Administrador
AHPACEG NA MÍDIA: Alerta sobre os riscos dos apagões
O alerta divulgado pela Ahpaceg, no dia 19 de janeiro, sobre os riscos que os repetidos apagões no fornecimento de energia elétrica representam para a rede hospitalar, a segurança do paciente e a qualidade da assistência foi destaque na mídia. Confira algumas publicações:
RÁDIO CBN GOIÂNIA
Hospitais de alta complexidade em Goiás alertam para riscos a pacientes por causa de apagões frequentes
https://cbngoiania.com.br/tarde-cbn/hospitais-de-alta-complexidade-em-goias-alertam-para-riscos-a-pacientes-por-causa-de-apag-es-frequentes-1.3363562
FOLHA DO PLANALTO
Ahpaceg alerta: constantes apagões no fornecimento de energia em Goiânia ameaçam o funcionamento da rede hospitalar
https://www.folhadoplanalto.com.br/2026/01/ahpaceg-alerta-constantes-apagoes-no.html
JORNAL OPÇÃO
Apagões em Goiânia colocam hospitais em risco de colapso, diz presidente da Associação dos Hospitais Privados
MAIS GOIÁS
Apagão em Goiânia obriga hospital a operar com gerador por 17h seguidas
https://www.maisgoias.com.br/cidades/apagao-em-goiania-obriga-hospital-a-operar-com-gerador-por-17h-seguidas/
LEIA MAIS
AHPACEG ALERTA: CONSTANTES APAGÕES NO FORNECIMENTO DE ENERGIA EM GOIÂNIA AMEAÇAM O FUNCIONAMENTO DA REDE HOSPITALAR
CLIPPING AHPACEG 20/01/26
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
TV ANHANGUERA
Técnico de enfermagem é preso suspeito de matar pacientes de propósito
PORTAL G1
Mortes no Hospital Anchieta: principal suspeito, ex-funcionário confessou crimes à polícia; veja o que já se sabe
Samu abre sindicância e afasta médica após mulher ser declarada morta por engano em Bauru
FOLHA DO PLANALTO
Ahpaceg alerta: constantes apagões no fornecimento de energia em Goiânia ameaçam o funcionamento da rede hospitalar
https://www.folhadoplanalto.com.br/2026/01/ahpaceg-alerta-constantes-apagoes-no.html
JORNAL OPÇÃO
Apagões em Goiânia colocam hospitais em risco de colapso, diz presidente da Associação dos Hospitais Privados
MAIS GOIÁS
Apagão em Goiânia obriga hospital a operar com gerador por 17h seguidas
AGÊNCIA BRASIL
Enamed: Veja cursos de medicina que terão sanções por desempenho ruim
Associações criticam avaliação dos cursos de medicina feita pelo MEC
A REDAÇÃO
Mabel se afasta de agendas presenciais por uma semana após cirurgias
https://aredacao.com.br/mabel-se-afasta-de-agendas-presenciais-por-uma-semana-apos-cirurgias/
PUC TV
Goiânia renova protocolos para aplicação de anticorpos contra o vírus sincicial respiratório
https://www.youtube.com/watch?v=E7LRMnKHeqI
MEDICINA S/A
IA para saúde: quais inovações devem chegar ao Brasil em 2026?
https://medicinasa.com.br/ia-inovacoes-2026/
Cuidar do Brasil passa por cuidar da educação em saúde
https://medicinasa.com.br/cuidar-brasil-educacao/
Projeto reduz infecções em hospitais públicos no país
https://medicinasa.com.br/projeto-reduz-infeccoes/
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Assessoria de Comunicação
Ahpaceg alerta: constantes apagões no fornecimento de energia em Goiânia ameaçam o funcionamento da rede hospitalar

A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) manifesta profunda preocupação e inconformismo com a interrupção prolongada do fornecimento de energia elétrica em Goiânia, como a ocorrida na noite de ontem, 18, na região central da capital, que concentra várias unidades hospitalares.
Hospitais são serviços essenciais e não podem ser equiparados a consumidores comuns. A instabilidade ou ausência de energia elétrica compromete diretamente a segurança assistencial, colocando em risco pacientes críticos, procedimentos cirúrgicos, unidades de terapia intensiva, serviços de diagnóstico, além da conservação de medicamentos, equipamentos de alto custo e insumos vitais.
Embora os hospitais associados contem com geradores de emergência, é fundamental esclarecer que esses sistemas existem para situações transitórias e de curta duração. A operação prolongada exclusivamente por geradores representa um cenário de elevada vulnerabilidade, dependente de abastecimento contínuo de combustível, manutenção intensiva e sujeito a falhas, o que não pode ser considerado condição segura ou aceitável para a continuidade da assistência à saúde.
A manutenção do fornecimento de energia elétrica em áreas hospitalares deve ser tratada como prioridade absoluta pelas concessionárias e autoridades competentes. A falta de respostas rápidas e efetivas diante de eventos dessa natureza evidencia fragilidades graves na infraestrutura e no planejamento de contingência.
A Ahpaceg ressalta que energia elétrica é insumo essencial à vida, assim como oxigênio, água e medicamentos. Cada hora de interrupção amplia riscos assistenciais, sobrecarrega equipes e ameaça a continuidade de serviços que lidam, diariamente, com a preservação da vida.
Diante disso e do apagão que voltou a se repetir ontem, a Ahpaceg cobra providências imediatas, ações preventivas estruturais e a responsabilização dos entes envolvidos, para que situações como esta não se repitam, garantindo segurança, dignidade e continuidade no atendimento à população.
(Foto: Freepik)
CLIPPING AHPACEG 19/01/26
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
MEDICINA S/A
Quando a medicina passa a operar como sistema, não como resposta
https://medicinasa.com.br/medicina-operar-sistema/
Projeto aprovado cria comissões para prevenir trombose em hospitais
https://medicinasa.com.br/prevenir-trombose-hospitais/
Integração de dados: elevando a saúde a um novo patamar
https://medicinasa.com.br/integracao-dados/
Perspectivas da Nova Agenda Regulatória da ANS (2026-2028)
https://medicinasa.com.br/agenda-regulatoria-ans-26-28/
O futuro da saúde suplementar: gestão, inovação e desempenho econômico
A REDAÇÃO
Patentes farmacêuticas não são certificados de segurança sanitária
https://aredacao.com.br/patentes-farmaceuticas-nao-sao-certificados-de-seguranca-sanitaria/
PUC TV
Janeiro Branco alerta para a saúde mental de médicos e enfermeiros
https://www.youtube.com/watch?v=joNpQPItegE
PORTAL CONCLÍNICA
Mercado de saúde deve crescer 9% até 2028, com novos investimentos
https://conclinica.com.br/mercado-da-saude-no-brasil/
O HOJE
Greve na saúde é suspensa, mas impasse com prefeitura permanece
https://ohoje.com/2026/01/17/greve-na-saude-e-suspensa-mas-impasse-mantem/
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 16/01/26
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A REDAÇÃO
Daniel Vilela inaugura leitos no HGG e anuncia que hospital será o 1° da rede pública de Goiás a ter cirurgia robótica
JORNAL OPÇÃO
Unidades municipais de saúde retomam atendimento integral após suspensão da greve de médicos
O HOJE
HGG inaugura novos leitos, equipamentos e reforça posição entre os melhores hospitais públicos do país
https://ohoje.com/2026/01/15/hgg-inaugura-novos-leitos/
MEDICINA S/A
Seis em cada dez brasileiros dizem buscar informações sobre saúde na internet
https://medicinasa.com.br/saude-google/
Desafios e oportunidades na implementação da IA na saúde
https://medicinasa.com.br/desafios-oportunidades-ia/
Saúde mental na lista de prioridades: por onde começar
https://medicinasa.com.br/saude-mental-lista-prioridades/
O DIA ONLINE
Reajuste por idade em planos de saúde não é automático
JOTA INFO
Preço de medicamentos no Brasil: por que as regras precisaram mudar?
Lei 224/25 pode ter efeito colateral com impacto bilionário no custo da saúde
TV PREFEITO
Ministério da Saúde anuncia novas adesões da operadora de plano de saúde Hapvida e deslocamento das carretas do Agora Tem Especialistas
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Assessoria de Comunicação
ASSOCIADO EM PAUTA: CRD atinge 100% de conformidade na auditoria da ONA e reforça compromisso com a excelência

O CRD Medicina Diagnóstica acaba de conquistar um marco importante na sua trajetória de qualidade assistencial: atingiu 100% de conformidade na auditoria da Organização Nacional de Acreditação (ONA), com a elevação para 11 os requisitos SUPERA.
A conquista reconhece o alto grau de maturidade dos processos, a cultura organizacional voltada à melhoria contínua e a consistência na gestão da qualidade e segurança assistencial. Mais de 800 critérios foram avaliados durante a auditoria, conduzida por uma Instituição Acreditadora Credenciada (IAC), que examinou todas as áreas, da assistência direta à gestão de apoio e processos administrativos.
De acordo com o CEO do CRD, Renato Daher, o resultado é fruto de uma construção coletiva. “Esse resultado confirma que a qualidade está no nosso dia a dia, nas decisões clínicas e operacionais, e no envolvimento de toda a equipe. A auditoria é rigorosa, e alcançar esse nível de excelência exige consistência, melhoria contínua e uma cultura organizacional comprometida com o cuidado.”
A acreditação da ONA é considerada uma das certificações mais relevantes no setor da saúde e atesta que a instituição avaliada opera com segurança, eficiência e foco na experiência do paciente.
Fonte: CRD Medicina Diagnóstica
CLIPPING AHPACEG 15/01/26
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DESTAQUES
Ahpaceg divulga indicadores assistenciais do setor privado
https://www.saudebusiness.com/hospitais/ahpaceg-divulga-indicadores-assistenciais-do-setor-privado/
Fusões e aquisições em hospitais e laboratórios tiveram alta de 37%
https://medicinasa.com.br/kpmg-fusoes-aquisicoes-2/
O alinhamento de incentivos entre operadoras e prestadores de saúde
https://medicinasa.com.br/desafio-alinhamento-incentivos/
CRF-GO aposta em IA para reduzir erros de prescrição e melhorar o cuidado ao paciente
Reforma Tributária: o que muda na prática para o setor de dispositivos médicos
https://medicinasa.com.br/reforma-tributaria-dispositivos/
Sandro Mabel diz que não há abertura para diálogo com médicos em greve em Goiânia
https://ohoje.com/2026/01/14/greve-medicos-goiania-mabel/
Prefeito Sandro Mabel reconhece problemas na saúde e promete novas unidades
SAÚDE BUSINESS
Ahpaceg divulga indicadores assistenciais do setor privado
Os índices trazem a média das instituições e oferecem aos gestores um conjunto de informações objetivas sobre qualidade, segurança e eficiência da assistência hospitalar.
A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) apresentou os primeiros indicadores assistenciais e operacionais consolidados do setor privado de saúde em Goiás, abrangendo os hospitais associados à entidade. Essa ação integra o projeto Indicadores Ahpaceg, uma iniciativa pioneira no estado, que passa a disponibilizar à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações claras e objetivas sobre a qualidade, segurança e eficiência dos serviços hospitalares.
O projeto foi desenvolvido com o propósito estratégico de estabelecer uma metodologia objetiva e comparável para mensurar a segurança do paciente e a qualidade do cuidado prestado nos hospitais associados.
A partir de 2026, o projeto será ampliado com a inclusão dos indicadores das áreas de farmácia, nutrição, oftalmologia e segurança e qualidade em pronto-socorro da rede associada.
Indicadores
Os dados apresentados referem-se ao segundo semestre de 2025 e refletem a média das instituições associadas participantes do projeto. Entre os indicadores, destacam-se a taxa de infecção, amplamente conhecida pela população, e outros dados relevantes, como a incidência de lesões por pressão, a taxa de ocupação de leitos e a identificação correta dos pacientes, esta última sendo uma norma fundamental de segurança nas instituições de saúde.
O presidente da Associação, Renato Daher, destaca que a divulgação trimestral dos indicadores permitirá a construção de uma série histórica consistente, capaz de apoiar análises, comparações e decisões na área da saúde.
“Nosso objetivo também é oferecer informações claras para que a população possa escolher, de forma consciente, onde deseja ser atendida com qualidade e segurança”, afirma.
Benefícios
A associação destaca que a divulgação sistemática dos indicadores traz ganhos diretos para os próprios hospitais. Entre os benefícios estão:
maior transparência e prestação de contas;
estímulo à melhoria contínua da qualidade e da segurança do paciente;
benchmarking e aprendizado coletivo entre instituições;
fortalecimento da credibilidade institucional e apoio à tomada de decisão e à formulação de políticas de saúde.
O monitoramento dos indicadores também contribui para o atendimento a exigências regulatórias e processos de acreditação, valoriza o papel da alta complexidade no sistema de saúde e estimula uma cultura de dados e de responsabilidade clínica.
Ao tornar essas informações acessíveis, a Ahpaceg amplia a capacidade de escolha da população e cria bases mais sólidas para a gestão e o aprimoramento da assistência hospitalar em Goiás.
CONFIRA OS INDICADORES DA REDE AHPACEG
*Os dados/metas usados como referência são da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) – 2017
Taxa de Ocupação: 78%
Indica a utilização dos leitos operacionais proporcionando uma gestão eficiente do hospital.
Meta: 80% a 85%
Média de permanência hospitalar (MP): 2,64 dias
Indica o tempo médio de internação dos pacientes. Quanto menor a permanência, maior tende a ser a eficiência no uso dos leitos, desde que mantida a qualidade assistencial.
Meta: 5,3 dias
Índice de giro de leitos (IGL): 6,41
Mede quantas internações ocorrem em um mesmo leito ao longo do período. Está diretamente relacionado à média de permanência: internações mais curtas aumentam o giro, enquanto permanências mais longas reduzem a rotatividade.
Média de permanência na UTI adulto: 6,88 dias
Reflete o tempo médio de internação em terapia intensiva. Em hospitais de alta complexidade, a variação é esperada conforme a gravidade dos casos, o perfil clínico dos pacientes e os protocolos assistenciais.
Meta: até 5 dias
Taxa de conversão do pronto-socorro para enfermaria/apartamento: 8,41%
Mostra a proporção de atendimentos no pronto-socorro que evoluem para internação em leitos clínicos, ajudando a compreender o perfil assistencial e a eficiência do fluxo.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de conversão do pronto-socorro para UTI: 1,69%
Indica a parcela de pacientes atendidos no pronto-socorro que necessitam de terapia intensiva, refletindo a gravidade dos casos e o uso de recursos críticos.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de mortalidade institucional (≥24 horas): 1,78%
Expressa o percentual de óbitos após 24 horas de internação. Deve ser analisada com ajuste de risco e comparada apenas com hospitais de perfil semelhante.
Meta: <3% (Anvisa, 2018)
Taxa de mortalidade operatória/cirúrgica (até 7 dias): 0,32%
Mede óbitos após procedimentos cirúrgicos e avalia critérios de cirurgia segura, variando conforme porte, risco e tipo de cirurgia.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de pacientes com identificação adequada: 98,88%
Indicador de segurança do paciente alinhado às metas internacionais, essencial para prevenir erros de medicação, exames, transfusões e procedimentos.
Meta: de 90% a 100%
Taxa de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos: 68,06%
Caracteriza o perfil assistencial dos hospitais e auxilia no planejamento de recursos, avaliação de produtividade e análise de risco.
Sem meta. Depende da característica do hospital
Taxa de infecção de sítio cirúrgico em cirurgia limpa: 0,53%
Indicador clássico de qualidade assistencial. Resultados abaixo de 1% são considerados de excelente desempenho.
Meta: quanto menor, melhor.
Densidade de erro na administração de medicamentos: 0,34
Expressa o número de erros por mil pacientes-dia ou mil doses administradas e avalia todas as etapas do processo medicamentoso.
Não existe um valor de referência único ou um “benchmark” nacional oficial para a densidade de erro na administração de medicamentos no Brasil
Incidência de lesão por pressão: 1,47
Mede o risco de o paciente desenvolver nova lesão por pressão durante a internação, com foco no paciente.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de lesão por pressão: 0,34%
Avalia a frequência de lesões ao longo do tempo de internação, sendo complementar à incidência.
Meta: quanto menor, melhor.
Incidência de quedas: 0,85
Indica o risco de o paciente sofrer queda durante a internação.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de quedas: 0,21%
Mede a frequência de eventos de quedas no período, complementando a análise do risco assistencial.
