrog Group publica, há mais de 20 anos, dados comparáveis de segurança hospitalar e atribui uma nota de A a F duas vezes por ano, com base em mais de 30 indicadores de segurança e qualidade. O site HospitalSafetyGrade.org permite ao cidadão buscar o hospital de interesse e visualizar sua nota de forma simples. É uma vitrine de transparência pensada para leigos.
*Gilmara Espino é professora do MBA de Gestão em Saúde do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e presidente da GPeS Comunicamos Saúde.
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A REDAÇÃO
Centro de Diagnósticos Unimed implementa sistema integrado para agendamentos
Foco é organizar o fluxo e e facilitar acesso aos serviços
A cooperativa de Trabalho Médico implementou um sistema integrado de atendimento no Centro de Diagnósticos Unimed (CDU), que passa a centralizar os serviços em um número único de telefone. Através do (62) 3216-9515, os beneficiários podem realizar agendamentos, acessar resultados, esclarecer dúvidas e obter outras informações por meio de uma Unidade de Resposta Audível (URA). A iniciativa tem como objetivo organizar o fluxo de atendimentos e facilitar o acesso aos serviços diagnósticos da rede própria da cooperativa.
O sistema digital de resultados também passou por reformulação. Os pacientes agora dispõem de login e senha únicos para acessar o histórico completo de exames realizados no CDU, permitindo o acompanhamento contínuo dos resultados ao longo do tempo. Além disso, o laboratório do CDU ampliou significativamente o horário de funcionamento: de segunda a sábado, o atendimento ocorre das 6h às 20h; aos domingos e feriados, das 6h às 19h.
“A centralização do atendimento em um número único e a ampliação do horário do laboratório representam avanços na experiência do paciente. O sistema digital com histórico integrado permite que médicos e pacientes tenham acesso organizado aos resultados, facilitando o acompanhamento clínico e a tomada de decisão”, explica o diretor de Provimento de Saúde, Dr. Francisco Rebouças Jr.
Sobre a Unimed Goiânia
A Unimed Goiânia integra o Sistema Nacional Unimed e atua com princípios cooperativistas no setor de Saúde Suplementar. Conta com uma ampla rede credenciada, composta por mais de 450 estabelecimentos, entre hospitais, clínicas e laboratórios, além de oferecer serviços próprios como o SOS Unimed (UTI móvel, aéreo e terrestre) e programas de atenção integral à saúde, responsáveis pela assistência a mais de 400 mil beneficiários em Goiânia, na região metropolitana e em outros 69 municípios circunvizinhos.
A cooperativa oferece planos de saúde individuais ou familiares para pessoas físicas, além de planos empresariais e coletivos por adesão para pessoas jurídicas, com cobertura definida pela lista de Procedimentos e Eventos em Saúde estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Também disponibiliza produtos opcionais, como SOS – UTI móvel, aéreo e terrestre – e Proteção no Trabalho. Presente há mais de 47 anos no mercado, a cooperativa segue investindo em inovação e qualidade assistencial, reforçando seu compromisso de cuidar da vida e da saúde dos goianos.
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PORTAL MIGALHAS
Rol da ANS: STF garante critérios objetivos e reforça sustentabilidade do setor
Bianca Pires Andreassa e Isabela Campos Mourão
Supremo confirma cobertura mínima obrigatória em planos de saúde, com exceções técnicas que trazem previsibilidade e segurança jurídica às operadoras.
No dia 2 de dezembro de 2025, foi publicado o acórdão proferido pelo Plenário do STF que julgou a ADIn 7.265, proposta pela Unidas - União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde, que questionava a constitucionalidade da lei 14.454/22. A lei havia alterado a lei 9.656/98 para transformar a natureza do Rol da ANS de "taxativo" em "exemplificativo", o que gerava forte insegurança jurídica para o setor da Saúde Suplementar.
O ministro Luís Roberto Barroso, relator da ADI, firmou entendimento de que o Rol deve ser considerado taxativo, mas com possibilidade de mitigação em hipóteses específicas. O STF estabeleceu critérios objetivos para custeio de procedimentos fora do Rol: prescrição médica ou odontológica; ausência de negativa expressa ou pendência de análise pela ANS; inexistência de alternativa terapêutica adequada; comprovação científica robusta de eficácia e segurança; e registro na Anvisa.
Embora a lei não tenha sido declarada inconstitucional, o acórdão trouxe avanços relevantes às operadoras, ao reforçar previsibilidade, segurança jurídica e estabilidade regulatória. Com critérios técnicos cumulativos, as operadoras passam a contar com parâmetros claros para análise de solicitações, o que reduz incertezas e riscos de judicialização descontrolada.
Os critérios estabelecidos pelo julgado elevam o patamar mínimo para cobertura, protegendo as operadoras de pedidos baseados em evidências frágeis ou estudos experimentais, ao mesmo tempo em que garante maior racionalidade no processo decisório.
O julgamento, se respeitado em sua literalidade, também reduz a margem de arbitrariedade judicial. Ao condicionar a cobertura extra rol a uma negativa expressa da ANS ou a uma análise pendente de atualização, o STF reforça o protagonismo da agência reguladora e estabelece que o Judiciário só deve intervir após esgotados os mecanismos técnicos e administrativos.
Esse posicionamento cria um cenário de maior clareza e equilíbrio: preserva os direitos dos beneficiários em situações excepcionais, mas impõe responsabilidade técnica e regulatória. Para as operadoras, isso significa previsibilidade contratual, menos espaço para decisões judiciais inesperadas e maior capacidade de planejamento financeiro.
