Postado em: 04/03/2024

CLIPPING AHPACEG 02 A 04/03/24

ATENÇÃO: Todas as notícias inseridas nesse clipping reproduzem na íntegra, sem qualquer alteração, correção ou comentário, os textos publicados nos jornais, rádios, TVs e sites citados antes da sequência das matérias neles veiculadas. O objetivo da reprodução é deixar o leitor ciente das reportagens e notas publicadas no dia.

DESTAQUES

Dengue, gripe e Covid: passados 15 dias de incubação dos vírus, veja o real impacto do Carnaval no nº de infecções

Dengue: apesar da explosão de casos, vacina tem baixa procura e estados aumentam público-alvo

Idoso morre durante transferência para hospital, polícia investiga possível omissão de socorro

O GLOBO

Dengue, gripe e Covid: passados 15 dias de incubação dos vírus, veja o real impacto do Carnaval no nº de infecções

Desde o começo do ano, o número de casos de dengue, Covid e influenza está em crescimento gradual no Brasil. Mas, de acordo com um levantamento feito pelo GLOBO com hospitais, laboratórios e redes de farmácia no país, houve um crescimento expressivo na procura ou positividade de testes dessas doenças na terceira semana de fevereiro, o que coincide com o período após o carnaval.

A Rede D'Or registrou aumento de 74% nos atendimentos de casos suspeitos de Covid na emergência dos hospitais e de 38% nos casos suspeitos de dengue, entre os dias 16 e 22 de fevereiro, em comparação com a semana anterior. Os dados se referem aos 69 hospitais da Rede, localizados em 13 unidades da federação. São elas: Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo.

- Realmente houve um grande aumento, desde o começo do ano, no número de casos de dengue e outras viroses como coronavírus, influenza, metapneumovírus e rinovírus. Mas com o carnaval, isso aumentou ainda mais, sem dúvida. Tudo o que o vírus gosta é de pessoas um grande número de pessoas no mesmo lugar, então esse cenário já era o esperado - diz o infectologista David Uip, diretor nacional de Infectologia da Rede D'Or. Ludhmila Hajjar, professora titular da USP e cardiologista da Rede D´Or complementa: "Me preocupo especialmente com dengue neste momento, infecção ainda sem vacina para grande parte da população", diz.

O Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, registrou aumento de 15,47% nos atendimentos de emergência por síndrome respiratória. A maioria dos casos são de Covid-19, seguido de influenza, o vírus causador da gripe. No Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, houve aumento de 27% nos atendimentos por síndrome gripal e de oito vezes nos casos suspeitos de dengue na semana após o carnaval, em comparação com o período pré-carnaval.

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, registrou aumento de 86,4% nos atendimentos na emergência na semana seguinte ao carnaval e a rede de farmácias RaiaDrogasil informou aumento médio de 25% na procura por testes de Covid nesse mesmo período.

No Grupo Fleury, houve crescimento de 50% no número de solicitações de exames de dengue e de seis vezes na quantidade de notificações de casos. Um crescimento semelhante foi observado na demanda por testes de Covid, de acordo com o infectologista Celso Granato, diretor Clínico do Grupo Fleury.

- Vemos aumento desde o final do ano passado, mas não na mesma proporção dessa última semana e tudo leva a crer que isso seja resultado do carnaval porque claramente aumentou a velocidade de propagação - avalia Granato.

A Dasa, maior rede integrada de saúde da América Latina, viu um aumento nos atendimentos nos hospitais do Distrito Federal e do Rio de Janeiro por Covid, dengue e gastroenterites após o carnaval. Também houve crescimento de 34,6% na demanda e de 16,6% na taxa de positividade dos testes para influenza na semana após o carnaval, em comparação com o período anterior, nas unidades da rede de todo o país.

O influenza, vírus causador da gripe, normalmente circula no país no período de outono-inverno. Mas, há alguns anos, é observado um aumento "fora de época" desse vírus. José Eduardo Levi, virologista da Dasa, explica que isso se deve à pandemia, que "quebrou a periodicidade dos vírus respiratórios", mas ressalta que as aglomerações do carnaval também contribuem para a disseminação desse e outros vírus transmissíveis.