Meta: quanto menor, melhor.
REDE AHPACEG
GOIÂNIA
CDI Premium
Cebrom
Clínica da Imagem
Clínica São Marcelo
CRD
Hemolabor
Hospital Amparo
Hospital do Coração de Goiás
Hospital do Coração Anis Rassi
Hospital da Criança
Hospital de Acidentados
Hospital Ortopédico de Goiânia
Hospital Otorrino de Goiânia
Hospital Mater Dei
Hospital do Rim
Hospital Samaritano de Goiânia
Hospital Santa Bárbara
Hospital Santa Helena
Hospital São Francisco de Assis
Instituto de Neurologia de Goiânia
Instituto Ortopédico de Goiânia
Instituto Panamericano da Visão
Maternidade Ela
Oncovida
Ver Hospital de Olhos
ANÁPOLIS
Hospital Evangélico Goiano
APARECIDA DE GOIÂNIA
Hospital de Neurologia Santa Mônica
CALDAS NOVAS
Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida
CATALÃO
Hospital Nasr Faiad
Hospital São Nicolau
CERES
Hospital Ortopédico de Ceres
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MEDICINA S/A
Fusões e aquisições em hospitais e laboratórios tiveram alta de 37%
As empresas de hospitais e laboratórios de análises clínicas no Brasil realizaram 22 operações de fusões e aquisições. Desse total, 5 envolveram fundos de investimentos de private equity e venture capital. Trata-se de uma alta de cerca de 37% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram fechados 16 negócios. O estudo é feito trimestralmente pela KPMG com 43 setores da economia.
Com relação ao tipo de transação concretizada de janeiro a setembro de 2025, das 22, a maioria (15) foi doméstica, 4 foram realizadas por empresas estrangeiras adquirindo capital de outra estabelecida no Brasil (tipo CB1); 2 feitas por brasileiros adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no exterior (tipo CB2) e 1 realizada por empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil (tipo CB4).
“O jogo já mudou faz tempo: velocidade e escala definem quem vai liderar. O ecossistema da saúde está em ritmo acelerado e o foco em integração e inovação, já são a regra. Quem não acompanhar, ficará para trás”, aponta o sócio-líder de Healthcare & Life Sciences da KPMG no Brasil, Marcos Laredo.
Brasil: 3º trimestre teve o melhor desempenho do ano
No terceiro trimestre foram fechadas no Brasil 425 operações de fusões e aquisições (sendo 203 de private equity e venture capital). Este foi o melhor trimestre de 2025, já que nos períodos anteriores foram concretizados 330 (primeiro) e 409 (segundo) negócios.
Já no acumulado de nove meses deste ano, foram finalizadas 1.164 operações de fusões e aquisições, uma leve queda de 2,6% em relação aos mesmos meses de 2024, quando houve 1.196 transações, indicando um cenário de estabilidade. Se consideramos apenas os negócios envolvendo fundos de investimentos de private equity e venture capital, foram 566 (48,6% do total) contra 497 (41,6%), no acumulado dos respectivos períodos, um aumento de mais de 13%.
“A queda no número de fusões foi pequena e podemos considerar um cenário estável. Isso se deve ao contexto macroeconômico brasileiro que não está favorável, principalmente, relacionado à parte fiscal, assim como as taxas de juros brasileiras e mundiais. Por isso, não houve uma recuperação significativa em relação ao ano passado, apesar de o ticket médio por transação estar crescendo. Por outro lado, aumentou a participação de fundos de investimentos no total de operações concretizadas”, analisa o sócio da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra.
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O alinhamento de incentivos entre operadoras e prestadores de saúde
Muito se fala em alinhamento de incentivos entre operadoras de planos de saúde e prestadores assistenciais. A premissa é criar mecanismos que promovam eficiência, previsibilidade de custos e sustentabilidade do sistema. Na prática, porém, o setor ainda convive com um desalinhamento estrutural relevante — e seus efeitos recaem, de forma direta, sobre o beneficiário.
Nesse arranjo, o beneficiário acaba funcionando como o ponto de acomodação do conflito: quando os incentivos econômicos não se alinham entre quem paga e quem presta, é sobre o acesso, a cobertura e a experiência do paciente que o sistema se ajusta.
As alavancas econômicas de cada elo são distintas. Hospitais tendem a crescer por meio do aumento da taxa de ocupação de leitos, da maior complexidade assistencial e da elevação do custo unitário de procedimentos cirúrgicos. Laboratórios ampliam receita a partir do volume de exames e do valor unitário dos serviços. Já as operadoras dependem do controle da sinistralidade, da previsibilidade do custo médico e da disciplina econômico-financeira. Esses vetores não são naturalmente convergentes.
O limite prático dos modelos de remuneração
As tentativas de alinhamento costumam passar por modelos alternativos ao fee for service. Ainda assim, a realidade do setor mostra que esse modelo permanece predominante. Dados do Painel Econômico-Financeiro da ANS indicam que 63,66% das contas médicas ainda são remuneradas por fee for service, o que ajuda a explicar por que o incentivo a volume segue estruturalmente presente.
Essa predominância não decorre de inação isolada das operadoras, mas de um desenho histórico do setor, no qual a migração para modelos prospectivos depende de maturidade clínica, padronização de dados e governança compartilhada — condições que nem sempre estão disponíveis de forma homogênea. Em estruturas verticalizadas, parte desse efeito é amortecida. Em operadoras não verticalizadas, o alinhamento precisa ser construído por contrato, o que amplia as fricções.
Com frequência, o debate escorrega para temas operacionais: escopo de cobertura, itens fora de pacotes, intercorrências, materiais, pertinência clínica, codificação e parametrizações. Esse atrito raramente é percebido como um problema estrutural. Para o beneficiário, ele se manifesta como fricção no acesso: mais autorizações, mais negativas e maior incerteza, mesmo quando o conflito real está nos bastidores econômico-contratuais do sistema.
Resultados financeiros, prazo e o efeito do floating
Nos últimos trimestres, as operadoras vêm apresentando melhora de resultados. No primeiro semestre de 2025, o setor registrou lucro líquido de R$ 12,9 bilhões, sendo R$ 6,8 bilhões provenientes do resultado financeiro e R$ 6,3 bilhões do resultado operacional. Na prática, 52,7% do resultado líquido do período teve origem financeira.
Esse dado não indica substituição da atividade assistencial por receitas financeiras, mas reflete o impacto do ambiente macroeconômico — especialmente de juros elevados — sobre a estrutura de resultados do setor. É nesse contexto que o floating deve ser compreendido. Quando a arrecadação das mensalidades ocorre em ciclos mais curtos do que o pagamento da cadeia assistencial, parte dos recursos permanece temporariamente em caixa. Em um ambiente de juros altos, esse intervalo gera rendimento financeiro e passa a compor o resultado das operadoras.
Do lado dos prestadores, esse efeito se traduz em pressão de caixa. Como exemplo público e auditável, a Rede D’Or reportou prazo médio de recebimento de 116 dias no segundo trimestre de 2025, segundo seu relatório de fluxo de caixa gerencial. Trata-se de um dado ilustrativo, não representativo de todo o setor, mas que evidencia a assimetria estrutural entre os ciclos financeiros de pagadores e prestadores.
Downgrade de planos, cobertura e perda de alcance assistencial
O número de beneficiários segue elevado, com crescimento moderado. O movimento mais relevante, porém, está no downgrade dos planos, especialmente do ponto de vista de cobertura e desenho de rede.
Redes mais restritas reduzem o alcance de parte dos prestadores dentro do universo total de beneficiários. Hospitais e clínicas que antes acessavam uma fatia maior da população passam a disputar volume em subconjuntos menores de vidas cobertas, sobretudo em redes de maior complexidade e em determinados mercados. O efeito econômico é direto: menor previsibilidade de demanda e maior pressão competitiva.
Para o beneficiário, isso se traduz em menor liberdade de escolha, maior direcionamento e aumento da fricção no acesso — novamente como reflexo de um ajuste sistêmico que ocorre longe da sua percepção direta.
O ponto central: a qualidade da base de sinistros
O debate sobre alinhamento de incentivos costuma começar pela forma de pagamento. Mas ele deveria começar antes: pela qualidade da base de sinistros.
Uma parcela relevante do custo assistencial não está associada a cuidado necessário, mas a fraudes, abusos, desperdícios e ineficiências operacionais, além de distorções de codificação de procedimentos e do uso de tabelas próprias.
Fraudes e abusos configuram desvios evidentes. A codificação e as tabelas próprias, por sua vez, são instrumentos legítimos de precificação e gestão, amplamente utilizados no setor. O problema surge quando esses instrumentos são mal calibrados, pouco transparentes ou não padronizados, gerando distorções econômicas relevantes — ainda que sem qualquer ilicitude.
Enquanto essas distorções permanecerem na base, qualquer modelo de remuneração apenas redistribui um problema estrutural. O conflito muda de forma, mas não desaparece. Esse ponto se torna ainda mais crítico diante do crescimento das terapias e dos medicamentos de alto custo, que já pressionam naturalmente a sinistralidade. Quando esses custos se somam a uma base contaminada, a sustentabilidade de qualquer arranjo contratual fica comprometida.
Conclusão: a hierarquia correta das ações
O alinhamento de incentivos entre operadoras e prestadores não começa na negociação contratual nem na escolha do modelo de remuneração. Ele exige uma hierarquia clara de ações.
Primeiro, o saneamento da base de sinistros, com foco na redução de fraudes, abusos, desperdícios e distorções de codificação. Em seguida, a padronização e a governança do custo assistencial, criando transparência, comparabilidade e previsibilidade. Somente então faz sentido discutir modelos de remuneração e compartilhamento de risco, agora sobre uma base mais limpa.
Essa hierarquia não é simples de executar nem isenta de conflitos regulatórios e operacionais. Ainda assim, ela é condição necessária para que o setor deixe de discutir diferentes formas de pagar a mesma conta inflada. Sem isso, o beneficiário continuará sendo o elo que absorve o desalinhamento entre operadoras e prestadores.
*Vagner Fujita é CEO da id.health.
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JORNAL OPÇÃO
CRF-GO aposta em IA para reduzir erros de prescrição e melhorar o cuidado ao paciente
Tecnologia tende a fortalecer o papel clínico do farmacêutico, desde que seja utilizada de forma ética
A incorporação da inteligência artificial (IA) à rotina da indústria farmacêutica e das farmácias deve transformar a forma como medicamentos são prescritos, dispensados e acompanhados no Brasil.
A avaliação é da presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás (CRF-GO), Luciana Calil, em entrevista ao Jornal Opção. Segundo ela, a tecnologia tende a fortalecer o papel clínico do farmacêutico, desde que seja utilizada de forma ética, regulada e integrada ao conhecimento técnico.
De acordo com Luciana, um dos principais ganhos da IA está no apoio à análise de interações medicamentosas, um problema frequente na prática cotidiana.
“O farmacêutico faz um trabalho muito importante de revisar toda a farmacoterapia do paciente. Muitas vezes, ele usa medicamentos prescritos por médicos diferentes, e a IA pode ajudar a identificar interações, duplicidades e doses inadequadas”, afirmou.
Ela citou situações recorrentes em que o mesmo fármaco é consumido em dose dobrada, por erro de prescrição ou confusão entre nome comercial e princípio ativo.
“Isso já aconteceu dentro da minha casa. Um médico prescreveu pelo nome comercial, outro pelo princípio ativo, e era o mesmo medicamento. O paciente acabou tomando dose duplicada. Quem identifica isso, geralmente, é o farmacêutico”, disse.
Ferramenta de apoio, não substituição
Para a presidente do CRF-GO, a IA não substitui o profissional, mas amplia sua capacidade de análise e decisão. “A dispensação não é simplesmente pegar o medicamento na prateleira e entregar. O farmacêutico avalia se a dosagem está correta, se há erro na prescrição, se aquele medicamento pode interagir com outro, com alimentos, álcool ou tabaco”, explicou.
Segundo ela, sistemas inteligentes podem tornar esse processo mais rápido e seguro. Luciana destacou ainda o potencial da tecnologia para auxiliar na definição de horários de administração, formas corretas de armazenamento e preparo de medicamentos que exigem diluição ou conservação específica.
“Tudo isso faz parte do cuidado farmacêutico, e a IA pode contribuir muito para aumentar a precisão desse trabalho”, afirmou. Ao mesmo tempo, ela alertou para os riscos do uso indiscriminado da tecnologia.
“Hoje a gente sabe que a IA pode trazer informações incorretas. Fazemos testes simples e aparecem dados equivocados. Por isso, ela precisa ser usada como ferramenta de apoio, dentro de aplicativos e sistemas voltados para profissionais habilitados”, ponderou.
Capacitação e projetos em desenvolvimento
O CRF-GO tem apostado na discussão do tema como estratégia de capacitação da categoria. No Dia Internacional do Farmacêutico, celebrado na próxima terça-feira, 20, o conselho promove uma palestra com o tema ‘IA e o farmacêutico: uma ferramenta para mais humanização e precisão do cuidado’.
“Serão apresentados projetos em que o farmacêutico utiliza a IA para melhorar o atendimento ao paciente, inclusive na anamnese, que é aquela primeira entrevista”, afirmou Luciana.
Segundo ela, a proposta é desenvolver ferramentas digitais capazes de auxiliar o profissional na formulação das perguntas corretas, na análise clínica e na tomada de decisão. “A IA pode ajudar a montar questionários, analisar interações medicamentosas, estudar doses ideais e apoiar um atendimento mais humanizado”, explicou.
A presidente do CRF-GO ressaltou que a entidade estuda o desenvolvimento de aplicativos de uso restrito a farmacêuticos e médicos registrados, como forma de garantir segurança e responsabilidade no uso da tecnologia. “A IA não vai tirar o emprego de ninguém. Mas quem não souber usar a ferramenta pode ficar para trás”, afirmou.
Na avaliação de Luciana Calil, a incorporação da IA também dialoga com o crescimento da indústria farmacêutica no período pós-pandemia. “A indústria cresceu muito, abriu novas fronteiras e hoje demanda cada vez mais profissionais qualificados, capazes de usar tecnologia para garantir segurança, qualidade e efetividade no uso dos medicamentos”, disse.
Para o paciente, o resultado esperado é um cuidado mais seguro. “Quando bem utilizada, a IA contribui para reduzir erros de prescrição, evitar reações adversas e melhorar a qualidade de vida. É um avanço importante para a farmácia, para a medicina e para toda a área da saúde”, concluiu.
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Reforma Tributária: o que muda na prática para o setor de dispositivos médicos
Aprovada em 2025, a Reforma Tributária vai modificar a base de tributação de toda a cadeia produtiva brasileira. O setor de dispositivos médicos — que inclui equipamentos hospitalares, materiais cirúrgicos, produtos para diagnóstico, próteses, itens de reabilitação e instrumentos odontológicos e laboratoriais — está entre os setores excepcionalizados.
Hoje, essa indústria é responsável por mais de US$ 1,17 Bi em exportações anuais e reúne centenas de empresas que desenvolvem tecnologias essenciais para prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes.
“O setor de dispositivos médicos é estratégico tanto para a economia quanto para a saúde pública. Por isso, precisa de previsibilidade tributária para continuar investindo em inovação e ampliar o acesso a tecnologias médicas no país”, afirma Márcio Bósio, diretor Institucional da ABIMO – Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos.
A principal mudança é a substituição de cinco tributos — PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS — por dois novos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência estadual e municipal, e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal. O processo começa em 2026 e será gradual até 2033, com redução progressiva de ICMS e ISS e aumento proporcional do IBS.
A Lei Complementar nº 214/2025 criou ainda um regime diferenciado de alíquotas para dispositivos médicos e produtos de acessibilidade regularizados pela Anvisa. De acordo com a norma, os itens listados nos anexos IV, V, XII e XIII terão redução de 60% ou 100% das alíquotas de IBS e CBS, a depender da categoria do produto e do tipo de comprador.
Esses anexos incluem, por exemplo:
Anexo IV: monitores cardíacos, seringas, cateteres, válvulas, equipamentos de infusão e instrumentos cirúrgicos;
Anexo V: aparelhos de apoio a pessoas com deficiência, como cadeiras de rodas, próteses auditivas e órteses;
Anexo XII: dispositivos médicos e hospitalares adquiridos por hospitais públicos e entidades filantrópicas que atendem majoritariamente pelo SUS;
Anexo XIII: reagentes e equipamentos laboratoriais usados em análises clínicas e diagnósticos.