Sem esses filtros, a lei 14.454/22 poderia resultar em insegurança jurídica, violação da legalidade contratual e impacto financeiro desproporcional sobre o setor. A decisão do STF, ao impor critérios objetivos, tornou a norma aplicável de forma equilibrada, protegendo tanto os beneficiários quanto a sustentabilidade do sistema de saúde suplementar.
Bianca Pires Andreassa - Especialista em saúde suplementar e sócia do Villemor Amaral Advogados.
Isabela Campos Mourão - Advogada no Villemor Amaral Advogados.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Plano de saúde: O falso coletivo e suas consequências
https://www.migalhas.com.br/depeso/447144/plano-de-saude-o-falso-coletivo-e-suas-consequencias
Goiás inclui 10 hospitais públicos entre os 100 melhores do SUS no Brasil
Goianos ganham acesso à reabilitação de alta tecnologia pelo SUS
https://aredacao.com.br/goianos-ganham-acesso-a-reabilitacao-de-alta-tecnologia-pelo-sus/
Os 10 avanços de pesquisa que vão impulsionar a medicina nos próximos anos
https://medicinasa.com.br/10-avancos-pesquisa-2025/
Conheça os vencedores do Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar
https://medicinasa.com.br/premio-iess-saude-suplementar/
ANS faz retrospectiva da saúde suplementar em 2025
https://www.saudebusiness.com/mercado-da-saude/ans-faz-retrospectiva-da-saude-suplementar-em-2025/
Médica fala sobre atender mais de 80 pacientes em plantão: ‘Atendo com o máximo de atenção’
PORTAL MIGALHAS
Plano de saúde: O falso coletivo e suas consequências
Tacito Alexandre de Carvalho e Silva
Este artigo tem o escopo de trazer a baila a discussão sobre um pratica corriqueira entre operadoras de planos de saúde que pode gerar severos prejuízos aos consumidores.
1. Introdução
A criação dos planos coletivos empresariais e por adesão tinha como finalidade permitir que grupos organizados negociassem condições mais vantajosas com as operadoras, estimulando a competitividade e reduzindo custos. Todavia, a partir da década de 2010, intensificou-se no mercado brasileiro a prática de comercializar planos coletivos sem efetiva coletividade, com empresas constituídas apenas para contratar o plano ("empresas de fachada") ou associações fictícias. Surge aí o chamado "falso coletivo", figura amplamente repudiada pela doutrina e pelo Poder Judiciário.
A problemática é relevante, pois o regime jurídico dos planos coletivos é menos protetivo que o dos planos individuais, especialmente em relação aos reajustes anuais, rescisões unilaterais e carências. Com isso, pessoas físicas acabam submetidas a situações de extrema vulnerabilidade. Por outro lado, as operadoras de planos de saúde adquirem poderes que desequilibra a relação contratual.
2. Conceito e natureza jurídica do falso coletivo
O falso coletivo ocorre quando o contrato é registrado como coletivo, utilizando-se de um CNPJ, mas não existe vínculo empresarial ou associativo real entre os beneficiários. Na verdade, na esmagadora maioria dos casos, são famílias que deveriam estar com um plano individual/ familiar, mas estão em um plano coletivo por adesão.
Este plano de saúde coletivo "camuflado" fica evidente quando naquele CNPJ do plano só estão como beneficiários apenas os familiares do responsável pela empresa.
A ANS não reconhece formalmente o termo "falso coletivo", mas em diversos estudos técnicos alerta para "inconsistências cadastrais" em planos empresariais, notadamente em microempresas recém-criadas apenas para fins de contratação.
2.1 Elementos identificadores do falso coletivo
Constituição de CNPJ exclusivamente para contratar o plano;
Inexistência de atividade econômica real;
Associação criada sem proveito comum ou objeto social;
Ausência de vínculo entre os supostos associados;
Quantidade mínima de vidas inferior à própria lógica de coletividade;
Ausência de política de admissão e exclusão de membros.
3. Regime jurídico dos planos coletivos e o incentivo ao falso coletivo
A lei 9.656/1998 estabelece regras rígidas para os planos individuais, especialmente quanto:
Ao reajuste anual, que deve ser autorizado pela ANS;
À impossibilidade de rescisão unilateral imotivada pela operadora;
Às carências mais protegidas.
Já os planos coletivos são submetidos à livre negociação de reajustes e admitem a rescisão unilateral após 12 meses, desde que haja prévia notificação. Assim, operadoras e intermediárias passaram a estimular a migração forçada de indivíduos para planos "coletivos", com o objetivo de driblar a regulação.
É comum, infelizmente, as operadoras se recusarem a contratar planos individuas às famílias. Sem outra alternativa e, na grande maioria das vezes, precisando de um plano de saúde, outra alternativa não resta, senão a contratação de um plano "falso" coletivo.
4. Consequências jurídicas do falso coletivo
4.1 Reajustes abusivos
O principal efeito é a aplicação de reajustes anuais desproporcionais, muitas vezes superiores a 40% ou 50%. A jurisprudência tem entendido que, caracterizada a inexistência de coletividade real, aplica-se ao contrato o regime dos planos individuais, inclusive os tetos da ANS.
STJ - Ramo da jurisprudência:
O Tribunal tem reiterado que aumentos expressivos em planos coletivos podem ser revisados judicialmente quando ausente justificativa atuarial (ex.: AgInt no AREsp 1.199.563/SP);
Em hipóteses de falso coletivo, tribunais estaduais vêm reconhecendo que a operadora não pode se valer de reajustes livres.
4.2. Rescisão unilateral indevida
Se o plano é individual camuflado, a operadora não pode rescindir unilateralmente sem motivo, pois aplica-se o art. 13 da lei 9.656/98. A prática de cancelar coletivos empresariais com menos de cinco vidas ou microempresas fictícias é considerada abusiva.