Inclusive, o aumento da circulação de vírus respiratórios no país fez com que o Ministério da Saúde decidisse antecipar a campanha de vacinação contra a doença, que geralmente tem início em meados de abril, para o dia 25 de março. A medida vale para todas as regiões do Brasil, menos a Norte, onde a imunização ocorre no segundo semestre devido às particularidades climáticas que influenciam a disseminação do Influenza na região.

Sintomas semelhantes Embora a dengue não seja uma doença respiratória, nos primeiros 2 dias de sintomas ela pode ser facilmente confundida com gripe e Covid, pois os sintomas iniciais dessas doenças, como febre, cansaço e dor no corpo, são semelhantes. Por isso, a recomendação é sempre buscar atendimento médico antes de se medicar, sobretudo em caso de suspeita de dengue.

- É importante ter um diagnóstico diferencial porque o prognóstico para essas doenças é diferente. Na dengue, o paciente precisa de muita hidratação e é necessário estar atento aos sinais de alerta para dengue grave. Já a infecção por influenza tem tratamento específico e ele precisa ser aplicado nos primeiros dias para ter efeito - orienta Granato.

Para dengue, a vacinação ainda não é uma medida preventiva em nível populacional, dado que as doses são limitadas. Mas Covid e gripe, sim e os especialistas alertam para a importância de colocar a vacinação em dia,

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Dengue: apesar da explosão de casos, vacina tem baixa procura e estados aumentam público-alvo


No momento em que o país atinge a marca de um milhão de casos de dengue apenas nos dois primeiros meses do ano, estados relatam baixa procura pela vacina contra a doença e decidiram ampliar o público alvo que já pode ser imunizado. A recomendação do Ministério da Saúde tem sido a de restringir as doses disponíveis apenas a crianças entre 10 a 11 anos, mas Acre, Mato Grosso do Sul e Goiás já elevaram para até 14 anos a lista dos que podem receber a proteção, enquanto o Distrito Federal avalia incluir as de 12.

Segundo levantamento do GLOBO com as secretarias de saúde de estados e municípios, cerca de 82 mil crianças entre 10 e 11 anos foram imunizadas contra a doença em nove estados após três semanas do início da vacinação no país. O número representa 11,6% das 712 mil doses do primeiro lote do imunizante recebido pelo governo, no início de fevereiro, e apenas 0,02% da população total que pretende vacinar em 2024 - 3,2 milhões de pessoas. Quatro unidades da federação - Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte - , contudo, não informaram quantas pessoas vacinaram até agora.

Apesar do movimento dos estados, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, pediu para os municípios não se anteciparem ao cronograma de vacinação pensado pelo governo federal. O argumento é que a estratégia de aumentar as faixas etárias gradativamente foi pensada para garantir a aplicação da segunda dose, após três meses. O mesmo método foi aplicado na época da vacinação da Covid-19.

- Se cada município tomar uma decisão descoordenada, a gente pode deixar crianças e adolescentes sem proteção. Todas as nossas ações são decididas por um comitê técnico com especialistas e também há escassez de doses de vacina - afirmou a ministra em entrevista na sexta-feira. Procurada, a pasta não se manifestou.

No Acre, primeiro estado do Norte a iniciar a campanha, a vacinação foi ampliada para adolescentes de até 14 anos em seis dos 11 municípios no dia 26, uma semana após ser iniciada. Segundo a última atualização da secretaria de saúde, até então 770 jovens entre 10 e 11 anos haviam sido vacinados, o que representa 4,3% da meta de imunizar 17.810 pessoas nesta faixa etária.

- Se a procura continuar baixa, enquanto houver estoque, iremos sinalizar para o Ministério da Saúde formalizar uma solicitação de extensão da vacinação para as outras regionais de saúde do estado. Convocamos aos pais para que vacinem seus filhos e evitaremos, assim, casos graves da doença - disse a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações no Acre, Renata Quiles, em entrevista ao site do governo local.

Em Goiás, a vacinação nas 134 cidades que já receberam doses do imunizante foi ampliada para crianças até 14 anos na última sexta-feira. O secretário estadual de saúde, Rasível dos Santos, afirmou que o avanço foi discutido com o Ministério da Saúde.