É importante destacar que o enquadramento nos regimes diferenciados depende expressamente da listagem do produto nesses anexos. Na hipótese de o dispositivo médico não constar em nenhum dos Anexos IV, V, XII ou XIII, aplicam-se integralmente as alíquotas ordinárias de IBS e CBS.
Na prática, a nova legislação começa a corrigir uma distorção que há anos penalizava a indústria nacional: hospitais públicos e entidades filantrópicas eram imunes de tributos ao importar equipamentos, mas pagavam integralmente ao comprar de fabricantes brasileiros. A partir da reforma, essas compras, em regra, passam a ter alíquota zero também para produtos nacionais listados nos anexos da lei, tornando o ambiente de concorrência mais equilibrado e incentivando a produção local.
“Esse é um avanço importante. A isonomia tributária entre o produto nacional e o importado reduz desigualdades e fortalece a cadeia produtiva de saúde no Brasil”, explica Bósio.
Com o novo modelo, as empresas precisarão se adaptar gradualmente ao longo da transição. As principais medidas incluem:
Atualizar sistemas fiscais e de ERP para atender às exigências do IBS e da CBS a partir de 2026;
Revisar políticas de precificação e contratos, considerando a nova estrutura de créditos tributários;
Acompanhar a extinção dos incentivos fiscais de ICMS, que serão reduzidos anualmente até 2033.
“Cada etapa da transição exigirá ajustes técnicos e operacionais. O desafio será implementar as mudanças sem comprometer a competitividade da indústria e o acesso da população às tecnologias de saúde”, destaca Bósio.
A ABIMO seguirá acompanhando a regulamentação dos novos impostos e mantendo diálogo com o Governo Federal e o Comitê Gestor da Reforma para garantir segurança jurídica, equilíbrio fiscal e continuidade dos investimentos no setor.
“A reforma inaugura um novo ciclo para a indústria brasileira de dispositivos médicos. Cabe às empresas se prepararem para aproveitar esse momento de transição como oportunidade de modernização e eficiência”, conclui Márcio Bósio.
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O HOJE
Sandro Mabel diz que não há abertura para diálogo com médicos em greve em Goiânia
Prefeito afirma que adesão é pequena e que prefeitura paga acima do mercado
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, afirmou nesta quarta-feira (14) que não há abertura para diálogo com os médicos que estão em greve na capital. Segundo o gestor, a justificativa é a baixa adesão ao movimento e a limitação orçamentária do município.
De acordo com Mabel, apenas 14 médicos aderiram à paralisação e a prefeitura paga cerca de 35% a mais do que o valor praticado pelo mercado. “Não temos mais dinheiro para gastar”, declarou o prefeito.
A paralisação teve início na terça-feira (13), quando profissionais da rede municipal de saúde de Goiânia entraram em greve por tempo indeterminado. O movimento reúne médicos, enfermeiros, farmacêuticos e técnicos, e começou com uma manifestação em frente ao Ciams Jardim América, às 9h. O ato marcou o primeiro dia de uma mobilização que, segundo as entidades, deve se intensificar nas próximas semanas.
Além da manifestação central, também foram registrados protestos pontuais, como o ato contra o fechamento da urgência do Cais Cândida de Morais.
A greve foi deflagrada após semanas de tensão entre as entidades representativas da saúde e a gestão municipal. Os profissionais denunciaram o que classificam como “propaganda enganosa” da prefeitura, alegando que o discurso oficial não reflete a realidade das unidades de saúde, que enfrentam falta de insumos básicos, medicamentos e problemas recorrentes de segurança.
Embora o ato tenha ganhado maior visibilidade no Jardim América, a paralisação afeta toda a rede municipal. Conforme determina a legislação e reforça o Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego), os serviços de urgência e emergência estão sendo mantidos integralmente para garantir a preservação da vida.
Em contrapartida, atendimentos ambulatoriais, consultas de rotina e procedimentos eletivos foram suspensos, comprometendo o funcionamento regular da atenção básica em diversas regiões da capital.
Segundo o Simego, a insatisfação da categoria é profunda e está relacionada a perdas salariais e condições de trabalho consideradas exaustivas. O estopim da greve teria sido o Edital de Chamamento nº 03/2025, que prevê redução de até 35% nos honorários médicos e jornadas de até 24 horas contínuas, sem descanso adequado.
A diretora do sindicato, Sheila Ferro, afirmou que, mesmo com a paralisação, há preocupação com os pacientes. “Serão feitas triagens para classificação dos atendimentos e, usando o bom senso, casos como renovação de receitas controladas serão atendidos para evitar o agravamento do quadro clínico”, explicou.
Outro ponto destacado é a adesão de diferentes categorias da saúde. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde-GO), Néia Vieira, ressaltou a participação de profissionais credenciados e servidores efetivos.
“Finalizamos agora o início do movimento grevista de todos os trabalhadores e trabalhadoras credenciados do município de Goiânia. Houve participação de todas as categorias e a luta está só começando”, afirmou.
Entramos em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para mais esclarecimentos, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos resposta. O espaço segue aberto para os devidos esclarecimentos.
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PORTAL G1
Prefeito Sandro Mabel reconhece problemas na saúde e promete novas unidades
Prefeito afirma que parte da rede não tem mais condições de reforma e diz que novos Cais e UPAs começarão a ser construídos ainda este ano.
Durante visita institucional ao Grupo Jaime Câmara nesta quarta-feira (14), o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, reconheceu problemas estruturais na rede municipal de saúde e afirmou que a gestão trabalha na construção de novas unidades para substituir prédios antigos. A declaração ocorre em meio a denúncias do Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego), que divulgou vídeos mostrando condições precárias em unidades de saúde da capital.
Em entrevista à TV Anhanguera, Mabel afirmou que a falta de medicamentos não é generalizada, mas admitiu dificuldades operacionais no funcionamento das unidades.
“O que falta muitas vezes é o medicamento para a pessoa levar embora. Foi tratado, o médico passou a receita, mas na operação do posto de saúde não tem”, disse.
Segundo o prefeito, problemas pontuais com insumos também ocorrem, mas não comprometem totalmente os atendimentos.
“É muito raro faltar agulha, seringa, essas coisas todas. Às vezes você não tem a seringa de 20 ml ou de 10 ml, mas tem uma de 30 ou de 50”, afirmou.
Estrutura antiga será substituída
Mabel reconheceu que algumas unidades de saúde da capital não têm mais condições de funcionamento adequado e que a proposta da prefeitura não é reformar os prédios mais antigos, mas substituí-los por novas estruturas.
“Essas unidades de saúde nossas não têm mais condições. Você pega um Cais de Campinas, não tem mais o que reformar aquilo lá”, declarou.
De acordo com o prefeito, a gestão municipal planeja construir oito novos CAIS e oito novas UPAs. Segundo ele, três obras devem ser iniciadas ainda este ano. "Nós vamos fazer oito Cais novos, oito UPAs novas. Vamos começar três esse ano”, afirmou.
Mabel detalhou que as primeiras unidades devem ser implantadas em regiões estratégicas da cidade. “Vamos começar a nova de Campinas, a nova da Noroeste e uma nova Oeste, que vai ficar ali na região do Vera Cruz”, disse.
Drenagem urbana e taxa do lixo
Durante a visita, o prefeito também comentou sobre os alagamentos registrados na capital e afirmou que a prefeitura deve iniciar, nas próximas semanas, a instalação de cancelas na Marginal Botafogo e na Avenida 87 como medida emergencial. Segundo ele, equipes também foram contratadas para elaborar projetos de piscinões, embora ainda não haja data definida para o início das obras.
Sobre a taxa do lixo, Mabel afirmou que a prefeitura pretende vetar a decisão da Câmara Municipal que derrubou a cobrança.
“A taxa do lixo não pode ser derrubada. É inconstitucional”, afirmou. Segundo ele, a cobrança só poderia ser retirada se fosse apresentada outra fonte de arrecadação. “Se os vereadores acharem um outro imposto para substituir a taxa do lixo, tudo bem. Mas tem que ter uma fonte”, concluiu.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 14/01/26
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Ações contra planos já são 47% dos processos na saúde; solução de conflitos é desafio
Hapvida (HAPV3) tem “vai e vem” na gestão; ação fecha em queda de mais de 8%
Ipasgo Saúde alcança nota máxima da ANS em segurança e qualidade assistencial
Prefeitura anuncia construção de nova sede para o Pronto-Socorro Psiquiátrico Wassily Chuc em Goiânia
Goiás quer ampliar notificação de potenciais doadores de córneas e fortalecer política de transplantes
Centro de Excelência em Inteligência Artificial da UFG amplia atuação e chega à Faculdade de Medicina
Ministério da Saúde amplia em 92% número de bolsas para formação de especialistas
https://medicinasa.com.br/bolsas-formacao-especialistas/
Modernizar aplicações de saúde na nuvem é imperativo para o negócio
https://medicinasa.com.br/modernizar-aplicacoes-saude/
Exame nacional da medicina é um compromisso com a vida
https://medicinasa.com.br/exame-nacional-medicina/
Verme em bebedouro e rato no corredor
INFOMONEY
Ações contra planos já são 47% dos processos na saúde; solução de conflitos é desafio
Segundo especialistas, há um crescimento da frustração do consumidor, fator que combinado com a falta de fiscalização eleva os processos
Quase metade das ações judiciais da área da saúde no Brasil já nasce de brigas entre consumidores e planos de saúde, superando em muitos estados até mesmo ações contra o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as ações contra operadoras já respondem por 47% dos processos do setor, ante 40% cinco anos atrás.
Até o fim de outubro de 2025, foram 283.531 processos contra planos, 7% acima do mesmo período de 2024. Somando as disputas contra o SUS, o total chegou a 593.007 processos em 10 primeiros meses do ano passado.
O crescimento não é homogêneo, mas chama atenção em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, onde as ações contra operadoras já ultrapassam o número de processos contra o SUS. Para especialistas ouvidos pelo InfoMoney, isso não significa melhora da saúde pública, mas sim um aumento da frustração do consumidor que paga para ter acesso mais rápido e previsível a tratamentos.
Mais beneficiários
Enquanto os processos se acumulam, as operadoras vivem em paralelo um momento bastante favorável, com aumento no número de beneficiários e dos lucros. Entre janeiro e setembro de 2025, os planos de saúde registraram lucro operacional de R$ 9,3 bilhões, um crescimento de quase 140% em relação ao mesmo período do ano anterior, o maior resultado em cinco anos.
O lucro operacional é um bom indicador do desempenho do setor porque reflete a diferença entre as mensalidades arrecadadas e as despesas assistenciais e administrativas.
Esse crescimento se deve ao aumento do número de beneficiários de planos médico-hospitalares que, em outubro de 2025, que atingiu 53,3 milhões, com crescimento mensal líquido de 181.220 vínculos, segundo dados da Agência Nacional de Saúde (ANS). Os planos exclusivamente odontológicos também avançaram, somando 35,1 milhões de beneficiários, 320 mil a mais que no mês anterior.
Dessa forma, hoje, 24,8% da população brasileira já possui algum tipo de plano privado.
Para os especialistas, esse descompasso entre o crescimento de clientes e dos ganhos com o aumento da judicialização reforça a visão dos especialistas de que parte relevante dos conflitos poderia ser evitada antes mesmo de chegar ao Judiciário, se houvesse mecanismos administrativos mais efetivos.
Negativas e falha regulatória
Entre as principais reclamações está o não atendimento de solicitações de tratamentos. O advogado Columbano Feijó, especializado em direito da saúde suplementar, diz que o aumento das ações está diretamente ligado às negativas de cobertura e à dificuldade do sistema regulatório em acompanhar a evolução da medicina.
Segundo ele, os planos continuam utilizando o argumento do rol de procedimentos como subterfúgio para negar tratamentos, mesmo após mudanças legais que afastaram a ideia de rol taxativo. “A medicina evolui todos os dias, mas os planos tentam congelar a cobertura e a agência reguladora — que deveria acompanhar essa dinâmica e fiscalizar com mais rigor — não o faz da forma que deveria. Assim, a única saída é apelar para o Judiciário, que precisa resolver o que poderia ser feito administrativamente, se a lei fosse cumprida”, diz.
O advogado Leo Rosenbaum vê o cenário como uma crise de confiança entre beneficiários e operadoras. “O crescimento das ações é reflexo das recusas de tratamentos prescritos por médicos, além de reajustes considerados abusivos e entraves à portabilidade de carências”.
Ele destaca que os canais administrativos nem sempre oferecem solução eficaz, o que empurra o consumidor para pedidos liminares, especialmente em casos de urgência. Para Rosenbaum, o argumento de que a judicialização desequilibra financeiramente o setor não se sustenta, porque mesmo com os custos judiciais os lucros continuam crescendo.
Papel do Judiciário
Para a advogada Daniela Poli Vlavianos, o alto percentual de processos contra planos revela uma mudança estrutural. “O Judiciário deixou de ser exceção e passou a atuar como instância ordinária de execução do contrato de plano de saúde”, diz taxativa.
Segundo ela, a judicialização não decorre apenas de procedimentos caros, mas da combinação entre negativas, demora nas autorizações, restrição de rede e falhas nos canais administrativos. “Diante do risco à saúde, recorrer à Justiça se torna uma decisão racional para o consumidor.”
Vlavianos também alerta que a instabilidade regulatória e as mudanças de entendimento sobre cobertura ampliam a insegurança jurídica, incentivando o ajuizamento de ações com pedidos urgentes. “Quando não há previsibilidade, o Judiciário vira o único caminho confiável para garantir o tratamento”, afirma.
O que dizem as operadoras
A FenaSaúde, entidade que representa as operadoras, afirma que não há estratégia deliberada de negar coberturas e defende o fortalecimento das soluções administrativas, como SAC, ouvidorias e mecanismos de mediação. A entidade sustenta que a judicialização cresceu após mudanças regulatórias que ampliaram coberturas obrigatórias. E diz que as despesas judiciais acumuladas nos últimos anos representam recursos que poderiam ser destinados à melhoria do atendimento.
De 2019 até o terceiro trimestre de 2025 as despesas judiciais das operadoras atingiram a marca de R$ 18 bilhões
Em nota, a entidade informa que o sistema hoje “é muito complexo e que movimenta R$ 256,8 bilhões em despesas assistenciais, desempenhando papel fundamental no alívio da demanda sobre o SUS contribuindo para a ampliação do acesso à saúde no país e financiando grande parte do sistema privado de saúde.”
A Fenasaúde frisa que ainda há outro instrumento importante antes do Judiciário, que é a Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), que tenta solucionar conflitos. “Todas as operadoras estão investindo e aprimorando seus canais de comunicação com os beneficiários para reduzir a litigância de forma administrativa.”
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Hapvida (HAPV3) tem “vai e vem” na gestão; ação fecha em queda de mais de 8%
A Hapvida (HAPV3) confirmou que Alain Benvenuti, que havia renunciado ao cargo de COO há três semanas, assumirá a vice-presidência comercial da companhia.
Benvenuti, que era um dos cotados à sucessão de Jorge Pinheiro na presidência da companhia, tem mais de 25 anos de experiência corporativa, majoritariamente em funções comerciais. Em dezembro, a empresa anunciou Luccas Adib como novo CEO e a saída de Benvenuti do cargo de Vice-presidente de operações (COO), função que passou a ser ocupada por Cidéria Costa.
A mudança ocorre após a saída de Rafael Andrade da vice-presidência comercial em outubro, posição que vinha sendo ocupada por Jaqueline Sena, que seguirá como VP da área odontológica.
O Bradesco BBI considera a notícia de impacto misto, dado o vai e vem recente na estrutura de gestão. “Por outro lado, a volta de Benvenuti deve contribuir para uma transição mais suave e reforçar a estratégia de retomada na área comercial, trazendo credenciais sólidas para impulsionar resultados”, destaca o BBI.
As ações da operadora de saúde fecharam com forte recuo de 8,39%, cotadas a R$ 13,98, com as suas últimas sessões marcadas por forte volatilidade do mercado.
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JORNAL OPÇÃO
jan
2026
22:36:13
NOTÍCIAS
Ipasgo Saúde alcança nota máxima da ANS em segurança e qualidade assistencial
Avaliação é referente ao terceiro trimestre de 2025
O Ipasgo Saúde consolidou sua posição de destaque no cenário nacional ao ser classificado na Faixa 1, o nível de excelência máxima, no Mapeamento do Risco Assistencial referente ao terceiro trimestre de 2025. O resultado preliminar foi divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e coloca a instituição no grupo seleto de operadoras com o menor índice de risco para o beneficiário.