4.3 Dever de informação e responsabilidade civil
A comercialização de falso coletivo viola o dever de informação (CDC, arts. 6º, III e 39, IV). Intermediários, administradoras e operadoras podem ser responsabilizados solidariamente por:
Danos morais decorrentes da perda do plano;
Danos materiais com despesas médicas;
Nulidade de cláusulas abusivas.
4.4. Enquadramento como prática abusiva
A conduta dos intermediários, administradoras e operadoras de plano de saúde, nos casos do falso coletivo, traz em seu bojo: a venda casada (participação em empresa os associação fictícia), oferta enganosa, fraude contra a regulação da ANS, além de burlar o regime de reajuste dos planos individuais.
Essas sobreditas condutas causam prejuízos incalculáveis aos usuários/consumidores, além o desequilíbrio contratual.
5. Judicialização: Impactos e tendências
A judicialização dos falsos coletivos cresce exponencialmente por três fatores:
5.1. Aumento dos litígios por reajuste
Os reajustes elevados e sem transparência são o principal gatilho para ações coletivas e individuais. Perícias atuariais têm reforçado que tais aumentos muitas vezes não possuem base estatística consistente.
5.2. Cancelamentos de pacientes em tratamento
Hospitais e clínicas frequentemente comunicam pacientes sobre cancelamentos repentinos, especialmente em casos graves (oncologia, hemodiálise, cardiologia). A jurisprudência tende a considerar abusiva a interrupção de tratamento indispensável, mesmo em planos coletivos.
5.3. Reenquadramento contratual
Na grande maioria das ações, o Poder Judiciário tem reconhecido a natureza individual desses contratos, determinando a aplicação dos reajustes determinados pela ANS; restabelecimento do plano, nos casos de rescisões unilaterais; devolução dos valores pagos a maior.
Com este cenário, a judicialização cada vez mais se torna medida para o restabelecimento do equilíbrio entre contratante e contratado.
6. Medidas regulatórias e propostas de solução
6.1. Fiscalização da ANS
A agência possui instrumentos para identificar inconsistências cadastrais, mas ainda há déficit na fiscalização. É necessária:
Validação automática de CNPJ;
Comprovação efetiva de atividade;
Verificação anual da coletividade.
6.2. Responsabilidade das administradoras de benefícios
Administradoras que fomentam associações fictícias devem ser responsabilizadas civil e administrativamente, como medidas de inibição dessa prática abusiva.
6.3. Proibição de comercialização "porta a porta"
Corretoras e empresas de intermediação frequentemente induzem consumidores ao erro, razão pela qual alguns projetos legislativos sugerem restringir essa forma de venda.
7. Conclusão
O "falso coletivo" representa uma distorção grave do mercado de saúde suplementar. Ao mascarar planos individuais como coletivos, operadoras reduzem o nível de proteção ao consumidor, permitindo reajustes elevados e rescisões unilaterais. A judicialização tornou-se, portanto, um instrumento indispensável de reequilíbrio contratual.
A adequação regulatória, a responsabilidade civil das intermediárias e o reforço da atuação da ANS são caminhos necessários para proteção do usuário e para um mercado mais transparente.
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ANS - AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR. Caderno de Informações da Saúde Suplementar. Rio de Janeiro: ANS, vários anos.
BRASIL. Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998. Dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde.
BRASIL. Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990).
NUNES, Luiz Antonio Rizzato. Comentários ao Código de Defesa do Consumidor. São Paulo: Saraiva, 2021.
TARTUCE, Flávio. Manual de Direito do Consumidor. 10. ed. São Paulo: Método, 2022.
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Jurisprudência sobre reajustes de planos de saúde. Diversos julgados.
APOSTILA, Judicialização dos Planos de Saúde. ALBERT EINSTEN Ensino e Pesquisa.
Tacito Alexandre de Carvalho e Silva
Advogado. Pós-graduado em Processo Civil. Pós-graduado em Direito Médico pelo instituto Albert Einstein. Professor de Processo Civil (Faculdade São Paulo). Procurador M 2009/2016. Vereador 2021/2024.
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JORNAL OPÇÃO
Goiás inclui 10 hospitais públicos entre os 100 melhores do SUS no Brasil
Ranking nacional coloca Goiás em 2º lugar, atrás apenas de São Paulo em hospitais públicos
Goiás ficou na segunda colocação entre os estados brasileiros com maior número de hospitais públicos do Sistema Único de Saúde (SUS) incluídos na lista dos 100 melhores do país. O dado consta em levantamento do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), realizado em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Ao todo, o estado aparece com 10 unidades no ranking, o equivalente a 10% do total, ficando atrás apenas de São Paulo, que lidera com 30 hospitais.
A pesquisa avaliou exclusivamente hospitais públicos que atendem pelo SUS, com base em critérios técnicos como acreditação hospitalar, taxas de ocupação, indicadores de mortalidade e estrutura de suporte intensivo. O estudo contou ainda com apoio técnico do Instituto Ética Saúde (IES), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
De acordo com informações do governo estadual, o desempenho de Goiás está relacionado à expansão da rede hospitalar e à redistribuição dos serviços de saúde em diferentes regiões. Em declarações oficiais, o governador Ronaldo Caiado atribuiu o resultado ao trabalho das equipes que atuam na assistência e na gestão das unidades. Já o secretário estadual da Saúde, Rasivel Santos, afirmou que a colocação no ranking reflete ações voltadas à organização do sistema e à ampliação do acesso da população aos serviços públicos de saúde.