- Nós tivemos uma boa procura pela vacina nos primeiros dias da campanha, mas a adesão diminuiu com o passar do tempo e apenas 13,1% das crianças com idade entre 10 e 11 anos foram vacinadas - afirmou ele.

A baixa procura também foi a justificativa do governo do Mato Grosso do Sul para elevar a população apta a receber as doses. Segundo a secretaria estadual de saúde, 7.143 vacinas contra a dengue haviam sido aplicadas até a semana passada. A expectativa da gestão é imunizar ao menos 90% do público previsto nesta primeira etapa, estimado em cerca de 28 mil crianças e adolescentes.

Diferentemente dos estados, que já ampliaram o público-alvo, o Distrito Federal ainda aguarda orientação do Ministério da Saúde para vacinar crianças de 12 anos diante da avaliação que o ritmo de imunização da população está lento.

A capital federal, contudo, é onde a imunização mais avançou. Em três semanas, 24.355 das 75.291 crianças entre 10 e 11 anos que vivem na capital federal haviam sido vacinadas até sexta-feira passada, o equivalente a 32%. "A ampliação da faixa etária está sendo avaliada e a pasta aguarda orientações do Ministério da Saúde para a ação", afirma a secretaria em nota.

Médico sanitarista e professor da Universidade de Brasília (UnB), Jonas Brant cita o horário e local em que o imunizante está disponível como uma das barreiras que dificultam a procura.

- A vacina é disponibilizada em um horário muito específico, em um lugar muito específico. Isso faz com que as pessoas tenham dificuldade de chegar até a vacina, então é um horário que a pessoa trabalha, e ela vai ter que faltar ao emprego para poder levar os filhos - afirmou o especialista.

Segundo o último informe semanal do Ministério da Saúde sobre dengue, o Brasil registrou nesse início de ano uma alta de 369% nos casos em relação ao mesmo período do ano passado, além de 154% nos diagnósticos graves e de 31% nas mortes. O cenário preocupa já que 2023 foi o segundo pior da série histórica, com 1.658.816 casos, além de ter sido o mais letal, com 1.094 óbitos.

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DIÁRIO DA MANHÃ

Idoso morre durante transferência para hospital, polícia investiga possível omissão de socorro

Segundo a PM, o paciente morreu durante discussão entre médicos sobre onde ele ficaria

A morte do idoso Valdemar Matias, de 71 anos, é investigada pela Polícia Civil. Ele havia sido transferido de Pontalina para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, na quinta-feira, 29, e não teria sido prontamente atendido, segundo a Polícia Militar.

Ainda de acordo com a PM, os médicos foram autuados por omissão de socorro. O tenente Vinícius Sena informou que a equié médica tentou dar entrada do paciente na emergência, No entanto, teriam sido orientados a ir a outro local da unidade de saúdde.

Neste espaço, um médico havia dito para eles retornarem com Valdemar para a emergência, e foi neste momento que começou uma discussão entre a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O tenente explicou que, nesta discussão, o paciente veio a ótibo.

"O médico da emergência falou que lá era situação de trauma, situação de acidente, facada, tiro, essas coisas. Aí passou para outra outra área dentro do Hugol e levaram esse senhor para lá. Só que o mestre dessa outra área falou que era no trauma. Aí ficou nesse entrevero entre os médicos e o médico do Samu, e o senhor veio a falecer”, disse Sena ao g1.

O Hugol informou, por meio de nota, que Valdemar “foi atendido pela equipe multidisciplinar da unidade e recebeu toda assistência médica necessária, tendo vindo a óbito minutos após a admissão". Afirmou também que "segue rigorosos protocolos de segurança na atenção a todos os pacientes”.

Confira a nota na íntegra:

“O Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) informa que o paciente Valdemar Matias da Silva deu entrada na unidade no dia 29/02/2024, em transporte do Samu, oriundo de Pontalina - GO.

No Hugol, foi atendido pela equipe multidisciplinar da unidade e recebeu toda assistência médica necessária, tendo vindo a óbito minutos após a admissão. O Hugol reforça que segue rigorosos protocolos de segurança na atenção a todos os pacientes. A unidade segue à disposição para quaisquer esclarecimentos”.

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Assessoria de Comunicação