Essa classificação significa que o Ipasgo Saúde apresenta condições ideais para garantir um atendimento seguro, organizado e contínuo. Na prática, a Nota 1 atesta que a operadora possui equilíbrio entre sua gestão financeira e a entrega de serviços médicos, cumprindo rigorosamente os indicadores assistenciais e atuariais previstos na Resolução Normativa nº 479/2022.
O que é o Risco Assistencial?
Para o beneficiário, o mapeamento funciona como um certificado de segurança. Sendo assim, segundo o Ipasgo, “enquanto o mercado de saúde suplementar enfrenta desafios globais de sustentabilidade, a nota máxima da instituição traduz a tranquilidade de que o plano possui gestão eficiente para garantir consultas, exames e internações sempre que necessário, sem riscos de interrupção no atendimento”.
Para o presidente do Ipasgo Saúde, Bruno D’Abadia, o resultado reafirma o compromisso com a eficiência. “Este reconhecimento da agência reguladora é a prova de que o beneficiário está vinculado a uma operadora que atua de forma responsável e moderna. Estar na Faixa 1 demonstra que nosso foco está na proteção da saúde e no bem-estar de quem confia em nosso trabalho”, afirmou.
Monitoramento e Transparência
O acompanhamento da ANS é realizado periodicamente, utilizando dados de atendimento e equilíbrio atuarial. O desempenho do Ipasgo Saúde neste ciclo destaca a evolução da instituição em comparação à média do setor, garantindo transparência e previsibilidade para seus mais de 585 mil usuários.
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NOTÍCIAS
Prefeitura anuncia construção de nova sede para o Pronto-Socorro Psiquiátrico Wassily Chuc em Goiânia
Estrutura atual não possui alvará de funcionamento
Uma audiência realizada na última semana entre o Ministério Público de Goiás (MPGO) e representantes do município de Goiânia resultou em novas deliberações relacionadas à resolução dos problemas estruturais do Pronto-Socorro Psiquiátrico Professor Wassily Chuc.
O encontro foi articulado no âmbito da ação judicial proposta pelo MPGO, visando garantir a correção das irregularidades emergenciais na unidade de saúde que colocam em risco a segurança e integridade tanto dos pacientes do Wassily Chuc quanto de suas servidoras e servidores. Decisão judicial nesta ação deu prazo de 30 dias para que o município de Goiânia promovesse as adequações necessárias indicadas em relatório técnico.
A reunião mostrou-se necessária porque surgiram alguns problemas relacionados ao plano original de reforma da unidade. O município identificou erros no decreto que tratava da desapropriação dos imóveis onde funciona o pronto-socorro, além de questões envolvendo a titularidade dos terrenos e processos de recuperação judicial.
Diante disso, foi apresentada uma alternativa: construir uma nova unidade de saúde mental em um terreno que já pertence ao município, anexo a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que será edificada no Distrito Sudoeste. O projeto prevê estrutura moderna, de fácil acesso, com funcionamento semelhante ao de uma UPA, acrescida de ala especializada em atendimento psiquiátrico, ampliação de leitos e atendimento multiprofissional.
Na ocasião, o MPGO, por meio do Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica (Compor), que auxiliou na mediação da audiência, manifestou concordância com a solução, formalizando o aceite por meio de uma ata de reunião autocompositiva estrutural. Ficou definido que o município terá 60 dias para apresentar um estudo técnico comparativo detalhado, indicando, de forma fundamentada, o motivo pelo qual a opção por uma nova construção é a mais adequada em relação à reforma do prédio atual.
Problemas estruturais existem desde 2014
Como destacado pelo MPGO na ação judicial, o pronto-socorro enfrenta problemas estruturais desde 2014, quando ainda funcionava em outro endereço. Mesmo após a mudança de sede em 2018, as dificuldades persistiram, agravadas pela falta de manutenção durante a pandemia. Atualmente, a unidade não possui alvará de funcionamento da Vigilância Sanitária nem do Corpo de Bombeiros, o que representa riscos graves.
Ao longo dos anos, o MPGO acompanhou de perto a situação e buscou soluções negociadas para resolver a questão. Contudo, diante do agravamento das condições estruturais da unidade, a alternativa foi a propositura da ação estrutural para correção das irregularidades, que resultou na decisão judicial dando prazo ao Município para as adequações. No âmbito dessa ação, em articulação feita pelo MPGO, foi realizada a destinação, pelo Ministério Público do Trabalho, de R$ 4 milhões para utilização na reforma ou construção de outra unidade. O valor será liberado apenas mediante a comprovação da efetiva aplicação na reestruturação do pronto-socorro, conforme projeto aprovado, cronograma e efetiva execução.
O Wassily Chuc é a principal referência para atendimento de urgência em saúde mental em Goiânia e em todo o Estado de Goiás, atendendo pacientes em crise psiquiátrica. No documento da reunião, foi ressaltado que a mudança de estratégia para a correção dos problemas não elimina a responsabilidade do poder público de oferecer uma unidade de urgência psiquiátrica regular, segura, humanizada e compatível com a política pública de saúde mental, dentro de um prazo razoável.
Periodicamente, serão realizadas audiências intermediadas pelo Compor para acompanhamento das etapas de execução da obra do pronto-socorro.
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Goiás quer ampliar notificação de potenciais doadores de córneas e fortalecer política de transplantes
Secretaria de Saúde abriu inscrições para contratar solução inovadora na área
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), abriu, nesta terça-feira (13/1), inscrições para envio de propostas para Contratação Pública de Solução Inovadora (CPSI) com o objetivo de desenvolver e testar, em ambiente real, uma tecnologia capaz de automatizar e acelerar a notificação de óbitos por parada cardiorrespiratória (PCR) com potencial para doação de córneas. A medida busca reduzir perdas de oportunidades de doação e fortalecer a política de transplantes, uma vez que mais de 1,8 mil pessoas aguardam por quase dois anos para transplante de córnea.
A chamada integra o programa GovTech, uma jornada de inovação aberta direcionada a startups, empresas, Instituições Científicas e Tecnológicas e pessoas inovadoras interessadas em desenvolver soluções dentro de órgãos do governo estadual. O programa é uma iniciativa das secretarias de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da Administração (Sead), com o Hub Goiás, o primeiro Centro de Excelência em Empreendedorismo Inovador do Estado, equipamento público estadual gerido pelo Porto Digital. “Nossa expectativa é que a solução também contribua para liberar os fiscais para atividades mais estratégicas, fortalecendo a atuação do Estado na gestão contratual”, especifica o secretário da Administração, Alan Tavares.
As propostas devem ser apresentadas exclusivamente pelo site hubgoias.org/govtech-2 até o dia 26 de janeiro. “A expectativa é que essa solução inovadora traga mais agilidade e precisão à notificação dos óbitos com potencial para doação de córneas. Com o uso da tecnologia, queremos ampliar as oportunidades de captação e diminuir o tempo de espera dos pacientes que aguardam na fila, fortalecendo a política de transplantes em Goiás”, destaca a gerente de Transplantes da SES, Katiuscia Freitas.
Govtech
A licitação prevê a celebração de um Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI), modelo que permite à administração pública adquirir soluções inovadoras, promovendo testes, validação e escalabilidade das tecnologias desenvolvidas, com orçamento estimado de até R$ 1,6 milhão, destinado a todas as fases do projeto — da concepção e desenvolvimento à implementação e avaliação.
Podem submeter propostas pessoas físicas ou jurídicas, brasileiras ou estrangeiras, inclusive em consórcio, desde que atendam às condições do edital. Além da chance de contratação e do teste em ambiente real de governo, o GovTech destaca conexão com tomadores de decisão, gestores públicos, apoio técnico para apoiar o desenvolvimento da solução e ampliação de oportunidades e parcerias através da presença no setor público.
O Programa GovTech é uma jornada de inovação aberta que conecta o poder público a startups, empresas de tecnologia, ICTs e pessoas inovadoras interessadas em desenvolver e testar soluções dentro das secretarias do Governo de Goiás. Serão lançados seis editais, cada um com um desafio específico nas áreas de saúde, economia, administração, meio ambiente, governo, e ciência, tecnologia e inovação.
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JORNAL OPÇÃO
Centro de Excelência em Inteligência Artificial da UFG amplia atuação e chega à Faculdade de Medicina
O CEIA nasceu a partir de um aporte de R$ 12 milhões do Estado à UFG
O Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA) da Universidade Federal de Goiás (UFG) passou a atuar também na Faculdade de Medicina da instituição. A iniciativa marca a incorporação de projetos e pesquisas em inteligência artificial ao ambiente acadêmico da área da saúde, com foco em ensino, pesquisa e desenvolvimento de soluções aplicadas à medicina.
O CEIA foi criado a partir de um aporte de R$ 12 milhões do Governo de Goiás à UFG, condicionado à implantação de um curso superior em inteligência artificial e à captação de recursos para projetos. Desde então, o curso se tornou o mais concorrido da universidade, superando medicina nos últimos anos, e o centro já captou mais de US$ 500 milhões para o desenvolvimento de iniciativas em diferentes áreas. Com a expansão, parte dessa estrutura passa a atender diretamente demandas da Faculdade de Medicina.
Durante o evento que marcou a chegada do CEIA à Faculdade de Medicina, a reitora da UFG, Sandra Mara, destacou o significado institucional da iniciativa. “A inauguração do CEIA na área da saúde é um passo extremamente importante para a medicina. Hoje, a inteligência artificial ocupa um lugar central no contexto mundial, no contexto nacional e, naturalmente, dentro da UFG”, afirmou.
Segundo ela, o impacto será direto na formação acadêmica. “Esse é o primeiro passo de algo que tende a crescer e a ter um papel fundamental na formação dos nossos estudantes de graduação, pós-graduação, professores e técnicos administrativos”, disse, ao reforçar que a gestão da universidade estará à disposição para fortalecer o projeto.
O diretor do CEIA, Anderson Soares, ressaltou que a inteligência artificial precisa ser compreendida como uma tecnologia transversal. “A tecnologia nunca é um fim em si mesma. Ela sempre é destinada a algum campo de aplicação, como a saúde ou a comunicação”, afirmou.
Para ele, a chegada do CEIA à Faculdade de Medicina abre uma “grande janela de oportunidades”. “Ações como essa são fundamentais para transformar conhecimento em soluções efetivas, seja em produtos, seja em serviços, dentro do cotidiano da sociedade”, destacou. Anderson lembrou ainda que o CEIA é hoje o maior centro de pesquisa aplicada em inteligência artificial do país, o que reforça o papel estratégico da UFG no cenário nacional.
Ex-reitora da universidade, Angelita Pereira de Lima enfatizou que a implantação do núcleo de inteligência artificial na Faculdade de Medicina simboliza a capacidade da instituição de integrar suas estruturas em benefício da sociedade. “É a demonstração efetiva de que a universidade pode colocar todas as suas competências e conhecimentos em benefício da sua atividade mais nobre, que é a formação de pessoas”, afirmou.
Ela afirma que o avanço é resultado de um trabalho contínuo e de longo prazo. “As instituições só chegam a esse ponto quando há continuidade. A ciência é assim: acumula, propõe e segue criando soluções para a humanidade, independentemente das gestões”, disse.
Representando o Governo de Goiás, o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, destacou a importância da parceria entre universidade e Estado. “O CEIA começou em 2019, quando quase não se falava em inteligência artificial, por iniciativa do governador Ronaldo Caiado.
Hoje, ver essa estrutura chegando à área da saúde mostra que o projeto amadureceu e está gerando retorno para a sociedade”, afirmou. Ele explica que o governo seguirá disponível para ampliar a cooperação. “O nosso objetivo é transformar conhecimento em benefício direto para a população goiana e brasileira”, completou.
À frente do CEIA-Saúde da Faculdade de Medicina, Fabiano Inácio de Souza ressaltou que a iniciativa é resultado de um processo construído ao longo dos últimos anos. “O CEIA-Saúde nasce de uma ideia que começou pequena, ainda sem esse nome, e foi ganhando corpo dentro da Faculdade de Medicina, com projetos em inteligência artificial, telemedicina, robótica e inovação”, explicou.
Ele lembrou a criação da Liga Acadêmica de Inteligência Artificial e a realização de eventos voltados exclusivamente a médicos. “Em vez de fugir da inteligência artificial, escolhemos abraçá-la e entender como ela pode apoiar a prática médica”, afirmou.
Fabiano destacou ainda que a tecnologia não substitui o trabalho humano, mas amplia capacidades. “A inteligência artificial organiza dados de forma rápida, mas quem raciocina é o cérebro humano. O desafio é usar essa ferramenta para melhorar diagnósticos, tratamentos e a qualidade de vida das pessoas”, disse.
Com a ampliação do CEIA para a área da saúde, a expectativa da UFG é consolidar Goiás como referência nacional em inteligência artificial aplicada à medicina. A integração entre universidade, governo e pesquisadores deve resultar em novos projetos, parcerias e soluções inovadoras, reforçando o papel da universidade pública como polo de produção de conhecimento e inovação com impacto social.
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MEDICINA S/A
Ministério da Saúde amplia em 92% número de bolsas para formação de especialistas
O Ministério da Saúde inicia 2026 com um salto na formação de especialistas. O governo federal aumentou em 92% o número de novas bolsas concedidas para programas de residência em saúde. A iniciativa dialoga diretamente com o Agora tem Especialistas (ATE), que tem por objetivo ampliar o acesso à saúde especializada para reduzir o tempo de espera por atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS).
Em 2026, a pasta vai financiar 3.483 novas bolsas, enquanto em 2025 foram concedidas 1.813 bolsas – um aumento de 92%. O montante consolida o Ministério da Saúde como o principal financiador de bolsas de residência em saúde no Brasil. A iniciativa, por meio do programa Pró-Residências, resulta no fortalecimento da formação de especialistas e da assistência à população em regiões prioritárias do país por meio de ações como o ATE.
A ampliação decorre da publicação das portarias de resultado da seleção de programas de residência médica e de residência em área profissional da saúde, no âmbito do Pró-Residências (Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas e Programa Nacional de Bolsas para Residências Multiprofissionais e em Área Profissional da Saúde).
Residência médica
Foram concedidas 2.483 novas bolsas de Residência Médica, distribuídas em 1.130 programas, contemplando 110 especialidades, áreas de atuação e anos adicionais. Os programas foram homologados pela Portaria nº 167, de 22 de dezembro de 2025, e pela Portaria SGTES/MS nº 174, de 7 de janeiro de 2026.
Residência em área profissional da saúde
No âmbito das residências em área profissional da saúde, foram concedidas 1.000 novas bolsas, em 169 programas, sendo 27 áreas de especialização. Dentre eles, 60 programas estão localizados em estados da Amazônia Legal, correspondendo a 389 bolsas. Os programas foram homologados na Portaria nº 180, de 9 de janeiro de 2026.
Formação de especialistas para o SUS
O Pró-Residências considera as necessidades do SUS, incentivando a formação de especialistas em saúde nas regiões prioritárias. A iniciativa amplia a oferta de assistência nos serviços de saúde e contribui para a qualificação do cuidado prestado aos usuários do SUS.
As residências em saúde são reconhecidas como o padrão de excelência da pós-graduação em saúde e desempenham papel estratégico na organização do Sistema Único de Saúde. Ao ampliar o financiamento de bolsas para programas credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e pela Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS), o governo federal reforça seu compromisso com a ordenação da formação e com a redução das desigualdades regionais na oferta de especialistas, em conformidade com a Política Nacional de Residências em Saúde.
Cadastro dos residentes
O cadastro dos residentes contemplados com bolsas do Pró-Residências deve ser realizado pelos coordenadores das Comissões de Residência Médica (COREME) e das Comissões de Residência em Área Profissional da Saúde (COREMU) no SIG-Residências, a partir de fevereiro de 2026.
O gerenciamento das bolsas financiadas pelo Ministério da Saúde é realizado por meio do Sistema de Informações Gerenciais do Pró-Residências (SIG-Residências).
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Modernizar aplicações de saúde na nuvem é imperativo para o negócio
A modernização de aplicações no setor de saúde não é apenas uma iniciativa de tecnologia. Hoje, essa é uma decisão estratégica que influencia diretamente na continuidade do atendimento, na proteção dos dados dos pacientes e na conformidade com as regulamentações do setor, que estão cada vez mais rigorosas.