Atualmente, Goiás mantém 25 hospitais e seis policlínicas sob gestão estadual. Dados oficiais apontam que, entre 2019 e 2025, os investimentos anuais em saúde passaram de R$ 2,6 bilhões para cerca de R$ 5,7 bilhões, totalizando R$ 29,9 bilhões no período. Em 2025, o estado destinou 15,08% da receita para a área da saúde, percentual acima do mínimo constitucional de 12%.
No mesmo intervalo, a rede hospitalar estadual foi ampliada de 17 para 25 unidades, e o número de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) cresceu de 267 para 848. O acesso a esse tipo de atendimento, que antes estava concentrado em Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia, passou a abranger 24 municípios goianos.
Entre os hospitais de Goiás incluídos no ranking nacional estão unidades localizadas na capital e no interior do estado, com atendimento em áreas como urgência e emergência, saúde da mulher, pediatria, doenças infecciosas e assistência de alta complexidade. A lista nacional reúne ainda hospitais de estados como Pará, Santa Catarina, Pernambuco, Rio de Janeiro, Paraná, Amazonas, Bahia, Distrito Federal e Minas Gerais.
Confira os hospitais de Goiás incluídos entre os 100 melhores do SUS
Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia
Hospital Estadual da Mulher Dr. Jurandir do Nascimento (Hemu), em Goiânia
Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (Heapa), em Aparecida de Goiânia
Hospital Estadual de Luziânia, em Luziânia
Hospital Estadual de Santa Helena de Goiás (Herso), em Santa Helena de Goiás
Hospital Estadual de Trindade Walda Ferreira dos Santos (Hetrin), em Trindade
Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia
Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu
Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), em Goiânia
Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG), em Goiânia
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A REDAÇÃO
Goianos ganham acesso à reabilitação de alta tecnologia pelo SUS
Crer utiliza análise 3D para realizar processos
O Governo de Goiás amplia o acesso à reabilitação especializada ao ofertar, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tecnologia avançada para a análise do movimento humano. O Laboratório de Marcha do Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), é um dos serviços mais modernos do país na avaliação biomecânica da marcha, que já beneficiou milhares de pacientes e contribui para decisões clínicas mais precisas, apoiando a definição de condutas terapêuticas e cirúrgicas.
A análise tridimensional permite identificar alterações sutis do movimento, ampliando a efetividade da reabilitação e a funcionalidade dos pacientes. O serviço conta com 12 câmeras com sensores infravermelhos e softwares de última geração. Durante o exame, marcadores posicionados no corpo do paciente permitem a captação detalhada dos movimentos, que são analisados por uma equipe multiprofissional, formada por médicos, fisioterapeutas e especialistas em reabilitação.
De acordo com o gerente de Reabilitação Física e Visual do Crer, Eduardo Carneiro, a tecnologia fortalece a precisão do cuidado. “O Laboratório de Marcha subsidia um planejamento terapêutico individualizado e baseado em evidências científicas, apoiando desde a prescrição de órteses até o planejamento cirúrgico, com impacto direto na autonomia do paciente”, afirma.
Atendimento de alta complexidade
O Laboratório atende casos neurológicos e ortopédicos complexos, como paralisia cerebral, sequelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), traumatismo cranioencefálico (TCE), doenças neuromusculares, mielomeningocele, amputações e lesões ortopédicas nos membros inferiores. O serviço também tem papel relevante na reabilitação de pacientes com sequelas neurológicas pós-covid-19.
Referência em reabilitação
Com tecnologia avançada, equipe especializada e fluxo de atendimento estruturado, o Laboratório de Marcha se consolidou como uma ferramenta estratégica para qualificar a assistência em reabilitação no estado. “Mais do que tecnologia, o serviço integra ciência e humanização para oferecer soluções mais assertivas aos pacientes”, destaca Eduardo Carneiro.
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MEDICINA S/A
Os 10 avanços de pesquisa que vão impulsionar a medicina nos próximos anos
Da descoberta de medicamentos impulsionada por inteligência artificial a terapias regenerativas e ferramentas neurológicas de última geração, pesquisadores da Mayo Clinic listaram avanços significativos em 2025 para prever, prevenir e tratar algumas das doenças mais graves e complexas do mundo.
Essas descobertas refletem o progresso em três grandes frentes de inovação da Mayo Clinic. Médicos e cientistas da instituição trabalham de forma integrada para desenvolver ferramentas capazes de prever e interceptar processos biológicos antes que evoluam para doenças ou progridam para condições complexas e de difícil tratamento, por meio da iniciativa Precure. Eles também estão avançando no desenvolvimento de novas curas para a falência de órgãos terminais, indo além do transplante tradicional, como parte da iniciativa Genesis e unindo conhecimento clínico à engenharia de ponta para oferecer novos métodos de diagnóstico e terapias neurológicas inovadoras por meio da iniciativa Bioelectronics Neuromodulation Innovation to Cure (BIONIC).
1. ‘Ensaios clínicos virtuais’ podem prever o sucesso de medicamentos para insuficiência cardíaca
Pesquisadores da Mayo Clinic criaram os chamados “ensaios clínicos virtuais”, que aceleram a descoberta de terapias ao reduzir tempo, custos e o risco de estudos malsucedidos, combinando modelagem computacional avançada com dados reais de pacientes, no âmbito das iniciativas Precure e Genesis. Por meio de um desses ensaios virtuais, foi desenvolvido um novo método para prever se medicamentos já existentes podem ser reaproveitados para tratar a insuficiência cardíaca, um dos maiores desafios de saúde global.
“Os ensaios clínicos continuarão sendo sempre essenciais”, afirma Cui Tao, Ph.D., titular da Cátedra Nancy Peretsman e Robert Scully de Inteligência Artificial e Informática e vice-presidente de Informática da Plataforma Mayo Clinic. “Mas essa inovação demonstra como a inteligência artificial pode tornar a pesquisa mais eficiente, acessível e economicamente viável. A integração de emulação de ensaios, simulação, ensaios sintéticos e modelagem de conhecimento biomédico abre caminho para um novo paradigma na ciência translacional.”
2. Nova descoberta pode abrir caminho para terapias regenerativas em doenças pulmonares
Pesquisadores da Mayo Clinic identificaram o “interruptor” molecular que orienta um pequeno, porém poderoso, conjunto de células responsáveis por decidir entre reparar tecidos ou combater infecções, uma descoberta que pode contribuir para o desenvolvimento de terapias regenerativas para doenças pulmonares crônicas, como parte da iniciativa Genesis da Mayo Clinic.
“Ficamos surpresos ao descobrir que essas células especializadas não conseguem desempenhar as duas funções ao mesmo tempo”, explica Douglas Brownfield, Ph.D., autor sênior do estudo. “Algumas se comprometem com a regeneração, enquanto outras se concentram na defesa. Essa divisão de tarefas é essencial — e, ao identificar o mecanismo que a controla, podemos começar a pensar em como restaurar o equilíbrio quando ele é comprometido pela doença.”
3. Células-tronco podem oferecer nova esperança no tratamento da doença renal em estágio terminal
Pesquisadores da Mayo Clinic descobriram que as próprias células-tronco dos pacientes, obtidas do tecido adiposo, podem ser injetadas antes da hemodiálise, que é o tratamento para a doença renal em estágio terminal, e que essa estratégia frequentemente ajudou a prevenir inflamação e estreitamento das veias. Essa abordagem pode permitir que milhões de pessoas tolerem a diálise por mais tempo, ampliando o período antes da necessidade de um transplante renal, no contexto da iniciativa Genesis da Mayo Clinic.
“Essa estratégia tem potencial para melhorar os resultados clínicos de milhões de pacientes com insuficiência renal, reduzir custos em saúde e orientar novas diretrizes clínicas para o manejo do acesso à diálise, caso seja validada em estudos clínicos maiores”, afirma Sanjay Misra, M.D., radiologista intervencionista da Mayo Clinic.
4. Médicos da Mayo Clinic mapeiam ondas cerebrais dos pacientes para personalizar o tratamento da epilepsia
Com o uso de mapas detalhados dos padrões únicos de ondas cerebrais de cada paciente, médicos da Mayo Clinic agora conseguem identificar com precisão os pontos em que a estimulação é mais eficaz, superando a abordagem tradicional de tratamento da epilepsia baseada em um modelo único para todos. Essa pesquisa integra a iniciativa BIONIC.
“O objetivo de longo prazo é reduzir a atividade da rede de crises epilépticas, de modo que ela seja eventualmente ‘esquecida’ A reorganização da rede neuronal pode nos levar além do controle das crises, com a possibilidade de, de fato, curar a epilepsia”, afirma Nick Gregg, M.D., neurologista da Mayo Clinic.
5. Novo biomarcador genético sinaliza tumores cerebrais agressivos
Pesquisadores da Mayo Clinic descobriram que, quando meningiomas — o tipo mais comum de tumor cerebral — apresentam atividade em um gene chamado transcriptase reversa telomerase (TERT), a doença tende a recidivar mais rapidamente, mesmo quando o tumor aparenta baixo grau ao microscópio. A descoberta faz parte da iniciativa Precure da Mayo Clinic.
“A alta expressão de TERT está fortemente associada a uma progressão mais rápida da doença”, explica Gelareh Zadeh, M.D., Ph.D., neurocirurgiã da Mayo Clinic e autora sênior do estudo. “Isso torna o TERT um novo biomarcador promissor para identificar pacientes com maior risco de desenvolver formas agressivas da doença.”
6. Pesquisadores da Mayo Clinic descobrem a ‘fonte da juventude’ do sistema imunológico
Pesquisadores da Mayo Clinic identificaram que algumas pessoas mais velhas mantêm o que chamaram de “juventude imunológica” – um termo cunhado pelos próprios pesquisadores para descrever um sistema imunológico jovem em pessoas com mais de 60 anos.
“Observamos que esses pacientes apresentam sistemas imunológicos muito jovens, apesar de estarem na faixa dos 60 ou 70 anos. “O custo disso, no entanto, é a autoimunidade”, afirma Cornelia Weyand, M.D., Ph.D., reumatologista e médica-cientista da Mayo Clinic. A descoberta faz parte da iniciativa Precure da Mayo Clinic.
7. Ferramentas da Mayo Clinic permitem prever, identificar e diagnosticar Alzheimer e demências com mais rapidez
Pesquisadores da Mayo Clinic desenvolveram novas ferramentas para estimar o risco de uma pessoa desenvolver a doença de Alzheimer anos antes do aparecimento dos sintomas, como parte da iniciativa Precure, e para ajudar médicos a identificar padrões de atividade cerebral associados a nove tipos de demência, incluindo a doença de Alzheimer, em um único exame. Eles também confirmaram a precisão de um exame de sangue aprovado pela FDA que pode ser utilizado em clínicas ambulatoriais de memória para diagnosticar a doença em pacientes com diferentes graus de comprometimento cognitivo.
“Cada paciente que entra no meu consultório traz uma história única, moldada pela complexidade do cérebro”, afirma David T. Jones, M.D., neurologista da Mayo Clinic e diretor do Programa de Inteligência Artificial em Neurologia da Mayo Clinic. “Essa complexidade foi o que me levou à neurologia e continua a impulsionar meu compromisso com respostas mais claras.”