Hospitais, clínicas e laboratórios estão avançando rapidamente na adoção da nuvem para sustentar a telemedicina, prontuários eletrônicos, dispositivos médicos conectados e iniciativas de analytics. Diante desse cenário, o desafio para líderes de tecnologia e negócio, é claro: como acelerar essa modernização mantendo controle, previsibilidade e confiança? Uma vez que esse movimento é necessário e sem volta.
A nuvem oferece escala, agilidade e elasticidade, mas no setor de saúde ela também amplia a complexidade operacional. Ambientes híbridos e multicloud passam a coexistir com sistemas legados, aplicações críticas e dispositivos médicos conectados, todos lidando com dados altamente sensíveis.
Para os decisores, os principais desafios envolvem: fazer a blindagem de dados sensíveis, informações clínicas e dados pessoais dos pacientes, garantindo a integridade do prontuário nos múltiplos ambientes; conformidade regulatória global para atender a requisitos rigorosos como LGPD, HIPAA e GDPR, mitigando riscos legais, especialmente em cenários de dados transfronteiriços; disponibilidade contínua para assegurar a resiliência de sistemas críticos, onde a latência ou a inatividade impactam diretamente o atendimento assistencial; governança unificada, mantendo a visibilidade total em ambientes distribuídos para evitar pontos cegos na gestão; e, por fim, evitar decisões pontuais, a exemplo da adoção de soluções departamentais sem integração (Shadow IT) ou de migrações aceleradas sem refatoração, que geram silos de informações, custos operacionais imprevisíveis e falhas de segurança a longo prazo.
Ao analisar esses desafios, é nítido que, sem uma abordagem estruturada, a modernização pode gerar fragmentação, retrabalho e exposição aos riscos cibernéticos. Ou seja, para os líderes da saúde, a definição de uma arquitetura sólida vai muito além de uma questão técnica. Ela funciona como um instrumento de governança e tomada de decisão, permitindo alinhar modernização, segurança e compliance desde o início.
Uma arquitetura bem definida permite:
Padronizar controles de segurança entre data center e nuvem;
Reduzir incertezas durante migrações e modernizações;
Facilitar auditorias e processos regulatórios;
Criar uma base segura para uma expansão futura.
Essa abordagem permite que a modernização deixe de ser reativa e passe a seguir um modelo previsível e sustentável. A arquitetura de nuvem voltada para a indústria da saúde prioriza a proteção das aplicações, dos dados e conectividade de forma integrada, desde a borda até a nuvem.
Nesse sentido, é preciso olhar para um modelo que considere: (a) um firewall de próxima geração virtual nos principais provedores de nuvem, isso garante conectividade segura com criptografia de dados em trânsito (VPN), segmentação de redes e proteção avançada de tráfego entre ambientes on-premises, híbridos e multicloud; (b) uma plataforma de proteção de API e aplicação web em nuvem que protege aplicações clínicas, portais de telemedicina e APIs contra ameaças, vulnerabilidades e ataques direcionados; (c) solução de CNAPP para oferecer visibilidade contínua da postura de segurança em cloud, cobrindo workloads, identidades, configurações e pipelines ao longo de todo o ciclo de vida das aplicações; e (d) um serviço de consultoria em Cloud, que garante a adoção de cloud seguindo as melhores práticas de segurança de acordo com os serviços utilizados e estrutura escolhida.
É com esta combinação que uma estrutura de TI voltada para a saúde pode avançar na modernização mantendo consistência de segurança, visibilidade e controle, independentemente do provedor de nuvem escolhido. O foco deve estar em reduzir riscos, acelerar decisões e garantir que a modernização aconteça de forma estruturada e segura.
Ao modernizar aplicações em nuvem com uma abordagem estruturada e suporte especializado, organizações de saúde obtêm maior previsibilidade em iniciativas de modernização, reduzem riscos operacionais e cibernéticos, alcançam conformidade regulatória incorporada desde o início, conquistam uma base segura para expandir a telemedicina, IoMT e analytics, além, claro, da confiança necessária para escalar ambientes híbridos e multicloud.
Esses são benefícios que permitem que os líderes foquem no que é mais importante: a inovação, eficiência operacional e qualidade no atendimento ao paciente.
*Thiago Pontes é arquiteto de Soluções Cloud da Fortinet Brasil.
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Exame nacional da medicina é um compromisso com a vida
O Brasil assiste, em ritmo vertiginoso, a uma verdadeira explosão de faculdades de medicina. Mais de 50 mil novos médicos recebem diploma a cada ano, mas a pergunta que se impõe é inevitável: estamos formando profissionais preparados para cuidar da população ou apenas inflando estatísticas com títulos acadêmicos?
Dados da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelam a dimensão do fenômeno: em apenas uma década, o número de escolas médicas saltou de 252 para 505. Com isso, o país tornou-se o segundo do mundo em número absoluto de cursos, atrás apenas da Índia. E, proporcionalmente à população, já ultrapassamos os indianos — um sinal claro de que não se trata de crescimento pontual, mas de uma transformação estrutural que merece ser debatida com seriedade.
O crescimento das vagas de medicina, impulsionado pela interiorização e pelo setor privado (responsável por cerca de 77% das vagas), ampliou o acesso e diversificou o perfil dos estudantes, mas trouxe desafios importantes: cerca de 6.500 vagas foram criadas em cidades com menos de 100 mil habitantes, muitas sem infraestrutura adequada para a formação prática. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), 78% dessas cidades não atendem aos requisitos mínimos de estrutura, 62% não têm hospital de ensino e 35% carecem de equipes de saúde da família suficientes, comprometendo a vivência clínica supervisionada dos futuros médicos e a qualidade do atendimento.
As consequências são graves. Médicos recém-formados chegam ao mercado com experiência prática insuficiente, formação deficiente e, muitas vezes, sem supervisão adequada de especialistas. Esse cenário coloca em risco a saúde da população e fragiliza a confiança na relação médico-paciente.
Solução
O Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed) surge como resposta institucional à crise da formação médica no Brasil, tornando-se obrigatório para obtenção do registro profissional no Conselho Federal de Medicina, conforme o Projeto de Lei nº 2.294/2024 aprovado no Senado. Aplicado semestralmente pelo CFM, o exame se propõe a avaliar conhecimentos teóricos, habilidades clínicas e conduta ética, seguindo as Diretrizes Curriculares Nacionais. A obrigatoriedade será válida apenas para estudantes que ingressarem após a promulgação da lei, resguardando direitos adquiridos.
No debate sobre avaliação da formação médica, o Profimed é defendido como certificação individual, enquanto o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) se volta à avaliação institucional e pedagógica. Embora o modelo híbrido tenha sido alvo de críticas por possível duplicidade e burocracia, chegou-se a um consenso: o Profimed certifica a proficiência individual para registro, e o Enamed monitora o desempenho institucional, contribuindo para a melhoria dos cursos e evitando sobreposição de funções.
Com esta perspectiva, o Profimed se consolida como um verdadeiro divisor de águas. Seu propósito é assegurar que apenas profissionais devidamente preparados — em conhecimento, prática clínica e ética — tenham acesso ao mercado, elevando o padrão da saúde e fortalecendo a confiança da sociedade.
Responsabilidade compartilhada
O debate sobre a formação médica precisa ser ampliado e envolver instituições de ensino, órgãos reguladores, profissionais de saúde, estudantes e sociedade. É essencial investir em políticas públicas que fortaleçam a qualificação docente, ampliem a infraestrutura hospitalar e integrem ensino e prática clínica. Um sistema robusto de fiscalização das escolas médicas, aliado a instrumentos como Enamed e Profimed, pode criar um ambiente mais transparente e orientado para a excelência.
A responsabilidade pela qualidade da formação não deve recair apenas sobre o aluno. Instituições, governo e sociedade precisam compartilhar esse compromisso para garantir que cada novo médico esteja preparado para exercer uma medicina ética, humanizada e tecnicamente competente.
O exame deve integrar um sistema abrangente de avaliação, que contemple estágios supervisionados de qualidade, avaliações práticas e, sobretudo, a responsabilização das instituições que não oferecem ensino compatível.
Compromisso com a vida
Defender o Profimed é defender a vida, a ética e a qualidade. Mas é preciso ir além: exigir responsabilidade compartilhada, investimentos estruturantes e fiscalização rigorosa. Só assim o exame se tornará um verdadeiro símbolo de confiança e excelência para toda a sociedade.
Ética, qualidade assistencial e segurança do paciente são valores inegociáveis. A formação médica sem requisitos mínimos compromete vidas, e o exame é uma resposta necessária a esse desafio.
*Luciana Shimizu Morya é fundadora da plataforma INKI.
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TV ANHANGUERA
Verme em bebedouro e rato no corredor
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 13/01/26
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Ahpaceg divulga indicadores assistenciais dos hospitais associados
https://medicinasa.com.br/ahpaceg-indicadores/
Por que o compliance é um ativo estratégico na saúde brasileira
https://medicinasa.com.br/compliance-ativo-estrategico/
Riscos psicossociais na NR-1: um passo necessário e ainda distante
https://medicinasa.com.br/riscos-psicossociais-nr-1/
Saúde 5.0 e o desafio de humanizar a tecnologia
https://medicinasa.com.br/saude-5-0-desafio/
Simego anuncia paralisação e manifestação de médicos credenciados à SMS de Goiânia
Sindsaúde convoca para manifestação contra fechamento da urgência do Cais Cândida de Morais em Goiânia
Goiás implanta rodízio entre hospitais de urgência para combater superlotação
https://www.youtube.com/watch?v=-H5L4jr_BRk
Goiás registra mais de 16 mil eventos adversos na saúde em 2025 e entra em alerta nacional
https://ohoje.com/2026/01/12/estado-registra-mais-de-16-mil-adversos/
MEDICINA S/A
Ahpaceg divulga indicadores assistenciais dos hospitais associados
A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) tornou públicos os primeiros indicadores assistenciais e operacionais consolidados de seus hospitais associados. A divulgação marca o início do projeto Indicadores Ahpaceg, uma iniciativa inédita no setor privado goiano que passa a oferecer à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações objetivas sobre qualidade, segurança e eficiência da assistência hospitalar.
O projeto conta com apoio técnico da NCI Innova, empresa de transformação digital com atuação no segmento hospitalar, e nasce de uma pergunta central que acompanha a Ahpaceg desde sua criação, em 2003: como medir, de forma objetiva e comparável, a segurança do paciente e a qualidade do cuidado prestado?
Diante dessa necessidade, foi consolidada a parceria entre a Ahpaceg e a NCI Innova com vistas a reunir os dados assistenciais, de recursos humanos e financeiros dos hospitais e clínicas associados. Os índices divulgados são referentes ao segundo semestre de 2025 e trazem a média das instituições associadas participantes do projeto.
A partir de 2026, o projeto será ampliado com a inclusão dos indicadores das áreas de farmácia, nutrição, oftalmologia e segurança e qualidade em pronto-socorro da rede associada.
O presidente da Associação, Renato Daher, destaca que a divulgação trimestral dos indicadores permitirá a construção de uma série histórica consistente, capaz de apoiar análises, comparações e decisões na área da saúde.
“Nosso objetivo também é oferecer informações claras para que a população possa escolher, de forma consciente, onde deseja ser atendida com qualidade e segurança”, afirma.
Benefícios
Além de oferecer um referencial inédito aos usuários e compradores de serviços de saúde, como planos e operadoras, a divulgação sistemática dos indicadores traz ganhos diretos para os próprios hospitais. Entre eles estão maior transparência e prestação de contas, estímulo à melhoria contínua da qualidade e da segurança do paciente, benchmarking e aprendizado coletivo entre instituições, fortalecimento da credibilidade institucional e apoio à tomada de decisão e à formulação de políticas de saúde.
O monitoramento dos indicadores também contribui para o atendimento a exigências regulatórias e processos de acreditação, valoriza o papel da alta complexidade no sistema de saúde e estimula uma cultura de dados e de responsabilidade clínica.
Indicadores da Rede AHPACEG
Os dados/metas usados como referência são da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) – 2017.
Taxa de Ocupação: 78%
Indica a utilização dos leitos operacionais proporcionando uma gestão eficiente do hospital.
Meta: 80% a 85%
Média de permanência hospitalar (MP): 2,64 dias
Indica o tempo médio de internação dos pacientes. Quanto menor a permanência, maior tende a ser a eficiência no uso dos leitos, desde que mantida a qualidade assistencial.
Meta: 5,3 dias
Índice de giro de leitos (IGL): 6,41
Mede quantas internações ocorrem em um mesmo leito ao longo do período. Está diretamente relacionado à média de permanência: internações mais curtas aumentam o giro, enquanto permanências mais longas reduzem a rotatividade.
Média de permanência na UTI adulto: 6,88 dias
Reflete o tempo médio de internação em terapia intensiva. Em hospitais de alta complexidade, a variação é esperada conforme a gravidade dos casos, o perfil clínico dos pacientes e os protocolos assistenciais.
Meta: até 5 dias
Taxa de conversão do pronto-socorro para enfermaria/apartamento: 8,41%
Mostra a proporção de atendimentos no pronto-socorro que evoluem para internação em leitos clínicos, ajudando a compreender o perfil assistencial e a eficiência do fluxo.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de conversão do pronto-socorro para UTI: 1,69%
Indica a parcela de pacientes atendidos no pronto-socorro que necessitam de terapia intensiva, refletindo a gravidade dos casos e o uso de recursos críticos.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de mortalidade institucional (≥24 horas): 1,78%
Expressa o percentual de óbitos após 24 horas de internação. Deve ser analisada com ajuste de risco e comparada apenas com hospitais de perfil semelhante.
Meta: <3% (Anvisa, 2018)
Taxa de mortalidade operatória/cirúrgica (até 7 dias): 0,32%
Mede óbitos após procedimentos cirúrgicos e avalia critérios de cirurgia segura, variando conforme porte, risco e tipo de cirurgia.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de pacientes com identificação adequada: 98,88%
Indicador de segurança do paciente alinhado às metas internacionais, essencial para prevenir erros de medicação, exames, transfusões e procedimentos.
Meta: de 90% a 100%
Taxa de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos: 68,06%
Caracteriza o perfil assistencial dos hospitais e auxilia no planejamento de recursos, avaliação de produtividade e análise de risco.
Sem meta. Depende da característica do hospital
Taxa de infecção de sítio cirúrgico em cirurgia limpa: 0,53%
Indicador clássico de qualidade assistencial. Resultados abaixo de 1% são considerados de excelente desempenho.
Meta: quanto menor, melhor.
Densidade de erro na administração de medicamentos: 0,34
Expressa o número de erros por mil pacientes-dia ou mil doses administradas e avalia todas as etapas do processo medicamentoso.
Não existe um valor de referência único ou um “benchmark” nacional oficial para a densidade de erro na administração de medicamentos no Brasil.
Incidência de lesão por pressão: 1,47
Mede o risco de o paciente desenvolver nova lesão por pressão durante a internação, com foco no paciente.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de lesão por pressão: 0,34%
Avalia a frequência de lesões ao longo do tempo de internação, sendo complementar à incidência.
Meta: quanto menor, melhor.
Incidência de quedas: 0,85
Indica o risco de o paciente sofrer queda durante a internação.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de quedas: 0,21%
Mede a frequência de eventos de quedas no período, complementando a análise do risco assistencial.
Meta: quanto menor, melhor.
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Por que o compliance é um ativo estratégico na saúde brasileira
Falar de compliance na saúde não é apenas discutir normas, códigos de conduta ou exigências regulatórias. É tratar, antes de tudo, de confiança, de segurança do paciente e de sustentabilidade dos negócios. Em um ambiente onde decisões comerciais impactam diretamente vidas humanas, a integridade deixa de ser uma virtude abstrata e passa a ser um ativo estratégico essencial.
A cadeia de valor da saúde é complexa, profundamente interdependente e repleta de distorções, como as retenções de faturamento, as glosas e até a inadimplência. Fabricantes, distribuidores, profissionais de saúde, hospitais e pacientes estão conectados por escolhas que precisam ser técnicas, transparentes e éticas. Quando interesses particulares, especialmente financeiros, se sobrepõem ao interesse maior, que é a saúde do paciente, essa cadeia se fragiliza. E, quando a integridade é violada, o dano não é apenas reputacional: ele é estrutural.
Ainda persiste no mercado a falsa ideia de que compliance seria um obstáculo ao crescimento, especialmente para a área comercial. A realidade é exatamente o oposto. Compliance não existe para dizer “não” à venda. Ele existe para garantir que cada “sim” seja legal, ético e sustentável. Em outras palavras, o compliance não limita a receita, ele a protege no longo prazo.