8. Pesquisa da Mayo Clinic aprimora o rastreamento e a detecção precoce do câncer de mama em mamas densas
Quase metade do total de mulheres nos Estados Unidos apresenta tecido mamário denso, o que pode dificultar a detecção do câncer de mama por meio da mamografia. Pesquisadores da Mayo Clinic constataram que a adição de um exame complementar, chamado imagem molecular da mama (molecular breast imaging, ou MBI), à mamografia tridimensional aumentou em mais do que o dobro a capacidade de detectar câncer em mamas densas.
“Nossa pesquisa tem como foco a detecção dos cânceres mais letais, que podem incluir tumores invasivos de crescimento rápido. Se forem identificados mais cedo, provavelmente conseguiremos salvar mais vidas”, afirma Carrie Hruska, Ph.D., professora de física médica da Mayo Clinic e autora principal do estudo.
9. Pesquisadores da Mayo Clinic descobrem que ‘revestir’ células com açúcar pode proteger aquelas normalmente destruídas no diabetes tipo 1
Após identificar uma molécula de açúcar que células cancerígenas utilizam em sua superfície para se esconder do sistema imunológico, pesquisadores da Mayo Clinic descobriram que essa mesma molécula poderá, no futuro, ajudar no tratamento do diabetes tipo 1, anteriormente conhecido como diabetes juvenil. “Um dos objetivos seria fornecer células transplantáveis sem a necessidade de imunossupressão”, explica Virginia Shapiro, Ph.D., pesquisadora em imunologia da Mayo Clinic. “Embora ainda estejamos em estágios iniciais, este estudo pode representar um passo rumo à melhoria do cuidado.”
10. Novo estudo calcula a prevalência de doenças autoimunes
Pesquisadores da Mayo Clinic e colaboradores descreveram — pela primeira vez — a prevalência das doenças autoimunes nos Estados Unidos. O estudo estima que cerca de 15 milhões de pessoas tenham uma ou mais de 105 doenças autoimunes. A pesquisa também constatou que essas doenças ocorrem com mais frequência em mulheres e identificou as principais doenças autoimunes de acordo com prevalência, sexo e faixa etária. “Saber quantos pacientes têm uma doença autoimune nos Estados Unidos é fundamental para avaliar se essas doenças estão aumentando ou diminuindo ao longo do tempo e com o tratamento”, afirma DeLisa Fairweather, Ph.D., vice-presidente de pesquisa translacional do Departamento de Medicina Cardiovascular da Mayo Clinic na Flórida e autora correspondente do estudo.
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Conheça os vencedores do Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) apresenta os vencedores da 15ª edição do Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar, principal reconhecimento acadêmico do País dedicado à pesquisa sobre o setor. A premiação contempla estudos desenvolvidos nas categorias Promoção da Saúde, Qualidade de Vida e Gestão em Saúde; Direito; e Economia, com foco na produção de conhecimento baseado em evidências e com impacto para o aprimoramento do sistema de saúde suplementar brasileiro. Os vencedores de primeiro lugar em cada categoria receberam um Kindle. Clique aqui para fazer o download dos trabalhos vencedores.
Segundo José Cechin, superintendente executivo do IESS, o Prêmio cumpre um papel estratégico para o setor. “Ao longo de 15 edições, o Prêmio IESS se consolidou como um instrumento fundamental de aproximação entre a produção acadêmica e os desafios concretos da saúde suplementar. Reconhecer pesquisas de qualidade é essencial para qualificar o debate público, fortalecer a regulação e apoiar decisões mais eficientes e sustentáveis”, afirma.
Na categoria Promoção da Saúde, Qualidade de Vida e Gestão em Saúde, avaliada pelo Prof. Alberto Ogata, o primeiro lugar foi concedido a Luana Martins Oliveira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pelo trabalho “Estratégia de influência: um estudo dos atos de concentração econômica realizados por hospitais e planos de saúde no Brasil”. O estudo analisou atos de concentração econômica aprovados pelo CADE entre 2014 e 2019 e identificou um processo relevante de consolidação do setor, com potenciais impactos sobre a equidade do sistema de saúde e a formulação de políticas públicas. O segundo lugar ficou com Ana Cláudia Couto de Abreu, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP), cujo trabalho desenvolveu um modelo preditivo para eventos adversos graves não infecciosos em internações hospitalares. A menção honrosa foi concedida a Anderson Almeida Ferreira (UFMG), pelo estudo que avaliou o uso de grandes modelos de linguagem na sumarização de diálogos reais entre pacientes e equipes de saúde, com potencial aplicação na atenção primária digital.
Na categoria Direito, avaliada pelo Prof. Dalton Tria Cusciano, o primeiro lugar foi concedido a Vinicius Machado Rodrigues Vianna, da Fundação Getulio Vargas – Rio de Janeiro (FGV Direito Rio), pelo trabalho “Deferência do STJ às escolhas regulatórias da ANS sobre coberturas assistenciais”. A pesquisa analisou decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e identificou heterogeneidade no grau de deferência às normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com impactos relevantes sobre a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória do setor. O segundo lugar ficou com Valquíria Ferreira de Faria, da Universidade de Brasília (UnB), cujo estudo analisou a Notificação de Intermediação Preliminar (NIP) como instrumento de resolução extrajudicial de conflitos, destacando sua contribuição para a redução da judicialização.
Na categoria Economia, avaliada pelo Prof. Antonio Carlos Coelho Campino, o primeiro lugar foi concedido a Isamara Silva Cota, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, pelo trabalho que analisou práticas de gestão de riscos de subscrição em cooperativas médicas à luz da regulação da ANS, evidenciando avanços em governança e controles internos. O segundo lugar ficou com Vinicius Martins Castilho, do Hospital Sírio-Libanês, cujo estudo avaliou os impactos clínicos e econômico-financeiros de modelos de gestão de saúde populacional baseados na Atenção Primária à Saúde (APS), indicando redução de custos e retorno positivo sobre o investimento.