No segmento de dispositivos médicos e OPME, essa lógica se torna ainda mais evidente. Costumo recorrer a uma metáfora simples, mas poderosa: imaginem que vocês estão vendendo um paraquedas. O cliente não quer saber se o jantar da noite anterior foi bom, nem se o relacionamento é próximo. Ele quer ter certeza de que, ao saltar, o paraquedas vai abrir. Na saúde, o dispositivo médico é o paraquedas do paciente. Não há espaço para improviso, atalhos ou favores.
O compliance garante que todo o processo de venda, da indicação ao fornecimento, seja tão confiável quanto o produto que será implantado. Ele assegura que a decisão foi tomada com base em critérios técnicos, evidência clínica, qualidade, segurança e treinamento adequado. É isso que protege o paciente e, ao mesmo tempo, sustenta o negócio.
Nesse contexto, o verdadeiro diferencial competitivo não está na troca de favores, mas na venda de valor. Empresas éticas competem pela excelência de seus produtos e serviços, não pelo suborno ou por relações de interesse. Relacionamentos baseados na confiança são mais sólidos, mais duradouros e infinitamente mais saudáveis do que aqueles sustentados por benefícios indevidos.
O compliance também desempenha um papel fundamental na proteção dos profissionais. Vendedores que atuam dentro das regras reduzem drasticamente o risco de envolvimento em investigações, processos éticos ou sanções que podem comprometer não apenas uma negociação, mas toda uma carreira no setor da saúde. Integridade não é ingenuidade; é visão estratégica.
A implementação de um Sistema de Gestão de Compliance efetivo fortalece a reputação institucional, amplia a confiança de parceiros de negócio, melhora respostas em auditorias e processos de due diligence e gera vantagem competitiva real. No médio e longo prazo, reputação se transforma em lucratividade.
Vender com integridade é garantir que a venda de hoje não destrua a empresa amanhã. É assegurar que, daqui a 10, 20 ou 50 anos, a organização continue existindo, sendo respeitada pelo mercado e motivo de orgulho para quem fez, ou faz, parte dela. No fim das contas, a reflexão é inevitável: se estamos lidando com o “paraquedas” do paciente, vale mesmo a pena abrir mão da integridade?
*Davi Uemoto é gerente executivo da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI).
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Riscos psicossociais na NR-1: um passo necessário e ainda distante
Mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem hoje com transtornos emocionais, sobretudo ansiedade e depressão, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O descompasso entre quem precisa de cuidado e quem de fato recebe tratamento nunca foi tão evidente. É um alerta global, mas também um convite urgente para repensarmos como queremos desenhar o futuro da saúde.
Se um dia “saúde” foi sinônimo quase exclusivo de ausência de doença, a próxima revolução propõe uma métrica mais complexa: a regulação do bem-estar emocional como parte estruturante do trabalho, das políticas públicas e da tecnologia. No Brasil, a atualização da Norma Regulamentadora NR-1, que trata do gerenciamento de riscos ocupacionais, passou a incluir diretrizes sobre riscos psicossociais. A saúde emocional deixa de ser apenas benefício ou acaso e passa a ser obrigação das empresas. Isso muda o jogo, porque falar de saúde mental no ambiente de trabalho também se torna uma questão de conformidade, processos e responsabilidade institucional.
Nesse cenário, a Tecnologia, especialmente a Inteligência Artificial sai do campo da promessa e assume o papel de aliada. Ela já apoia desde a interpretação do cumprimento das normas de saúde no ambiente corporativo até o suporte direto ao atendimento clínico. Revisões recentes apontam que métodos baseados em IA podem ampliar acesso, personalizar intervenções e monitorar sinais emocionais antes que a crise se instale, com modelos capazes de identificar risco depressivo em padrões de fala e sistemas que acompanham adesão e resposta a tratamentos ao longo do tempo.
A grande pergunta, portanto, não é se a IA chegará à psicologia. Ela já chegou. A questão é como vamos integrá-la para ampliar o cuidado, sem esvaziar o componente humano. Na minha visão, a combinação mais promissora é híbrida: algoritmos que sintetizam dados como sono, linguagem e biomarcadores funcionam como radar e triagem, enquanto profissionais capacitados utilizam esses sinais para decisões clínicas mais precisas, apoiados por soluções que ajudam a desenhar trajetórias de cuidado contínuas.
Nesse contexto, o terapeuta não perde protagonismo. Ao contrário, ganha melhores indicativos, ferramentas de priorização e tempo para o que é essencial: a escuta qualificada e a construção de vínculo. Mas, para que essa revolução seja positiva, é indispensável ter governança. O cuidado emocional lida com informações extremamente sensíveis e com decisões que podem mudar o curso de uma vida. Exige padrões éticos claros, proteção robusta de dados e critérios definidos de responsabilização quando vieses passam despercebidos, a tecnologia falha ou decisões automatizadas invadem terrenos que deveriam ser exclusivamente humanos. Sem essas garantias, qualquer avanço perde credibilidade e abre espaço para riscos que comprometem justamente aquilo que queremos proteger, a saúde psicológica das pessoas.
Ainda assim, nem a legislação, nem a capacidade ampliada pela IA, são suficientes para a transformação que esse cenário exige. Leis e tecnologias são, em grande medida, reflexos de uma realidade que já existe e mecanismos de resposta a riscos que se tornaram visíveis. Para além de tratar os sintomas, precisamos olhar para o desenho do trabalho em si. Isso significa repensar a ergonomia do trabalho atual, não apenas no sentido físico, mas também cognitivo, emocional e relacional, e caminhar para uma revisão sistêmica e sustentável de ambientes mais saudáveis e produtivos. Sem intencionalidade verdadeira para mudar o que sustenta o adoecimento, qualquer avanço normativo ou tecnológico corre o risco de se limitar a cumprir tabela.
Estamos às portas da próxima grande revolução da saúde, e ela não virá apenas de hospitais ou laboratórios. Virá, sobretudo, da forma como organizamos nossas relações humanas e aplicamos inteligência – humana e artificial – a elas. Trata-se de uma agenda que integra tecnologia, legislação e gestão, e que exige coragem para revisar processos organizacionais hoje tratados como imutáveis. Inteligência e tecnologias são grandes aliadas, mas não serão a solução final. Sem uma escolha consciente por ambientes de trabalho que favoreçam segurança psicológica, senso de propósito, autonomia responsável e relações mais justas, continuaremos apenas sofisticando ferramentas para lidar com consequências, sem alterar as causas.
As novas soluções precisam inovar com responsabilidade e, ao mesmo tempo, apoiar organizações na prática do que a NR-1 exige. Isso significa assumir um lugar ativo na construção de protocolos, oferecer formatos de avaliação de riscos realmente aplicáveis ao dia a dia e garantir que a tecnologia não seja usada como atalho, mas como instrumento de real desenvolvimento institucional. É nessa interseção entre compliance e inovação que nascem as soluções capazes de elevar o padrão de cuidado emocional e preparar as empresas para o futuro.
Saúde pública e privada terão de reinventar seus KPIs, seus orçamentos e seus critérios de sucesso. A maneira como empresas e instituições escolhem medir, investir e acompanhar o bem-estar emocional será determinante para sua capacidade de prosperar em um cenário cada vez mais complexo. A questão que fica para cada liderança, então, é simples e incômoda: vamos nos contentar em cumprir a lei e adotar novas tecnologias, ou estamos realmente dispostos a redesenhar o trabalho para que a saúde emocional deixe de ser exceção e se torne parte estrutural da forma como produzimos e convivemos?
*Lucas Arthur de Souza é cofundador da Telavita.
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Saúde 5.0 e o desafio de humanizar a tecnologia
A saúde suplementar brasileira vive um ponto de inflexão. Depois de anos discutindo digitalização, eficiência e custos crescentes, chegamos ao momento em que a tecnologia deixa de ser uma promessa e passa a ser o próprio terreno onde o setor precisa aprender a caminhar. Mas, para além do vocabulário da moda que domina as conferências e relatórios, a pergunta essencial continua a mesma: como colocar o paciente no centro de um sistema que historicamente foi construído ao redor da burocracia?
O conceito de Saúde 5.0 surge justamente como resposta a esse impasse. Ele representa mais do que a simples evolução da Saúde 4.0, marcada pela adoção maciça da telemedicina e de sistemas digitais. A quinta fase amplia o olhar e transforma a tecnologia em um meio para que o paciente assuma, de fato, o papel de protagonista. Vai além de apenas de tratar doenças para compreender a saúde como uma jornada contínua, integrada e conectada. É um modelo que une prevenção, experiência, autonomia e valor.
No cotidiano da saúde suplementar, isso significa abandonar processos que ainda dependem de e-mails perdidos, prontuários desconectados e autorizações manuais, e migrar para um ecossistema capaz de dialogar em tempo real. A interoperabilidade de dados, por exemplo, deixa de ser um desejo para se tornar a base de qualquer operação moderna. Hospitais, clínicas, laboratórios e operadoras precisam trocar informações sem atritos para que a jornada funcione do início ao fim. Quando essa engrenagem falha, quem paga o preço é o beneficiário, que enfrenta a morosidade, a duplicidade de exames e a fragmentação do cuidado.
A importância da transformação digital não está apenas na automação, mas na capacidade de interpretar e agir sobre dados. A saúde gera informações em abundância, mas só faz sentido quando elas se transformam em decisões mais rápidas, diagnósticos mais precisos e estratégias mais sustentáveis. A inteligência artificial já desempenha um papel central nessa mudança ao acelerar autorizações, prever cancelamentos, apoiar o diagnóstico e detectar fraudes com mais eficiência do que qualquer processo exclusivamente humano. O uso de big data, por sua vez, inaugura uma nova era em que a gestão deixa de ser reativa e passa a antecipar riscos, comportamentos e demandas futuras.
E há, ainda, o impacto direto sobre a experiência do beneficiário. Um sistema capaz de integrar consultas, exames, prescrições digitais, telemedicina, wearables e monitoramento remoto não apenas reduz custos como também entrega ao paciente o que ele mais espera: tempo, clareza e autonomia. Ele passa a ser atendido onde estiver, decide por qual canal prefere se comunicar, acompanha suas informações de saúde e participa ativamente do tratamento. Essa mudança não é estética; é estrutural. Ela transforma o que antes era uma relação distante e verticalizada em um modelo colaborativo, em que todos os agentes do setor trabalham conectados.
Mas a Saúde 5.0 também exige cuidado. Se depender apenas da tecnologia, ela nasce incompleta. O avanço das soluções digitais precisa ser acompanhado de uma governança robusta que respeite a privacidade dos dados, fortaleça a LGPD, evite assimetrias de informação e garanta que a automação não aprofunde desigualdades. A adoção de tecnologias como IoMT, realidade aumentada, nanotecnologia ou algoritmos preditivos só faz sentido se o beneficiário estiver no controle do próprio percurso, com segurança e transparência.
O setor passa por um momento em que as discussões sobre sustentabilidade financeira se entrelaçam com as discussões sobre transformação digital. Não existe mais futuro possível para a saúde suplementar que não seja apoiado por dados integrados, sistemas inteligentes e modelos preventivos. As tecnologias já estão prontas; o que falta é alinhamento entre todos os atores do ecossistema para que a jornada do paciente seja contínua e livre de ruídos.
A Saúde 5.0 não é sobre máquinas substituindo pessoas, mas sobre tecnologia fortalecendo a relação entre elas. O desafio é mais estratégico do que técnico. Demanda entender que eficiência e humanização não são movimentos contrários, e que investir em inovação é, inevitavelmente, investir em cuidado.
Se quisermos um setor sustentável, precisamos permitir que o paciente ocupe o lugar que sempre deveria ter sido dele. E isso só será possível quando a tecnologia for usada para integrar, simplificar e conectar, e não para criar novas barreiras. O futuro da saúde suplementar exige deixar de enxergar pessoas como números e tratá-las como protagonistas. Esse é o verdadeiro significado da Saúde 5.0.
*Anderson Farias é CEO da TopSaúde HUB.
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JORNAL OPÇÃO
Simego anuncia paralisação e manifestação de médicos credenciados à SMS de Goiânia
Manifestação perpassa desde regularização de insumos nas unidades até por melhorias nos locais de trabalho
Cerca de mil médicos credenciados à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizam uma paralisação a partir desta terça-feira, 13, pedindo atenção a uma série de reivindicações que vão desde a regularização de insumos nas unidades até melhorias nos locais de trabalho. A confirmação foi dada ao Jornal Opção pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego).
Os profissionais ainda vão realizar uma manifestação em frente ao Ciams Jardim América. Segundo a diretora de Assuntos Administrativos do Simego, Sheila Ferro, a paralisação não afetará os serviços de urgência e emergência. Ela afirma que todos os profissionais estarão em seus postos de trabalhos e que serão feitas triagens para classificação dos atendimentos.
“Nós não deixaremos de atender alguns casos como, por exemplo, uma pessoa que precisa de uma receita para o medicamento controlado. Naquele momento, não é nenhuma urgência ou emergência, mas pode vir a ser. Então, usando o bom senso, esses pacientes serão atendidos. Esse é um movimento respaldado por lei e que será feito com bastante ética e responsabilidade”, pontua.
A decisão da paralisação veio durante uma Assembleia Geral Extraordinária Permanente, que foi realizada no último dia 6 de janeiro. Segundo Sheila, o Executivo não tem se mostrado aberto ao diálogo.
“Nós não tivemos nenhuma abertura para diálogo, não conseguimos nenhum ajuste mesmo com os inúmeros alertas feitos pelos médicos e pelo sindicato que poderia ter essa manifestação. E, com essa inacessibilidade da Prefeitura, nós não tivemos muita opção. Mas, de qualquer jeito, a gente deixou o sindicato totalmente aberto ao diálogo, porque a gente quer avançar, mas precisamos da disposição da gestão para ouvir quem está na linha de frente, quem está no atendimento da população”, pontua.
Segundo o Simego, as principais pautas defendidas são:
a garantia de condições dignas de trabalho;
a disponibilização de recursos humanos e materiais adequados nas unidades de saúde;
a regularidade e previsibilidade dos pagamentos, evitando a repetição de atrasos que já afetaram os profissionais;
a manutenção do Edital de Chamamento nº 06/2024;
a revogação do Edital de Chamamento nº 03/2025, que promove redução de até 35% nos honorários médicos e prevê jornadas de até 24 horas contínuas, sem descanso adequado.
Sheila pontua que ainda que o movimento tem ganhado o apoio de outros sindicatos, como os de Enfermagem e de Farmácia. “Essa ampliação do movimento foi o resultado direto do esgotamento geral das condições de trabalho na saúde pública do município, infelizmente. Todos os profissionais de diferentes categorias estão vivenciando muitos problemas, como precarização, sobrecarga de atendimento, falta de estrutura física, insegurança total do profissional, além da falta de insumos. Essa manutenção das regras atuais da contratação tinha que garantir um mínimo de segurança de quem trabalha, mas as condições estão muito aquém e precisamos ter condições mínimas de trabalho.”
Sheila destaca que o sindicato tem recorrido, inclusive, ao governo estadual para resolver a situação. Vale lembrar que a Goiânia ainda está em decreto de situação de calamidade na área da saúde, que foi aprovada pelos deputados estaduais no último dia 16 de dezembro.
O Jornal Opção entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e aguarda um posicionamento.
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Sindsaúde convoca para manifestação contra fechamento da urgência do Cais Cândida de Morais em Goiânia
Preocupação dos trabalhadores é reforçada pelo fechamento da urgência e emergência do CIAMS do Novo Horizonte, que atualmente funciona apenas como ambulatório
O possível fechamento da ala de urgência e emergência do Cais Cândida de Morais tem mobilizado trabalhadores da saúde e usuários da unidade. Nesta terça-feira, 13, às 9h, o Sindsaúde realiza uma manifestação no local para denunciar o que classifica como um processo de esvaziamento deliberado do serviço por parte da gestão municipal. Em resposta ao Jornal Opção, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) informou que não tem intenção de fechar o CAIS Cândida de Morais. Veja a nota ao fim da matéria.
Segundo a presidenta do sindicato, Neia Vieira, embora a Prefeitura de Goiânia negue publicamente o fechamento da unidade, o que ocorre na prática é a redução gradual da capacidade de atendimento. “É uma estratégia que já vimos antes. Eles negaram o fechamento da emergência do CIAMS do Novo Horizonte e, pouco tempo depois, fecharam. Primeiro esvaziam, depois anunciam o encerramento”, afirma.