Para Cechin, a diversidade temática dos trabalhos reforça a importância do Prêmio. “Os estudos premiados mostram como a pesquisa acadêmica pode contribuir de forma concreta para a melhoria da gestão, da regulação e do cuidado em saúde. Ampliar o acesso a esse conhecimento é parte central da missão do IESS”, destaca.
Os trabalhos vencedores e as pesquisas reconhecidas nesta edição estão disponíveis para download no site do IESS. Podem se inscrever no Prêmio pesquisadores e estudantes autores de artigos científicos ou trabalhos de conclusão de cursos de pós-graduação, incluindo MBA, mestrado e doutorado.
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SAÚDE BUSINESS
ANS faz retrospectiva da saúde suplementar em 2025
Os destaques incluem a modernização da fiscalização e o fortalecimento da integração com o Sistema Único de Saúde.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou um balanço das principais conquistas alcançadas em 2025 no âmbito da regulação do setor de saúde suplementar no Brasil. Entre os destaques, estão mudanças normativas relevantes, implementadas em resposta às demandas da sociedade. O período também foi marcado por uma renovação interna, com a transição de parte da diretoria da instituição. Além disso, os resultados econômico-financeiros do setor chamaram atenção, com o desempenho positivo das maiores operadoras médico-hospitalares e a redução da sinistralidade, refletindo avanços significativos na gestão do segmento.
O setor de saúde suplementar registrou crescimento contínuo ao longo de 2025, encerrando o mês de outubro com 53,3 milhões de beneficiários em planos de assistência médica, um aumento de aproximadamente 1,4 milhão em relação a outubro de 2024. No segmento de planos exclusivamente odontológicos, o total de beneficiários chegou a 35,1 milhões, representando um acréscimo de 982 mil no mesmo período.
“Em 2025, a ANS intensificou seus esforços para garantir a qualidade do atendimento aos beneficiários, atuando com muito diálogo e de forma incansável para assegurar que as operadoras cumpram suas responsabilidades. Nossa missão continua sendo a defesa dos cidadãos que têm planos de saúde, buscando sempre soluções que atendam às suas necessidades e garantam um sistema mais justo e acessível para todos”, destaca Wadih Damous, diretor-presidente da ANS.
A ANS em 2025
A participação social ampliada promovida pela ANS segue como destaque da atuação da reguladora. Ao longo de 2025 foram realizadas 13 audiências públicas, 22 consultas públicas e uma tomada pública de subsídios, que permitem que a sociedade participe das decisões da Agência e acompanhe os debates em torno dos temas que são propostos para aperfeiçoamento do setor. Ao todo, foram realizadas 30 reuniões de Diretoria Colegiada, que puderam ser acompanhadas de forma remota por todos os interessados.
Foi registrada a quarta edição da ação ANS com Você, mantendo o modelo de capacitação de funcionários de órgãos de defesa do consumidor sobre as regras de funcionamento do setor de planos de saúde.
Em 2025, o mandato de três diretores foi encerrado, sendo empossados novos diretores: Wadih Damous como diretor-presidente e de Desenvolvimento Setorial, Lenise Secchin como diretora de Normas e Habilitação dos Produtos e Carla Soares como diretora interina de Gestão. Eliane Medeiros e Jorge Aquino permanecem nos cargos de diretores de Fiscalização e de Normas e Habilitação dos Produtos, respectivamente.
Integração com o SUS por meio do programa Agora Tem Especialistas, que viabiliza a troca de dívidas, como as do Ressarcimento ao SUS, das operadoras por atendimento na saúde suplementar a pacientes da rede pública.
Gestão de crises e monitoramento diante de situações críticas envolvendo operadoras, como no caso da Unimed Ferj.
Chegada de novos servidores em 2025 – aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) – que, embora o número esteja aquém do necessário, são essenciais para auxiliar na força de trabalho da Agência para melhor atendimento à sociedade.
Agenda Regulatória
Atualmente, 270 hospitais gerais contam com Certificado de Acreditação ou certificação de qualidade em saúde.
A Agenda Regulatória se manteve, em 2025, como o principal instrumento de planejamento regulatório e orientador para a atuação da Agência. Assuntos como o aperfeiçoamento dos mecanismos de fiscalização e a reformulação da política de preços e reajuste foram amplamente debatidos durante o ano.
A agência se prepara para construir a próxima Agenda Regulatória 2026-2028. A sociedade já foi convocada a participar da elaboração dessa ferramenta, fundamental para a execução dos trabalhos prioritários da reguladora, por meio da Tomada Pública de Subsídios 6. Os interessados podem enviar contribuições até 31/1/2026.
Rol de coberturas
Leia mais sobre Mercado da Saúde
Em 2025 foram incorporados ao rol 25 itens, entre procedimentos, medicamentos, indicações ou ampliações de uso. Tratamentos inovadores para câncer e insuficiência pancreática, por exemplo, somaram-se à lista que deve ser disponibilizada pelas operadoras aos beneficiários.
A Notificação de Intermediação Preliminar (NIP) completou 15 anos e continua se mostrando uma ferramenta importante para agilizar e solucionar demandas de consumidores.
Qualificação do setor e promoção à saúde
Foi lançado neste ano o Manual de Acreditação de Operadoras Exclusivamente Odontológicas. A publicação traz conteúdos específicos para o setor odontológico, além de conferir mais clareza e adesão às práticas de saúde bucal.