De acordo com denúncias recebidas pelo sindicato, há meses o Cais Cândida de Morais enfrenta redução de profissionais nos plantões, retirada de insumos e falta de equipamentos básicos. Com isso, usuários chegam à unidade e são encaminhados para outros serviços sob a justificativa de ausência de atendimento, o que diminui artificialmente o fluxo e fragiliza a permanência da urgência e emergência.
Fechamento confirmado em outra unidade acende alerta
A preocupação dos trabalhadores é reforçada pelo fechamento da urgência e emergência do CIAMS do Novo Horizonte, que atualmente funciona apenas como ambulatório. Para Neia Vieira, o caso demonstra um padrão de atuação da gestão. “A urgência e emergência lá foi totalmente fechada. Isso aumenta o temor de que o mesmo caminho esteja sendo seguido no Cândida de Morais”, diz.
O sindicato avalia que essas decisões fazem parte de um projeto mais amplo de terceirização da saúde municipal. A presidenta do Sindsaúde aponta que a atual gestão mantém diretrizes herdadas da administração anterior, que defendia a transferência de unidades públicas para organizações sociais. “Já fizeram isso com hospitais e maternidades. Agora os ruídos indicam que UPAs e unidades ambulatoriais também podem ser terceirizadas”, alerta.
Falta de insumos, exames demorados e risco de erros médicos
Além do risco de fechamento de unidades, o Sindsaúde denuncia problemas estruturais graves na rede municipal de saúde. Entre eles, a falta de insumos, equipamentos defasados e a demora excessiva na liberação de exames laboratoriais após a terceirização do serviço.
Segundo Neia Vieira, exames que antes eram liberados em minutos ou poucas horas passaram a levar até 10 horas para ficarem prontos, o que compromete atendimentos de urgência e ambulatoriais. Outro problema grave envolve o sistema de imagens de raio-X, que estaria sem contrato ativo por falta de pagamento. Com isso, os exames são realizados, mas não podem ser disponibilizados adequadamente aos médicos.
“A Prefeitura está fazendo o usuário assinar um termo de responsabilidade e levar a imagem fotografada para o médico. Isso gera diagnósticos equivocados e coloca pacientes em risco”, denuncia a dirigente sindical. Técnicos de raio-X, segundo ela, são obrigados a seguir esse procedimento sob ameaça de demissão.
Greve dos credenciados amplia crise na saúde
O cenário se agrava com o início da greve dos trabalhadores credenciados da saúde, marcada também para esta terça-feira, 13, com ato no setor Jardim América. A paralisação envolve profissionais de diversas categorias e é motivada por atrasos salariais recorrentes, precarização dos contratos e más condições de trabalho.
Para o Sindsaúde, a soma desses fatores representa um grave ataque ao Sistema Único de Saúde e ao direito constitucional da população ao acesso à saúde pública. A manifestação no Cais Cândida de Morais busca pressionar a Prefeitura a manter a unidade em funcionamento pleno, garantir condições dignas de trabalho e abrir diálogo com trabalhadores e usuários.
Nota da prefeitura
A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) não tem intenção de fechar o CAIS Cândida de Morais.
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PUC TV GOIÁS
Goiás implanta rodízio entre hospitais de urgência para combater superlotação
https://www.youtube.com/watch?v=-H5L4jr_BRk
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O HOJE
Goiás registra mais de 16 mil eventos adversos na saúde em 2025 e entra em alerta nacional
Levantamento da ONA, com dados da Anvisa, aponta lesões por pressão, falhas com dispositivos médicos e quedas como os incidentes mais recorrentes no Estado
O Estado de Goiás contabilizou 16.640 notificações de eventos adversos na assistência à saúde durante o ano de 2025, conforme levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA).
Os dados, baseados em registros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizados em 7 de janeiro de 2026, inserem o Estado em um cenário nacional de alerta. No Brasil, foram registradas 480.283 eventos adversos ao longo do ano, mantendo uma trajetória de crescimento contínuo no setor de saúde.
No território goiano, a análise dos eventos adversos revela que as lesões por pressão foram as falhas mais frequentes, com 2.781 registros. Em seguida, aparecem as ocorrências relacionadas ao uso de cateteres, sondas e outros dispositivos médicos, que somaram 1.693 casos.
Também foram notificadas 1.606 falhas durante a assistência à saúde, além de 1.512 problemas em processos ou procedimentos clínicos, dentre os demais eventos adversos. Os incidentes ligados à hemodiálise totalizaram 1.350 casos, enquanto as quedas de pacientes chegaram a 1.325 ocorrências. Já as falhas na identificação do paciente somaram 1.097 registros, os problemas específicos com cateter venoso contabilizaram 706 casos e os incidentes envolvendo sondas, 101 notificações.
O aumento de eventos adversos no Brasil tem sido constante, com elevação média de 12% ao ano. Em 2023, o País registrou 368.028 ocorrências, número que subiu para 425.951 em 2024 e atingiu mais de 480 mil em 2025. A grande maioria dessas falhas ocorreu em hospitais, com 428.231 registros, mas outros serviços, como clínicas e laboratórios, também contribuíram de forma significativa, com 52.052 casos.
A gravidade das notificações sobre os eventos adversos em 2025 é considerada alarmante. Ao todo, 3.158 incidentes evoluíram para óbito em todo o País. Além disso, 10.458 resultaram em lesões graves, 50.710 causaram danos moderados e 249.230 geraram danos leves aos pacientes. Outros 117.715 episódios foram notificados sem causar danos diretos, funcionando como alertas preventivos para o sistema de saúde.
Os dados demográficos indicam que os homens foram os mais afetados pelos eventos adversos no Brasil, representando 50,92% dos eventos, com 244.562 registros. Em relação à faixa etária, a população idosa concentra o maior impacto. O grupo de 66 a 75 anos lidera com 85.164 falhas, seguido por pacientes entre 56 e 65 anos, com 73.492 ocorrências, e por aqueles entre 76 e 85 anos, que somaram 68.101 registros.
A identificação dessas falhas é realizada predominantemente por profissionais de saúde, responsáveis por mais de 202 mil notificações. Ainda assim, o sistema Notivisa também recebe alertas de pacientes, que totalizaram 19.814 registros, além de familiares, com 2.988 notificações, outros pacientes, com 1.429, e cuidadores, com 432.
Especialistas alertam que, embora a notificação seja obrigatória, muitas instituições ainda deixam de registrar os incidentes, o que sugere que os números reais podem ser superiores aos apresentados oficialmente.
Para Gilvane Lolato, gerente-geral de Operações da ONA, a maioria desses eventos poderia ser evitada por meio da adoção de protocolos bem estruturados. Segundo ele, a acreditação hospitalar funciona como uma barreira estratégica, ao padronizar processos e fortalecer a cultura de qualidade e segurança.
No entanto, o cenário de certificação no Brasil ainda é considerado incipiente: apenas 0,45% das instituições de saúde brasileiras são acreditadas. Na região Centro-Oeste, esse percentual corresponde a 11,4% das certificações concedidas pela ONA.
Medidas para evitar eventos adversos
Entre as medidas de segurança apontadas como fundamentais estão os protocolos de dupla verificação, considerados essenciais para reduzir erros na identificação do paciente, como trocas de nomes; os chamados feixes de intervenção, ou bundles, que envolvem o uso de técnicas assépticas e o monitoramento contínuo no manuseio de cateteres e sondas; e a adoção da chamada Cultura Justa, que incentiva a notificação de falhas como instrumento de aprendizado organizacional, e não de punição.
Complementando esse monitoramento, a Anvisa promove anualmente a Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente em hospitais com unidades de terapia intensiva. Em 2025, o formulário de avaliação ficou disponível entre 1º de abril e 15 de agosto, voltado para unidades que estiveram em funcionamento em 2024.
A iniciativa avalia 21 indicadores de estrutura e processo, com base na RDC nº 36/2013, que institui ações voltadas à segurança do paciente nos serviços de saúde. Os estabelecimentos que atingem 100% de adesão a essas práticas recebem uma declaração oficial emitida pelo diretor-presidente da agência.
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Assessoria de Comunicação
CLIPPING AHPACEG 12/01/26
ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.
DESTAQUES
Ahpaceg inova e divulga indicadores assistenciais dos hospitais associados
Hospital Erastinho é o primeiro do mundo a receber certificação internacional por gerar mais energia do que consome
https://medicinasa.com.br/erastinho-certificacao-leed-zero/
Justiça condena Ipasgo a indenizar idosa após negar ambulância para tratamento urgente em Goiânia
Anvisa quer reduzir fila de análises e priorizar inovações nacionais
O POPULAR
Ahpaceg inova e divulga indicadores assistenciais dos hospitais associados
Os índices, que passarão a ser divulgados periodicamente, trazem a média das instituições associadas participantes e oferecem à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações objetivas sobre qualidade, segurança e eficiência da assistência hospitalar
A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) tornou públicos os primeiros indicadores assistenciais e operacionais consolidados de seus hospitais associados. A divulgação marca o início do projeto Indicadores Ahpaceg, uma iniciativa inédita no setor privado goiano que passa a oferecer à população, aos planos de saúde e aos gestores um conjunto de informações objetivas sobre qualidade, segurança e eficiência da assistência hospitalar.
O projeto conta com apoio técnico da NCI Innova, empresa de transformação digital com atuação no segmento hospitalar, e nasce de uma pergunta central que acompanha a Ahpaceg desde sua criação, em 2003: como medir, de forma objetiva e comparável, a segurança do paciente e a qualidade do cuidado prestado?
Diante dessa necessidade, foi consolidada a parceria entre a Ahpaceg e a NCI Innova com vistas a reunir os dados assistenciais, de recursos humanos e financeiros dos hospitais e clínicas associados. Os índices divulgados são referentes ao segundo semestre de 2025 e trazem a média das instituições associadas participantes do projeto.
A partir de 2026, o projeto será ampliado com a inclusão dos indicadores das áreas de farmácia, nutrição, oftalmologia e segurança e qualidade em pronto-socorro da rede associada.
Pioneirismo
A iniciativa coloca a Ahpaceg como pioneira no registro, monitoramento e na divulgação regular desses dados entre hospitais e clínicas de imagem privados de Goiás. Dentre os índices divulgados estão indicadores, como a taxa de infecção, um dos mais conhecidos pela população, e outros, como lesões por pressão, ocupação de leitos e a identificação correta dos pacientes, uma norma básica de segurança nas instituições de saúde.
O presidente da Associação, Renato Daher, destaca que a divulgação trimestral dos indicadores permitirá a construção de uma série histórica consistente, capaz de apoiar análises, comparações e decisões na área da saúde.
“Nosso objetivo também é oferecer informações claras para que a população possa escolher, de forma consciente, onde deseja ser atendida com qualidade e segurança”, afirma.
Benefícios
Além de oferecer um referencial inédito aos usuários e compradores de serviços de saúde, como planos e operadoras, a divulgação sistemática dos indicadores traz ganhos diretos para os próprios hospitais. Entre eles estão maior transparência e prestação de contas, estímulo à melhoria contínua da qualidade e da segurança do paciente, benchmarking e aprendizado coletivo entre instituições, fortalecimento da credibilidade institucional e apoio à tomada de decisão e à formulação de políticas de saúde.
O monitoramento dos indicadores também contribui para o atendimento a exigências regulatórias e processos de acreditação, valoriza o papel da alta complexidade no sistema de saúde e estimula uma cultura de dados e de responsabilidade clínica.
Ao tornar essas informações acessíveis, a Ahpaceg amplia a capacidade de escolha da população e cria bases mais sólidas para a gestão e o aprimoramento da assistência hospitalar em Goiás.
CONFIRA OS INDICADORES DA REDE AHPACEG
*Os dados/metas usados como referência são da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) - 2017
Taxa de Ocupação: 78%
Indica a utilização dos leitos operacionais proporcionando uma gestão eficiente do hospital.
Meta: 80% a 85%
Média de permanência hospitalar (MP): 2,64 dias
Indica o tempo médio de internação dos pacientes. Quanto menor a permanência, maior tende a ser a eficiência no uso dos leitos, desde que mantida a qualidade assistencial.
Meta: 5,3 dias
Índice de giro de leitos (IGL): 6,41
Mede quantas internações ocorrem em um mesmo leito ao longo do período. Está diretamente relacionado à média de permanência: internações mais curtas aumentam o giro, enquanto permanências mais longas reduzem a rotatividade.
Média de permanência na UTI adulto: 6,88 dias
Reflete o tempo médio de internação em terapia intensiva. Em hospitais de alta complexidade, a variação é esperada conforme a gravidade dos casos, o perfil clínico dos pacientes e os protocolos assistenciais.
Meta: até 5 dias
Taxa de conversão do pronto-socorro para enfermaria/apartamento: 8,41%
Mostra a proporção de atendimentos no pronto-socorro que evoluem para internação em leitos clínicos, ajudando a compreender o perfil assistencial e a eficiência do fluxo.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de conversão do pronto-socorro para UTI: 1,69%
Indica a parcela de pacientes atendidos no pronto-socorro que necessitam de terapia intensiva, refletindo a gravidade dos casos e o uso de recursos críticos.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de mortalidade institucional (≥24 horas): 1,78%
Expressa o percentual de óbitos após 24 horas de internação. Deve ser analisada com ajuste de risco e comparada apenas com hospitais de perfil semelhante.
Meta: <3% (Anvisa, 2018)
Taxa de mortalidade operatória/cirúrgica (até 7 dias): 0,32%
Mede óbitos após procedimentos cirúrgicos e avalia critérios de cirurgia segura, variando conforme porte, risco e tipo de cirurgia.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de pacientes com identificação adequada: 98,88%
Indicador de segurança do paciente alinhado às metas internacionais, essencial para prevenir erros de medicação, exames, transfusões e procedimentos.
Meta: de 90% a 100%
Taxa de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos: 68,06%
Caracteriza o perfil assistencial dos hospitais e auxilia no planejamento de recursos, avaliação de produtividade e análise de risco.
Sem meta. Depende da característica do hospital
Taxa de infecção de sítio cirúrgico em cirurgia limpa: 0,53%
Indicador clássico de qualidade assistencial. Resultados abaixo de 1% são considerados de excelente desempenho.
Meta: quanto menor, melhor.
Densidade de erro na administração de medicamentos: 0,34
Expressa o número de erros por mil pacientes-dia ou mil doses administradas e avalia todas as etapas do processo medicamentoso.
Não existe um valor de referência único ou um "benchmark" nacional oficial para a densidade de erro na administração de medicamentos no Brasil
Incidência de lesão por pressão: 1,47
Mede o risco de o paciente desenvolver nova lesão por pressão durante a internação, com foco no paciente.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de lesão por pressão: 0,34%
Avalia a frequência de lesões ao longo do tempo de internação, sendo complementar à incidência.
Meta: quanto menor, melhor.
Incidência de quedas: 0,85
Indica o risco de o paciente sofrer queda durante a internação.
Meta: quanto menor, melhor.
Taxa de quedas: 0,21%
Mede a frequência de eventos de quedas no período, complementando a análise do risco assistencial.
Meta: quanto menor, melhor.
REDE AHPACEG
GOIÂNIA
CDI Premium
Cebrom
Clínica da Imagem
Clínica São Marcelo
CRD
Hemolabor
Hospital Amparo
Hospital do Coração de Goiás
Hospital do Coração Anis Rassi
Hospital da Criança
Hospital de Acidentados
Hospital Ortopédico de Goiânia
Hospital Otorrino de Goiânia
Hospital Mater Dei
Hospital do Rim
Hospital Samaritano de Goiânia
Hospital Santa Bárbara
Hospital Santa Helena
Hospital São Francisco de Assis
Instituto de Neurologia de Goiânia
Instituto Ortopédico de Goiânia
Instituto Panamericano da Visão
Maternidade Ela
Oncovida
Ver Hospital de Olhos
ANÁPOLIS
Hospital Evangélico Goiano
APARECIDA DE GOIÂNIA
Hospital de Neurologia Santa Mônica
CALDAS NOVAS
Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida
CATALÃO
Hospital Nasr Faiad
Hospital São Nicolau
CERES
Hospital Ortopédico de Ceres
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MEDICINA S/A
Hospital Erastinho é o primeiro do mundo a receber certificação internacional por gerar mais energia do que consome
O Hospital Oncopediátrico Erastinhoacaba de se tornar o primeiro hospital do mundo a receber a certificação LEED Zero, emitida pelo U.S. Green Building Council (USGBC). A auditoria confirma que a unidade gera 100% da energia que consome, atingindo um patamar de desempenho sem precedentes para edificações de saúde — uma das tipologias mais intensivas em demanda energética.