Além disso, a Agência realizou oficinas com representantes dos hospitais que compõem o Programa de Monitoramento da Qualidade Hospitalar (PM-QUALISS Hospitalar). Atualmente, 270 hospitais gerais que possuem Certificado de Acreditação ou certificação de qualidade em saúde fazem parte do Programa.
Painéis interativos
A Agência lançou dois painéis: o Painel de Rede e Vazios Assistenciais na Saúde Suplementar e o Painel de Contratantes de Planos Coletivos. O Painel de Rede e Vazios Assistenciais na Saúde Suplementar permite o mapeamento detalhado da disponibilidade de profissionais e estabelecimentos de saúde que atendem beneficiários de planos de saúde em todo o Brasil.
Já o Painel de Contratantes de Planos Coletivos reúne informações detalhadas sobre as empresas contratantes constantes na base da Receita Federal do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), que respondem pelo atendimento de cerca de 80% dos beneficiários no país.
Aperfeiçoamento da regulação
Entraram em vigor resoluções normativas, como a 623/2024, que trouxe novas regras para o relacionamento entre as operadoras e os beneficiários de planos de saúde. E a Resolução Normativa 585/2023 para para ampliar a transparência e a proteção para os beneficiários de planos de saúde, como a ampliação das regras da portabilidade, a obrigação da comunicação individualizada e a necessidade de manter ou elevar a qualificação do hospital a ser substituído.
Foram aprovadas as novas regras para as operadoras de autogestão, conforme a Resolução Normativa 649/2025, que pretende tornar o modelo mais transparente e sustentável, aprimorando a governança e consolidando a proteção dos beneficiários.
O final do ano também foi marcado pela aprovação do novo modelo de fiscalização da ANS, que reorganiza as ações fiscalizatórias com foco na prevenção de falhas e na indução à conformidade regulatória, e pelo início das avaliações trimestrais das operadoras com base no Índice Geral de Reclamações (IGR), ampliando a transparência sobre o relacionamento com os beneficiários.
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PORTAL G1
Médica fala sobre atender mais de 80 pacientes em plantão: ‘Atendo com o máximo de atenção’
O vídeo mostra a realidade de uma unidade de saúde que opera como único ponto de socorro da região. Ela ressaltou a importância da empatia no SUS, mesmo diante da rotina exaustiva entre consultório e emergências.
A médica Emily Assis postou um vídeo nas redes sociais contando sobre a rotina de plantão após atender mais de 80 pacientes em um hospital do interior de Goiás. Segundo a médica, ela tenta atender cada paciente com qualidade e precisa dividir as consultas com a sala vermelha, atendimentos que chegam do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e outras intercorrências.
De acordo com Emily, quando o paciente chega ao consultório e recebe um atendimento com mais atenção, fica menos bravo. "Mudava a cara comigo, ficava mais satisfeito", afirmou.
A médica comenta também sobre a carga de plantões, que são escolha de cada profissional, e enfatiza a importância de prestar um bom atendimento.
"A gente não é obrigada a dar plantão. Todo plantão que você pega, você escolheu dar. Todo mundo tem conta para pagar. E, quando você se dispõe a trabalhar e a atender uma pessoa, eu acho que você tem que atender aquela pessoa com toda a qualidade", destaca.
No dia em que gravou o vídeo, a médica disse que estava atendendo em um hospital do interior. Segundo explica, na cidade só existe esse hospital e mais um "postinho", que está fechado até segunda-feira (5) por causa do feriado de Ano Novo. Ela mostra que foram 83 atendimentos no dia e fala sobre as pessoas que reclamam da espera.
"Eu sei que para as pessoas é muito complicado esperar. Eu fico escutando aqui do consultório assim: 'Nossa, que médica enrolada'; 'Eu vou embora. Não é possível que só uma injeção leve esse tempo todo'", comenta.
Emily finaliza contando que, além do consultório, a rotina de plantão envolve outras responsabilidades, como atender na sala vermelha (onde estão os pacientes mais graves), na enfermaria e na "porta". "Então, a porta não para. Se tem intercorrência ou se chega SAMU, eu paro para poder ir lá", disse.
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Assessoria de Comunicação
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
PUC TV
Falhas no sistema de regulação afetam atendimento em upas de Goiânia
https://www.youtube.com/watch?v=Gw-qC0tek74
Famílias denunciam demora para realização de cirurgias no Hugo
Proposta regulamenta atividade de técnico em imobilizações
https://medicinasa.com.br/tecnico-imobilizacoes-ortopedicas/
PUC TV
Falhas no sistema de regulação afetam atendimento em upas de Goiânia
https://www.youtube.com/watch?v=Gw-qC0tek74
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TV ANHANGUERA
Famílias denunciam demora para realização de cirurgias no Hugo
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MEDICINA S/A
Proposta regulamenta atividade de técnico em imobilizações
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que regulamenta o exercício da profissão de técnico em imobilizações ortopédicas. O texto estabelece requisitos de formação e define que a atividade deve ser realizada sob supervisão médica.
Como tramita em caráter conclusivo, a proposta deverá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.
Por recomendação do relator na CCJ, deputado Fausto Pinato (PP-SP), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 2194/19, do ex-deputado André de Paula (PE), e uma proposta similar que tramita em conjunto.
O texto aprovado prevê que o exercício da profissão dependerá da conclusão de curso técnico com carga horária mínima de 1.200 horas, das quais pelo menos 600 horas serão dedicadas a atividades práticas ou treinamento em serviço.
A exigência de qualificação busca proteger a sociedade de riscos decorrentes de procedimentos inadequados. A proposta aprovada assegura a continuidade do trabalho para os profissionais que atuam na área há pelo menos dois anos.
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Assessoria de Comunicação