Com o reconhecimento, o Erastinho passa a ser o único hospital no mundo a reunir os selos LEED for Healthcare Gold, WELL Gold e LEED Zero Energy, conjunto de certificações que avalia desempenho operacional, qualidade ambiental interna, bem-estar dos ocupantes e impacto energético.
A operação Zero Energy é viabilizada por uma usina fotovoltaica de 950kWp, integrada ao sistema elétrico do hospital e dimensionada para suprir 100% da demanda anual. “Ao construir a usina de aproximadamente 1 megawatt no local, economizamos cerca de R$ 400 mil por ano, valor que é totalmente reinvestido em assistência, aquisição de equipamentos e melhorias clínicas. Isso mostra que sustentabilidade não é custo, é estratégia de cuidado. É uma engenharia financeira e técnica que gera impacto direto na saúde”, explica Fernando Cesar de Oliveira, Diretor Executivo Administrativo do hospital Erasto Gaertner.
As medições de desempenho realizadas ao longo de 12 meses de operação confirmaram que a geração anual cobre integralmente a demanda energética do hospital, com excedente suficiente para apoiar parcialmente o Hospital Erasto Gaertner, hospital-escola e referência nacional em oncologia.
Para a equipe da Petinelli, empresa de engenharia que fez a consultoria de engenharia e sustentabilidade do projeto – a conquista representa um novo patamar para projetos construtivos no setor de saúde no país. “O Erastinho demonstra que hospitais podem, sim, atingir patamares extremos de eficiência. Zero Energy em saúde é engenharia aplicada ao limite, com impacto direto na qualidade da operação e na sustentabilidade de longo prazo”, comenta Guido Petinelli, CEO da Petinelli.
Em hospitais — que dependem de climatização constante, controle de infecções e iluminação especializada — atingir esse nível é considerado um desafio técnico significativo. “ A certificação Zero exige que a edificação comprove, por medições anuais, um consumo energético reduzido e compatível com padrões de alta eficiência, ao mesmo tempo em que neutraliza integralmente esse uso por meio de geração renovável no próprio local. Alcançar esse nível em um hospital só é possível com uma equipe técnica qualificada, parcerias sólidas e engenharia integrada desde a concepção. O reconhecimento internacional é uma motivação para continuar inovando e elevando o padrão de desempenho das edificações no país”, conclui Petinelli.
O hospital realiza anualmente cerca de 17 mil consultas, 500 cirurgias e 85 mil procedimentos, dos quais 76% atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Ambientes certificados p ara qualidade do ar, iluminação e conforto estão associados à redução do estresse, à melhora da adesão ao tratamento e a experiências mais positivas de recuperação. Pesquisas conduzidas pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard demonstraram que fatores como ventilação adequada, qualidade do ar e da água, conforto térmico, controle de ruído, iluminação natural e vistas para o exterior têm impacto direto no bem-estar e na saúde das pessoas.
“O Erastinho foi pensado desde o início co mo um hospital resolutivo, humanizado e sustentável. Diferente de estruturas que crescem de forma modular, ele nasceu com uma visão integrada de engenharia e cuidado. As certificações são consequência natural dessa visão”, reforça o Diretor Executivo Administrativo do Erastinho, Fernando Cesar de Oliveira.
O projeto arquitetônico, desenvolvido pelo escritório Sarnelli Arquitetura, foi pensado de forma integrada à engenharia e à operação hospitalar, permitindo que decisões de layout, orientação, iluminação natural e conforto ambiental contribuíssem diretamente para o desempenho do edifício.
“A série de certificações LEED e WELL obtidas pelo Erastinho traduz um conjunto de soluções técnicas que elevam o hospital a um patamar excepcional de desempenho. O projeto integra climatização eficiente, iluminação natural e artificial de baixo consumo, materiais e sistemas otimizados, automação e gestão contínua de energia”, enumera Guido Petinelli.
Entre os resultados estão:
- Redução de 25% no consumo de energia em comparação a hospitais do mesmo porte;
- Suprimento total da demanda anual por geração renovável;
- Auditorias que confirmam qualidade da água, do ar, conforto térmico, lumínico e acústico.
Na eficiência hídrica, o Erastinho registra 36% de redução no consumo de água potável e durante a construção, 80% dos resíduos foram reciclados ou reutilizados, reforçando a abordagem de baixo impacto ao longo de todo o ciclo do projeto. Além disso, o hospital mantém monitoramento constante para garantir a continuidade dos padrões de desempenho. Todas essas soluções foram incorporadas de forma integrada e sem custo adicional de obra.
Para Felipe Faria, diretor do Green Building Council (GBC) Brasil, este projeto aborda vários temas do movimento internacional de green buildings, como espaços de conforto para maximizar bem-estar e saúde, qualidade interna do ar, conforto térmico, visual e olfativo, além da preocupação com mitigação de impactos. “Nas empresas, um prédio eficiente ajuda a aumentar a produtividade dos colaboradores. Nos hospitais, estes benefícios contribuem com uma rápida recuperação dos pacientes em momentos críticos de nossas vidas”, afirma.
Como destaca o diretor Fernando Cesar de Oliveira, a certificação consolida um aprendizado que vai além do próprio projeto. “O Erastinho está comprovando, na prática, que é possível inovar e entregar atendimento de alta qualidade para a sociedade com eficiência econômica. Já havíamos avançado nesse caminho com o Hospice Erasto Gaertner, primeira unidade de saúde da América Latina a conquistar a certificação WELL Platinum, e agora seguimos aplicando esses conceitos em novos centros de medicina nuclear, buscando ainda mais eficiência, conforto e bem-estar. O Erastinho mostrou que é possível e passou a servir como modelo e inspiração para outros hospitais.”
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MAIS GOIÁS
Justiça condena Ipasgo a indenizar idosa após negar ambulância para tratamento urgente em Goiânia
Paciente amputada e internada em UTI precisou arcar com transporte médico. Plano terá de devolver R$ 10,2 mil e pagar indenização
O Ipasgo Saúde foi condenado pela Justiça a ressarcir os gastos e indenizar uma idosa de 66 anos após negar o transporte em ambulância com acompanhamento médico, considerado essencial para a continuidade de um tratamento urgente. A paciente estava internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com mobilidade reduzida devido a uma amputação da perna direita e de um quadro infeccioso grave.
A decisão é do juiz Eduardo Alvares de Oliveira, da 7ª Vara Cível de Goiânia. O magistrado determinou que o plano de saúde devolva R$ 10,2 mil, valor pago pela família para custear o deslocamento, além de indenizar a paciente em R$ 2 mil por danos morais.
De acordo com o processo, a idosa apresentou complicações vasculares severas, evoluindo para uma infecção grave. Diante do quadro clínico, a médica responsável prescreveu a realização imediata de sessões de oxigenoterapia hiperbárica, tratamento indicado para auxiliar na recuperação de tecidos e no controle da infecção. Como a paciente não tinha condições de locomoção, foi recomendado transporte em ambulância, com suporte médico durante o trajeto entre o hospital e a clínica credenciada.
Apesar de autorizar o tratamento, o Ipasgo negou a cobertura do transporte. Segundo a defesa, a operadora chegou a autorizar inicialmente a remoção, mas voltou atrás no dia seguinte, alegando que o procedimento não se enquadrava como urgência, por se tratar de tratamento contínuo.
Na sentença, o juiz destacou que, mesmo sendo um plano de autogestão, a operadora tem obrigação de agir com boa-fé e respeitar a função social do contrato, não podendo adotar condutas que coloquem em risco a saúde e a vida do beneficiário.
O magistrado também levou em consideração parecer do Núcleo de Apoio Técnico do Judiciário (NATJUS), que confirmou a gravidade do quadro clínico e a urgência do tratamento. Para a Justiça, o transporte especializado não era um benefício acessório, mas parte essencial para viabilizar a terapia prescrita pela equipe médica.
A decisão entendeu ainda que a negativa ultrapassou um simples descumprimento contratual, causando prejuízos financeiros e sofrimento à paciente, que teve de arcar com os custos para não interromper o tratamento indicado.
Em nota, o Ipasgo informou que o caso será acompanhado pela equipe jurídica e reforça o comprometimento com a assistência aos benefícios.
Veja a nota na íntegra:
“O caso será analisado pela área jurídica da instituição, que adotará as providências cabíveis no âmbito processual, sempre em estrita observância à legislação vigente e aos normativos que regem o sistema de autogestão em saúde.
O Ipasgo Saúde, operadora de saúde e serviço social autônomo, reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a prestação de assistência adequada aos seus beneficiários, pautando sua atuação por critérios técnicos, regulatórios e pelo respeito às decisões judiciais”
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AGÊNCIA BRASIL
Anvisa quer reduzir fila de análises e priorizar inovações nacionais
Trabalho terá reforço de 100 concursados, disse o diretor-presidente
Em agosto de 2025, o Senado aprovou três nomes para a diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), incluindo o novo diretor-presidente, o economista Leandro Safatle, que passou a ocupar o cargo após o fim do mandato de Antônio Barra Torres.
Safatle assumiu a presidência da Anvisa em um momento de grandes transformações no setor regulatório sanitário, onde o ritmo de descobertas, sobretudo em saúde, é intenso, mas os processos de análise e aprovação dentro da própria agência seguem a passos mais lentos.
Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o novo diretor-presidente conversou sobre as principais inovações nacionais em saúde, sobretudo do ponto de vista do Sistema Único de Saúde (SUS). “Ainda temos muita inovação vinda de fora. Agora, estamos lidando com inovação feita no país”, disse.
Safatle comentou ainda sobre o recém-criado Comitê de Inovação, com foco em temas considerados prioritários para a Anvisa; sobre um processo interno para otimizar filas de análises processuais; e sobre a possibilidade de a agência se consolidar como autoridade sanitária de referência nas Américas e globalmente.
Confira os principais trechos da conversa:
Agência Brasil: A Anvisa autorizou este mês o início da primeira fase de estudos clínicos com a polilaminina, medicamento desenvolvido por pesquisadores brasileiros para tratar lesão na medula. O que a gente pode esperar desses estudos e quais os próximos passos?
Leandro Safatle: Estamos falando de uma pesquisa nacional feita por uma pesquisadora de uma universidade pública. Com inovação nacional, cientista nacional, desenvolvimento nacional, todo um processo de desenvolvimento feito no país, e isso é muito importante. No setor saúde, a gente ainda tem muita inovação vinda de fora. Agora, estamos lidando com inovação feita no país. A indústria está fazendo inovação no país. Hoje, isso é um fato bastante importante para atender demandas do país. Esse é um desses casos.
Um laboratório nacional encampou esse projeto. Protocolaram o pedido de início de estudo de pesquisa clínica na Anvisa. Foi aprovada a fase 1, que tem o objetivo de focar na segurança do produto. São cinco pacientes que vão fazer parte desse estudo. Aprovando a fase 1, vem a fase 2, a 3, onde vamos avaliar questões como a eficácia do produto de fato, além de aprofundar mais na segurança. Precisa passar por esse ciclo regulatório completo para conseguir o registro na Anvisa. É um assunto promissor. Há fortes indícios de que o produto pode ter um segmento importante no decurso de pessoas que têm lesão medular.
É difícil falar de prazo porque estamos falando de inovação, de estudo clínico. E o estudo clínico leva seu tempo. O que eu posso dizer é que a Anvisa vai dar a celeridade necessária para o avanço desse projeto. Será prioridade.
Agência Brasil: A Anvisa realizou, em dezembro, a primeira reunião do Comitê de Inovação, criado para acompanhar e avaliar produtos e tecnologias inovadores considerados prioritários para a saúde pública brasileira. Como esse comitê vai atuar e quais os temas considerados prioritários?
Safatle: O comitê está pegando casos de inovação que estão acontecendo no país, projetos importantes que têm impacto, principalmente, na saúde pública. Selecionamos quatro produtos que estão dentro desse comitê: a polilaminina, a vacina contra o Chikungunya, o método Wolbachia para combate à dengue e endopróteses. A gente está acompanhando esses quatro casos.
Já tivemos reunião para tratar desses temas e a ideia é que a gente acompanhe e dê o apoio necessário para que a equipe técnica faça a melhor análise possível. É um comitê que puxa, para a alta gestão da Anvisa, o trabalho de acompanhar os casos. E que vai dar o apoio necessário, o subsídio necessário para que a área técnica faça o melhor trabalho possível de avaliação.
O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, durante entrevista exclusiva à Agência Brasil - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Agência Brasil: Por que a escolha dessas quatro inovações?
Safatle: A gente tem alguns estudos, em fase inicial, de inovação radical nacional. São casos que tratam desses temas. É inovação feita no país, com desenvolvimento feito no país. Por isso, foram selecionados. Trata-se de inovação importante, que pode ter uma repercussão grande em termos de saúde pública.
Agência Brasil: Em dezembro, a Anvisa aprovou uma proposta com medidas excepcionais e temporárias para otimizar a fila de análises processuais. A expectativa é reduzir as filas pela metade em seis meses e normalizar os pedidos em um ano. Como vai funcionar esse processo?
Safatle: Nós colocamos essa questão da fila de análises processuais da Anvisa como uma das prioridades para que a gente possa atuar ao longo desse ano. Foi feita a aprovação, por meio de uma RDC [resolução da Diretoria Colegiada], de uma série de medidas para a gente poder acelerar essas filas, principalmente filas de medicamentos, vacinas, dispositivos médicos, filas de inspeção. O que a gente quer? A gente quer trazer melhores prazos. A gente viu que havia um processo, de certa forma, demorado para poder aprovar essas novas tecnologias. Elaboramos uma série de medidas para poder reduzir esses prazos.
Essas medidas envolvem força-tarefa dentro da casa, para poder agilizar esses processos; aproveitar parte de estudos clínicos feitos fora, que a gente chama de reliance (confiança regulatória), aproveitando parte da documentação que é feita fora; análises otimizadas que agregam vários produtos, fazendo análises conjuntas no intuito de ganhar tempo. Estamos com uma série de instrumentos para cada uma das filas, para ver de que forma a gente consegue atuar para poder mitigar esse problema.
Ao mesmo tempo, temos uma sala de situação dentro da agência que acompanha diariamente a evolução das filas. Já temos alguns resultados importantes de redução de fila e de tempo de análise. A ideia é fazer uma gestão regulatória ágil, para poder dar respostas mais rápidas para essas questões. Também criamos um comitê de monitoramento dessas medidas para que esse processo todo seja acompanhado pela sociedade civil e pelo setor regulado, para dar a devida transparência para essas ações.
Agência Brasil: Para que fique claro: a proposta não é afrouxar as regras em relação às análises processuais, mas dar celeridade, fazer andar mais rápido?
Safatle: Isso. São medidas temporárias. Temos o prazo de um ano para executá-las. Mas o processo de análise permanece o mesmo. As regras não estão sendo afrouxadas ou nada nesse sentido. O rigor científico e a segurança sanitária são primazia na agência, são o que traz confiança da sociedade para o trabalho da agência. Nesse sentido, a gente segue stricto sensu a questão da segurança sanitária. O que estamos fazendo é mecanismo de gestão. Gestão de pessoas, gestão de processos, para otimizar o tempo, a análise e fazer força-tarefa.
Tivemos um concurso importante. No fim do ano passado, foram chamados 100 especialistas da Anvisa. O curso de formação terminou, e essa turma deve ser nomeada agora, entre janeiro e fevereiro. É o maior reforço que a Anvisa já teve nos últimos dez anos. A ideia é que esses 100 entrem já para ajudar nesse processo de redução das filas, prioritariamente. Que eles entrem nesse esforço que a casa inteira está fazendo para redução das filas.
Agência Brasil: Sobre essa questão do rigor técnico, a Anvisa tem como meta, para 2026, o reconhecimento internacional, a consolidação da agência como uma autoridade sanitária de referência?
Safatle: Esse é um ponto muito importante. A Anvisa está sofrendo um processo de qualificação neste momento por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nós já somos uma agência de referência, mas, agora, estamos passando por um processo de qualificação como as principais agências do mundo passaram, estão passando ou vão passar em breve.
Estamos num empenho muito grande para poder seguir bem nesse processo de qualificação. A ideia é que, com essa qualificação, a OMS reconheça a Anvisa como uma agência de referência. Isso é muito importante para o Brasil, no sentido de ter uma agência de referência, para a região das Américas e para o mundo.
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Assessoria de Comunicação